Ciências Sociais Vão Ganhar Horas

Governo vai reformular currículos das escolas. Ciências Sociais vão ganhar horas

 

 

Cidadania e área de projecto vão regressar aos currículos escolares.

 

 

O Governo vai reintroduzir as áreas de cidadania e de projecto nos currículos escolares. Há disciplinas que vão perder carga horária porque a ideia não é aumentar o número de horas que os alunos passam na escola. O secretário de Estado da Educação diz ainda ao Expresso que haverá ainda um reforço das ciências sociais.

“Tenho de emagrecer o currículo actual e fazer um reequilíbrio entre áreas”, disse o secretário de Estado da Educação ao semanário Expresso.

Ao mesmo jornal, o governante diz que há disciplinas como a Geografia e a História que têm poucas horas, tal como a Educação Física. Questionado sobre se as áreas sacrificadas são a Matemática e o Português, João Costa respondeu que “algumas terão de perder”.

Em declarações à Renascença, a presidente da associação de professores de Matemática, Lurdes Figueiral, está ao lado da vontade do Governo. “O que é mais importante é nos proporcionarmos aos alunos um currículo equilibrado nos primeiros anos de aprendizagem. O privilegiar do português e da matemática que tem havido nos últimos anos prejudicou o equilíbrio, e no caso da matemática foi claríssimo prejudicou a relação dos alunos com a disciplina. Não se trata de uma contagem de horas como quem conta espingardas.”

O Governo quer ainda reforçar as horas curriculares de projectos interdisciplinares que impliquem um trabalho entre professores e conteúdos de disciplinas diferentes. Trata-se de dar novo fôlego à área Projecto que segundo o secretário de Estado trouxe muitos bons trabalhos mas não foi plenamente assumida como curricular, e como não contava para a nota final foi desvalorizada.

O que se pretende é que estas actividades sejam agora valorizadas e sejam tão importantes como as aulas tradicionais, sendo sujeitas a uma avaliação tão válida quanto a de um teste escrito.

“Os testes são instrumentos de avaliação muito importantes, mas não podem ser os únicos”, argumenta o secretário de Estado.

Outra área a que o Executivo quer dar força é a da Formação Cívica que foi introduzida em 2001 mas desapareceu em 2012 com o ex-ministro da Educação, Nuno Crato. A forma como esta temática será abordada nas escolas ainda está a ser trabalhada como a secretária de Estado da Igualdade.

“Neste momento é algo que se faz nas escolas de forma voluntária. Mas para nós é evidente que o horário dos alunos tem de complementar. Se não, não vai acontecer”, resume João Costa ao Expresso.

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59 comentários

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    • Rita Leite on 18 de Fevereiro de 2017 at 17:46
    • Responder

    Pelos vistos a Filosofia vai continuar esquecida…

      • anónimo on 24 de Fevereiro de 2017 at 13:37
      • Responder

      Esta noticia é falsa até ao tutano. Haverá menos horas mas mascaradas de mais horas, passando as disciplinas das áreas sociais (História e Geografia) a semestrais. Grandes vantagens:
      1º redução na necessidade de contratação de professores em grupos com elevadas médias de idade entre os efetivos (porque para ter um horário completo serão necessárias mais turmas);
      2º dar a ilusão de redução do número de alunos (uma turma passa a estar dividida em turnos), quando se passa a ter o dobro;
      3º fazer a junção das duas disciplinas (História e Geografia, no 3º ciclo) que já tinha sido tentada (chegou a funcionar uma licenciatura que dava habilitação profissional para os dois GR) copiando o modelo francês e esticando o modelo curricular do 2º ciclo (com HGP).
      Enfim, com bolos se enganam os tolos…
      Sinceramente dispensava atenção. Neste modelo era preferivel prometerem mais horas a Português e a Matemática (o que de resto também se prepar com a eliminação progressiva, não sei se conseguida, dos 3 periodos letivos e a sua substituição por 2 semestres.

    • PROFET on 18 de Fevereiro de 2017 at 17:58
    • Responder

    Não encontrando neste texto qualquer referência em relação à disciplina de Educação Tecnológica do 3º ciclo (que foi banida do currículo para aumentar a carga horária de Português e Matemática), só espero que seja intenção do governo recrutar professores do Grupo 530 – Educação tecnológica para lecionar a disciplina de Área de Projeto, pois estes docentes são os que estão melhor habilitados, são os que têm maior experiência em metodologia de projeto e no desenvolvimento da interdisciplinaridade e de conteúdos transversais. Se esta disciplina for lecionada por professores de outros grupos, então cair-se-à no mesmo erro de tempos passados, o de desvalorizar esta área de grande importância.

      • CMarques on 18 de Fevereiro de 2017 at 19:03
      • Responder

      Os teóricos só dão importância à parte cognitiva do ser humano, esquecendo-se da parte psicomotora. Por isso vejo muitas vezes pessoas sem jeito para tarefas manuais e mal preparados para o dia a dia das suas vidas. A vida não é só estar sentado a ler e a escrever.

        • PROFET on 18 de Fevereiro de 2017 at 19:43
        • Responder

        Completamente de acordo. Chama-se a isso “educar para a vida” ou “escola da vida”, é o conceito mais importante em termos educacionais e tem sido constantemente esquecido. Quem não percebe isto, então é porque é “burro” e claro, quando a burrice impera, gera ainda mais burrice…para quê sobrecarregar as crianças com tantos conteúdos e tanta informação teórica se depois não sabem aplica-la na vida “real”.

          • Virgulino Lampião Cangaceiro on 18 de Fevereiro de 2017 at 21:00

          Isso de educar para vida depende de que vida se está a falar…
          Se for para o desemprego, tanto faz, é soltar os alunos no recinto escolar e dexa-los em roda livre até os pais terem tempo para os virem buscar. Se estivermos a falar da vida que os alunos querem (sim, porque o ministro disse que ia ouvir o que queriam os alunos…), também se dispensam aulas de qualquer tipo. Já se tivermos em conta uma estratégia de desenvolvimento para este país, o caso pia mais fininho. O problema é que não há nem nunca houve uma tal estratégia.
          Conclusão: tanto faz ensinar latim como as cem maneiras de fazer bacalhau. Ou nada ensinar.

          • PROFET on 18 de Fevereiro de 2017 at 21:20

          Sim, também estou de acordo com a sua perspetiva, a qual vem complementar aquilo que aqui disse. Existe falta de uma estratégia concertada. No entanto, considero que a opinião dos alunos também deverá ser escutada, porque, felizmente, ainda existem alunos bem formados, cujas opiniões poderão ser consideradas e ser relevantes, porque, afinal de contas, eles são o principal alvo de todo este processo, que é a educação. Eu, no meu dia a dia, também aprendo com os meus alunos e estou num processo contínuo de atualização das vivências. Um bom “concerto”, só o será, se permitir a participação e contribuição de todos os seus intervenientes.

          • Virgulino Lampião Cangaceiro on 18 de Fevereiro de 2017 at 22:39

          Opinião dos alunos sobre uma reforma curricular? Desisto.

          • PROFET on 18 de Fevereiro de 2017 at 22:55

          O facto de muitos professores acharem que sabem tudo e que os alunos não sabem nada é, por si só, um grande fator de atrito no processo de ensino-aprendizagem. Não admira que a grande maioria dos alunos não goste da escola, não se sentem escutados. Escutar, não significa implementar, significa abertura, significa ouvir e eventualmente aproveitar opiniões diversificadas e observadas de diferentes perspetivas = Democracia.

    • Santos on 18 de Fevereiro de 2017 at 19:09
    • Responder

    Pronto, lá anda a malta aos pulinhos, a tentar puxar a brasa à sua sardinha! Mas desenganem-se os que esperam umas migalhas na redistribuição dos pirolitos, porque o minimalismo do ensino público, nos próximos anos, só vai gerar horas para lidar com os meninos da Educação Especial e dos PIEFs…

      • PROFET on 18 de Fevereiro de 2017 at 19:30
      • Responder

      Não se trata de puxar a brasa à sua sardinha quando os comentários são bem fundamentados. Se está a sugerir que estou a puxar a brasa ao grupo 530, então é porque possivelmente deve pertencer a um dos grupos com carga horária “roubada” de alguns grupos (por ex. ao 530), pelo pseudo filósofo crato, e não sabe o que é estar no desemprego depois de ter dedicado a sua vida profissional ao serviço público de ensino durante mais de vinte anos. Por acaso já foi manifestar a sua opinião e contribuir para a elaboração do documento do perfil do aluno a ser adotado e que se encontra em discussão pública? Por acaso, tem conhecimento acerca da abrangência, interdisciplinaridade e transversalidade das competências constantes no currículo de Educação Tecnológica, o qual foi banido do ensino obrigatório? Hei de puxar a brasa à minha sardinha, mas só no verão, quando ela é boa.

        • Santos on 18 de Fevereiro de 2017 at 21:05
        • Responder

        Por acaso até pertenço a um grupo (510) a quem o pseudo ministro “roubou” bastantes horas. Mas isso nada tem a ver com esta discussão ou com a fé em milagres. Principalmente quando leciono num país que produz maravilhas como o citado perfil do aluno, segundo o qual os alunos devem ter muitas competências, menos ler, escrever e fazer contas (afinal, mais não faz que tentar validar oficialmente o atual estado do ensino no terreno). Como professor, as minhas posições vão de encontro ao que entendo ser as necessidades dos meus alunos e o que a sociedade do futuro deles exige (reforço o “exige”, que é um verbo que se usa pouco hoje em dia). Um hipotético infortúnio pessoal, relacionado com desemprego ou qualquer outra coisa, deve “ficar à porta” – não alinho em discussões sobre o papel da Escola empunhando a bandeira deste ou daquele grupo de recrutamento.

          • PROFET on 18 de Fevereiro de 2017 at 21:53

          O meu “infortúnio pessoal” nada tem a ver com o meu primeiro comentário, o qual apenas pretendeu ir de encontro à aquisição de competências no domínio da metodologia de projeto, que por ventura não existe no ensino básico, uma enorme lacuna que tem vindo a persistir ao longo do tempo. Se acha que os seus alunos não necessitam de adquirir as competências às quais me referi, então é porque o seu conceito de educação fica muito aquém da necessidades reais do mundo atual. Não admira que se verifique um baixo índice de empreendedorismo em Portugal (resposta: por se verificar um baixo índice de competências adquiridas ao nível da metodologia de projeto e de competências práticas, subvalorizadas e ofuscadas pela enorme sobrecarga de conteúdos teóricos). Quando me referi à situação de desemprego dos professores do meu grupo, é porque sinto que está a ser desperdiçada uma enorme mais valia de recursos humanos qualificados para a referida área, proposta no documento do perfil do aluno. O seu grupo, não obstante ter sido “roubado”, ainda assim é de caracter obrigatório nos currículos, o meu passou a ser apenas de oferta formativa, opcional. Não foi apenas o grupo disciplinar que foi “roubado”, os alunos também foram. Faço de novo a seguinte sugestão “Por acaso já foi manifestar a sua opinião e contribuir para a elaboração do documento do perfil do aluno a ser adotado e que se encontra em discussão pública? Por acaso, tem conhecimento acerca da abrangência, interdisciplinaridade e transversalidade das competências constantes no currículo de Educação Tecnológica, o qual foi banido do ensino obrigatório?”

          • Virgulino Lampião Cangaceiro on 18 de Fevereiro de 2017 at 22:42

          Educação tecnológica no ensino básico? Brincamos? Para que existem os cursos profissionais?

          • PROFET on 18 de Fevereiro de 2017 at 23:03

          Não, não brincamos. Vá ler o currículo de Educação Tecnológica e inteire-se acerca das competências e da transversalidade desta disciplina. Não fale daquilo que não sabe…não sabe mesmo, dá para verificar isso quando faz comparações com os cursos profissionais. Ou então está a referir-se à Educação Tecnológica como se fosse os antigos trabalhos oficinais, coisa de um passado longínquo. Lamento informa-lo, mas está deveras desatualizado no que se refere ao âmbito da disciplina de Educação Tecnológica.

          • luisus on 18 de Fevereiro de 2017 at 23:37

          Caro Cangaceiro.
          Comparar Educação Tecnológica com Cursos Profissionais é o mesmo que confundir alhos com bugalhos. Só por isso dá para ver que está a falar do que não sabe.

          • nemsoumaisnemmenosqueosoutros on 18 de Fevereiro de 2017 at 22:51

          Por acaso nas ciências experimentais também se usa a metodologia de projeto, por isso, está a dirigir os seus insultos para as pessoas erradas. Para mais, a grande maioria dos colegas, anteriormente, já trabalhou com a metodologia de projeto, como tal já a conhece. Esta não é apenas de um grupo de recrutamento, é de todos os grupos. É como tudo na vida, até se ter uma primeira vez é novidade, apenas isso! Da primeira vez que se tem direção de turma também se acha complexo, a partir daí passa a ser um trabalho como outro qualquer. A metodologia de projeto é o mesmo, depois de se conhecer, é simples. Dá trabalho apenas no primeiro ano, nada mais.

          • PROFET on 18 de Fevereiro de 2017 at 23:14

          Não insultei ninguém, mas eu desculpo-o, pois provavelmente tem dificuldades a nível de interpretação. Quando escrevi “pois estes docentes são os que estão melhor habilitados, são os que têm maior experiência em metodologia de projeto e no desenvolvimento da interdisciplinaridade e de conteúdos transversais.”, onde é que consegue ler aqui eu a dizer que os outros grupos não têm experiência em metodologia de projeto? A questão baseava-se essencialmente na interdisciplinaridade e transversalidade de conteúdos, para além da vasta experiência em metodologia de projeto, A saber: inteire-se acerca do currículo de Educação Tecnológica do 3º ciclo e só depois disso, poderemos ter uma discussão suficientemente fundamentada, para que estejamos de igual para igual.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:11

          Conheço perfeitamente o currículo de Educação Tecnológica, mas parece-me é que o colega não conhece o currículo das outras disciplinas e não sabe que há colegas seus que nas suas disciplinas estão habituados a interrelacionar conteúdos de todas elas. Dá trabalho, mas só assim, é que, efetivamente, uma disciplina se torna interessante aos olhos da grande maioria dos alunos.

          • PROFET on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:25

          Conhece? tem o currículo consigo? Provavelmente conhece o do 2º ciclo, pois o do 3º já não consta no currículo nacional. Não fale de coisas que não sabe. Eu não ataquei nenhum grupo, eu apenas quis evidenciar a salganhada que foi na antiga Área de Projeto, em que essa disciplina era tipo um complemento de horários de todos os grupos. Não fiz aqui nenhuma referência a qualquer grupo que não o meu. No seu grupo e em mais uns poucos, sei perfeitamente que utilizam a metodologia de projeto em alguns conteúdos, muitos dos quais são especificamente relacionados com a área de lecionação, mas no meu grupo, a metodologia de projeto é o esqueleto da disciplina, é a estrutura que a partir da qual se desenvolve todo o trabalho ao longo do ano letivo, desenvolvendo conteúdos que abrangem praticamente todas as disciplinas do currículo. Aliás, quanto à nomenclatura que deram à disciplina, nunca concordei com o nome “Educação Tecnológica”, fiz vários artigos, com estruturação fundamentada, no sentido de esta disciplina se passar a chamar Metodologia de Projeto, há mais de 10 anos que o fiz.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:29

          Por acaso até tenho, uma vez que estudei precisamente os programas de todas as disciplinas e, as suas alterações ao longo das últimas décadas.

          • PROFET on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:51

          Então se tem o currículo, é de louvar, e nele pode constatar que a disciplina de Educação Tecnológica do 3º ciclo devia chamar-se antes de Metodologia de Projeto. Aliás, este foi sempre o grande problema, a nomenclatura da disciplina, pois em muitas situações, alunos, pais e até mesmo professores não sabem do que se trata nesta disciplina.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:53

          Seria mais adequado, atendendo a que o nome que tem, não faz qualquer sentido.

          • PROFET on 19 de Fevereiro de 2017 at 15:01

          Colega, eu não ataquei nenhum grupo, apenas tentei dar relevância ao meu, com justa causa. O que eu acho é que a “salganhada” não pode voltar, a Área de Projeto tem de voltar mas com um estatuto de real valor, não ponho em causa as competências do colega e de outros mais. Os especialistas é que deverão analisar os diversos grupos e verificar quais são os mais adequados para lecionar esta área a integrar no currículo.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 15:10

          Também não ataquei o seu grupo, apenas lhe tentei demonstrar que em todos os grupos há pessoas com perfil para desempenhar corretamente, esta função. Assim sendo, limitar a um grupo não é a meu ver o mais adequado. Que criem então uma formação adequada para aferir quem pode ou não dar Área de Projeto. Há em todos os grupos pessoas capazes e que se identificam com a metodologia. E há outras que dispensam e até agradecem que não sejam contempladas com esta nova disciplina. Deste modo ficam a ganhar os alunos, que terão bons guias.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:31

          Quanto à antiga Área de Projeto houve salgalhada e não houve. Dependeu de quem trabalhou, como trabalhou, como em tudo na vida.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:21

          Quando conhecer o programa das outras disciplinas e como estas se interrelacionam, poderá então acusar os outros de falta de interpretação. Passe muito bem.

          • PROFET on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:33

          Não fiz nenhuma referência à sua disciplina, apenas fiz à minha, você é que disse que conhece o currículo de ET do 3º ciclo, o que provavelmente não é verdade…e não sabe mesmo interpretar, pois o que esteve aqui em causa foi o meu primeiro comentário, o qual você não soube interpretar. Já fundamentei a minha posição o suficiente, se não percebe é porque não quer perceber.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:39

          Desculpe, mas assim como em Educação Tecnológica se usa a metodologia de projeto, há outras disciplinas e outros colegas seus que o fazem, diariamente. Já ouviu falar no movimento da escola moderna? Baseia-se precisamente em utilizar a metodologia de projeto, fazendo com que os alunos interrelacionem os conteúdos de todas as disciplinas. São eles que vão em busca do conhecimento. Por isso, leia o que eu escrevi, interprete. Não são só os de Educação Tecnológica que o fazem.

          • nemsoumaisnemmenosqueosoutros on 18 de Fevereiro de 2017 at 22:55

          E os colegas de línguas o mesmo! É ver o exemplo do que fazem no programa Comenius e em outros do género. Os colegas de Geografia e História também sempre envolvidos em projetos com os alunos e, os de educação física a mesma coisa. Por isso, não vá por aí… E só estou a dar exemplo, dos grupos mais evidentes…

          • PROFET on 18 de Fevereiro de 2017 at 23:33

          Como referi mais abaixo, não se trata apenas da metodologia de projeto, mas também da transversalidade e abrangência da disciplina de Educação Tecnológica, o que assenta que nem uma luva na interdisciplinaridade que se prevê existir na Área de Projeto. Sou licenciado em Ensino de Educação Tecnológica e se o colega não fizer questão de se inteirar acerca do currículo de Educação Tecnológica do 3º ciclo, eu posso explicar-lhe através de tópicos, através da enorme diversidade e abrangência das disciplinas constantes no currículo do meu curso, e que essa diversidade está bem patente no currículo da disciplina do 3º ciclo. Trata-se de uma abrangência de competências mas também de conteúdos, os quais são postos em prática através da metodologia de projeto. Nas áreas que referiu acima, os professores dessas disciplinas irão propor projetos, na sua grande maioria, dentro do âmbito das suas disciplinas, precisamente o que se verificou na Área de Projeto do passado, uma tendência e incidência em mais do mesmo, ou seja criar uma disciplina que porventura será apenas uma extensão da área de qualificação desses professores e não é isso que se pretende. Pretende-se diversificar, com interdisciplinaridade, através da metodologia de projeto.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:15

          Pois o colega está muito enganado, na metodologia de projeto os professores não propõem absolutamente nada! Os projetos são, integralmente, dos alunos. Abrangem todas as temáticas. Os professores apenas auxiliam, dão apoio logístico, intermedeiam quando é necessário, gerem conflitos entre os elementos do grupo, avaliam periodicamente se o projeto está a seguir o plano de trabalho…

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:19

          Mais, quase todos os projetos propostos exigem interdisciplinaridade, uma vez que há a necessidade de redigir documentos (algumas vezes, em mais do que uma língua), a maioria das vezes calcular custos/orçamentos, desenhar esquemas ou outros, trabalho de investigação/pesquisa…

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:27

          Maquetas, posters, murais, exposições, conferências, representações,… um conjunto de atividades diversificadas que exigem conhecimento de todas ou quase todas as disciplinas e de outras componentes que nem são, diretamente, lecionadas, em nenhuma disciplina.

          • PROFET on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:41

          Pois, não estará de certeza a falar de Área de Projeto do ensino básico.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:44

          Continuo-lhe a dizer que estou! E se tem dúvidas apareça num dos sábados pedagógicos. Veja com os seus próprios olhos. Há sábados pedagógicos em Lisboa e no Porto.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:44

          Entrada gratuita.

          • PROFET on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:46

          Agradeço o convite, mas não fuja à questão principal.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:49

          Estou a falar da área de projeto do ensino básico. Funciona, sim.

          • PROFET on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:40

          Não estará de certeza a falar de Área de Projeto do ensino básico.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:42

          Estou sim! Até lhe digo mais o movimento funciona desde o pré-escolar até ao ensino secundário. Funciona no nosso país e além fronteiras.

          • PROFET on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:39

          O colega não deve estar com certeza a falar da mesma coisa que eu, eu referi-me à Área de Projeto que existia no ensino básico. já passei por 25 escolas diferentes, em diferentes zonas do país e foi raro o caso em que algum trabalho tenha sido proposto por alunos.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:41

          Para isso é preciso saber motivar os alunos. E estou, sim, a falar disso, mesmo. Convido-o a conhecer o movimento da escola moderna.

          • PROFET on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:45

          Não esteja a misturar coisas, não fuja ao tema principal que estava em questão, não invente.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:49

          Não estou a misturar, absolutamente, nada. Todos os professores são capazes de trabalhar em metodologia de projeto, congregando todas as áreas disciplinares. Falo pela experiência que tenho e dos meus colegas. Nada mais.

          • PROFET on 19 de Fevereiro de 2017 at 14:55

          “Todos os professores”? Saber congregar, é uma coisa, estar dentro do conhecimento cientifico e dos conteúdos das várias disciplinas é outra coisa. É neste aspeto que reside a diferença.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 15:00

          Todos são capazes, sim. Alguns não estão é para isso.

          • PROFET on 19 de Fevereiro de 2017 at 15:09

          Vou me inteirar acerca do movimento da escola moderna, já tinha tido conhecimento que este existia, mas nunca tive oportunidade de o fazer, vou aceitar o seu convite pois parece ser um projeto de âmbito alargado que constitui de certeza uma mais valia para o ensino em Portugal…são estes projetos de cariz prático que fazem falta nas nossas escolas e que permitem aplicar os conteúdos teóricos que se vão aprendendo.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 15:14

          Aqui pode consultar quando é o próximo sábado pedagógico na zona mais próxima da sua residência: http://www.movimentoescolamoderna.pt/

          • PROFET on 19 de Fevereiro de 2017 at 15:19

          Desde já agradeço. Já adicionei a página aos meus favoritos e irei estar atento às iniciativas e projetos do movimento.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 15:19

          Depois há reuniões para quem o deseja nos núcleos regionais. Estas, considero úteis, precisamente, para a tal interdisciplinaridade e para o esclarecimento de dúvidas entre pares. P.ex. se um colega de línguas tem dúvidas na área da matemática ou vice-versa, interajudam-se. Também trocamos emails e temos os telefones uns dos outros. Com as experiências de uns acabámos por aperfeiçoar a nossa prática pedagógica e enriquecê-la.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 15:22

          Inicialmente, não percebia como isto funcionava nos JI e nas escolas do 1º ciclo até que as colegas nos convidaram a aparecermos. Para espanto nosso, funciona, mesmo.

          • PROFET on 19 de Fevereiro de 2017 at 15:30

          Ninguém “melhor do que eu”, salvo seja, poderia compreender a enorme importância dos aspetos que agora referiu, e foi precisamente por saber que a grande maioria dos professores “minimizou” a importância da Área de Projeto e, tendo em conta que dizimaram a disciplina de Educação Tecnológica, “roubaram-na” literalmente do currículo do 3º ciclo, e por conseguinte, roubaram-na aos alunos, a minha ideia era, restituírem a disciplina ao currículo obrigatório ou, na “pior” das hipóteses”, substituírem-na por Área de Projeto, seria justo para os professores desta área e proveitoso para os alunos.

          • nemsoumaisnemmenosdoqueosoutro on 19 de Fevereiro de 2017 at 22:31

          Na escola onde estou tiveram o discernimento de manter Educação Tecnológica no 3º ciclo, no tempo de escola.

          • nemsoumaisnemmenosqueosoutros on 19 de Fevereiro de 2017 at 15:12

          Primeiro quem propõe os projetos são os alunos! Esse é o primeiro ponto para uma metodologia de projeto! Numa área de projeto todas as áreas podem ser abordadas e todos os professores são capazes de apoiar, uma vez que estes estão lá apenas para apoiar, regular, avaliar, fazer a ponte entre as diferentes estruturas que possam fazer falta para a concretização dos diferentes projetos. O professor é o auxiliador, não é o mentor do projeto.

    • João on 19 de Fevereiro de 2017 at 1:05
    • Responder

    Vivemos numa sociedade cientifica, facto. Logo, a literacia e a cidadania têm que passar, também, pela Literacia Cientifica. Ora, as Ciências, como a Física, a Química e a Biologia foram reduzidas na carga horária para cerca de 15% do que eram em 2001. Pergunta ingénua, então em quanto a carga horária nestas áreas irá aumentar, para poder aumentar a cidadania dos futuros cidadãos?… Pois…
    Mudanças ao sabor de “lobbies”… Como se pode constatar, nem mudanças ditas politicas são… Quando os principais interessados, a própria Sociedade, foi ouvida?… Quando foram ouvidos os pais, os alunos… e por que não, os próprios Professores?… Pois… mais do mesmo que o neoliberalismo nos tinha habituado.

    • Gerigonça no seu pior on 19 de Fevereiro de 2017 at 17:03
    • Responder

    Os alunos têm demasiada carga letiva, passam horas e horas na escola. E agora vão aumentar as horas letivas em algumas disciplinas? Mudar as disciplinas é pura parvoíce, retiravam horas de português e matemática e quanto muito ofereciam as areas projeto à tarde e para os alunos que quisessem ou que têm pais que não lhes consegue oferecer outras atividades. Chega de tempo na escola.

    • AOliveira on 19 de Fevereiro de 2017 at 21:18
    • Responder

    Mas será possível que algum dia parem de mexer nos currículos? Seria muito difícil juntarem-se todos os partidos à mesa e decidirem não mexer nos currículos por, pelo menos, dez anos?????????

    • SBG on 23 de Fevereiro de 2017 at 22:52
    • Responder

    Ver para crer! Só o Crato é que se dignou a dar um tempo ao 3º ciclo e já foi uma luta!
    Quero ver o que todas estas inovações vão dar!

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