Este e-mail foi enviado ao STOP, com conhecimento ao Blog DeAr Lindo, que irá responder ao Agrupamento em causa.
Se porventura também receber a resposta do STOP ao Agrupamento de Escolas de Albufeira também a colocarei aqui. Mas informo, desde já, que este Blog não é mensageiro do STOP.
Torna-se pública a abertura de um procedimento concursal destinado à seleção de docentes com qualificação para os Grupos de Recrutamento 110; 300; 400; 500 e 600 .
Encontra-se disponível a aplicação para os docentes procederem à reclamação do concurso extraordinário de vinculação do pessoal docente das componentes técnico-artísticas do ensino artístico especializado, entre o dia 17 de julho e as 18:00h de Portugal continental do dia 23 de julho de 2018.
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Podem prometer o céu…
Podem prometer a lua…
E o que nunca aconteceu,
Ameaçar com a rua!
Protelar, chutar para a frente,
Prometer para enganar,
Desta vez, é diferente!
Vão com o demo bugiar…
Basta, chega de enganos,
Nós iremos até ao fim,
Foram roubos de anos, de anos,
De tudo o que é mais ruim…
Anos, vidas apagadas,
E a nossa a apagar-se…
Sempre de pés, mãos atadas,
Sempre os mesmos a lixar-se!
Basta, há murro sobre a mesa!
Somos todos a fazê-lo,
Tenham a firme certeza,
Que isto vira pesadelo.
Somos muitos, somos firmes,
Vamos onde nunca fomos,
Não nos vejam como vermes,
Valorizem o que somos!
Cumpram, não finjam que o fazem…
Cumpram, que nós já cumprimos,
Cumpram, façam a contagem…
Sabemos bem ao que vimos!
Estão disponíveis para consulta as listas provisórias de admissão e de exclusão do Concurso extraordinário de vinculação do pessoal docente das componentes técnico-artísticas do ensino artístico especializado para o ano escolar 2018/2019.
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A greve convocada pelo Stop (Sindicato de Todos os Professores) às reuniões de avaliação continua hoje. Este sindicato é o único que mantém a greve às reuniões de avaliação, com base num sondagem onde 63% dos professores responderam que deveria continuar. Segundo o Stop, professores de duzentas escolas vão aderir à paralisação dos conselhos de turma que se mantém no mês de agosto.
Com o objetivo de envolver a comunidade educativa, em particular as escolas (através dos órgãos de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa) e os seus docentes no processo de definição das Aprendizagens Essenciais, promove-se a consulta pública dos documentos relativos ao ensino secundário até ao dia 27 de julho.
Prosseguindo o objetivo de construção participada dos documentos agora em consulta, e sem prejuízo de o questionário privilegiar uma análise dirigida ao saber curricular específico que distingue os docentes, prevê-se também a possibilidade de acesso por instituições ou entidades cujos contributos, pela natureza da sua intervenção, constituirão uma mais-valia neste processo.
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CONTEXTUALIZAÇÃO[1]
As Aprendizagens Essenciais (AE) são documentos de orientação curricular base na planificação, realização e avaliação do ensino e da aprendizagem, e visam promover o desenvolvimento das áreas de competências inscritas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
Neste sentido, foram concebidos documentos orientadores para todos os níveis de educação e ensino: educação pré-escolar e ensino básico e secundário.
A componente do referencial curricular designada por Aprendizagens Essenciais expressa a tríade de elementos — conhecimentos, capacidades e atitudes — ao longo da progressão curricular, explicitando:
(a) o que os alunos devem saber (os conteúdos de conhecimento disciplinar estruturado, indispensáveis, articulados concetualmente, relevantes e significativos);
(b) os processos cognitivos que devem ativar para adquirir esse conhecimento (operações/ações necessárias para aprender);
(c) o saber fazer a ele associado (mostrar que aprendeu), numa dada disciplina — na sua especificidade e na articulação horizontal entre os conhecimentos de várias disciplinas —, num dado ano de escolaridade.
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Assim, devem os interessados apresentar os contributos respondendo através do formulárioque se apresenta organizado em três áreas estruturantes da conceção das AE:
Introdução
Operacionalização das Aprendizagens Essenciais (AE)
Organizador/Domínio e AE: Conhecimentos, Capacidades e Atitudes
AE: Ações estratégicas de ensino orientadas para o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e Descritores do Perfil dos Alunos
Famílias, Escolas e Livreiros vão, a partir do mês de agosto, usar a plataforma “MEGA – Manuais Escolares Gratuitos” para a aquisição dos livros que o Ministério da Educação disponibiliza gratuitamente a todos os cerca de 500 mil alunos, do 1.º ao 6.º anos, que frequentam estabelecimentos de ensino da rede pública.
A plataforma online MEGA – que também estará disponível na aplicação móvel do Ministério da Educação (App “Edu Rede Escolar”) – vai gerir os pedidos que forem feitos, através de um sistema de vouchers. O registo na plataforma é gratuito e necessário para quem pretenda adquirir os manuais gratuitamente. Após registo efetuado, será criado um código, associado ao número de contribuinte do encarregado de educação do aluno, que permitirá o levantamento dos manuais em qualquer uma das livrarias aderentes. Para aderirem, as livrarias necessitam apenas de, também elas, se registarem na plataforma. As escolas terão condições de prestar apoio aos encarregados de educação, no que diz respeito à utilização da nova ferramenta.
No final deste mês vão decorrer reuniões, em várias cidades do país, com o objetivo de explicar como funciona na prática a plataforma MEGA, que começará a ser utilizada no início de agosto.
No ano letivo de 2018/2019 – e durante quatro anos letivos – o preço dos manuais escolares não aumenta, além das regulares atualizações em função da taxa de inflação, resultado do acordo alcançado entre o Governo e a associação que representa o setor dos editores e livreiros, a APEL.
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Tem sido doloroso e preocupante, ver a humilhação a que, o Primeiro Ministro e o Ministro da Educação, sujeitam os Professores Portugueses. Tem sido preocupante constatar que alguns encarregados de educação e alguns portugueses, desconhecendo o que é a vida de um Professor, gratuitamente alimentam o coro dos impropérios e das calúnias contra estes.
Sinto-me profundamente triste.
Fui Professor toda a vida, dediquei o meu melhor ao ensino e aos alunos, estudei imenso, passei horas e horas, fins de semana, atrás de fins de semana, a preparar-me para que cada aula fosse melhor que a anterior. Tenho a certeza que alguns dos meus alunos, hoje adultos e respeitáveis cidadãos, testemunharão, o que acabo de afirmar. Tal como eu, milhares e milhares de Professores, fizeram o mesmo.
Um País que não honra, que não prestigia e que não respeita os seus Professores, é um País adiado e sem futuro. Todos e cada um dos Cidadãos Portugueses passaram pela mão dos Professores. Esta classe, tem vindo a ser desprestigiada pelo Poder Económico, incompreensivelmente, por alguns Cidadãos e pelo Poder Político, que lhes tem retirado, condições de trabalho, apoio científico e cultural, assim como, total desprezo, pela sua formação e actualização pedagógica, atribuindo-lhes tarefas burocráticas, desnecessárias, em nome de um economicismo bacoco.
Numa época de Ditadura Económica, voltam a ser os Professores, os sacrificados, tal como foram, na época da Ditadura Política.
A Ditadura da Economia, determinou que os Professores tiveram de trabalhar NOVE ANOS, QUATRO MESES E DOIS DIAS, sem que esse tempo contasse, fosse para o que fosse. Depois de alguma abnegada luta, chegou-se a um acordo – O tempo passaria a contar na íntegra. A Ditadura da Economia, determinou ao Primeiro Ministro e ao Ministro da Educação, que o acordo não era para cumprir.
O Ministro da Educação, afirmou-se como pessoa sem palavra, desrespeitando o acordo firmado e ousando mesmo dizer: DOIS ANOS, NOVE MESES E DEZOITO DIAS – Aceitam isto ou nada.
É inconcebível!
Sinto-me profundamente triste. Em nome da Ditadura da Economia, o Primeiro Ministro, no IP3, disse: vamos fazer uma estrada e não contem com aumentos, nem com contagens de tempo.
Estou profundamente triste. A Ditadura da Economia, atribuiu 768 milhões de euros, aos bancos falidos, no ano de 2017, mas a classe dos Professores é desprezada de forma vil, pelo poder.
Estou profundamente triste. O Presidente da República de Portugal, comenta fogos, agressões a futebolistas, jogos de futebol, músicas no Rock in Rio, comenta tudo e mais alguma coisa, e nunca teve uma palavra, para uma classe profissional, que é a que, estimulada, melhor contributo pode dar, para termos no futuro, um País, mais moderno, mais culto, mais livre e mais democrático.
Estou profundamente triste. Mas sei, que conto com os meus leitores, para ajudarem a compreender a importância do Professor, na nossa sociedade.
O Governo e as estruturas sindicais representativas dos professores (com exceção do famigerado S.TO.P) resolveram criar uma comissão técnica conjunta que irá esclarecer cabalmente o impacto financeiro da contagem dos 9A 4M 2D que os primeiros pretendem não contemplar no tempo de serviço dos professores.
Sabendo que Portugal mantém a 29.ª posição entre 180 países no ranking de 2017 sobre níveis de corrupção no setor público, elaborado pela Transparency International (TI), ao obter uma pontuação de 63 pontos em 100 possíveis (de acordo com a mesma organização, Portugal está dois pontos abaixo da média europeia), lembrei-me imediatamente das viagens dos políticos, das habitações dos políticos, dos negócios da alta finança, dos bancos, dos submarinos, das fugas aos impostos, dos seus familiares, dos seus amigos, …. Só para elencar alguns dos aspetos que me vieram à memória.
Tentei perceber quanto ganha um político ao serviço da Nação!
“PRESIDENTE DA REPÚBLICA: O Presidente da República é o órgão máximo de soberania do Estado Português e, por esta razão, o que aufere o salário mais elevado. O atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebe mensalmente 6523€, o que totaliza 78276€ ao final do ano. A partir deste valor, são calculados os restantes salários dos políticos em Portugal.
PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA: De acordo com o Decreto-Lei nº 52A/2005, a remuneração mensal do Presidente da Assembleia da República deve corresponder a 80% do vencimento do Presidente da República. Se fizermos o cálculo o valor é de 5218,4€.
Além da remuneração, tem ainda direito a um abono mensal para despesas de representação no valor de 40% do seu vencimento, ou seja, 2087,36€.
PRIMEIRO MINISTRO: Relativamente ao salário do Primeiro Ministro, a lei fixa um vencimento de 75% do valor do ordenado do Presidente da República, ou seja, 4892,25€. À semelhança do Presidente da Assembleia da República, também o Primeiro Ministro tem direito a despesas de representação, correspondentes a 40% do seu vencimento, ou seja, um valor de 1956,9€ mensais.
DEPUTADOS: Os deputados recebem mensalmente 50% do ordenado do Presidente da República, ou seja, 3261,5€, ao qual acresce 25% deste valor para despesas de representação de 815,38€. “
“Dos 230 deputados na Assembleia da República, 158 têm direito a abonos de deslocação por residirem fora da Grande Lisboa. Uma investigação divulgada pela RTP, e que cruzou as moradas apresentadas pelos deputados na Assembleia com aquelas que apresentam ao Tribunal Constitucional (onde se encontram as suas declarações de rendimentos e património), comprovou que há deputados que, possuindo casa própria na capital, declaram moradas fora, recebendo assim subsídios (de alimentação e alojamento, bem como por deslocação) mais avultados. E há-os de quase todos os partidos.”
O cúmulo atinge-se quando “A deputada Elza Pais, do Partido Socialista, por exemplo, e embora vivendo a somente 500 metros (sete minutos a pé, portanto) da Assembleia, declarou como morada uma casa em Mangualde, no distrito de Viseu. “
Concluindo de forma muito simples, há deputados a receber subsídios por residirem fora de Lisboa quando têm casa na capital!
“A Assembleia da República paga aos deputados para se deslocarem aos seus círculos eleitorais. Mas os parlamentares ilhéus ainda podem recorrer, depois, ao Subsídio Social de Mobilidade.”
De acordo com o semanário Expresso, pelo menos sete deputados residentes nas ilhas dos Açores e da Madeira pedem reembolso de viagens que são custeadas pela Assembleia da República. O jornal revela mesmo os nomes dos parlamentares em questão: Carlos César, Lara Martinho, João Azevedo Castro, Luís Vilhena, Carlos Pereira. Paulo Neves e José Paulino Ascensão.
Concluindo, também de forma muito simples, há deputados das ilhas que recebem por viagens que não pagam!
Acresce o facto de nem ser necessário lembrar os encargos dos contribuintes com o salvamento e a ajuda aos bancos, que ascendem já a 14,6 mil milhões de euros, no período que vai de 2008 a 2016, e todos os dias ouvimos e lemos que não se chegou ao fim desta história.
A 1 de janeiro de 2018 todos os funcionários públicos tiveram as carreiras descongeladas e viram as progressões, com respetivas alterações salariais, ser concretizadas ao longo dos próximos dois anos. Todos, ou quase todos. Para os professores o cenário é diferente, uma vez que dependem de tempo de serviço para progredir e, neste caso, os 9A 4M 2D não estão contabilizados. Na prática é como se os professores não tivessem trabalhado durante esse tempo.
O Governo quer, pura e simplesmente, apagar da vida dos professores os últimos anos de serviço, discriminando-os relativamente às restantes carreiras da Função Pública.
Chegados aqui, e depois do patético colégio arbitral se ter decidido pelos serviços chamados mínimos com 3-0 (votos), com o representante dos sindicatos a votar do lado governo e de uma greve às avaliações de elevada participação, os sindicatos que supostamente representam os professores (com exceção do S.TO.P) decidiram embarcar no faz-de-conta e integrar a comissão que vai saber, afinal, quanto custa dar o que pretendem roubar aos professores.
Em novembro de 2015, entre aplausos e expetativa, Tiago sobe ao poder e torna-se ministro. Nesse mesmo mês o parlamento dá um ar da sua graça, pela mão do PCP e BE, arma-se em ministro e acaba com os exames do 4.º ano. O ministro via assim, pela primeira vez, como se faz política em Portugal. As reações a esta medida não são unanimes, entre os professores, mas o parlamento votou, está votado.
Em dezembro é revogada a PACC. Desta vez, o ministro também nada teve a ver com isto, os responsáveis tornaram a ser os que povoam a Assembleia da República. Nesse mesmo mês é entregue uma petição a favor da aposentação dos professores na tal casa que os outros povoam, mas tudo nas calmas, sem stress ou grandes imposições. Não deu em nada…
Em 2016, rebenta a guerra amarela. Os sindicatos e os professores da escola publica apoiam as medidas do ministério e veem as escolas de contrato de associação verem reduzidas as turmas, em alguns casos condenadas ao desaparecimento.
Em fevereiro é decretada a devolução do dinheiro de inscrição na PACC. Os professores vão dar conta de que, do decretar à execução podem passar anos…
Em abril, acaba a ameaça da requalificação, tudo continuava bem no reino encantado da educação.
O verão foi calmo. As atividades desta época decorreram com a (a)normalidade de sempre, o início do ano letivo estava garantido sem grande reboliço (os professores já estão tão habituados) …
A coisa começa a azedar aquando das negociações para o OE de 2017. O corte de 280 milhões na educação não cai muito bem entre os professores e o ministro vê acontecer a primeira manifestação de professores.
Em 2017 as relações azedaram por completo. Surge o novo diploma de concursos. A contestação volta à rua por tudo que ainda falta fazer e surge a primeira greve. Os professores exigem Concursos de vinculação extraordinária, regime especial de aposentação, descongelamento de carreiras e redefinição dos horários de trabalho. A 25 de agosto abre-se uma nova frente de batalha, as colocações na mobilidade interna e contratação só contemplava horários completos. O ministério defendeu a medida como financeira, para poupar uns trocos, mas nunca a conseguiu esclarecer e ainda hoje estamos a aguardar que a batalha termine. Já conta com vitórias de ambos os lados, mas os professores tiveram a mais significativa, o concurso nos moldes de concurso interno. Ainda nesse ano, uma outra greve tem lugar e daí resultou a reunião onde foi assinado o tal compromisso com variadas interpretações.
No início de 2018, todos os funcionários públicos veem a suas carreiras descongeladas. Mas enquanto a maioria vê a possibilidade de progredir de imediato através da acumulação de pontos que fez durante o tempo de congelamento, aos professores não é dada essa hipótese, porque não se negoceia de um dia para o outro. Entre recuos atrás de recuos, os professores revoltam-se, fartos de tanta “treta”, e assistimos ao maior período de greve na história de qualquer ministério da educação, seis semanas de greve com direito a tudo mais alguma coisa. Há um sindicato que ainda tem marcadas mais duas semanas de greve, por isso, pode muito bem chegar às oito semanas.
Os sindicatos reuniram com os representantes do ministério. Acordaram negociar. Foram publicados comunicados das duas partes. Conclusões?
Bem, concluímos que isto não está fácil, não vai ser fácil e que no fim o mexilhão é sempre o que leva com as favas. Cada um de vocês que tire as suas conclusões. A Minha fé será a última a morrer, mas eu ainda escolho em que depositá-la.
PS: Já não leio tantos comentários como lia, em 2015 e 2016, a idolatrar o investigador. Assim como, já não apelidam tanto de Pafista, quem sempre desconfiou das intenções deste governo. Talvez, porque reconheceram que nunca o foram e, ao contrário deles, nunca se deixaram levar por qualquer (des)governo… (apesar de alguns o assim quererem)
A influência direta que as chefias exercem no desempenho dos colaboradores
Arménio Rego, Camilo Valverde e Rui Lourenço-Gil – docentes da Católica Porto Business School – acabam de vencer o Prémio Emerald para o melhor artigo científico. “Do gritty leaders foster employee psychological capital? – It depends on how humble they are” foi o paper premiado que reflete a influência direta que as chefias exercem no desempenho dos colaboradores. A distinção foi entregue durante a conferência ISSWOV (International Society for the Study of Work & Organizational Values), que decorreu em Itália, no início de julho.
A investigação, que envolveu a realização de três estudos – dois em Portugal e um nos Estados Unidos da América –, sugere que a “fibra” (grit) e a humildade dos líderes exerce efeitos positivos sobre o capital psicológico daqueles que são “liderados”. O efeito sobre os colaboradores pode ser, no entanto, negativo se as chefias não forem humildes, e isto independentemente da “fibra” ou “garra” que possam ter. Refira-se que o estudo contou, ainda, com a participação de Andreia Vitória e Ana Ventura, (da Universidade de Aveiro), Susana Leal (da Escola Superior de Gestão e Tecnologia do Instituto Politécnico de Santarém) e Miguel Pina e Cunha (da Nova School of Business and Economics).
(…) O desiderato de Trump não é simpatia dos outros por si: é o poder. O mais poder possível – aquele que só é alcançável com os companheiros adequados. Leiam, na página 26, o texto de Paulo Pena sobre a extrema-direita britânica, a ala política que, de facto, interessa ao atual presidente americano.
E, no entanto, sim: interessa ver como Trump atropelou a velhinha, na sexta-feira passada. Não tanto pela falta de educação, mas pelo desprezo pelo outro. Se acontece esse outro ser uma rainha, calculem o que vem aí para todos. O desprezo pelo outro, em regras de etiqueta, pode ser só má-educação. Em política começa a ser tempo de lhe chamar pré-fascismo.
O Secretário Regional da Educação e Cultura reconheceu hoje, em Ponta Delgada, que o ano letivo em curso está a ter “um fim atípico”, dado o impacto da greve dos professores.
Avelino Meneses, que falava à margem de uma audição na Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa, salientou que todos aqueles que estão inseridos no sistema educativo regional, tutela e unidades orgânicas, “têm o dever” de trabalhar “conjuntamente” para que o novo ano letivo se inicie com “o mínimo de atropelos”.
Com esta posição, o Secretário Regional da Educação frisou que “não há divergência de parte alguma, nem a atribuição de maior responsabilidade a uma parte ou à outra”.
Por outro lado, Avelino Meneses afirmou esperar que os docentes, em conjunto com os responsáveis das diferentes escolas, saberão encontrar “as soluções adequadas” para que eventuais constrangimentos no gozo de férias sejam ultrapassados.
O titular da pasta da Educação, questionado sobre o impacto financeiro resultante do descongelamento das carreias do pessoal docente nos Açores, referiu que esta “não é uma questão central”.
“A partir do momento em que nós [Governo] assumimos aplicar nos Açores a solução que vier a ser adotada em termos nacionais, assumimos esse compromisso com todas as suas implicações, independentemente de ser mais ou menos”, afirmou Avelino Meneses.
Os professores de pelo menos duzentas escolas vão continuar em greve. Esta é pelo menos a garantia do novo Sindicato de Todos os Professores (o STOP), o primeiro a avançar com a paralisação das reuniões de avaliação, a 4 de junho, e que agora é o único a estender o protesto até ao final de julho.
Num comunicado publicado no Facebook este domingo de manhã, o sindicato pede aos professores que informem que escolas vão continuar em greve “para poder fazer um comunicado de imprensa” mais completo. O objetivo é contrariar aquilo que apelida de notícias erradas a informar que a greve terminou a 13 de julho.
Já num post anterior, o STOP se queixava de “interesses instalados que querem parar a greve histórica” dos professores. “Só assim se compreende uma autêntica campanha de intimidação, desinformação e mentiras (do Ministério, alguns Media e outros responsáveis) contra o STOP e a sua greve que se iniciou a 4 de junho e que se estende até pelo menos 31 de julho. Neste texto publicado ontem, o sindicato informa que tanto os seus órgãos como a greve que convocou até final deste mês estão legais, e usa os serviços mínimos decretados pelo colégio arbitral até 31 de julho para comprovar isso mesmo.
Mas o protesto pode nem parar no final deste mês e prolongar-se em agosto. A direção do Sindicato de Todos os Professores deverá anunciar ainda este fim de semana essa decisão, tentando desta forma contornar uma eventual orientação das escolas para adiar férias dos professores.
Segundo André Pestana, apesar de pendente da decisão da maioria dos membros da direção, o prolongamento da greve às avaliações convocada pelo STOP por todo o mês de agosto deverá responder a “uma solicitação dos colegas, para se sentirem mais tranquilos em relação a agosto”.
Isto, porque, com a greve ainda em curso, e com milhares de reuniões de avaliação de alunos ainda por realizar, impedindo dessa forma que o ano letivo seja encerrado, as escolas viram-se forçadas a pedir orientações ao Ministério da Educação (ME), para saberem como agir e se devem, eventualmente, forçar os docentes a remarcar férias, mantendo-os nas escolas a trabalhar em agosto.
Alunos mais calmos, menos ansiosos e concentrados. Em Portugal há projectos de meditação e ioga aplicados às salas de aula.
Silêncio, chiu! Ao sinal do toque na taça tibetana, duas dezenas de crianças, com quatro e cinco anos, já sabem que os próximos minutos são para meditar. Sentadas no chão, pernas cruzadas, têm os olhos fechados à excepção de duas ou três, e inspiram e expiram devagar. Seguem viagem pela floresta até ao arco-íris guiados pela voz da educadora da creche para depois “regressarem” à sala em Miramar, Vila Nova de Gaia. Estão a meditar tal como milhares de crianças já fazem em contexto de sala de aula em Portugal. E com resultados: mais calmas, menos ansiosas e com mais concentração.
A meditação também poderá ter ajudado a não se deixarem sucumbir aos pensamentos negativos, como por exemplo a possibilidade de morrerem, enquanto estavam presos na gruta. “A meditação treina-nos para não considerar o pensamento como sendo realidade”, explica Dulce Gonçalves, mentora do projecto Mentes Sorridentes, que começou há quatro anos com alunos de educação especial, do agrupamento de escolas João Villaret, em Loures, e que já se alargou a outras escolas como em Odivelas e Póvoa de Varzim.
Neste último ano, Dulce Gonçalves avaliou o projecto na Escola Secundária da Ramada, em Odivelas, com o apoio da APM. E constatou que o grupo de alunos do 3.º ciclo e secundário, com uma média de 15 anos de idade, que praticou mindfulness conseguiu controlar os pensamentos. Este grupo experimental concretizou o projecto durante oito semanas a fazer mindfulness, uma vez por semana, e havia um outro grupo de controlo que não fez. Nesta avaliação também se constatou o aumento do bem-estar físico e qualidade das relações sociais entre os jovens. “O mindfulness é uma atitude de vida, há uma consciência do que está a acontecer sem que nos deixemos ser controlados pelos pensamentos porque, ao meditar, vou focar-me, por exemplo, na respiração ou nos sons que ouço”, explica Dulce Gonçalves, com uma pós-graduação em terapias cognitivo-comportamentais.
…
Mais a Norte, no Agrupamento Cego de Maio, na Póvoa de Varzim, há uma sala propositadamente preparada para acolher os primeiros participantes do projecto Mentes Sorridentes. Estamos em Janeiro – o P2 acompanhou o início do projecto na escola com alunos do 3.º ciclo – e a professora Ana Ribeiro vai dizendo: “Em casa podem fazer sentados, deitados. Hoje, vamo-nos colocar numa postura que nos ajude. Corpo direito, mais descontraído, pernas paralelas e afastadas, pés assentes no chão.” E eles anuem, alguns mais calados, outros com risos, mas seguem as orientações de um áudio: “Feche os olhos ou fixe um ponto perto de si sem desviar o olhar. Inspire tranquilamente o ar pelo nariz e liberte-o sem pressa pelo nariz ou boca. Inspire tranquilamente. Expire devagar”. Uns fazem-no, outros ainda mantêm os olhos abertos, como que um pouco desconfiados. “É natural que a sua mente fuja e traga pensamentos”, ouve-se. No final, os alunos começam a mexer os pés e as mãos devagar, e a abrir os olhos. E escutam: “Sorria! Vai tornar-se uma mente sorridente!”
A professora Ana Ribeiro pergunta-lhes o que sentiram. “Fechei os olhos e senti-me um bocado aliviada; acho que vou melhorar na escola e em casa. Vim para descontrair, organizar as ideias e acalmar, porque tenho alguma dificuldade de concentração na sala de aula”, responde Maria, nome fictício, 14 anos, do 8.º ano. Ao seu lado, Miguel, nome fictício, 15 anos, suspira e acrescenta: “Tenho bicho-carpinteiro (risos) e até senti um formigueiro nos pés, mas gostei de fazer esta experiência orientada. Aconselharam-me a participar para melhorar o meu comportamento e as notas.” A professora aconselha-os: “Há pessoas que se assustam no início por causa das sensações novas, mas tentem fazer em casa uma vez por dia, durante dez minutos. Vão ver que funciona.”
Ana Ribeiro acrescenta ainda: “Quando se enervarem, respirem. Inspirem e expirem antes de darem uma resposta torta.” Oito semanas depois, o P2 regressa à escola e volta a estar com os alunos que relatam estar mais calmos e concentrados nas aulas. “Adquiriram ferramentas para aplicar em qualquer situação da vida. Se se tornar uma rotina, funciona”, conclui a professora.
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Carta ao jovem que vai agora entrar para a Universidade
Jovem, 5ª Feira saíram os resultados e, se tudo correu bem, vais entrar para a Universidade.
Aproveita! Celebra! Exulta! Com os pais e com os avós, com os amigos, a namorada ou namorado, com o cão e o periquito, faz uma festa! Mereceste este momento, trabalhaste para este momento, estudaste tanto para este momento e a nota, os números, finalmente na parede como um troféu erguido ao céu!
Aproveita! Aproveita o Verão, não vais ter outro, daqui em diante é sempre a abrir e mais difícil do que entrar é sair da universidade, formado e benzido com o canudo pela mão.
E marca a diferença, desde logo com este grande não às praxes, sim à integração, não há humilhação.
A universidade não é só fonte de conhecimento, é mais que isso, é troca de conhecimento, é poder conhecer pessoas de todo o país e de todo o mundo mais os seus modos de pensar, agir e viver, e dar a conhecer os teus modos de pensar, agir e viver, e ao mesmo tempo aprender, rir e viver.
Faz amigos, faz mais amigos, na Universidade os amigos (também) são para a vida, ainda para mais quando se partilha o mesmo curso, o mesmo caminho, as mesmas escolhas e tudo faz sentido: afinal há mais como nós e eu não estava sozinho!
E erra, erra e aprende, mas não erres demais, os professores já não são os mesmos, não têm tempo, alguns sim, mas são a excepção.
De caminho entra para a Tuna, junta-te à Associação de Estudantes, distribui panfletos e entra em debates, faz noitadas, sai à noite ou de dia, pede apontamentos emprestados aos teus padrinhos da faculdade, balda-te às aulas mas não a todas, faz saídas de campo, vai à queima todos os anos, inscreve-te no Erasmus e dá à sola, volta para casa, acaba o curso e diz adeus outra vez, porque agora queres mais, viste mais, sentiste mais, e o mundo já não é o mesmo, nem tu, desde que entraste para a universidade meia dúzia de parágrafos atrás.
No fim, voltar à universidade só mesmo de visita, para um olá e dois dedos de conversa, a vida está à espera e o relógio não pára, nem tu, nem nós.
A Licenciatura é uma licença para aprender. Nunca o esqueças, e a aprendizagem não acaba aqui, ao invés acabou de começar. Aproveita-a, assim o disse, e faz mais, usa-a para o resto da vida.
No aviso de abertura do concurso de professores para 2018/2019 consta um calendário às quinzenas para as diversas fases do concurso.
Até hoje verifiquei que existe um esforço para o cumprimento integral desse calendário.
Para que o período das reclamações ainda começasse no último dia da segunda quinzena de Maio as listas provisórias foram publicadas ao final do dia 29 de Maio, para que o período de reclamações tivesse início a 31 de Maio.
A notificação das reclamações (pelo menos a informação disso) também saiu no último dia da primeira quinzena de Julho. Não tenho ainda conhecimento que algum docente tivesse sido notificado da reclamação, mas a informação foi colocada ontem no site da DGAE.
Tendo em conta este esforço podemos prever com alguma facilidade quando as listas definitivas serão publicadas.
Para isso faço o seguinte exercício.
Para que a Manifestação de preferências à contratação inicial e à Mobilidade interna tenham início ainda na segunda quinzena de Julho (31 de Julho) e dando um período de 5 dias úteis para a aceitação da colocação no concurso interno/Externo e Externo Extraordinário as listas definitivas nunca poderão sair depois do dia 23 de Julho.
A sondagem anterior apontava em maior número para que as listas saíssem depois do dia 20 de Julho.
Como geralmente as sondagens no blog acertam, o único dia possível na conjugação dos dois fatores (prazos e opinião dos leitores) é que as listas sejam publicadas no dia 23 de Julho.
Tendo em conta o elevado número de respostas para o dia 20 de Julho também aponto essa data como muito provável para o dia de publicação das listas definitivas de colocações ao concurso interno/externo e externo extraordinário.
Matrículas estão a ser feitas de forma condicionada porque muitos alunos ainda não têm notas atribuídas, o que poderá “prejudicar” os que queiram mudar de escola. A solução pode passar por “alterar os prazos” para a conclusão das matrículas, de “modo a que as famílias possam ir de férias” sem ficar com a “vida dependente desta confusão”, diz Confap.
Dez colégios que pertencem ao grupo GPS vão receber cerca de 10 milhões de euros através dos contratos de associação do próximo ano letivo. O Ministério da Educação justificou a decisão com a falta de oferta pública e com o facto de ainda não terem sido dadas como provadas as acusações de corrupção ativa, peculato, falsificação de documentos, burla qualificada e abuso de confiança de que são alvo o fundador do grupo, António Calvete, e outros quatro administradores.
Há pelo menos uma escola no país que suspendeu as férias dos seus professores enquanto as avaliações dos alunos não estão terminadas. Milhares de reuniões de conselhos de turma têm sido canceladas no último mês por causa da greve dos docentes, adiando o lançamento das notas e o encerramento do ano lectivo. No Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira, em Faro, esse é o motivo para adiar as férias.
Os professores da escola algarvia receberam uma ordem de serviço, assinada pela directora do agrupamento, com a informação de que “enquanto as actividades decorrentes do encerramento do ano lectivo não estiverem concluídas”, as férias que estavam anteriormente autorizadas “ficam suspensas até nova ordem”.
A nota interna, que circulou na Internet e foi publicada no blogue de Paulo Guinote, tem a data de quinta-feira, 12 de Julho. A directora do agrupamento de escolas Tomás Cabreira, Ana Paula Marques, não se encontrava na escola quando o PÚBLICO a tentou contactar. O adjunto da direcção Luís Miguel confirmou o conteúdo da circular emitida. Aquele dirigente não quis, no entanto, comentar o teor da nota enviada aos professores.
Não são só essas, Amigo. São também as listas da mobilidade estatutária de professores para toda e qualquer tipo de associações, associações de professores e outras entidades que não se acham em lado nenhum. Quem se lixa é quem bate com os ossos na sala de aula. O resto é treta!
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Não é código. É o tempo que quem ensina quer ver descongelado, resumido num círculo que anda ao peito dos docentes. Nem mais, nem menos.
13/07/2018
Os professores querem que o Governo descongele nove anos, quatro meses e dois dias – condensados em 9A, 4M, 2D gravados a vermelho sob um fundo branco – do tempo de serviço que esteve suspenso, sem contar para a progressão na carreira. E não desarmam. A greve às avaliações mantém-se até 13 de julho.
A ideia do crachá surge numa reunião da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). “Foi um trabalho coletivo para criar impacto em torno de um número”, revela Luís Lobo, responsável pela comunicação da Fenprof. Primeiro fizeram-se dez crachás que não passaram despercebidos numa conferência de imprensa. Houve vários pedidos e a Fenprof mandou fazer perto de mil. “É um crachá muito simples e espalhou-se com facilidade. Unificou a luta e as pessoas em torno de uma ideia”, refere Luís Lobo.
O líder da Fenprof acusou esta sexta-feira o Governo de cobardia, depois da secretária de Estado Adjunta e da Modernização ter alterado a agenda alegadamente para não se cruzar com uma manifestação de professores em São Pedro do Sul.
“Vamos começar no primeiro dia de aulas e tudo faremos para que não haja aulas ao abrigo da lei sindical, não com greve, não com mais esforço financeiro, [mas] com plenários e reuniões no país inteiro”, afirmou ainda Mário Nogueira.
Concentração de professores em várias capitais de distrito, aprovação de posições e promessa de continuação de luta no próximo ano lectivo. Esta sexta-feira é dia de protestos na educação. As hostilidades foram abertas pelo secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, esta manhã. Onde lembrou o já anunciado leque de medidas que marcarão o arranque do ano lectivo: “Os professores farão greve na primeira semana de Outubro” e o primeiro dia de aulas “será sinalizado com luta e realização de plenários”.
Mário Nogueira avisou ainda que os governantes da Educação ou o primeiro-ministro poderão ser confrontados durante o “mês de Julho, ou de Agosto, que são meses de férias” em sítios públicos.
“Temos de voltar em Setembro com a força toda que temos usado até agora. Vamos começar no primeiro dia de aulas e tudo faremos para que não haja aulas ao abrigo da lei sindical, não com greve, não com mais esforço financeiro, [mas] com plenários e reuniões no país inteiro, com a distribuição de um texto à população”, anunciou Mário Nogueira numa manifestação de docentes agendada para aguardar a chegada da secretária de Estado Adjunta e da Educação ao município de São Pedro do Sul, para assinatura de um protocolo.
Alexandra Leitão antecipou, no entanto, a sua presença, acto que o sindicalista considerou como “covarde”. “Pena é que tenhamos governantes que, como vemos hoje, têm nos genes a covardia política”, afirmou Mário Nogueira, lamentando que a secretária de Estado não tenha dito aos presentes se se comprometia ou não com os professores a resolver o problema, assumiu.
Desiludidos, desanimados e irritados. Ao fim de um mês de greve às avaliações, são estes os sentimentos de muitos professores depois de terem ouvido o resultado da reunião entre o governo e a plataforma de dez sindicatos – onde estão incluídos a FNE e a Fenprof – que assinalou o reatar das negociações sobre o descongelamento do tempo de serviço.
Oito meses depois do início das negociações vão ser feitas novas contas por uma comissão técnica criada para apurar o custo da medida e as negociações vão ser interrompidas em agosto para serem retomadas novamente em setembro, com os novos números em cima da mesa. Os sindicatos dizem que houve uma mudança no tom do discurso do governo para considerar o tempo de serviço congelado e consideram ser uma vitória que as contas sejam refeitas. Mas é uma solução que os professores consideram ser “nada” e dizem mesmo que as suas expectativas foram defraudadas.Estas são algumas das várias críticas que fluem no rescaldo da reunião tanto nas redes sociais, como nos blogues específicos da Educação e em alguns grupos do Facebook, por onde já se questiona se vão continuar a aderir aos protestos já agendados pela plataforma sindical para 17 de setembro e para a semana de 5 de outubro.
As críticas Com um mês de greve os professores tinham a expectativa de que fosse apresentada uma proposta mais concreta, explicaram ao i vários docentes. “Foi para isto que fizemos greve?”, é a frase que mais se repete em vários grupos de professores.
Também a Paulo Guinote, professor e autor do blogue “O Meu Umbigo”, chegaram vários emails a tecerem críticas à posição dos sindicatos. “Os professores estão muito irritados com os sindicatos porque já andamos nisto há demasiado tempo para não nos deixarmos enganar com estas conversas”, frisa Guinote.
O cenário traçado pelo professor é de “um desânimo muito grande”: “Sentimo-nos encurralados nesta situação pelo ministério e pelos sindicatos que reagiram demasiado tarde”. Considera mesmo que a reunião “não serviu para nada”. Por tudo isto, Paulo Guinote duvida “que em setembro exista muita gente disponível seja para o que for”.
O mesmo diz Arlindo Ferreira, diretor escolar e autor de um dos blogues de educação mais visitados de Portugal, o “DeArlindo”. Pelos vários emails que recebeu, Arlindo Ferreira apercebeu-se de que “muitos professores não ficaram contentes”: “Tinham as expectativas de que pudesse acontecer alguma coisa depois da greve, foi para isso que a fizeram”. Além disso, “as contas já estão feitas e já foram apresentadas várias vezes”, remata Arlindo Ferreira.
O sentimento é partilhado, por exemplo, por Maurício Brito, professor de Educação Física do agrupamento de escolas de Ponte Lima, para quem o resultado da reunião provocou “uma desilusão muito grande”, que “aparenta ser mais uma coreografia do que uma negociação efetiva”. Maurício Brito avisa ainda que “os professores estão fartos desde há muitos anos do faz de conta”.
O mesmo diz a professora de Português-Francês no Agrupamento de Escolas de Azeitão, Celeste Oliveira. “Não me sinto representada e só sou sindicalizada porque preciso de ter alguma retaguarda. Já me senti traída em várias ocasiões”, porque “as soluções acabam por nunca ser as melhores”.
Além disso, outros professores ouvidos pelo i, salientam que as soluções que resultaram da reunião vêm “adiar” a tomada de decisões do governo e dos sindicatos por jogadas políticas.
“Há sindicatos com ligações a partidos que ou estão no governo ou estão a apoiar o governo e em vias de negociar o orçamento para o próximo ano. Há muitos interesses nos bastidores que se elevam e não há defesa da nossa classe”, lamenta Maurício Brito.
“Os sindicatos são sempre brandos e penso que há jogos políticos”, acrescenta Celeste Oliveira.
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(FOTOS COM EMBARGO ATÉ ÁS 00.00 DO DIA 12 DE DEZEMBRO) Alunos durante uma aula de biologia na Escola Secundária de Campo Maior, um dos estabelecimentos de ensino em destaque devido aos bons resultados conseguidos pelos alunos nos exames nacionais, 09 de dezembro de 2015. (ACOMPANHA TEXTO DE 12 DE DEZEMBRO DE 2015). NUNO VEIGA/LUSA
As provas finais do 3.º ciclo de 2018 foram realizadas em 1 255 escolas localizadas em Portugal Continental, nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e nas escolas no estrangeiro com currículo português, refere o Júri Nacional de Exames em comunicado.
Na 1.ª fase das provas finais do 3.º ciclo, obrigatória para todos os alunos internos que se encontrem em condições de admissão, foram realizadas 189 266 provas, referentes às disciplinas de Português (91), de Matemática (92), de Português Língua Segunda (95), para alunos surdos, e de Português Língua Não Materna (93 e 94), o que totaliza mais 3 949 provas do que no ano transato.
No processo de classificação das provas finais do 3.º ciclo, estiveram envolvidos 4 171 professores classificadores do 3.º ciclo do ensino básico, que contribuíram para um rigoroso cumprimento dos prazos previstos para a afixação das pautas.
Na realização de todas as provas finais do 3.º ciclo do ensino básico estiveram ainda envolvidos mais de 10 000 docentes vigilantes e pertencentes aos secretariados de exames das escolas, cujo desempenho foi fundamental para que a 1.ª fase tenha decorrido sem problemas de relevo e com um baixo número de ocorrências.
A média das classificações da 1.ª fase das provas finais de ciclo é, na disciplina de Português, de 66 pontos percentuais (desvio padrão de 16) e, na disciplina de Matemática, de 47 pontos percentuais (desvio padrão de 27).
No que diz respeito à prova final de Português (91), a classificação média evidencia uma subida em comparação com os resultados do ano anterior, observando-se uma variação de 8 pontos percentuais. Relativamente à prova final de Matemática (92), observa-se uma descida no valor da média das classificações, de 6 pontos percentuais.
Na prova de Português (91) observa-se que cerca de 87% dos alunos obtiveram uma classificação igual ou superior a 50%, sendo que, na prova de Matemática (92), cerca de 48% dos alunos obtiveram classificação igual ou superior a 50%.
Relativamente às taxas de reprovação, a variação relativamente a 2017 é pouco significativa: na disciplina de Português, regista-se uma descida de um ponto percentual, ao invés da disciplina de Matemática, em que se verifica uma subida de um ponto percentual.
Encontra-se disponível a funcionalidade para os docentes procederem à reclamação/desistência do concurso de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança, entre o dia 13 de julho e as 18:00h de Portugal continental do dia 19 de julho de 2018.
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O senhor António Costa anda desorientado no tempo… então será que a subida de dois pontos percentuais no resultados escolares dos alunos se deve a medidas que só vão entrar em vigor, em força, no próximo ano letivo?
Demagogia não é coisa que falte no seu discurso do estado da nação.
Quando disse que as medidas implementadas por este governo foram os principais motores para a descida do insucesso, esqueceu-se dos alunos e dos professores, esses não tiveram qualquer interferência…
O egocentrismo em força, desrespeitando todos os outros intervenientes.
O esforço foi só seu, senhor primeiro ministro, vanglorie-se, já que mais ninguém, na educação, o parece fazer.
Os directores das escolas pedem ao Ministério da Educação (ME) que os informe se podem ou não autorizar as férias dos professores caso as reuniões de avaliação continuem a ser adiadas por causa da greve. O Sindicato de Todos os Professores (Stop) mantém o pré-aviso até ao final do mês, ao contrário das outras estruturas sindicais. Esse protesto pode impedir a conclusão do ano lectivo.
Depois de um mês e uma semana de greve, continuam por realizar as avaliações da generalidade das turmas do 5.º ao 8.º anos do ensino básico e do 10.º ano — para os quais não vigoraram serviços mínimos, ao contrário do que aconteceu com as turmas de anos em que há provas nacionais de final de ciclo. Caso a greve convocada pelo Stop tenha um nível de adesão com impacto nas escolas essa situação pode manter-se, adiando a conclusão oficial do ano lectivo.
A situação “é complicada”, admite o presidente da Associação Nacional de Directores de Escolas, Manuel Pereira. Se, por um lado, a lei estabelece como “inalienável o direito a férias”, o director da escola também tem o direito a não autorizar as férias “dos professores que não terminaram o trabalho”, defende aquele dirigente.
“Também tenho dúvidas sobre essa situação”, diz o presidente da Associação Nacional dos Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima. “Isto nunca aconteceu e o Ministério da Educação vai ter que esclarecer os directores sobre isto.” Ontem, o ME não respondeu às dúvidas colocadas pelo PÚBLICO em tempo útil.
Os especialistas em Direito do Trabalho ouvidos pelo PÚBLICO também têm interpretações divergentes. A Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas não faz qualquer referência sobre situações como estas. Nesses casos, aplica-se o Código de Trabalho, que define que em situações de “necessidade imperiosa” podem ser adiados os períodos de férias dos trabalhadores que já se encontram marcados, diz o especialista Fausto Leite. A “enorme gravidade da situação, em que estão em causa as vidas dos estudantes e as avaliações” corresponde ao tipo de situações extraordinárias em que seria admissível a alteração das férias já marcadas, admite. “Não me repugnaria que isso acontecesse”, sublinha.
“Isto está pensado não para consequências do exercício de direitos mas para circunstâncias estranhas à vontade das partes”, discorda António Garcia Pereira. A lei prevê apenas as remarcações das férias em “situações excepcionais” e “imprevisíveis”, defende.
De qualquer das formas, caso uma situação como estas viesse a acontecer, os trabalhadores têm direito a remarcar as férias ou, caso não as pudessem gozar — o que será o caso dos professores que em Setembro têm que estar novamente nas escolas — seriam ressarcidos pelos dias de férias não gozados.
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A Educação é uma das áreas mais complexas da sociedade e, também, da ação dos nossos governantes. As suas múltiplas facetas obrigam os profissionais a ter preparação adequada que, muitas vezes, não se adquire com a licenciatura, mas em formação contínua, até porque as alterações são uma constante. Considero que, em termos genéricos, a Escola tentou responder à diferença de forma empenhada e profissional, fazendo um trabalho notável, igualmente no âmbito da Educação Especial, mérito dos professores, técnicos e assistentes operacionais, que se entregaram em pleno para dar a melhor resposta a quem apresentava “limitações significativas de caráter permanente” que “resultavam em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, aprendizagem, mobilidade, autonomia, relacionamento interpessoal e participação social”.
No entanto, facilmente se percebia que as respostas ao abrigo do DL n.º 3/2008, de 7 de janeiro, não conseguiam enquadrar todos os alunos que apresentavam dificuldades no seu processo de aprendizagem, porque a lógica de resposta apenas servia alguns, rigidamente tipificados e categorizados. E mesmo assim, todos os anos, assistia-se ao aumento exponencial, porventura descontrolado, de elegibilidades de alunos, na ordem dos milhares (dados estatísticos de 2017 contabilizaram, só nesse ano, 4441 novas elegibilidades), em contraciclo com a diminuição do número global de discentes, julgando que muitas dessas sinalizações pudessem ter uma outra resposta pedagógica diferenciada com mobilização de recursos organizacionais da escola.
Perceciona-se que o modelo assistencialista não resulta numa escola que não quer permitir que nenhum aluno seja deixado para trás, pela assunção de que todos aprendem, participando de forma ativa para progredir na obtenção do sucesso educativo. Deste modo, em articulação e complementaridade com os contributos e princípios orientadores do Programa de Autonomia e Flexibilidade Curricular, Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória e Plano Nacional de Promoção e Sucesso Educativo, entre outros, emerge o DL n.º 54/2018, de 6 de junho, normativo referente à Educação Inclusiva, avançando uma abordagem multinível de medidas de suporte à aprendizagem e desafiando as escolas a (re)pensar a sua atuação, num desenho universal para a aprendizagem, convocando todos, professores, técnicos, assistentes operacionais e outros, cooperativamente, a encarar a diversidade como uma oportunidade de construção compreensiva e integral de cada um dos seus alunos.
Para o efeito, é imperativo que a escola estabeleça pontes com a comunidade, nas suas diferentes áreas de intervenção e serviços, protocolando parcerias fundamentais, numa colaboração estreita, que fundamenta uma visão holística na adequada resposta educativa que se espera efetivar.