Supervisão pedagógica entre pares? Que é isso?

Muitos têm sido os docentes que têm demonstrado uma certa apreensão em relação à supervisão pedagógica entre pares. Se o CP aprovou, que remédio têm…

Mas convém dizer que, ao falar-se disto, tem que se falar de processos de regulação do ensino e da aprendizagem, da reflexão e investigação sobre a ação educativa e de melhoria de práticas pedagógicas, não só dentro da sala de aula. Ou seja, criar espaços e oportunidades para a construção do conhecimento não só a nível profissional, mas também, de limites pessoais, desenvolver o profissionalismo dentro e fora de sala e aula, refletir sobre a profissão e sobre a sala de aula enquanto espaço de pedagogia, partilhar experiências (isto será o mais importante, a meu ver…), formas de olhar o ensino, as aprendizagens e a sua avaliação. Nada mais do que isto… apenas uma reunião de trabalho colaborativo.

Tretas de quem não tem mais nada para fazer e quer chatear quem trabalha. ( já fazemos isto informalmente há anos) Mais uma daquelas “coisas” bonitas para mostrar à IGE.( temos que ter evidências) Mas nem me oponho, desde que não venha sobrecarregar ainda mais os docentes, nem ocupar o seu tempo de preparação de aulas e atrasar a entrega de testes e outros trabalhos aos alunos.

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7 comentários

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    • Teresa Marques on 18 de Fevereiro de 2017 at 11:13
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    Na escola onde estou, já se pratica. Mas só porque sim e porque a direção quer.

    • Rosalina Simão Nunes on 18 de Fevereiro de 2017 at 11:31
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    ” Se o CP aprovou, que remédio têm…” – Não é bem assim. O professor tem direitos e não de se sujeitar à vontade de…

    “10. Ainda assim, se me quiserem obrigar a ter aulas assistidas, contra a minha vontade, que devo fazer? Deverá pedir essa ordem por escrito e impugná-la hierarquicamente, de modo imediato. Também deve recorrer ao seu delegado sindical ou a qualquer outro dirigente do SPN. No limite, o SPN auxiliá-lo-á a recorrer a tribunal, não podendo, como é óbvio, prever garantidamente o teor da decisão judicial. Por isso é que a litigância jurídica nunca substitui a luta sindical. Para uma resistência mais eficaz contra a obrigatoriedade de aulas assistidas, os colegas devem juntar-se em cada escola em geral, e em cada departamento em particular, e tomar uma posição conjunta contra a obrigatoriedade de aulas assistidas, a comunicar à direção do Agrupamento, à Inspeção Geral de Educa- ção e ao Ministro da Educação. Não há nada mais seguro que a luta coletiva pela autonomia e pelo respeito profissionais.”http://www.spn.pt/Media/Default/Info/AULAS%20ASSISTIDAS.pdf

    • Jose Santos on 18 de Fevereiro de 2017 at 16:10
    • Responder

    mais uma treta inventada por alguém e que ige que devia era fazer uma inspeção séria e responsável parte dela estas ideias que so servem para tretas e ocupar espaço e dar trabalho necessário aos professores com mais papelada pois tira-se uma foto e essa é a evidência e parece que tudo corre bem e nesse campo o diretor tem muito bom e todos ficam contentes treta e mais treta

    • Pedro Xavier on 18 de Fevereiro de 2017 at 16:43
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    A minha experiência pedagógica entre pares é bastante positiva.
    Há dois anos como avaliação entre pares, observamos/somos observados a uma aula por período, de um colega do nosso grupo.
    Este ano, no âmbito de uma formação de supervisão pedagógica na escola onde leciono, duas aulas com um colega de qualquer grupo.
    Em nenhum dos casos, aconteceu sobrecarga de trabalho, e é bom que assim se venha a verificar, pois já basta a “overdose” a que estamos sujeitos, particularmente quem tem um horário disfuncional.
    Não tenho dúvidas que se aprende sempre alguma coisa, quanto mais não seja, porque não há dois professores com estratégias iguais. Mas, claro está, como acontece com os alunos, é difícil de aprender quando não se está interessado.

    • Eduardo on 19 de Fevereiro de 2017 at 1:41
    • Responder

    Esta burocrata e aberrante “Supervisão Pedagógica”, mais não é que uma forma de tornear a falida avaliação de desempenho docente, apadrinhada e incentivada pela IGE no âmbito da melhoria dos resultados escolares e da avaliação das escolas. Assim, apareceram umas empresas a ganhar dinheiro sobretudo à custa de umas burocracias e do trabalho dos docentes.

    Tudo isto não é por acaso e não é de borla, pesquisem na Net e encontrarão empresas “experts e lobies” em Avaliação Interna das Escolas a propósito da avaliação externa da IGE – Inspeção Geral da Educação.

    O dinheiro é que manda e quem se paga são os do costume… contribuintes e docentes, pois quanto aos resultados … é papel e mais papel, com grelhas bonitas do PAA, RI, e Projeto Educativo.

    Melhora alguma coisa? Claro que melhora o bolso dessas empresas e dá trabalho a quem fez os cursinhos na Católica e similares.

    • António on 19 de Fevereiro de 2017 at 8:46
    • Responder

    Na minha escola enviei a pedagógico uma pergunta sobre essa treta da observação de aulas, uma ADD encapotada. Solicitei que me informasse qual o crédito horário de que a escola dispunha e quais os professores que dispunham de tal crédito horário para andarem de sala em sala a realizar observações de aulas dos seus pares, até já aprovaram uma grelha de observação de aulas(o fantasma das ideologias da Mª de Lurdes Rodrigues voltou à escola), é que na minha escola 59 alunos de Educação Especial não beneficiam de qualquer apoio e muitos estão em situação de retenção. É imoral andarmos a gastar o nosso tempo com estas palhaçadas e quem tem tempo para o fazer que o faça no seu tempo de trabalho individual, pois há colegas que estão a apoiar alunos nas horas de redução e de trabalho de escola e outros mesquinhos andam à procura da forma mais mesquinha de se sentirem importantes (falta do que fazer). Vão trabalhar pá.

    • José Bernardo on 9 de Agosto de 2017 at 18:40
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    “Tretas de quem não tem mais nada para fazer e quer chatear quem trabalha.” – no meu caso foi exatamente o contrário: apenas os verdadeiros camaradas de profissão, vulgo colegas, se prontificaram a ficar e manter até ao fim, o apoio dentro da sala de aula, no cenário de guerra que é uma aula… Todos os outros falharam nas suas competências, por medo ou incapacidade, ficaram cá fora!

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