Foi Ela Própria Que a Matou!

E ainda não percebeu a aversão que todos os professores ganharam em falar-se de Avaliação de Desempenho Docente com o modelo imposto por si.

Há períodos de nojo que podem ser curtos, mas sobre o tema da Avaliação de Desempenho o período de nojo de Maria de Lurdes Rodrigues bem podia demorar 50 anos que nunca seria esquecido.

 

Maria de Lurdes Rodrigues diz que avaliação docente acabou em Portugal

 

 

Ex-ministra da Educação defende que é necessário encontrar “outros instrumentos” que não suscitem a contestação que o seu modelo de avaliação provocou.

 

 

O tema da avaliação dos professores acabou em Portugal. Quem o diz é a ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues que, precisamente, fez da avaliação de professores o seu cavalo de batalha.

Respondendo a uma questão sobre o fim da prova de admissão à carreira, Maria de Lurdes Rodrigues assumiu na presença dos outros ex-ministros que o final do seu mandato mostrou que “não existem condições objectivas” para introduzir a avaliação docente. O modelo de avaliação introduzido por Maria de Lurdes Rodrigues foi sendo sucessivamente simplificado, incluindo no seu mandato, tendo sido expurgadas as componentes que geraram mais polémica, como a influência dos resultados dos alunos ou a obrigatoriedade da observação de aulas, que foi limitada a dois escalões de uma carreira que tem dez.

Actualmente, os professores estão também obrigados à apresentação de relatórios anuais, que são avaliados por responsáveis da escola ou por professores exteriores, caso se tenha realizado a observação de aulas.

Maria de Lurdes Rodrigues falava durante uma mesa redonda com os ex-ministros David Justino (PSD/CDS), Maria do Carmo Seabra (PSD/CDS), Isabel Alçada (PS) e Nuno Crato (PSD/CDS), com moderação de outro antigo titular da pasta, Marçal Grilo (PS). Sendo a avaliação um “tabu é nosso dever arranjar outros instrumentos que permitam alcançar os mesmos objectivos – melhorar o recrutamento e as competências – sem os confrontos e as crispações a que assistimos”, disse Maria de Lurdes Rodrigues.

A última vaga de contestação teve no centro a chamada Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PAAC), obrigatória para acesso à carreira. Esta prova foi legislada por Maria de Lurdes Rodrigues, posta em prática por Nuno Crato e extinta pelo actual ministro.

O encontro dos ex-ministros foi promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos para analisarem os resultados da última edição dos testes PISA, realizada em 2015. Os testes PISA são promovidos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para avaliar a literacia dos alunos de 15 anos em matemática, ciências e leitura. Em 2015, os resultados dos alunos portugueses ficaram pela primeira vez à frente da média da OCDE.

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2 comentários

    • maria on 10 de Fevereiro de 2017 at 21:03
    • Responder

    Os tempos da Maria de Lourdes Rodrigues como ministra foram o pior pesadelo dos professores. Conseguiu minar por completo o ambiente nas escolas. Virou os professores uns contra os outros e dificilmente a escola voltará a ser o que era.
    Vá de retro!…

    • Herberto Galiano on 11 de Fevereiro de 2017 at 17:42
    • Responder

    Nunca entenderam estas mentes (brilhantes) que a profissão docente não é um sacerdócio ainda que muito se assemelhe.

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