A Sara Fez 4444 Dias de Serviço e…

Está fora da vinculação extraordinária.

 

Bem graduada sem 4380 dias

 

 

 

 

Sara Bordalo Gonçalves é professora de Geografia há 14 anos, mas não vai poder concorrer à vinculação extraordinária aprovada recentemente pelo governo. De acordo com o diploma, só podem concorrer aos quadros os professores que tiverem completado 4380 dias de serviço a 31 de Agosto de 2016. Sara fica à porta do concurso por 87 dias, apesar de sempre ter celebrado contratos com o Ministério da Educação e de ter tido boas notas no curso. Critérios que até agora valiam para vincular. A repórter Rita Colaço acompanhou uma manhã na vida desta professora que pede justiça e bom senso.

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20 comentários

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    • Joaquim Zé on 7 de Fevereiro de 2017 at 17:49
    • Responder

    Seja qual for o critério vai haver sempre casos semelhantes. Se o critério pedisse “só” 3000 dias de serviço, ia aparecer o Joaquim Zé que tem 2999 dias de serviço e não entra por um dia, and so on and so on…

    • Isabel Magalhaes on 7 de Fevereiro de 2017 at 18:08
    • Responder

    E os que têm os 4380 e até mais e em vez de 5 contratos nos últimos 6 anos apenas têm 4, e dos quais 2 deles completos e anuais? Acho estas notícias deprimentes! Sempre a puxarem ao choradinho e ao individualismo….

      • João on 8 de Fevereiro de 2017 at 2:28
      • Responder

      As razões deste caos todo são obviamente duas:

      – Ao serem nos 5 dos últimos 6 anos, pretende-se obviamente beneficiar quem lucrou com o esquema das BCE, pois quem não compactuou com esses esquemas ficou 2 anos desempregado, tendo sido ultrapassado por centenas de colegas;
      – Ao dar 2 anos de hipótese aos colegas do privado, na mesma 2ª prioridade que os colegas que sempre aceitaram qualquer coisa no público, vai-se garantir que os colegas do privado acabarão por entrar no quadro, ou por vinculação, ou por concurso extraordinário.
      Enfim, é a corrupção no seu mais óbvio.

      Se mesmo com, pela primeira vez, um governo de centro-esquerda acontece também isto, estamos bem tramados.
      Primeiro, durante 12 anos, lutamos e resistimos aos neoliberais, pela nossa dignidade enquanto nação. Depois, a recompensa que temos é mais do mesmo, tal como com os neoliberais, ou seja, injustiça, esquemas, corrupção, defesa de interesses escusos… Enfim, mais do mesmo. Entretanto, colegas com 20 e mais anos pela escola pública são literalmente esmagados, quer sejam precários, quer sejam dos quadros, por uma continuidade neoliberal do sistema, agora com uma roupagem de um pseudogoverno novamente republicano, humano, humanista e democrático. Nem com estes as pessoas e o país estão primeiro…

    • fdoc on 7 de Fevereiro de 2017 at 18:09
    • Responder

    É uma tragédia.

    • inflizes on 7 de Fevereiro de 2017 at 18:21
    • Responder

    Pois é, e os que cumprem os critérios exigidos, mas pelo facto de leccionarem no ensino de Português no Estrangeiro não poderem concorrer, é justo? Mais uma vez lembro que os professores do Ensino de Português no Estrangeiro foram colocados em concurso público promovido pelo Ministério da Educação!!!

      • pcontratada on 7 de Fevereiro de 2017 at 18:23
      • Responder

      o problema é que nem professores de português são (na grande maioria) não é “inflizes”! OMG até custa ler

        • Justo on 8 de Fevereiro de 2017 at 8:12
        • Responder

        Não são professores de Português? Então são professores de quê?

        • Pela verdade on 8 de Fevereiro de 2017 at 9:35
        • Responder

        Oh colega!! Depois de ler um comentário destes percebo a estirpe de classe que somos! A colega deveria concretizar essa de que nem professores de português são! Então como concorreram ao concurso? Enganaram o MEC? Isto é caso de polícia, eh eh!! Caso não saiba os professores do EPE não têm que ser professores de português, podem ser de francês, Inglês, alemão e do 1º ciclo. Mas isto está escrito no diploma do concurso para o EPE de 2006, ao qual qualquer professor poderia concorrer. A colega não devia tentar enganar as pessoas que não estão a par do que se passa, só lhe fica mal. Os colegas do EPE estão a ser prejudicados em relação aos restantes professores do ensino público, não tenha a menor dúvida. Acontece que como são poucos (contratados talvez nem cheguem aos 100, sendo que a maior parte nem querem regressar) não têm força e por essa razão o Sr. Mário Nogueira também não tem interesse em defendê-los. Existem outros interesses que a FENPROF defende e que para já não quero que se tornem públicos.
        Mas posso garantir a toda a gente que ainda existe um grupo de professores contratados no EPE que fizeram e continuam a fazer grandes sacrifícios familiares apenas para melhorarem as suas condições de contratados para que quando regressem tenham melhores garantias de colocação.
        Sejamos honestos colega!!!

      • A on 7 de Fevereiro de 2017 at 22:56
      • Responder

      Mas as condições em que concorreu não são tidas em conta! É um dado e outro… Continue a ter “prioridade” nesses concursos e não espere que sirva para outros fins. Isso é que era uma mina!!!!!!!!!!

    • Do Contra on 7 de Fevereiro de 2017 at 19:58
    • Responder

    Ahhhhh… um coração feito com as mãos por uma janela!! Que bonito! Que tocante!
    Que carinhoso! Que lamechas! Que cruel, este ME! Blá blá blá…
    Há casos bem piores. Há pessoas com mais de 4380 dias que não vão vincular pelas mais variadas razões. Esta colega nem se pode queixar muito. Só um bocadinho! Deal with it!
    Qualquer concurso de professores, repito: qualquer concurso de professores, vai deixar alguém injustiçado, maltratado, lixado! É a lei da vida…

    • on 7 de Fevereiro de 2017 at 22:53
    • Responder

    Classe mesmo sem escrúpulos, lembrem-se que hoje és caçador mas amanhã és a presa. Força para quem se sente injustiçado. Aos palermas que pensam que por efetivar tem tudo resolvidos, desenganem-se , Deus castiga sem pau nem pedra.

      • Vítor on 8 de Fevereiro de 2017 at 7:09
      • Responder

      Concordo, Zé. Não há o mínimo de dignidade. Eu sou dos que provavelmente vou vincular e dou toda a razão a esta colega e a todos os que se sentem perseguidos por este sistema vergonhoso. Não há um pingo de humanidade e de compreensão pela angústia das pessoas. Somos uma classe profissional que passa a vida a apelar à justiça e ao bom senso dos outros, mas somos os primeiros a maltratar os nossos pares. A colega Sara fez muito bem em denunciar a sua situação e tem o meu total apoio.

      • Vítor on 8 de Fevereiro de 2017 at 7:26
      • Responder

      Realmente é inacreditável o que se lê por aqui. Somos uma classe profissional que passa o tempo a apelar a valores como a justiça, o bom senso e o respeito, para depois revelarmos esta falta de compreensão e uma ausência total de aceitar que cada um lute pelo que considera mais justo. A Sara decidiu lutar por uma situação que a afeta diretamente e a milhares de outros colegas, e fez muito bem. Podem discordar, é um direito que vos assiste, mas ler comentários jocosos e mal educados já não se pode aceitar. Eu sou dos que provavelmente irei vincular, mas apoio a Sara e todos os que lutam pelo o que acreditam. Parabéns, Sara!

    • André on 8 de Fevereiro de 2017 at 15:09
    • Responder

    Com tanta mudança de critério, as Saras deste país a 87 dias de vincular arriscam-se no próximo ano a ficarem novamente a outros 56 dias de vincular e assim por diante.Quando vincularão as Saras? Para quando o fim das renovações que também são um atropelo à transparência dos concursos? Para quando as colocações apenas com ordem nas graduações e no tempo de serviço prestado no público? A Sara arrisca-se a ser ultrapassada por um grande número de colegas vindos do privado e nunca mais vai vincular.Daqui a 14 anos ainda anda a passear de Norte a Sul do País.A norma travão traz injustiças , mas é a única maneira de travar a breve trecho os que chegam agora do privado ( por enquanto).O tempo de serviço no privado daqui em diante tem de ter outra contagem, senão quem esteve sempre no público nunca vai ter um lugar, no sistema que tem servido.

    • joana on 8 de Fevereiro de 2017 at 15:34
    • Responder

    Existem imensos casos como este, porquê tanto protagonismo a este caso em particular? é filha de quem???
    Qual a legitimidade de ela vincular e pessoas com muitos mais anos de tempo de serviço não?

    • Mário Félix on 8 de Fevereiro de 2017 at 16:47
    • Responder

    E aqueles que têm mais de 5000 dias de tempo de serviço, a leccionar há 17 anos e porque este ano o horário era de 18 horas e ficou completo na primeira semana de aulas, e não podem concorrer a essa vinculação extraordinária. E todos aqueles que em anos anteriores bastava terem um mês de trabalho e este ano tiveram horário completo e têm mais dos 4380 dias e podem concorrer. Esquecem-se que os professores com medo de ficarem sem colocação concorrem a horários de 15 horas e temporários para tapar buracos e agora são penalizados.

    1. Mas agora podem concorrer…

        • Isabel Silva on 9 de Fevereiro de 2017 at 13:00
        • Responder

        Bom dia Arlindo, gostava de perceber o comentário que fez. Podem concorrer como? Também estou numa situação idêntica, preencho todos os requisitos, tenho aliás 6063 dias de tempo de serviço (sem contar os deste ano letivo), mas não preencho o último requisito, o de estar este ano colocada num horário completo. Fiquei colocada num horário anual de 21 horas!

        1. A necessidade de estar colocado em horário completo e anual em 2016/2017 desapareceu.

          • Mário Félix on 9 de Fevereiro de 2017 at 22:46

          Qual o decreto-lei ou portaria do concurso vinculação extraordinária. Obrigado

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