Não Há Tempo Para Mais Nada…

A não ser que o trabalho de cooperação fique para o período nocturno, para o fim de semana, ou para o intervalo que vá dos dois mil aos três mil minutos do trabalho semanal.

Um dos maiores problemas que existe para a falta da cooperação é a excessiva carga de trabalho e a falta de tempos comuns no horário de trabalho dos docentes.

Experimentem libertar a quarta-feira de tarde para todos os professores e alunos e vão descobrir que será possível efectuar-se trabalho colaborativo e passar nas avaliações do Pisa do Bom para o Excelente num instante. Mas não é para andar a observar aulas, não. É para partilhar experiências.

Que mania destes teóricos pensarem que a observação de aulas é a melhor forma de melhorar os resultados dos alunos.

 

 

Professores portugueses trabalham isolados

 

 

OCDE sugere mais cooperação entre docentes. Seis antigos ministros de Educação analisaram melhoria de Portugal no PISA.

 

 

Os professores portugueses trabalham isolados, não cooperam nem observam aulas uns dos outros, e mudar esta realidade seria simples e traria melhorias significativas ao sistema de ensino. A ideia foi defendida esta sexta-feira por Andreas Schleicher, diretor de Educação da OCDE, numa intervenção sobre os progressos de Portugal no estudo PISA, a anteceder o debate com seis antigos ministros da Educação, no auditório do Liceu Camões, em Lisboa.

Os estudos que fizemos indicam que os professores portugueses mal falam uns com os outros, trabalham muito isolados e não cooperam. Esta é uma das mudanças simples de fazer para Portugal passar de Bom a Excelente nos resultados do PISA”, disse o responsável, frisando que em Portugal os professores “praticamente não observam aulas” uns dos outros para tentar colher ensinamentos.

O responsável elogiou a melhoria contínua verificada em Portugal entre 2000 e 2015 no PISA, estudo que avalia as aprendizagens de alunos de 15 anos: “Portugal mostrou que é possível combinar qualidade e equidade”.

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5 comentários

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    • Cris on 10 de Fevereiro de 2017 at 21:03
    • Responder

    Observar aulas permite aprender muito com as boas práticas partilhadas em contexto. Só quem não o fez com o verdadeiro espírito é que se opõe. Observar também implica planificar e decidir em conjunto e até cooperar na lecionação. Todos ganhariam com isso. Sem stress.

      • Julio on 11 de Fevereiro de 2017 at 14:03
      • Responder

      Sempre que lemos algo como «Só quem não fez [aquilo que eu acho que deve ser feito] com o verdadeiro espírito é que se opõe» devemos para imediatamente a leitura.

    • Domingos on 10 de Fevereiro de 2017 at 23:57
    • Responder

    E eis que regressam como se fizessem alguma falta. Eu sugiro que estes especialistas sejam colocados em sala de aula com turmas do vocacional ou PIEF. Quão bonitos são estes estudos! Mais umas ideias para sobrecarregar os professores e amarrá-los ao espaço escolar durante mais tempo.

    • ai on 11 de Fevereiro de 2017 at 21:27
    • Responder

    sim – uma hora em sala de aula com PIEF e vocacionais. Alunos que só sabem dizer : foda-se, vá para o caralho, gorda … bla, bla. Aquilo é um terror. Os prof. não sabem lidar com marginais … essa é a grande questão. A escola não está preparada para receber alunos marginais…
    Uma sugestão : enviar esta s alunos para o ensino privado. aqui fica a sugestão.

      • Pinheiro on 13 de Fevereiro de 2017 at 11:44
      • Responder

      Enviar estes alunos para casas de correção e trabalho forçado.

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