No Caso da Carreira Docente Não Há Pontos. Há Tempo, …que Falta

… e pelos vistos irá faltar ainda durante muitos anos…
 

Centeno: Descongelamento de carreiras será feito ao longo de vários anos

 

 

O ministro das Finanças reitera o compromisso de desbloquear carreiras a partir de 2018, mas acrescenta que o impacto orçamental será “plurianual”.

 

 

Será uma das próximas grandes batalhas da Função Pública. O ministro das Finanças, Mário Centeno, reiterou esta quarta-feira o compromisso do Governo com o descongelamento de carreiras, previsto para 2018, mas acrescentou que o impacto orçamental será “plurianual”, o que confirma a intenção de gradualismo.

 

Ao longo dos últimos anos os funcionários públicos têm acumulado pontos na avaliação de desempenho que dariam direito a progressões, ou seja, a um aumento do salário, mas as sucessivas leis do Orçamento do Estado têm travado a possibilidade de aumentos remuneratórios.

 

O descongelamento de carreiras “é uma matéria que está no programa de Governo” e no Programa de Estabilidade e tem uma “dimensão orçamental plurianual”, afirmou o ministro das Finanças, Mário Centeno, na Comissão de Segurança Social e Trabalho, onde está a ser ouvido.

 

O problema é que os direitos foram acumulados pelos funcionários ao longo de tantos anos que o mero desbloqueamento desta situação poderia ter um impacto orçamental pesado.

 

No calendário de reuniões negociais que tinha estabelecido com os sindicatos, ainda no final do ano passado, o Governo já tinha apontado para um certo gradualismo no descongelamento de progressões.

 

Esta quarta-feira,  a secretária de Estado da Administração Pública, Carolina Ferra, afirmou que esta questão será discutida com os sindicatos no próximo dia 13, tal como a questão a integração dos precários.

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7 comentários

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    • Ivone on 1 de Fevereiro de 2017 at 20:02
    • Responder

    Não percebi, então o tempo congelado vai valer alguma coisa no futuro? Ao menos que se descongele finalmente, assim é que não pode continuar.

      • Recurso on 2 de Fevereiro de 2017 at 11:51
      • Responder

      A referência é aos funcionário públicos da carreira geral, que têm acumulado pontos da avaliação. No caso dos professores, estamos congelados e esse tempo de serviço de nada vai contar.
      Tal como diz, que pelo menos nos descongelem pra irmos (devagarinho) progredindo.

        • Luis Rodrigues on 2 de Fevereiro de 2017 at 12:18
        • Responder

        Nós também temos o tempo referente a avaliações de MB e Excelente que temos tido ao longo destes anos. A questão será quando é que o vamos usufruir?

          • Recurso on 2 de Fevereiro de 2017 at 13:18

          Mas as avaliações apenas servem a nível eliminatório para não mudar de escalão(tendo abaixo de Bom), não serve para mais nada. Estando num escalão, quando descongelar lá teremos de perfazer o tempo relativo a esse escalão e ter a avaliação mínima de Bom para passar para o escalão seguinte.

    • Carvalho on 4 de Fevereiro de 2017 at 17:17
    • Responder

    Até que enfim alguém diz algo interessante.

    • mario silva on 4 de Fevereiro de 2017 at 20:47
    • Responder

    e estão a esquecer que a progressão depende de vagas em alguns escalões…

    • mario silva on 4 de Fevereiro de 2017 at 20:48
    • Responder

    Em 2008, um diretor disse aos professores que esquecessem
    definitivamente a progressão na carreira porque muitos iriam morrer no máximo
    no 6º escalão. A declaração do ministro das Finanças de que só a parir de 2018
    iria haver progressão mas faseada, é o politiquês para confirmar o que o
    diretor profeticamente afirmou.
    Portanto chegou o momento de toda uma faixa etária de
    professores entre os 45-55 anos aceitarem resignadamente que não há progressão
    para eles para além do 6º escalão, o mesmo acontecendo para os poucos que
    iniciam uma carreira no ensino.

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