Para Refletir

Algum dos lutadores da PACC com mais de 5 anos de serviço vai renunciar as listas quando virem colegas seus impedidos de se manterem em concurso por não terem feito a prova?

 

 

Para muitos desses lutadores a dispensa da PACC foi a sua salvação para poderem ter esperança de continuar a trabalhar no ensino público, porque não tenho dúvida alguma que caso fossem obrigados a fazer também não a faziam.

Não concordar com a PACC e não a fazer não é coerente com não concordar com a dispensa e aproveitar essa dispensa.

A coerência é algo muito em falta nos dias de hoje.

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59 comentários

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    • Dora on 25 de Julho de 2014 at 16:46
    • Responder

    Algum colega efetivo vai abandonar o ensino por estar em desacordo com a PACC e por estar solidário com os colegas que tiveram que a fazer?

    1. Nem tem que o fazer, se não concordar com a PACC tem que lutar contra ela, com os meios que tem, eu por exemplo foi convocada para a vigiar, mas não fui. Foi a minha forma de lutar contra ela.

        • Dora on 25 de Julho de 2014 at 18:06
        • Responder

        Cara colega, era apenas para tentar mostrar o absurdo da reflexão que o nosso querido Arlindo nos proporcionou fazer… Devia procurar interpretar melhor, ou ficava em risco de chumbar na PACC. nem os colegas contratados com mais de 5 anos de tempo de serviço nem os colegas efetivos vão agora abandonar as suas “carreiras” só porque estão contra a PACC e muito bem lutaram contra ela!

          • pf on 25 de Julho de 2014 at 21:01

          Não percebi o seu raciocínio, realmente talvez chumbasse na PACC.
          Mas não chumbei no apoio que dei e darei sempre contra as injustiças.
          Não compreendo o Arlindo… está a descer na minha consideração.

      • ProfessoraContratada on 25 de Julho de 2014 at 20:09
      • Responder

      Era exatamente o comentário que ia deixar…. mas a colega Dora antecipou-se (e na minha opinião muito bem!)

      Algum colega efetivo vai renunciar ao seu lugar?!

      Caro Arlindo, valorizo imenso o seu trabalho e acho mesmo de louvar tudo o que tem feito pela nossa profissão, mas na minha opinião (que obviamente vale aquilo que vale e será provavelmente diferente de outras) este post era desnecessário….

  1. Tenham juízo!
    Alguém vai deixar de comer por ter participado numa acção contra a fome no mundo?

  2. A coerência é algo muito em falta nos dias de hoje… Obrigado Arlindo e FNE!

      • KOMUNISTA on 25 de Julho de 2014 at 17:11
      • Responder

      Curiosa postadela…
      O seu amigo Nuno Coelho também a subscreve?

        • KOMUNISTA on 25 de Julho de 2014 at 17:12
        • Responder

        Wrong place.
        É em resposta ao post.

    1. Realmente a FNE é coerente se assinou o acordo para que os contratados com menos de 5 anos fizessem a PACC, então esteve calada o tempo todo desta luta . Isto é que é coerência.

    • Fátima on 25 de Julho de 2014 at 18:00
    • Responder

    Quem chumbar na prova,quando vai poder concorrer novamente?

      • Zé Augusto on 25 de Julho de 2014 at 19:15
      • Responder

      Isso é que te preocupa?!

      • sandra on 25 de Julho de 2014 at 22:05
      • Responder

      no próximo ano, depois de voltar a realizar a PACC

    1. O próximo governo, certamente diferente deste, para melhor ou pior, anulará todas as implicações desta prova. Não são 90 minutos que podem determinar o fim da carreira de um professor, se assim não for teremos de questionar o governo sobre a validação dos cursos superiores nas universidades portuguesas para a prática do ensino.

    • Soraia on 25 de Julho de 2014 at 18:18
    • Responder

    Em concurso anteriores, os com menos de 5 anos passavam os com mais de 5 anos em ofertas de escola, com a “ajuda” dos Diretores, compactuaram com eles e não se queixaram….Queixou -se sim, quem já tinha muitos anos de serviço………….Quantos de nós andámos pelo país inteiro para fazer 1 ano completo e agora saem das universidades com 17 e 18…..

    • Zé Augusto on 25 de Julho de 2014 at 19:16
    • Responder

    Arlindo, Arlindo… este post era escusado.

    1. Sim, talvez fosse escusado.
      Mas já pensei em várias pessoas que caso não existisse esta dispensa não iriam fazer a prova (por pertencerem à direções de algumas organizações sindicais que mantiveram a suspensão da PACC) e dessa forma não teriam possibilidade de entrar no CEE.
      Será que teriam hipotecado o seu futuro?
      Não deixa de ser importante retirar a PACC do ECD e mais cedo ou mais tarde isso terá de acontecer.
      Nenhuma guerra se ganha apenas com uma batalha.

      1. Pois é pena que a FNE tivesse assinado o acordo pois assim esta PACC não existiria.

        1. É a tua opinião. A FNE assinou o acordo precisamente porque sabia que a PACC continuaria. Se te contaram uma história diferente é porque te enganaram.

          • pf on 25 de Julho de 2014 at 21:07

          Arlindo não me contaram história nenhuma, só que eu sei que a união faz a força e quando uns cedem claro que o todo perde, foi o que aconteceu nesta história. Pois fique sabendo que eu não pertenço à FENPROF nem a nenhum sindicato, mas eu como outros sabemos o que que queremos. Lamento que o Arlindo não consiga distanciar-se da sua FNE. Desceu muito na consideração que eu tinha por si e pelo seu trabalho.

        2. Essa tua opinião é por não conheceres a história educativa dos últimos 40 anos.
          Não conheço nenhuma medida lançada por um ministro que tenha sido retirada pelo próprio.
          Basta veres recentemente o que aconteceu com os professores titulares e com a avaliação. O mesmo vai acontecer com a PACC, que por sinal era a primeira medida que se sabia que o Nuno Crato queria impor.
          Se valeu a pena dispensar os que podem trabalhar em 2014/2015? sim, valeu. Os outros nem precisavam de a fazer até se eliminar definitivamente a PACC.
          E sei que vai ser eliminada, mas não vai ser por causa dos acontecimentos de dia 18 de Dezembro e de 22 de Julho, vai ser porque Nuno Crato se vai embora.

    • Ninguém nasce burro tornamos-.nos burros por opção on 25 de Julho de 2014 at 20:29
    • Responder

    Saem com 18 e 19 e 20 como é de desconfiar de tanta fartura e separar o trigo do joio a PACC foi uma solução a aperfeiçoar.Se os novos iluminatis com menos de 5 anos de serviço e com as tais ´medias de 20 com os cursos pelas ESES de vão de escada, deviam ter ido para outras carreiras Com tão brilhantes médias certamente teriam facilmente tirado Medicina, Biotecnologia ou outro curso de alta tecnologia com a mesma média e estariam a ser disputados por os melhores laboratórios do mundo(o que acontece já com alguns jovens portugueses).Só o Crato os desaproveita..

    1. É o teu caso

        • Ninguém nasce burro tornamos-.nos burros por opção on 26 de Julho de 2014 at 20:06
        • Responder

        Pá graças a mim mesmo não sou professor sou oficial na reserva e do tempo dos de barba rija(ainda não havia misefes no exército).No meu tempo as meninas pouco dotadas intelectualmente iam para o magistério ou para educadoras de infãncia porque são cursinhos casamenteiros.(Era um passaporte para puer ser mulher do médico ou do engenheiro)As mais estudiosas iam para professoras de liceu, porque podiam conciliar a vida familiar com a profissional.Os burros do meu tempo iam para professores primários, os outros que não conseguiam ir para engenharia acabavam como professores de liceu.Informo-te que não tenho professores na família felizmente,

        • Ninguém nasce burro tornamos-.nos burros por opção on 26 de Julho de 2014 at 20:17
        • Responder

        E mais ainda pá a Academia Militar no meu tempo não era a bandalheira que é hoje.Para entrarmos para a Força Aérea tinhamos de fazer várias provas de psicotécnicos e saber matemática e física a sério.Os meus colegas da Marinha tinham provas muito selectivas .Era um tempo em que havia homens a sério, muitos de nós ao chegarmos ao Ultramar punham-nos a comandar um batalhão de homens em sítios onde tu te borrarias todo.Olha hojé chique tirar-se o curso de educador de infância para ninguém dizer que somos machistas.(na verdade idiotas chapados)..Tinha mais que fazer do que andar 5 anos a aturaar mulheres galinhas e a aprender a mudar fraldas(não precisei que ninguém me ensinasse a trocar fraldas aos meus filhos)

          • Camila on 27 de Julho de 2014 at 1:04

          És o melhor………………….

          • pf on 27 de Julho de 2014 at 14:28

          Vai para a Síria ou para Israel ou para a Ucrânia levar com balazios nos cornos que para isso serves monte de esterco.

    2. Colega, independentemente de se sair da universidade A ou B, nem ponho em causa a sua opinião sobre a qualidade das mesmas, duvido é que qualquer professor em condições normais não tenha aprovação neste tipo de prova, os meus alunos do 12º ano (curso via ensino), resolveram a realizada em dezembro sem grandes dificuldades, errando uma ou outra questão. Se nesta prova existirem muitas reprovações, só posso interpretá-las como sendo devido à instabilidade e nervosismo que decorreu no desenrolar de todo este processo. Eu não concordo com a prova, o ministério terá de fazer um trabalho a montante e não a jusante, tem de haver uma inspecção profunda e contínua às universidades, nomeadamente à qualidade dos seus cursos.

      1. Claro completamente apoiado se os cursos estão mal estruturados então reestruturem-nos ou fechem-os se têm o estágio integrado então então inspeccionem os estágios façam destas provas à entrada dos cursos não quando as pessoas já têm 5 anos de ensino.
        Pergunto por é que as universidades estão tão caladinhas quando é a elas que as estão a por em causa?

  3. Errado, Arlindo. A PACC continuou porque a FNE assinou o acordo. E porque interveio o Carlinhos da UGT e o Cavaco, preocupados com a escalada de contestação dos professores. Sabes isso melhor do que eu.

    1. Obrigada JCP,
      Realmente o Arlindo está cego, ou apaixonado pela FNE

    2. É a tua opinião, JCP.

  4. Parece que por aqui a “consideração” é algo diretamente relacionado com o estar ou não de acordo.
    Dizes o que eu quero – muita consideração!
    Dizes algo aproximado ao que quero ouvir – alguma consideração.
    Dizes outra coisa qualquer – começas a perder a minha consideração…

    Arlindo, para continuares a ser altamente considerado, começa a dizer o que as pessoas querem ouvir…

    1. A consideração do que falo tem a ver com o trabalho desenvolvido pelo Arlindo no seu blog, não com o estar de acordo ou não com ele.

    2. Oh! defensor de Chaves Quanto te paga ele?

  5. Ficava bem à FNE não ter assinado mas claro a sua história foi e será sempre a mesma.
    Conheço a história muito bem sou professor, Comecei a dar aulas aos 18, tenho 50, Faça as contas…
    Este podia ser o exercício 40 da PACC.

    1. Consegues reconstruir a história partindo do princípio que a UGT não assinava a dispensa dos que têm mais de 5 anos de serviço?

      1. Perante o avanço da luta dos professores, o universo dos abrangidos e a solidariedade crescente (incluindo na Rua!) dos restantes docentes, o MEC estava a perder uma guerra e teria, ele próprio de reconstruir a história.
        Sabendo que importava enfraquecer a luta para ganhar (nem que fosse aparentemente) a guerra, precisava da mão da FNE para tentar isolar os restantes sindicatos e dizer à opinião pública que “só os professores comunistas e arruaceiros” continuavam a perturbar.
        A ideia peregrina dos cinco anos foi o pretexto para a UGT e Cavaco convencerem a direção da FNE a engolir a coisa.
        O resto, está à vista.
        Uma última ideia: quando um sindicalista entra numa luta convencido que a perderá, melhor faria em dedicar-se à criação de borboletas

      2. PORQUÊ A DIFERENÇA + DE CINCO E – DE 5 não somos todos professores

      3. A história não consigo, mas posso imaginar ,seriamos tantos a não fazer que a PACC não passaria a união faz a força e somos muitos, e somos bons e somos capazes de levar à`demissão do cRato.
        Mas infelizmente as organizações sindicais estão demasiado envolvidas com as suas …..
        Deixam que o medo se instale nas pessoas e não temos lideres capazes estão demasiado comprometidos.
        Claro que até sei que o Arlindo me vai chamar utópico, Obrigado

    • Candidata a professora on 25 de Julho de 2014 at 21:43
    • Responder

    Está-se mesmo a ver! Na prova fui a única a sair, aos colegas que ficaram e que estão 2000 lugares abaixo de mim desejei-lhes boa sorte “que a minha exclusão do concurso vos dê uma colocação!”

    1. Não vai dar

      • caloira910 on 26 de Julho de 2014 at 15:30
      • Responder

      Como sabe que estão 2000 lugares abaixo de si?

    • Sónia on 25 de Julho de 2014 at 21:58
    • Responder

    Boa noite.
    Tenho mais de 5 anos de serviço, fiz a PACC por opção e vou efetivar no CEE.

      • sandra on 25 de Julho de 2014 at 22:09
      • Responder

      Muitos parabéns, quer um prémio por isso?!?!

    1. EU TINHA VERGONHA, ESPERO NUNCA A TER COMO COLEGA

      • José on 26 de Julho de 2014 at 0:26
      • Responder

      Por trás do pc qq um pode escrever barbaridades, inclusivé eu, mas igualmente a Sónia! Ou camuflar a identidade ou dizer o que não se pensa ou que não se fez! Parabéns Sónia, provou a si mesmo que a ambição não tem preço!

        • Sónia on 26 de Julho de 2014 at 0:41
        • Responder

        Eu não concordo com a PACC nos moldes em que é realizada, nem com o objetivo de impedir que os professores possam concorrer se não ficarem aprovados. Também não concordo que só os professores com menos de 5 anos de serviço a tenham que a realizar, a ser que seja para todos, incluindo os professores do quadro.
        Desde o início deste processo eu assumi que se era para fazer, eu iria fazê-la e nunca disse a nenhum colega o contrário.
        Quando escrevi o meu comentário, foi no sentido de dizer ao Arlindo que não iria renunciar ao lugar na lista pois realizei a prova.
        Cada um tem a sua opinião sobre este assunto, no entanto seria razoável esperar que, como professores, respeitem opiniões diferentes das vossas.

          • José on 26 de Julho de 2014 at 14:10

          Vá à praia que isso passa-lhe!

          • pf on 27 de Julho de 2014 at 14:13

          Eu por acaso respeito opiniões diferentes da minha, a não ser quando elas são completamente imbecis como a sua, que de tão imbecil nem parece verdadeira pois qualquer professor que é contra ou a favor toma as suas decisões, agora ” eu não tinha que fazer mas faço porque sim”, Tenho é pena de si, está completamente fritada a sua cabecinha.

    2. A sua história é tão imbecil que não parece verdadeira!

    • José on 25 de Julho de 2014 at 22:05
    • Responder

    A Inutilidade dos Sindicatos, por Fernando Pessoa
    “Todo o sindicato é, social e profissionalmente, um mito.
    Mais incisivamente ainda: nenhuma associação de classe é uma associação de classe.
    Não tendo uma verdadadeira base de liberdade, o sindicato não coordena a classe como indivíduos; não tendo nunca uma direção profissionalmente superior, o sindicato não coordena a classe como profissionais; não tendo outro fim senão o profissional e o económico, o sindicato não coordena a classe como cidadãos.”

    Depois desta citação, só me apraz dizer que a delaração da FNE no seu sítio sobre esta 2ª chamada para a PACC é meramente circunstancial, vazia … apenas tentam sacudir a água do seu capote de um processo que começou aos tropeções e que não tem ponta por onde se pegue. As declarações do indivíduo que tutela a pasta só vêm demonstrar que o único objetivo é limpar as listas e nenhuma preocupação está subjacente à qualidade de ensino. Em todo este processo os professores, na generalidade, só vieram demonstrar que são uma classe mesquinha!

  6. Arlindo não ficou furioso
    Quando o MEC marcou a prova só com 3 dias úteis para que os sindicatos não pudessem por o pré aviso de greve?
    Os colegas contratados pudessem organizar a sua vida, muitos já se encontravam de férias pois os contratos já tinham acabado, diga-me isto não o deixou furioso?

    1. Claro que sim. E como disse, não valia a pena esta guerra inútil por parte do MEC. Tendo em conta o número de inscritos por escola não era preciso usar esta artimanha.

    • Cataitas on 26 de Julho de 2014 at 9:27
    • Responder

    Porque não começar esta reflexão pelo professores do quadro que foram a correr concorrer para o cargo de professores titulares?? Isso sim, foi o principio de toda esta história… Mas esses agora, como sempre, estão caladinhos e encostados no alto da sua confortável (cada vez menos) situação…

    1. Nunca cometas o erro de generalizações simplistas ao categorizar, por estratos , os professores. Um professor pode ser interveniente, inconformado e solidário, independentemente da sua situação profissional.
      Há professores “caladinhos e encostados” e professores “barulhentos e em marcha” em todas as categorias. Conheço muitos exemplos de cada situação.
      Quanto aos professores titulares, talvez fosse bom reflectir sobre o motivo que levou a coisa a estoirar. O que prova que é possível fazer estoirar ideias absurdas.

  7. e como hoje se diz dos mais de 40 mil que fizeram a prova menos de 400 irão ser colocados..enfim..

    1. Se apenas estavam 13500 inscritos como é que 40000 fizeram a prova?! Isto é com cada palpite, que sinceramente!

      1. sorry dez mil…é evidente…

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