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Idade dos professores vinculados no Concurso Externo 2022

A tabela abaixo apresenta a distribuição por idade e grupo de recrutamento dos professores que vincularam neste concurso externo.

A idade indicada refere-se a 1 de setembro de 2022.

Desta forma os grupos que apresentam maior média de idades são o 430, 610 e 320.

Os grupos mais “jovens” são o 620, 350 e 420.

A moda situa-se nos 44 anos e a média nos 45.

Clicar na imagem para ver com melhor qualidade. 

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O rejuvenescimento dos professores

Neste concurso externo, dos professores que vincularam, no início do ano letivo 22/23, 11 professores terão menos de 30 anos e 88 terão mais de 60 . Provavelmente 15 destes últimos nunca serão professores enquanto vinculados porque têm mais de 65 anos.

É assim que o ME pretende rejuvenescer a classe?

Em breve… análises mais detalhadas.

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Docentes dos Açores passam a receber sempre que se verifique caducidade de contrato

Foi aprovada, por unanimidade, no Parlamento Regional, uma alteração ao Estatuto de Pessoal Docente, para que os professores e educadores dos Açores tenham direito a compensação por caducidade de contrato, apresentada pelas bancadas parlamentares do PSD, CDS-PP e PPM.

Docentes dos Açores passam a receber sempre que se verifique caducidade de contrato

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Concurso externo de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança 2022/2023 – Listas definitivas

Concurso externo de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança 2022/2023 – Listas definitivas

 

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação e exclusão do Concurso Externo do ensino artístico especializado da música e da dança para o ano escolar 2022/2023.

Listas definitivas

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Nota Informativa das Listas Definitivas

Juntamente com as listas de colocação, exclusão e ordenação das listas definitivas do concurso externo de 2022 foi publicada a Nota Informativa com os prazos para a aceitação e para o recurso hierárquico.

Ambos os prazos decorrem entre o dia 8 e 14 de julho de 2022.

Ainda não se conhecem datas para a manifestação de preferências à Contratação Inicial.

 

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3259 Colocados no Concurso Externo de 2022

Foram colocados 3.259 docentes em lugar de QZP no concurso externo de 2022.

2.716 foram colocados em 1.ª prioridade e 543 em 2.ª prioridade.


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Concurso Externo – Listas Definitivas

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, exclusão e desistência do Concurso Externo para o ano escolar 2022/2023.

Consulte a nota informativa.

Nota informativa – Listas definitivas

Listas Definitivas

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Com as Regras Aprovadas em Conselho de Ministros

… já poderão sair as listas de colocações do concurso externo anual?

Acho que a abertura da contratação inicial está dependente deste diploma, visto que  os docentes terão de novamente optar pela renovação de contratos, pois na altura da candidatura ninguém supunha que os contratos anuais em horário incompleto poderiam ser renovados para 2022/2023.

O ano passado as listas de colocações saíram no dia 8 de julho.

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Pontos Aprovados Hoje em Conselho de Ministros

 

Comunicado do Conselho de Ministros de 7 de julho de 2022

 

2. Foi aprovado o decreto-lei com medidas excecionais e temporárias para a satisfação de necessidades de recrutamento de docentes para o ano escolar 2022/2023.

Com esta alteração pretende-se contribuir para a estabilidade dos recursos humanos no que se refere aos docentes, bem como permitir a continuidade pedagógica dos processos de ensino/aprendizagem.Trata-se de mais uma medida que contribui para garantir à escola pública os professores necessários à prossecução da sua missão.

3. Foi aprovada a resolução que prorroga, para o ano letivo 2022/2023, as ações específicas do Plano 21|23 Escola+, plano integrado para a recuperação das aprendizagens.

Aprovado em julho de 2021, este Plano alicerça-se em políticas educativas com eficácia demonstrada ao nível do reforço da autonomia das escolas e das estratégias educativas diferenciadas dirigidas à promoção do sucesso escolar e, sobretudo, ao combate às desigualdades através da educação.

6. Foram aprovadas as resoluções relativas às seguintes autorizações de despesa:

  • aquisição de licenças digitais de manuais para o ano letivo de 2021/2022, para os alunos do ensino público abrangidos pela medida de gratuitidade dos manuais escolares;
  • aquisição de refeições destinadas às populações dos estabelecimentos prisionais e dos centros educativos;
  • apoios decorrentes da celebração de contratos-programa no âmbito do ensino profissional para o ciclo de formação de 2022-2025.

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Aguardo o Comunicado de Conselho de Ministros…

Alterações aos concursos para reduzir falta de professores no início do ano

 

Os professores com horários incompletos vão poder ver os contratos renovados no próximo ano letivo e as escolas nas regiões mais afetadas pela falta de docentes podem completar os horários a concurso nas disciplinas com maior carência.

As medidas, avançadas à Lusa pelo ministro da Educação, João Costa, estão previstas num dos diplomas que deverá ser aprovado hoje em reunião do Conselho de Ministros para mitigar as dificuldades na contratação e substituição de docentes.

Nas zonas do país particularmente afetadas, como Lisboa e Algarve, os horários a concurso para as disciplinas em que habitualmente faltam mais professores vão ser completados logo no arranque do ano letivo.

O objetivo, explicou o governante, é haver menos professores em falta no início das aulas, em setembro, “sobretudo em lugares onde um horário incompleto pode ser muito pouco apetecível em termos de concurso”.

À semelhança do que aconteceu a partir do final de abril, as escolas poderão completar esses horários com medidas de apoio aos alunos e aulas de compensação para aqueles que este ano tiveram menos aulas precisamente por não terem professor.

Por outro lado, as escolas vão poder também renovar com os professores que este ano foram contratados para horários incompletos, mantendo neste caso, que se estende a todo o país, a carga horária original.

Segundo João Costa, a medida vai “dar estabilidade às equipas que estão nas escolas e mitigar um pouco as dificuldades de substituição que, por vezes, acontecem no início do ano letivo quando estes horários têm de ir todos novamente a concurso”.

O mesmo diploma prevê ainda uma alteração ao nível dos mecanismos de contratação, alterando o número de reservas de recrutamento necessárias até que os estabelecimentos de ensino possam recorrer à contratação de escola.

Assim, no próximo ano letivo as escolas poderão recorrer àquela que é a última etapa para a colocação de docentes após uma reserva de recrutamento em que a vaga não seja preenchida.

“Esta alteração permitirá que a colocação por substituição dos professores ocorra mais rapidamente e, desejavelmente, isso permitirá que os tempos em que a turma está sem professor sejam mais reduzidos”, antecipou o ministro.

“O que estamos a fazer, e com outras medidas que também anunciaremos brevemente, é um compósito de medidas para mitigar as dificuldades de substituição dos professores”, acrescentou.

O Conselho de Ministros deverá aprovar igualmente um outro diploma referente aos profissionais das escolas, neste caso prorrogando os recursos humanos afetos ao plano de recuperação das aprendizagens, na sequência dos efeitos da pandemia da covid-19.

Em concreto, mantêm-se as medidas que alargam o crédito horário das escolas, reforçam as equipas multidisciplinares de apoio à educação inclusiva e alargam os apoios tutorias aos alunos.

De acordo com João Costa, corresponde a cerca de 3.300 professores e 900 técnicos especializados, estes afetos aos planos de desenvolvimento pessoal, social e comunitário, com que as escolas vão continuar a contar no próximo ano.

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A víbora – José A. Baptista

 

Não vou nomeá-la, os filhos e netos estão aí, mas vou defini-la: uma víbora é uma professora ou um professor que adora chumbar os alunos. Calhou-me em sorte no quarto ano do liceu, eu era uma criança, e doeu-me. Acho que foi o meu sofrimento de então que me despertou, que mais me transportou do estado de criança para o jovem consciente dos perigos que é preciso enfrentar com inteligência.
Como um mal nunca vem só, calhou-me novamente no 6ºano, atual 10º, e logo a duas disciplinas, Filosofia e Organização Política e Administrativa da Nação. Não pensei muito, o inimigo, se não tens condições para o vencer, o melhor é contornar. Fui à secretaria do liceu e pedi a anulação da matrícula nestas duas disciplinas, um suicídio, diziam-me os mais próximos, mas aí eu já conhecia bem as regras do jogo e tinha a confiança em mim próprio de que faria melhor sozinho do que com as regras e humilhações da víbora.
A OPAN resumia-se a decorar um pequeno manual, coisa de uma semana de empinanço, nem tanto, e assim foi, nos três dias anteriores ao exame li e reli de trás para a frente e da frente para trás, dormi com o livro debaixo da almofada, confiante na osmose, fiz o exame e tive 18. Dispensado da oral, um problema resolvido.
O autor do manual de OPAN era António Martins Afonso, professor, escritor e advogado, também autor da Breve História de Portugal, durante muitos anos Inspetor Geral da Educação, natural de Juncal do Campo, concelho de Castelo Branco, e isto é o mais importante, precisamente a minha aldeia. Morava na minha rua, escassos 100 metros acima, e era aqui que passava as suas férias.
A Filosofia as coisas foram mais complicadas, mas o outro professor nesta disciplina, que lecionava as classes de Ciências, eu conhecia-o bem, ele era o treinador e eu jogador da equipa de futebol do liceu, autorizou-me a frequentar as suas aulas quando quisesse e foi ele que me orientou sobre os livros a ler e a estudar. Tive 13 na escrita, quem classificou as provas foi a víbora e 13 foi a nota mais alta que deu.
A pauta geral de todas as disciplinas foi afixada, ansiedade à sua volta, a víbora passou, viu-me e, antevendo o desastre, perguntou: “então Afonso, como correram as coisas”. Pensava que me humilhava e eu respondi: pode ver aqui, as notas já saíram. Viu, ficou aturdida quando viu que eu tinha 18 não apenas a OPAN, mas também a Grego e a Francês, 15 a Latim e quem ficou humilhada foi ela porque nenhum dos seus alunos fez melhor do que eu. E rematou: “Não se esqueça que até ao lavar dos cestos é vindima”. E eu pensei, estou tramado, é ela que me vai fazer a prova oral a Filosofia. Falei com o reitor para me dar outro examinador, foi simpático, mas isso não podia fazer. Entendi.
Voltei para o Juncal, era aí que me isolava para preparar os exames, e os astros estiveram ao meu lado. Quem estava ali, passando as suas férias, numa boa relação de vizinhança? O Inspetor Geral, Martins Afonso, e eu vi a luz salvadora do desastre iminente, se ele aceitasse assistir à minha prova oral. O meu pai falou com ele: “não, nem pensar, não posso interceder em questões particulares”. Desgosto, medo de um ano perdido por uma disciplina, com uma média superior a 16. No dia da prova, logo pela manhã, quem bate à porta? O Inspetor, pensou melhor, eu vou convosco, preparem-se, vão no meu carro. E assim foi.
O Inspetor entrou comigo na sala, o júri, de pé, “fez a continência”, insistiu para que se sentasse na mesa, recusou, foi sentar-se numa carteira lá atrás. O júri ligou as pontas, dois Afonsos, não havia dúvidas, estava ali por minha causa. E não se enganou. Logo que acabei a minha prova levantou-se, “portaste-te bem rapaz”, e saímos, com as vénias da praxe, e eu a pensar, desta já me livrei. Passados uns dias, cruzei-me com a víbora no centro da cidade e não resisti a um impropério de má educação: “Assim é que elas se enxofram”.
Curiosamente, quando voltei ao liceu na qualidade de professor, quem me saiu na rifa como aluno? O filho da víbora e aí, sim, veio a minha vingança definitiva: era uma criança adorável, saía ao pai, capitão do exército, que bem conheci, era um ótimo aluno, mantivemos uma excelente relação de proximidade e cumplicidade, teve boas notas, a víbora respirou de alívio, aproximou-se de mim, e mantivemos uma grande cordialidade nos dois anos que ali fui professor. Motivo para repetir: “Assim é que elas se enxofram”.
Relembrando este episódio, agora não como aluno, mas como profissional da educação e antigo dirigente do ME, parece-me que ele tem todos os condimentos do improvável e inaceitável em instituições de educação. O que me leva a pensar que o Inspetor, homem respeitável e maduro, pode ter tido outras razões que o impulsionaram para este cenário de inspeção. Quem sabe?

07-07-2022 | diário as beiras

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A injustiça teima em reinar na monodocência

Os professores monodocentes trabalham semanalmente mais 6h 40m que os colegas do 2.º e 3.º ciclos e do secundário, o que significa no final da carreira contributiva mais de 18 anos de serviço.

A injustiça teima em reinar na monodocência

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A educação como a utopia em ação

 

Uma utopia: um “Erasmus nacional” que potencie o estreitamento de laços e o estabelecimento de parcerias entre escolas, com a mobilidade de professores e de alunos portugueses em território nacional.

A educação como a utopia em ação

Assisto na escola à ditadura da fragmentação do tempo cronológico: aos primeiros cinquenta minutos do primeiro bloco letivo seguem-se-lhe outros tantos, cirurgicamente compartimentados por entre pavilhões de aulas segundo o ritmo de uma velocidade enfurecida e envelhecida. Almeja-se uma educação holística, integral, com um ensino cronometrado e disciplinar. Não será a “ocupação plena dos tempos letivos na escola” uma necessidade de apropriação e de controlo do tempo? Não deveriam os alunos propor sistematicamente projetos para dinamizar? Haverá tempo fora deste tempo cronológico? Como recuperar o tempo processual da construção, criação e intervenção, segundo o “elogio da lentidão” (Milan Kundera) ou da fruição?

O professor encontra-se refém de instrumentos, tarefas e reuniões demasiado burocráticas. E, à medida que os níveis de escolaridade vão aumentando, vai decrescendo a sua autonomia, porque as metas que convergem na lógica dos resultados dos exames nacionais vão-se aproximando e vão-no afunilando. É possível autonomizar o aluno, quer dizer, promover uma educação que desenvolva o pensamento crítico e criativo e, simultaneamente, heteronomizar a ação do professor?

Neste contexto, reflito no perfil do professor como aquele que possui uma atitude filosófica, ou seja, que tem a capacidade de despertar o espanto, a surpresa e a curiosidade nos alunos; que sabe escutar a suas vozes, que adora partilhar conhecimentos mas que tem a abertura para se deixar surpreender e a humildade para ser um eterno aprendiz, a inventividade para trilhar novos e outros caminhos com os seus conteúdos, mesmo quando a sua voz é minoritária e a sua práxis aparenta ser inútil, assume-se como um resistente. Um “indisciplinado criativo” que de forma endogenamente colaborativa desafia e é desafiado pelos seus alunos e pares, contribuindo para a criação e divulgação de conhecimentos, experiências e afetos, dentro e fora da sua escola, dentro e fora da sua comunidade. Um “indisciplinado criativo” que, paradoxalmente, se torna num modelo de ação ético-moral, paciente e resiliente, porque a educação-ação é uma tarefa incessante e apaixonante de contrariedades, de conquistas e de criação de utopias.

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Costa anuncia medidas para atrair professores

 

Por outro lado, Costa reconheceu que o país tem “um problema sério em matéria de professores” e anunciou a aprovação de um diploma no Conselho de Ministros de quinta-feira com “duas medidas da maior importância”.

“Uma fixação à escola de todos os professores que tenham sido contratados para preencher horários que estavam e continuam vagos e, em segundo lugar, permitir à escola abrir concursos para horários completos nos grupos de disciplinas e nos territórios onde se verificou carência, de forma a que, havendo horários completos, sejam mais atractivos”, disse.

Costa anuncia medidas para atrair professores

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As estranhas liturgias no bananal

Vivemos uma crise (a do custo de vida e correlata agitação civil), que sucede a duas outras crises (pandemia e guerra na Ucrânia). Para muitos países, mais pobreza e mais agitação social estão garantidas (o massacre de Melilla é exemplo próximo). O aumento da polarização política, as perdas económicas generalizadas e a corrida ao rearmamento são perturbadores e vão aumentar muitos dos abismos sociais existentes, tornando mais instáveis as democracias que conhecemos.
Mas, entre nós, o alarme dos últimos dias não foi devido a estes problemas, sequer ao aumento da pobreza, da dívida pública, da inflacção e dos preços dos combustíveis. Outrossim, teve origem em estranhas liturgias no bananal em que o Governo se transformou, isto é, nos atropelos de Pedro a Costa e de Costa a Pedro. Com efeito, ao aeroporto de Lisboa não bastava o recente rótulo de um dos piores do mundo, as longas horas de espera que são impostas aos utentes e a catadupa de cancelamentos diários de voos. Faltava-lhe ser pano de fundo de um dos episódios mais grotescos da política portuguesa, com António Costa a humilhar o seu ministro das Infraestruturas e da Habitação e a deixar bem à vista a irresponsabilidade e o amadorismo com que o Governo tratou um assunto de tão grande interesse nacional.
A coberto desta trapalhada, o desagregar dos sistemas de saúde e educação passou para segundo plano. Na Saúde, onde segundo a OCDE (Health at a Glance 2021), somos o terceiro país da Europa a despender mais recursos financeiros privados (39% da despesa total), os serviços de urgência encerram em cascata, cresce o número dos portugueses sem médico de família e a directora-geral recomenda que não se adoeça em Agosto.
Na Educação, desde que António Costa é primeiro-ministro, aboliram-se os mecanismos fiáveis de avaliação de resultados e a produção de dados comparáveis. A reprovação, que antes era um estigma de aluno, é hoje um estigma de professor. A escola imprepara as crianças e arruína os professores, enquanto crescem as medidas sem lógica nem critério, a saber e a título de exemplo:
– Professores com doenças graves foram tratados como lixo. Na prática, o que se fez foi transformar a satisfação de uma necessidade de saúde num concurso, por via de regras absurdas. Com o novo regime de mobilidade por doença, as baixas médicas de longa duração aumentarão. Com elas, aumentará a necessidade de substituições temporárias, cada vez mais difíceis de conseguir, e, consequentemente, o número de alunos sem aulas.
– O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior deu orientações às respectivas instituições para aumentarem o número de vagas de acesso aos cursos de Educação. Só que o problema reside na procura e não na oferta, já que o número de alunos em cursos para a docência caiu 70% nas duas últimas décadas, ficando, ano após ano, por preencher as vagas postas a concurso. O problema é o acumular de erros, desde Maria de Lurdes Rodrigues, tornando a carreira docente cada vez menos atractiva, num vórtice de desgoverno, que culminou há pouco com a soez referência de João Costa aos professores: “…foram formados para serem professores de bons alunos. Era como formar médicos para verem só pessoas saudáveis”.
– Conclusões recentes do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) disseram-nos que a maior parte das crianças do 2º ano do ensino básico não entende o que lê e não sabe escrever.
Os dados relativos às reprovações e abandono escolar de 2020/21, divulgados pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, embora mostrem uma ligeira subida desses indicadores no ensino básico, face a 2019/20, exprimem, globalmente, sucesso. Todavia, quando cruzados com a análise que o IAVE fez sobre o que os alunos demonstraram realmente ter aprendido, a perplexidade ressalta: os indicadores das provas de aferição não são coerentes com os dados das reprovações e abandono. Donde, a pergunta legítima: o que mede o sucesso? O que os alunos realmente aprendem, ou a estatística (construída) sobre os chumbos?
Ora a resposta é simples: aquilo que é apresentado aos portugueses não são os factos ocorridos. É, antes, a perspectiva, naturalmente interessada e ficcionada, que o Governo tem sobre esses factos. A esta forma de os tratar, frequentemente triunfalista, chama-se propaganda.

In “Público” de 6.7.22

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Novo prémio vai distinguir professores pelo seu contributo no ensino da Matemática

 

A Sociedade Portuguesa de Matemática e a Associação Álvaro Gonçalves lançaram esta terça-feira um novo prémio que pretende distinguir professores pelo seu contributo para o ensino da disciplina e agradecer o trabalho dos docentes.

 

Novo prémio vai distinguir professores pelo seu contributo no ensino da Matemática

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Informação sobre datas para requerer manuais escolares

 

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Valter Lemos – Parte II

Valter Lemos – Parte II – O Meu Quintal

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Se a Capacidade de Acolhimento For Superior a 10%…

… a aplicação pergunta o que se vê na imagem:

 

 

Como nesta altura só por aproximação é que é possível perceber se existe um mínimo de 6 horas de componente letiva, vai haver muitas escolas que não colocarão uma capacidade de acolhimento superior a 10%.

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Mobilidade de docentes por motivo de doença 2022/2023 – Determinação da capacidade de acolhimento do AE/ENA

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 05 de julho e as 18:00 horas de 08 de julho de 2022 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Determinação da capacidade de acolhimento -2022/2023

 

 

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Professores primários por turnos

O professor primário é, precisamente, este misto de didata, tutor, guia, amigo e confidente. É aquele que recebe na sua sala e na sua vida as crianças pequeninas vindas do jardim de infância – algumas ainda com cinco anos – e as inicia nas aprendizagens mais exigentes e sistemáticas, as ajuda a estarem mais tempo sentadas e concentradas e a organizarem-se para funcionarem como um novo grupo de trabalho, de aprendizes e de amigos.

Professores primários por turnos

Ontem foi a festa de finalistas do 1.º ciclo de um dos meus filhos. Foi emocionante assistir ao carinho com que todos os alunos e pais se dirigiram à professora que os acompanhou ao longo destes quatro anos. Nas mensagens que lhe escreveram, os alunos agradeceram por lhes ter ensinado a ler, a escrever e a fazer cálculos. São as primeiras aprendizagens formais do mundo dos crescidos e que serão essenciais para o resto do seu percurso escolar e da vida. E eles sabem disso. Referiam também com igual convicção (e comoção) o carinho, a atenção, a dedicação e a ajuda em todos os momentos, até a superar as situações mais difíceis. Sabemos bem como os professores às vezes ultrapassam bastante as suas funções, chegando até a intervir com as famílias mais frágeis.

O professor primário é, precisamente, este misto de didata, tutor, guia, amigo e confidente. É aquele que recebe na sua sala e na sua vida as crianças pequeninas vindas do jardim de infância – algumas ainda com cinco anos – e as inicia nas aprendizagens mais exigentes e sistemáticas, as ajuda a estarem mais tempo sentadas e concentradas e a organizarem-se para funcionarem como um novo grupo de trabalho, de aprendizes e de amigos.

Este é um percurso longo, com avanços e retrocessos, que exige muita dedicação e uma atenção e conhecimento permanentes de cada aluno, com as suas especificidades. Por tudo isto deveria ser obrigatoriamente um compromisso de quatro anos. Mas muitas vezes não é assim que funciona e nesta altura do ano surgem as incertezas, as injustiças e para alguns é tudo uma questão de sorte ou de azar. É a altura em que alguns alunos e professores se despedem sem saberem se continuam juntos no ano seguinte, continuando na dúvida quase até ao início das aulas.

Esta semana uma amiga que é professora primária partilhou nas redes sociais um bilhetinho que uma aluna lhe tinha escrito. Com a sua letrinha redondinha cheia de corações dizia que tinha adorado o ano letivo que passou com ela e que ficaria muito feliz se pudessem continuar juntas no próximo ano.

Além de injusto, faz toda a diferença perder um professor de quem se gosta no final de cada ano. Se em termos de aprendizagens é evidente que será sempre melhor ter um professor que conhecendo os seus alunos vai adequando o ensino ao longo de todo o primeiro ciclo, no que toca à relação afetiva que estabelece com os aprendizes este laço é fundamental. Ainda mais em crianças com vidas muito difíceis que chegam a ter o professor como o seu maior apoio e o seu porto de abrigo.

Há quem defenda que não há problema em mudar de professor todos os anos porque a vida adulta também é inconstante e assim já estarão preparados. Mas isto não faz qualquer sentido! Para estarmos preparados para a inconstância e imprevisibilidade – ou para o que quer que seja – temos de ter bases sólidas e seguras.

Se considerarmos a constância, a consistência e a solidez valores importantes no percurso escolar, na aprendizagem, no desenvolvimento e na vida de cada aluno, então devemos repensar esta modalidade de professores por turnos ao longo do primeiro ciclo.

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O problema da Educação

‘É verdade que temos muito boa educação na Constituição, no aperto de mão, quando acorremos a um irmão ou saudamos a procissão, se contestamos a perseguição e criticamos a delação. Mas infelizmente…’

 

 O problema da Educação

Antes de aqui chegar, tinha estado a conferenciar com alguns mestres e entendidos na matéria e pareceu-me observar uma espécie de acordo tácito quanto à necessidade de chegarmos a uma conclusão. As cabeças pensavam e depois abanavam, o que permitia deduzir que todos concordavam. Finalmente era verdade. Era verdade o que eu pensava, era verdade a verdade que eu achava ser a mais verdadeira de todas as verdades. Ora, saber que uma coisa é verdade é já um bom começo para um princípio de tarde.

Presumo que neste momento alguma curiosidade possa ter-se instalado nesta sala pois, como é natural, não servem as palavras para outra coisa senão para cumprirem esse destino fatal. Aguçar a curiosidade e, no contexto em que nos sentamos, desencadear a gula que é esse desejo insano de comer dez pães com marmelada como se isso não fosse nada. No caso presente não trataremos de pães nem de feijões, mas de opiniões. Tenhamos no entanto cuidado com as palavras, porque nem tudo está ao nosso serviço e por elas recebemos às vezes o aviso de alguém que não acha bem. Quem não acha bem acha mal e isso parece ser coisa natural.

Pois, pois, mas de que aviso se trata afinal?

Exactamente, tem toda a razão. Vamos lá então saber de que trata a dita coisa e se ela constitui o sinal de alguma coisa especial. Para responder com propriedade a Vossa Mercê, eu diria apenas que falar de aviso foi um processo de linguística geral que não tem nada de especial. Pode o caro cidadão dormir descansado que por esse lado não vem qualquer mal que possa importunar o santo Natal. Aliás o último sinal já tem dois mil anos e tal e toda a gente continua a considerar que ele constituiu um aviso essencial.

Vamos lá saber então de que trata o intróito. Até aqui tudo nos pareceu uma grande confusão e nós queríamos ouvir falar sobre o problema da educação.

Tem muita razão o Senhor Marquês e eu vou procurar falar em bom Português. Sou no entanto obrigado a avisar que tudo farei para manter os mistérios no seu lugar e não é sem emoção que juro solenemente e jurarei que usarei de toda a cautela para revelar hoje, em primeira-mão, a solução.

Muito bem, muito bem dizem os amigos que se encontram nos bastidores. Uma ou outra palma se ouve que ecoa por esta sala.

Muito e muito obrigado, fico muito contente, com este ambiente que começa a ficar deveras quente. Hoje viemos aqui, a estes altos lugares a que chamamos da Falperra, olhamos para um lado e viramos para outro, vemos duas cidades ao largo, a do berço e a do terço e… Ó divina inspiração que sobre nós desce e nos vai ajudar a resolver a equação! Não, não é para falar de união entre o que está aqui e o que está ali, para isso não serve a reunião. Viemos, sim, trazer-vos a solução para a vossa aflição, a solução, enfim, para o problema da educação.

Confesso que era minha intenção demorar um pouco mais nesta espécie de introdução. Esse tempo servir-me-ia, ó maravilha, para enganar esta azia que trago comigo e que me tem dificultado a digestão. Mas vamos à questão. A minha tese é esta e pode ser dita em poucas palavras:

O povo merece, mas não tem culpa do que acontece.

Quem tece e entretece não é o povo e já nem sequer é o polvo que esse anda lá na toca e está-se nas tintas, às vezes até choraminga, pois nem sempre consegue disfarçar o seu próprio ar. O problema é outro e desta vez é novo e redondo como um ovo. Perguntam-me se é da criação que venho falar? Não, caro Senhor, não é isso minha Senhora, Excelência por quem sois ou me tomais, eu vos juro, Senhor Embaixador, que o caso é muito mais.

Minhas senhoras e meus senhores, caríssimas autoridades, pecadores e outros doutores: todo o discurso tem uma parte que pretende submeter o ouvinte à boa arte. É conveniente também lembrar que a saborosa retórica, por mais doce que pareça, não se assemelha a um refresco de groselha e muito menos se aparenta com mexidos ou com enchidos.

O problema da educação é uma falsa questão. Ora aí está. Nos dias que correm, a malta está perfeitamente informada, tudo se sabe não falta nada e quando não é em português a educação existe, dá-se, mostra-se ou faz-se em inglês. Agora, cócegas toda a gente tem, gases também. O que é que falta então à nossa educação para que se possa dizer com orgulho que a nação está em franca evolução?

Eu cá para mim só deviam falar os da televisão. Eles é que sabem, os outros não. À beira deles eu sinto-me perdido, despido, esquecido. Não, não é por causa da imagem, é porque lá é que a coisa se dá. Aqui tudo é mentira, tudo parece uma avaria, um engano que o Senhor Deus se atreveu a magicar só para nos arreliar. E já é possível imaginar a primeira conclusão. Já todos adivinham, não é? É claro que é isso. Para resolver o problema da educação precisamos de muito mais televisão.

Vamos agora em directo para a segunda premissa que faz lembrar o que se ouve na missa e que é a seguinte:

Ele há muita realidade por esse mundo fora que além de não servir para nada estraga a juventude com ideais erradas acerca da verdade. Comecemos com um exemplo tirado da natureza. Vai uma vaca solta pelo monte, mú, mú, mú, aquilo são bifes ilegais que não respeitam os sinais e que fazem as suas necessidades sem observar a qualidade ambiental e a boa educação em geral. Come tudo quanto nasce da boa terra, engole todo o tipo de erva e quando chega o fiscal, o ruminante oferece-lhe uma cornada real. Se for do Barroso o animal, o dito fiscal vai mesmo parar ao hospital.

Com a passarada, a falta de respeito é exactamente igual, embora mais leve e manifestando-se através de outro canal. Como é possível andar a voar nestes tempos em que é essencial haver uma concentração total da nação em geral? Não, não é por causa do Natal, evitemos as confusões, é porque os pássaros são os grandes responsáveis do défice das exportações. O povo fica triste a vê-los voar. Então eles lá em cima voam quando querem, mudam de lugar, passam a vida a apanhar ar e nós é vê-los ir sem termos para onde fugir. Aliás, qualquer animal tem mais sorte do que nós. Um crocodilo até chora por engano sem ter de fazer o décimo segundo ano. Enfim, acredito mais depressa na cegonha do que no processo de Bolonha.

Outro aspecto muito importante desta profunda reforma que vai tornar Portugal um país sem igual é a necessidade absolutamente imperial da mudar a maneira de falar. Isto de cada um dizer o que quer e de se achar o rei do lugar vai ter de acabar. É necessário proibir as variações, as modulações e as reconstruções. A fala não é para estar à janela nem para a gente se servir dela. A fala é para a gente se calar e não há cá A nem meio A. Os bês são todos bês e os efes são todos iguais. Isto de uns falarem com b de gato outros com f de tripa ou z de espinafre não dá. Os tês são todos de panela e os vês são à moda de Vizela, de Penela, da Gandarela, de Vouzela e da Venezuela. Vamos comer todos pela mesma medida, se queremos uma Europa bem cozida.

Queremos também um país com velocidades automáticas e projectos originais para jantes especiais. Com ideias para todos, simpatia a rodos, juventudes em movimento, um Pirinéu para cada cidadão e um grande amor ao sentimento e ao parlamento.

O amor continua a ser respeitável e até obrigatório nos locais habituais, desde que haja duas partes iguais e o todo não ultrapasse a soma das partes. Nesse caso, o infractor estaria sujeito a uma coima d’amor que poderia custar muita dor. O ministério das relações bilaterais prevê um grande incremento no estudo das lágrimas, dos choques, das emoções, das vibrações e das ilusões, no sentido de encontrar o justo equilíbrio entre o deve, o haver, o receber e o perder.

O problema da educação resolve-se sem qualquer confusão. Há coisas que não custam nada e que podiam ser perfeitamente resolvidas à porrada. Não era preciso muito. Com umas galhetas por causa das tretas, já estaríamos muito mais adiantados. Ao mesmo tempo, oferecia-se um computador a quem quisesse ser doutor, uma volta na universidade e um fato no Cardoso da Saudade.

Quanto à imagem era preciso mudar a aragem. E é para já. Fica então proibido palitar os dentes de cima e os de baixo – exceptuam-se os que estão a abanar – arranhar o couro cabeludo, coçar todo o tipo de olho, franzir o sobrolho nas horas de expediente, cheirar o sovaco próprio ou do cliente em espaços com menos de 30 m2, fazer rodinhas de fumo, oferecer enchidos e outras peças fálicas sem estarem devidamente embaladas e analisadas, bem como comer à tripa forra ou a modinho tudo o que levar sangue além de vinho.

É necessário implementar novas áreas de estudo e de formação. O primeiro objectivo é controlar a comichão. De seguida, teremos de ensinar os jovens a não cuspir para o chão, para o ar ou para o lado e muito menos em andamento. Finalmente, e esta é a medida mais urgente para diminuir drasticamente os acidentes, vamos acabar com a aceleração geral que atravessa as estradas de Portugal, tornando obrigatório andar no conservatório para realizar estudos musicais e aprender a buzinar como deve ser.

Cremos ter chegado agora ao aspecto central da nossa comunicação. Quando é que os efeitos desta autêntica revolução no panorama da educação se vão começar a notar?

É verdade que temos muito boa educação na Constituição, no aperto de mão, quando acorremos a um irmão ou saudamos a procissão, se contestamos a perseguição e criticamos a delação. Também é verdade que me seria muito grato prometer-vos a solução disto tudo para antes do Entrudo. Mas infelizmente deverei ficar por aqui, deixando a resposta para uma outra ocasião; mesmo a terminar e antes de vos saudar, lamento informar que a solução para o problema da educação nunca fez parte desta lição que não pretendeu fazer mais lei do que uma fatia de bolo-rei.

In Vila Nova

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Lista Provisória do Concurso de Afetação dos docentes dos Quadros de Zona Pedagógica – 2022/23 | RAM

 

Lista Provisória do Concurso de Afetação dos docentes dos Quadros de Zona Pedagógica para selecção e recrutamento do pessoal docente da educação, dos ensinos básico e secundário e do pessoal docente especializado em educação ensino especial da Região Autónoma da Madeira, para o ano escolar de 2022/23.

Listas do concurso:

– Lista ordenada provisória de candidatos admitidos – 2022/07/04:

https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListaProvAdmitidosAfetacao_20220704.pdf?ver=2021-06-29-145248-487

– Formulário de reclamação;

Os candidatos dispõem do prazo de cinco dias úteis para reclamar (ficheiro em anexo), a partir do dia seguinte ao da publicitação das listas, para verificarem todos os elementos constantes das mesma, ou seja , de 5 de julho ao dia 11 de julho de 2022, enviando a respectiva reclamação através do seguinte e-mail: [email protected]

Relembramos que a Lista Definitiva e de Colocação está prevista para o dia 12 de agosto de 2022.

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Faltam professores, não faltam vagas para professores

 

No dia após o anúncio de não um, mas dois aeroportos, por parte do ministro Pedro Nuno Santos, pergunto-me que prioridades têm os governantes para o país. Para a educação e saúde, nunca há dinheiro; para tudo o resto, arranja-se sempre.

 

Faltam professores, não faltam vagas para professores

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Polígrafo: Sim, Costa condicionou recuperação do tempo de serviço dos professores às obras do IP3 que ainda não foram concluídas

Palavras para quê…

Sim, Costa condicionou recuperação do tempo de serviço dos professores às obras do IP3 que ainda não foram concluídas – Polígrafo

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Mais Uma Penalização, Ou Não, Para Quem é QA e Não Pode Concorrer à MPD

Os docentes QA/QE que se candidataram à Mobilidade Por Doença em 2021/2022 e agora por força do condicionalismo de não poderem concorrer para escolas a menos de 20km da sua escola de provimento terão um problema em 2022/2023, ou não.

Estes docentes, para além de estarem impedido de concorrer para essas escolas terão de regressar às suas escolas de provimento. No entanto, um docente impedido de concorrer à MPD em 2022/2023 só ficará na sua escola se houver componente letiva para si e não pode tirar o lugar a um docente que tenha ficado em Mobilidade Interna no ano letivo passado, visto que a colocação na Mobilidade Interna vigora até ao concurso interno seguinte, enquanto existir lugar.

Assim, pode ser um problema para este docente não ter componente letiva na sua escola e estar obrigado a concorrer à Mobilidade Interna. Por outro lado esta pode ser uma vantagem, visto que este docente QA/QE concorre em 1.ª prioridade na Mobilidade Interna e terá mais possibilidade de obter colocação numa escola da sua preferência.

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Baby P – João André Costa

 

Deixar enfermagem e regressar ao ensino não foi apenas uma fuga para a frente mas também o fugir da morte e sofrimento inerentes à saúde.
Convenhamos, uma escola não é um hospital e, por conseguinte, na escola não se morre.
Aliás, na escola em Portugal pode acontecer de tudo e mais alguma coisa, e acontece, mas não se morre.
Ou assim pensava na minha inocência.
Chegar a Inglaterra em 2007 foi chegar a uma nação a lidar com a recente morte de “baby P”, de seu nome Peter Connelly.
Peter morrera em Haringey, Londres, aos 17 meses de idade vítima de 8 meses de agressões contínuas às mãos da sua mãe, do seu parceiro e do irmão deste.
Apesar de repetidas hospitalizações e da intervenção dos serviços sociais, a não partilha de informações entre as várias entidades levou sempre ao retorno de Peter para a mãe que em última instância lhe causaria a morte.
A perda inadmissível de Peter Connelly levou à criação de várias comissões de inquérito com a demissão final da chefia dos serviços sociais de Haringey.
E se a condenação e encarceramento dos agressores foi igualmente célere, nada do que façamos trará Peter de volta.
Diante do luto irreparável, restou-nos a aprendizagem e como professores temos uma posição privilegiada através do contacto diário com as crianças que são os nossos alunos.
Conclusão: na escola também se morre e a realidade em Portugal está infelizmente bem presente depois da morte da pequena Jéssica, vítima inocente num mundo onde a miséria e a ignorância estão cada vez mais presentes.
E sim, é preciso sublinhar: numa sociedade construída em função de relações de poder, as crianças estão ainda mais vulneráveis, nunca sendo demais apelar aos professores para a importância do seu papel como cuidadores e protectores, tantas vezes a última linha antes que seja tarde.
Sim, dependemos todos uns dos outros e nunca como agora foi tão importante a partilha de informações em tudo o que à criança diz respeito.
Se o aluno chega à escola com uma nódoa negra é preciso perceber porquê. Se o aluno está retraído, triste e reticente, é preciso perceber porquê. Se o aluno não vem à escola é preciso perceber porquê. O aluno tem fome? E os cuidados de higiene? O aluno tem roupa adequada para se vestir? Os pais têm emprego? Qual o agregado familiar e qual a história da família? Quais as companhias do aluno dentro e fora da escola? Há bullying online? Quão activo está o aluno nas redes e qual a sua pegada digital?
É preciso perguntar, telefonar, falar com o aluno individualmente, falar com os amigos, ligar para casa se não há um perigo imediato para a criança e fazer a ponte com a polícia e os serviços sociais sempre que preciso.
Porque somos todos responsáveis pelo bem-estar dos nossos alunos. Porque antes do “baby P” já Victoria Climbié havia perdido a vida aos 8 anos às mãos da sua tia diante da inoperância das autoridades e depois de “baby P” ainda assistimos à perda de Tia Sharp aos 12 anos de idade, vítima de repetidos abusos sexuais e físicos da parte do parceiro da avó.
E reclamar por mais apoios sociais agora que tempos (ainda mais) difíceis se adivinham e quem fica a perder é sempre quem menos tem e menos pode.
E reclamar, ainda mais, por mais apoio para a escola pública quando a prevenção é sempre preferível agora que os resultados estão à vista de todos.

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41 mil horas extras de estudo

Professores asseguraram um total de 36.397 tempos suplementares, e os técnicos 5.388.

O agradecimento por esta dedicação  foi o mesmo de sempre…

Plano pós-pandemia das escolas envolveu 41 mil horas extras de estudo


O Plano 21/23 Escola+, para recuperação das aprendizagens perdidas durante a pandemia de Covid-19, significou 41 785 horas suplementares de estudo nas diversas ações implementadas pelas escolas desde 2021. De acordo com o segundo relatório de monitorização do plano, 36 397 tempos suplementares foram garantidos por professores e 5388 por técnicos.

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5 ideias singelas para a avaliação e mudança das CPCJ – Luís S. Braga

5 ideias singelas para a avaliação e mudança das CPCJ.:

1. Mudar a lei no capítulo que obriga ao consentimento dos pais para intervenção das CPCJ. Faz sentido pedir consentimento a quem suscita dúvidas sobre o cumprimento dos seus deveres? Porventura, o fisco pede consentimento ao contribuinte para auditar contas?

2. Criar critérios mais objetivos para escolha dos membros das Comissões (na educação, por exemplo, talvez as CPCJ não devam ser alternativa à mobilidade por doença, como ainda há dias aconteceu numa próxima de mim e sei que acontece em muitas).

3. Mudar o lugar das CPCJ no contexto da administração pública. Em vez de um organismo com lugar confuso e estatuto difuso (baseado no lirismo da “parceria” e outras ideias poéticas e pouco operativas) criar um instituto público nacional autónomo com recursos e meios (o serviço de proteção de crianças e jovens). A regionalizar quando essa reforma chegar. A base municipal, de parceria e comunidade são ideias giras mas não estão a funcionar.

4. Desmunicipalizar as comissões e integrar processos, com informática a sério e numa gestão baseada no acompanhamento em qualquer ponto do território, evitando as falhas de quando há mudanças entre concelhos.

5. Dar poder mais coativo às comissões, recuperando para o seu presidente o conceito de magistrado administrativo. Ou criando mecanismos mais eficazes de coordenação de ação com os tribunais (as comissões têm de ser contactáveis 24 horas e não só no horário de uma secretaria e a chegada das quaetoes ao tribunal tem ser à velocidade dos casos juidicias em que há arguido preso).

Escusado será dizer que estas opiniões dum parolo de Viana, mesmo com 25 anos de experiência, nunca passarão de um lamento numa rede social.

Os “parceiros” instalados das comissões, em que “bom clima de parceria” é mais importante que a dialética, que faz mudar, ainda dirão que isto tudo é reaccionário.

 

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Taxas de retenção e de abandono no ensino básico voltam a níveis anteriores à pandemia

Depois da queda a pique em 2019/20, indicadores sobem pela primeira vez em oito anos. O 12.º ano é o único em que há uma diminuição dos “chumbos”, resultado das regras dos exames.

Taxas de retenção e de abandono no ensino básico voltam a níveis anteriores à pandemia

As taxas de retenção e abandono subiram em todos os níveis de ensino, à excepção do 12.º ano, em 2020/21. É a primeira vez em oito anos que estes valores sobem, mas a percentagem de alunos que não concluíram o ano está em linha com o que verificava antes da pandemia de covid-19 e consegue manter a tendência positiva que vinha de trás.

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Educação: Processo Errático em Curso…

 (Por favor, não perturbar, que planear erros dá muito trabalho e exige concentração)

 Como se de um filme surrealista se tratasse, repleto de cenas nonsense, os “bem iluminados”, patrocinados pelo Ministério da Educação, continuarão a atulhar as escolas com projectos e programas irrealistas e artificiais, concebidos à luz de enquadramentos teóricos impossíveis de concretizar nas condições existentes e com efeitos práticos muito questionáveis e duvidosos…

A auto-flagelação, os episódios folclóricos e a demagogia na Educação parecem agigantar-se…

A camarilha de bajuladores do regime, incapaz de contrariar qualquer ordem ou decisão emanada pelos doutos superiores, por mais absurda ou insensata que a mesma seja, parece acreditar piamente nas políticas educativas dos seus idolatrados…

Ou, então, genuinamente não acredita e o seu seguidismo limita-se a adular qualquer um que lhe possa ser útil, com o objectivo de poder obter vantagens, benefícios ou reconhecimentos…

 Pelos efeitos que já se fazem sentir, prevê-se um Ano Lectivo de 2022/2023 verdadeiramente esquizofrénico, insano e delirante…

Os prodigiosos exercícios de imaginação e de criatividade, de quem não conhece a realidade, nem faz a menor ideia do que é o dia-a-dia numa escola, já estão bem presentes e parece que vieram para perdurar…

Teremos, certamente, as escolas a funcionar à imagem do País:

País, onde o 1º Ministro, aparentemente desconhecedor das intenções e dos propósitos dos seus protegidos, demite um Ministro e, passadas poucas horas, revoga essa decisão, com uma enorme desfaçatez, apresentando argumentos pueris e esfarrapados para justificar a readmissão do Titular da Pasta das Infraestruturas e Habitação.

E tudo isso com uma maioria absoluta na Assembleia da República e sem os entraves inultrapassáveis de eventuais pressões políticas por parte da Oposição;

– País, onde o Ministro readmitido convoca uma Conferência de Imprensa, prestando-se ao papel de “l´enfant terrible”, muito arrependido dos actos que praticou, penitenciando-se publicamente pelos mesmos, de uma forma patética e risível;

– País, onde um ex-Primeiro Ministro, acusado de graves crimes económico-financeiros, sempre muito petulante e ufano, continua a passear-se impunemente por aí, aparecendo frequentemente na Comunicação Social a vitimizar-se, a destilar veneno contra todos aqueles que “não vão na sua cantiga” e a proferir ameaças contra tudo e contra todos, com o maior dos desplantes.

Ex-Primeiro Ministro, esse, que se afirma como inocente e vítima de uma conspiração, como se fosse um “mártir” do Ministério Público, mas que faz uso de todos os expedientes legais, na tentativa desesperada de adiar o mais possível a sua ida a Julgamento.

Os contribuintes, esses, continuarão, ainda, por muitos anos, a pagar todos os seus desvarios governativos e que conduziram à bancarrota do País, enquanto ele parece continuar a viver faustosamente, sem qualquer limitação económica;

– País, onde grande parte das directrizes emanadas pelo Ministério da Educação parecem pautar-se pelo desnorte e/ou pela incompetência, lamentavelmente, com consequências tangíveis e prejudiciais para muitos, desde os profissionais de Educação até aos Alunos;

– País, onde a Saúde, a Educação e a Justiça parecem estar prestes a ser implodidas pela própria Tutela;

– País, dominado pelos apparatchiks, disseminados por todo o lado, sempre muito submissos, acríticos e prontos para qualquer frete político…

Em resumo, País onde os “maus comportamentos” costumam ser premiados e recompensados e onde alguns agem com o sentimento de total impunidade, parecendo que tudo podem, como se fossem intocáveis ou estivessem acima de qualquer crítica, suspeita ou sanção…

Perante cidadãos submissos, silenciosos e muito tolerantes face ao Poder Político, o conceito de Ética tende a tornar-se muito flexível, difuso e relativo, dependente daquilo que possa dar mais jeito num determinado momento… 

A Ética, enquanto código de conduta, não pode ser isso, por não poder sujeitar-se à manipulação, nem às interpretações subjectivas…

E tudo o anterior acabará também por ter reflexo em muitas escolas…

O próximo Ano Lectivo promete muitas operações de cosmética, muita ficção científica e adereços cinematográficos, com destaque previsível para abundantes e variados efeitos especiais…

Obviamente, acompanhados pelo dispêndio de muitas horas de trabalho insano e infrutífero…

Nas escolas não é possível esquecer os erros do passado, pois que se tropeça nas suas consequências todos os dias, mas, e por absurdo que possa parecer, já se começaram a planear os erros do futuro…

O presente ano lectivo ainda não está concluído, mas nas escolas já há um novo Processo Errático em Curso… E a naupatia agrava-se com a preparação do próximo ano…

(Matilde)

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A radiografia do setor da Educação

O setor da Educação é um dos que foram mais afetados pelos impactos das medidas tomadas na pandemia. Entre confinamentos e isolamentos, fechos de escolas e ensino a distância, há uma geração de crianças e jovens fortemente penalizada no seu percurso educativo. Mas, importa começar por perguntar, qual é que é a medida deste prejuízo?

A radiografia

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Ensino obrigatório dos 0 aos 3 anos chumbado

Os projetos de lei e de resolução de alteração da lei de bases do sistema educativo, pela inclusão no ensino obrigatório das crianças entre os zero e os 3 anos, debatidos na Assembleia da República, foram todos chumbados.

Crianças dos 0 aos 3 anos no ensino obrigatório. Projetos chumbados na AR

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Educação inclusiva é uma reforma estrutural da educação

Educação inclusiva é uma reforma estrutural da educação

Para João Costa, esta mudança faz com que todos os alunos tenham «um lugar na sala de aula», sendo o currículo o principal instrumento para a inclusão:
«Cada um de nós tem capacidade para aprender. Nenhum de nós tem o direito de dizer que alguns de nós não aprendem», afirmou.
O Ministro disse que esta mudança trouxe também vantagens para os alunos que não estão identificados como tendo necessidades especificas e que passaram a crescer e ter contacto com os outros. Disse ainda que, dentro de alguns anos, será preciso fazer uma avaliação do que está a acontecer no terreno.

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Projeto de Calendário Escolar 2022/2023 e 2023/2024

Porque à data de hoje ainda não foi publicado o Despacho do Calendário Escolar para 2022/2023 e 2023/2024 e porque começa a ser urgente planear o próximo ano letivo deixo aqui a versão que estava em auscultação e que é apenas um projeto.

 

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6.ª Feira

6ª Feira – O Meu Quintal

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Plataforma Relevo

 

 

A Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC) disponibiliza em www.relevo.org a RELEVO® – Comunidade Nacional de Boas Práticas Educativas, uma plataforma para disseminação de boas práticas educativas desenvolvidas desde a educação pré-escolar ao ensino secundário, por alunos, professores, diretores, pais e encarregados de educação e demais profissionais de educação e parceiros educativos.

Tendo entre os seus objetivos a criação de comunidades de partilha e de aprendizagem ou o estímulo do intercâmbio de ideias e de experiências inovadoras, a plataforma RELEVO® propõe-se divulgar projetos e atividades nas categorias da solidariedade, inclusão, sustentabilidade, cidadania, empreendedorismo, humanismo, entre outras, consentâneos com os princípios e valores definidos no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.

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Alunos do Primeiro Ciclo não devolvem livros escolares

Foi aprovado o decreto-lei que altera medidas aplicáveis no âmbito da pandemia da doença Covid-19, sendo de destacar:
– criação de um regime excecional que permite que, no ano letivo 2021-2022, os alunos do 1.º ciclo do ensino básico não tenham de devolver os manuais escolares no final do ano letivo, devendo a sua devolução ocorrer no ano letivo seguinte.

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Impossibilidades

Pede a DGAE que se determine a capacidade de acolhimento de docentes em mobilidade por doença, por grupo de recrutamento, até ao dia 8 de julho.

As matrículas dos alunos do 2.º ao 7.º ano decorrem entre os dias 9 e 19 julho.

Pelo que, é impossível determinar com rigor o número de turmas que as escolas poderão ter para 2022/2023 e por conseguinte determinar qualquer necessidade de acolhimento ou até mesmo necessidades permanentes para o próximo ano letivo, até ao fim do prazo das matrículas.

A não ser que seja por aproximação.

 

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Mobilidade de docentes por motivo de doença Determinação da capacidade de acolhimento

Saiu a Nota Informativa sobre a  determinação da capacidade de acolhimento para os docentes em Mobilidade Por Doença (MPD).

1. Determinação da capacidade de acolhimento

1.1 O número de docentes a acolher deve ser calculado com base no total de docentes providos no AE/ENA (QA/QE), valor determinado a partir dos dados apurados no procedimento “Recenseamento 2022”.
1.2. O número total a indicar deve corresponder, no mínimo, a 10% do contingente referido no ponto anterior.
1.3. O número total de docentes a acolher deve ser distribuído e indicado à DGAE por grupo de recrutamento.
1.4. Para a distribuiçãodo número total anteriormente referido, deve ser dada prioridade aos grupos de recrutamento em que exista horário sem titular, completo ou incompleto com pelo menos seis horas de componente letiva, com turma ou grupo de alunos durante o período de lecionação de disciplina ou área curricular não disciplinar.
1.5. Sempre que a capacidade de acolhimento apurada nos termos do número anterior resultar num valor inferior a 10 % da dotação global do quadro de pessoal docente do AE/ENA, o diretor fixa o número de docentes a acolher por grupo de recrutamento, ouvido o conselho pedagógico, até perfazer a referida percentagem, considerando outras necessidades e prioridades no âmbito do Projeto Educativo do AE/ENA.
1.6. Nas situações em que existam horáriossem titular, completos ou incompletos com pelo menos seis horas de componente letiva, em número total superior a 10 % da dotação global do quadro de pessoal docente do AE/ENA, o diretor, ouvido o conselho pedagógico, pode indicar à DGAE, uma capacidade de acolhimento superior a 10 %.

 

2. Limites na determinação da capacidade de acolhimento

2.1. A mobilidade por motivo de doença não pode originar insuficiência ou inexistência de componente letiva dos docentes do quadro do agrupamento de escola ou da escola não agrupada de destino.
2.2. A mobilidade por motivo de doença não pode originar insuficiência ou inexistência de componente letiva dos docentes de Quadro de Zona Pedagógica colocados no âmbito do concurso de Mobilidade Interna 2021/2022 nos termos previstos no artigo 28.o do Decreto-Lei 132/2012, de 27 de junho, na redação em vigor, uma vez que se impõe o respeito pelo disposto no n.o 4 do referido artigo, considerando a regra da continuidade pedagógica.

 

3. Distribuição de serviço

Os docentes colocados ao abrigo do presente Decreto-Lei n.o 41/2022, devem ser considerados na
distribuição de serviço, aquando da determinação das necessidades a declarar no âmbito do
procedimento de preenchimento de necessidades temporárias.

4. Calendarização

Prevê-se a disponibilização da funcionalidade no SIGRHE, pelo período de 4 dias úteis, do dia 05 ao dia
08 de julho de 2022.

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