… numa entrevista de David Justino.
Mas acreditem que o próprio David Justino é um dos maiores defensores da entrega das colocações para as próprias escolas.
E isso não deixe também de ser também um enormíssimo “chavão”.
“O conceito de autonomia das escolas não passa de um chavão”
E: Tem defendido a autonomia das escolas, afirmou mesmo que as escolas deviam ter autonomia para escolher os seus professores e o MEC para selecionar os melhores. O que é necessário para que essa autonomia seja, de facto, uma realidade – se ainda não o é?
DJ: O nível de autonomia das escolas tem de ser entendido no quadro de uma política de descentralização do sistema de ensino. Até ao presente, o conceito de autonomia das escolas não passa de um chavão sem que se traduza numa real alteração da partilha de responsabilidades entre o MEC e as escolas. Em primeiro lugar porque em situação de crise financeira os serviços centrais tendem a reforçar o seu poder de regulação. Em segundo, porque entendo não poder existir autonomia sem uma cultura escolar que mobilize os recursos disponíveis, que reforce a capacidade de iniciativa e que leve as escolas a ter maior poder quer na gestão do currículo quer na do seu pessoal docente.
A atual situação deixa uma margem de atuação muito reduzida. Tudo é excessivamente controlado pelos serviços centrais, desde a gestão do curriculum até aos horários, dimensão das turmas, colocação e fixação de professores. Julgo que há muito a fazer neste domínio da descentralização de competências, mas também entendo que não se pode concretizar de um momento para o outro. Este é um dos desafios que teria de ser respondido por políticas de médio e longo prazo, com objetivos estratégicos muito bem definidos.




3 comentários
Ora bem……. Será que este senhor sabe o que se passa nas ofertas de escolas, AECs, TEIPs e afins…..!?
Parece-me bem que não!
Quando as colocações forem completamente descentralizadas, o que nunca deveria ter acontecido…., então é que isto vai ser um regabofe…….
estes tipos estão sempre na maior. já foi ministro e agora é presidente do CNE, o que virá a seguir?. Esta gente é sempre ou presidentes ou diretores ou administradores…a acrescentar que sempre que vai à televisão revela-se desconhecedor da realidade educativa. Estamos entregues a estes tipos.. enfim
Ora aí está uma entrevista com uma posição típica dos “meias tintas”.
Assumem os lugares e mandam uns bitaites, com paninhos quentes, evitando não “chamar os bois pelos nomes”, como se tudo se tratasse de mais um trabalho académico.
Lidam com as coisas “em tese”. Estudam, escrevem, investigam, falam em conferências e só há um problema:
-……numa sala de aula ou na direção de uma escola, borravam-se todos.