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Out 19 2021

Sugestão de Leitura – A escola pública e o desenvolvimento desportivo: da concetualização à operacionalização: o caso do Agrupamento de Escolas de Vagos

  • By Rui Cardoso
  • 19 de Outubro de 2021

Decorreu no dia 18, na EB de Vagos, a apresentação do livro A ESCOLA PÚBLICA E O DESENVOLVIMENTO DESPORTIVO, da autoria de Paulo Branco e Hugo Martinho.

 

Podem as Escolas desenvolver apenas políticas próprias, integradas no respetivo sistema (educativo), ou prosseguir políticas mais abrangentes, com interfaces com outros sistemas? Bastará à Escola seguir as diretrizes da tutela nas questões da Educação Física e do Desporto Escolar? Ou podem (e/ou devem?) ter uma política desportiva própria? Ou não devem ter nenhuma, realizando apenas “ações educativas” avulsas e desligadas? Quais os objetivos de uma política desportiva? Será que a Escola deve contribuir para o sistema desportivo local? E para o sistema desportivo nacional? Ou não deve ter qualquer interesse, ou ação, por serem realidades diferentes? Ou ser apenas reativo e colaborar quando solicitado? Ou ser pró-ativo e ser “motor” de desenvolvimento? Como interagir com os clubes locais? Ignorando-os? Estabelecendo interações? Em que áreas, de que formas e com que objetivos? E com as famílias: deve ignorá-las? Ou deve exercer uma ação pedagógica e de sensibilização? E os alunos: deverão merecer atenção igual? Ou haverá grupos-alvo prioritários? Quais? Como gerir os fatores de desenvolvimento desportivo? Com que recursos?Estas foram algumas das questões que suscitaram a reflexão dos autores e, mais do que isso, balizaram a sua intervenção no Agrupamento de Escolas de Vagos.

  • 1 comentário

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Out 19 2021

(sem título)

  • By Rui Cardoso
  • 19 de Outubro de 2021

 

O BE e o PCP apresentaram as suas propostas para viabilizar o OE 2022. Uma delas poderá ter algum interesse para os professores.

Eles querem pôr fim à penalização para as reformas antecipadas para trabalhadores com mais de 60 anos que tenham, ao mesmo tempo, 40 anos ou mais de desconto.  Isto abriria algumas portas para a saída e renovação.
Mas duvido…

  • 26 comentários

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Out 19 2021

Umas horas de luta contra a ADD – Luís S. Braga

  • By Rui Cardoso
  • 19 de Outubro de 2021

 

Hoje é dia de tentar explicar à Comissão de Educação do Parlamento os agravos que sofremos com a ADD.
Centrado no ângulo da opacidade e falta de transparência.

Muita gente acha que esta minha mania das petições e de querer “por o sistema a funcionar” não vale a pena.

Ser democrata implica achar que os processos democráticos cansam, mas valem a pena.

Ver que o Conselho de Escolas ou o Ministério não respondem aos pedidos para darem parecer ou ler os pareceres das associações de diretores já fez valer a pena.

Vê-los a fugir com o rabo à seringa ou ver representantes dos diretores a responder com notas informativas e portarias a problemas de direitos fundamentais não deixa de ser encantador.

Pensar como resmungaram contra mim ao escrever os pareceres (que vale a pena ler para perceber que a ADD é um sistema podre) faz-me sorrir.

Pode a petição não matar, mas mói. E se moessemos mais, talvez não fizessem tanta farinha connosco.

 

  • 7 comentários

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Out 19 2021

Já começou – FICASC.Açores 2021

  • By Cinema Sem Conflitos
  • 19 de Outubro de 2021

Está a decorrer mais uma edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense, o FICASC, nos Açores.

Fruto de uma união entre a Serra Catarinense e a Ilha de São Miguel, O FICASC Açores tem produção da Associação Cinema Sem Conflitos, apoio do Governo dos Açores e Escola Secundária Antero de Quental.

As sessões presenciais serão nos auditórios da Biblioteca Pública e Acervo Regional de Ponta Delgada e no Expolab – Centro de Ciência Viva.

O Festival tem os seus como objectivos promover cultura com informação de qualidade, gerando uma reflexão sobre o papel de cada um na busca de soluções e alternativas para um mundo mais sustentável.

 

PROGRAMAÇÃO

Divulgação dos cartazes oficiais FICASC.Açores 2021 com a programação completa para esta edição do festival nos Açores.

 

 

 

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Out 18 2021

Comunidade educativa de Condeixa-a-Nova está mais pobre

  • By Rui Cardoso
  • 18 de Outubro de 2021

 

Os nossos sinceros sentimentos à família e a toda a comunidade educativa de Condeixa-a-Nova por esta perda tão precoce.

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Out 18 2021

Despacho de autorização de projetos-piloto de partilha de turmas, no âmbito do ensino profissional

  • By Rui Cardoso
  • 18 de Outubro de 2021

Publicado hoje o Despacho do Secretário de Estado Adjunto e da Educação que autoriza a realização de projetos-piloto de partilha de turmas, no âmbito do ensino profissional, nos estabelecimentos de ensino de nível não superior.

Despacho n.º 10085/2021

É autorizada a realização de projetos-piloto de partilha de turmas, no âmbito do ensino profissional, nos estabelecimentos de ensino de nível não superior, doravante designados por escolas, em regime de experiência pedagógica, destinados à promoção da diversificação da oferta educativa e formativa nos territórios de baixa densidade, de modo a permitir dar resposta aos interesses dos alunos e às necessidades da economia e do mercado de trabalho dessas regiões, promover a qualidade das aprendizagens e o sucesso escolar.
  • 1 comentário

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Out 18 2021

A importância do professor? A importância das crianças -João André Costa

  • By Rui Cardoso
  • 18 de Outubro de 2021

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É Sexta-feira à tarde, já me fiz doente de tanto trabalho e pouco sono e ainda agora estive ao telefone com Hounslow na tentativa de arranjar uma escola que acolha um antigo aluno, agora no 11° e amanhã sem-abrigo, ele e a família por inteiro, vítimas dos cortes nos apoios sociais, os “benefit caps“.
Sem poderem pagar a renda, tiveram de mudar de casa e de vida de um dia para o outro, o miúdo está sinalizado como aluno de risco “derivado” (foi a polícia que utilizou esta palavra, não eu) de ligações a gangues e nenhuma escola e nenhum professor quer um aluno “derivado”.
Sem resposta, ainda estou à espera e ao telefone.
E ai de quem me venha dizer em como “esta malta estava a pedi-las” ou “esta malta só vive à custa dos outros“ em comentários tão redutores como mesquinhos, apenas sedentos do mal do próximo porque sim, porque se estivermos todos mal então estamos todos bem.
É o que acontece quando não se conhece o aluno, o seu nome e passado, a vida e onde a vida leva tantos alunos, tantos passados, tantas crianças.
A ignorância, irmã das ditaduras militares, é o nosso eterno cavalo de batalha e enquanto a ignorância reinar, um motivo para votar: por isso a importância do professor.
Porque se aqui estamos, é para indagar, perguntar e questionar e eternamente viver nesta idade dos porquês, porque sim, porque me apetece, porque tem de ser e todos os ídolos trazem os pés a chumbar de barro.
Não é por nossa causa. Não somos nós. Nós não somos importantes. Importantes são as crianças. Se aqui estamos, a elas o devemos. Não o esqueçamos, porque as nossas acções, o nosso dia-a-dia, nem por sombras deve ser pensado no sentido da auto perpetuação, porque perpétuos deixámos de o ser no dia em que decidimos crescer.
As crianças sim, são perpétuas, e correm para nós em vagas que se atropelam, umas por cima das outras, umas ao invés das outras, à procura de um “je ne sais quoi” de amor, um pouco de atenção, um minuto de saliva e a hora de um abraço.
E não tolero a cobardia de professores e escolas eternamente dependentes de resultados e ao mesmo tempo incapazes de perguntar porquê ou apontar o dedo às instâncias superiores. Como se ao professor coubesse obedecer. Como se o professor já não pudesse ajudar, acolher, cuidar. Egoísmo? Medo.
E quem somos nós entretanto se estas palavras daqui a nada já contam cem anos e de nós pouco resta para além da memória de uma aliança de ouro e uma data, sinal em como amámos e fomos amados?
Histórias da vida, dão para rir e chorar, aprender e esquecer, contar e cantar, dão mas não recebem, são fontes, jorram, sempre para jusante até se perderem num qualquer mar em tudo maior que o seu.
Escrever? Escreve-se por amor à palavra, não porque por tal se tenha proveito, mas para que outros o tenham no nosso lugar. Não se escreve, dá-se, a troco de nada.
Escrevemos para ensinar, e para repetir a única mensagem susceptível de ser repetida: façam o favor de ser felizes, porque nós, os fenecidos, não felizes, já nem sequer somos, quanto mais tolos.
Por tal, deixem a cobardia em casa, de pouco vos servirá uma vez na capela dos ossos, e ensinem pelo simples prazer de ensinar, porque são as palavras, e não os corpos, que ecoam nos séculos: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”.
Nunca lá entrei, na dita capela, basta-me a mensagem e a insignificância à qual nos reduz. Penitenciem-se portanto, mas desta feita não pelo perdão divino (que não existe, nem nunca existiu) mas pela certeza de nunca mais sobreporem a vossa vontade à vontade dos outros, das crianças.

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Out 18 2021

Pré-escolar para todos

  • By Rui Cardoso
  • 18 de Outubro de 2021

Ao permitirmos que todas as crianças acedam ao pré-escolar, mesmo que a coberto da sua obrigatoriedade, estejamos a permitir que a escola se rejuvenesça com o pré-escolar em vez de nele se intrometer

Pré-escolar para todos

 Alargar a escolaridade básica até aos 3 anos é uma medida sensata, considerando as necessidades das crianças. Mas não devia ser interpretada como uma parâmetro de esquerda ou de direita. E não devia representar “só” uma proposta a um plano enquadrado na Estratégia Nacional de Combate à Pobreza. Por mais que, em Portugal, muitos jardins de infância custem mais que a maioria das universidades privadas. Por mais que o compromisso de dar oportunidades educativas a um filho represente um dos mais significativos obstáculos ao desejo dos casais terem mais filhos e esse encargo não possa ser assumido por muitas famílias. E por mais que haja mais de 18500 crianças em idade de frequentar o pré-escolar que estão fora dos estabelecimentos de educação a ele dedicado. A universalidade da educação infantil não pode não ter outros objectivos que não sejam pedagógicos. Doutra forma, uma medida que se impunha há muitos anos, corre o risco de nascer torta. Inquinada por acordos com incidência parlamentar circunstanciais. E muito pouco pautada por medidas que resultem dum entendimento de fundo acerca daquilo que se espera para as crianças e para a escola.

 

 

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Out 17 2021

A nova escola digital – Paulo Serra

  • By Rui Cardoso
  • 17 de Outubro de 2021

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Eu sou um burro digital. Não no bom sentido de ser um holograma do animal mas de no inquérito da competência digital ter tido 30 e tal pontos. Desde 88 que não largo os computadores. Gastei fortunas… não sei..uma autêntica fnac de computadores…testei quase todos os programas da revista netsurf. Fui coordenador do nonio sec XXl ainda passavam carroças aqui na rua. Ontem vi uma colega da minha idade aflita a fazer TPC para ser competente digital: conteúdo para uma aplicação streaming. Estava eu quase a dar a ter pena dela quando tive um pensamento negro corroborado pela leitura do texto estatístico sobre o extraordinário número de rubricas a realizar e o tempo que se gasta a fazer por grupo de alunos, turmas, anos, etc etc necessidades particulares /especiais relacionado com as famosas rubricas e q a avaliação formativa obriga. Diz que são milhares de anotações e trabalho permanente.. E eu pensei que uma coisa está ligada à outra: com os preços da gasolina incomportáveis, e não havendo outra maneira de passar o tempo, vamos ter o que resta do fds a produzir materiais didáticos. Como são em stream teremos que montar o escritório 24h na cozinha para ir fazendo a sopa em simultâneo. No fundo uma espécie de era esclavagista não industrial, mas digital. Afinal, ó colegas, entre o comer e o WC o digital era o que faltava.

 

  • 3 comentários

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Out 17 2021

A falsa quietude de um comprimido…

  • By Rui Cardoso
  • 17 de Outubro de 2021

Depression

 

Em Junho de 2020 foi amplamente divulgado, por praticamente toda a Comunicação Social, que Portugal era o quinto país da OCDE que mais medicamentos ansiolíticos e antidepressivos consumia…

 Segundo os dados apresentados nessa altura, bem ilustrativos desse consumo, de Janeiro a Março de 2020 ter-se-iam vendido mais de cinco milhões de embalagens de fármacos das categorias ansiolíticos, hipnóticos, sedativos e antidepressivos (dados do INFARMED, citados na Comunicação Social)…

 Ainda que, frequentemente, se assista à patologização, por vezes excessiva e abusiva, de determinadas reacções e comportamentos, nem sempre elegíveis como manifestações de efectivos transtornos depressivos, de ansiedade ou do humor, também não será prudente ignorar ou escamotear o número astronómico daqueles psicofármacos adquiridos pelos portugueses, num tão curto espaço de tempo…

 E se, por um lado, parece existir uma certa banalização e vulgarização do consumo de alguns psicofármacos no nosso país, por outro, também parece plausível que a pandemia não possa explicar tudo, nem servir como principal justificação para esse tipo de dependência…

 Partindo dos dados anteriores, talvez se possam tecer algumas considerações e fazer algumas inferências sobre a Classe Docente e o consumo dos referidos medicamentos:

 Apesar de não estarem disponíveis estudos de âmbito nacional sobre a caracterização do consumo de antidepressivos e de ansiolíticos por parte da Classe Docente, parece aceitável considerar que um número significativo de profissionais de Educação, em particular os professores, possa ser consumidor habitual e regular dessas categorias de psicotrópicos…

 A principal justificação para a existência dessa expectativa assenta naturalmente no Burnout Docente, sobejamente analisado, reconhecido em inúmeros estudos e conhecido de todos…

A esse propósito, refiro apenas esta conclusão de um estudo realizado a nível europeu, citado pelo Jornal Expresso, em 24 de Março de 2021: “Professores em Portugal são os que revelam maior stress na Europa”…

 Por outras palavras, parece provável que o esgotamento físico, mental e emocional que afecta parte considerável da Classe Docente possa contribuir fortemente para a existência de um consumo acentuado de medicamentos antidepressivos e ansiolíticos nesse grupo profissional, apesar de não existirem estudos disponíveis de abrangência nacional que abordem especificamente essa temática e que comprovem a hipótese anterior…

 Apesar disso, existe um estudo de âmbito nacional, tornado público pela FENPROF em Outubro de 2018 (Inquérito Nacional sobre as Condições de Vida e Trabalho na Educação em Portugal), que, entre outros, aborda o consumo de algumas substâncias psicoactivas por parte dos professores, sem especificamente aludir a medicamentos das categorias antidepressivos e ansiolíticos…

 Os resultados desse Inquérito permitiram concluir que 18,7% dos professores tinha pelo menos um consumo preocupante (entre álcool, drogas e medicamentos) e que, nessa vertente, a maior preocupação dos docentes se prendia com o consumo excessivo de medicamentos…

 Ainda que nesse Inquérito não tenham sido identificados os medicamentos que mais contribuíam para suscitar a referida preocupação, inevitavelmente, entre eles, estarão expectavelmente os psicofármacos, onde se incluem antidepressivos e ansiolíticos…

 Xanax, Lorenin, Zoloft, Prozac ou Victan, quantos professores estarão (demasiadamente) familiarizados com estes “palavrões”?

 Quantos professores consumirão de forma regular e habitual tais medicamentos ou outros afins? Dos cinco milhões de embalagens, quantas terão sido adquiridas por professores?

 Quantos professores estarão dependentes de um comprimido para dormir?

E não falo apenas dos que têm acompanhamento médico e que tomam medicação antidepressiva e ansiolítica prescrita por essa via, falo também dos que consomem tais medicamentos por via do “atalho” da auto-medicação…

 De uma forma ou de outra, consumir esse tipo de fármacos até pode atenuar alguns sintomas e proporcionar uma momentânea sensação de bem-estar, mas não debela as causas ou a origem do problema e por isso não o elimina… Na melhor das hipóteses, fica-se “anestesiado”, “adormecido” ou “dopado” e quando, porventura, se “acorda” o problema lá continuará, por resolver… E nessas circunstâncias, o mais comum é entrar-se numa espécie de “círculo vicioso”, do qual é difícil sair…

 Em cada escola, já sabemos, os problemas são sempre muitos, de natureza variada e nunca acabam… Por outro lado, também sabemos que, quase sempre, é muito mais fácil, imediato e cómodo engolir comprimidos do que conseguir dizer Não ou lutar por mudar alguma coisa… Mas é também enganar-se a si próprio…

 Quando reiteradamente se aceita tudo, se forjam “sorrisos amarelos” e se reprimem reacções, temos, muitas vezes, meio caminho andado para a auto-comiseração, para a frustração e para o consumo, meramente paliativo, de determinadas substâncias, legais ou ilegais…

 Melhor do que levar os desaforos para casa, ter a coragem de dizer Não ou de dar alguns “audíveis murros na mesa”, talvez seja muito mais terapêutico e catártico do que “enfardar” medicação e poderá, efectivamente, ajudar a eliminar alguns problemas…

 Em vez de alguém se culpabilizar por se sentir angustiado, ansioso ou exausto, talvez seja mais eficaz e vantajoso começar por estabelecer limites (inultrapassáveis) entre aquilo que é Trabalho e aquilo que é Família, Lazer ou Pessoal… Cumprir escrupulosamente o horário de trabalho é diferente de ultrapassar constantemente esse horário, de não “desligar” ou de abdicar da separação entre as várias esferas da vida…

Desculpas ou pretextos para continuar a incorrer no anterior, cada um poderá encontrar os que quiser, sendo certo que o resultado mais óbvio disso será deixar-se anular, silenciar ou maltratar…

O volume de trabalho incontrolável, sobretudo motivado pelas insanas tarefas burocráticas e administrativas que, na maior parte das vezes, não têm relação directa com a leccionação, só cessará quando se começarem a ouvir muitos Não…

 No actual contexto de trabalho em escolas, não há nenhum profissional, seja quem for, que possa considerar-se como insubstituível, convirá talvez ter consciência disso…

Quando alguém morre ou adoece, física e/ou mentalmente, o “período de luto” em relação à perda, quer seja permanente ou transitória, costuma ser curto; rapidamente se esquece esse alguém; e outro tomará o seu lugar, seguindo-se sempre na perspectiva do “the show must go on”…

 Escusamos de acalentar ilusões: as escolas transformaram-se em “máquinas trituradoras de pessoas”, sobrando aos próprios eles próprios, no zelo pela sua saúde mental e física. E o resto são “lágrimas de crocodilo” e efémeras homenagens …

Por difícil que seja aceitar, não há (infalíveis e imortais) “Super-Mulheres” ou “Super-Homens”, a não ser na ficção…

 Sem dramas desnecessários, e pelas palavras de Caetano Veloso (Vaca Profana), fica-nos esta “consolação”: “De perto, ninguém é normal”…

Mesmo que o conceito de “normalidade” se apresente, muitas vezes, como subjectivo, duvidoso e questionável…

  

(Matilde)

 

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Out 16 2021

Percentagem de professores não colocados (vídeo)

  • By Davide Martins
  • 16 de Outubro de 2021

Evolução dos professores não colocados até ao dia 15 de outubro de 2021.

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Out 16 2021

1041 horários em Contratação de Escola na semana de 11 a 15 de outubro

  • By Davide Martins
  • 16 de Outubro de 2021

Destes, 545 não foram ocupados nas reservas de recrutamento… 159 são completos!

 

  • 2 comentários

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Out 16 2021

Função Pública com menos 11% de poder de compra

  • By Rui Cardoso
  • 16 de Outubro de 2021

Função Pública com menos 11% de poder de compra

Aumento salarial de 0,9% em 2022 está longe de compensar mais de uma década de congelamento, só interrompida em 2020
Entre 2010 — o primeiro ano de congelamento da tabela remuneratória — e 2022 — considerando já o aumento de 0,9% nesse ano —, os salários da Função Pública acumulam uma degradação do poder de compra de 11% (ver gráfico), indicam os cálculos do Expresso. Isto considerando apenas o impacto da inflação e sem levar em conta os cortes a que esteve sujeita nos anos da troika.
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Out 16 2021

Pouco mais de 5000 professores disponíveis para 31 grupos de recrutamento

  • By Davide Martins
  • 16 de Outubro de 2021

Após a publicação da RR7, verifica-se que existem 18480 candidaturas por colocar nas reservas de recrutamento. Estas candidaturas correspondem a 12835 candidatos (porque vários professores concorrem a mais do que um grupo).

Se retirarmos da equação 4 grupos de recrutamento com realidades muito particulares (pré-escolar, 1º ciclo e educação física), o número de professores disponíveis diminui drasticamente: 6612 candidaturas que correspondem a 5340 professores.

Percebe-se, portanto, aquilo que é óbvio: a maioria destes professores não concorre para o Sul do país e os que o fazem excluem das preferências os horários incompletos.

Não será muito descabido concluir, se fizermos o cruzamento com a lista de colocados, que os horários incompletos dos grupos que têm abaixo de 25% de candidatos por colocar dificilmente serão preenchidos por professores profissionalizados, principalmente em distritos como Lisboa, Setúbal e Faro.

Mesmo nos 4 grupos com mais candidatos, sabe-se que muitos destes professores por colocar exercem funções em instituições particulares (pré-escolar e 1.º ciclo). Nos grupos de educação física, o número de candidatos aumentou muito no último ano, fruto da incerteza provocada pela pandemia, que levou ao encerramento de ginásios e à paragem em diversas modalidades desportivas.

 

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Out 16 2021

Escolas num caos

  • By Rui Cardoso
  • 16 de Outubro de 2021

Fizemos um raio-x ao ensino: há escolas que recomendam o uso de máscara em miúdos com menos de 10 anos. Há estabelecimentos que proíbem os brinquedos de casa e continuam a faltar professores.

Máscaras nas crianças, proibição de levar brinquedos, falta de professores. Escolas num caos

Sempre que chega à porta do infantário e deixa o filho André, que nem 2 anos tem, num berreiro, Andreia Gama fica inconsolável. Nunca entrou na escola, não conhece a sala, nem pode acalmar-lhe o choro. E não entende o motivo de as regras não serem iguais em todos os critérios de ensino. Dos três filhos (os outros têm 13 e 7 anos), só a escola do mais novo, por exemplo, faz visitas de estudo. “Nada é coerente. As crianças vão ver uma peça de teatro para bebês e depois os pais não podem entrar do infantário. Entrego o meu filho como uma mercadoria a uma cara diferente, de máscara. Ele resiste a largar o meu colo… Isto todos os dias custa muito”, desabafa esta mãe, de Setúbal.

“Uma criança muito pequena ativa o sistema de alerta sempre que está em locais estranhos e na presença de pessoas que não conhece, e são os pais que têm de fazer, caso, a entrega à educadora. Se ficar muito tempo em estado de alarme, sem uma figura de referência, isso dificulta o desenvolvimento emocional, cognitivo e imunitário da criança”, explica à SÁBADOa psicóloga Laura Sanches. Na semana passada, o grupo parlamentar do PAN levou à Assembleia da República uma iniciativa para que o Governo “diligencie junto da Direção-Geral da Saúde com vista à revisão com caráter de urgência” das atuais normas que “impedem a presença de pais e/ou mães junto das crianças, nos momentos de transição para os contextos educativos”. Para o PAN, estando Portugal numa fase de desconfinamento situado na zona verde da matriz de risco, “não se compreende a manutenção da restrição por parte da DGS”. A continuidade desta medida “causa enorme angústia nos pais/mães bem como sofrimento emocional às crianças, principalmente quando estas entram pela primeira vez num equipamento educativo onde não foram ainda associações de segurança e vinculação com as novas figuras de referência”.

 

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Out 15 2021

Lista Colorida – RR7

  • By Davide Martins
  • 15 de Outubro de 2021

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR7.

Com esta lista temos 30 professores no seu segundo contrato.

 

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Out 15 2021

468 Contratados colocados na RR7

  • By Davide Martins
  • 15 de Outubro de 2021

Foram colocados 468 contratados na reserva de recrutamento 7, distribuídos da seguinte forma:

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Out 15 2021

ORÇAMENTO DE ESTADO: Governo continua a não ver os problemas reais das escolas – S.TO.P

  • By Rui Cardoso
  • 15 de Outubro de 2021

ORÇAMENTO DE ESTADO: Governo continua a não ver os problemas reais das escolas

Os graves problemas das escolas verificados no início deste ano letivo (muitos dos quais arrastam-se…), para o governo parecem continuar dignos da realidade virtual como se pode constatar pela sua proposta de Orçamento de Estado (O.E.).
Neste O.E. continuamos a ter um investimento na Educação substancialmente inferior a 4% do PIB, o que contrasta com os 6% do PIB recomendado por organizações internacionais para a área da Educação.
O governo desvaloriza totalmente as dezenas de milhar de alunos que em meados de outubro continuam sem ter professor a uma ou mais disciplinas (o que questiona o direito constitucional de igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar), bem como as profundas injustiças que afetam muitos milhares de Profissionais da Educação (docentes e não docentes) nomeadamente um modelo de avaliação injusto e artificial com quotas, precariedade, falta de subsídio de alojamento/transporte e passagem da CGA para a SS, gestão escolar não democrática, envelhecimento, roubo de tempo de serviço e ultrapassagens na progressão da carreira docente, turmas enormes, excesso de trabalho burocrático, salários de miséria do pessoal não docente, etc. Ou seja, todos os graves problemas, não justificam qualquer referência, qualquer investimento extra para a área da Educação neste O.E.
É URGENTE A UNIÃO ENTRE QUEM TRABALHA NAS ESCOLAS
Será que os Profissionais de Educação vão permitir esta situação continuando divididos?

Este ano letivo iniciou-se com várias formas de lutas dinamizadas por vários sindicatos/federações na área da Educação. No entanto, mesmo com as várias tentativas do S.TO.P., estas ações não foram coordenadas/unidas. Apesar da retórica de unidade, infelizmente apenas o S.TO.P. efetivamente tentou juntar forças com outras organizações sindicais. Mais uma vez, em finais de julho de 2021, apelámos à união entre sindicatos, federações e centrais sindicais em defesa de quem trabalha nas escolas. Em setembro manifestámos ao SIPE e à FENPROF a nossa solidariedade com as suas iniciativas de 4 de outubro e de 5 de outubro (sendo o único sindicato com esta postura). Pelo superior interesse da classe, o S.TO.P. continuará a pugnar pelo não sectarismo e a lutar pela unidade em defesa de quem trabalha nas escolas. Podem continuar a contar connosco: JUNTOS SOMOS + FORTES

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Out 15 2021

Reserva de recrutamento n.º 07

  • By Rui Cardoso
  • 15 de Outubro de 2021

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 7.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 18 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 19 de outubro de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 7

Listas – Reserva de recrutamento n.º 7

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Out 15 2021

As vicissitudes da ADD – Rui Ferreira

  • By Rui Cardoso
  • 15 de Outubro de 2021

 

Depois de 4 anos numa SADD é tempo de fazer o balanço desta função. 

Era prática corrente atribuir a nota máxima de 8,9 aos avaliados do quadro, para atingirem o Muito Bom, qualquer que fosse o escalão. Esta prática prejudicava os avaliados dos 4º e 6º escalões, que iam para as listas competir com colegas de outras escolas onde se atribuíam notas de 9 ou superiores. Julgo que a razão de ser desta prática resultava, por um lado, de se procurar ser criterioso com os excelentes e, por outro lado, de «harmonizar» as notas atribuídas. De qualquer maneira estávamos a atribuir classificações qualitativas e não quantitativas, à partida, quando a notação qualitativa devia surgir somente no final aplicando as quotas. Esta metodologia prejudicou vários colegas. Consegui que esta prática deixasse de existir, começando a haver Bons com notas quantitativas superiores ou iguais a nove. 

Outra vicissitude que havia era a intromissão do diretor/a na avaliação dos avaliadores internos, sem ser nos dos escalões 8 e 9 de sua competência exclusiva, através de uma reunião convocada, mas sem ata (!), onde o diretor/a se inteirava das propostas de avaliações de Muito Bom e Excelente, com vista a sufragar as escolhas feitas. Qualquer avaliador interno que discuta a ADD com o diretor/a está a ceder a sua competência atribuída por lei, reforçando um poder já muito concentrado e desequilibrado. Não podemos dizer que queremos alterar o poder excessivo atual dos diretores e na prática reforçá-lo, abdicando das nossas competências. 

Outra prática consiste em desvalorizar a avaliação externa para que a escola possa ter maior controlo sobre as classificações atribuídas. Pessoalmente inscrevi na dimensão científica e pedagógica, nos itens 4, 5 e 6, a classificação que o avaliador externo atribuíra com base nas aulas assistidas, onde o avaliador interno não esteve presente. Reconheço que para estes itens o avaliador externo tem mais informação que o avaliador interno. Contudo, não posso deixar de achar estranho a proliferação de notas máximas (10), o que sociologicamente pode indicar um ato de resistência dos avaliadores externos a esta ADD. 

Com o surgir das reclamações houve um «movimento» para se acabarem com delegações de competência por parte dos coordenadores de departamento. Esta delegação de competências permite que o avaliador interno seja da mesma área científica ou grupo disciplinar, o que me parece fundamental. Não aderi a estas práticas, exceto quando não tinha hipóteses de delegar porque, em quem podia delegar, eram também avaliados, nesse ano. Entendo que o avaliador interno deve ser da mesma área, além de que na minha escola há mais reuniões de grupo do que departamento, com o reforço argumentativo que a dimensão dos grupos é muito mais reduzida e permite um melhor acompanhamento dos avaliados. Este movimento pareceu-me ter a intenção de reduzir os participantes no processo avaliativo, ou seja, fechar o mais possível este processo a «gente de confiança». Esta suspeita foi confirmada com a redução dos coordenadores de departamento de 8 para 6, com a entrada num novo ciclo diretivo com a recondução do diretor/a. Pessoalmente pugno pelo oposto, tornar o processo avaliativo mais transparente.  

Concluindo, a ADD sendo uma má solução legislativa, está também a ser aplicada, no âmbito de um caso específico, com algumas práticas de que me demarquei. O resultado destas captura local da ADD é todos os elementos ligados à direção terem tido classificação qualitativa de Muito Bom ou Excelente e nunca se ter procedido à seriação dos avaliados prevista na lei para os casos de empate, o que prova um controlo sobre o processo. 

 

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Out 14 2021

Ministério da Educação condenado a pagar custas e a repor a verdade

  • By Rui Cardoso
  • 14 de Outubro de 2021

Chegou-nos por email…

Um colega meteu o ME em tribunal em 2013, por causa daquela problemática em que vários profs concorriam com o tempo de serviço contabilizado até 31 de agosto do ano civil e outros por ano escolar; ele concorreu por ano civil, visto que foi uma contratação de escola em janeiro de 2013 e colocou o tempo de serviço até 31 agosto de 2012..!
Ficou colocado.
Avançou uma queixa de uma colega e a DGAE anulou-lhe esse contrato.
Passaram-se 8 anos para sair sentença. Saiu a sentença em 08/02/2021… Foi-lhe reconhecido todo o tempo de serviço desse contrato, mas as custas ainda não as pagaram, ou seja, o ME foi condenado a pagar as custas (cerca de 700€) tendo já passado mais de 6 meses e ainda não pagaram. 

 

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Out 14 2021

Um/a ministro/a da educação oriundo do primeiro ciclo seria uma revolução

  • By Rui Cardoso
  • 14 de Outubro de 2021

E, acreditem, ter um/a Ministro/a da Educação oriundo do 1.º Ciclo do Ensino Básico seria uma revolução, que desafiaria as mais tontas e atávicas reservas mentais contra os professrzec@s do sistema.

 

Um/a ministro/a da educação oriundo do primeiro ciclo seria uma revolução 

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Out 14 2021

Vou lutar pelo direito ao esquecimento… quero que me esqueçam

  • By Rui Cardoso
  • 14 de Outubro de 2021

 

Quero que o Ministério da finanças, todas as suas repartições e agentes externos me esqueçam durante uns anos.

Quero que o meu Município me esqueça no que diz respeito a taxas de lixo que depois paga a uma empresa, muito mal organizada, para recolher. Que me esqueça de cobrar a taxa de reciclagem de lixo que eu separo e deposito, religiosamente no contentor correto.

Quero que as empresas de distribuição de combustível me esqueçam de cobrar os 65% em impostos que pago cada vez que por lá passo.

Quero que as operadoras de autoestradas me esqueçam, porque eu (e todos os portugueses) já paguei e continuo a pagar em impostos o valor das mesmas umas 10  ou mais vezes.

Também queria que alguns mur… me esquecessem, mas isso deve ser pedir demais…

 

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Out 14 2021

O busílis do problema da avaliação por rubricas

  • By Rui Cardoso
  • 14 de Outubro de 2021

Como se processa essa avaliação? A utilização de rubricas no processo de ensino-aprendizagem como instrumento de avaliação está a ser o tema forte, na atualidade educativa. Porém, de atual nada tem. Já no século passado era de uso habitual noutros países

Escola – avaliação por rubricas! A intoxicação…

Consideremos o caso de Frederico (nome fictício), professor da disciplina X, a qual tem uma carga letiva de três tempos semanais de 45 minutos (total semanal: 135 minutos). No presente ano letivo, período compreendido entre o dia 1 de setembro de 2020 e o dia 31 de agosto do ano 2022, trabalha com 200 alunos, distribuídos por oito turmas, com as quais desenvolve atividades escolares, no mínimo durante 180 dias úteis, ou seja, durante 36 semanas. Considerando esse número (36), no máximo terá 108 aulas (4860 minutos ou 81 horas), com cada turma. Dificilmente esse número será atingido, pois a existência de dias feriados durante o ano letivo impede tal registo. Durante essas 108 aulas, Frederico terá como principal função garantir que a totalidade dos alunos adquiram conhecimentos, desenvolvam capacidades e atitudes, as quais contribuirão para alcançar as competências previstas no Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória.

Para desempenhar a sua função, Frederico terá de saber o que se espera que os alunos aprendam na disciplina X. Para facilitar, uniformizar e orientar essa tarefa, o Ministério da Educação definiu, para cada disciplina, as aprendizagens essenciais. Essas aprendizagens não são mais do que um grupo comum de conhecimentos a adquirir, identificados como os conteúdos de conhecimento disciplinar, indispensáveis, articulados conceptualmente, relevantes e significativos, bem como de capacidades e atitudes a desenvolver obrigatoriamente por todos os alunos.

Com um pouco de paciência, se contarmos o número de aprendizagens essenciais, por exemplo da disciplina X, para o ano Y de escolaridade, verificamos que o mesmo é superior a duzentos (200!). Embora seja ligeiramente superior, para facilitar raciocínios, tomemos como número para reflexão o 200 – duzentas aprendizagens essenciais. Poderíamos acrescentar que as aprendizagens essenciais são um denominador curricular comum. Porém, não esgotam o que um aluno deverá fazer ao longo do ano letivo.

Para promover tal propósito, Frederico, tendo em consideração a heterogeneidade típica de alunos da escola pública, irá, numa abordagem multinível, adotar diferentes níveis de intervenção, nomeadamente através de medidas universais, seletivas e adicionais, as quais se deverão revelar ajustadas à aprendizagem e inclusão de todos os alunos. Relembre-se que Frederico terá apenas 81 horas para o fazer, em cada turma. Mas a sua tarefa não passa unicamente por ensinar. Complementarmente, Frederico terá de avaliar a intencionalidade e o impacto das medidas adotadas, por forma a regular ou redirecionar o processo de ensino e aprendizagem e a fornecer ao aluno, e respetivo encarregado de educação, informação sobre o desenvolvimento das aprendizagens realizadas.

Posto isto, facilmente percebemos que Frederico terá pela frente, enquanto professor, entre muitas outras, duas grandes tarefas para desenvolver durante as 81 horas que vai passar com cada turma: ensinar e avaliar.

É consensual que a promoção de um ensino de qualidade implica fomentar aprendizagens efetivas e significativas, com conhecimentos consolidados, que são mobilizados em situações concretas, favorecendo o desenvolvimento de competências de nível elevado. Para isso é necessário tempo… Confrontado com esta premissa, Frederico, como seria de esperar, irá dedicar a maior parte do tempo à vertente ensinar. Como esta reflexão está ancorada em números, aceitamos como razoável que Frederico destine pelo menos 2/3 das 81 horas para ensinar e o restante 1/3 para avaliar. Esta divisão dependerá sempre de inúmeros fatores, pelo que deve apenas servir como uma referência. Aceitando essa divisão – a qual, reforçamos, nunca deve ser vista como uma operação exata – temos pelo menos 54 horas para ensinar e 27 horas para avaliar, em média, 25 alunos por turma. Ah! Isto num quadro perfeito, no qual os alunos não têm comportamentos de indisciplina (alguns estudos referem que 20% do tempo de aula é perdido devido a esse problema).

Chegando até aqui e fazendo algumas contas com os números que fomos referindo atrás, percebe-se que, em números redondos, Frederico irá destinar pouco mais de uma hora para avaliar cada aluno em contexto de espaço de aula, durante o ano letivo. Sim! O número está certo: pouco mais de uma hora, num ano letivo, por aluno.

Como se processa essa avaliação? A utilização de rubricas no processo de ensino-aprendizagem como instrumento de avaliação está a ser o tema forte, na atualidade educativa. Porém, de atual nada tem. Já no século passado era de uso habitual noutros países. Estaremos, uma vez mais, a “importar” fora de validade? De um modo muito simplista, as rubricas podem ser encaradas como um instrumento para quantificar/classificar respostas de qualidade. As rubricas de avaliação ganham espaço no processo educativo, pelo facto de tornarem possível padronizar a avaliação, levando a que esse processo seja mais preciso e confiável e permitirem que os alunos entendam melhor o seu nível de sucesso, isto é, percebam o que lhes falta (no caso de faltar algo) para realizar determinada aprendizagem. O busílis do problema surge quando o Frederico tem de materializar as rubricas. Para cada aprendizagem a avaliar será construída uma rúbrica. Essa rubrica, geralmente, terá quatro indicadores ou descritores de níveis de desempenho.

Quando está a avaliar por rubricas, Frederico vai ter de identificar com precisão em que nível de desempenho se situa cada aluno, naquela aprendizagem. Ora, se temos 200 aprendizagens, Frederico irá ter 800 possibilidades de nível de desempenho (200×4) para as avaliar e não nos esqueçamos que avaliar implica partilhar informação com o aluno… Parece-lhe possível que Frederico consiga fazer isso em pouco mais de uma hora? Estamos convencidos de que não precisará ser professor para responder a esta questão.

Ah! Mas o mais difícil ainda está para vir… Aquilo que referimos foi para um aluno. Como vimos inicialmente, Frederico tem 200 alunos. Só por curiosidade, multiplique 800 possibilidades de nível de desempenho por 200 alunos. Qual o número que obteve? Um surpreendente 160 000 (cento e sessenta mil). Acha possível que, no desempenho da sua função, Frederico consiga manipular com rigor 160 000 entradas/registos de desempenho? Sabemos que Frederico, como muitos, é um excelente professor, mas estamos em crer que essa excelência não será suficiente para superar com rigor tal hercúlea tarefa.

Não temos dúvidas de que as rubricas de avaliação são um excelente instrumento. Todavia, talvez não seja este o momento mais oportuno para considerar as mesmas como a “purificação da avaliação dos alunos”. Continua-se a intoxicar o ensino, muitas vezes, com soluções que não foram testadas previamente, na nossa realidade. Não se sabe bem porquê… Ou talvez se saiba?

NÉLSON JP BRITO

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Out 14 2021

29 casos positivos na comunidade escolar de Penedono

  • By Rui Cardoso
  • 14 de Outubro de 2021


Em Penedono, mais de 100 pessoas estão em isolamento depois de detetado um surto de covid-19 no agrupamento de escolas.

Há já 29 casos positivos na comunidade escolar e autarquia acusa a Direção-Geral da Saúde de atrasar o encerramento do estabelecimento escolar.

O agrupamento de escolas está a garantir o ensino à distância para os alunos em isolamento e prevê que o modelo se mantenha nas próximas semanas, até ser possível perceber as cadeias de contágio.

 

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Out 13 2021

Adoro a Escrita deste Cronista – A Senhora Não Tem Cura

  • By Livresco
  • 13 de Outubro de 2021

Maverick dum raio, escreves como ninguém!

É um bálsamo para a alma, pá!

Ler os teus rasgos de pena, lápis, caneta, sei lá, o meu pai dizia e diz quando eu me preocupava com as canetas para a escola, algo assim se a memória não me falha: “quando um gajo é bom, basta-lhe uma caneta Bic e um bocado de papel!”

Nunca esqueci!

 

A Senhora Não Tem Cura | O Meu Quintal

 

 

 

 

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Out 13 2021

Sala do futuro… de profs… Paulo Serra

  • By Rui Cardoso
  • 13 de Outubro de 2021

 

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Out 13 2021

Deliberação n.º 1043/2021: novas regras para os exames finais nacionais do ensino secundário como provas de ingresso

  • By Rui Cardoso
  • 13 de Outubro de 2021

 

Foi hoje publicada em Diário da República, a Deliberação n.º 1043/2021 de 13 de outubro, emitida pela Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior, que estabelece as regras relativas à utilização dos exames finais nacionais do ensino secundário como provas de ingresso, que produz efeitos a partir da candidatura à matrícula e inscrição no ensino superior no ano letivo de 2022-2023.

Deliberação n.º 1043/2021

 

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Out 13 2021

Recuperar é prioridade. Professores dizem que é pouco

  • By Rui Cardoso
  • 13 de Outubro de 2021

Lisboa, 27/04/2020 - Decorreu hoje na TSF uma entrevista conduzida por Ricardo Alexandre a Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (Orlando Almeida / Global Imagens)

Orçamento prevê uma dotação de 7805,7 milhões de euros para a Educação, que continua abaixo dos 4% do PIB, critica setor.

Recuperar é prioridade. Professores dizem que é pouco

 

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Out 13 2021

Retorno ao livro único e nacionalização das crianças de três anos? Santana Castilho

  • By Rui Cardoso
  • 13 de Outubro de 2021

 

O homem que apoiou a criação de estruturas salazaristas de controlo do pensamento e da informação e iniciativas de supervisão moral da sociedade teve a deselegância de dizer a um deputado que não o autorizava a fazer juízos morais a seu respeito, porque o deputado não o conhecia de lado nenhum. O feudalismo deste raciocínio indigna qualquer cidadão livre e torna necessário lembrar a António Costa que toda a gente o conhece, e demasiadas vezes pelas piores razões.
António Costa reagiu à intervenção de Coelho Lima com a arrogância de quem não tolera que o contestem. Com a irritabilidade à flor da pele, tentou mostrar que, a quem manda, não se fazem perguntas incómodas. Porque não preciso da autorização dele para o considerar empenhado em impor chavões ideológicos sem fundamentação, endereço-lhe as perguntas em título e passo aos argumentos que as sustentam.
1. O Plano de Recuperação e Resiliência prevê gastar 73,5 milhões de euros para produzir recursos educativos digitais para todas as disciplinas do básico e secundário. Sucede que esses recursos já existem, para a maioria delas. É o que se retira da execução do Projeto-Piloto de Desmaterialização de Manuais Escolares (24 instituições, 187 turmas e 3755 alunos), coordenado pela Direção-Geral da Educação, com forte envolvimento dos grupos editoriais que, de há muito, vêm produzindo manuais e outros recursos digitais, de reconhecida qualidade. Com efeito, no quadro da monitorização do programa, designadamente na experiência que o próprio ME promoveu em nove escolas, em 2020/21, com manuais digitais já existentes, não vi reportada qualquer falta de recursos, que não a falta de meios informáticos (computadores e acesso à Net). Acresce que a Região Autónoma da Madeira já vai no terceiro ano de utilização total de manuais digitais (todos os alunos do 5º ano em 2019/20, todos os do 5º e 6º em 2020/21 e todos os do 5º, 6º e 7º anos em 2021/22) e também não identificou qualquer falta de recursos, assim como vários colégios com uso 100% digital. Qual é a ideia? Secar a edição privada e impor uma plataforma única, do Estado?
2. O Governo anunciou a intenção de tornar obrigatória a escolaridade a partir dos três anos. Se a medida colher, estaremos a estender ao pré- escolar o seu desígnio para a escola pública: ser um simples depósito de alunos durante o tempo de trabalho dos pais. Se a medida colher, estaremos a implodir a natureza intrínseca do pré-escolar, porque o sistema cederá, definitivamente, à pressão que já se verifica para antecipar aprendizagens formais, reguladas e tipificadas. Ora o aspecto mais importante da educação pré-escolar não é a preparação das crianças para os programas de ensino que as esperam no básico. É antes um tempo e um espaço para crescerem naturalmente, brincando, adquirirem capacidades neuro-motoras e sociais, envolvendo-se em actividades sensoriais, reguladoras de emoções, tanto mais relevantes quanto cada vez é mais escasso o tempo em que interagem com a respectiva família. Essas capacidades têm um valor intrínseco, por si só e para tudo o que virão a ser as crianças, bem mais importante que qualquer intencionalidade preparatória do ensino formal.
É desejável criar condições para que as cerca de 18 mil crianças, que estão fora do pré-escolar, o possam integrar? Obviamente que sim. Mas sem tornar isso obrigatório e com fundamento pedagógico, que não por razões assistencialistas.
Combate-se a pobreza apoiando as famílias, mas não retirando coercivamente os filhos às famílias. Dito de outro modo: o combate à pobreza e o apoio às famílias e à natalidade são vitais e necessários. Mas o direito das crianças ao desenvolvimento próprio de cada fase do seu crescimento não pode ser subalternizado em nome desse combate e desses apoios. As famílias devem ter a última palavra sobre os cuidados que preferem (ou podem) dar aos filhos. O Estado deve criar os recursos para acolher todos os que não permanecerem no seio da família. E, neste caso, falamos de todos, que não apenas a partir dos três anos. Ou estamos a fingir que ignoramos a insuficiência da rede pública de creches, situação dramática para os pais que trabalham e não podem pagar o acolhimento dos filhos na rede privada?

In “Público” de 13.10.21

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Out 12 2021

OE ignora a realidade e esquece os profissionais da Educação – SPZC/FNE

  • By Rui Cardoso
  • 12 de Outubro de 2021

 

OE ignora a realidade e esquece os profissionais da Educação

O projeto de Lei do Orçamento de Estado que acaba de ser apresentado esquece os profissionais da Educação, por não prever nenhuma medida que os valorize e que contribua para aumentar a atratividade do trabalho no setor. Este Orçamento ignora a realidade que nos evidencia a necessidade incontornável de se intervir, em termos consistentes, para valorizar a remuneração, as condições de vida e de desenvolvimento da carreira, e a formação profissional.

Em termos globais, a proposta agora apresentada prevê a afetação de 7805,7 milhões de euros ao setor dos ensinos básico e secundário, o que, sendo superior à despesa que se projeta que seja executada em 2021, continua inferior às despesas executadas em 2011 (7878,5 milhões) ou 2010 (8559,2 milhões). Desta forma, o peso da Educação anunciado para 2022 não atinge sequer os 4%, o que contraria as orientações que neste domínio, quer a OCDE, quer a UNESCO não se cansam de aconselhar, e que apontam para a necessidade de os Estados atribuírem ao setor da Educação um peso de pelo menos 6%.

Não sendo novidade, o peso das remunerações com o pessoal atinge os 66,2%, mas é inferior ao que se prevê que seja executado em 2021. Não é com estes meios que se consegue assegurar que os docentes e não docentes atribuídos à Educação sejam em número suficiente para responderem às necessidades permanentes do sistema educativo e se vejam valorizados em termos remuneratórios e de progressão em carreira, e muito menos na concretização da conclusão da plena recuperação do tempo de serviço, que esteve congelado durante 9 anos, 4 meses e 2 dias.

Ora, com aquela redução de meios para as remunerações, não se entende como é que se pode anunciar que, no quadro da concretização do Plano de Recuperação das Aprendizagens, se preveja o reforço de recursos humanos (mais professores e técnicos especializados, através do reforço de créditos horários e do alargamento dos programas de tutoria) e a sua formação contínua.

Em termos de ensino superior e investigação, continua a assinalar-se que não se atinge o objetivo que se deveria ter já consolidado de um rácio de pelo menos 3%. Desta forma, e para além da insuficiência dos meios afetos às Instituições em termos das transferências que lhes devem ser garantidas, também não se avança tão fortemente quanto é necessário em termos de investigação e inovação.

Assim sendo, a proposta de OE 2022 não prevê a erradicação da precariedade, os apoios necessários à mobilidade dos profissionais, a urgente necessidade de rejuvenescimento ou condições dignas de aposentação. Para a FNE, estes fatores reforçam a falta de atratividade do setor e são barreiras contínuas a uma Educação de Qualidade e Inclusiva, que garanta, efetivamente, oportunidades de sucesso para todos.

Por outro lado, a pandemia da COVID-19 demonstrou que a falta de investimento na Qualidade da Educação é responsável por danos estruturais, que dificultam o confronto dos profissionais com os grandes desafios que temos pela frente. A Internacional da Educação acaba de publicar o seu relatório global sobre “A Situação dos Professores e da Profissão Docente”, concluindo que os docentes estão sobrecarregados, mal pagos e desvalorizados.

Esta proposta de OE 2022 é mais uma oportunidade perdida para que a mudança possa ocorrer na Educação em Portugal no sentido do reconhecimento dos seus profissionais e da determinação de condições que promovam a qualidade das ofertas educativas.

 

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Out 12 2021

CAFE de Timor Leste – Listas Provisórias dos candidatos admitidos e excluídos

  • By Rui Cardoso
  • 12 de Outubro de 2021

 

Publicam-se as listas provisórias dos candidatos admitidos e excluídos ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar em Timor-Leste, em 2022

Listas provisórias dos candidatos admitidos e excluídos.

 

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Out 12 2021

Abertura de procedimento concursal simplificado (França)

  • By Rui Cardoso
  • 12 de Outubro de 2021

 

Aviso de abertura de procedimento concursal simplificado (local) –  RPA80H (França) 

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado (local) destinado ao recrutamento local de 1 professor do ensino português  no estrangeiro para o 3.º CEB/SEC – língua francesa– horário a prover, em vacatura,  RPA80H.

  • Aviso de Abertura
  • Declaração de consentimento expresso para efeitos de submissão dos documentos de identificação
  • Declaração de consentimento informado para processo de seleção e recrutamento
  • Horário RPA80H

 

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Out 12 2021

IRS 2022: Simulações

  • By Rui Cardoso
  • 12 de Outubro de 2021

IRS 2022: Veja aqui as 135 simulações feitas pela EY

 

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Out 12 2021

Professores são sobrecarregados, mal pagos e desvalorizados, conclui relatório internacional

  • By Rui Cardoso
  • 12 de Outubro de 2021

Professores são sobrecarregados, mal pagos e desvalorizados, conclui relatório internacional

Os professores são cada vez mais sobrecarregados no seu trabalho, mal remunerados e desvalorizados. Estas são as principais conclusões do relatório de 2021 da ‘Education Internacional’ (EI) sobre “A Situação Global dos Professores e da Profissão Docente”.

Em comunicado, a Federação Nacional da Educação (FNE), que cita o documento – baseado em dados de 128 líderes sindicais em 94 países – revela que apesar de os professores serem globalmente mais valorizados após o encerramento de escolas fruto da Covid-19, “essa consciencialização não gerou melhorias estruturais”.

“O encerramento de escolas em todo o mundo, aumentou a valorização dos professores e do trabalho que realizam com os seus alunos, por parte da sociedade, mas essa consciencialização não gerou melhorias estruturais, como mais investimentos, mais apoios e melhores condições de trabalho para os educadores e docentes”, lê-se.

Na verdade, adianta a FNE com base no relatório, “os orçamentos para a educação caíram 65% nos países de baixo e médio rendimentos e 33% nos países de rendimentos altos e médio altos”.

O relatório da EI destaca que mais de 43% dos inquiridos afirmou considerar que os salários dos professores são muito baixos, as condições estão a deteriorar-se e a infraestrutura para apoiar o ensino e a aprendizagem não é uma prioridade para o investimento dos governos.

Há ainda cerca de 55% dos entrevistados que disseram que o volume de trabalho era incontrolável e 66% que assumiram que os requisitos “administrativos” estavam a contribuir para as pressões excessivas da carga de trabalho para os profissionais da educação.

Adicionalmente, para 48% dos entrevistados a profissão docente não é uma profissão atrativa para os jovens e o abandono da profissão foi relatado como um problema em todos os níveis académicos, revela o documento.

Destacam-se ainda 60% dos inquiridos que apontaram a prática do uso de contratos casuais e de curto prazo para empregar professores e académicos, um sinal do aumento da precaridade.

“Este relatório aponta para a falta de condições de todo o sistema para atrair uma nova geração de jovens educadores para a profissão e para a contínua falta de professores em muitos países do mundo que desgasta o direito de todos os alunos poderem ser educados por um professor devidamente qualificado”, conclui a FNE.

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Out 12 2021

Novos escalões de IRS para 2022

  • By Rui Cardoso
  • 12 de Outubro de 2021

 

 

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Out 12 2021

Apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2022

  • By Rui Cardoso
  • 12 de Outubro de 2021

 

Apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2022

 

 

 

 

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Out 12 2021

OE – Ensino básico e secundário com aumento de 8,5% face a 2021

  • By Rui Cardoso
  • 12 de Outubro de 2021

Diz o Leão…

A verba prevista na proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) para o ensino básico e secundário e administração escolar cresce 8,5% em relação a 2021 para um total de 7.805,7 milhões de euros. Segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2022 entregue na segunda-feira no parlamento, aquelas áreas terão uma “despesa total consolidada de 7.805,7 milhões de euros, o que excede em 8,5% a execução estimada até final de 2021, e uma dotação de despesa efetiva consolidada de 7.748,8 milhões de euros, o que representa uma variação similar de 8,5%”.

De acordo com o documento, o valor estimado para o ano que agora termina será de 7.165,1 milhões de euros. O documento especifica ainda que do valor orçamentado para 2022, a maior fatia (66,2%) é para despesas com pessoal, a que correspondem 5.164,1 milhões de euros. Ao contrário do aumento global, as despesas com pessoal sofrem uma ligeira diminuição na ordem dos 1,5%, à semelhança do que tinha já acontecido no ano anterior.

O diploma explica que esta descida está relacionada com o “número significativo de trabalhadores não docentes” que durante este ano e no próximo serão transferidos para as autarquias locais que assumiram as competências no âmbito da descentralização.

O documento mostra ainda um aumento de 25,1% no investimento que passa de 300,8 milhões para 480,8 milhões no próximo ano e que está relacionado, em parte, com as intervenções em projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência no âmbito da universalização da escola digital e da transição digital.

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Out 12 2021

16 mil professores precários em escolas públicas

  • By Rui Cardoso
  • 12 de Outubro de 2021

Mais de 9300 contratados com horário completo e anual.

16 mil professores precários em escolas públicas

Mais de 9300 professores foram contratados pelas escolas para horários completos e anuais. No total, as escolas públicas têm colocados 16 201 docentes considerados precários, que têm vindo a ser contratados pelo Ministério da Educação durante vários anos mas não conseguem vincular: 11 269 têm mais de dez anos de serviço, 3893 mais de 15 anos e 1034 dos contratados têm mais de 20 anos de serviço, segundo dados publicados por Arlindo Ferreira, especialista em Estatísticas da Educação.

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Out 11 2021

Tempo de Decidir Parar

  • By arlindovsky
  • 11 de Outubro de 2021

Este blog tem quase 14 anos e tem sido ao longo deste tempo um espaço de convívio, debate e informação para quase todos os professores.

Muitas vezes este espaço mobilizou os professores para causas de todos os tipos e conseguiu que muitas dessas causas tivessem ganhos consideráveis.

Possivelmente não deve haver um único professor que não tenha vindo a este espaço e que não o reconheça como espaço de informação fidedigna e mobilizadora dos professores.

A vida muitas vezes não nos deixa espaço ou motivação para continuar a produzir conteúdos diários com a mesma motivação de outros tempos.

Com isto não quero dizer que o blog não irá continuar a produzir conteúdos e informação, muitas vezes seguida pela comunicação social e muitas vezes pelas próprias estruturas do Ministério da Educação, mas que por uns tempos eu irei estar mais ausente, um pouco à espera que a mesma motivação de antigamente regresse.

Preciso talvez de alguma nova iluminação na vida pessoal para que isso aconteça.

 

  • 78 comentários

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