FNE defende vinculação de professores
A Federação Nacional da Educação (FNE) vai continuar a lutar nos tribunais pela vinculação dos professores com contratações sucessivas, afirmou hoje, em Coimbra, o secretário-geral da organização, João Dias da Silva.
O Conselho Geral, que durante a tarde de hoje se reuniu naquela cidade, mandatou a direção da Federação para prosseguir a sua “ação de defesa em tribunal dos professores que têm tido vinculação em pelo menos quatro contratações sucessivas, com horário completo e de ano inteiro”, disse o líder da FNE.
“Temos ações em curso em [tribunais centrais administrativos e fiscais] Beja, Funchal, Lisboa e Porto para garantir a vinculação de professores” naquela situação, adiantou João Dias da Silva, sublinhando que se trata de exigir ao Ministério da Educação aquilo que “acontece com qualquer empresa privada”.
Os docentes devem ter “o direito à vinculação”, sustentou o dirigente sindical, estimando em “10 a 12 mil” o número de professores com pelo menos quatro contratações sucessivas de ano inteiro e com horário completo.
Esta é uma das situações que contribui para a “fragilização da escola pública”, sublinhou João Dias da Silva, assegurando que “não embarcamos em qualquer tentativa” de “fragilização da escola pública”.
A “escola estatal” tem de “ser de alta qualidade” e “tem de responder àquilo que são as exigências da sociedade”, defendeu o secretário-geral da FNE, advertindo que “a escola pública não pode ser uma resposta insuficiente, fora de horas, inconsequente, de incerteza, de angústias para as famílias e para os alunos”.




12 comentários
1 ping
Passar directamente para o formulário dos comentários,
E quem tem 10 ou 15 anos de serviço e não conseguiu nunca os tais quatro anos de contrato consecutivo, porque havia à sua frente colegas a renovar com metade, ou menos, do tempo de serviço. Por uma questão de sorte ou falta dela a FNE defende que possa entrar nos quadros colegas que tenham apenas quatro anos de serviço, deixando de lado quem tem o dobro ou o triplo. Não concordo e não serei a única.
Ana claro que não é a única, concordo plenamente consigo. Nem ía dar-me ao trabalho de comentar, tal é a revolta com tantas injustiças que receio não controlar as minhas palavras. Já se esqueceram que as renovações dos últimos 4 anos iniciaram-se sem pré-aviso antes da manifestação de preferências no primeiro ano desse ciclo. Os sindicatos querem perpetuar o jogo da sorte e azar na vida de milhares de seres humanos? Que tal lutarem pela vinculação de quem devia pertencer ao quadro há 15 anos, pela liberdade de manifestação de preferências para TEIP, pelo fim das renovações e das contratações de escola inventadas para os docentes da 2ª prioridade? Isso não interessa, pois claro… Tristeza de gente. 🙁
Arlindo, reflecte um pouco sobre o que a tua FNE propõe. Vê a justiça dos dois comentários anteriores ao meu… (Eu sei que tu pensas o mesmo que estas duas colegas… mas podes pressionar, tens exposição mediática suficiente para o poderes fazer… Lembra-te, não estás só… o 2 de Março passado não surgiu do nada por acaso…)
… Arlindo, somos Portugueses. A divisão esquerda/direita, Monárquicos/Republicanos, Fascistas/Democratas já não existe… apenas existem Portugueses e súbditos neoliberais da Merkel. Força, não estás só!!!…
E que tal a FNE preocupar-se um bocadinho com os QA e os QZP desterrados? Será legítimo propor mais vinculações extraordinárias ignorando a situação dos milhares de colegas QA e QZP a dezenas e centenas de quilómetros das suas residências? Será legítimo que, à semelhança da vinculação extraordinária que existiu no ano passado, os colegas da VEC do meu grupo tenham conseguido ficar no QZP da área de residência a que pertenço enquanto eu que sou QZP desde 1999 continuo a centenas de quilómetros de casa? Enquanto os QA do meu grupo continuam a centenas de quilómetros de casa? Acho muito bem que vinculem os contratados ( fazem falta ao sistema). O que não acho nada bem é a sequência irracional dos procedimentos…
Sou QZP, estou em horário zero, sou dos quadros porque concorri para escolas que outros colegas (em contrato) não quiseram concorrer, não tenho direito a indeminização por caducidade, não me pagaram doze dias de férias porque estou ao serviço desde o primeiro dia de setembro, estou a lecionar noutro grupo que não o meu grupo de vinculação, porque a escola não consegue contratos para esses horários, porque sou profissionalizado nesses grupos mas não posso sair de horário zero, os quadros, segunso a o MEC só podem ser colocados no seu grupo de vinculação. Não me foi dado acesso às vagas do concurso extraordinário, pelo que foram ocupadas vagas de outros grupos de recrutamento para os quais concorri para mudança de grupo no concurso interno por colegas com menos graduação o que desvirtuous as regras de concurso. Por tudo isto, aconselho os colegas de quadro que pertencem à FNE, FENPROF, coiso e tal, a sesindicalizarem-se como eu o farei ainda hoje. A FNE não defende os meu direitos e aceita toda esta trapalhada com um sorriso na boca e com um “para o ano resolve-se”.
Neste momento a FNE está a defender, quase exclusivamente os direitos de quem por sorte ou cunha viu o seu contrato renovado durante quatro anos. Esquece quem tem percorrido o país em situação precária e que a muito custo foi juntando algum tempo de serviço. A FNE não está a ver a vergonha que são as ofertas de escola que apenas estão a servir os colegas da 2ª prioridade que ao longo de anos e anos estiveram ao lado de casa e que nunca se submeteram a um concurso a não ser, mais uma vez, a lei da cunha. A FNE está a esquecer a renovação de contratos que deixa muitas vezes de fora os mais graduados e beneficia os menos. A FNE vem agora propor que quem teve 4 contratos consecutivos possa entrar nos quadros. Eu trabalho desde 1999. Já consegui muitos horários anuais e completos, não perto de minha casa mas um pouco por todos o país, mas esses 4 anos consecutivos ainda não consegui. A FNE propõe que eu e outros/muitos que estão na minha situação fiquem fora do sistema para estes colegas entrarem nos quadros. Não tenho nada contra os colegas, bem pelo contrário, também acho que sim, que eles devem por direito entrar nos quadros, mas nunca ultrapassando os mais graduados. A única defesa possível é a de um concurso público onde o único critério seja a graduação profissional.
Concordo com o espirito da proposta, mas seria importante certificarem-se de que as colocações cumpriram os critérios. Gostaria muito que desta vez os Técnicos especializados (Psicólogos, Assistentes Sociais, Mediadores, Animadores e Educadores Sociais) não fossem esquecidos. Somos parte integrante do corpo docente das escolas (TEIP), mas o nosso trabalho deveria ser estendido a todos os agrupamentos. Além disso, muitos destes técnicos estão nesta situação de renovações sucessivas.
Alguém se lembrou deles?
Sou Qzp com horário zero, mas tenho habilitações para mais dois grupos de docência e só pude concorrer ao que me encontro provido, no concurso de vinculação extraordinária anterior também não me foi permitido concorrer e tentar a vinculação noutro grupo. Estou nesta situação e vejo colegas com graduação inferior à minha e contratados a ficarem colocados perto de casa nos grupos para os quais estou habilitada e impossibilitada de concorrer. Não percebo se há aqui alguma jogada com vista a acabar com os quadros ou se é pura incompetência do nosso ministério.Vejo colegas contratados a recusar horários, para os quais tenho habilitações e não posso concorrer. Apenas vejo e ouço os sindicatos a aclamarem justiça e a denunciarem situações ocorridas com os professores contratados como se os do quadro estivessem confortavelmente colocados nos seus lugares.
SOU PROFESSORA DO QUADRO E ESTOU PROFUNDAMENTE DESCONTENTE COM A MINHA SITUAÇÃO PROFISSIONAL. Não percebo qual o interesse em vincular, se depois não se pode desistir do horário, como é permitido aos professores contratados, nem concorrer para ser recrutados para outros grupos, para os quais se está habilitado, como também é permitido aos colegas contratados.
Muitos professores entraram nos quadros porque concorreram para lugares distantes da sua área de residência, investiram na sua profissão e agora sentem-se enganados, fazem quilómetros diariamente e não se sentem em nada dignificados.
À semelhança das colegas que inicialmente comentaram, acho a proposta da FNE uma total injustiça!!! E quem nunca conseguiu ter 4 contratos sucessivos mas tem, por exemplo 15 ou 20 de serviço??? No meu caso tenho 18 anos de serviço, mas não tenho os tais 4 anos sucessivos de horários completos.
têm que continuar a proteger os seus.
deram-lhe tempo,valorizaçao de mão beijada ,ultrapassando os mais antigos.
salve-se quem puder,estamos entregues á bicharada e este mal já nos acompanha há algum tempo.
e…quem tem 40,45,…anos e passou a sua juventude nesta profissão e…agora leva um pontapé???
[…] FNE defende vinculação de professores A Federação Nacional da Educação (FNE) vai continuar a lutar nos tribunais pela vinculação dos professores com contratações sucessivas, afirmou hoje, em Coimbra, o secretário-geral da organização, João Dias… […]