“Cristela e Estela entre os 16 mil professores e educadores que vivem de «saco às costas»”

 

Todos os anos aparecem, como por magia, este tipo de noticias acerca de professores. Saem sempre em alturas propícias, concursos a decorrer ou início de ano letivo. O problema é que continuam a ser notícia e continuarão a ser notícia. Haverá sempre professores deslocados, de casa às costas.. com a agravante que, cada vez vemos mais professores de faixas etárias mais “avançadas” nesta vida de “caixeiro viajante”. Hoje, já não encontramos só professores com vínculo precário nesta vida…

Com futuros incertos, os professores do nosso país continuam a lutar por filhos que não são os seus…

 

Há doze anos de «saco às costas», Cristela optou por adiar a maternidade por nunca saber onde vai dar aulas e Estela não conseguiu acompanhar o crescimento do filho porque ficou sempre longe de casa.

Cristela Rodrigues tem 35 anos e nos últimos doze deu aulas em escolas do Porto, Leiria, Covilhã, Coimbra ou Madeira.

Já Estela Esteves, 47 anos, tem um filho de 18 anos e admite que sofre por não ter conseguido acompanhar o seu crescimento de perto.

 

(clicar na imagem) in Diário Digital

salaaula

 

 

 

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22 comentários

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    • Isabel Cruz on 28 de Março de 2016 at 21:35
    • Responder

    E aqui fala-se só dos professores contratados…e muitos deles não arriscam ir para longe, ou entrar no quadro longe de casa, por isso ficam contratados muitos anos…Se calhar é a melhor opção, no fundo, fazem bem… Eu sempre preferi um vínculo, mesmo que longe, do que o sufoco de não saber se seria contratada ou não. Conclusão: sou quadro de escola; não consigo sair nem aproximar-me; tenho 22 anos de serviço e estive três em casa; continuo a ter de ter duas casas; a maternidade já se foi, pois não tive condições para tal; o ordenado fica nas rendas e nas viagens; quando fui QZP, durante um ano, fui obrigada a concorrer para efetivar em escola, e no ano seguinte a regra mudou…e como eu, há muitos colegas; na minha escola, Fornos de Algodres, há mais exemplos. Isto para concluir que o ‘saco às costas’, hoje em dia, não é só para os contratados…E já agora, em jeito de desabafo, conheço várias colegas, QZP, centenas de lugares atrás de mim nas listas de graduação, que não saem de casa…São minhas vizinhas na zona de Espinho, são QZP na Guarda, são muito mais novas, e ficam sempre em casa…Eu vou todas as semanas para a Serra da Estrela…

      • SORAIA on 28 de Março de 2016 at 22:59
      • Responder

      Cara Isabel os sindicatos tem ódio aos professores do quadro e só o não demonstram declaradamente porque seria demais.A humilhação dos sindicatos feitos aos colegas do quadro traduz-se subtilmente no desprezo.Nenhum sindicalista se vai condoer com a situação.Na realidade está cumprir uma pena de degredo leve.Os contratados são ainda mais raivosos que cães. Os pobres contratados apanham os melhores lugares nas cidades onde lhes cheira, em Lisboa e Porto até se dão ao luxo de ficarem nas escolas mais conceituadas, enquanto os QZP andam por escolas das periferias onde coitados lhe pregam com cursos profissionais de indivíduos que já deviam estar a trabalhar e não a consumir os impostos.Os contratados andam sempre metidos nas direções a fazerem intrigas para causarem dano aos colegas do quadro.Ainda lhes dão regaladamente a possibilidade de concursos externos extraordinários e renovações,A maioria dos contratados mete nojo(desculpem-me os outros que são pessoas impecáveis)

        • Isabel Cruz on 28 de Março de 2016 at 23:09
        • Responder

        Eu tenho de concordar consigo nalguns pontos…mas não meto toda a gente no mesmo saco…Há muito tempo que me desiludi com os sindicatos e até já desisti de os ouvir. Mas que há muitas injustiças no sistema, isso há…e pouca vontade de as resolver…E, na minha opinião, até me parece simples; era só graduar todos os candidatos, juntá-los todos no mesmo saco (ou no mesmo tipo de quadro) e colocá-los por ordem de preferência…É assim difícil de entender?

        • Domingos on 29 de Março de 2016 at 2:02
        • Responder

        Só não falam no facto de os contratados fazerem a mesma coisa que os colegas do quadro mas a ganhar muito menos. Não interessa falar, não é?

        • quadradinha on 29 de Março de 2016 at 11:01
        • Responder

        Soraia, fiquei cheiiinha de pena da sua situação.
        Esse seu ódio aos contratados mostra bem a sua precária formação pessoal e profissional.
        Tem emprego e vencimento TODOS OS MESES. e tem uma coisa que os contratados “sortudos” não têm – OPTAR POR VOLTAR A SER CONTRATADA. Experimente voltar a ser contratada para VIVER BEM como diz. Deixe a sua vaga para um contratado, para que ele “SOFRA” …
        É lamentável ter colegas com este tipo de pensamento – ter inveja dos contratados ???????? Vá lá , faça já a sua rescisão e vai ver como a sua vida se transformará num paraíso.

        • sofia on 29 de Março de 2016 at 14:09
        • Responder

        Cada um terá a sua história, mas esse filme de contratados com bons horários perto de casa é mais ficção do que realidade. Eu não conheço todos os professores contratados do país, mas, ao longo dos 18 anos de contrato, os que conheci, na sua maioria, não o eram por opção. Aprendi com a minha experiência que não nos devemos comparar com os colegas de outros grupos disciplinares ou com os colegas do nosso grupo que começaram a trabalhar um ou dois anos antes ou depois de nós; as leis têm estado constantemente a mudar e o que agora nos parece óbvio nem sempre foi. Quando comecei a trabalhar, achava estranho que pessoas com 6 ou 7 anos de serviço continuassem a não ter vínculo. Como referi, eu fui contratada durante 18 anos e sempre, em todos os tipos de concurso, concorri a nível nacional. Enquanto contratada trabalhei a distâncias de casa que variaram entre os 60 e os 500 kms. Como PQND estou bem mais perto, mas, até prova em contrário, continuo a ter respeito por todos os meus colegas independentemente do vínculo e das escolhas que tenham feito, pois compreendo que nem todos têm a obrigação ou a possibilidade de fazer as minhas escolhas.

          • Isabel Cruz on 29 de Março de 2016 at 18:25

          Concordo consigo…e ainda bem que está perto, agora. E sim, as alterações das regras a meio do jogo prejudicam sempre alguns grupos de pessoas…

        • Sr. Hamsun on 31 de Março de 2016 at 2:02
        • Responder

        Você será um bocado atrasada, mas pronto. Lamento pelos alunos, coitados. Eu sou contratado há 21 anos, sempre concorri para o país todo até que finalmente tive que mudar de distrito para ver se arranjava colocação. Mudei a minha vida de uma cidade para outra para ver se tinha maiores possibilidades de colocação e, mesmo assim, continuo a contrato. Podia ser pior? podia, Podia dar-se o caso de estar na mesma escola da Soraia.

    • gin on 28 de Março de 2016 at 23:33
    • Responder

    Não generalizem por favor. Cada um terá a sua história.
    Da mesma maneira que a Soraia tem “nojo” dos contratados, contratados têm nojo do pessoal do quadro por causa de pessoas como a colega!

      • Isabel Cruz on 29 de Março de 2016 at 1:17
      • Responder

      Sem dúvida! Eu não tenho nada nem contra os contratados, ou os professores dos quadros de zona! Aliás, já fui isso tudo…e detesto professores contra professores…O que acho é que as regras não são muito justas…e quis reforçar a ideia de que não são só as pessoas com situação precária que estão longe, ou muito longe, de casa…

        • Tiago on 29 de Março de 2016 at 11:27
        • Responder

        Uma vinculação dos professores com muitos anos de serviço iria benefeciar a sua situação, dado que existiria mais lugares para aproximar…

          • Isabel Cruz on 29 de Março de 2016 at 11:48

          Caro Tiago, eu sou vinculada…quadro de escola há mais de 15 anos…Só que continuo com a casa às costas, algo que nunca me ocorreu que duraria tanto tempo…A minha intenção com o comentário inicial era só provar que não são só os professores sem vínculo que estão deslocados…é só isso…

    • Pepe on 29 de Março de 2016 at 11:44
    • Responder

    Alguém é “obrigado” a concorrer para longe de casa?

      • Isabel Cruz on 29 de Março de 2016 at 11:55
      • Responder

      É uma boa questão, sim senhor! Eu, por acaso fui…era QZP, no quadro que mais me interessava, e era obrigada a tentar efetivar em escola (1999/2000)… Fui obrigada a colocar uma zona (naquela altura em que o país estava dividido em 4 zonas). Escolhi a zona 2, fui parar a Vilar Formoso…De 8 kms de distância passei para 216…E no ano a seguir para 180…até hoje. Essa regra mudou logo a seguir, mas a verdade é que sim, eu fui obrigada.

        • Pepe on 29 de Março de 2016 at 13:53
        • Responder

        Conheço quem tenha ficado 20 anos contratado, por opção não concorriam a escolas fora da sua zona de conforto…

        Quem concorre para longe de casa está a fazer uma opção com consequências…

          • Isabel Cruz on 29 de Março de 2016 at 15:52

          Exato…mas o meu primeiro comentário foi esse…que se calhar essas pessoas é que estão certas…não têm vínculo e estão sempre em casa…Mas por favor, não se venham depois queixar nas televisões que são contratadas anos a fio …Além disso, desde que me conheço que ouvia as histórias dos professores que iam para longe, mas, com os anos, aproximavam-se…Era quase um investimento…Hoje é que não é nada assim…

          • quadradinha on 29 de Março de 2016 at 17:53

          Isabel Cruz: “não têm vinculo e estão sempre em casa” lololololol. Já agora pode dizer-me quem são esses????. Mandar “bitaites” é muito fácil, agora dizer quem são e em que grupos isso acontece, isso é que não. Eu não conheço nenhum contratado nessas condições. Sou contratada há 20 anos e estou a 240 Km de casa. Faço 5 horas de transportes públicos todos os dias.
          Já que é tão bom ser contratada, desvincula-te.
          Este pessoal muito gosta de mandar “postas de pescada”. Cambada de frustradas que não sabem o que são realmente dificuldades profissionais.

          • Isabel Cruz on 29 de Março de 2016 at 18:04

          Oh Colega, por favor…se calhar não me fiz entender…e se calhar também não leu tudo o que eu escrevi…O meu ponto é só este: não são só os contratados que têm vida difícil! É só isto! Eu sou quadro de agrupamento há 15 anos, fui contratado uns oito e sempre estive longe! Por isso sei muito bem o que são as dificuldades…acredite em mim! E também há-de reparar que não insultei ninguém e, se me conhecesse, saberia que para mim, todos somos professores. Ponto final. E não temos culpa das injustiças do sistema.

          • Isabel Cruz on 29 de Março de 2016 at 18:06

          Aliás, fui a primeira nesta conversa toda a admitir que, feitas bem as contas, se calhar estar vinculada a uma escola não é assim tão rentável…

    • SORAIA on 29 de Março de 2016 at 19:58
    • Responder

    Por acaso a contratada mais desgraçadinha da minha escola nunca concorreu a nenhuma escola para além da linha de Cascais e escolas do centro de Lisboa, porque era formada em Filosofia e não queria ir para a Amadora ou margem Sul onde os alunos eram desinteressados(palavras da própria).Acabou por tirar um curselho e entrou como contratada para uma escola de Lisboa onde não há nenhum indivíduo do quadro por estarem colocados em ciclos iniciais do ensino básico.Esta criatura inferniza a vida aos DT com a exigência de papéis.Apresenta queixas de todos os que lhe apetece.Pedimos a intervenção da coordenadora do grupo dela.A coordenadora disse que não queria ter um processo em Tribunal posto pela criatura,Garante quem sabe que esta criatura que tem 2 anos de educação especial e está filiada num determinado partido vai ter contrato renovado.Ai do diretor se o não fizer,Não me digam que não há professores contratados do grupo dela com mais graduação!!Porque é que contratados deste tipo não podem ser considerados sortudos?
    Faz o que quer e ainda se fica a rir.

      • Ana Maria on 29 de Março de 2016 at 20:45
      • Responder

      A escola só renova se quiser e ainda mais este ano em que a BCE termina. A Educação Especial é um caso aparte, não têm turmas, não têm direção de turma mas apenas horários completos em apoios (horários que fazem à sua medida). Esses sim são privilegiados. E depois aborrecem os restantes com papéis e mais papéis que têm que ser preenchidos pelos restantes.

    • Marta on 30 de Março de 2016 at 12:52
    • Responder

    Deviam ir todos a correr fazer um curso de especialização em educação especial. É uma dificuldade… ufffa! Ficavam logo mais perto de casa. É ridículo… É com cada inteligência que se vê…. Ou então fazerem uma quinta profissionalização em serviço. Toca a mexer! Há que ser esperto! Não importa ter conhecimentos, só se for de rapel nas listas de graduação!

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