Tag: Blogosfera

E São Mais 104 Escolas

… que vão contratar diretamente os professores.

Já no final da semana passada via-se algumas mensagens no FB de algumas escolas a congratularem-se por irem assinar contratos de autonomia.

Muitos devem estar radiantes por a partir de agora poderem criar projetos e projetinhos e escolherem os melhores professores amigos para essas modernidades pedagógicas.

 

E Foram 104…

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Por Cristelo

O curioso é que apenas neste concurso chegaram à terceira tranche. Em todos os outros concursos contentaram-se com um candidato da 1ª tranche, mesmo que tivesse sido o único a comparecer à entrevista.

Por Cristelo: O “chumbo” nas entrevistas da Contratação de Escola

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Blogosfera – educar a Educação

Como é que um professor alegadamente do quadro concorre e é seleccionado em Contratação de Escola?

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Blogosfera – Incluso

Deixo parte do post do João Adelino Santos que deve retratar um pouco o que se passa no grupo 910 na validação de horários por parte da DGEstE para este grupo de recrutamento.

 

A educação especial no seu esplendor

 

 

Ontem, já tarde, fui informado pela direção do agrupamento que a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, Direção de Serviços da Região Centro, não tinha validado o pedido de três docentes de educação especial, reforçando que o agrupamento só poderia contar com os três professores do quadro. O agrupamento, nos últimos quatro anos letivos, contou com seis (6) docentes de educação especial do grupo de recrutamento 910. O número de alunos com necessidades educativas especiais previstos para o próximo ano letivo é de quarenta e cinco (45), estando na média dos últimos anos, com a seguinte distribuição: quatro (4) na educação pré-escolar; seis (6) no 1.º ciclo do ensino básico; sete (7) no 2.º ciclo do ensino básico; vinte (20) no 3.º ciclo do ensino básico; oito (8) no ensino secundário.

Estes alunos frequentam seis (6) estruturas educativas dispersas geograficamente pelo concelho: uma escola secundária com 9.º ano de escolaridade; uma escola básica com 2.º e 3.º ciclos do ensino básico; duas escolas com pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico; duas escolas do 1.º ciclo do ensino básico. Dez (10) alunos beneficiam da medida educativa de currículo específico individual, encontrando-se a frequentar turmas do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário.

 

Em conclusão, estamos perante uma inclusão exclusiva, no verdadeiro sentido de excluir!

 

Nota: No agrupamento vizinho, dos seis (6) horários requeridos para a educação especial foram atribuídos 2 (dois).

Existem mais situações semelhantes a estas?

 

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Blogosfera – Educar a Educação

O Nuno Domingues já fez a contabilização dos docentes sem componente letiva por grupo de recrutamento, que eu ainda não tive tempo de fazer por estar num compromisso inadiável.

Ficam aqui os dados do Nuno até eu concluir o trabalho. Depois faço os quadros habituais dos DACL por grupo de recrutamento e QZP.

O que se assiste este ano é uma harmonização do número de horários zero entre vários grupos onde deixa de ser o Pré-escolar, o 1º Ciclo, o 240 e o 530 a terem a quase totalidade dos docentes sem componente letiva

 

Horários zero por grupo de recrutamento

 
Com os dados do Nuno elaborei uma tabela com a evolução dos não colocados desde 2011.
 
DACL 2011-2013

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Na Blogosfera, Sobre a Prova de Acesso

Prova de acesso à profissão para quem já dá aulas poderá violar Directiva Comunitária

 

 

image

A Directiva 1999/70/CE do Conselho, de 28 de Junho de 1999 (a mesma que impulsionou a Vinculação Extraordinária) tem como um dos objectivos “Melhorar a qualidade do trabalho sujeito a contrato a termo garantindo a aplicação do princípio da não discriminação”.

Se o MEC quer sujeitar todos os professores contratados à prova de avaliação de conhecimentos, essa prova traduzir-se-á na manutenção ou não do seu emprego. Assim, as condições de emprego serão, mais uma vez, diferenciadas relativamente aos colegas do quadro.  Esta ideia parece chocar de frente com o artigo 4.º da mesma directiva:

“No que diz respeito às condições de emprego,…não poderão os trabalhadores contratados a termo receber tratamento menos favorável do que os trabalhadores permanentes numa situação comparável pelo simples motivo de os primeiros terem um contrato ou uma relação laboral a termo, salvo se razões objectivas justificarem um tratamento diferente”.

 

 

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Do Reconhecimento

Simulador Ad duo para cálculo dos percentis “oficialmente acreditado”

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Blogosfera – ad duo

ADD: No relatório de auto avaliação pode ser considerada formação contínua realizada nos ciclos anteriores?

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ADD – Simulador para Cálculo de Percentis

Mais um excelente trabalho do blogue ad duo aqui.

Pela importância do simulador também o apresento neste post (clicando na imagem) no entanto devem tirar as dúvidas no link indicado em cima.

 

simulador_percentis

 

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Blogosfera – Anabela Magalhães

RGP – EB 2/3 de Amarante

 

Venho do tempo das RGA em que os alunos paravam os liceus para poderem reinvindicar. Participei em várias RGA, no Ano Quente de 75. Pertenço a uma geração reinvindicativa que, espero, não estará à beira da extinção. Ao tempo daquela ministra que agora não nomeio, reeditamos a RG em forma de P, na ESA, que ficou marcada, à época, por um rotundo sucesso em participação de professores descontentes com as políticas educativas levadas a cabo pelos socialistas e que, convém não esquecer, escancararam portas a estas… farinha do mesmo saco, vira o disco e toca o mesmo. A RGP que realizámos ontem na EB 2/3 de Amarante foi decidida em três tempos, ontem mesmo, após o almoço e se melhor a pensámos ainda melhor a passámos à prática. Marcada para depois das 18:20, hora de saída da esmagadora maioria dos professores exauridos da minha escola, pelo menos todas as santas quintas-feiras!, foi realizada e constituiu um espaço de partilha de opiniões para todos os presentes. Foi gratificante sabermos que não, não estamos sós. As decisões daí saídas foram muitas e variadas. A saber:

  • Boicotaremos todos os conselhos de turma com o mínimo de prejuízo para todos.
  • Será constituído um fundo de greve para minorar os prejuízos aos três magníficos que darão o corpo ao manifesto, na minha Escola a partir de 11.
  • Cada um de nós saiu com uma missão importantíssima que é a de informar o máximo de professores que conseguir sobre as formas de luta a encetar proximamente, tentando animar e encorajar os mais desanimados. Todos somos necessários.
  • Com tempo, estámos já a recolher as assinaturas dos bravíssimos que se deslocarão a Lisboa no próximo dia 15 de Junho, cumprindo mais uma jornada de luta.  A manifestação, no meio do calendário de greves, terá de estar à altura da gravidade do ataque do MEC. E estará.
  • Reuniremos mais vezes. Marcaremos as RGP que forem necessárias.
  • A luta continua.
  • Os professores ajudaram a construir a Escola Pública e saberão defendê-la.

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Blogosfera – Correntes

A propósito desta entrevista ao Jornal Público.

 

DOS ESPECIALISTAS NO ACCOUNTABILITY DOS OUTROS

 

 

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Blogosfera – A Educação do Meu Umbigo

Mais um texto do Paulo Guinote a não perder.

191.775 = < 0

 

Calcula o mec que semanalmente há 191.775 horas de redução da componente lectiva dos professores.

O que, se tomarmos com bom o número de pouco mais de 100.000 professores nos quadros (os únicos com direito a redução), significa algo perto das 2 horas/aulas semanais de redução média (ou seja, cerca de 9% se contabilizarmos as 22 horas anteriormente consideradas como horário completo).

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Blogosfera – A Educação do Meu Umbigo

Mais uma desmontagem dos gráficos de Marques Mendes.

 

Porque Mentes, Mendes? – Versão 2.1

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Blogosfera – Educar em Portugal

A insustentável leveza da democracia – uma crónica das causas profundas do sofrimento do nosso povo

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Blogosfera – ad duo

Já em tempos recebi um mail de um docente que fruto de uma decisão do tribunal conseguiu redução da componente letiva ao abrigo do artigo 79º enquanto contratado, hoje o blogue ad duo faz um post sobre o tema.

A ler.

Pode o art.º 79.º do ECD aplicar-se aos professores contratados?

 

Sim.

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Blogosfera – A Educação do Meu Umbigo

… para debate também aqui.

É uma tema perigoso eu sei, mas nada como ouvir diversas opiniões para não sermos apanhados desprevenidos.

 

Carga Horária, Componente Lectiva

 

 

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Blogosfera – Visto da Provincia (Sobre o IEFP)

Pelas falta de um aviso de abertura sério e pelos relatos que me chegam sobre a anulação de entrevistas aos docentes com contrato com o MEC e aos docentes que sendo do quadro não se encontram sem componente lectiva viola muitos dos artigos do próprio aviso de abertura que por sua vez também colidem com outras informações dadas nas FAQ.

Ainda havia tempo de repor tudo isto num concurso sério.

Opinião de Luís Braga sobre este concurso e que eu já considero como um dos piores concursos que a administração pública já teve.

Concurso do IEFP – A Constituição não estará suspensa mas até parece….

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Blogosfera – Educar Portugal

AFINAL FOI HOJE O FIM DO MUNDO! (PARA OS CONTRATADOS): 600 vagas ofensivas para os milhares que andam nisto há 15-20 anos a contrato. Agora só em tribunal é que é possível garantir a estabilidade. O governo que se cuide!

 

Uma afronta contra os professores foi arrotada pelo Ministro da Educação (?)  à saída do Conselho de Ministros. Não vou dizer muito mais porque pouco vai adiantar. Mas uma coisa é certa, aqueles contratados que forem para tribunal terão garantida a sua e só a sua integração na carreira. Os que não forem ficarão a ver navios.  Este é o único caminho possível, já não há outro!

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Blogosfera – ad duo

Guião ADD

 

A ler com toda a atenção mais este excelente trabalho do Nuno e do Abel do blogue adduo.

Neste guião foi incorporada uma tabela mais simples para perceber o ponto em que cada docente se encontra para efetuar o pedido de observação de aulas.

 

É, ainda um documento em atualização, uma vez que só está abordado a questão principal – operacionalização da ADD no que diz respeito à observação de aula (oa), conclusão do processo de avaliação (cpa) e a nota informativa da DGAE (ni). Abordámos, ainda, a questão relativa à bolsa de avaliadores externos (BAE), para além da inevitável questão da progressão docente, já que é a condição base para identificar os anos escolares para observação de aulas e de conclusão do processo de avaliação.
 
Tratou-se de um documento muito trabalhoso. Julgamos que dá para ter essa perceção. Basta ver as implicações que estão identificadas e que resultam de quatro ECD’s em cinco anos e de três modelos de ADD em quatro anos.
 
Parece-nos, que este guião é um bom instrumento de trabalho e eventualmente, um ponto de partida para que o MEC possa emitir os necessários esclarecimentos.

 

 

Guião da ADD em pdf

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Blogosfera – ad duo

ADD: Nota Informativa e operacionalização da Observação de Aulas e Conclusão do Processo de Avaliação

 

O blog adduo apresenta um quadro para sabermos exatamente a posição em que nos encontramos relativamente à necessidade ou não do pedido de observação de aulas.

Para perceberem a posição em que se encontram (docentes de carreira apenas), contabilizem os dias de serviço para efeitos de carreira que decorreram desde a vossa última mudança de escalão até 31/08/2012 através do registo biográfico, ou então contabilizem todo o tempo de serviço desde a data efetiva da última mudança de escalão onde têm de descontar 854 dias referentes ao congelamento de carreira entre 30 de Agosto de 2005 e 31 de Dezembro de 2007 e 609 dias referentes ao congelamento entre 1 de janeiro de 2011 e 31 de agosto de 2012, ou seja um total de 1463 dias de serviço (curioso que só agora me apercebi que este tempo é precisamente o tempo necessário para uma mudança de escalão em quase todos os escalões, sobrando 3 dias que se acrescem mais 95 dias até ao dia de hoje).

Quem se enquadrar no amarelo, azul ou vermelho pode fazer contas, os outros farão se as quiserem.

Boas contas.

 

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Gestão Administrativa

… das colocações no início do ano letivo.

Isto porque se duplicaram as colocações um pouco por todo o lado e depois para a asneira ser remediada dá neste género de situações.

 

Atribuição de horários a professores contratados – Na primeira pessoa

 

Enquanto aguardo resposta por parte de instância superior, aqui vos deixo uma resumida cronologia dos factos:
 
31/08/2012 – Fui colocado na escola X com horário incompleto, onde também ficou um horário completo, para o mesmo grupo de recrutamento, por atribuir;
13/09/2012 – Sai a primeira Reserva de Recrutamento e o horário completo por atribuir não foi a concurso;
17/09/2012 – O meu horário foi completado. O então horário completo passa a incompleto e teria de ir a concurso;
20/09/2012 – Colocação administrativa, com horário completo, de outra colega contratada para o mesmo grupo de recrutamento;
21/09/2012 – O meu horário volta a ficar incompleto alegadamente para ser possível atribuir horário completo a outra colega também contratada colocada depois de mim 20 dias!

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Blogosfera – A Educação do Meu Umbigo

Vamos Falar De Cenários? – 1

 

 

Ontem foram (re)fundidos e (re)disponibilizados três cenários sobre a privatização da Educação e do orçamento do MEC para os Ensinos Básico e Secundário que se conhecem há muito tempo: cheque-ensino, alargamento da rede dos contratos de associação e introdução de equipas de gestão privada nas escolas públicas.

Algo que faz(ia) parte do programa liberal de Passos Coelho e deste PSD para a área da Educação e que, na falta de uma revisão constitucional para apagar umas alíneas e refrasear outras, tinha em estado em banho-maria, à espera dos efeitos de outras iniciativas que aplainassem o terreno.

Só que as coisas não correram pelo melhor… os estudos não concluíram o que era suposto concluírem e alguns convidados estrangeiros que cá vieram não disseram, nem escreveram, exactamente o que se esperava que dissessem e escrevessem.

Então foi preciso refundar a estratégia.

O timing e o modus operandi (ena pá tantos termos estrangeiros!) foram particularmente transparentes, porque os seus mentores estão muito perto dos truques e das estratégias de conspiração das jotas e dos blogues, mas muito afastados de uma qualquer sofisticação intelectual.

Então… o Pedro foi dar uma entrevista à TVI na qualidade de PM (e não de líder do PSD ou de amigo dos amigos) e aflorou um assunto, encenando uma inexistente brecha constitucional para proceder à desejada reafectação dos recursos financeiros do Estado e do orçamento do MEC, para dar um empurrão à coisa.

Arranjaram-se uns dossiês, como outrora se fazia no tempo do engenheiro, conseguiram-se umas âncoras comunicacionais e um constitucionalista que ora diz que isto é, ora que não é (veja-se a posição flutuante do dito sobre os cortes salariais). E avançou-se para uma realidade virtual… o pagamento de propinas em anos de escolaridade obrigatória…

Que se sabe serem impossíveis de concretizar no quadro moral (não falo sequer legal) existente entre pessoas de bem que não obrigam alguém a fazer uma coisa, sem alternativa, e a pagá-la.

E aparece este ou aquele representante dos privados a dizer que sim, que não foram ouvidos, mas estão todos escancarados, desculpem, disponíveis para discutir aquilo que nas sombras andavam há mais de um ano a pedir para que acontecesse (sim, meu caro RQM, a coisa foi demasiado óbvia por parte da AEEP).

O objectivo é simples e o truque não muito elaborado: encenam-se propinas mas depois diz-se que se dá um cheque-ensino nesse valor às famílias… em especial para o Ensino Secundário e finge-se que isso mantém tudo gratuito e que há um co-pagamento pelas famílias.

Ahhhh… e diz-se que podem escolher a escola que quiserem, pública ou privada, porque já pagaram o valor da propina que se baseia num tal custo médio e etc. E as escolas privadas passam a apostar mais no Secundário que é o que apresenta encargos mais elevados por aluno e é nesse nível de ensino que se faz pressão para os alunos saírem das escolas públicas. Elementar, meus caros.

A verdade é que apenas se pretende fazer um curto-circuito na redistribuição dos recursos financeiros e redireccioná-los para os tais grupos de interesses que conseguiram colocar em lugares-chave (gabinetes ministeriais, assessorias de grupos parlamentares) alguns dos seus elementos mais jovens, activos e aguerridos, responsáveis pela produção de alguns materiais de deformação (não confundir com informação) sobre o assunto.

Não pensem que estou a efabular… assisti a um ou dois casos em directo de quem tem um pé em dois lados, um deles mais encoberto, fazendo-se passar por especialista.

O mesmo para as tentativas de sedução particular…

Não é bonito, mas os fins que almejam (o dinheiro dos contribuintes que consideram estar mal empregado no pagamento a professores acima dos 1000 euros) justificam os meios (uma razoável desonestidade intelectual e académica).

Pelo caminho, há gente mais velha que alinha, na esperança de que o seu trajecto mude (será interessante analisar de onde aparecem certas figuras e onde eventualmente acabarão por poisar), enquanto há quem fique entre a sedução de ideias que já lhes agradaram e o receio do que será a sua prática por estes liberais de aviário que agora brotam atrás de cada ministro. É caso de antigos ministros ou mesmo secretários de Estado.

E foi colaborando, por acção ou omissão, na desmoralização da rede pública de ensino.

Claro que há quem tenha como função desmontar isto a tempo e horas e que tenha, pelo menos em teoria, os meios para o fazer, mas a Fenprof está demasiada enleada com a estratégia unitária arménia e o congresso do PC, enquanto a FNE foi mantida debaixo de controlo com a cenoura da vinculação extraordinária e agora chega tarde à área vocal da contestação.

No meio disto, restam os maus da fita… os professores, que são caros em média para os interesses económicos que querem lançar mão sobre a Educação. E que são o objecto principal e quase exclusivo do corte às chamadas gorduras. A estratégia é agora dizer que 85% dos encargos na Educação são com pessoal (mesmo se o orçamento do MEC aponta para menos de 70%) e que os cortes devem ser feitos aí… basta ler a imprensa de hoje, nas pequenas notas inseridas aqui e ali. O outro objecto de poupanças são os alunos, por vergonhoso que seja, pois nada disto é feito a pensar neles. NADA.

No cenário 2… explicarei dentro das minhas possibilidades como se articulam os contratempos com os custos médios por aluno, a cobiça dos interesses privados e as estratégias que o Governo e o MEC vão desenvolvendo para embaratecer os custos de funcionamento das escolas para as tornar mais atractivas para os gestores da mediocridade alheia.

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Como complemento a este post, deve ser lida a mini-entrevista a Ramiro Marques no DN de hoje onde é exposta a estratégia subjacente a estas medidas, que incluem um maior papel da Igreja Católica na privatização do ensino, a entrega das escolas com piores resultados à gestão privada e a dispensa dos professores considerados excedentários, após um “período de adaptação” (ao desemprego). Adoro ex-esquerdistas quando chegam ao poder.

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Blogosfera – Ensino Básico

Clubes e Cursos do Projeto Ensino Básico

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Blogosfera – Educar Portugal

Porque entendo que se deve ouvir pela importância do cargo que ocupa – CARTA DE MÁRIO NOGUEIRA, PROFESSOR

 

DO QUE DISSE MÁRIO NOGUEIRA, PROFESSOR – DEVER DE RESPOSTA!

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Blogosfera – ad duo

As contradições nos diplomas da ADD

 

A ADD III está em curso e para não variar, problemas que ocorreram nos processos anteriores continuam a ocorrer ou simplesmente, contradições que ainda não foram admitidas.
 
Apresentaremos esta primeira abordagem relativa ao processo, deixando para um outro post a questão da Observação de Aulas e a sua operacionalização.
 

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Blogosfera – A Educação do meu Umbigo

Um Ano Depois Voltaram A Enganar-Se? A Sério???

 

Voltam a aparecer os subsídios de férias e Natal no Orçamento da Assembleia na República. Vamos lá a ver… o OE ainda não foi aprovado mas… não sabem que não será assim?

Depois a coisa desperta discussão, dizem que foi engano e que eu deveria retirar o post, para além de muita irritação dos dois lados, incluindo senhores deputados.

Então, para que inscreveram a verba?

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Blogosfera – Educar Portugal

CARTA A MÁRIO NOGUEIRA – CONFIDENCIAL!

 
15/11/2012

 

ASSUNTO: SÉRIO

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Blogosfera – Educar Portugal

Sem vagas à vista, quem assinar um acordo está a trair os professores – obviamente aquela organização sindical que o fizer pagará caro por isso!

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Blogosfera – Educar Portugal

GASPAR E O PREÇO DE UMA NÃO VINCULAÇÃO – Serenamente, aguardamos o final das “negociações” para avançarmos para os tribunais!

 

Se o processo não for no sentido de um candidato uma vaga, cada professor contratado há mais de 4 anos vai ter uma excelente oportunidade para reclamar tanto nos tribunais nacionais como no Tribunal de Justiça da UE, exigindo uma indemnização por cada ano que se manteve a contrato após Julho de 2001, momento em que a Diretiva 70/1999/CE, devia ter sido implementada em Portugal.
As hipóteses de sucesso são de 100%, pois a UE terá mão pesada com uma multa de muitos milhões ao Estado Português pela não aplicação desta diretiva que Portugal subscreveu em 1999. Por outro lado, o processo indemnizatório ficará muito caro ao Estado, pois veja-se só a quantidade de professores contratados com mais de dez anos de serviço (cerca de dez mil), dos quais uns bons milhares chegam a estar com cerca de vinte anos de serviço docente. Claro, há que acrescentar ainda todos aqueles professores que apresentam um tempo de serviço entre cinco e dez anos e que são, no mínimo, outros tantos.

Tal como já o fiz junto das instâncias europeias, o pedido de indemnização será nos seguintes moldes:

– por cada ano de serviço prestado desde Julho de 2001, salvaguardando o tempo correspondente aos congelamentos de carreiras, os professores contratados deverão ser indemnizados no valor a que teriam direito ao longo da sua normal progressão na carreira, se tivessem ingressado nos quadros no momento em que perfizeram quatro anos a contrato, respeitando o que está  estabelecido na Diretiva 70/1999/CE.

Isto vai sair muito caro ao Estado!
Será este o preço de uma não vinculação, mesmo que a haja só para alguns candidatos!

Estará Gaspar disponível  para arriscar?!

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Blogosfera – Educar Portugal

A culpa! – Auto-santificação dos diretores responsáveis por colocações à margem das regras de transparência

 

 

Um manifesto de auto-vitimização por se ter efetuado concursos de Contratação de Escola de uma  certa forma, facultando o acesso ao emprego público a determinadas pessoas que de outro modo ficariam de fora, justamente de fora, pois candidatos melhor graduados ficariam nesses lugares, trouxe à praça pública estes atores, num contra-ataque que revela o desespero de quem se vê em maus lençóis depois de ter tomado decisões erradas à luz de uma filosofia do quero posso e mando. Esqueceram-se estes diretores que no país há um conjunto de leis que ao serem despoletadas, reivindicando justeza nas colocações os poderiam relegar para um patamar de terem de pagar pela asneira. Esqueceram-se que hoje em dia os candidatos estão muito mais alerta, muito mais esclarecidos para avançarem com ações a favor da reposição da verdade, que inevitavelmente deixa mal colocados aqueles que ousam avançar com procedimentos concursais à medida.
 

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Blogosfera – Educar Portugal

O MEDO CONVENIENTE DO PCP: De que é que o PCP tem medo?! – Resposta a um pedido de declaração de inconstitucionalidade da manutenção dos professores contratados a contrato por 10, 15, 20 anos

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Uma Outra Proposta para a Vinculação Extraordinária

… desta vez eleborada pelo autor da petição ao parlamento europeu, Jorge Costa.

Para ser realista não consigo encontrar solução para que a cada candidato com 6 anos de serviço fosse encontrada uma vaga para esse docente trabalhar com componente letiva. No que respeita aos docentes com mais de 3600 dias acho que já poderia ser seguido esse objetivo, nem que para isso existisse alguma reconversão profissional de grupos de recrutamento mais excedentários, ou uma adaptação curricular aos recursos humanos do sistema.

 

UM CANDIDATO, UMA VAGA – SÓ ASSIM SERÁ UM CONCURSO EXTRAORDINÁRIO DE VINCULAÇÃO !

 

 

Foi apresentada às organizações sindicais a primeira proposta de vinculação extraordinária. Três pontos a reter:
– 3600 dias de serviço docente;
– um ano de serviço nos últimos três;
– Vagas ainda não definidas.
O ponto crítico: vagas a abrir?
Ou se abre um número de vagas igual ao número de candidatos para depois se fazer a distribuição por escolas ou este concurso deixará de fora, imagine-se, professores que chegam a ter 20 anos de serviço!!!
Outro aspeto a trabalhar é o requisito de tempo de serviço mínimo. Deve-se permitir que candidatos com mais de seis anos de serviço acedam a este concurso extraordinário, respeitando o estabelecido no Código Laboral, que diz que os contratos a prazo podem chegar extraordinariamente aos seis anos. Portanto, é lógico que este deverá ser o patamar deste concurso extraordinário, independentemente de salvaguardar no concurso ordinário do próximo ano o acesso aos candidatos com mais de três anos a vagas acrescidas a disponibilizar para concurso.
Mas agora, neste concurso extraordinário, a exigência deve ser, ninguém que a ele aceda poderá ficar de fora. Um candidato deve corresponder a uma vaga. Nem mais, nem menos!

 

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Blogosfera – pé-ante-pé

A Equidade e o orçamento do estado para 2013

 

“Equidade consiste na adaptação da regra existente à situação concreta, observando-se os critérios de justiça e igualdade. Pode-se dizer, então, que a equidade adapta a regra a um caso específico, a fim de deixá-la mais justa. Ela é uma forma de se aplicar o Direito, mas sendo o mais próximo possível do justo para as duas partes” (retirado daqui)
Analisando as novas taxas de IRS que estão na proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2013 (página 203) e conjugando com os valores atuais da taxa obtêm-se a seguinte tabela:

Onde está a equidade?
Não está a ser violado o art.º 104 da Constituição da República Portuguesa?

“Artigo 104.º
Impostos

1. O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar. …” (sublinhado da minha autoria)

Também já disse que de acordo com as novas taxas é preferível baixar o ordenado ali naquela zona dos 20 e poucos mil euros.

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Blogosfera – adduo

Evolução do desemprego docente nos últimos 4 anos quase quadruplicou 

 


 

Sintomático.
Recorremos a dados disponibilizados pelo IEFP e os números são assutadores.
Em quatro anos (set2009 – set2012), o número de desemprego docente quase quadruplicou (!).

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Blogosfera – Visto da Provincia

O Ranking visto de Viana…..

Ranking concelhio do ensino básico (Viana do Castelo) Fonte: Publico
Este ano os rankings das escolas básicas e secundárias nos jornais trazem novidades na análise.
Sigo aqui a abordagem do Público que é o jornal que há mais tempo faz esta referência analítica dos resultados dos exames.
Em parceria com a Universidade Católica introduziu-se este ano a referência ao contexto socioeconómico e cultural das escolas na análise dos seus resultados. Algo que as escolas TEIP (território educativos de intervenção prioritária) e outras com elevado número de alunos com carências económicas e problemas sociais no meio de origem há muito pediam que fosse feito, porque a consideração simples dos resultados obtidos redundava em injustiça e enviesamento da análise do seu trabalho.
O processo de correcção da perspectiva ainda não está completo porque o ministério ainda não fornece os dados de contexto das escolas privadas, sejam elas realmente privadas (que incluem escolha pelos pais) ou escolas com paralelismo pedagógico que, na prática, prestam serviço como as públicas, não havendo “escolha” da sua população.
Em termos simples, para entender o alcance da mudança, imaginem que se comparava simplesmente, e sem mais, pela variável “mortalidade”2 hospitais: um situado numa zona habitada por jovens de nível económico elevado e outro especializado em doenças respiratórias numa zona populacional de idosos. Qual vos parece que seria o “melhor”?
Ora, é um absurdo deste tipo que a nova forma de abordar os rankings vem começar a corrigir, introduzindo-se no Público uma classificação das escolas em 4 grupos: o laranja, o azul, o violeta e o verde. As escolas do grupo laranja são as que, em média, têm piores contextos na análise de factores condicionantes (o número de alunos com escalão A ou habilitações mais baixas dos pais, por exemplo). As verdes são as melhores nesses índices, seguidas das azuis e depois, antes das laranja, as violeta. Este código de cores é simples e entende-se muito bem nas tabelas do Público.
O objectivo desta nota não é obviamente produzir muita teoria sobre este assunto mas tão só lançar algumas pistas de leitura sobre o ranking do Concelho de Viana do Castelo visto pelo olhar do Público e da Universidade Católica para as escolas básicas (6º e 9º ano) – e não me pronuncio sobre o secundário, porque tento só falar do que entendo com alguma profundidade.
Olhando a tabela que produzi (imagem anexa) com os dados deste nível para o concelho de Viana do Castelo, com base no Público, podem evidenciar-se algumas conclusões.
·        A tabela foi ordenada pelo ranking 1 (que inclui as escolas todas, mesmo as que têm menos de 50 provas; já que, o número de provas afecta a qualidade das médias calculadas foi produzido um ranking 2 só com as que ultrapassam o limiar.)
·        As escolas privadas e do grupo verde (as melhores no contexto) ocupam os 4 primeiros lugares, sendo também todas elas escolas da cidade, o que era expectável (todas têm menos de 20% de alunos com escalão A).
·        2 escolas apresentam resultados que, segundo o Público, são inferiores aos que seriam expectáveis face ao seu contexto, tendo ambas mais de 20% de alunos com escalão A (máximo de apoio social).
·        Há 2 escolas que superam claramente o que seriam os efeitos previsíveis do seu contexto social: Pedro Barbosa, com 25,87% de alunos com escalão que é a 5ª e Darque com 38,4% de alunos com escalão A que é a 8ª.
·        Todas as escolas estão acima do lugar 1000 sendo que, no ranking 2 (que exclui uma delas, a 1ª, privada, que só teve 32 provas) há 4 acima do lugar 250, 3 entre o 250 e o 500, 2 entre o 500 e o 750 e uma abaixo do 750. Este dados devem deixar todos satisfeitos num concelho que não é dos mais ricos ou desenvolvidos do país mas em que a aposta nas condições educativas foi e persiste transversal a toda a acção municipal nos últimos 30 anos e que dá, assim, frutos consistentes.
·        As últimas 4 escolas do concelho tem todas mais de 25% dos alunos com escalão A, com excepção da penúltima, que tem menos, 21,89. Curiosamente a que tem mais alunos com escalão A – mais de 35% – não é a última (a que não será alheio o facto de ser TEIP e, por isso, ter mecanismos adicionais de apoios que ajudam a melhorar os resultados). E isto muito embora o ranking, por exemplo, ainda não pondere aspectos como a diversidade étnica ou cultural ou a percentagem de alunos com necessidades educativas especiais.
·        Todas as escolas tiveram média positiva (acima de 2,51) mas todas as escolas laranja ou violeta estão abaixo do valor exacto 3 o que significa que a sua condicionante social não impede bons resultados mas o peso dos alunos com piores resultados afecta as médias.
·        Dado curioso para abordagens futuras: 3 das 4 últimas escolas neste ranking concelhio estiveram para ser agregadas num único agrupamento duas vezes e um dos pontos da discussão incluiu uma das escolas brandir os resultados de excelência dos alunos e a diferente origem social destes face aos de outro agrupamento que neste ranking ficam 200 lugares acima.
Luis Sottomaior Braga
(declaração de interesses: sou director há 5 anos do agrupamento de Darque e ao ver estes resultados só posso ficar satisfeito com os alunos e professores das 6 escolas do agrupamento que se superam e aos problemas que o meio traz. E superar-se é ser excelente.)

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Blogosfera – pauloprofport

Testes Intermédios 2013 – 9º Ano

 

Aqui coloco as datas apontadas pelo Gave. Como sabem, é possível que o Consellho Pedagógico, auscultando os departamentos, opte por não solicitar a realização de uma ou outra destas provas.
As datas estão um pouco mais “arranjadinhas” do que no ano passado, mas mesmo assim “apertadinhas”. Com 7 intermédios poderão ser suprimidos 630 minutos de aulas, de acordo com o horário das turmas. Correr-se-á o risco de serem eliminados minutos preciosos a Português e a Matemática, por exemplo.
Outra questão que se coloca é se se consegue aferir alguma coisa fidedigna com 4 testes em 18 dias. É que penso que um aluno com um pouco de brio vai querer fazer boa figura. Ou seja, negligenciará um pouco o estudo das outras disciplinas nas vésperas de cada um dos testes. Quer se queira quer não. Corrijam-me se estiver errado.

 

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Blogosfera – Educar Portugal

MANUAL DA SOLIDARIEDADE INTERGERACIONAL:

Socorro, minha mãe, tenho 38 anos e não tenho emprego! / Socorro filho, tenho 65 e estou na ruína!

 

Os mais jovens vêem-se na eminência de um SOS permanente até aos 40 de idade, no mínimo, até que os que estão etariamente mais à frente lhes possam dar lugar. Não é raro agora a adolescência prolongar-se pelo menos até aí, por via da situação de dependência em relação aos progenitores até tão avançada idade. Voar sozinho tornou-se penoso nos tempos que correm, tempos de vacas esqueléticas quase a morrer, e de muitas já bem mortas há muito tempo, a cheirar mal. Os sinais evidentes de saturação dos filhos que pedem para o dia-a-dia à mãe às escondidas do pai, ou ao pai com o conhecimento da mãe deixou de ser raro para se tornar o pão nosso de cada dia por essas vilas e aldeias de Portugal.

continua

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Blogosfera – A Educação do Meu Umbigo

A desmontagem do número de redução de alunos da entrevista de Nuno Crato ao Sol

(O Gabinete De?) Nuno Crato E A Estatística

 

 

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Blogosfera – Visto da Provincia

Pela importância do Texto de Luís Braga trancrevo-o na integra

Escolher os melhores…. Viva a autonomia!!!!

 

Este texto se , apesar da sua extensão, for lido vai agravar o número das pessoas que não gostam de mim. Muitos colegas directores de escola se vão sentir ofendidos (especialmente os que virem os seus critérios aqui criticados). Os que tiverem poder de encaixe para isso podem escrever-me e dizer o que tiverem a dizer. Responderei e talvez não leve a coisa tanto para brincadeira como aqui.  Acho que maioria esmagadora dos meus colegas directores são pessoas com valores éticos, esforçadas, mal pagas para o trabalho que executam.  Doi-me ver a injustiça com que o nosso trabalho ´e julgado mas quem me conheça sabe que sou pouco corporativo e mesmo quando isso me causa dissabores e contrariedades não me dispenso de ser critico. Infelizmente nesta questão dos concursos de ofertas de escola  sou da minoria residual que acha que se foi longe demais na tentativa (por sinal toscamente implementada) de ter as escolas a “escolher os professores”.

Seja como for, na resposta a criticas que possam vir, não vou dizer a hipocrisia, de que não tinha intenção.
Tinha, sim senhor: a intenção de tentar abrir a consciência de alguns para ver se, com esta humilde tentativa, começam a ver que, se os critérios que inventam lhes forem aplicados, talvez percebam as injustiças que andam a fazer. A nova lei de contratação de docentes em oferta de escola pretendia corrigi-las nas intenções mas falhou nos processos (coisa muito comum em Portugal, grandes legisladores de regimes industriais mas péssimos em porcas e parafusos….)
Quem regurgitou a nova legislação das ofertas de escolas também pode ficar ofendido. Espero que não muito porque representa o meu patrão: quem assinou o decreto-lei foi o Ministro da Educação. O tal DL, que fala de 50% de qualquer coisa, somado a 50% de outra, que não se sabe bem o que é, numa escala que cada um define, e que introduz o conceito de “tranches” de candidatos (até então conhecia directamente as de vitela, que consumia com gáudio, e dolorosamente as da Troika) mas, às tantas, o infeliz estrangeirismo até pode estar bem, sendo os contratados carne para canhão do sistema de ensino.
Sendo um homem que tanto fez pela Matemática acho que o ministro não viu todas as implicações matemáticas destes artigos da oferta de escola. Creio que se vir, com atenção, vai perceber que a culpa dos problemas não é só das escolas, como declarou à imprensa, quando se viu questionado.
Mas, na verdade, não creio que venha a ter problemas por escrever isto. Afinal, temos um ministro que muito gostava, e praticava, a liberdade de dar saraivadas ao eduquês, convenientemente parodiado e eu vou tentar dar algumas….
Pena que a abstenção administrativa, que grassa sobre isto nas altas esferas dos concursos no MEC, sob a sua égide, tenha dado azo a que o eduquês magoasse tanta gente, com mérito muita dela, sob a forma de critérios de concurso…. Como aquele ignóbil espectáculo de ajuntamento de centenas de docentes à porta de uma escola de Lisboa, esta sexta-feira.
E sempre se estranha que um liberal acabe a proteger, ainda que por abstenção, mecanismos de selecção em concursos públicos com laivos monopolistas e anti-concorrenciais.
A importância de nos lembrarmos e calçarmos os sapatos dos outros
Finalmente, alguns contratados, menos adeptos do ridendo castigat mores, podem sentir-se ofendidos pelo tom, que tenta ser jocoso, do texto. A esses digo que não os queria ofender, de forma nenhuma, mesmo que a tentativa de mordacidade do texto o possa dar a entender. Ainda me lembro do turismo pedagógico dos mini-concursos e ainda sinto as suas dores de ambulantes escolares. Em suma, ainda me lembro do que é ser professor contratado e acho que, com as diferenças de geração, ainda consigo calçar os seus sapatos e pôr-me no lugar desse “outro”, o que é a base de qualquer atitude ética. E, agora, com a mobilidade, ainda vou acabar por ser um contratado com o nome pomposo de “professor de carreira”.
Então decidi fazer este exercício. Sou professor do grupo 200 (Português e Estudos sociais) com uma graduação na casa dos 27 valores: como seriam para mim as coisas se tivesse de concorrer com os critérios de oferta de escola dos horários do meu grupo que por estes dias saíram para candidatura?
15 Horários vistos com algum detalhe
Pedi a um amigo para verificar, e na data em que escrevo (30/08), constatei que havia 15 horários do meu grupo. Eram, salvo erro, horários das escolas 121617, 145452, 145488, 152213, 170719, 170800, 170859, 171669, 171682, 171773, 171839 e 171888. Poupo-vos à longa enumeração dos nomes mas, com os códigos, quem quiser verificar chega lá.
            A seguir, apresento alguns desses critérios e comentários sobre eles. E junto um espaço para a forma como os sofreria e analisaria se fosse candidato. Tento brincar, mas o caso é triste e sério.
Ninguém selecciona médicos ou juízes com conceitos bárbaros destes.
            Agora espero sinceramente que este assunto (que é da escola, de quem tem interesse pelo futuro educativo do país e da sociedade) não fique limitado aos contratados. Se algum professor do quadro ler isto que estou a escrever, e seja ou não deste grupo, que lhe parece se lhe aplicarem tais conceitos no próximo concurso? Se acha mal, porque fica calado sobre isto? Ou só vai querer saber do caso, quando a sua própria casa estiver a arder?
            E os directores, que tais conceitos expeliram, estariam disponíveis para ser seleccionados, como docentes, desta forma? E ainda se lembram de quando eram contratados? Teriam hipóteses de ter assim para si próprios uma selecção justa, objectiva e que preencha todos os requisitos administrativos, legais e constitucionais?
            E os professores dos Conselhos pedagógicos que tais aberrações eduquesas aprovaram que têm a dizer em sua defesa?
Como nota lateral destaco que nos critérios que analiso não consta curiosamente um, patentemente ilegal, mas muito comum nas AEC (morar a uma certa distancia mínima da Escola). Sobre essa pérola gostava só de lembrar que, aí por 1940, o regime salazarista obrigava os professores primários a, sob pena de processo disciplinar, residir a menos de 5 kms da escola. A estupidez manga-de-alpaca nunca muda, e a genética é uma coisa tramada, e um tio-avô meu teve nesse tempo problemas por residir em Viana e dar aulasem Afife. Ia de comboio e era pontualíssimo mas incomodou alguém que o quis tramar. Muito senhor do seu nariz, ganhou a contestação. A Constituição consagra hoje a liberdade de circulação e de escolha de domicilio mas, nesta linha revivalista, até já nem me espantaria que alguém se lembre de reintroduzir a permissão prévia ao casamento dos professores que o Salazar também criou e fazer disso critério de concurso….
Analise de critérios concretos – um menos mau…
Numa escola, que vamos designar por 1, para Entrevista de Avaliação de Competências, a valer 50% de metade da classificação da selecção, surge o critério Conhecimento dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária
            Pouco objectivo. Como se mede o conhecimento referido? Conhecimento de quê? Da Geografia? Da Sociologia? Da História (tratando-se de um horário de História….)E como se graduam os diferentes “conhecimentos” dos vários candidatos que vão ser entrevistados? (TEIP’s há perto de 100) Se fosse eu a concorrer, 5 anos de director de um TEIP e 1 ano a leccionar e como director de turma deveriam dar para o máximo da pontuação. Mas onde está garantido que isso não era considerado equivalente a 1 ano do docente que já está na escola e que conhece aquela em particular (ou que alguém acha que conhece ou que alguém que ele conhece acha que conhece)?
            30% iria para o Perfil Profissional. O que é isso? Existe uma definição objectiva? (por acaso existe e está na lei mas é isso que vai ser avaliado numa curta entrevista? Não será ambição a mais?)
Talvez, eu, se concorresse, tivesse a pontuação toda. Estou barrigudo mas o perfil do rosto ainda deve escapar. Se a coisa fosse levada a sério (e o perfil fosse o definido legalmente) acho honestamente que teria boa pontuação. Mas qual dos modelos de perfil será usado? Deduz-se do critério? É que, para usar o legal, falta muita informação.
E, finalmente, o 3º critério a Apreciação Global que vale 4 valores. Critério misterioso que, na verdade, entra naquela categoria que na Biologia acaba bem representada pelo ornitorrinco …. Um critério sem critério. Um “diversos”subjectivo que engloba (daí ser global) o que não se conseguiu tornar definido em estilo mais criterioso…. Se o meu mau feitio (agravado pela leitura destes critérios) aparecesse na entrevista acho que ficava a 0….
O critério do monopólio…. Liberalismo do mercado de trabalho mas com calminha…
            Se o primeiro grupo de critérios da escola 1 era dos menos maus vejamos agora do piorzinho que topei. Entrevista na mesma (esta obsessão com entrevistas merecia todo um texto de análise). Critério único: “Continuidade pedagógica”. Em termos simples, fica quem está. Critério manifestamente ilegal (disse-o no ano passado o Provedor de Justiça, não sou eu que digo).
A continuidade pedagógica atrai muita gente, especialmente os que arranjaram um galho, mesmo que não tenha sido por mérito, e é um mito eduquês (e não eduquês) muito popular.
Mas essa ideia de senso comum, baseada no dogma bem português da continuidade e estabilidade (que nos trouxe ao lindo estado em que estamos), retira competitividade ao concurso (que neste caso não e´ de quadro) ao assegurar que quem esteja continua, sem outro motivo que não ter estado.
A consideração, este ano, da graduação criou uma dificuldade a quem pensa assim mas, como todos os pensadores dogmáticos, insistem, ainda que isso obrigue ao triste espectáculo que ainda agora se assistiu à porta de uma escola que me fez lembrar uma cena de filme neo-realista (os trabalhadores alinhados e em magote `a espera da escolha pelo patrão para a jorna).
Um concurso tem de ser algo aberto, em que todos possam concorrer em igualdade com a dignidade do seu mérito intrínseco (a continuidade do passado não é um elemento de mérito intrínseco dos candidatos, e´ um fenómeno conjuntural e, neste caso, se foi gerado no passado por critérios fracos destes, bem arbitrário). Ter estado, pode ter valor mas não pode significar vitória automática, porque isso suspende a evolução. A continuidade aceita-se num quadro de ideias bacocas de aristocracia e com a mania do consuetudinario.
Ao criar duas categorias de candidatos “os nossos” e os “de fora”, um liberal diria que se cria uma vantagem competitiva ilegítima, ou se preferirem, um entrave à concorrência.
Impossível num concurso publico, ao gerar parcialidade embutida no processo. Além disso, e este fenómeno vai ocorrer noutros casos, para quê entrevistar alguém (e gastar tanto dinheiro) para avaliar as suas competências, se basta saber onde esteve colocado no ano anterior para aplicar o critério de escolha?
E, finalmente, porque é a continuidade tão importante, se o mundo muda e temos de aproveitar as “oportunidades” que as crises de mudança nos criam? Não será a continuidade pedagógica uma “lamechice” (lembram-se?) pouco liberal e fechada à competitividade (na verdade, em termos económicos, cria um monopólio daquele posto de trabalho transitório que, mesmo alguém com mérito, mas de “de fora”, nem consegue arranhar).
E quem defende a “continuidade”confunde continuidade com estagnação e confunde-se com o significado jurídico de “renovar contrato”. As renovações do concurso nacional, baseado num critério objectivo, já encerram injustiça quanto mais estas, feitas assim. E já agora que continuidade para os docentes QZP mandados para mobilidade e para os que ficaram em horário zero…..?
Neste critério, fosse como fosse, tinha 0 e de nada vale toda a formação de 17 anos de carreira, cursos, experiência ou até 6 anos de experiência numa escola TEIP com populações em risco de abandono escolar (ou todo o currículo restante). Um professor formado há 2 anos (que empatasse comigo no critério seguinte) conseguia, aqui, para o total final, 6 valores, que somados a 50% da sua graduação lhe davam, se tivesse a mesma nota de curso que eu, 9 valores para o mesmo total final. Ele ficava com 15 e eu com 14. Esta demonstração pelo absurdo mostra como o argumento da continuidade pedagógica viola a própria Constituição. Ou será que alguém acha que 17 anos de experiência valem menos que 2? Podem valer o mesmo, até, mas menos? (Matemática e rigor e ficamos nisto).
            A continuidade é um critério camaleão
            Numa outra escola o critério foi redigido de outra forma “Conhecimento e participação em projectos efectivados no Agrupamento no ano lectivo 2011/2012.” Vale tal conhecimento 70% de metade da classificação total do concurso. Se fosse eu a concorrer tinha 0. Projectos nunca me faltaram na vida. Não tive foi a subida honra de estar “no” agrupamento, entidade tão divinizada na sua capacidade de criar qualidades intrínsecas de mérito, que acaba designado pelo artigo definido…. “o”, the special one or the only one…. 17 anos de vida e experiência valiam lá 0…..por que não foi e no ano santo de 2011/12.
Nessa escola, 20 % da nota final vai para o Conhecimento e experiência pedagógica com alunos em contexto sociolinguístico desfavorável. O que é contexto sociolinguístico desfavorável? Não se explica. Um professor que, como eu, tenha dificuldades em dizer o “L” pode invocar essa experiência? Não se perceber o critério de forma unívoca torna-o equivoco e, por isso, violador das normas de concurso. Mas talvez a natureza dúbia da redacção seja só um sintoma do contexto sociolinguístico desfavorável.
A concorrer a isto estava lixado…. Mas podia ser que os meus 6 anos de trabalho com comunidades bilingues me ajudassem a arranjar uns pontinhos para isto não ser tão escandaloso. Só me questiono é se, do conselho pedagógico dessa escola, terei condições de obter uma definição única para tão original conceito.
            O 3º critério seria ter participado em projectos no âmbito da multiculturalidade. Como se calcula uma percentagem disso? O que é multiculturalidade para quem escreveu estes critérios? E sei que a pergunta tem muito de retórica. Mas como se mede e valoriza a multiculturalidade (em tempo de experiência? Em natureza da experiência? E como (não) se diz aos candidatos o que devem destacar das suas experiências de forma mais concreta? Por exemplo, para um candidato que tenha tido namoradas estrangeiras, vai valer alguma coisa? (é uma experiência num projecto de multiculturalidade, afinal). Ter nascido ou vivido no estrangeiro também é (e a nossa vida é um projecto, certo?).
No meu caso tenho uma irmã, que muito me orgulha, nascida e criada no Brasil, até os 16 anos, e cujo final de adolescência e juventude acompanhei (isso conta como experiência? como não dizem, deve contar). Talvez me valesse a minha querida irmã, para ter uns pontitos ….
E a continuidade encapota-se ….
Por exemplo, num critério aparentemente objectivo como “ter leccionado a disciplina nos últimos três anos”, que vale metade de um concurso na 4ª escola. Na pratica a exigência de um mínimo de experiência. Não suscitaria muitas dúvidas nem comentários. Mas, e quem tiver leccionado a disciplina 10 anos, menos no último? Passou-se alguma coisa com o conteúdo da disciplina nos últimos 3 anos que os torne tão especiais?   Tinha 0 por ter sido director nos últimos 3 anos e, por isso, não leccionar. Mas os restantes anos anteriores não valem nada?
Outras redacções de continuidade encapotadas: Conhecimento do contexto do Agrupamento -Projeto educativo TEIP – Regulamento interno – Projetos própriosProjetos/ações/atividades desenvolvidas neste TEIP ou 3- Contributos para a concretização do projeto educativo do agrupamento no ano letivo 2012/13.
A este último responderia, se estivesse desempregado, a concorrer, “Ainda 0 mas cheio de vontade de dar contributos e como sou criativo e inovador” (e cheio de virtudes, que os defeitos tento evitar mostra-los) e talvez conseguisse a pontuação máxima. Isto, se ao explicar a fantasia inventada para o momento, estivesse inspirado….Em 2012/13 ainda ninguém fez nada portanto o critério deve implicar as competências da Maya (e olhem que eu não acho que ela preveja o futuro).
Outra forma de encapotar são os critérios que dão para tudo. Na escola 5 o Relacionamento interpessoal/ Competências de comunicação. Como se faz com que isto não seja apenas a avaliação da simpatia e de elementos externos do “relacionamento”? E sem entrar em dúvidas menos simpáticas ….
Critério 2, por aí, a valer 15%, “Competências especificas e de inovação”E o que é isto? Um professor inventor terá alguma vantagem? Critério impreciso, altamente subjectivo e objectivamente nulo de conteúdo.”Bem, sou muito inovador, é o que me dizem, mas perante a inovação de todos estes critérios (em alguns casos invencionice) creio que ia ter dificuldades em superar o tão alto critério….”
Outra forma de encapotar a continuidade dos que estão é como disse recorrer ao Conhecimento do contexto educativo do projeto TEIP do agrupamento. Critério aceitável, se se precisar o que seja o contexto, e que todos podem cumprir, mesmo os que lá não tenham estado no ano anterior (se estudarem, por exemplo). Estudava e talvez me safasse com metade da pontuação. Se tivesse tempo, e não tivesse 10 entrevistas no mesmo dia, com contextos todos diferentes para estudar (há umas 100 escolas TEIP) e, de certeza, perguntas de detalhe para me perturbar….que sou “dos de fora”.
            Estruturas e (des) favorecimentos
Na escola 6 da minha análise 15% iria para a experiência em Escolas TEIP/contextos socialmente desfavorecidos. O que é isso de um contexto socialmente desfavorecido? No senso comum toda a gente tem uma ideia mas um concurso implica rigor e isso obriga a que se diga de partida como se vai distribuir a pontuação, conforme as realidades de experiência que vão aparecer? Um professor que tenha crescido num bairro social vai ter a sua experiência considerada ou não? Acho que devia. Estamos conversados sobre experiência (acho que arranjava maneira de contestar se não tivesse a pontuação máxima). Estragava tudo, por causa disso, na capacidade de relacionamento…. Mas, agora reparo, aqui não conta….
            Outro a valer 15 % Participação em projetos estruturantes de Agrupamento. O que são projectos estruturantes do agrupamento? O conceito impreciso, vago e subjectivo inclui, por exemplo, a festa de Natal? E o Carnaval? Uma visita de estudo é um projecto estruturante? O estruturalismo paga as favas que não merece… Em estruturas fraquejo. O meu marxismo mitigado sofre de um sincretismo com o historicismo e o positivismo que se irrita com balelas destas….
            Reaparece aqui o Perfil (para trabalhar com alunos com características específicas), a valer 20%. Isto, claro, não quer dizer nada. É eduquês, como alguém diria. Todos os alunos têm características específicas e todos os professores têm perfis para algumas delas. Como não se diz quais sejam …. Dá para tudo….
Hiperactivos, ganhava os pontos todos. Parece que fui desses… Maus alunos era um problema: nunca fui. Às tantas, seria impeditivo para o perfil. Esperemos que olhem para a barriga e vejam a sua solidez de perfil. Realmente, realmente, isto está ao nível de pais que questionam o perfil de um professor que não tem filhos…. Perguntam isso ao pediatra?
E por falar em perguntas, coisa curiosa, ainda ninguém perguntou o que o candidato sabe de Historia que e´ o que vai ensinar.
E para coisas realmente cómicas …
Por exemplo: Experiência lecionação programas. Mau português, mesmo para os telegráficos caracteres que se podem por na aplicação, e o que quer dizer? Algum professor não lecciona com base em programas?
Mede-se em tempo, certo? Ou como se mede? Acho que tenho, ou será que não…. Estes critérios todos já me fazem tresler….
Outro critério“objectivo”: desenvolvimento de projectos.
Projectos de?!? Casas, arquitectura, decoração? Devem ser escolares, mas de quê? Uma visita de estudo será um projecto? Em sentido lato é. Objectivo, isto? “Projectos é o meu nome do meio….e melhores que os que fiz serão os que vou fazer (especialmente se ganhar o concurso)”, dirá qualquer candidato. Como se diz no norte vão fazer falta galochas para tanto que se vai regar.
E por falar em regar. Outrocritério engraçado Capacidade de resposta a situações / ocorrências emergentes. O que é uma situação emergente e como vão avaliar isso? Se tiver uma situação emergente durante a entrevista e a resolver, suspendendo a entrevista, e saindo para evidenciar, em local mais recatado e higiénico, a minha capacidade de resposta, vão dar-me 0 ou pontuar-me com o máximo?
Bem cómico é tambémAptidão para leccionação / funções previstas no horário a concurso. Na tropa recebi a menção de incapaz para todo o serviço militar mas apto para angariar meios de subsistência. Leccionar é o meu meio de subsistência há mais de 15 anos. Devo presumir que vou obter os 10% de máxima aptidão? Ou vou ter de ir buscar o Brigadeiro da Junta do Hospital Militar?
Percorrendo tudo isto, a conclusão é que num concurso destes, apto que estou, eu não tinha hipóteses nenhumas de chegar a ser seleccionado, pela maneira como os critérios são convenientemente direccionados (muitas vezes, ao lado, mas a coisas convenientes). Se fossem os únicos, entenda-se, estava fora sempre. Por isso, a mudança da lei este ano foi no bom sentido, mesmo mal operacionalizada .
A minha graduação profissional é pública (basta verem as listas da DGAE ex-DGRHE) mas, a leccionar desde 1995, com nota de curso bastante alta de qualificação, 3 pós-graduações no ensino superior, 4 anos a ensinar em acumulação numa das melhores escolas particulares do Norte, 4 de experiência em cursos de aprendizagem e formação profissional, coordenador de formação, formador de professores e 6 anos como director e professor de um agrupamento TEIP (com 12% de população cigana e tendo participado em projectos considerados inovadores para esse tipo de escolas), nestes 15 concursos, se fosse contratado, em nenhum teria qualquer hipótese com critérios destes e, só a graduação ser considerada, impedia que ficasse a zero.
Alguém me explica como acontece isto? Esta e outras perguntas ficam à espera de resposta. E o debate vale a pena, acreditem.
(O autor é director de um agrupamento de escolas em que se fazem concursos de oferta de escola. As listas desses concursos, deste ano e anteriores, podem ser consultadas no site www.escolasdarque.com)
Sobre este assunto existem outras entradas neste blog

 

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Voltamos à Minha Primeira Interpretação

… sobre o tempo de seviço a considerar após as ofertas que surjam a partir do dia 1 de Setembro de 2012.

Mas como parece já valer tudo e pela amostra das listas de Souselo já há quem considere esse tempo em ofertas em concurso antes do dia 31 de Agosto de 2012.

 

Clicar na imagem para aceder a um guião elaborado pelo ad duo sobre a contratação de escola.

Só um reparo relativamente ao manual sobre a ADD ser considerada nas contratações de escola: da mesma forma que o tempo de serviço para as ofertas que abram até 31 de Agosto de 2012 é o tempo de serviço contabilizado até 31 de Agosto de 2011 a avaliação de desempenho também deveria ser a do ano 2010/2011, mas como essa avaliação foi desconsiderada para o concurso nacional por fazer ainda referência aos excelentes também não tem sido pedida até ao momento nos critérios das contratações de escola.

 

 

 

 

 

 

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