Tag: Novidades

Espero que o Ministro Oficialize Isto Por Escrito

… e não através das notícias dos jornais. Porque o ano letivo já começou para todos e os alunos do 3.º e do 4.º ano precisam de ter a certeza se vão devolver ou não o manual em condições de reutilização. Ou os alunos vão ter de esperar pelo início do 2.º período para escrever nos manuais, até que seja provado o Orçamento de Estado para 2024?

 

Manuais escolares do 3.º e 4.º anos vão deixar de ser reutilizados

 

A garantia foi dada pelo ministro da Educação, João Costa, em entrevista à revista Visão.

Os manuais escolares do terceiro e quarto anos de escolaridade vão deixar de ser reutilizados.

A garantia foi dada pelo ministro da Educação, João Costa, em entrevista à revista Visão.

Já o Jornal de Notícias avança que a medida vai constar da proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano, que o Governo vai entregar à Assembleia da República em outubro.

Deixa assim de ser necessário entregar os livros do 1.º ciclo no final do ano letivo.

No programa dos manuais gratuitos, passa apenas a ser obrigatória a devolução entre o 5.º e o 12.º anos de escolaridade.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/espero-que-o-ministro-oficialize-isto-por-escrito/

1283 Horários em Concurso Hoje

Porque são muitas as solicitações para saber onde existem horários em concurso e onde faltam professores, deixo aqui a listagem dos 1238 horários em concurso ao dia de hoje por grupo de recrutamento e Distrito.

Educação pré-escolar está no topo do pedido de horários, e porquê? Porque a maioria deles são inferiores a 25 horas e até hoje nunca foi possível concorrer a este grupo na contratação inicial para horários inferiores a 25 horas. Mais um tremendo erro de planeamento do Ministério da Educação, como tantos outros erros.

De seguida os grupos habituais, Português, Matemática e Geografia nos Distritos habituais: Lisboa, Setúbal e Faro.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/1283-horarios-em-concurso-hoje/

Mostra Cinema Sem Conflitos 2023 – Açores

“A Mostra Cinema Sem Conflitos, especialmente dirigida a alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e Secundário, está de regresso aos Açores!”

Além das já reconhecidas temáticas – ambiente; amor e sexualidade; bullying; dilemas sociais; doença mental; drogas; família; racismo; relações interpessoais; religião e cultura; violência – esta edição pretende ampliar a discussão a novos temas bastante atuais.

 – Entrada livre –  

Datas, locais e reservas  ➡  cinemasemconflitos.pt

À exibição das curtas-metragens, com uma duração total de 45 minutos, seguir-se-á um debate com moderação do professor especialista Paulo Miguel Martins e a psicóloga escolar Cristina Vilaça,  onde os alunos são convidados a interagir e a expressar as suas perspetivas, num diálogo enriquecedor e estimulante.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/mostra-cinema-sem-conflitos-2023-acores/

Um Bom Simulador, Sim Senhor

… aquele que a FENPROF fez.

Não fosse o governo do Pinóquio Sócrates que em 2005 destruiu a carreira docente e que continua agora com o seu adjunto ao leme do país e esta diferença servia bem para dar resposta à crise atual.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/um-bom-simulador-sim-senhor/

A Confirmação do Nada a Receber

A minha pergunta muito clara.

 


Exmos Srs.

Tendo cumprido em 13 de fevereiro de 2021 os 1460 dias de permanência no 4.º escalão, recebi em 1 de junho de 2021 mais 339 dias da recuperação faseada do tempo de serviço. Porque obtive a avaliação de Bom fui integrado nas listas de acesso ao 5.º escalão com efeitos ao dia 1 de janeiro de 2022, na qual obtive vaga de acesso.

Primeira questão: o tempo de serviço de 14 de fevereiro de 2021 a 31 de dezembro de 2021 é recuperado para novo escalão?

Segunda questão: o tempo de serviço do último faseamento (339 dias a 1 de junho de 2021) é recuperado para novo escalão?

Arlindo Ferreira

 

A resposta da DGAE também muito clara e por isso a decisão de seguir para tribunal é a mais certa.

 

Exmo. Senhor Diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio

Dr. Arlindo Ferreira

Relativamente ao supra questionado, informa-se que no caso dos docentes que optaram pela recuperação do tempo de serviço de forma faseada, como é o caso do docente Arlindo Fernando Pereira Ferreira, Nº de Utilizador – 5643774259, e que se encontrou a aguardar vaga, no caso, ao 5.º escalão, o mesmo é contabilizado para efeitos de graduação na lista de acesso ao referido escalão e esgota-se aí, não podendo ser contabilizado para efeitos de progressão, nomeadamente, ao escalão seguinte.

Assim, tendo V. Ex.ª optado pela recuperação do tempo de serviço de forma faseada (DL n.º 65/2019) e tendo integrado a lista de acesso ao 5.º escalão em 2022, na qual obteve vaga a 01/01/2022, é posicionado nessa data no 5.º escalão, com zero dias, tendo que cumprir os requisitos cumulativos do art.º 37.º do ECD, para progressão ao escalão seguinte.

Com os melhores cumprimentos,

Equipa da Carreira Docente

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/a-confirmacao-do-nada-a-receber/

SIMULADOR DE PROGRESSÃO NA CARREIRA – FENPROF

A FENPROF lançou um simulador que me diz que deveria estar no sétimo escalão  é que a diferença se remuneração a que teria direito é de 501,93€ mensais.

Faz as contas e confirma qual o valor que todos os meses é retirado do teu salário por não ter sido recuperado todo o tempo de serviço que cumpriste.

SIMULADOR 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/simulador-de-progressao-na-carreira-fenprof/

Vais fazer greve, esta semana?

Os professores e trabalhadores das escolas iniciam esta segunda-feira uma semana de greve, convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop), pela recuperação do tempo de serviço e contra o que dizem ser várias injustiças no setor.

Após os primeiros dias de arranque do ano letivo, cerca de 1,3 milhões de alunos começam esta segunda-feira a primeira semana de aulas, mas alguns poderão encontrar os portões da escola fechados devido à greve de professores e funcionários.

A paralisação, que se vai prolongar até sexta-feira, foi convocada pelo Stop e é a primeira greve com impacto nas atividades letivas do ano 2023/2024, durante o qual os profissionais prometem manter a contestação do ano passado até verem as suas reivindicações respondidas.

Professores e trabalhadores das escolas iniciam hoje uma semana de greve

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/vais-fazer-greve-esta-semana/

Não, o Luís não queria ser professor – João André Costa

 

Não, o Luís queria ser professor. E o Luís admite e confessa: nunca quis nem alguma vez teve na ideia uma carreira no ensino.
Inocente e ingenuamente, o seu sonho era ser biólogo, o próximo Jacques Cousteau e então vocês dizem:
– Jacques o quem?
E num repente as reminiscências da influência francófona ainda presente nos idos de 80 e aquela criança à frente do écran a desbravar oceanos maravilhado com a incomensurabilidade da natureza.
Não era suposto estar aqui a dedicar uma vida, a vida, à escola, como se nada mais fosse importante e às vezes não é.
-Casei com um professor! – diz a cônjuge exasperada de mãos no ar, mãos na cabeça.
Era suposto dedicar a licenciatura ao estudo da etologia, ergo o comportamento animal.
Infelizmente, e diz o Luís infelizmente de propósito, o único comportamento animal foi o seu ao investir os dois anos do tronco comum da Licenciatura em Biologia a faltar às aulas, os apontamentos de bandeja oferecidos pelas madrinhas, as saídas à noite, a boémia ébria e soberba, o grito do Ipiranga pós exames nacionais e 6 anos de estudo intenso, agora sou livre, agora longe, agora eu egoísta em pleno.
Ou então a pura consciência de não querer voltar a casa todos os dias ao fim do dia quando voltar a casa rimava com o abuso emocional de uma madrasta cujas primeiras palavras ao entrar pela porta foram:
– Agora vou-vos ensinar o que é a vida.
Sim, a madrasta ou o clássico misógino dos contos infantis politicamente incorrectos. E de facto, é evidente e o Luís tem de lhe tirar o chapéu, ensinou quando findo os dois primeiros anos do tronco comum e outras tantas noitadas pouco mais tinha para além de uma média de 12 valores, muito aquém quando as candidaturas se fazem em função da nota adquirida e portanto nenhuma vaga disponível no ramo Animal, Marinhos também não, Científico idem idem e a Genética é só para os “crânios”.
Conclusão: a haver vagas só em Ensino, a última escolha, o parente pobre ou o sinal já então óbvio de uma enfermidade sem cura à vista quando ninguém quer ser professor.
O Luís não queria. Mas já ciente da vergonha de passar um ano em casa, vulgo chumbar e o Luís nunca chumbou mais o pontapé no orçamento familiar e a família não merece, o pai não merece e aqui vai o Luís para o ensino.
A mais bela profissão do mundo. Sem aspas.
“Changing pupils’ lives”, disse prontamente quando interpelado sobre um mote para a escola mais o trabalho do dia-a-dia.
Mas foi preciso ir lá para fora. Foi preciso fugir ao desemprego e à desesperança, à vida com a mala às costas, os contractos temporários, os anos transactos sem trabalho, as contas para pagar, as contas por pagar, o olhar de lado de quem se diz amigo ou de sangue quando ser professor é ser um coitado, a degradação da escola pública, os “rankings”, a transição automática de ano, a instabilidade, os professores como bodes expiatórios de sucessivos governos e os malditos sindicatos, as reformas ininterruptas ao sabor dos Ministros da Educação, mais uma volta, mais uma viagem e cá fora tudo diferente e sobejamente partilhado, o reconhecimento, as horas passadas na escola em nome de crianças cujo verbo é rejeição e à procura de serem rejeitadas uma e outra vez e não são porque o Luís não se vai embora e o Luís não vai para lado nenhum, o Luís é um professor e os professores não desistem: “we change pupils’ lives”.
Vinte anos depois não é a sequela de “Os três mosqueteiros”, é a realidade bem presente e o sucesso governativo de mais de quatro décadas a denegrir a educação pública e o sonho fundamental de Abril numa vida melhor para os filhos.
Agora e até 2030 serão precisos mais 30000 professores e quem o diz é o Ministério. Curiosamente, e ironia do destino, os mesmos 30000 professores de há vinte anos e na altura o desemprego, o Luís no desemprego e tantos amigos e colegas também, entretanto empregados, distantes e de carreiras assentes e sem intenção de regressar. Mas abertos a propostas e aqui este convite, Sr. Ministro, para nos sentarmos à mesa e conversar.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/nao-o-luis-nao-queria-ser-professor-joao-andre-costa/

A fuga antes da implosão de um sindicato

Já se apela  “para que ninguém abandone o sindicato”.

Como podem os professores confiar num sindicato que internamente convulsiona com lutas de poder. Se as cúpulas não se entendem, como poderão os professores assistir sentados?

A organização interna de um sindicato diz muito daquilo que podem fazer pelos seus associados. Se a organização interna é posta em causa pelos membros da direção, os associados fogem, porque deixam de acreditar na organização externa da luta.

Houve um ministro que prometeu implodir o ME, agora parece haver uma tentativa de implosão de um sindicato.
Entre emails e reuniões, a coisa parece ir no caminho certo.

Há quem diga que os ratos são os primeiros a abandonar o navio, mas todos sabem que quem se deixa para último morre afogado.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/a-fuga-antes-da-implosao-de-um-sindicato/

Histórias de Vida de uma Professora

A vida desta professora dava um filme. “Se o professor tem filhos é um problema arrendar quarto”

 

Desde 2004 que Susana Duarte tentava entrar para os quadros. Conseguiu este ano, mas para trás, ficam anos e anos de quilómetros, quartos onde não eram permitidos os filhos, e colocações em escolas que distam 200 quilómetros da sua área de residência. O desgaste e o receio permanecem.

 

Sempre quis ser professora desde pequenina, “era algo que queria mesmo”, recorda Susana Duarte, a viver no Fundão e colocada este ano no Agrupamento de Escolas A Lã e a Neve, na Covilhã, passando a estar vinculada ao Ministério da Educação.

Apesar de o momento ser de alegria pela conquista que desejava desde 2004, Susana confessa que não pode apagar todo o rol de experiências vividas desde 2004.

“O nosso ordenado não chega para fazer face às despesas, talvez um suplemento para as deslocações a partir de uns certos quilómetros, um apoio para a renda para os deslocalizados, como existe para os ministros, ajudas de custos”, começa por sublinhar a docente que acredita estar a dar a voz por muitos colegas.

“Estou a dar a voz por esta situação e a representar muitos colegas, espero não ter consequências”, afirma Susana Duarte, lamentando que muitas colegas já tenham desistido da profissão. “Conheço muitas colegas que tiveram de deixar o ensino. Foram para empresas de peças, por exemplo, horários certos, sem deslocações, sem ouvir comentários de encarregados de educação”, conta, destacando que o professor “tem vindo a perder poder”.

“Não temos autoridade sobre eles, qualquer ação tem de ser pensada várias vezes, porque podem vir consequências maiores, os encarregados da educação vêm à escola confrontar-nos”, assume Susana Duarte.

Da Pampilhosa até à Meda é um saltinho ou 177 quilómetros

É mais uma viagem para a professora Susana Duarte, que desde 2004 lutava por ficar vinculada ao Ministério da Educação. Este ano consegue e pela primeira vez, ficar perto de casa, do Fundão para a Covilhã, muito menos quilómetros, do que no ano letivo passado, em que conseguiu horário em duas escolas, Mêda e Pampilhosa da Serra, 177 quilómetros de distância.

“A nossa vida não é fácil, no início da minha carreira, sempre com horários incompletos, fiz um part-time de 11 anos para a Sonae. E nunca desisti da carreira, gosto de ensinar. Faço de tudo também para estar presente na vida dos meus filhos”, explica sobre a conciliação do trabalho com a vida pessoal.

O carro novo que comprou em 2018, e que está a pagar, já tem 180 mil quilómetros. “Faço revisões de dois em dois meses e mudo de pneus constantemente. Espero que o Ministro se coloque no terreno, a escola pode estar a 30km, mas é curva contracurva ou atrás de serra e em vez de demorarmos 30 minutos, demoramos uma hora. Mêda podia parecer próximo de Pampilhosa da Serra, mas não é”, adverte.

Crianças nos quartos arrendados? Nem pensar

Terminou o curso em 2004, e com 44 anos, só neste ano que se inicia, vinculou. Ainda não está estável, garante, e na história de vida desta professora, está também na memória a dificuldade em arranjar quarto onde pudesse permanecer com os dois filhos menores.

Em Loures, por exemplo, há três anos, teve de insistir.

“Foi a segunda vez que tive de levar os meus filhos. Procurei sempre um espaço em que os meus filhos se sentissem em casa. Era uma cama de casal e eu tive de pedir à dona da casa para arranjar um colchão mais pequenino que não tinha estrado, nem a espessura necessária. Eu dormia com a minha filha com 8 anos, e o meu filho, 11 anos, um pouco mais crescido, dormia no colchão, no chão. Pagava por aquele quarto 350 euros, sem recibo verde e vivia com a dona da casa. Se um professor tem filhos é um problema arrendar quarto, eu dizia sempre que era eu mais duas crianças, e não queriam porque perturbavam o ambiente. Há senhorios que não nos permitem levar os filhos. Vi-me sempre complicada para arranjar quarto para os meus filhos. Depois de me apresentar nas escolas ia sempre a chorar para casa”, recorda, emocionada, Susana Duarte.

Já teve outros trabalhos em part-time, para fazer face às despesas, e apesar de finalmente estar vinculada, Susana Duarte não acredita que possa respirar de alívio.

“Tenho agora a sorte de estar perto de casa, mas para o próximo ano letivo, provavelmente vou ter de concorrer para todo o país, se o Governo não mudar o que decidiu neste ano letivo. Quem entrou na vinculação dinâmica vai ter de concorrer a todo o país”, alerta a docente.

Susana Duarte recusa desistir da profissão, mas admite que tem sido uma aventura. “Quando entro na sala, esqueço a minha realidade, vi-me e desejei-me para aqui chegar. Conheço o nosso país e conheço todos os miradouros e passadiços. Mas espero que agora acalme aos 44 anos, já preciso de um bocadinho de paz e serenidade na vida. Já chega”, desabafa.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/historias-de-vida-de-uma-professora/

Sr. Ministro da Educação, “seja Ministro” por um dia…

A luta para recuperarem os milhões de euros que António Costa e Mário Centeno roubaram aos docentes portugueses do continente e às respetivas famílias, em 2018, com a fórmula cobarde e desonesta que inventaram para o “descongelamento” da carreira docente, tem de entrar numa nova fase e tem de adotar novas formas.

Suponho que nesta ocasião já toda a gente percebeu que os dois argumentos mais usados por António Costa e por João Costa, a “falta de verbas no orçamento de estado” e a “injustiça em relação a outras carreiras da função pública”, para justificarem a não devolução do dinheiro que todos os meses continuam a roubar aos docentes portugueses do continente e às respetivas famílias, caíram por terra e já não são usados, tendo dado lugar, por falta de argumentos válidos, à narrativa do “é um assunto encerrado”. Por isso mesmo, pelo menos para mim, é urgente que todos os docentes e todas as organizações sindicais pensem em novas formas de luta. Já se provou que os argumentos deles eram falsos e enganadores. Por isso mesmo é que não podemos deixar que a recuperação do tempo de serviço efetivamente prestado seja “assunto encerrado”.

Os famosos cartazes, que estão a ser usados por alguns colegas nossos e que são realmente feios, ainda assim não são tão feios como o cinismo, a cobardia, a dissimulação, a desonestidade, a baixeza, a vilania do roubo que fizeram e continuam a fazer todos os meses às nossas famílias. Faço um apelo ao autor dos cartazes para que faça outros ainda mais feios, para vermos se os visados, se a opinião pública e se a opinião publicada percebe que estamos numa luta contra coisas realmente muito feias, muito mais feias do que ratazanas: a podridão e a desonestidade moral, a mentira dissimulada, a pequenez intelectual, a vingança mesquinha, o cinismo público e constante, etc… Considero que, até este momento, mesmo englobando os cartazes das ratazanas, temos sido muito bonzinhos e muito respeitadores em relação a quem não nos quer ouvir nem respeitar. Já tiveram os dois (Costas) mais do que tempo e oportunidades (políticas e financeiras) para reverem a sua posição e para nos devolverem o que nos roubaram. Assim sendo, declaro que estou disponível para formas de luta mais duras, mais irreverentes e mais radicais. Face ao cinismo, às cobardias, às mentiras e desonestidades de que fomos alvos ao longo deste processo, desde 2018, entendo que é o momento de mostramos a sério “o nosso direito à indignação”, proclamado por um verdadeiro e destacado socialista, em tempos oportunos, mas que os atuais membros do governo, por serem pouco socialistas ou por terem pouca memória, já não querem recordar, nem permitir.

O líder da FENPROF, Mário Nogueira, pediu, há dias, e bem, que o Ministro da Educação “seja Ministro” (https//:expresso.pt/sociedade/ensino/2023-09-11), numa tentativa de sublinhar que João Costa, com as suas atuações nesta e noutras matérias, não tem demonstrado o peso político que um Ministro a sério devia demonstrar para resolver muitos dos problemas das escolas públicas portuguesas. Eu acrescentaria: “seja Ministro” ou então deixe de ser, de uma vez por todas, e demita-se…. O pedido de demissão do Ministro tem de ser feito todos os dias a toda a hora, por todos nós… Nesta última semana o Ministro disse na televisão coisas deste género, a propósito da falta de professores nas escolas: “não se pode resolver em poucos meses problemas que têm muitos anos”. Esta é uma frase de quem não tem condições para continuar no cargo. “Em poucos meses”, Sr. Ministro? O Sr. está no governo há mais de oito anos!!!! Como é que é possível dizer uma barbaridade destas?!?!?!? E ainda falta a questão fundamental: Ó Sr. Ministro, o Sr. não está a “resolver” problemas. O Sr. está a desenvolver políticas que estão a “agravar” os problemas da escola pública em Portugal. Toda a gente diz, mesmo os que o querem proteger, que o Sr. será “boa pessoa”, mas reconhecem, em privado, que o Sr. não passa de um fantoche ou de um lacaio da sociedade António Costa e Fernando Medina.

Por tudo isto, “seja Ministro” por um dia e demita-se, dando lugar a alguém que queira efetivamente resolver as questões estruturais da Educação em Portugal e que tenha peso político para as resolver enquanto há condições políticas (maioria absoluta) e condições financeiras (contas públicas “demasiado equilibradas” para quem trabalha no setor da Educação) para o efeito. O seu colega da Saúde ainda esta semana conseguiu um aumento a rondar os 33% para os médicos que queiram optar pela “dedicação exclusiva” ao SNS. Ó sr. Ministro, eu e milhares de outros docentes portugueses do continente estamos, há décadas, em regime de trabalho de “dedicação exclusiva” em escolas públicas portuguesas, conseguimos nas duas primeiras décadas deste século a maior subida de um país nos resultados do PISA (OCDE), fomos roubados em 2018, com uma fórmula de descongelamento que nos continua a roubar todos os meses e o Sr. não tem peso político nem para exigir que nos devolvam o que nos estão a roubar, quanto mais para exigir aumentos de 33%. O que o Sr. tem de pensar é que, ao “agarrar-se com unhas e dentes” ao “lugar”, está a impedir que o país aproveite uma oportunidade e umas circunstâncias únicas para fazer as reformas estruturais (carreira docente, contratação e colocação de professores, autonomia financeira e pedagógica das escolas das escolas, etc…) que podiam, de facto, resolver os principais problemas que afetam e irão afetar no futuro a escola pública portuguesa. O Sr., ao manter-se no cargo, está a prejudicar as atuais gerações e as futuras gerações de alunos portugueses que estão a sofrer e que irão sofrer com os problemas que o Sr. não resolve, nem deixa que outros resolvam… Pense nisso… O Sr. não está a ganhar, com mentiras e com cinismos, uma guerra com os professores ou com os sindicatos. O Sr. está a hipotecar o futuro da Educação em Portugal. Um Ministro da Educação a sério tinha abandonado o cargo na primeira vez que António Costa mentiu publicamente sobre a questão da recuperação do tempo de serviço roubado aos professores… com os 1300 milhões de euros e com a habilidosa invenção da desigualdade em relação a outras carreiras da função pública.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/sr-ministro-da-educacao-seja-ministro-por-um-dia/

Para os Reinscritos na CGA – Alguns conselhos do AT

Para os Reinscritos na CGA – Alguns conselhos…

Consulta a tua área reservada na CGA Direta

https://cgadirecta.cga.pt/ – com chave digital ou senha das finanças

Verifica se o SERVIÇO já está atualizado…

Depois vai ao MENU – O MEU PEDIDO… consegues consultar o pedido submetido pelo teu organismo.

Muito importante!!!!
Se já pediste o tempo de serviço de ex-subscritor da CGA, já tens em tua posse a contagem de tempo e eventuais dívidas de tempo regularizadas. Sim, a CGA permite pagares o tempo intermédio de náo colocações….ex. um docente que só tenha ficado colocado em novembro, não descontou SET e OUT, para efeitos de reforma, aconselhamos vivamente a pagares já esse tempo! Vais pagar ao valor do escalão atual que te encontras 🙂 Não deixes para quando fores para a reforma… é um conselho!
 
Durante o período que estiveste a descontar para a SS – deves ter um histórico de remunerações/descontos emitido pela segurança Social! Podes portanto solicitar online na SS Direta ou presencialmente.
 
 
Nota: Se o teu serviço ainda não efetuou a reinscrição tenta saber o motivo, junto dos mesmos. Com educação!
 
O que está para trás…. é para aguardar! o importante é seres reinscrito agora!.
 
A CGA já validou imensas reinscrições, mas não terminou o processo de setembro! E não existe forma de confirmar pela parte da entidade patronal se a CGA validou a submissão, têm de aguardar…ou ligarem para a linha azul da CGA.
 
Se tiveres dúvidas avisa!
 
Recordamos de que a partir deste momento, já tens de usar o novo modelo de atestado médico, se precisares! Já não pedes o CERTIFICADO DE INCAPACIDADE emitido pela Segurança Social

Modelo em vigor é este 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/para-os-reinscritos-na-cga-alguns-conselhos-do-at/

2.ª Fase de Acesso ao Ensino Superior

Na 2.ª fase, entraram mais 8190 estudantes no superior – e ainda sobram quase 4000 vagas

 

Entre os estudantes colocados, 38% ficou na primeira opção. Os cursos mais concorridos mantiveram médias elevadas e as vagas de Educação Básica, menos do que no ano passado, foram todas preenchidas.

 

Na 2.ª fase, entraram mais 8190 estudantes no superior – e ainda sobram quase 4000 vagas
Há mais 8190 estudantes que garantiram um lugar no ensino superior na 2.ª fase do concurso nacional de acesso. São menos 1288 do que há um ano (9478), o que representa uma descida de 13,6% num ano em que o número de vagas disponíveis para a 2.ª fase era também o menor dos últimos seis anos — 9952 lugares, de acordo com os resultados divulgados neste domingo pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES)​. Ainda assim, para a 3.ª fase, haverá ainda quase 4000 lugares para preencher em universidades e politécnicos públicos.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/2-a-fase-de-acesso-ao-ensino-superior/

FELIZMENTE, HÁ OS OUTROS… Carlos Santos

Ainda que haja quem, não cumprindo o seu papel parental para com os filhos, não tenha compreendido que, lá fora, um dia, o mundo irá recebê-los a todos, existem muitas exceções.
Se são demasiados os pais irresponsáveis que se comportam como crianças, implicando que, tanto eles como a sua prole, dificultem a vida dos profissionais de ensino, outros há que são um exemplo e merecem ser notados. Encarregados de educação que – contrariamente aos que acreditam que, por algum milagre, as escolas farão o seu trabalho –, têm a consciência de que a educação dos filhos é sua responsabilidade dá-la em casa.

Não diria que, atualmente, é fácil «pôr-se» uma criança no mundo. Há que reconhecer que, nos dias de hoje, em muitos aspetos, é mais difícil ser pai do que há algumas décadas. As crianças estão mais difíceis devido a uma indústria mercantilista selvagem que publicita e lhes “enche a cabeça” com todo o género de produtos, estando constantemente a aliciá-los. Basta repararmos na publicidade que, noutros tempos, quase só anunciava artigos para adultos e que, na atualidade, está virada para os menores. Isto obriga os adultos a um trabalho muito mais intenso na educação dos filhos sobre aquilo que é essencial e o que é supérfluo, sobre as prioridades, o preço das coisas e a importância dos valores acima dos objetos, assim como a compreensão de que não se pode ter tudo o que se quer.
Felizmente, embora haja pais a quem este trabalho passe ao lado, preferindo comprar o seu principezinho com tecnologia que o mantenha entretido para não dar trabalho, muitos outros cumprem muito bem o seu papel, conversando com os filhos, dando-lhes algo muito mais valioso do que qualquer brinquedo – dando-lhes educação, a maior de todas as heranças, que fica para o resto da vida.

Não ouso negar que, num mundo cada vez mais tecnológico, cheio de miúdos amarrados a telemóveis que trazem consigo no bolso, nas mãos e que até levam para cama, não é fácil controlar os riscos do mundo que entra pelos seus olhos através da internet e das redes sociais. Perigos de diversa ordem, o bullying e a insegurança a que estão expostos, tomam conta da mente dos pais mais conscientes que, mesmo estando alertas, não estão livres de preocupações.
Se, a tudo isto, juntarmos o facto de nos termos tornado escravos do trabalho, já de si composto por horários selvagens que tornam o quotidiano alucinante, com a maioria dos casais em que ambos trabalham, sobrando pouco tempo para estar com os filhos, nem sempre se trona fácil ser-se pai. Então, nestes tempos difíceis de crise económica, com uma inflação altíssima, juros, prestações, rendas e créditos com valores insustentáveis, são estes pais que fazem um excelente trabalho para que não falte o essencial aos seus filhos, que merecem uma louvação. Pais que se sacrificam, muitas vezes passando por necessidades de cuidados pessoais e, até, fome, que tudo fazem para esconder dos filhos as dificuldades extremas, para que não os afetem. Há fome e dificuldades escondidas de pais que desabam em lágrimas, nas nossas salas de diretores de turma, pelas complicações da vida, muitos deles, com filhos de uma educação e higiene acima de qualquer reparo.

Porém, mesmo em situação nada fácil, ainda vão aparecendo estes pais atentos que fazem um trabalho excecional na educação dos seus filhos, acompanhando-os, conversando, sabendo dizer “não” na hora certa explicando o motivo, incutindo-lhes valores, responsabilidade e a importância de terem atenção e diligência para com os outros; que, de modo algum, aceitam que os filhos faltem ao respeito a alguém, sendo os primeiros a solicitar à escola para que, sempre que haja alguma situação de comportamento impróprio dos seus educandos, que os chamem, porque não admitem falta de educação, realçando que, quando haja uma falha da parte do adulto, resolverão a situação de modo a que este não perca a autoridade e a postura perante a criança.

Lamentavelmente, num ensino vocacionado para se ocupar daqueles que se portam mal, que absorvem todo o tempo dos professores, os mais educados são claramente penalizados pelo pouco tempo que sobra para lhes darem a devida atenção.
Mas são estas crianças educadas que nos fazem acreditar que ainda há fé na humanidade, as quais faço questão de elogiar e de enaltecer os seus pais perante os demais, pela educação que dão aos seus educandos.
Carlos Santos

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/felizmente-ha-os-outros-carlos-santos/

Números do Blog no Público

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/numeros-do-blog-no-publico/

FNE avança com queixa junto da Provedoria de Justiça

Em causa as ultrapassagens das colocações na Mobilidade Interna por docentes menos graduados que ficaram na RR1 e seguintes. Isto porque como também denunciei na altura os horários entregues na Mobilidade Interna apenas foram superiores a 14 horas.

 

FNE avança com queixa junto da Provedoria de Justiça

 

O Secretariado Nacional da Federação Nacional da Educação (FNE) reuniu na tarde desta 6ª feira, 15 setembro, em Lisboa, num encontro que serviu para além do debate interno sindical a nível de docentes e de pessoal de apoio educativo (PAE), ser realizado um balanço inicial da campanha “o futuro está na escola” que decorre em escolas de todo o país com a colocação de pendões, entrega de flyers com mensagens e concentrações nas entradas das escolas.

Esta reunião contou também com a preparação das próximas iniciativas a levar a cabo pela FNE neste início de ano letivo e que passam, além de várias ações ligadas às celebrações do Dia Mundial do Professor a 5 de outubro, pela apresentação de um site com o nome “mensagemaoministro” em que trabalhadores da educação poderão deixar uma mensagem ao Ministro da Educação com os seus desejos para um sistema educativo melhor no futuro. Os resultados destas mensagens serão depois reunidos num livro e entregues no Ministério por altura da época natalícia.

Neste Secretariado Nacional foram ainda debatidas e aprovadas três resoluções relativas a docentes, PAE e ao tema da educação ambiental e uma queixa a apresentar pela FNE junto da Provedoria de Justiça relativa à forma como decorreram os concursos de docentes este ano.

O Secretariado Nacional da FNE deixou no final deste encontro o reforço da mensagem sobre a disponibilidade e abertura da FNE para a negociação e sobre a urgência na resolução dos problemas que afetam os trabalhadores da educação mostrando que pretende, o mais urgentemente possível, o regresso à tranquilidade no funcionamento das escolas, ultrapassando as situações que se verificaram ao longo do ano letivo 2022-2023.

Resoluções aprovadas pelo Secretariado Nacional:

1. MÚLTIPLAS INSATISFAÇÕES NO INÍCIO DO ANO LETIVO

2. PELA CRIAÇÃO DE UM ESTATUTO DO PAE (Pessoal de Apoio Educativo)

3. URGÊNCIA DE MEIOS NA EDUCAÇÃO PARA A PROTEÇÃO DO AMBIENTE

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/fne-avanca-com-queixa-junto-da-provedoria-de-justica/

Irmãs colocadas a duas horas de distância, com escola a dois quilómetros de casa

Uma realidade que não se circunscreve à área de Lisboa.


Com a mudança de habitação, os pais pediram transferência escolar, mas não conseguiram vaga na escola da área de residência. As filhas andam, todos os dias, duas horas nos transportes públicos.

Irmãs colocadas a duas horas de distância, com escola a dois quilómetros de casa

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/irmas-colocadas-a-duas-horas-de-distancia-com-escola-a-dois-quilometros-de-casa/

Habituamo-nos a tudo?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/habituamo-nos-a-tudo/

972 Candidatos a vincular pela Norma Travão – 23/24 (FINAL)

Após a RR3, percebemos que o número de candidatos com condições para vincular ao abrigo da norma travão, pouco se alterou relativamente aos dados da RR1.

Perto de 60% das vagas concentram-se no QZP 7 e assistimos a uma enorme redução daquelas que estão disponíveis a norte.  Mesmo na zona de Lisboa, percebemos uma diminuição relativamente a anos anteriores e podemos imaginar a razão: no próximo ano, haverá alguma vantagem de vincular pela norma travão relativamente à vinculação dinâmica?

Se clicarem na tabela terão acesso à lista completa de candidatos. Relembro que candidatos que tenham tido horários equiparados a anuais não foram considerados.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/972-candidatos-a-vincular-pela-norma-travao-23-24-final/

Lista Colorida – RR3

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR3.

lista colorida

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/lista-colorida-rr3-8/

2373 Contratados colocados na RR3

Foram contratados 2373 professores na reserva de Recrutamento 3, distribuídos de acordo com a tabela abaixo.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/2373-contratados-colocados-na-rr3/

Reserva de recrutamento n.º 03

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 3.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 18 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 19 de setembro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 03

Listas – Reserva de recrutamento n.º 03

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/reserva-de-recrutamento-n-o-03-4/

Procedimento Concursal para o Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar

 

No âmbito do Protocolo de Cooperação celebrado entre a República Portuguesa e a República Democrática de Timor-Leste, assinado em 14 de março de 2023, foi aberto um procedimento concursal destinado à seleção de docentes com qualificação profissional para os grupos de recrutamento 100, 110, 200, 220, 230, 240, 250, 260, 300, 330, 400, 420, 430, 510, 520, 550, 600, 610 e 620, com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções docentes no Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (Projeto CAFE), em Timor-Leste. O Aviso de Abertura do procedimento encontra-se disponível no portal da DGAE e o prazo para formalização da candidatura decorre de 18 a 29 de setembro de 2023.

 

Mais informo que, entre os dias 19 de setembro e 2 de outubro, estarão disponíveis as candidaturas para efeitos de validação a efetuar pelos Diretores de Agrupamentos de Escola /Escolas não Agrupadas.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/procedimento-concursal-para-o-projeto-centros-de-aprendizagem-e-formacao-escolar/

Reutilização de manuais do 1.º ciclo vai acabar

 

Nos últimos tempos muito se tem falado sobre os manuais dos alunos, em especial o uso de manuais digitais. Como referimos, a Suécia está a abandonar os manuais digitais, e de acordo com as últimas informações, em Portugal também vai haver mudanças.

Reutilização de manuais do 1.º ciclo vai acabar

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/reutilizacao-de-manuais-do-1-o-ciclo-vai-acabar/

Calendário Escolar 2023/2024 Para Imprimir

No Blogue Mais Sobre Educação

 

Calendário Escolar 2023/2024 Para Imprimir

 

 

Versão Datas

Versão Mapa (Períodos)

Versão Mapa Por Períodos (Individual)

Provas e Exames | 2024

Versão Semestral

⚠️ O calendário semestral, depende de cada autarquia/agrupamento, devendo preencher os espaço com a informação do seu calendário semestral. ⚠️

Versão Datas (Simples)

Versão Mapa

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/calendario-escolar-2023-2024-para-imprimir/

INJUSTIÇA – Progressão na carreira – Decreto-Lei n.º 74/2023 de 25 de agosto

Publico tal como me chegou.

No meu caso a injustiça passa por ter recuperado o último faseamento do dia 1 de junho de 2020, quando já tinha os 1460 dias no 4.º escalão, em fevereiro desse mesmo ano.

E o simulador da DGAE deveria ter prevista situações deste género.

 

INJUSTIÇA – Progressão na carreira – Decreto-Lei n.º 74/2023 de 25 de agosto

 

Relativamente à aplicação do Decreto-Lei n.º 74/2023 de 25 de agosto “mecanismos de aceleração de progressão na carreira dos professores”, nomeadamente no que se refere ao Artigo 3.º, ponto 1 “Aos docentes referidos no artigo anterior que, entre 2018 e 2022, não tenham progredido aos 5.º e 7.º escalões por ausência do requisito a que se refere a alínea b) do n.º 3 do artigo 37.º do Decreto -Lei n.º 139 -A/90, de 28 de abril, na sua redação atual, que aprova o Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário (ECD), é considerado, para efeitos de progressão, o tempo de serviço de permanência nos 4.º e 6.º escalões por inexistência de vaga”, este artigo 3º, ponto 1, quando o professor integrou as listas de acesso ao 5º escalão utilizando o tempo de serviço que os DLnº36/2019, de 15 de março e DL 65/2019, de 20 de maio relativos à recuperação de tempo de serviço congelado de 2 anos, 9 meses e 18 dias, entrando nas listas e saindo logo porque mobilizou este tempo de serviço, não tendo tempo de permanência acrescidos por ausência de vaga no 4º escalão foi um tempo “roubado” aos professores.


Resumindo, um professor que “perdeu” a anterior recuperação de tempo de serviço congelado ao integrar as listas e saindo logo, sem estar à espera, mas que na prática este tempo de serviço também não foi recuperado para a sua carreira, que não vai recuperar agora com o novo Decreto-Lei n.º 74/2023 de 25 de agosto.

Os professores que recuperaram o tempo de serviço congelado relativo DLnº36/2019, de 15 de março e DL 65/2019, de 20 de maio antes do 4º escalão, quando a seguir integraram as listas de acesso ao 5º escalão, tiveram tempo de permanência no 4º escalão, à espera, e esse tempo de serviço vai agora ser recuperado, ou seja, tem 2 recuperações de tempo de serviço. 
Quem utilizou o tempo de serviço nas listas, não recuperou esse tempo de serviço para a sua carreira e agora como não esperou nas listas, não recupera tempo de serviço com este novo decreto.
Acresce a esta injustiça, a necessidade de ter trabalhado todos os dias num intervalo de 7 anos, o que, coloca a grande maioria dos professores sem conseguirem recuperar um único dia e sem ter acesso à isenção de vagas de acesso ao 5º ou 7º escalões. Os anos letivos de 2011 e 2012 foram anos, em que, a maioria dos professores só foi colocado a meio de setembro, verificando-se uma quebra, trabalharam todo o tempo menos uns míseros dias e por isso não recuperam qualquer tempo nem isentam de vaga para acesso ao 5º ou 7º escalão.
L.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/injustica-progressao-na-carreira-decreto-lei-n-o-74-2023-de-25-de-agosto/

Portaria n.º 29/2018 – Indicação de docentes

Bem-vindo/a Sr.(a) Diretor(a) / Presidente de CAP

O presente separador destina-se a comprovar o número total de docentes a integrar as listas de 2023 de acesso aos 5.º e 7.º escalões da carreira docente, bem como o universo dos docentes que, em 2022, isentaram de vaga.

A submissão de dados decorrerá entre o dia 7 e as 18 horas (Portugal continental) do dia 15 de setembro. O AE/EnA responsável pela submissão dos dados é aquele onde o docente exerceu funções no ano escolar 2022/2023.

Encontram-se pré-carregados os dados referentes aos:

  • Docentes que isentaram de vaga em 2022
    (Docentes que reuniram cumulativamente os requisitos previstos no artigo 37.º do ECD até 31/12/2022, isentando de vaga por obtenção de Muito Bom ou Excelente no 4.º/6.º escalão);
  • Docentes que integraram as listas de 2022 e não obtiveram vaga
    (Docentes que reuniram cumulativamente os requisitos previstos no artigo 37.º do ECD e que constaram das listas de 2022 sem obtenção de vaga);
  • Docentes reposicionados provisoriamente que integraram as listas de 2022 e não obtiveram vaga
    (Docentes em reposicionamento que constaram das listas definitivas de graduação de 2022 sem obtenção de vaga);
  • Docentes que cumpriram os requisitos até 31/12/2022, utilizando n.º de dias da Recuperação do Tempo de Serviço (RTS)
    (Docentes que reuniram cumulativamente os requisitos previstos no artigo 37.º do ECD até 31/12/2022, avaliados com Bom no 4.º/6.º escalão e com tempo de serviço de permanência no escalão com RTS);
  • Docentes que cumpriram os requisitos até 31/12/2022, sem utilizar n.º de dias de Recuperação do Tempo de Serviço (RTS)
    (Docentes que reuniram cumulativamente os requisitos previstos no artigo 37.º do ECD até 31/12/2022, avaliados com Bom no 4.º/6.º escalão e com tempo de serviço de permanência no escalão sem RTS);
  • Docentes reposicionados provisoriamente com requisitos cumpridos até 31/12/2022
    (Docentes em reposicionamento que cumpriram requisitos nos termos da Portaria n.º 119/2018 até 31/12/2022).

Os dados pré-carregados resultam dos submetidos pelos Agrupamentos de Escolas/Escolas não Agrupadas (EA/ENA), no mês de julho de 2023, na aplicação eletrónica Reposicionamento 2022 e, no mês de agosto de 2023, na aplicação Progressão na Carreira, bem como dos dados constantes nas listas definitivas de graduação aos 5.º e 7.º escalões, de 2022.

Em caso de necessidade de alteração/correção da informação pré-preenchida, deverá o AE/ENA editar o registo do/a docente, acionando o lápis amarelo. Relembra-se que o registo dos docentes que integraram as listas de 2022 e não obtiveram vaga, não são passíveis de edição.

Em caso de necessidade de inserção de um(a) docente que não conste do pré-carregamento, deverá o AE/ENA acionar o botão “novo” e indicar o número de utilizador SIGRHE do/a docente em apreço. De seguida deverá preencher o escalão correspondente e selecionar a tipologia que lhe corresponda.

Eventuais anulações (cruz encarnada) e reversões (seta amarela) são ações permitidas apenas e após a submissão do registo e enquanto decorrer o prazo de preenchimento.

Os registos dos docentes que cumpriram, cumulativamente, os requisitos previstos no artigo 37.º do ECD até 31/12/2022 não surgirão com o campo 3.2.1 Tipologia do Docente pré-preenchido, competindo ao AE/ENA a seleção da opção aplicável ao/à docente.

Para o efeito, esclarece-se que o universo dos docentes a incluir na opção:

  • Docentes que cumpriram os requisitos até 31/12/2022, utilizando n.º de dias da Recuperação do Tempo de Serviço (RTS) pressupõe que o tempo de permanência no 4.º/6.º escalão, que permite a estes docentes integrarem as listas de 2023, tenha sido cumprido através de parte/totalidade da RTS, nos termos do DL n.º 36/2019, de 15 de março ou do DL n.º 65/2019, de 20 de maio.
  • Docentes que cumpriram os requisitos até 31/12/2022, sem utilizar n.º de dias de Recuperação do Tempo de Serviço (RTS) pressupõe que o tempo de permanência no 4.º/6.º escalão, que permite a estes docentes integrarem as listas de 2023, tenha sido cumprido sem contabilização de dias devidos à RTS.

Alerta-se para a absoluta necessidade da opção selecionada refletir a real situação do/a docente.

Os registos só ficarão validados após a inserção da palavra-chave do responsável pelo AE/ENA e sua consequente submissão.

É indispensável a consulta da Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro, bem como dos artigos 37.º, 48.º e 54.º, se aplicáveis, do Estatuto da Carreira Docente, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro.

Caso subsista alguma dúvida, a DGAE encontra-se disponível para prestar o necessário esclarecimento e apoio, via E72 (Área “Carreira” > Tema “Portaria n.º 29/2018”).

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/portaria-n-o-29-2018-indicacao-de-docentes/

Associação de Pais pede audiência urgente ao Ministro da Educação para intervir no caso de plágio do diretor

 

No passado dia 25/08/2023, os corpos sociais desta associação emitiram um comunicado no seu site acerca de indícios de plágio na “Carta de Missão” do Diretor, aprovada no Conselho Geral do Agrupamento. Os factos que lhe deram origem foram-nos comunicados em simultâneo com o conhecimento dado aos membros desse conselho geral por um representante dos pais com assento nesse órgão, a 31/07/2023, cerca de uma semana depois da aprovação do documento.

Foi entendimento desta associação esperar que os órgãos de gestão do agrupamento, após tomarem conhecimento, adotassem uma atitude. Perante o total silêncio após 25 dias, publicamos o citado comunicado, dando satisfação ao sentimento de indignação que vários pais, entretanto conhecedores deste acontecimento, nos manifestaram. Nesta altura, seis semanas após a comunicação dos factos, tudo o que há de novo foi uma declaração do Conselho Geral reconhecendo “que a carta de Missão apresentada, votada e aprovada em 25 de julho de 2023, não é um documento original, produzido para apreciação deste Conselho, mas constitui cópia de outra Carta de Missão”, sem mais.

Perante isto, esta associação solicitou uma audiência a sua Excelência o Ministro da Educação para o total esclarecimento e intervenção no caso.

César Brito

Presidente da Direção da APEEAEA

Associação de Pais pede audiência urgente ao Ministro da Educação para intervir no caso de plágio do diretor

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/associacao-de-pais-pede-audiencia-urgente-ao-ministro-da-educacao-para-intervir-no-caso-de-plagio-do-diretor/

Mobilidade de docentes por motivo de doença

Mobilidade de docentes por motivo de doença (artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho) – 2023/2024

 

 

Aplicações eletrónicas disponíveis a partir do dia 12 de setembro de 2023 (hora de Portugal continental) para efetuar a extração do Relatório Médico e submissão do Pedido.

NOTA INFORMATIVA MPD art.º 9.º Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho

SIGRHE

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/mobilidade-de-docentes-por-motivo-de-doenca/

No Quintal do Paulo, Sobre o ECD dos Açores

Também já tinha feito artigo no dia 28 de dezembro com o título “Os Açores a Fazer Corar de Vergonha os Costas e o Medina”

Pelos Açores

 

 

Decreto Legislativo Regional n.º 23/2023/A de 26 de junho de 2023

Estatuto da Carreira Docente da Região Autónoma dos Açores

 

Muitas diferenças… não há quotas e até se pode encontrar no artigo 82.º o seguinte:

3 — Os incentivos à estabilidade destinam-se a educadores de infância e professores dos
ensinos básico e secundário, desde que os mesmos se encontrem no desempenho efetivo de
funções letivas ou integrem o órgão executivo da respetiva unidade orgânica.
4 — Constituem incentivos à estabilidade do pessoal docente:
a) Subsídio de fixação;
b) Bonificação de juros bancários para crédito à habitação;
c) Acesso prioritário à formação;
d) Compensação de tempo de serviço;
e) Subsídio ou disponibilização de alojamento

Olhem-me este artigo 111.º:

Componente letiva
1 — Para além das aulas ministradas aos alunos das turmas atribuídas ao docente, a componente letiva integra o seguinte:
a) Os apoios educativos de carácter sistemático, entendendo-se como tal aqueles que correspondam à prestação de serviço letivo devidamente preparado e com objetivos previamente
definidos e avaliados;
b) As aulas de substituição resultantes da necessidade de suprir as ausências previstas no
artigo 113.º, bem como as atividades educativas de substituição definidas no artigo 115.º

2 — A componente letiva do pessoal docente corresponde a 22 horas semanais, contabilizadas
em tempos de 45 minutos.

São 990 minutos em vez de 1100… Menos 10% de carga lectiva e estão lá os apoios regulares e tudo…

Nem vou ler mais… ou é desta que apanho mesmo avião e não volto.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/no-quintal-do-paulo-sobre-o-ecd-dos-acores/

Divulgação de necessidades | Escola Portuguesa de Luanda | Angola

 

A Escola Portuguesa de Luanda- Centro de Ensino e Língua Portuguesa solicitou a esta Direção-Geral a divulgação, junto de todos os AE/ENA, da necessidade de docentes integrados na carreira com qualificação profissional para os seguintes grupos de recrutamento para lecionar na Escola Portuguesa de Luanda (EPL-CELP), em regime de mobilidade estatutária, no próximo ano escolar – 2023/2024:

 

1 Docente para o GR 110

1 Docente para o GR 220

1 Docente para o GR 230

1 Docente para o GR 250

1 Docente para o GR 300

1 Docente para o GR 500

 

Os docentes interessados devem enviar uma carta de apresentação e o seu Curriculum Vitae para  [email protected]

Assim, solicito a V.ª Ex. a divulgação da presente comunicação junto dos docentes desse AE/ENA.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/divulgacao-de-necessidades-escola-portuguesa-de-luanda-angola/

Novo ano, erros velhos – Santana Castilho

 

No começo de um novo ano escolar, pareceu-me que podia fazer sentido falar de coisas que, sendo essenciais, vão passando ao lado do debate político. Com efeito, a vertente forte da contestação dos professores tem-se cingido à recuperação do tempo de serviço e a outros temas relacionados com a carreira.
A Educação é um serviço público e o direito de todos à Educação é um dos pilares fundamentais do Estado de direito. Mas o Estado tem falhado na regulação da Educação, particularmente no que à sua qualidade respeita e na protecção daqueles que têm mais vulnerabilidades socioeconómicas.
Tenho escrito repetidas vezes que educar é uma arte, que não uma ciência. Métodos e doutrinas pedagógicas não são cientificamente demonstráveis como correctos ou incorrectos, em termos absolutos. O que resultou num determinado contexto, com determinados alunos, professores ou escolas, pode não resultar em contexto diferente. É por isso que está errada a actual imposição de uma “pedagogia de Estado”, que tem vindo a transformar professores em agentes funcionalizados de ensino, quando eles devem ser autores, sublinho autores, de ensino. O voto confere legitimidade democrática. Mas não confere autoridade pedagógica.
O Currículo Nacional não pode continuar a ser esquartejado. Obrigatoriamente deve conter conhecimentos estruturantes (Língua Materna, uma ou várias Línguas Estrangeiras, Literatura, Filosofia, História, Geografia, Matemática, Ciências Naturais, Música, Artes e Educação Física e Desporto). A estas áreas acrescerão disciplinas “qualificantes”, consoante a diversidade dos diferentes cursos.
Os responsáveis têm promovido a “inovação” a uma espécie de Deus ex machina. Ora o que interessa não é se a intervenção é tradicional ou inovadora, mas sim se resulta ou não. Vivemos num autêntico vórtice de “inovações” não testadas, impostas centralmente a quem sobre elas devia decidir, isto é, o professor. Só que os clássicos teoremas matemáticos tanto se ensinam usando os modernos quadros digitais interactivos, como usando o velho quadro negro e um pau de giz.
Em contraste com os erros enunciados, imagine que reduzíamos o número de alunos por turma, digamos que a um máximo de 20. É minha convicção que melhorava substancialmente a aprendizagem e a disciplina. Do mesmo passo, se diminuíssemos a carga horária global dos alunos, libertando tempo para o estudo acompanhado por professores e para o desporto organizado, melhorávamos a sua saúde, protegíamos as actividades socializantes próprias da infância e da adolescência, que agora não têm, e defendíamos os que não podem pagar explicações, promovendo o verdadeiro sucesso escolar. Por outro lado, se o actual Estatuto do Aluno, indutor de facilitismo e de direitos sem deveres, fosse substituído por outro, assente na promoção de princípios éticos e morais, que consagrasse o aprender como o primeiro dever do aluno, reforçaríamos vigorosamente o processo de construção de cidadãos íntegros e devolveríamos a autoridade aos professores e às escolas.
Se libertássemos os professores da alienação burocrática em que vivem e extinguíssemos o kafkiano modelo de avaliação, desadequado e pejado de grosseiros erros técnicos, o corpo docente rejuvenescia. Se reformássemos radicalmente os concursos de recrutamento e colocação de docentes, com uma intervenção corajosa e tecnicamente possível, mas nunca até hoje assumida, pôr-se-ia fim à decantada instabilidade profissional e familiar de quem ensina, com incomensuráveis benefícios para os alunos.
Se as escolas passassem a ser governadas por um novo modelo de gestão, verdadeiramente democrático, e jamais fosse possível atribuir-lhes uma só nova tarefa sem o reforço dos recursos humanos e materiais necessários, a produtividade aumentava e removeríamos a politização perniciosa, o centralismo asfixiante e a conflitualidade desagregadora.
Por fim, tal como não se pode outorgar aos professores responsabilidades sem lhes conferir autoridade, tão-pouco se pode dispensar os pais do dever de educar os filhos. A vida dura dos pais e os seus absorventes deveres laborais não os podem alhear do valor mais alto a que devem responder: educar os filhos. O Estado tem de responsabilizar os pais pelos comportamentos dos filhos, sempre que estes geram a indisciplina e prejudicam a paz nas escolas.

In Público de 13.9.23

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/novo-ano-erros-velhos-santana-castilho/

Para quem ontem e hoje não conseguiu aceder à “net” nas escolas…

… fica o aviso a reter por alguns “cidadanos” e publicar na rede de cablagem nacional.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/para-quem-ontem-e-hoje-nao-conseguiu-aceder-net-nas-escolas/

Ministro da Educação em entrevista de Início de Ano Letivo

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/ministro-da-educacao-em-entrevista-de-inicio-de-ano-letivo/

Os Anos Perdidos?

Fazem um simulador para isto?

Já num artigo anterior referi-me as FAQ sobre este assunto onde era referido que a recuperação do tempo seria em módulos de 365 ou 366 dias.

Neste simulador volta a referir-se a anos e não ao tempo de serviço perdido no escalão.

Pelo que as minhas suspeitas inicias parecem mesmo concretizar-se e dos quase dois anos perdidos na lista de acesso, pela recuperação do tempo faseado usado na lista, este simulador pode dar-me qualquer coisa como ZERO dias de “acelerador”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/os-anos-perdidos/

Simulador do “aceleramento” disponível na plataforma SIGRHE

Mais valia ter sido o Arlindo a fazer o simulador, sempre víamos mais variáveis.

 

Encontra-se disponível na plataforma SIGRHE em Situação Profissional, o Simulador – Regras especiais para progressão.

Recomenda-se, para o efeito, a leitura do Decreto-Lei n.º 74/2023, de 25 de agosto, da Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro, do Estatuto da Carreira Docente, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro, bem como do conjunto de FAQs atualizadas

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/simulador-do-aceleramento-disponivel-na-plataforma-sigrhe/

Professores: salários reais caíram 1% em Portugal, mas subiram 6% na OCDE

 

Professores: salários reais caíram 1% em Portugal, mas subiram 6% na OCDE
Relatório da OCDE, que analisa evolução real dos salários entre 2015 e 2022, mostra vencimentos reais dos professores em Portugal em contraciclo com os dos docentes no grupo de países desenvolvidos.

Professores: salários reais caíram 1% em Portugal, mas subiram 6% na OCDE

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/professores-salarios-reais-cairam-1-em-portugal-mas-subiram-6-na-ocde/

Declarações Minhas ao DN Sobre o Calendário Escolar

Calendário escolar não agrada

 

O ano letivo 2023-2014 arranca entre hoje e dia 15, e o 1.º período termina a 18 de dezembro. O 2.º período começa a 3 de janeiro de 2024, terminando a 22 de março, com a pausa da Páscoa. Pelo meio, entram ainda as férias de Carnaval, de 12 a 14 de fevereiro. É a organização do 3.º período que não agrada a docentes e diretores escolares.

O terceiro período – que começa a 8 de abril – apresenta ritmos diferentes, consoante o ciclo de ensino. Os alunos do 9.º, 11.º e 12.º ano terminam as aulas a 4 de junho. Os de 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º ano, a 14. Já para o pré-escolar e o 1.º Ciclo, as férias de verão só se iniciam a 28 de junho. “É semelhante ao do ano passado com o mesmo erro de prolongamento do pré-escolar e do 1.º ciclo até final de junho. Para crianças é prejudicial, pois a partir de uma determinada altura, já não estão com tranquilidade para mais aprendizagem. Acresce ainda que têm provas de aferição na reta final. Há trabalho excessivo, as aulas não rendem, o que atrapalha alunos e professores“, salienta Arlindo Ferreira.

Para o diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, “as aulas deviam terminar ao mesmo tempo do 2.º e 3.º ciclo, permitindo também uma melhor preparação das provas“. Filinto Lima pede “uma reflexão séria por parte da tutela, antecedida de um debate participado por todos, e corrigir o calendário escolar equiparando-o ao do 2.º e 3.º ciclos”. “Os alunos e professores ficariam a ganhar”, sublinha.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/declaracoes-minhas-ao-dn-sobre-o-calendario-escolar/

DA(IN)FELICIDADE DOS PROFESSORES ESCOLA PÚBLICA

 Na Ética a Nicômaco”, Aristóteles defende a ideia de que a Felicidade é o bem maior desejado pelos homens e o fim das acções humanas. É o bem supremo que é desejado por todos. Sendo construída pelas acções virtuosas da alma. As acções viciosas são o seu contrário.

“Professores brilhantes ensinam para uma profissão. Professores fascinantes ensinam para a vida; (…) jamais desista de si mesmo; (…) jamais desista de ser feliz; (…) ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da sua própria história”. (Augusto Cury)

A desmotivação, lamentos e arrastamento profissional docente, conjugada com a aposentação precoce penalizadora, desistência por saturamento e trauma, não candidatos à função professoral por falta de atractividade, mostra à saciedade o desinteresse gradual, progressivo e tendencial, de repleção e infelicidade docente, em crescendo na actualEscola Pública.

Os estudos mostram que os professores são mais felizes na função que desempenham do que na organização escola, que tanto os maltrata. Os professores são infelizes organizacionalmente e felizes q.b. funcionalmente. O professorado, por tudo o que tem vivido e experienciadoconjunturalmente nos últimos anos, interiorizoua negatividade organizacional impactante, que lhe causa urticária e que repele. Não e não a mais adiamento, continuidade, sofrimento, martírio e calvário.

Relembramosad nauseam o roubo de Estado do tempo de serviço, remuneração e empobrecimento, desmantelamento do Estatuto da Carreira Docente (ECD), atropelos na carreira, aposentação tardia, burocracia e insanidade, mau-ambiente de trabalho e medo, legado político persecutório e de afrontamento ético e de deontologia profissional, etc. Todo este vivenciado axiológico, todo este oceano de infelicidade e dor intelectual por morte da essencialidade da função, dia a dia, momento a momento, vai matando a própria vocação e felicidade da lecçionação e da motivação do trabalho com os alunos, e da excelência darelação e empatia humana (des)conectadas.

Carlos Calixto

 

Mais felicidade dos professores significa mais e melhor saúde dos professores, maior optimização e longevidade no activo. A felicidade dos professores é igual a mais motivação, a melhor desempenho profissional e a melhores resultados escolares dos alunos.

A felicidade dos professores tem impacto na sua saúde mental, torna-os mais activos, com mais energia, e com melhores performances societais, físicas e mentais.

“A felicidade conduz a uma melhor saúde, melhor performance no trabalho, melhores relações sociais e um comportamento mais ético (Lyubomirsky et al., 2005); está na origem de uma maior conquistaprofissional (Kesebir & Diener, 2008) e tem impacto nas suas relações sociais (…). Também Veenhoven(1991), em sintonia com Lyubomirsky et al. (2005)diz que a felicidade influencia as relações sociais, a sua saúde física e mental. Para este autor, pessoas felizes são pessoas mais activas”. (https://run.unl.pt, A Felicidade Organizacional dos Docentes mais felizes na função que desempenham do que na organização onde trabalham, Patrícia LeonorGramaxo, FCSH Universidade Nova de Lisboa,2013, p.15)

A função docente de ensinar, transmitir e partilhar o conhecimento das matérias, com criticismo na narrativa, é sempre mais eficaz quando é feita com alegria, realizada com felicidade e conectada com os alunos de forma entusiasta. O mimetismo do cumprimento da obrigação laboral, com características adaptativas da função, resulta da/naletargia em aula do cumprimento do horário, de conteúdos digitalizados retirados da web e do incontornável PowerPoint.

Questão: É isto ensinar? É esta escolinha digital de atrofia cerebral e entropia neural e das sinapses – no sentido figurado da desordem, aleatoriedade e irreversibilidade de um processo rasante de pensamento, sem naturalidade, que queremos? Esta escolita ensina a pensar? E, aonde pára a dimensão intelectual, de basilar e fulcral importância da principal tarefa do professor que é ensinar a pensar e despertar os seus alunos para a reflexão e o questionamento? Em suma, a leccionação para motivar e incutir no aluno a necessidade para o pensamento crítico. E o sistema deixa o professor ser professor!? (…)

O conhecimento escolar, é um processo de descoberta pensada, com método, não é um simples clic. Ver e levar o aluno a descobrir, entender e saber o que, e aquilo que não sabia. É, isto é que é ser professor, ter o dom e a vocação, carisma, conhecimento e conteúdo, a mais valia da competência no compromisso, afectos e afectividadeda cumplicidade com todos e cada um dos seus alunos. Ter os alunos muito perto e em sintonia. O professor tem de estar bem para ser uma fonte inspiradora.

“O que importa mesmo é ter tesão de ensinar, felicidade de entrar em sala de aula e se divertir com os alunos”. (https://pt.linkedin.com, Felizes os Professores que ensinam com felicidade, André Mazarin da Silva, 15 de outubro de 2015)

Importa sim e muito ter vigor, pujança, consistência, determinação e excitação, exaltação de ensinar, intensidade e veemência, a tensão e perseverança, fibra, tesão (do latim tensio”).

É a própria Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no horizonte 2030, que estabelece a felicidade como uma meta.Sendo imputado aos sistemas educativos a ancoragem (do latim ancoraticu), base e fundamentação promocional da felicidade. Escolas, alunos e professores têm de ser felizes.

Há mesmo formação docente para a felicidade, protagonizada por uma editora (que não publicitamos), que intitula a acção de: “A felicidade dos professores”. Donde, a felicidade ser polissémica e entroncar no pensamento educativo no sentido de um indicador e parâmetro mensurável e concretizável.

Porém, não poderá a felicidade ser convertida num indicador precioso para a missão da escola, passível de ser decomposto em parâmetros que, quando concretizados, tornem a escola num espaço de felicidade para todos os que a frequentam?”. (https://dererummundi.blogspot.com, in Sábado, A felicidade dos professores” como um “indicador” que pode ser “decomposto em parâmetros”, Helena Damião, 24 de setembro de 2022)

O problema na Escola Pública actual é que a felicidade dos professores passa pela ideia de ir embora, de abandono, do discurso da aposentação, mesmo antecipada e com penalização, indo da sala de professores aos corredores, do bar ao refeitório, no café e nos intervalos, do colega fulano e beltrano que desiste, que quer paz e ser feliz.

O torniquete asfixiante do ME, retirador de autonomia, removedor de liberdade e responsabilidade mata, literalmente mata a intelectualidade e criatividade docente, sem a qual não há felicidade. “Elementar caros Costa & Costa”. De todo impossível trabalhar feliz, sendo todo o tempo “chicoteados, “pontapeados”, “levando bengaladas”, desmotivados e arrastados para as antípodas do empenhamento profissional feliz e em felicidade.

Os professores não são masoquistas e abominam o “sadismo” anti-felicidade de abuso e flagelação constantes da tutela. Mais, os professores têm uma mágoa e feridas abertas que sangram desde a infelicidade de 2005; desde o consulado de pesadelo socialista dos Governos de Sócrates & Costa. Os professores têm memória. Os professores não esquecem. E continuam as malfeitorias (…)

A desvalorização política premeditada e dissimulada da função sociável-colectiva dos professores, assertiva e continuada, as representações sociais proactivamente deturpadas da classe docente, a maledicência pública reiterada do professorado até à exaustão dos Governos Socratinianos & Costista, a toxicidade da opinião pública pelo Ministério da Educação (ME) e seus acólitos da comunicação social, tem como resultado final o desastre e o caos que se vive actualmente na Educação e Ensino na Escola Pública em Portugal. Parabéns à tutela; as atitudes de indecência e miserável postura comportamental estão sendo eficazes. Deram um fruto envenenado com um preço altíssimo a pagar pelo país e pelas gerações futuras.

António Costa, mais que um “optimista irritante, é um “optimista negacionista”. Deu continuidade à política miserável de “alta traição” à Escola Pública e aos professores de José Sócrates e MLR,consumando-a na plenitude. Resultado – uma parte muito significativa dos professores está “esfrangalhada”. Fuga do sistema educativo português, doença, burnout, baixas médicas.Informação para A. Costa & J. Costa, a infelicidade dos professores está matando a saúde dos professores, está matando a Escola Pública, está matando a ensinança e as aprendizagens, está matando a formação dos alunos, está matando a profissão docente e está matando o futuro de Portugal.

Nota: o tempo verbal utilizado é o gerúndio porque se trata de uma acção concertada continuada no tempo político da maldade anti-professorado, e que continua continuando.

“A pior forma de covardia é aquela que testa a sua força na fraqueza dos outros”. (Maomé)

“Parece ter-se tornado normal e viral desvalorizar a classe docente. Certo é que isso vai deixando marcas, até nos bons professores. Os índices de stress e burnout docente crescem a uma velocidade preocupante: 55,1% em 2018, segundo a revista“Psicologia, Saúde & Doenças”. Em 2020, atingiu-se o pico de stress e exaustão emocional. Quem o diz é a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas”. (https://birdmagazine.pt, in Bird, Eu não quero os melhores professores, quero os mais felizes, CelmiraMacedo, 15 de janeiro de 2021)

O professor tem a capacidade e o direito de pensar e reflectir criticamente o sistema educativo e o processo de ensino-aprendizagem. A percepção de felicidade versus infelicidade, sofrimento e prejuízo físico e mental da saúde no trabalho, é e está bem patente para o professor, que é vítima em primeira mão.

A felicidade é entendida com a sensação de equilíbrio entre três estruturas essenciais do ser humano: corpo, psiquismo (psique, psicologia) e espírito (inspiração e alento). É também denominada de bem-estar subjectivo. (…) Sofrimento e doenças biopsicossociais foram apontados como gerando impacto na qualidade de vida do docente e nas organizações educacionais”.(https://periodicos.ufms.br, in Revista de Educação e Sociedade: perspectivas em diálogo, Felicidade e trabalho na percepção dos professores do ensino superior: revisão integrativa, Waltermann, M.E., etal., 05 de janeiro de 2022)

O mal-estar, desconforto e insatisfação docente,conduz ao esgotamento nervoso profissional dos professores e à crise e colapso do sistema educativo. O défice de felicidade dos professores e a patologia de infelicidade acrescida de anomalias e anormalidade política reinantes, levam à não realização pessoal-colectiva psicossocial docente,que decorre de uma experiência conjuntural dedeformidade muito negativa da Escola Pública no presente, hoje mesmo.

Donde, o mal-estar docente provocado por um ambiente político de trabalho nas escolasperturbador e perturbante da felicidade e da verdadehumana e profissional dos professores, e mesmo “corrosivo do carácter”, é incómodo e causa desconforto psicofísico auto-destrutivo da pessoa humana do professor e implosão da Escola Pública.

A imprudência política que tem grassado na Escola Pública em Portugal, vai para duas décadas, em nada tem contribuído para a felicidade dos professores. Falamos das alterações na carreiradocente, da revogação de direitos consagrados noestatuto profissional, do congelamento e roubo do tempo de serviço prestado, de um modelo de avaliação que visa tão só o retardamento das progressões aos escalões seguintes e que não premeia o mérito, da burocracia doentia e de afrontamento administrativo e ético-deontológico, da indisciplina que grassa, da perda de autoridade, que levaram a “élite intelectual do país” à frustração, infelicidade, luta e revolta.

É um facto que a infelicidade se instalou no seio da classe docente. Insatisfação, depressão, ansiedadee desespero, são percepcionados pelos professores.

“Só desperta paixão por aprender quem tem paixão por ensinar”. (Paulo Freire)

“O professor é o único no mundo que tem a argila com a qual se moldará o amanhã”. (Celso Antunes)

“Alunos não precisam de um professor perfeito. Alunos precisam de um professor feliz que os deixem empolgados para ir à escola e ter amor pela educação”. (professoracoruja)

A desconstrução política da felicidade docente nas escolas, contribuiu decisivamente para a fragilização e queda de uma Escola Pública sem qualidade e que perdeu performance por culpa ministerial. A emocionalidade negativa da infelicidade dos professores, fere de morte o desempenho docente,com políticas e reformas educativas contrárias e ao arrepio das boas práticas conducentes à felicidadede seres humanos que dão o seu melhor, mas que são desconsiderados em vez de mimados. Trabalhar na Escola Pública, hoje em dia, é dor e sofrimento,tudo menos prazer e realização profissional e pessoal. Para a maioria dos professores, “era uma vez ser docente de carreira”. O topo é politicamente proibitivo. Professor senador” está em vias de extinção. Para haver felicidade docente tem de haver positividade, atractividade, despertamentomotivacional. Tem de haver uma carreira séria e um ECD respeitados pelo ME.

A importância da felicidade em ambiente escolar e universitário é tal que, as universidades de Harvard, Stanford e Yale, já têm nos seus “curricula a cadeira da felicidade. As aulas da disciplina da felicidade, também já são prática corrente nas universidades do Brasil. Toda a descarga de positividade tem efeitosassertórios, afirmativos, positivos. Para Sérgio Amad, “Além do bem-estar, a felicidade gera alta performance no aprendizado – aprendizagem”. (https://revistaeducacao.com.br, in Revista Educação, Felicidade gera alta performance no aprendizado, Karen Cardial, 18 de novembro de 2022)

Mais, segundo Sérgio Amad, professor do hospital Albert Einstein e pósgraduado pela FGV e pela Universidade de Ohio, CEO da Fiter ( tecnologia de neurociência aplicada às pessoas) e especialista em felicidade no ambiente de trabalho e na educação, explica que “ (…) a neurociência define a felicidade como a capacidade do cérebro activar a sensação de prazer por meio da dopamina, serotonina, endorfina e ocitocina, neurotransmissores que representam o quarteto da felicidade e que activaestas substâncias para desfrutar de seus benefícios”. (idem)

Donde, não podemos separar a parte cognitiva daemocional, estão interligadas (Kethlin). (idem)

Para o israelita Tal Ben-Shahar, o professor das aulas mais concorridas de Harvard, que aplica a“psicologia positiva”, a felicidade é a combinação de cinco elementos: “Bem-estar físico, emocional, intelectual, relacional e bem-estar espiritual”. (ibidem)

As ferramentas para a construção de uma “happyschool”, que eduque para ascience of happinessdapublic school, só é possível com a postura de um ME ao lado e não contra os trabalhadores didactas que tutela. Docentes esperando.

A labuta esgotante e a burocracia sufocante vivida presentemente nas escolas pelos professores, continuada em casa e nos fins de semana, sem paragens e tempo pessoal e familiar, é também ela geradora de altíssimos níveis de stress, causador de angústia e infelicidade, pelo que é preciso abrandar o ritmo de trabalho e atirar com grande parte da burocracia redundante para o caixote do lixo, reduzindo-a ao mínimo estritamente necessário.Chega de barruntos.

Sendo a felicidade humana o cúmulo cumulativo de satisfação e realização pessoal e profissional, tal facto não se aplica de todo e de modo algum aos professores. O imediatismo do nosso tempo trás consigo a auto-consciência do agravamento e perdas adquiridas por imposição tutelar,exponenciando a infelicidade presente por anulação da felicidade do passado que não é mais. A desvalorização e não atractividade do magistério e mestrança no presente, por oposição ao reconhecimento e valorização social e remuneratória no passado. A frustração e o desencanto acumulados actuais, são evidentes evidências da profissionalidade docente.

Vamos concluir, reforçando a ideia da vital importância e real concretização da felicidade docente; profissionais a sentirem-se considerados e respeitados também “(…) como pessoas com vida e necessidades próprias, protegidos de situações de assédio e stress laboral, ouvidos em todas as matérias que dizem respeito ao exercício da profissão, dignificados na sua carreira, no reconhecimento das suas competências e autonomia profissional e na contagem escrupulosa do tempo de serviço acumulado no exercício da profissão.

Escusado será dizer que quando tudo isto é ignorado, quando não ostensivamente desprezadopela cúpula ministerial, só por rematado cinismo ou falta de sentido do ridículo é que se pode andar a anunciar formações em «felicidade organizacional»visando o bem-estar laboral dos professores, como se isso servisse para alguma coisa a não ser, muito provavelmente, ir buscar algum dinheiro ao pote europeu destinado à formação profissional.

Como afirmava em tempos Raquel Varela, a propósito de um estudo sobre o mal-estar e o burnout na classe docente, «os professores são vítimas de uma organização que os adoece». Pelo que seria mais proveitoso reformar o sistema e melhorar as condições de trabalho dos professores do que tentar impingir-lhes a pílula da felicidade”.

(https://escolapt.wordpress.com, Educação, DGAE quer os professores felizes – Escola Portuguesa, António Duarte, 08 de julho de 2021)

Curiosidade: Em 2021, o Ranking Mundial de Felicidade (Organização das Nações Unidas – ONU), menciona que os oito países mais felizes do mundo estão na União Europeia (UE), com a Finlândia a ocupar o primeiro lugar, há quatro anos consecutivos. Portugal situa-se no quinquagésimooitavo lugar (58). Dos países membros da União Europeia, apenas a Grécia e a Bulgária estão abaixo de Portugal nos índices de felicidade. Cabalmente esclarecedor sobre a consciência da eudaimoniaFelicidade, em grego. (https://www.dnoticias.pt, in Diário de Notícias, Há (ainda) felicidade na escola?,Miguel Palma Costa, 19 de março de 2022, 02:00)

Em homenagem a tod@s educadores e professores portugueses, fica o poema, a poesia, e das palavras o sentimento da Felicidade:

 

A Idade de Ser Feliz

 

Existe somente uma idade para a

gente ser feliz

somente uma época na vida de

cada pessoa

em que é possível sonhar e fazer

planos

e ter energia bastante para realizá-los

a despeito de todas as dificuldades

e obstáculos

 

Uma só idade para a gente se

encantar com a vida

e viver apaixonadamente

e desfrutar tudo com toda

intensidade

sem medo nem culpa de sentir

prazer

 

Fase dourada em que a gente pode

criar e recriar a vida

à nossa própria imagem e

semelhança

e sorrir e cantar e brincar e dançar

e vestir-se com todas as cores

e entregar-se a todos os amores

experimentando a vida em todos

os seus sabores

 

Sem preconceitos ou pudor

tempo de entusiasmo e de

coragem

em que todo o desafio é mais um

convite à luta

que a gente enfrenta com toda a

disposição de tentar algo novo,

de novo e de novo, e quantas vezes

for preciso

 

Essa idade, tão fugaz na vida da

gente,

chama-se presente,

e tem apenas a duração do

instante que passa (…)

(…) doce pássaro do aqui e agora

que quando se dá por ele já partiu

para nunca mais!

 

Geraldo Eustáquio de Souza

Nota: Repassado e regressado tantas vezes como sendo de Autor Desconhecido ou de Mário Quintana, o texto é um original de Geraldo Eustáquio de Souza.

Obrigado a tod@s colegas, por toda a resiliência e tanta dignidade. Bem hajam.

Disse.

Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

CCX.              

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/dainfelicidade-dos-professores-escola-publica/

Mais um “Sindicato de Marca Branca” 

Mais um “Sindicato de Marca Branca”

A política oculta

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/mais-um-sindicato-de-marca-branca/

Load more