Afinal, a Montanha Vai Parir um Rato

A FENPROF apresenta este documento onde faz o balanço das negociações com o ME relativamente aos concursos.

Não é preciso ser muito perspicaz para perceber que só não existiu acordo entre a FENPROF e o ME muito possivelmente pela inclusão de forma transitória que permite a alguns docentes das escolas com contrato de associação concorrerem ainda na segunda prioridade nos próximos dois concursos.

A FENPROF considera positivos 13 pontos na nova versão do diploma e apenas identifica 6 pontos negativos.

Mas este documento também nos diz algo que ainda não tinha sido dito até aqui.

Tem-se falado bastante na abertura de lugares QA/QE em função das sucessivas colocações em necessidades permanentes nos últimos 4 anos, mas…

… a leitura do texto colocado pela FENPROF muda bastante o entendimento que tinha sobre o que se foi falando nestes últimos tempos, porque vai ser necessário verificar a dotação dos quadros para incluir essas colocações em vagas QA/QE.

E no fim das contas feitas as vagas a abrir em QA/QE vão ser muito reduzidas ou quase nulas.

E isto para a FENPROF está incluído num dos 13 pontos positivos.

 

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7 comentários

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    • Alexandre on 21 de Fevereiro de 2017 at 16:51
    • Responder

    Mas sempre foi assim. Os horários completos que resultam da substituição de professores que estão em funções de gestão ou mobilidade/requisição não podem ser ocupados. Por exemplo, o lugar do Mário Nogueira, na Pedrulha, não gera vaga.

    • indignada on 21 de Fevereiro de 2017 at 18:10
    • Responder

    Isto é mais uma vez anedótico 😠. Vieram para a comunicação social dizer que os QA iriam ter oportunidade de mudar de agrupamento para ficarem mais próximos da residência, os contratados vão ter vagas especiais, parecia tudo uma maravilha. Dos QZP, nos quais me incluo, nem uma palavra. Mas, no fim de contas, vai ser tudo mais do mesmo: os QA vão ser uma ninharia, os QZP continuarão geograficamente impraticáveis, os contratados que vincularão vão querer ser contratados outra vez, porque se se apregoa que os contratados são precários, então imaginem estar eternamente na precariedade como já estão há muitos anos os prof dos quadros. Mas há quem trabalhe e muito pela estabilidade. Quem? Os dirigentes do sindicato que têm o seu tachinho e fazem de tudo para não irem para o batente. É vergonhoso!!!!

    • Ando Cá Há Muitos Anos on 21 de Fevereiro de 2017 at 18:41
    • Responder

    Pessoalmente, vejo duas boas notícias que, espero, fiquem claras e esclarecidas no diploma dos concursos: o fim das implicações da avaliação na graduação e a justiça da reposição do tempo de serviço injustamente descontado por faltas por doença. Neste último caso, só espero que não arranjem outra artimanha para só fazer de conta, como a ridícula de 2015, em cima do concurso…

      • ana on 21 de Fevereiro de 2017 at 21:08
      • Responder

      Agora é que os amarelos vão “escalar” ao não contarem com a ADD. É preciso não esquecer que “estas pessoas” NÃO SÃO AVALIADAS de acordo com o ECD. Uma vergonha colocar docentes que têm muito pouco tempo de ensino público e sem avaliação à frente de quem “deu o litro” por esse país fora para ter (des)emprego.
      Não há dúvidas que a FENPROF defende os interesses dos eternos contratados da escola pública.

      • Filipe Lemos Fernandes on 23 de Fevereiro de 2017 at 8:48
      • Responder

      O fim da avaliação na graduação foi unicamente para beneficiar os docentes das escolas com contrato de associação! Mais nada!

    • PL on 21 de Fevereiro de 2017 at 22:48
    • Responder

    “89.406 pessoas com vínculos de carácter temporário na administração central e nas empresas públicas”

    “No caso da Educação, tem 26.133 contratos a termo”

    “há medidas em curso para integrar até 3.200 professores no quadro”, OU SEJA, APENAS 12% DOS VÍNCULOS TEMPORÁRIOS!

    Há “mais de 10 mil professores de baixa prolongada, que não darão lugar à integração no Estado.”

    https://static.publico.pt/infografia/2017/economia/precarios_no_estado3.svg

    In: https://www.publico.pt/2017/02/04/economia/noticia/governo-justifica-parte-significativa-dos-vinculos-temporarios-no-estado-1760835

    • Manuel Sergio on 21 de Fevereiro de 2017 at 22:57
    • Responder

    4 anos, 2016/17 inclusive, ou este ano não é contabilizado?

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