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Reserva de Recrutamento n.º 24

 

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 24.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 13 de março, até às 23:59 horas de terça-feira dia 14 de março de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 24

Listas – Reserva de recrutamento n.º 24

 

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Professores: avaliação final

Segundo reza o Génesis, ao sétimo dia Deus completou a sua obra e achou que era altura de descansar. À sétima ronda de negociações entre Ministério da Educação e sindicatos, ninguém, infelizmente, está ainda em condições de descansar. Nem o executivo, nem os professores, nem os pais e, especialmente, nem os alunos. Os próximos tempos, para as escolas, continuam turbulentos e, nessa medida, é todo o país que não deve descansar.

Professores: avaliação final

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Despacho nº 3232-B/2023 – Altera o Calendário de provas e exames 22/23 e 23/24

Despacho nº 3232-B/2023 – Altera o Calendário de provas e exames 22/23 e 23/24

 

 

Em resultado do desenvolvimento do processo de implementação da desmaterialização das
provas de aferição, com vista à consolidação dos seus procedimentos, designadamente através da
auscultação junto das escolas e dos diferentes responsáveis, procede-se ao ajustamento das datas
de realização daquelas provas, decorrente da necessidade de se preverem dois turnos sequenciais
de realização, para cada uma das disciplinas e anos com provas de aferição.

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Declaração de Manuel Teodósio, Secretário Executivo da FNE após reunião suplementar de 9/3/2023

 

 

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Agradeço o 6 de Junho

… porque gosto de comemorar o meu aniversário com um dia diferente.

 

FENPROF Anuncia Novas Formas de Luta: Greves e Manifestações

 

Voltou a terminar sem acordo a reunião entre os sindicatos dos professores e o Ministério da Educação. À saída do encontro, o secretário-geral da Fenprof afirmou que “não há acordo sobre o regime de concursos”, um dos principais pontos em cima da mesa.

A FENPROF anunciou as seguintes formas de luta:

  1. Greve por distritos durante 18 dias úteis;
  2. Paralisação nacional a 6 de junho, simbolizando seis anos, seis meses e 23 dias
  3. Greve a toda a atividade que vá para lá do serviço normal (aulas mantêm-se);
  4. Greve ao último tempo letivo de cada professor, pedida pelos docentes;
  5. Greve às avaliações (exames ou não).
À exceção da greve marcada para junho, todos os restantes protestos serão ainda calendarizados.

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Ouçam, Costas e Medina

Marcelo: “Tem de haver acordo para recuperação faseada do tempo de serviço dos professores”

 

Marcelo não vê ainda no ar um clima de contestação social generalizado, mas preocupa-o a ausência de um acordo, mesmo que parcelar, para resolver o conflito com os professores.

O extremar de posições no conflito entre o Governo e os docentes não interessa ao Governo, nem aos docentes. O Presidente abre o jogo para a negociação propondo “questões fundamentais”, como a necessidade de os professores recuperarem tempo de serviço perdido. Não na íntegra, mas, como já aconteceu, de forma parcial e faseada.

 

Há a luta dos professores, outra luta justa, porque é acumulada ao longo de muitos governos e de muitos anos.

 

Incluindo a parte do descongelamento do tempo de serviço? Acha justa também essa reivindicação?
Isso é uma parte fundamental da luta. Isto é, acho que o caminho é negociar. O Governo faz mal se romper. Os sindicatos e os professores não o esquecerão. Os sindicatos fazem mal se romperem as negociações ou se esticarem para além de um determinado limite aquilo que é a sua luta. Fala-se, por exemplo, da ideia de levar [a greve] até às avaliações e incluir as avaliações e, portanto, apanhar o todo o ano lectivo [a entrevista foi realizada antes do anúncio da Fenprof de novas greves].

E fazem mal porquê? Porque é muito importante a sintonia com a opinião pública que tem existido desde o começo. Houve dois anos lectivos muito perturbados pela pandemia. Se houver um terceiro, o problema é outro. Já não é um problema de perda do ano lectivo, é o da discriminação entre alunos, e não é entre público e privado, é dentro do público. À medida que a luta evolui, os professores, apesar de manterem uma unidade fundamental, em muitos casos não têm obstaculizado o funcionamento das escolas.

Eu corro o país. Sei que há uma parte das escolas que, de facto, têm paralisações e, portanto, os alunos que vão ter ou um aproveitamento e avaliações têm um tratamento diferenciado, discriminatório, favorecido em relação aos outros. Tem de haver um acordo, e o acordo tem de incluir, além dos pontos sectoriais em que já houve acordos parcelares ou aproximações de pontos de vista, duas questões fundamentais: uma é a recuperação do tempo de serviço…

Recuperação integral?
A recuperação integral financeiramente, penso que não seja possível neste momento — mas já houve alguma recuperação noutros tempos de dois anos e tal. Porque não fasear a recuperação…

E estender isso a todas as instituições da função pública?
Mas mais, é preciso corrigir as desigualdades entre professores, porque, por exemplo, a diferença entre os professores mais novos e os mais antigos que estão mais perto do limite da idade da reforma é que, nestes, 70% ainda vão conseguir chegar ao topo. Os professores mais novos não vão. É preciso completar uma coisa com a outra. Acho que há caminho para fazer e deve haver da parte do Governo, como da parte dos professores, essa predisposição para pensar nos alunos, nas famílias, na sociedade. Três anos lectivos seguidos ultrapassam mesmo aquele embate da Revolução de Abril com dois anos lectivos.

Temos assistido a um novo tipo de greves, a greves à la carte ou greves intermitentes. Concorda que alguém que faz greve não faça o sacrifício correspondente que a greve implica, isto é, o desconto na sua retribuição?
Há aspectos em que as lutas sociais e a organização sindical mudaram muito. A greve dos professores tem mostrado isso.

Essas formas de luta, em muitos casos, não estão disciplinadas expressamente na lei, que prevê as antigas formas de luta.

É uma questão de disciplina ou de legalidade?
Disciplinados nesse sentido: não têm o enquadramento legal porque a lei prevê certo tipo de formas de luta específicas, que eram as clássicas. A greve era declarada, obedece a determinado tipo de princípios, não há, de repente, uma mudança a meio do percurso, há um ajustamento. E depois também o problema da remuneração quanto a uma realidade que, no fundo, é apresentada não como sendo um dia de greve, mas uma hora de greve.

Isso é tolerável?
Tem de ser previsto na lei, para tornar previsível a vida das pessoas. É evidente que é um direito legítimo dos trabalhadores, agora a sociedade, os pais, os demais membros da comunidade educativa, a realidade local têm de saber as linhas com que se cosem. Se a disciplina não é clara sobre essa matéria, e a clarificação por parecer do conselho consultivo da PGR não é suficiente e não é acatado, tem de se definir de forma legal e atempadamente para que a sociedade saiba com o que pode contar.

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Já Era Previsível para a Reunião de Hoje Que Iria Cair a Obrigação de na MI os Docentes QZP só Concorrerem ao seu QZP e aos 3 Adjacentes

E aconteceu.

Os professores em QZP poderão concorrer na Mobilidade Interna para outros QZP que não apenas o seu de vinculação e os 3 adjacentes.

 

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20 Mil Vagas QA em 2024 e 90% dos Docentes em QA

O principal anúncio do Ministro da Educação na conferência de imprensa que agora terminou foi o de ter anunciado que em 2024 vão ser abertas 20 mil vagas em QA/QE e que o seu objetivo é ter 90% dos docentes em QA/QE e apenas 10% em QZP.

tinha sugerido que os lugares de QZP pudessem representar entre 5 a 10% do total de docentes dos quadros, haver 10% de docentes QZP entra naquilo que considero ser um  bom limite para suprir necessidades não permanentes, mantendo a estabilidade dos docentes a um quadro de escola que poderão movimentar-se anualmente através do concurso interno.

 

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As Greves que se avizinham

Greve por distrito

Greve ao último tempo letivo

Greve às avaliações

Greve ao trabalho extraordinário

Entre outras formas de luta…

 

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Terminou a Reunião ME/Sindicatos Sem Acordo

Terminou pelas 19 horas a reunião entre o ME e as organizações sindicais sem qualquer acordo.

Para o dia 20 de março será iniciada nova ronda negocial sobre outros assuntos. E o S.TO.P. acaba de anunciar que já entregou os pré-avisos de greve até ao dia 30 de março e que no dia 18 as comissões de greve irão reunir em Coimbra para decidir novas formas de luta.

 

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E Mais Não é Preciso Dizer

A falta de professores como ameaça de colapso do sistema educativo

Tem-se falado dos mecanismos de recrutamento nas negociações, e esquece-se que, se não tivermos novos professores, é irrelevante o mecanismo a aprovar. O cenário para os próximos anos é catastrófico.

 

Há um ciclo natural de renovação do quadro de professores de um sistema educativo: depois de um período de contratação em massa, sucede-se um período de excesso de oferta perante as necessidades de recrutamento, ao qual, invariavelmente, se sucede um outro período de nova necessidade de recrutamento, pela renovação natural dos quadros de docentes. Estes períodos variam de país para país, conforme a evolução das sociedades.

Em Portugal, entre sensivelmente 1985 e 1999, tivemos a primeira fase deste ciclo: não faltavam professores porque os formámos em grandes quantidades quer nas universidades quer nos politécnicos. Muitos desses professores estão hoje no final do seu ciclo profissional.

Entretanto, vivemos um início de século com redução demográfica, acumulação de professores profissionalizados em excesso e sem lugares de quadro disponíveis nas nossas escolas públicas. Rapidamente a situação levou a que muitos professores profissionalizados procurassem sobreviver fora da carreira docente e não mais voltassem, na sua maioria. Em 2014, quando se publica o DL n.º 79 que ainda hoje regula a formação inicial de professores, avisa-se já, no texto introdutório, que será necessário renovar o quadro de docentes nos anos vindouros. Passou politicamente despercebido este primeiro aviso, que resultava de estudos que já existiam no Ministério da Educação sobre projecções de necessidades docentes nos anos seguintes. As universidades e os politécnicos acompanharam a visão pessimista do excesso de professores na primeira década de 2000 e, gradualmente, desinvestiram nos cursos de formação inicial.

Quando em 2007 se implementam os mestrados em ensino, já no âmbito do chamado processo de Bolonha, a procura da formação inicial já está em contingentes reduzidos. A pouco e pouco, cursos vão fechando e cursos que permanecem abertos são reduzidos a um mínimo de recursos humanos para poderem funcionar e, anualmente, quem trabalha nesta área, tem de justificar a continuidade desses cursos. Não há investimento estratégico algum, nem nas instituições de ensino superior nem nos governos sucessivos.

Em 2015, quando o actual Governo chega ao poder, esta situação é simplesmente ignorada e nenhuma pressão é feita ao ensino superior para acautelar a formação imediata de mais professores − exactamente aqueles que sabemos agora serem necessários, como sabíamos nessa altura. O Conselho Nacional da Educação foi produzindo relatórios suficientemente claros a denunciar a urgência da formação de mais professores (Pareceres e Recomendações de 2016 e Estado da Educação 2021). Tudo ignorado e nenhum plano a curto ou médio prazo para resolver o problema.

Há um ano, o Governo indicou, e bem, um grupo de trabalho para rever a legislação sobre formação inicial de professores, sobretudo para incluir a sua promessa eleitoral de voltarmos a ter um modelo com “estágios remunerados” (a rigor, os estudantes dos mestrados em ensino, durante o seu 2.º ano, teriam já um vínculo contratual com a escola onde estivessem a realizar o seu “estágio”, com uma remuneração e com turmas próprias).

Na discussão nacional entretanto havida, houve consenso sobre este modelo que recupera muito do que foi a profissionalização em serviço. Estava previsto começarmos 2023 a preparar esta mudança importante que pode, no imediato, dar ao país mais 1500 professores (a média dos que estamos a formar em todos os cursos de mestrado em ensino).

A contestação social dos professores, entretanto, alterou por completo esta estratégia e ninguém sabe, de momento, o que vai acontecer e se ou quando podemos implementar esta medida consensual. Tem-se falado mais dos mecanismos de recrutamento nas negociações políticas e esquece-se que se não tivermos novos professores formados é irrelevante saber qual o mecanismo a aprovar. O cenário para os próximos anos é previsivelmente catastrófico para o nosso sistema educativo.

 Recordo que é um processo técnico complexo que, em regra e na melhor das calendarizações, demora cerca de dois anos a executar. Contudo, o ministro da Educação anunciou que no próximo ano vamos ter já “estágios remunerados”. Não sei como o vai fazer no actual quadro jurídico que regula a formação inicial de professores. Mesmo que haja muita criatividade jurídica, é humanamente impossível executar essa medida tão rapidamente quanto desejável, porque:

  • é necessário um plano de revisão de todos os planos de estudo em vigor (não está feito nem ninguém sabe quais possam ser as novas directizes);
  • é necessário um plano financeiro para as instituições de ensino superior para suportar essa mudança, recrutando mais docentes, pois o actual contingente é manifestamente reduzido;
  • é necessário um plano de pagamento justo aos professores cooperantes das escolas básicas e secundárias onde esses “estágios remunerados” vão funcionar;
  • é necessário um plano sério para que o previsível ano de indução (após o mestrado) seja efectivamente um ano de complemento de aprendizagens científicas que vão ficar de fora, obrigatoriamente, num modelo de mestrados em ensino com um ano de estágio completo nas escolas;
  • é necessário um plano de integração de outras formações no processo de formação inicial, quando os candidatos possuem já habilitações obtidas no estrangeiro ou em áreas próximas da disciplina para a qual pretendem adquirir habilitação profissional (são cada vez mais os candidatos com este perfil).

O problema de tudo isto é que não conheço nenhum destes planos e duvido que estejam sequer a ser preparados, com excepção do primeiro que deve estar a aguardar alguma bonança na tempestade provocada pelos professores na sua justa autodefesa perante um Estado que nunca os tratou bem.<_o3a_p>

O país vai perder com toda esta falta de investimento na educação – a única área social em que há sempre retorno quando se investe. Já perdemos demasiado tempo a estudar este problema que está estudado há tempo suficiente para sabermos, com tristeza o digo, que a escola pública vai colapsar antes que a agenda 2030 esteja cumprida.

Carlos Ceia

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Ministro da Educação admite que pode não haver acordo global com os sindicatos

Para João Costa, é tempo de partir para uma negociação “serena e construtiva em que os alunos não são prejudicados”.

 

Ministro da Educação admite que pode não haver acordo global com os sindicatos

 

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Novo acórdão de Serviços Mínimos para 13, 14, 15, 16 e 17 de março de 2023

 

Acórdão

 

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A herança dos nossos netos

 

A Sofia, 12 anos, surpreendeu e preocupou toda a gente quando questionada na escola sobre o que queria ser quando fosse adulta e respondeu: Honesta. Estavam num grupo de trabalho animado, mas em clima ameno. Os colegas riram, mas a professora chegou-se à frente e perguntou: Estás bem? Os pais, gente culta, escolaridade longa, foram informados e ficaram alarmados. Era um problema de psicólogo ou mesmo de psiquiatra. Uma menina perturbada e ainda tão nova!

Lá vão tempos em que a escola era um espaço relativamente imune ao mundo exterior. Essa imunidade acabou. A glória e a miséria entram de mãos dadas e as crianças e jovens são portadores dos “vírus” mais ameaçadores que se transmitem através das televisões, noticiários, internet, com todos os escândalos políticos, económicos e sociais.

Seria suposto que a escola se escudasse num mundo de valores, de princípios, de atitudes que assegurassem a formação de pessoas honestas, disciplinadas, respeitadoras, democráticas, “limpas”. Pura utopia. Entre nós, a escola preocupa-se mais com as notas e os exames, o resto é “poesia”. Sem generalizar. Como cantava o meu saudoso companheiro e amigo Adriano, “há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não”. Como a Sofia.

As crianças e jovens vivem hoje num ambiente em que estão permanentemente expostas ao que o ser humano tem de pior: a corrupção, o roubo, a violência, o crime, a pedofilia, as violações, a guerra, o ódio partidário e clubístico, o bullying, os massacres dentro das próprias escolas. Tudo isto entra nas casas, nos noticiários, nas redes, logo, nas escolas. É neste caldo que aprendem ou que são impedidas de aprender.

A televisão substitui o diálogo familiar à hora das refeições e o programa abrange invariavelmente a instabilidade e os escândalos do governo, as mudanças de ministros e secretários de estado, a corrupção e a mentira no mundo político, económico, bancário e empresarial. Segue-se a guerra interminável, sangrenta, arrepiante. A pedofilia, que atrofiou tantas crianças, a violência doméstica, as greves que nunca mais acabam, as subidas do custo de vida de mistura com a fome e a pobreza. Se Dante voltasse, o seu primeiro capítulo da Divina Comédia – o Inferno – teria de ser reescrito porque tem hoje luzes e sombras que não poderia então imaginar.

As crianças e jovens estão hoje permanentemente expostos a este mundo instável e ameaçador. Para muitos é apenas um espetáculo desolador, mas muitos outros são vítimas deste mundo de violência, de pobreza, de desigualdades gritantes que os revoltam e transtornam. Quantas crianças desistiram da escola e da vida por terem sido abusadas! Os abusadores lavam as mãos e as doenças mentais e o suicídio aumentam assustadoramente.

O mundo de hoje não será pior do que foram os mundos do passado. O problema é que hoje nada se oculta, nada se esconde, entra-nos a cada hora casa dentro, e preenche invariavelmente o mundo da informação. A gravidade dos problemas ganha realce nas parangonas dos jornais e revistas e aumenta o som nos noticiários. A escola poderia ser um espaço de prevenção e proteção, mas passa ao lado.

Chegamos a um ponto em que são as crianças ameaçadas a apontar o dedo aos adultos, mais preocupados com cifrões do que com as pessoas. A saúde das crianças e jovens não os detém. Nem mesmo a sua sobrevivência.

Os problemas sociais e as misérias de todo o tipo não ficam à porta da escola, entram mesmo no seu interior e provocam estragos incontroláveis. Os níveis de escolaridade aumentam, mas baixam os níveis de educação. Muitos pais não têm tempo para os filhos.

A investigação em educação dedica a maior atenção ao clima de escola. Em termos comuns, visa a tranquilidade, harmonia, segurança, camaradagem, espírito de cooperação. Este é o caldo em que a escola pode reunir e criar as melhores condições de aprendizagem e enfrentar o “barulho” que vem de fora e que pode comprometer a construção de uma “mente sã num corpo são”. A verdade é que os problemas não ficam à porta da escola, entram mesmo no seu interior e muitas crianças e jovens perdem a capacidade de concentração.

A educação pelo exemplo deixou de ser um caminho seguro. Os exemplos que hoje damos aos nossos filhos e netos são assustadores e só podem conduzi-los ao inferno. Eles sabem a herança que lhes deixamos. O inferno é o clima em que estamos a transformar o planeta onde ainda vivemos e onde eles poderão viver ou não.

A Sofia tinha a vocação de ser honesta. A verdade é que na galeria das atuais profissões de sucesso é muito estreito o espaço para a honestidade. É um problema de incompatibilidade.

José Afonso Baptista | PhD Ciências da Educação | Diário As Beiras, 9.3.2023

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Professores Do 1.º Ciclo E Pré-Escolar Da Madeira Vão Passar A Ter Reduções Na Componente Lectiva

Os docentes do pré-escolar e do 1.º ciclo da Madeira vão ter, a partir do próximo ano letivo, reduções horárias na componente letiva, à semelhança dos restantes colegas, indicou hoje o Governo Regional ao sindicato dos professores.

Em declarações aos jornalistas após um encontro com o secretário regional da Educação, Ciência e Tecnologia, Jorge Carvalho, o coordenador do Sindicato dos Professores da Madeira (SPM), Francisco Oliveira, adiantou que foi uma “reunião dura”, mas que “valeu a pena” na medida em que se registou um avanço na resolução de alguns dos problemas da classe docente.

“Em primeiro lugar, o senhor secretário garantiu-nos que no próximo ano letivo todos os professores do 1.º ciclo e os educadores vão ter as reduções da componente letiva”, afirmou o dirigente sindical.

Atualmente, os professores dos 2.º e 3.º ciclos e do secundário têm direito, a partir dos 50 anos, a reduções na componente letiva, enquanto os restantes colegas não.

“O horário continua a ser o mesmo, mas em termos de contacto com as crianças há uma redução que normalmente é a partir dos 50. No caso dos colegas do 1.º ciclo e pré-escolar poderá ser outra, mas será o equivalente à situação que se vive neste momento nos outros setores”, referiu Francisco Oliveira.

O coordenador do SPM indicou também que secretário regional da Educação garantiu que 175 professores contratados, de um total de cerca de 300, vão vincular no próximo ano letivo.

Por outro lado, Francisco Oliveira referiu que “infelizmente” ainda não houve abertura por parte do executivo madeirense, de coligação PSD/CDS-PP, para “resolver a avaliação docente” que, defendeu, “nem serve os professores nem serve as escolas”.

O fim das quotas de acesso ao 5.º e 7.º escalões e a recuperação do tempo de serviço perdido pelos professores que vincularam antes de 2011 são outra das reivindicações do sindicato que não tiveram avanços na reunião de hoje, de acordo com o dirigente sindical.

Professores do 1.º ciclo e pré-escolar da Madeira vão passar a ter reduções na componente lectiva — DNOTICIAS.PT

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A vida de um futuro ex-professor por Marco Pedrosa

A vida de um futuro ex-professor

O Ministério da Educação promete vincular mais de 10.000 professores. Coisa boa esta, parece logo à partida. Contudo, como se sabe, o diabo está nos pormenores. E que pormenores estes!

Muita tinta já correu por conta dos professores. Muitas manifestações, muitas greves, muita revolta e insatisfação. As manchetes com que nos deparámos nas últimas semanas, felizmente, não deixam que isso passe despercebido. Muitas notícias, reportagens, entrevistas, conferências de imprensa. Muitas verdades e muitas mentiras foram noticiadas, como é normal. Muita informação e, convenientemente, muita desinformação também. Creio que não haverá hoje um português que não saiba que queremos a recuperação do tempo de serviço roubado, o fim das cotas nos escalões que as têm, um aumento de salário e respeito.

Estas coisas todos sabem que queremos, mas não as dão. Sabem também que queremos deixar de andar com a casa às costas, o que acontece há tanto tempo que já se considera normal um professor ter que fazer centenas de quilómetros por semana para poder trabalhar. Esta informação, todos conhecem.

Mas depois vem a desinformação: o Ministério da Educação, pela pessoa do senhor ministro da Educação, assim como pelo próprio primeiro-ministro – com toda a confiança que um político profissional consegue transmitir em qualquer frase que emita –​ tenta convencer-nos de que vai acabar com isso, vinculando mais de 10.000 professores. Coisa boa esta, parece logo à partida. Contudo, como se sabe, o diabo está nos pormenores. E que pormenores estes!

Para facilitar o entendimento, passo a explicar como é que esta medida, apregoada como positiva, se transforma imediatamente numa medida que me levará a abandonar o ensino:

– Sou professor há 19 anos. Nessa altura, o único local em que consegui emprego foi a 250 quilómetros de casa. E assim abandonei a minha querida terra, onde estavam os amigos de sempre, a família, as atividades, a vida. Não me queixei.

– A minha esposa, que padece da mesma “doença” (também é professora), veio também para perto de mim, seis meses após o nascimento da nossa filha mais velha. Entre horários de seis horas, oito e, por vezes, com muita sorte, de 14 horas, lá foi arranjando colocação num raio de 50 km.

– Este ano, graças à tal vinculação dinâmica (para que o Governo cumpra a mesma obrigação que impõe aos privados), eu e a minha esposa estamos em condições de vincular. Seria um passo importantíssimo para, aos 46 anos, ter alguma estabilidade laboral.

– De acordo com as regras desta vinculação, no próximo ano letivo (2023-2024) eu ficarei a dar aulas num raio de cerca de 80 km de casa, e ela num raio de 30 km, tendo em conta os nossos locais de trabalho atuais. Menos mal, não é?

– As mesmas regras obrigam a que, em 2024, ambos tenhamos de concorrer ao país todo. Sim, da ponta norte à ponta sul, entre Espanha e o atlântico. Um ano de sacrifício?

– Para finalizar em beleza, quando vincularmos nesse ano (ano letivo 2024-2025), onde quer que seja (estou a apontar para Lisboa e Algarve), temos de ficar lá! Um ano? Dois anos? NÃO: SEMPRE! Sim, isso mesmo, sempre.

– Traduzindo para miúdos: eu vinculo, por exemplo, em Lisboa e ela no Algarve. Aí ficaremos definitivamente.

Pergunto:

Como pago três casas (a minha, em Leiria, uma em Lisboa e uma no Algarve)?

Quando vejo a minha mulher? Divórcio?…

E às minhas filhas, de 15 e 13 anos, o que lhes faço? Passam uma semana em Lisboa e outra no Algarve, alternadamente? Mudo-as de escola? Para onde?

Como é que podem obrigar as pessoas a isto? Em que mente doentia nasce uma ideia destas? É sério? É honesto? É justo? É são?

Querem obrigar-me a escolher entre a minha profissão e a minha família!

Eu respondo: é uma não-questão. Se alguém, na zona de Leiria, quiser dar emprego a um tipo de 46 anos, que foi professor durante vinte anos, por favor, apresente-se…

 

Marco Pedrosa

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Pais perversos, filhos em sofrimento…

Pais perversos, filhos em sofrimento…

 

As dinâmicas existentes no contexto escolar propiciam, muitas vezes, a manifestação e a observação dos efeitos nefastos de um fenómeno, transversal a todos os estratos sociais e económicos, que, cada vez mais, vem assumindo uma dimensão assinalável e preocupante, comummente designado por Alienação Parental…

No contexto escolar quase tudo se vê e quase tudo se manifesta… Quem, diariamente, trabalha com crianças e jovens, confronta-se, frequentemente, com alguns sinais e consequências subjacentes a essa problemática, que a tornam bem presente nesse contexto…

Quando se fala em Alienação Parental, não pode deixar de se referir um conjunto de actos praticados pelos progenitores, que se constituem como uma forma de violência psicológica, exercida sobre os filhos, muitas vezes, com sequelas emocionais irreparáveis…

Quando se fala de Alienação Parental está-se a falar de um conjunto de atitudes e de comportamentos, por parte de alguns progenitores, inscritos num quadro de agressões psicológicas, reiteradas e não acidentais, perpetradas contra os próprios filhos…

Sem rodeios, quando se fala de Alienação Parental, está-se, inevitavelmente, também a falar de progenitores perversos, destrutivos, narcisistas e egocêntricos…

A separação e/ou o divórcio de casais, é a causa mais frequente que pode levar ao conflito explícito, alicerçado em relações de oposição, algumas vezes patológicas, que costumam subverter e perverter a noção de responsabilidades parentais, em particular quando existem filhos comuns…

Na situação anterior, é habitual assistir-se a alguns comportamentos, anómalos e destrutivos, por parte de um dos progenitores, ou de ambos:

– Envolver, deliberada e intencionalmente, os filhos no conflito que opõe os progenitores;

– Manipular a criança/jovem, usando-o como “arma de arremesso” contra o outro progenitor;

– Fazer uso do poder conferido pela ascendência, instrumentalizando os filhos contra o outro progenitor;

– Denegrir e distorcer a imagem do outro progenitor, recorrendo, muitas vezes, à mentira. O objectivo consiste em levar os filhos a acreditar que o outro progenitor é desprovido de qualidades, sabotando o desenvolvimento da relação afectiva com essa figura parental;

– Afastar a criança/jovem do outro progenitor, privando, ou reduzindo ao máximo, as respectivas interacções, com o objectivo de promover o afastamento físico e a quebra ou o enfraquecimento do vínculo afectivo…

Em resumo, os progenitores, que deviam ser figuras protectoras e contentores emocionais, tornam-se no oposto disso:  em vez de salvaguardarem os filhos, preservando-os de eventuais conflitos, estimulam a sua participação activa nos litígios parentais e tentam, por todos os meios, sabotar o outro progenitor, desvirtuando, por completo, o exercício das responsabilidades parentais…

Com a agravante de os comportamentos litigantes serem dirigidos a uma figura que, à partida, será significativa, do ponto de vista afectivo e emocional, para a criança/jovem, o que o(a) colocará perante um insanável conflito interno…

Obrigar uma criança ou um jovem a fazer parte dessa contenda e a tomar o partido de um dos progenitores é uma atitude hedionda e cobarde, que poderá ter consequências graves e demolidoras…

Como efeitos dessa força destrutiva, as crianças/jovens vítimas de Alienação Parental poderão apresentar, entre outros:

– Comportamentos anti-sociais/agressividade; depressão crónica; tendência para o isolamento social; ansiedade extrema; alterações ao nível do sono; desinvestimento ao nível escolar/insucesso escolar; sentimentos de culpa; acentuado sofrimento psicológico; sentimento de desespero que, nos casos mais graves, pode levar ao suicídio…

A Alienação Parental não tem um enquadramento legal específico na Legislação Portuguesa, mas o Código Civil, no seu Artigo 1906.º, n.º 8, relativo ao Exercício das responsabilidades parentais em caso de divórcio, separação judicial de pessoas e bens, declaração de nulidade ou anulação do casamento, dispõe que:

O tribunal decidirá sempre de harmonia com o interesse do menor, incluindo o de manter uma relação de grande proximidade com os dois progenitores, promovendo e aceitando acordos ou tomando decisões que favoreçam amplas oportunidades de contacto com ambos e de partilha de responsabilidades entre eles”.

Por seu lado, a Convenção sobre os Direitos da Criança (Assembleia Geral das Nações Unidas), no seu Artigo 9.º, relativo à Separação dos pais, também refere explicitamente que:

A criança tem o direito de viver com os seus pais, a menos que tal não seja do seu superior interesse. A criança tem também o direito de manter contacto com ambos os pais se estiver separada de um ou de ambos.

Portanto, sob todos os pontos de vista, a Alienação Parental não pode deixar de ser totalmente censurada e repudiada, sobretudo na defesa do normal desenvolvimento psicológico e emocional das crianças e jovens, mas também na observação integral dos seus direitos e interesses…

Pela gravidade das eventuais sequelas causadas pela Alienação Parental, este é um tema que não pode ser ignorado e que deveria suscitar a reflexão de todos os que têm responsabilidades ao nível da promoção do bem-estar físico e psicológico das crianças e jovens…

Entre outros, as Associações de Pais não podem ser isentadas dessa responsabilidade…

Segundo a CONFAP, um dos Objectivos de uma Associação de Pais será:

Desenvolver ações em conjunto com professores e direções das escolas, de forma a promover a formação dos pais, das crianças e dos jovens.”

No âmbito anterior, talvez não fosse má ideia promover Acções de Formação sobre Parentalidade, sobretudo dirigidas a Pais/Encarregados de Educação, por ser essa uma das atribuições dessa Confederação…

As Associações de Pais, tantas vezes, preocupadas com as eventuais “aprendizagens perdidas”, deveriam concentrar, também, a sua atenção nos muitos  “pais perdidos” que, neste momento, ameaçam tornar-se numa potencial “calamidade pública”…

Há que assumir e enfrentar o problema, em vez de o “varrer para baixo do tapete”…

A Alienação Parental é, no geral, de difícil admissão e, muitas vezes, prefere-se “salvar as aparências” do que agir em conformidade com a defesa e a garantia dos direitos das crianças e dos jovens…

Mas convirá não esquecer que, nesta situação, sempre que “se salva uma aparência”, pode estar a ignorar-se uma criança ou jovem que está a ser vítima de agressões psicológicas…

A principal consequência dessa conduta pode resultar numa certa “normalização” da Alienação Parental, pela qual é tolerada e vista como uma inevitabilidade…

E isso é absolutamente inaceitável…

O Filme “Kramer contra Kramer”, de 1979, é o que melhor me ocorre para ilustrar o que poderá ser a Alienação Parental, levada ao limite da extrema maldade…

Nota:

Ao longo deste texto utilizei o termo Alienação Parental e não Síndrome de Alienação Parental.

Uma Síndrome define-se como um conjunto de sintomas específicos, que ocorrem juntos e que caracterizam uma determinada doença ou condição.

A Alienação Parental existe, sobre isso não há qualquer dúvida ou reserva. O que ainda não é reconhecido é a Alienação Parental atestada como uma Síndrome, no que se refere às reacções evidenciadas pelas vítimas, por nem todas as crianças e jovens manifestarem o mesmo conjunto de sintomas específicos.

 

(Paula Dias)

 

 

 

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Alunos que vandalizaram escola em Carnaxide foram expulsos

Depois de três alunos terem destruído a escola, foi-lhes instaurado um processo. Em resultado disso, os jovens foram expulsos e viram-se obrigados a mudar de instituição de ensino. Em dezembro, a Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Carnaxide, concelho de Oeiras, foi brutalmente vandalizada. Dois menores, de 14 e 15 anos, assumiram ter sido os responsáveis pelos atos de destruição.

Alunos que vandalizaram escola em Carnaxide foram expulsos

 

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Exame para o ME

SPZN CONVOCA ME PARA EXAME NACIONAL DE POLÍTICAS EDUCATIVAS

 

 

Além de ser o principal gestor das políticas educativas em Portugal, o Ministério da Educação (ME) é um dos órgãos responsáveis por coordenar a planificação das diversas provas e exames que centenas de milhares de alunos portugueses realizam, todos os anos, para conclusão do ensino obrigatório e acesso ao Ensino Superior.

Mas como se comportaria o ME se os papéis se invertessem e fossem as suas funções o objeto de avaliação? Que cotação obteria o Sr. Ministro da Educação num exame organizado por professores, com todas as questões que tanto desejam ver respondidas?

Neste Exame Final Nacional de Políticas Educativas, que já vai na segunda fase e com tolerância de tempo esgotada, as previsões são de que o ME dificilmente alcançará a classificação positiva. Mesmo depois de tantas revisões de matéria, há alunos que insistem em não querer aprender…

Como tal, os docentes portugueses aguardam que no dia 09 de março, em que se realiza uma reunião de negociação suplementar com as organizações sindicais, o ME já saiba responder com eficácia a estas questões, dando sinais concretos de disponibilidade para a resolução destes problemas.

Os professores e educadores portugueses desejam, assim, o maior sucesso ao ME na concretização desta prova. Um bom resultado permitirá o regresso da “normalidade” nas nossas escolas, o respeito por aqueles que dão o seu melhor pelo sistema educativo e a valorização da profissão docente.

Consulte AQUI o Exame Final Nacional de Políticas Educativas:

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Quase Não Acredito Nisto…

O professor impedido de ir ao funeral do pai e o que não pôde ir com o filho a uma consulta de oncologia. Sindicatos denunciam casos de abuso nos serviços mínimos durante as greves

 

Sindicatos de professores alegam que houve diretores “mais papistas do que o Papa” na aplicação dos serviços mínimos decretados para as greves de 2 e 3 de março. Dizem mesmo que houve escolas que aplicaram os serviços mínimos numa dimensão que não têm sequer num dia normal, sem greve. A FENPROF criou um “Mail Verde”, para receber denúncias

As queixas e pedidos de esclarecimento têm-se sucedido nos sindicatos que representam professores e trabalhadores não docentes: há escolas que podem ter abusado na aplicação dos serviços mínimos nas greves dos dias 2 e 3 de março.

“O caso mais insólito foi o de um professor que foi impedido de ir ao funeral de um dos pais. Comunicou-nos por telefone essa situação. Já temos também processos disciplinares de pessoas que faltaram para irem a reuniões sindicais e que foram alvo de processos por causa de serviços mínimos que não deviam ter existido”, revela à CNN Portugal Júlia Azevedo, presidente do Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE).

Mas não foi só ao SIPE que chegaram queixas e pedidos de esclarecimento de professores que alegam ter sido chamados, de forma ilegal, para cumprir serviços mínimos. Também o S.TO.P! (Sindicato de Todos os Profissionais da Educação) assegura ter recebido várias denúncias. “Temos várias situações em que as escolas chamaram todos os docentes. E também situações de grande insensibilidade. Há casos de colegas que foram impedidos de acompanhar os filhos a consultas de oncologia. Isto é muito cruel”, adianta à CNN Portugal André Pestana.

São situações que, em dias normais de aulas, seriam facilmente justificadas com uma declaração da funerária ou de comparência no hospital que trata a criança. Mas no caso de o trabalhador ser convocado para serviços mínimos, dizem os sindicatos, essas justificações não chegam.

E as queixas são transversais aos trabalhadores não docentes. André Pestana diz que há casos de “escolas com 21 ou 22 assistentes operacionais e que convocam 19 ou 20 para serviços mínimos”. “Ora, haverá dias normais em que provavelmente essa escola não terá tantos funcionários ao serviço em simultâneo. Há diretores fantásticos. Mas há diretores que parece que querem ser mais papistas do que o Papa”, acusa André Pestana.

FENPROF cria mail para receber denúncias e avança com queixas na PGR

A FENPROF abriu mesmo um “Mail Verde” para recolher informações de alegados abusos e ilegalidades nos casos de aplicação de serviços mínimos e avançar para os tribunais. Além dos exemplos já referidos, a estrutura sindical dirigida por Mário Nogueira diz que “num registo mais soft, há diretores/as que estão a chamar a atenção ou repreender os docentes que, após o serviço normal que têm atribuído em determinado dia, não permanecem nas escolas para cumprir as horas de ‘serviços mínimos’, apesar de a greve para que foram decretados nelas ter expressão zero”. “As direções das escolas que estão a ter esta prática agem à margem da lei, ainda por cima impondo serviços mínimos que, como se provará em tribunal, são ilegais”, acusa a FENPROF, num comunicado enviado às redações.

“Impedir a participação de professores em reuniões sindicais, alegando a existência de serviços mínimos, é um ato violador da Constituição da República por pôr em causa o direito ao exercício de atividade sindical; impedir um professor de comparecer em consulta médica, ainda por cima marcada para depois do seu horário normal de trabalho, ou impedi-lo de fazer o luto por morte de familiar, entre outros motivos que justificam a ausência, merece punição disciplinar e judicial de quem perpetra tal ato”, considera a estrutura sindical.

A FENPROF assegura que o Ministério da Educação sabe destas situações, “só que nada fez para lhes pôr cobro”.  A estrutura sindical adianta ainda que “já começou a apresentar queixas junto da Procuradoria-Geral da República”. No caso, uma queixa apresentada pelo Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS) contra a diretora do Agrupamento de Escolas Afonso III, em Faro, e o delegado regional do Algarve da DGEstE, por impedimento de participação em reunião sindical devido a serviços mínimos acionados sem que houvesse alguém em greve. Esta queixa, de acordo com informação da PGR ao sindicato, foi encaminhada para o Ministério Público.

Assim, a FENPROF exige que o Ministério da Educação “esclareça as direções das escolas sobre o que são, para que servem e quando deverão ser acionados serviços mínimos” e promete abordar o assunto na reunião que manterá esta quinta-feira com o Governo.

Os professores e trabalhadores não docentes parecem não estar preparados para ceder, no caso de as suas reivindicações não serem atendidas. Isto, dizem, apesar das tentativas de intimidação que são levadas a cabo em muitas escolas. André Pestana lembra o caso da professora Rosa Martins, que foi chamada a tribunal, pelo Ministério Público, por ter convocado duas concentrações pacíficas no último mês de janeiro. A docente da escola de Porto Salvo assegura que não houve obstrução ao trânsito, não houve qualquer sinal de violência ou sequer perturbação e a câmara de Oeiras confirma ter sido alertada para o protesto com a devida antecipação. “Não podemos deixar de achar que não é inocente”, resume do dirigente do S.TO.P!.

Os vários sindicatos dos professores avançaram para tribunal contra os serviços mínimos, ainda antes da greve. Foram apresentadas providências cautelares, que não tiveram resposta em tempo útil. Está a ser preparado agora um recurso, que deverá ser entregue pela FNE (Federação Nacional de Educação), em nome de todos as estruturas sindicais que compões a plataforma (FNE, SIPE, ASPL, Fenprof, a FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP e SPLIU), no Tribunal da Relação.

O Ministério da Educação começou por solicitar serviços mínimos para a greve decretada pelo S.TO.P!, que começou no início de dezembro e decorre por tempo indeterminado. O tribunal arbitral decidiu favoravelmente em relação ao pedido da tutela. Para a greve de 2 de março na região Norte do país e de dia 3 na região Sul, convocadas pelos sindicatos da plataforma, o tribunal arbitral decretou igualmente serviços mínimos, apesar de o próprio Governo já ter desistido de os aplicar.

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A precariedade dos mais graduados

Vincular aproximadamente 10.500 professores sem respeitar a graduação profissional, enviesando o acesso à vinculação, de maneira a que alguns dos professores mais graduados não vinculem, não é uma estratégia economicista, é uma estratégia de uma mente disfuncional em muitos valores que não o monetário.

O que o ME quer, como quase sempre quis, é conseguir deixar de fora da vinculação o maior número possível de professores contratados mais graduados.

A seguir, deixo alguns casos possíveis de professores que, independentemente dos anos de serviço que possam ter (10? 15? 20?), não vincularão.

Um professor que tenha trabalhado para o ME 730 dias nos últimos dois anos em horário inferior a 8 horas letivas, num desses dois anos, nem sequer pode ser opositor ao concurso de vinculação, mesmo que no outro ano tenha horário completo e anual. Outro professor que tenha trabalhado 730 dias nos últimos dois anos para o ME e que em ambos os anos tenha horário inferior a 11 horas letivas, também não tem qualquer chance de vincular. Considerando também os casos dos professores que tenham horários incompletos, quanto menor for o número de horas do horário que lhes calhou em concurso, maior será a possibilidade de estarem numa situação que não lhes permitirá aceder à vinculação.

No fundo, o ME fomenta a precariedade para poder continuar a ter professores precários que, por necessidade, continuarão a ser eles próprios a perpetuar a precariedade ano após ano.

Deixo também a nota de que os novos índices remuneratórios para os professores contratados com mais tempo de serviço, e por isso também os mais graduados, só têm razão de ser porque o ME quer, como é evidente, evitar vincular o maior número possível de professores com mais anos de serviço prestado.

Por tudo isto, para além de justa, só a vinculação pela graduação poderá evitar que a precariedade continue a acompanhar aqueles que há mais tempo a carregam – os professores contratados mais graduados. Para tal, no acesso à vinculação, deve ser considerada a duração dos contratos com o ME nos últimos dois anos e não o tempo de serviço prestado em função do número de horas obtido no concurso.

 

Nuno Domingues

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Notícias da ADSE

Para a reunião do dia 6 de março apresentei um ponto para o parecer do CGS da ADSE que foi um dos que causou mais discussão na reunião.  Esta discussão foi especialmente feita entre os representantes dos beneficiários e os membros do governo., tendo sido aprovada com 12 votos a favor e 6 contra (os votos contra foram dos representantes da presidência do conselho de ministros e das finanças).

Se começar a perceber que estar no CGS não tem qualquer influência nas decisões finais aprovadas pelo CGS mais vale não ter o esforço de me manter neste conselho, que nem tem qualquer pagamento das despesas de deslocação e que são feitas exclusivamente às minhas custas.

E ver representantes do governo votarem contra o ponto que apresentei e com a fundamentação que o fiz, só demonstra como anda o socialismo e a preocupação do governo com as dificuldades dos portugueses.

 

 

Este CGS considera que, face às dificuldades financeiras que muitas famílias irão enfrentar no ano de 2023, face ao impacto da inflação e à subida das taxas de juro, as novas tabelas não deveriam sofrer subidas para os beneficiários e que os 7,75 milhões deste impacto deveriam ser suportados integralmente pela ADSE.

 

 

Beneficiários querem que ADSE pague totalidade do aumento dos preços

 

 

Parecer do Conselho Geral e de Supervisão defende que o aumento de custos para os beneficiários, no valor de 7,7 milhões de euros, deve ser assumido pela própria ADSE.

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É a Educação Estúpido – Henrique Neto

Por favor esqueçam por um momento o ensino superior e pensem principalmente na qualidade e na exigência de todo o sistema educativo, exigência e qualidade que começa na base, onde tudo afinal tem o seu princípio. 

É a Educação Estúpido

Há muitos anos que defendo que a Educação está na raiz de todos os nossos problemas como País – políticos, económicos, sociais e comportamentais – problemas que afectam toda a sociedade portuguesa. Também há muitos anos que acredito que a solução reside nos primeiros anos de vida das crianças, nas creches e no pré-escolar, através de uma mudança revolucionária que coloque a educação das nossas crianças no centro das nossas principais preocupações. Fui recentemente convidado para participar num observatório com a designação Observatório da Educação e do Ensino Superior e perguntei-me a razão de não ser apenas o Observatório da Educação e a razão de ser de ali estar de forma diferenciada o ensino superior. A resposta pareceu-me simples, todos os participantes dos trabalhos são licenciados e doutorados e todos olham a educação com esses olhos privilegiados.

Talvez por ser dos poucos portugueses que na vida política não passou pela universidade, vejo a questão de forma diferente, da mesma forma que os dinamarqueses a viram nos idos do século XIX. Razão porque a minha prioridade é há muitos anos interromper o círculo vicioso da pobreza e da ignorância que se perpetua nas famílias pobres portuguesas de geração em geração, retirando as crianças dessas famílias  durante o maior número de horas possíveis do dia, para as integrar num processo de desenvolvimento de tal qualidade que evite que essas crianças cheguem ao ensino oficial aos seis ou sete anos marginalizados para toda a vida, em relação aos seus colegas das classes sociais  mais favorecidas, crianças pobres que vivem em casas onde não há livros, crianças que não frequentam as aulas de música e de natação, que não vão ao teatro.

Defendo pois um programa que faça uma revolução, que dote o país de creches e do pré-escolar com instalações da mais elevada qualidade, com educadores licenciados e doutorados para o efeito, com boa alimentação e, questão essencial, com transporte que garanta a disciplina dos horários e de toda a frequência e disciplina do sistema educativo. Por favor esqueçam por um momento o ensino superior e pensem principalmente na qualidade e na exigência de todo o sistema educativo, exigência e qualidade que começa na base, onde tudo afinal tem o seu princípio.

Uma segunda grande questão do ensino em Portugal é resolver todos os problemas de ignorância, de violência, de intolerância e de todos os comportamentos impróprios existentes na sociedade  portuguesa e não só. É igualmente nas crianças que podemos iniciar essa outra revolução, através de um novo modelo de educação que atravesse todas as fases do ensino, que hoje se dedicam apenas a tratar os conhecimentos, para passarmos a tratar também os valores, os comportamentos e as competências e com igual dignidade. A  política portuguesa está cheia de preocupações com a violência doméstica, com a intolerância para com os sectores minoritários da sociedade, com o racismo, com as turbas dos estádios de futebol e com a frequência violenta das noites das cidades, dando às polícias e à justiça a missão impossível  de resolver todos esses problemas, os quais apenas se resolverão na base, pela inauguração do mundo novo da responsabilidade individual.

É também nas creches e no pré-escolar, acreditem, que poderemos começar a resolver os graves problemas da economia portuguesa, que hoje se apresentam intratáveis, com mais de noventa por centro de pequenas e médias empresas, quase todas comerciais e sem capacidade de exportação, empresas que empregam principalmente trabalhadores sem a formação adequada e com baixíssimas qualificações e sem empregos suficientes no sector industrial das grandes empresas, onde existem normalmente empregos melhor remunerados para funções repetitivas de relativa rápida formação. Ou seja, nas creches e no pré-escolar cuidaremos do futuro do nosso desenvolvimento e através da industrialização cuidaremos do presente, melhorando a qualidade de vida dos adultos, através da criação de mais empregos industriais melhor remunerados que contribuam para a redução da economia hoje composta por milhares de muito pequenas empresas, quase sempre comerciais, que funcionam apenas no mercado interno e sem qualquer futuro. Explico-me: trata-se das feiras e mercados, dos muitos milhares de restaurantes, pastelarias e cafés que existem em cada prédio, são os cabeleireiros, os míni mercados das cidades, as milhentas lojas de bijuterias, a agricultura e as pescas de sobrevivência e até os muitos milhares de advogados que tentam resolver na justiça os problemas criados por uma sociedade da violência e da corrupção, sem os valores e as competências para promover o investimento nacional e internacional de que precisamos, nomeadamente para renovar o processo de industrialização iniciado com o PEDIP.

A propósito, é interessante constatar que nos últimos cem anos os dois melhores períodos de crescimento da economia portuguesa foram quando da entrada na EFTA e no período do PEDIP/Autoeuropa e, não por acaso, através dos mesmos três elementos fundacionais: indústria, investimento estrangeiro e exportação. Será preciso fazer um desenho?

Volto ao início, na presente tragédia que vivemos hoje no ensino em Portugal, com muitos milhares de professores na rua na tentativa de resolver os problemas existentes pela greve e munidos da razão do longo tempo  já passado sem decisão do que só pode ser resolvido pela negociação inteligente, bem intencionada e enfrentando as transformações necessárias. A propósito, não me recordo de ter visto algum professor universitário na rua, o que, diga-se em abono da verdade, com o sistema existente é perfeitamente compreensível.

Finalmente, será também nas creches e no pré-escolar que poderemos voltar a introduzir na sociedade portuguesa os valores da responsabilidade, da ética, da exigência e da solidariedade, não já apenas para as elites onde hoje são também factores escassos, mas para todos.

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PROFESSORES DE 1ª E DE 2ª: ULTRAPASSAGENS

 

Não podemos compactuar com a ideia de haver professores de 1ª e outros de 2ª, conforme sugere a última proposta ministerial com a criação de prioridades nos concursos. Foi esta uma das principais bandeiras de luta dos professores ao longo dos últimos anos – concursos justos por graduação profissional.
Não é aceitável que se argumente que os QZP é que estão mal e que os QA estão bem. Não é lícito, uma vez que há QA a 700 quilómetros de casa e QZP “à porta de casa”, como também o contrário se passa.
Muitos foram os professores QA que concorreram a QZP para poderem ficar numa prioridade à frente nos concursos de Mobilidade Interna. Haverá melhor exemplo do que este para revelar o enorme atropelo que tem sido feito à graduação profissional como critério de colocação de professores? Atitudes destas nada tiveram a ver com justiça, mas com oportunismo. As pessoas aproveitaram a ocasião, mesmo que alicerçada em desigualdades.
O argumento de que os QA têm escola e os QZP não, também não é plausível. Dos QA (que também fizeram uma vida inteira na estrada para conseguirem efetivar), grande parte estão efetivos muito longe da sua residência.
Como é que se pode afirmar que um professor, nestas circunstâncias, está bem, só porque tem uma escola?
Ficando numa prioridade atrás dos QZP, esse professor não tem uma escola, tem uma prisão onde está desterrado a cumprir serviço sem oportunidade de poder ser colocado mais perto de casa.
E se há casos de QZP que até estarão à frente de alguns QA, em quê que o critério de graduação profissional os prejudicaria? Continuariam na mesma à frente nas listas graduadas.
Imagine-se, por exemplo, que um de nós está há horas numa fila à espera da sua vez e, subitamente, alguém acabado de chegar, nos passasse à frente, apenas porque lhe foi dada uma senha verde. Pensem bem, seria justo?
Pois é o que tem vindo a acontecer com as prioridades e será isso que irá suceder com os mais de 10 mil contratados que, com as novas propostas do ministério, irão efetivar em QZP e passarão à frente de todos os QA.
Nesta situação, poderemos chegar ao ridículo de ter professores com 3 anos de serviço que, na Mobilidade Interna, ficarão à frente de colegas com 30 ou 40 anos de serviço.
Quantos QA não estão efetivos a centenas se quilómetros de casa?
Vão ficar aí nessas escolas longe de casa para o resto das suas vidas, enquanto QZP podem concorrer para próximo de casa, mesmo que muito menos graduados?
Então, a graduação profissional serve para quê?
Chamam a isto justiça? É preciso haver equidade.
Que se abra o número real de vagas, que se possa concorrer para qualquer escola do país e na MI se abram vagas para horários completos e incompletos.
Que, em qualquer fase dos concursos, Concurso Interno ou Mobilidade Interna, com vínculo ao estado, os QZP não passem à frente dos QA, nem vice-versa.
Professores de carreira, sem distinções, nem alíneas, nem prioridades, nem subterfúgios, TODOS SUJEITOS À GRADUAÇÃO PROFISSIONAL como critério mais justo para a colocação.

Carlos Santos

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Dias 4D — Resultados do questionário sobre a continuação da luta

Dias 4D — Resultados do questionário sobre a continuação da luta

 

Conhecidos os resultados da consulta aos educadores e aos professores, realizada no âmbito dos dias 4D, as organizações sindicais de docentes definiram um pré-plano de luta a desenvolver caso não seja possível chegar a acordo na negociação suplementar de 9 de março e o Ministério da Educação (ME) não aceite calendarizar a negociação das restantes matérias.

No imediato, as organizações sindicais vão solicitar reuniões às direções dos partidos políticos e recorrer às organizações internacionais. Aproveitando a confer~encia de imprensa, as organizações sindicais exigiram a intervenção do ME no sentido de repor a legalidade nas escolas no que respeita à convocatória para serviços mínimos. Após a reunião de negociação suplementar (9/mar), as organizações sindicais anunciarão as formas de luta a desenvolver, de acordo com a disponibilidade do ME para chegar a um acordo sobre os concursos e a calendarização de outros processos negociais, à cabeça dos quais a recomposição da carreira, com a recuperação integral do tempo de serviço e o fim das vagas e das quotas.

 

Dias 4D — Resultados do questionário sobre a continuação da luta

Das posições dos educadores e professores sobre o regime de concursos

  • Criação dos conselhos de QZP (anteriormente designados por conselhos locais de diretores) – 96,22% contra
  • Ultrapassagens na vinculação – 94,64% contra
  • Possibilidade de docente do QE/QA com horário-zero, no âmbito da Mobilidade Interna, ter de concorrer a todas as escolas do QZP – 94,57% contra
  • Docentes de QZP terem de prestar serviço em mais do que uma escola para completamento de horário letivo – 91,52% contra
  • Docentes de QE/QA com menos de 8 horas letivas, para evitarem ir a DACL, terão de completar horário em outra escola – 80,32% contra
  • Para vincular, para além dos 1095 dias são necessários outros requisitos – 73,81% contra

É clara a rejeição de aspetos essenciais do projeto do ME, confirmando-se, assim, que os professores acompanham as chamadas “linhas vermelhas” destacadas pelas suas organizações sindicais. Há outros aspetos que as organizações sindicais consideram nesse grupo de “linhas vermelhas”, mas estes eram dos que, eventualmente, poderiam suscitar algumas dúvidas que, desta forma, se dissipam. A criação de um órgão para o chamado procedimento de gestão local de docentes é o que merece mais forte rejeição.

 

Das hipóteses de acordo(s) com o Ministério da Educação (ME)

  • Só deverá haver acordo com o ME se, para além dos concursos, houver calendarização de processos negociais sobre outras matérias – 87,48% concorda
  • O projeto de diploma para o regime de concursos, apresentado pelo ME, não merece acordo – 79,15% subscreve

Sobre negociação do tempo de serviço, o que deverão fazer os Sindicatos se o ME apresentar uma proposta de recuperação parcial

Dos respondentes, 70,37% consideraram que as organizações sindicais deveriam aceitar entrar nas negociações; destes, a posição face a um eventual acordo, distribuiu-se da seguinte forma:

  • Negociar, desde que tempo de quem não atingiu o topo da carreira seja contado (no tempo necessário para que o atinja) – 53,42%
  • Celebrar acordo ainda que a recuperação seja parcial – 16,95%

Os restantes 29,63% defenderam que a apresentação de uma proposta de recuperação parcial deveria merecer “rejeição liminar”.

 

Das prioridades negociais sobre outras matérias

Os problemas de carreira são os que os docentes consideram de resolução prioritária, estando no topo dos seus objetivos de luta

  • Eliminação das quotas de avaliação – 93,68%
  • Eliminação das vagas – 93,39%
  • Contagem integral do tempo de serviço – 91,10%
  • Correção das ultrapassagens na carreira – 87,96%

 

Quase ao mesmo nível, os docentes consideram que os problemas que afetam as condições de trabalho, incluindo horários, deverão merecer solução

  • Eliminação da burocracia – 91,44%
  • Eliminação dos abusos e ilegalidades nos horários de trabalho – 91,07%
  • Integração das horas de redução da componente letiva (artigo 79.º do ECD) na componente individual de trabalho – 87,49%
  • Redução do número de alunos por turma – 84,08%

Em relação a outras matérias, os docentes dão, também, enorme importância

  • Regime específico de aposentação – 87,08%
  • Eliminação da precariedade – 85,79%
  • Alteração urgente do regime de Mobilidade por Doença – 84,89%
  • Contagem, para todos os efeitos, do tempo de serviço prestado em creche pelos educadores de infância – 80,49%

 

Da luta

Em relação às formas de luta, os docentes ordenaram desta forma as possibilidades avançadas no questionário

  • (Nova) greve por distritos
  • Greve às avaliações
  • (Nova) Manifestação a um sábado
  • Greve de 1 dia
  • Greve por regiões
  • Greve a 1 ou 2 tempos
  • Greve por QZP (63)

 

Sem esgotar todas as formas de luta que, para além das anteriores, foram referidas, as que mereceram maior número de citações foram as seguintes

  • Greve a todo o serviço extraordinário
  • Greve a todas as reuniões
  • Greve a todas as atividades fora da escola (visitas de estudo e outras)
  • Recusa de todo o trabalho para além das 35 horas
  • Limitar a atividade apenas às aulas (Greve à restante atividade)
  • Greve à função de avaliador externo dos colegas
  • Greve aos exames nacionais
  • Greve à correção de exames
  • Recusa de inscrição nas ações do IAVE
  • Greve às provas de aferição
  • Greve por ciclos de ensino
  • Greves mensais de 1 dia
  • Greve integral de uma semana
  • Todos os dias à mesma hora (por ex, 11:00 horas) todos os docentes paralisarem 60 segundos ou 5 minutos, seja qual for a atividade em curso
  • Garantir que todas as escolas ficam com faixas negras, de luto e luta
  • Dar aulas com autocolante “Estou em luta”
  • Todos os docentes pedirem aulas assistidas (exercendo pressão sobre o sistema)
  • Recusar gastar dinheiro em material necessário ao exercício da profissão (desde papel, canetas a outro)
  • Recusa de utilização de viatura própria em todas as deslocações de serviço
  • Demissão em bloco dos órgãos de gestão das escolas
  • Demissão dos conselhos gerais
  • Protestos junto de membros do governo
  • Manifestações em Lisboa em dias úteis
  • Manifestações distritais
  • Concentração nacional, frente às escolas, no mesmo dia e à mesma hora
  • Concentrações frente às escolas com toda a comunidade
  • Vigílias
  • Transcrição de posições para as atas das reuniões nas escolas
  • Postais eletrónicos ao ME
  • Questionar deputados professores
  • Queixa junto de instâncias europeias
  • Distribuir informação sobre os professores em eventos internacionais, incluindo JMJ
  • Comparecer nas reuniões das Assembleias Municipais e pedir a palavra
  • Marchas lentas nas estradas nacionais
  • Cordão humano nacional na EN2
  • Buzinões

Informação técnica: 

A plataforma do inquérito registou 61.028 acessos. Destes, foram submetidas 32.994 respostas completas.

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Auscultação aos professores | Quais as tuas linhas vermelhas?

Com pedido de divulgação. Para aceder ao formulário clicar na imagem em baixo ou aqui.

 

Auscultação aos professores | Quais as tuas linhas vermelhas?

 

 

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Concursos — As 6 linhas “vermelhas” para a negociação suplementar

Concursos — As 6 linhas “vermelhas” para a negociação suplementar

 

As organizações sindicais ASPL, Fenprof, FNE, Pró-Ordem, Sepleu, Sinape, Sindep, SIPE e Spliu reuniram para articular posições, apreciar as respostas dos docentes ao inquérito promovido no âmbito dos Dias 4D e decidir o plano que dará continuidade à luta, caso o Ministério da Educação (ME) continue a não dar as respostas que os educadores e professores exigem.

São seis, os pontos de profundo desacordo que as nove organizações sindicais de docentes identificam nas propostas do ME para a revisão do regime de concursos e em que irão insistir na reunião de negociação suplementar, pois, “sem alterações a estas posições, o acordo é uma impossibilidade”.

 

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Mais de 45 Mil em Manifestação no Porto

Uma excelente montagem, que fica para recordação, da manifestação do dia 4 de março de 2023 no Porto.

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As Soluções São Simples Para a Vinculação e Não Só

Mas desde 2013 o Ministério da Educação anda sempre a inventar.

Fazer um concurso ANUAL

A primeira decisão é decidir como se faz o apuramento das vagas QA/QE e QZP. Aqui deve haver uma pequena margem de vagas para cada um dos QZP (talvez 5 a 10% das vagas totais de QA/QE).

Apuram-se as vagas e todos concorrem como sempre concorreram até 2009.

Graduam-se em 1.ª prioridade os candidatos de carreira pela graduação, independentemente de serem QA ou QZP.

As vagas positivas libertadas e que sejam passíveis de recuperação mantêm-se para o mesmo concurso.

Em segunda prioridade concorrem todos os docentes de carreira que pretendam mudar de grupo de recrutamento.

Em terceira prioridade os docentes de carreira das Regiões Autónomas.

Em quarta prioridade todos os docentes contratados, com mais de 365 dias no ensino público nos últimos 5 anos.

Em quinta prioridade os restantes docentes contratados.

 

Na MOBILIDADE os docentes que ingressaram na carreira em QA/QE ficariam impedidos de nesse ano mudar de QA/QE, ficando na 1.ª prioridade no ano seguinte para efeitos de concurso interno.

Os docentes que ingressam na carreira em QZP apenas manifestam preferências na Mobilidade para esse QZP, ficando também em 1.ª prioridade no ano seguinte no concurso interno.

Os restantes docentes de carreira seriam candidatos à Mobilidade Interna de acordo com as seguintes prioridade:

1.ª QZP ou docentes sem componente letiva (podendo concorrer sem limitação de opções, sendo que seria aceitável que um docente QA sem componente letiva pudesse estar obrigado a concorrer ao seu concelho e a mais dois ou três limítrofes.

2.ª QA/QE que pretendam mudar de escola no mesmo grupo

3.ª QA/QE que pretendam a transição de grupo.

Podia considerar que os docentes das regiões autónomas não pudessem concorrer à Mobilidade Interna.

E aquilo que sempre considerei muito importante num concurso. Permitir que um docente na Mobilidade Interna se mantenha em concurso para uma segunda oportunidade RR1 ou RR2, para tal manifestando essa vontade quando da aceitação da colocação na Mobilidade Interna.

Pois muitas vezes é após a Mobilidade Interna que se consegue o lugar à porta de casa.

 

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Professores admitem greves às avaliações e exames

Nova greve por distritos e greve às avaliações são as duas ações de luta que os professores, na consulta realizada pelas nove organizações sindicais nas escolas, colocaram no topo da lista de protestos.

 

Professores admitem greves às avaliações e exames

 

Nova greve por distritos e greve às avaliações são as duas ações de luta que os professores, na consulta realizada pelas nove organizações sindicais nas escolas, colocaram no topo da lista de protestos.

Nas propostas feitas pelos docentes destacam-se greves aos exames, às provas de aferição, às correções dos exames ou de uma semana. As nove organizações sindicais já têm um pré-plano de luta definido mas as ações só avançarão se a reunião desta quinta-feira terminar sem acordo quanto ao modelo de concursos e não houver calendarização sobre a recuperação do tempo de serviço.

As expetativas para a reunião suplementar, assume Mario Nogueira, são ” baixas” mas ainda assim, frisou esta terça-feira, numa conferencia de Imprensa, as organizações decidiram “esgotar” todas as possibilidades e não inibir o ministério de apresentar novas propostas por causa de novos protestos.

Assim, as próximas ações serão anunciadas no final da ronda se o ME não recuar nas seis “linhas vermelhas” que as organizações sinalizam no diploma e se não houver calendarização de novas negociações, especialmente sobre a recuperação do tempo de serviço. No entanto, garante o líder da Fenprof, “a consulta será tida em conta’.

Mais de 61 mil professores acederam à plataforma e quase 33 mil responderam na integra ao questionário sobre as propostas de alteração ao modelo de recrutamento, prioridades para a carreira e novas ações de luta.

Mais de 70% elegeram uma nova greve por distritos, greve às avaliações do 2 período e uma manifestação a um sábado entre as possibilidades colocadas pelas organizações. Mas os docentes também fizeram propostas: greve aos exames, as provas de aferição, as correções dos exames, a todas as reuniões ou a todas as atividades fora da escola, a demissão em bloco de todos os órgãos de gestão, manifestações, vigílias, buzinões ou até marchas lentas nas estradas nacionais.

Nogueira admite que o sinal dado pelos professores nas respostas à consulta é o de querem endurecer e intensificar ainda mais a luta.

Quase 97% dos professores responderam recusar a criação de um conselho de quadro de zona pedagógica, que permitirá aos diretores distribuirem serviço aos docentes de quadro e contratados completando-lhes o horário em vários agrupamentos. O novo órgão é uma das linhas vermelhas.

As ultrapassagens na carreira pelos requisitos à vinculação, os limites à mobilidade interna, são outras linhas vermelhas recusadas por mais de 90% dos docentes.

Quase 80% (79,15%) consideram que o projeto de diploma do Governo não merece acordo. E 70,37% defendem que as organizações devem aceitar negociar a recuperação do tempo de serviço mas destes, 53,42% dizem que a recuperação não pode ser parcial para quem está há mais de seis anos da aposentação ou para chegar ao topo da carreira; 16,95% admitem um acordo ainda que a recuperação do tempo seja parcial.

As nove organizações vão apresentar queixa junto da comissão europeia e parlamento europeu contra a desvalorização da carreira e pelos abusos nos serviços mínimos.

Há escolas, garante Nogueira, que estão a usar as listas de serviços mínimos para “piquetes de substituição” em casos em que os professores faltam para irem a consultas ou a um funeral. “É ilegal”, assegura, garantindo que vão continuar a ser feitas queixas junto da Inspeção Geral de Educação e da Procuradoria Geral da República.

As organizações vão ainda pedir reuniões a todos os partidos com assento parlamentar.

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Silêncio – Luis Sottomaior Braga

Aos 14 anos quis ser, uns meses, missionário. Acho que hoje, agnóstico, ainda se nota demasiado essa mentalidade em mim.

Tenho de aprender as virtudes do silêncio.

Desde 2018, que tenho dedicado muito tempo e energia à luta dos professores.

A ILC consumiu-me meses e, desde Setembro, que, entre vigílias e manifestações, a erosão pessoal é muita.

Na sofreguidão, em perda, com prejuízos e desgosto talvez até irreparáveis, questiono-me para quê consumir energia?

Em Setembro, a luta incluiu, no princípio, umas vigílias com uns gatos pingados e hoje é rotina ter 50 mil pessoas.

Nada carismático (um chato, me chamaram há dias) nada tenho a ver com isso.

Para tristeza de muitos que me quereriam ver calado, não irei fazê-lo, mas vou moderar muito a minha presença no debate.

Porque tenho de ouvir insultos e perder tempo a responder a gente parva, com quem não falaria ao vivo, e desleixar quem gosta de mim e eu gosto?

Nós vamos ganhar isto e eu sempre estarei em vigílias e manifestações, como indivíduo ativo que sou. Mas conclui que esta alegada pulsão narcisica (que é realmente solidária) de mostrar e explicar a minha opinião e o meu olhar é inútil.

E ando estes dias cada vez mais a duvidar da força das palavras para convencer os outros.

E tenho saudades de não ter este cansaço e de ter paz. A última vez foi em Julho e Agosto e estava a trabalhar na escola e sem ter férias.

Acho que esta semana completei o que podia fazer.

E falhei. Avisei sobre os perigos do Stop e tentei uma assembleia geral para discutir as negociações, mas os sócios não quiseram mexer-se.

Agradeço aos que o fizeram, mas o esforço não foi suficiente.

Haverá uma ordinária em Março, onde irei para me demitir de sócio, consagrado que está o domínio pelos radicais do Mas e assumido que não é apartidário.

O sindicato não está realmente a negociar, mas dizem que “não é oportuno discutir negociações”.

Quando elas se desgraçarem vamos fazer uma linda autópsia.

Analisei os documentos dos 3 sindicatos e são aceitáveis para base de negociação.

Fiz propostas de luta e acabei insultado.

Não quero ser sindicalista, nem influencer. Nem negociador, nem comentador.

E aparecer na televisão não é meu objetivo de vida, até porque já estive nessa onda há muitos anos e me cansei.

O meu horizonte, nas próximas semanas, é a minha escola e as pessoas que gosto. Talvez aí tenha mais efeito exercer a minha alegada lucidez que anda a falhar aí.

Sempre acreditei na aurea mediocritas e vou voltar a pensar nisso.

Andei estes meses a exprimir opiniões aqui e em grupos e blogues.mas concluo que normalmente estou desligado da maioria e me devia dedicar a coisas com mais impacto real na minha própria vida, porque talvez não aguente mais as perdas.

Quando saírem propostas de negociação irei comentar e divulgar, como qualquer interessado, mas nada mais.

A luta não precisa das minhas opiniões, porque entre messianismo e tradição, já está tudo dito. E a luta está bem servida.

Uns hão-de fazer um acordo e outros contestar. Na altura, pensarei o que vou pensar. E talvez partilhe.

De vez em quando, muito irregularmente, voltarei aqui para dar opinião sobre o que se passar, que hei-de difundir em grupos.

Para ser solidário, não preciso de fazer varios posts por dia e ter os meus amigos e as pessoas que gosto, a dizer que sou um chato que não fala de outra coisa.

Há, entre outras coisas, livros, cinema, música e uma cidade à beira mar para caminhar.

Agora que o foco é manter protestos crónicos e negociação, quem não se senta lá, interessa pouco e deve calar-se.

Eu, como sou um democrata: perco e calo-me.

Há muita gente a falar e bem.

Vou tratar da vida que tem muito que tratar.

 

Luis Sottomaior Braga

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A Vinculação Dinâmica Não é Obrigatória

Este foi um assunto diversas vezes discutido na semana passada e eu sempre fui da opinião que esta vinculação dinâmica nunca seria obrigatória e sobre isso dei conta aqui.

Sobre a divergência de opiniões também dei conta dela aqui.

Hoje o Ministro da Educação esclareceu e confirmou a minha opinião sobre a obrigatoriedade ou não dos candidatos concorrerem à Vinculação Dinâmica.

Ouvir a resposta ao minuto 1:45 do vídeo seguinte.

 

A questão é. O que sobra para quem não concorrer à Vinculação Dinâmica?

 

 

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Pedro Tiago Dantas Machado da Cunha, novo diretor-geral da Educação em regime de substituição

Despacho n.º 3068/2023

Sumário: Designa, em regime de substituição, o mestre Pedro Tiago Dantas Machado da Cunha para exercer o cargo de diretor-geral da Educação.

Considerando que o Estatuto do Pessoal Dirigente dos Serviços e Organismos da Administração Central, Regional e Local do Estado, aprovado pela Lei n.º 2/2004, de 15 de janeiro, na sua redação atual, doravante abreviadamente designado de Estatuto do Pessoal Dirigente, estabelece, no n.º 1 do artigo 27.º, que os cargos dirigentes podem ser exercidos, em regime de substituição, em caso de vacatura do lugar;

Considerando a importância da missão e das atribuições cometidas à Direção-Geral da Educação e a consequente necessidade de assegurar o seu regular funcionamento até à designação de novo titular a prover mediante procedimento concursal que será conduzido pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública;

Considerando que o mestre Pedro Tiago Dantas Machado da Cunha, trabalhador com contrato de trabalho por tempo indeterminado com a Fundação Calouste de Gulbenkian é, reconhecidamente, dotado de competência técnica, aptidão, experiência profissional e formação adequadas ao perfil pretendido para o titular deste cargo:

1 – Designo, no uso das minhas competências e ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 27.º do Estatuto do Pessoal Dirigente, em regime de substituição, o mestre Pedro Tiago Dantas Machado da Cunha para exercer o cargo de diretor-geral da Direção-Geral da Educação, a que se referem os artigos 3.º e 4.º do Decreto-Lei n.º 14/2012, de 20 de janeiro, diploma que aprova a orgânica da Direção-Geral da Educação.

2 – Para efeitos do disposto no n.º 16 do artigo 19.º do Estatuto do Pessoal Dirigente, a nota curricular do ora designado é publicitada em anexo ao presente despacho.

3 – O presente despacho produz efeitos a 1 de março de 2022.

24 de fevereiro de 2023. – O Ministro da Educação, João Miguel Marques da Costa.

ANEXO

Nota curricular

Nome: Pedro Tiago Dantas Machado da Cunha.

Situação Profissional: Contrato de trabalho por tempo indeterminado, a exercer funções de direção, na Fundação Calouste de Gulbenkian.

Formação académica:

Doutorando em Psicologia (3.º ano em curso), especialidade em Psicologia Educacional, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Instituto Universitário;

Licenciatura e mestrado integrado em Psicologia, especialidade em Psicologia Educacional, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Instituto Universitário.

Formação profissional e complementar:

Curso Avançado de Gestão Pública (CAGEP), no INA – Direção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas;

Formação complementar nas áreas de necessidades educativas especiais, aprendizagem da leitura e escrita, orientação escolar e profissional, prevenção de comportamentos de risco, desenvolvimento comunitário urbano, multiculturalismo e gestão da diversidade.

Resumo da experiência profissional:

Diretor do Programa Gulbenkian Conhecimento, na Fundação Calouste Gulbenkian, entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2023;

Diretor-adjunto do Programa Gulbenkian Conhecimento, na Fundação Calouste Gulbenkian, entre janeiro de 2018 a dezembro de 2019;

Subdiretor-geral da Direção-Geral da Educação, desde março de 2012 a dezembro de 2017;

Subdiretor-geral da Direção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, entre setembro de 2010 e março de 2012;

Coordenador da Equipa de Educação do Programa de Desenvolvimento Comunitário Urbano – K’ CIDADE, da Fundação Aga Khan Portugal, entre janeiro de 2008 e setembro de 2010;

Diretor do Programa K’ CIDADE, da Fundação Aga Khan Portugal, entre 2005 e 2008;

Docente na formação inicial de professores de 1.º ciclo do ensino básico, entre 2008 e 2010;

Assessor do vereador da Educação e Juventude da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, entre 2003 e 2004;

Coordenador do Centro Comunitário de Arcena (Alverca) e técnico superior no Plano Integrado de Prevenção das Toxicodependências do Município de Vila Franca de Xira, entre 2000 e 2004;

Psicólogo educacional no Serviço de Psicologia e Orientação do Agrupamento de Escolas de Atouguia da Baleia, entre 1998 e 2000.

 

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76 Avisos prévios de Greve na Educação comunicados à DGAEP em 2023

 

 

 

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Tiram aos Professores e outros Funcionários Públicos para dar a residentes não habituais

 

A verdade vem sempre ao de cima. Tiram a uns para beneficiar outros. Neste caso os residentes não habituais.

Isto não afeta só os professores, afeta todos os funcionários públicos e, acima de tudo, os contribuintes residentes habituais deste país, que é um paraíso só para os residentes não habituais.

Benefícios para residentes não habituais custa o triplo do descongelamento das carreiras dos professores?

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A verdade na política: a mentira da Educação – António Carlos Cortez

 

A verdade na política: a mentira da Educação

Muitos responsáveis políticos esquecem que a governação da res publica implica o rigor e o realismo na avaliação dos problemas e a verdade quanto ao relato dos factos. De há muito a sensação que temos é a de que se navega à vista nos mares encapelados da Educação. De Maria de Lurdes Rodrigues a João Costa, de Manuela Ferreira Leite a Tiago Brandão Rodrigues, a pasta ministerial tem constituído um verdadeiro caso de esquecimento de inúmeras medidas pelos quais são responsáveis todos os ministros e as suas respetivas equipas. Mas foi entre 2005 e 2009, no consulado de Maria de Lurdes Rodrigues, que se feriu de morte a profissão docente. Não pode a ex-governante, pois, dizer, que está agora preocupada “com o estado da Escola Pública”. O país ganhará em saber alguns factos e os pais entenderão definitivamente a nossa luta. No fim deste artigo deixo proposta de livro bem atual.

Os factos: foi a antiga ministra quem criou o cargo de Diretor nas escolas; essa medida que resultou no servilismo de muitos que seguem as diretrizes emanadas do Ministério da Educação, aparelho da ideologia oca. Pergunto: com que verdadeira imparcialidade e rigor se quis criar este cargo? Não se criou um ambiente policial nas escolas? Que falem os professores!! Que digam de sua justiça! Que ponham a nu as perseguições de que são e foram alvo! Pergunto: as escolas, antes de haver o cargo de diretor, funcionavam mal? Foi no consulado de Maria de Lurdes Rodrigues que se criou o modelo de avaliação docente baseado no sucesso obtido pelos estudantes. Tal medida gerou um facilitismo soez que devia ser repudiado por todos, inflacionando-se as classificações com vista à subida de escalão e boa classificação de desempenho. A mentira como moeda de troca na relação pedagógica e na relação entre pares, eis a política de MLR. Assim, é bom professor quem banaliza os Excelentes, os 17, os 18, ou mesmo os 19 e 20 valores. Com Exames Nacionais que visam comprovar o sucesso das avaliações, baixou-se o nível de dificuldade e exigência das matérias a lecionar. Resultado final: todos contentes e os pais também. Depois desta escolaridade obrigatória e das licenciaturas à bolonhesa, temos de perguntar: que país será o nosso? Que conhecimentos têm futuros quadros superiores?

Maria de Lurdes Rodrigues mudou o estatuto da carreira docente criando a discriminatória divisão entre “professor” e “professor titular”. O objetivo? Reduzir do Orçamento o gasto com salários de 93% para 75%, com impacto direto na progressão profissional dos professores em todos os níveis de ensino e foi com Maria de Lurdes Rodrigues que se promoveu o Estatuto do aluno. Consequência: os filhos dos iPhones e dos tablets, das redes sociais; a geração “Tipo, tás a ver? Tá-se! Que cena!”, filhos da violência online tudo podem na escola – tudo menos estudar verdadeiramente. Entre 2005-2009 reformou-se o 1.º ciclo, considerado “programa de benefícios para as famílias e não como estratégia para implementar a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos”. Resultado: a Escola-Refeitório-Armazém. Aprender a ler e a pensar, a escrever bem e a ter consciência crítica, descobrindo a cultura, a memória e a História, as artes, a Linguagem? Isso fica reservado para as classes ricas que podem pagar privados e/ou fazer emigrar os seus filhos para a Finlândia.

Não falarei do criminoso projeto da Parque Escolar, com derrapagens orçamentais de 547%… Pergunto apenas: onde está a verdade na política? Não foi MLR quem “degradou a carreira docente e as condições de aposentação” (palavras suas)? O que nos faltava para o projeto neoliberal, meramente economicista, vingar na Educação? A municipalização. Isso e a “inverdade” do Ministro das Finanças que declara, ufano, que a dívida pública (a dívida dos elefantes brancos da nossa economia) está a descer e que, por isso, não pode subir salários aos milhares que pugnam por uma vida com sentido no país do absurdo em que Portugal se tornou

 

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Professores em greve no Reino Unido – João André Costa

 

Por não ser possível pagar as contas com uma renda de 1400 libras e pelo menos 600 libras por mês no supermercado. Se a isto juntarmos despesas em transporte, nunca menos de 150 libras, custos de gás e electricidade na casa das 200 libras mensais sem contar com impostos municipais, taxas de audiovisual e já agora o direito a sair ao fim de semana, rapidamente se gasta um ordenado de 2600 libras.
Mentira, contas redondas sobram 30 libras para a tal saída ao fim de semana.
Porque são precisos dois empregos e não é possível ter dois empregos quando o primeiro, o de professor, o ensino, a educação, rouba 12 horas ao dia.
No recibo de vencimento estão descriminadas as horas de trabalho pagas semanalmente: 30 horas.
Entenda-se isto não como um horário laboral de 30 horas e sim o direito a apenas 30 horas de trabalho remunerado. Tudo o resto, o excesso, faz parte do contrato de trabalho em função das necessidades da escola.
Ora, a escola tem sempre necessidades. São agora 4 da manhã de Sábado e ainda estamos à espera da resposta de um irmão sobre o paradeiro de um aluno ausente da escola e cujo progenitor está incontactável.
Isto depois de passar uma tarde a bater porta a porta à procura da morada da dita criança. Só temos o nome da rua para a qual a mãe se mudou recentemente sem avisar ninguém. E não, da criança ainda nada. E sim, já notificámos a polícia e os serviços sociais. E não, não podemos ir para a cama, não enquanto não se souber do bem-estar da criança.
É obrigatório por lei.
Assim como é obrigatório por lei cada escola pagar o gás e a electricidade independentemente dos aumentos estratosféricos e pelo menos meio milhão de libras em média de dívida ao estado.
E não, não se discute o estado quando o estado é o rei e Deus acima do rei.
Conclusão: ao invés da pressão política da parte de directores e municípios, acabam-se com actividades extracurriculares, apoios individuais, visitas de estudo e já agora pessoal auxiliar e professores.
Mas como de caminho outros tantos professores batem com a porta, para bem do tal orçamento escolar e desde quando a educação é um negócio, uma empresa e eu que nunca vi um lucro para além do lucro no sorriso de uma criança, muitos são os alunos sem professor ou então com dois ou três professores da mesma disciplina ao longo do ano e a consequente ausência de pontos de referência mais o impacto na qualidade de ensino.
E o impacto óbvio no recrutamento e formação de professores e cada vez menos jovens com o desejo ou sonho de um dia fazerem parte das fileiras da educação: se em 2020 eram 40000 nas universidades, este número baixou para 36000 em 2021 e 29000 em 2022.
Por alguma razão se explica estar um português, e quem diz um português diz tantas outras nacionalidades, a ensinar no Reino Unido.
O mesmo Reino Unido de fronteiras tão encerradas como inexpugnáveis.
Por conseguinte, greve, greve geral a 1 de Fevereiro, greve regional a 2 de Março e novamente greve geral a 15 e 16 de Março.
A luta continua quando o povo sai à rua!

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Santana Castilho na CNNP

Santana Castilho será sempre lembrado como um dos maiores defensores dos Professores Portugueses.

Dá lições a todos os jovens ministros da educação que tem governado a educação nos últimos anos.

 

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A massa crítica docente – Da interpretação e sentimentos – Carlos Calixto

A massa crítica docente – Da interpretação e sentimentos

 

 

ARREPIANTE!!!

É de arrepiar e marcante fazer parte das Manifestações de professores e educadores, que ontem se realizaram no Porto e em Lisboa, dia 04 de março de 2023, sábado, e que ficam para a História como duas grandes Manifestações, ambas com números, alegadamente, na ordem dos quarenta mil (40000) manifestantes/participantes. Sendo que houve   colegas que levaram os filhos, alguns menores, que também apitavam nos apitos e gritavam palavras de ordem, e inclusive uma menina/criança, de 6/7 anos, filha de populares, solidários com a causa dos professores, que segurava um cartaz a dizer: “RESPEITO”; sensibilizado e emocionado, pedi autorização para fotografar, para registo e memória futura. Sem palavras (…); simplesmente  Lindo! Obrigado!

Oitenta mil (80000) pessoas a fazer a catarse em família é muita gente. É muita União. É muita Determinação. É muita Certeza. Uma Ideia e um Querer inquebrantáveis. A classe docente, a profissão docente, a família docente, uma vez mais demos uma grande lição de cidadania, de civismo, de lutar até à exaustão pela Democracia, pelo Estado de Direito Democrático, pela Liberdade, pelo Respeito dos Compromissos assumidos, pela obrigatoriedade da Honra em cumprir, pela invocação do Justo, da Justiça, da Verdade e da Legalidade. Pelo Cumprimento dos Direitos Laborais. O Professorado NÃO desarma nem desiste.

E isto, depois de dois dias de greve de professores e educadores, dias 02 e 03 de março de 2023, greve fortemente condicionada pela obrigatoriedade do cumprimento de serviços mínimos/serviços máximos, de um colégio arbitral, acção deliberativa, alegadamente ilegal, a contestar em tribunal com providência cautelar, estando convictos da certeza de que o tribunal irá dar razão aos professores. Mas, entretanto, o mal já está feito. O direito à greve começa a ficar ferido de morte, por anulação de eficiência/ineficiência e desmobilização/corte do efeito pretendido. Absolutamente vergonhoso! Para mais, neste Portugal dos nossos dias, socialista surrealizante, de uma Justiça tartaruga, de litigância, mitigação e adiamento demorado, com acenos preocupantes de “um Estado fora da lei”. O desbaratar de uma maioria PS, política, parlamentar, de um partido socialista à deriva, com a prepotência, arrogância e autoritarismo próprios de uma liderança fraca, com desmandos dos “chefes” Costa na Educação e em rápida erosão. Só resta resistir e esperar. Alea jacta est  (os dados estão lançados).

Carlos Calixto

À acefalia amorfa e quase colectiva da maioria socialista, os professores respondem com a massa crítica formada e informada, própria de quem tem por missão formar pessoas humanas para a vida em sociedade, com capacidade crítica e interventiva, no exercício pleno da cidadania responsável. Formar cabeças pensantes. Sagacidade, análise, observação crítica, participação na vida pública, capacidade de fazer o contraditório, exigência política e cidadania.

Na conjuntura actual, o Estado português comporta-se de forma estranha, bizarra, mesmo fetichista, para com os professores portugueses do continente. Mais grave ainda, quando se sabe agora que, os colegas dos Açores alegadamente vão recuperar (e bem; parabéns à secretária regional da Educação dos Açores e ao Governo regional), o tempo perdido que medeia na transição entre as estruturas de carreira, fazendo o pleno de justiça e verdade legal e laboral. Donde, situação que só agrava ainda mais a realidade dantesca   e de pesadelo dos professores e educadores do continente (também portugueses). Comportando-se o Estado português, com tal e tamanho ROUBO de tempo de serviço e direitos laborais, como “um Estado terrorista”, que tudo exige e nada cumpre. ZERO! Nada de NADA! “Terrorismo de Estado” e preconceito contra os professores.

Mais ainda, é gravíssima a discriminação dos colegas do continente em relação aos colegas das ilhas dos Açores e da Madeira. E mais, é facto que viola gravemente o princípio do direito de/da igualdade entre colegas que têm o mesmo ofício e exercem a mesma função. Pior ainda, já não colhe de maneira nenhuma/alguma, o argumento estafado da falta de dinheiro e das contas certas. Como disse?! (…); “masturbar a inteligência NÃO”!!! Chega e basta de mentiras, manipulação da opinião pública e dos órgãos de comunicação social e adiamentos sine die.

O Sr. Primeiro-ministro António Costa, o seu Governo socialista de maioria absoluta, o seu ministro da Educação João Costa, o grupo parlamentar do PS, têm neste momento e em crescendo, a opinião pública contra e a favor da razão dos professores; têm as sondagens contra, estão em queda livre, e os portugueses do lado dos professores; o Sr. Presidente da República Marcelo, com uma sinaléctica avermelhada ao executivo, com recados vários; a Educação/Ensino/Instrução com destruição em permanência da Escola Pública; uma “guerra total” ME (Ministério da Educação)/Professorado, que revela uma manifesta falta de jeito para a coisa e uma atitude provocatória com cada medida/ proposta mais “tolinha/insane/provocadora” que a anterior; uma farsa negocial composta por truques, semântica e eufemismos, armadilhada e com alçapões, como se os “imberbes dos Profs./Zecos”, não soubessem ler, escrever, contar, interpretar e analisar. Mal pagos, sim. Ignorantes é que não. Foram ultrapassados todos os limites e desrespeitadas todas as linhas vermelhas. Verdadeiramente, não houve interesse político em negociar. Há superavit orçamental e lucros fabulosos. E ainda bem. Deem-nos o que é nosso por direito.

À tutela, nós professores, nós sabemos Sr. Ministro que a grande, principal e única preocupação do ME neste momento é mitigar a falta de docentes.  Porém acontece que, somos pessoas, temos família, temos sentimentos e merecemos toda a consideração, deferência, esforço negocial e RESPEITO! OBRIGADO!

Tentar enganar, ludibriar, aldrabar e mentir, É feio. É simples e eficiente negociar,  dialogar com cordialidade, com  verdade, cara a cara e olhos nos olhos, e com real vontade política para a resolução dos problemas laborais da classe docente. António Costa tem de mandatar João Costa para negociar um Acordo, mesmo que faseado (mas sem mandar para as calendas gregas). Haja Política, animalidade política, faro para fazer acontecer a coisa. Todos ganhamos. Juntos, reparemos/revertamos injustiças/maldades com 18 anos.

Aproxima-se a hora da verdade, do tudo ou nada. Está próximo o dia 09 de março de 2023. Dia de reunião suplementar, em mesa única. A última oportunidade para o Governo mostrar que está empenhado em ser parte da solução e não parte do problema. A questão é toda ela política, de opção e escolha política. Acabar com o problema e diferendo ME/Professores é eminentemente político.

Nada mais, querer ou não querer salvar a estabilidade de um dos pilares do presente e futuro do país. Ter uma política educativa assertiva, acabar com a falta de professores e salvar a Escola Pública.

Infelizmente, os sinais da tutela são contrários. Não parece haver vontade política, e nem pensar em propostas de última hora ultrajantes e de jogo sujo e baixo, de tentar dividir para reinar. O socialismo dos camaradas Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, Costa e Costa e políticos rosinha, tem um trauma qualquer com os professores e educadores portugueses, irracional e de todo inaceitável. Embrutecedor dos sentidos, neurónios e sinapses, da mais elementar inteligência mínima, e de não salvaguarda dos superiores interesses da res publica. Até parece haver um “ódiozinho visceral e de estimação” aos professores. De todo inexplicável, inenarrável e intolerável. Estamos aqui.

Não se pode funcionalizar a intelectualidade do professor nem transformar em tarefeiros técnicos, a cientificidade, a pedagogia e a didáctica que são a essência da idiossincrasia docente. Não querer compreender, aceitar ou mesmo negar tal facto, é tirar/acabar com a atractividade e valorização da profissão docente. É matar a Escola Pública. Tal como o SNS (Serviço Nacional de Saúde), também a Escola Pública está em colapso. Com culpas muito acrescidas para esta liderança socialista nada, mas mesmo nada visionária, acautelada, prudente e a servir (não servir) os superiores interesses de Portugal. Com raízes de amargura contra educadores e professores. Vá-se lá saber porquê?!

Repetimos que o problema não é dinheiro. O problema é político!

Repetimos que o Professorado português continental se sente discriminado, ultrajado, abandonado, magoado e ostracizado por um Governo que teima em “pecar” contra os docentes e a docência.

Repetimos que a Burocracia reinante e a ditadura do digital estão a matar a essência/função da Escola Pública de massas, inclusiva e de qualidade.

Faça-se luz. Que o caminho extenuante da exaustão/discussão, dê lugar à negociação, à propositura séria e à concertação. O país, os alunos, pais e encarregados de educação, a comunidade educativa e a Escola Pública muito agradecem e aplaudem. É chegado o momento do aperto de mão.

RESPEITE-SE A VONTADE DOS PORTUGUESES!!!

Em homenagem a todos os educadores e professores, finalizamos com um poema dedicado a todos aqueles que dedicam as suas vidas a formar, educar e ensinar pessoas humanas cultas, livres, críticas, pessoas com cabeças bem feitas, com carácter, respeitadoras, no pleno exercício de uma cidadania responsável pelo outro.

Ser Professor é …

Ser professor é professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se o aluno sentir- se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que ele lhe ensinou…

 

Ser professor é consumir horas e horas pensando em cada detalhe daquela aula que, mesmo ocorrendo todos os dias, a cada dia é única e original…

 

Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e, diante da reacção da turma, transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender …

 

Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado…

 

Ser professor é ter a capacidade de “sair de cena, sem sair do espectáculo”…

 

Ser professor é apontar caminhos, mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés…

(Jairo Lima)

Ser professor é ser maior e ver para lá do véu!

Sinto-me honrado por fazer parte de um grupo de pessoas que é Gente grande, maior, resiliente, de grande dignidade profissional e mais valia humana e humanista acrescentada.

Um Grande, Grande Abraço a todos os colegas.

CCX.

Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

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Representantes dos pais demitiram-se contra atitudes do Conselho Geral da D. João II

Os membros da Associação de Pais e Encarregados do Agrupamento de Escolas D. João II (APEAFJ), eleitos em outubro doano passado para o Conselho Geral do Agrupamento, apresentaram no passado dia 13 a sua demissão devido “aos últimosacontecimentos no Conselho Geral” e por considerarem que este “não tem funcionado com a independência, transparência e rigor que […]

Representantes dos pais demitiram-se contra atitudes do Conselho Geral da D. João II

 

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