E-mail que me chegou a denunciar os atrasos na certificação do tempo de serviço.
Gostaria de partilhar consigo e com todos os seus milhares de seguidores, uma situação que se passa com muitos colegas do ensino particular e cooperativo e que nos está a tirar o sono já há vários meses.
Esta estória tem alguns condimentos de surrealismo e de ridículo.
- No ano letivo 2015/2016 a certificação de tempo de serviço era feita pela DGEST, funcionava em 5 distritos do país e afetava 25 funcionários.
- No ano letivo 2016/2017 a certificação passou a funcionar na Avenida 24 de julho) não de forma presencial como era feita até aqui, mas sim através da plataforma SIGRHE e passou a afetar apenas 5 funcionários.
O número de requerimentos pendentes ultrapassa os 2000 e o tempo médio de espera ultrapassou o inimaginável, isto é, o fim do prazo de Candidatura ao Concurso Nacional 2017/2018 – as 18 horas do dia 24 de abril.
No meu caso, o requerimento eletrónico que fiz contínua em análise, ou melhor, em banho-maria, há meses.
Concorri sabendo, e tendo sido aconselhado pela tranquila e simpática funcionária da linha de apoio ao Concurso 2017/2018, após ter ficado horas a fio a darem-me música (literalmente) que a minha certificação não iria ser feita a tempo e horas por culpa da escassez de recursos humanos (ipsis verbis), e que a minha solução seria usar o período de aperfeiçoamento da candidatura para recorrer da certificação que tarda em aparecer…e caso se esgote este expediente, nas palavras da atenciosa senhora, tenho ainda a possibilidade de me socorrer do período de recurso. Parafraseando aqui o ator e apresentador Fernando Mendes…ESPECTÁCULO!
Brincadeiras à parte, a inépcia na cerificação do tempo de serviço para os colegas do EPC por parte da DGAE vai resultar na invalidação das candidaturas, em angústia e chatices que poderiam com um pouco de sensatez e boa vontade ser evitadas.




14 comentários
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A dgae fez bem em centralizar porque havia muita fraude. E esperemos que agora pelo menos vejam com atenção os contratos celebrados, as turmas referidas, os descontos efetivamente feitos.
Exatamente! Os amarelos a abandonar o navio do privado conseguiram que se lhes escancarassem os portões da escola pública. Que haja um mínimo de controlo.
Por regra do tempo de serviço de quem vem do privado é facilmente adulterável.
Quantos e quantos trocaram dinheiro da indemnização (poupado pelos patrões) por dias de serviço (pagos pelo estado).
E isto funciona assim há imenso tempo. Não admira que o estado tivesse falido.
Muitos que lecionaram nos colégios privados conseguiram aumentar o seu tempo de serviço pois basta uma declaração dos diretores do colégios e no fim ninguém controla aliás é muito complicado controlar. Sei do que falo já trabalhei no privado. Assim muitos colegas do público são ultrapassados injustamente pelos “amarelos” sem saber bem como.
Coitadinhos dos amarelos.
Este post é uma verdadeira pérola e se for lido com rigor, pode-se extrair daí muitas conclusões.
Gostei particularmente do último parágrafo “Brincadeiras à parte, a inépcia na cerificação do tempo de serviço para os colegas do EPC por parte da DGAE vai resultar na invalidação das candidaturas, em angústia e chatices que poderiam com um pouco de sensatez e boa vontade ser evitadas.”.
Espero é que todos os docentes das escolas públicas estejam bem atentos na altura das reclamações assim como às listas provisórias e definitivas.
Por acaso tenho na minha posse “coisas espetaculares” que um dia irão parar à SIC, é crime:
entrar nos quadros sem ser profissionalizado,
contar tempo de serviço no privado sem nunca ter lecionado nesse privado.
Isto são alguns exemplos …
Vc é uma fraude…prove o que fala ou cale-se…ainda vai parar à prisão.
Por acaso tenho provas, mas o mais importante é poderem entrar mais professores (desde que não haja fraudes, falsas declarações …) e poderem-se aposentar os mais antigos. Reduzir o número de alunos por turma.
Eu não sou do particular, mas do IEFP, e continuo sem receber a contagem do tempo de serviço! O pedido foi feito logo no início de Janeiro.
Colegas,
Estejas atentos às listas provisórias/definitivas…
Prestem atenção aos contratos celebrados por parte dos colegas do privado… ver nas listas públicas do ME (desde o ano 2012/2013 grande parte está no 2.ª prioridade… em 2013/2014 à luz da lei passam para a 1.ª prioridade, mas grande parte não celebrou contrato por não aceitar colocação…) ou nas escolas públicas (no caso das ofertas de escolas).
Estejam atentos, pois grande parte dos colegas do privado na reúnem condições para a Vinculação Extraordinária, não têm 5 contratos nos últimos 6 anos letivos.
E as pessoas ainda se perguntam por que razão a classe docente não “sai do sítio”.
Há fraudes nos tempos de serviço dos professores o EPC? Claro que haverá. Assim como haverá fraude nas Escolas Públicas, como os da antiga majoração, ou as escolas com autonomia, etc etc.
Mas também há escolas públicas (a maioria), que não cometem fraude, assim como a maior parte dos docentes do EPC não serão fraudulentos.
Sou do ECP e nunca cometi fraude nenhuma. Não tenho vergonha de ter trabalhado estes anos todos no EPC e mereço o meu tempo de serviço devidamente certificado, pois todas as horas foram realmente dadas.
Enviei os papéis ainda antes da criação da nova plataforma. Em inícios de janeiro.
Ainda estou à espera.
Uma coisa é averiguar quem comete fraude. É mais que justo. É imperioso.
Outra é simplesmente o sistema não funcionar e resultar em claro prejuízo de muitos docentes.
Mas como bons portugueses, em vez de nos perguntarmos por que razão as coisas não funcionam e, mais uma vez, denunciar que há docentes a serem prejudicados (assim como também há colegas do ensino público que ano após ano são prejudicados), andamos a atirar pedras uns aos outros.
Entretanto, “eles” vão fazendo o que querem de nós.
Ano após ano.
Desejo a todos os colegas o melhor e boa sorte.
Roberto Martins
Sempre haverá alguns “democratas” que se acham mais democratas que os outros, que acharão um gozo desmesurado ao infortúnio alheio e ainda dirão entre dentes “é bem feito!”. Gente de má-fé é o que mais há por aí, e é pena que de democratas não tenham nada. Apenas demonstram que não sabem coabitar com o pluralismo, e que o sistema que defendem é o da ditadura de pensamento único e de regime totalitário.
Desde as sabotagens à lei dos concursos até aos obstáculos ao processo de validação das candidaturas, os professores que tiveram a pouca sorte de leccionar no Ensino Particular e Cooperativo estão a sentir na pele a atitude reaccionária equiparada à dos revolucionários do 26 de Abril de 74, que não olham a meios para operar uma “caça às bruxas”, nem na retórica, que é rasca que se farta.
“os professores que tiveram a pouca sorte de leccionar no Ensino Particular e Cooperativo”. POUCA SORTE???? Deve estar a gozar, só pode. Pouca sorte de terem entrado sabe-se lá como no ensino sem concurso público e deefetivarem com 3 anos de serviço, é isso? Sem andarem com a casa às costas durante anos e sem estarem no desemprego sempre que chega setembro?
Pouca sorte tem quem sempre ficou a trabalhar para o estado e que agora é ultrapassado por quem trabalha há menos anos no ensino, MAS TEM BEM MAIS TEMPO DE SERVIÇO por ter tido horários temporários e incompletos.
Estamos todos fartos destas falsas vítimas.
Cambada de ressabiados fraquinhos!