Sobre o Apuramento de Vagas

Sendo este o processo mais importante para que as reais vagas surjam para o concurso interno importa dar um pouco de atenção ao que foi dito ainda há bem pouco tempo.

Por altura da negociação do diploma de concursos foi por várias vezes referido que o ME iria abrir vagas de QA em função das sucessivas colocações em horário completo e anual nos últimos 4 anos. Passado uns dias a Fenprof elabora um documento onde já diz que essa abertura de vagas apenas acontecerá em número superior à respectiva dotação do quadro.

Quem lê a Nota Informativa para a abertura de vagas percebe que nada de diferente vai acontecer este ano e que as vagas positivas que poderão abrir nada têm a ver com a expectativa que houve nas declarações de Janeiro e Fevereiro por parte do Ministério da Educação.

Continuam a não ser consideradas as reduções da componente lectiva para o apuramento das vagas (tanto dos docentes do 2º, 3º Ciclos e Ensino Secundário, como dos docentes da Educação Pré-escolar e do 1º Ciclo que tendo uma redução lectiva de 5 horas e não tendo turma atribuída é considerado tal como a tivessem).

Se alguém julga que mais vagas positivas vão existir este ano do que em anos anteriores desengane-se.

Nada disso vai acontecer.

 

 

B. Preenchimento do Apuramento de Vagas – Conceitos

a) Para os grupos de recrutamento 100 e 110, deve existir uma correspondência direta entre o número de docentes e o número de grupos / turmas constituídos.

 

Horas letivas necessárias

Por horas letivas necessárias para horários completos, sem reduções previstas no art.º 79.º do ECD, deve entender-se o número de horas que resulta da multiplicação do número de docentes providos por 22 (22 horas = horário completo). Este campo surge automaticamente preenchido em resultado da indicação do número de docentes providos, sendo aplicável apenas nos grupos de recrutamento 200 a 930.

 

 

 

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14 comentários

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    • Salvador on 18 de Março de 2017 at 14:57
    • Responder

    quem é que tem que fazer o apuramento de vagas?

      • Alexandre on 18 de Março de 2017 at 20:09
      • Responder

      Diretores

    • António Cruz on 18 de Março de 2017 at 15:08
    • Responder

    Passamos de 7716 vagas em janeiro, segundo contas feitas neste blog, para esta miséria.
    E tudo isto com um governo de esquerda endireitada, apoiado por dois partidos, um de esquerda e outro mais à esquerda. Srs. dos sindicatos de esquerda e de esquerda endireitada, foram todos enganados e consequentemente enganaram os professores que vos sustentam mensalmente com os seus salários.
    A montanha pariu um rato.

  1. Na (des)concertação entre ME e sindicatos relativa ao concurso, o foco da atenção esteve praticamente virado para a vinculação de milhares professores contratados, preocupação muito legítima e justa. Porém, já se adivinhava que a relativa pouca importância dada aos professores QE/QA nas negociações conduziria a um cenário que parece inevitável: um número de vagas muito aquém das reais necessidades das escolas. Há escolas/agrupamentos que, consecutivamente, declaram vagas negativas ou zero, para, na mobilidade interna, colocarem quatro ou mais professores por grupo disciplinar. Os sindicatos não representarem, verdadeiramente, os interesses dos colegas do quadro, isto é, não acautelaram a situação que poderá acontecer: poucos professores colocados nesta fase e muitos em agosto. Não faz nenhum sentido haver escolas que, necessitando de professores, há quase décadas não abrem vagas. No entanto, precisam de professores.

      • Alexandre on 18 de Março de 2017 at 20:17
      • Responder

      Atenção que nos concursos internos de 2013 e 2015, as vagas foram definidas pela DGAE.

      No mais, concordo consigo. Sou QA a 40 Km de casa (com 24 anos de serviço). Na cidade onde vivo, no último concurso, foram colocados em MI 27 professores no meu grupo. Com este modelo de apuramento de vagas, vou continuar longe. Mas como deixarei de ser parvo, não passando a QA perto de casa, em Setembro entrarei por doença (afinal tenho limitações visuais).

      1. As vagas foram definidas pela DGAE depois de os diretores terem preenchido a aplicação disponível, podendo os mesmos até sugerir o fecho de vagas em determinados grupos, mesmo que a escola tivesse vários professores colocados na mobilidade interna nesses grupos. Isto passou-se de facto.

        • sofia on 19 de Março de 2017 at 21:19
        • Responder

        40 kms é longe de casa? A sério?!?

          • Alexandre on 19 de Março de 2017 at 21:40

          É, comparando com quem tem menos 10 de graduação e está ao lado de casa.

    • Fábio on 18 de Março de 2017 at 15:56
    • Responder

    Os sindicatos nunca se preocuparam nem com estas vagas de quadro de escola nem com o descongelamento de docentes mas apenas em meter nos qzps mais uns bons milhares.

  2. Com estas medidas, perdem todos os professores: QA/QE, QZP e contratados. O mal de uns acaba por afetar todos. O mesmo se pode dizer do bem. Ainda se vai a tempo de se evitar o que poderá ser um enorme deceção para quem pensava que, ao fim de muito e muito tempo, finalmente se poderia aproximar da área da sua residência. Enfim!

    • Confusa on 18 de Março de 2017 at 19:24
    • Responder

    Arlindo, este apuramento de vagas é para QA/QE para o concurso interno. E quanto à abertura de QZP, para o caso de um QA/QE querer passar para QZP?É também agora?E como apuram as escolas se é um QZP a extinguir, no caso de colegas que ingressaram pelo Extraordinário? Parece-me que não vão abrir muitas mais vagas não é?

      • anónimo on 18 de Março de 2017 at 21:19
      • Responder

      Eu penso que as vagas que abrirem em QZP serão para os que vão vincular. Não sei se este ano é possível passar de QE/QA para qzp.

    • Anonymous on 18 de Março de 2017 at 20:08
    • Responder

    Quando for publicada a listas de vagas e quando se constatar que são poucas, o argumento do ME será o mesmo de concursos anteriores: as vagas publicadas resultam do facto de os diretores das escolas terem pedido poucas ou nenhuma.

    • Alexandre on 18 de Março de 2017 at 20:09
    • Responder

    Lindo, épico. Dentro de poucos anos letivos só haverá professores em QZP.

    Coordenadores de estabelecimento (docentes do 100 e do 110) das 3000 escolas do 1º ciclo, muitos deles sem turma e com funções de apoio – Não contam como necessidades permanentes.
    Professores de Apoio Educativo (3 a 4) por agrupamento – Não contam como necessidades permanentes.

    Mas a parte hilariante é considerar que um professor com 14 ou 18 horas letivas é o mesmo que um professor com 22.

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