… e pelos vistos irá faltar ainda durante muitos anos…
Centeno: Descongelamento de carreiras será feito ao longo de vários anos
O ministro das Finanças reitera o compromisso de desbloquear carreiras a partir de 2018, mas acrescenta que o impacto orçamental será “plurianual”.
Será uma das próximas grandes batalhas da Função Pública. O ministro das Finanças, Mário Centeno, reiterou esta quarta-feira o compromisso do Governo com o descongelamento de carreiras, previsto para 2018, mas acrescentou que o impacto orçamental será “plurianual”, o que confirma a intenção de gradualismo.
Ao longo dos últimos anos os funcionários públicos têm acumulado pontos na avaliação de desempenho que dariam direito a progressões, ou seja, a um aumento do salário, mas as sucessivas leis do Orçamento do Estado têm travado a possibilidade de aumentos remuneratórios.
O descongelamento de carreiras “é uma matéria que está no programa de Governo” e no Programa de Estabilidade e tem uma “dimensão orçamental plurianual”, afirmou o ministro das Finanças, Mário Centeno, na Comissão de Segurança Social e Trabalho, onde está a ser ouvido.
O problema é que os direitos foram acumulados pelos funcionários ao longo de tantos anos que o mero desbloqueamento desta situação poderia ter um impacto orçamental pesado.
No calendário de reuniões negociais que tinha estabelecido com os sindicatos, ainda no final do ano passado, o Governo já tinha apontado para um certo gradualismo no descongelamento de progressões.
Esta quarta-feira, a secretária de Estado da Administração Pública, Carolina Ferra, afirmou que esta questão será discutida com os sindicatos no próximo dia 13, tal como a questão a integração dos precários.




7 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Não percebi, então o tempo congelado vai valer alguma coisa no futuro? Ao menos que se descongele finalmente, assim é que não pode continuar.
A referência é aos funcionário públicos da carreira geral, que têm acumulado pontos da avaliação. No caso dos professores, estamos congelados e esse tempo de serviço de nada vai contar.
Tal como diz, que pelo menos nos descongelem pra irmos (devagarinho) progredindo.
Nós também temos o tempo referente a avaliações de MB e Excelente que temos tido ao longo destes anos. A questão será quando é que o vamos usufruir?
Mas as avaliações apenas servem a nível eliminatório para não mudar de escalão(tendo abaixo de Bom), não serve para mais nada. Estando num escalão, quando descongelar lá teremos de perfazer o tempo relativo a esse escalão e ter a avaliação mínima de Bom para passar para o escalão seguinte.
Até que enfim alguém diz algo interessante.
e estão a esquecer que a progressão depende de vagas em alguns escalões…
Em 2008, um diretor disse aos professores que esquecessem
definitivamente a progressão na carreira porque muitos iriam morrer no máximo
no 6º escalão. A declaração do ministro das Finanças de que só a parir de 2018
iria haver progressão mas faseada, é o politiquês para confirmar o que o
diretor profeticamente afirmou.
Portanto chegou o momento de toda uma faixa etária de
professores entre os 45-55 anos aceitarem resignadamente que não há progressão
para eles para além do 6º escalão, o mesmo acontecendo para os poucos que
iniciam uma carreira no ensino.