História e Geografia podem passar a disciplinas semestrais
O Ministério da Educação está a estudar a hipótese de alterar disciplinas que atualmente são anuais, transformando-as em semestrais.
O Ministério da Educação está a estudar a hipótese de alterar disciplinas que atualmente são anuais, transformando-as em semestrais, no ensino básico e no secundário. Entre as unidades curriculares que podem vir a tornar-se semestrais estão a História e a Geografia do 3º ciclo.
“História e Geografia só têm dois ou três tempos por semana e os professores chegam a ter 11 turmas, cerca de 300 alunos. Concentrando cada disciplina num semestre, o professor passaria a ter metade dos alunos em cada semestre e pedagogicamente seria bom”, esclarece ao “Correio da Manhã” o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas, Filinto Lima.
De acordo com o CM desta terça-feira, o intuito é concentrar mais a carga horária e reduzir o número de alunos por docente em cada semestre. “Testar e ver se é possível” é o que João Costa, secretário de Estado da Educação, disse sobre o tema, no Parlamento, esta semana.




5 comentários
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E as tecnologias da informação e comunicação?, será que não tem que haver também uma divisão da turma?, pois, por ser uma disciplina prática, torna-se completamente impossível de transmitir os conhecimentos aos alunos.
Concordo. Excelente ideia. No futuro isso poder-se-ia estender aos cursos profissionais, pief, vocacionais. Num curso profissional não faz sentido ser o mesmo prof. a dar todos os módulos … aqui fica mais uma sugestão.
AH! AH! AH! O milagre da multiplicação das horas com metade dos professores! Esta gente é mesmo santa milagreira. Canonização já!
Arlindo, há escolas onde a História é a Geografia já são semestrais, e onde, recorrendo ao crédito, se dá mais uma hora a TIC e à disciplina de opção artística de modo a dividi-las em turnos. E funciona!
Seria bonito, porém aqui coloca-se depois o facto dos professores terem o Ministério em cima deles para dar o conteúdo da disciplina todo.
Ora o que acontece é que não é possível dar o conteúdo de uma matéria que esta preparada para um ano lectivo em apenas seis meses (semestral).
Esta divisão até pode ser muito boa para os professores, porém é prejudicial para as crianças. Que não podem não ter todas a mesma capacidade de assimilação dos conteúdos.
a minha sobrinha este ano teve um professor apenas colocado em finais de outubro, que deu a matéria a correr, fazia testes com três capítulos do livro. Nem eu que sou adulta conseguiria absorver tanta matéria.
Temos que ter conta peso e medida. Temos que perceber que as nossas crianças não são máquinas, e que são todas diferentes. Se uns têm mais facilidade em memorizar, outras terão mais facilidade com numeros, outras com artes, etc.
As nossas crianças estão a dar matérias num 8ºano que eu dei no 11ºano. Dão matéria a matemática no 7ºano, que eu dei no meu 10 ano.
Os professores querem mais condições, é justo, mas então exigem também uma reforma nos conteúdos que estão a dar.
O ministério tem que entender que as crianças, e jovens têm também que ter tempo para serem crianças e jovens.
Têm que ter tempo de chegar a casa e simplesmente ter tempo para ver um filme, ou pegar num livro e ler. Passam mais de 8 horas na escola, para chegarem a casa e ficarem mais 4, 5, 6 horas a fazer TPC, Trabalhos, Apontamentos ou simplesmente a ler os manuais que nem sublinhar podem.
È vergonhoso o nosso ensino.