Category: Rui Cardoso

Estudo da DGEEC sobre Desigualdades Económicas e Resultados Escolares

O Estudo realizado pela Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência comprova um grande impacto do nível socioeconómico das famílias.

O DN adiantou hoje, que “Só 19% dos filhos de mulheres com a 4.ª classe têm sucesso escolar”. Este tipo de conclusões já não é nova. Surpreende-me que só agora os “estudiosos” se tenham debruçado sobre este tema. Mas uma coisa é tirar conclusões, outra será combater a causa desses “males”. Isto só vem reforçar a ideia, que há muito defendo, que o maior problema da educação em Portugal decorre de uma questão cultural e que tem muito a ver com a família e as suas expectativas…

Fica aqui a Noticia do DN (clicar na imagem) por Pedro Sousa Tavares

ng6029213

 

E para que todos possamos tirar as nossas próprias conclusões, fica aqui o estudo. (clicar na imagem)

Estudo i

Num comunicado, o Ministério da Educação diz que “este estudo reforça a necessidade de colocar o foco na melhoria das aprendizagens e na inovação pedagógica como estratégia para a melhoria dos resultados, suportada pelo facto de ser possível inverter tendências preditas pelos baixos rendimentos”.

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/estudo-da-dgeec-sobre-desigualdades-economicas-e-resultados-escolares/

“Elogios à escola pública e filhos na escola privada”

A Hipocrisia da classe de “elite” em foco…

 

Assim, na impossibilidade de destruir numa geração os privilégios que a classe dominante herda da família, há então que destruir o carácter seletivo da escola simbolizada nos resultados dos seus projetos educativos: Acaba-se com os exames, privilegia-se o prazer em detrimento da educação e, num universo de aprendizagens discentes de quase completa ignorância, sem “capital intelectual”, os filhos da “classe social favorecida” seriam absorvidos pelo igualitarismo militante.

A insistirem nesta idiotia e a pretexto da “defesa da escola pública”, intentam há 42 anos contra as escolas do estado (veja-se por exemplo as 20 mudanças introduzidas nos últimos 16 anos no sistema de avaliação dos alunos). Depois de anos a fio a insistirem na defesa do edifício de quem quer ensinar e não no de quem quer aprender, fixam o olhar no ensino particular e cooperativo. Desta vez, a pretexto da escassez de recursos, em contrassenso, revoltam-se contra projetos educativos onde formar, mais e melhor, custa menos que nas escolas do estado. Entram por esta porta ferrugenta ignorando as teses bourdieusianas sobre as lógicas de distinção que leram em Les Héritiers: São os contratos de associação que permitem a uma “classe social desfavorecida” frequentar as escolas privadas nos mesmos moldes em que frequentariam a escola estatal, ou seja, de forma gratuita. Sem o ónus das propinas, são estes contratos que possibilitam a liberdade de escolha constitucionalmente preconizada. Acabar com estes contratos é acentuar a bipolarização do ensino entre ricos e pobres, é elitizar as escolas que não são do estado, legitimando-se assim o “capital” como acesso privilegiado a percursos escolares marcados pelo sucesso e pela distinção. Sim, porque neste alarido por 2% do orçamento do ministério da educação, qualquer pessoa com dois dedos de informação percebe que esta discussão pouco interessa a quem paga propinas de 20.000 euros/ano.

in Público by Paulo Simões Lopes 24/02/2016

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/elogios-a-escola-publica-e-filhos-na-escola-privada/

Opiniões… “Escola a mais, pais a menos”, Santana Castilho

Temos, na Educação, um Orçamento de Estado pior que o último de Passos Coelho e umas Grandes Opções do Plano para 2016-2019 que não são melhores.

(…)

A falta de tempo para os pais se dedicarem ao crescimento dos filhos é um problema social real e grave. Mas encontrar pais de substituição (professores e outros técnicos) e lar alternativo (escola) é acrescentar ao primeiro um segundo problema. A este propósito, o défice de conhecimento do Governo é preocupante quando lamenta (pág. 20 das opções) que a taxa de “escolarização efectiva (sic) antes dos três anos” seja apenas de 45,9%. E quando se regozija, a seguir, por essa taxa ficar “claramente acima dos 27,7 % da Finlândia”. Isto é, o PS ainda não percebeu que, no caso vertente, taxa baixa é melhor que taxa alta. E não percebeu porque insiste no desígnio, pedagógica e socialmente aberrante, de nacionalizar as crianças e facilitar a escravização dos pais. Perceberá o PS que, na sociedade que defende, cada vez mais as crianças não são crianças? Que não têm tempo para brincar livremente, a actividade mais séria do seu crescimento? Que mais escola não significa melhor educação? Que a falta de presença e disponibilidade dos pais impede a consolidação dos laços afectivos profundos, que caracterizam a relação pais/filhos? Que essa ausência dificulta o desenvolvimento da personalidade das crianças, o qual requer figuras claras de referência? Que só cresce a necessidade de mais berçários porque aumenta o peso do trabalho desregulado e mal pago? Que a prevalência dos interesses profissionais sobre o direito ao bem-estar mental das crianças tem reflexos nefastos no futuro de todos nós?

(clique na imagem)  in Público

santana castilho

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/opinioes-escola-a-mais-pais-a-menos-santana-castilho/

“Escolas pedem ao Governo datas das provas de aferição antes da Páscoa”

Depois do anuncio do ministério, em janeiro, nem mais uma palavra sobre as Provas de Aferição ou Exames…

A calendarização conhecida aponta para a semana seguinte ao final das atividades letivas, mas ainda não se conhecem datas especificas. As “escolas” começam” a ficar nervosas, não deve ser só pelas datas.  Já se poderia saber como se organizariam as escolas e também os recursos humanos que vão ser necessários. Há que pensar que nessa semana se costumam realizar “algumas” reuniões” que têm a ver com avaliação, coisa de que as Provas de Aferição não sofrem…

 

Alunos do 2º, 5º e 8º anos continuam sem saber em que dias vão realizar as provas de aferição.

Os alunos do ensino básico continuam sem saber quando irão realizar as provas de aferição, alertaram esta terça-feira os directores escolares que pedem ao Ministério da Educação que anuncie as datas antes das férias da Páscoa.

 

(clicar na imagem) in Económico

card_escolas_110915

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/escolas-pedem-ao-governo-datas-das-provas-de-afericao-antes-da-pascoa/

“100 mil acidentes nas escolas num ano”

Talvez o número não fosse tão elevado, se por acaso “elevassem” o número de Assistentes operacionais nas escolas…

 

No ano letivo de 2014/15, as escolas reportaram à Direção-Geral de Educação mais de cem mil acidentes.

No ano letivo anterior, foram registados 104 128 em contexto escolar. Mais de 80% ocorrem nos recreios e aulas de Educação Física, mas também há lesões feitas nas escadas, corredores, salas de aula ou visitas de estudo.

 

(clicar na imagem) in JNbyALEXANDRA INÁCIO

ng5998469

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/100-mil-acidentes-nas-escolas-num-ano/

As contas de David Justino sobre a redução de alunos por turma

Levantam-se as vozes do “contra tudo e contra todos”… O que eu gostava de saber foi em que se baseou para lançar este número cá para fora? Será que sabe mais de contas do que de educação? Ou será apenas uma birra com o Ministro?

 

O valor foi apontado pelo presidente do Conselho Nacional de Educação. David Justino falava nas jornadas parlamentares do PSD, em Santarém. Os diretores escolares preferem ver esse valor como um investimento.

(Clicar para ver e ouvir) RTP

david

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/as-contas-de-david-justino-sobre-a-reducao-de-alunos-por-turma/

“Diploma de concursos carece de alteração mais profunda ” – FNE

Mas, ao contrário do que a FNE propôs, o Ministério da Educação não introduziu mais nenhuma alteração ao diploma de concursos, fazendo deste modo com que se mantenham graves fatores de injustiça, como seja desde logo a designada “norma-travão”. No processo negocial que o ME abriu para anteceder a alteração agora aprovada, a FNE colocou em cima da mesa a necessidade de substituir a norma em questão por um novo enquadramento que permitisse a vinculação de docentes que reuniram três contratações sucessivas de ano inteiro. O ME considerou não estarem reunidas as condições para uma alteração desta natureza, o que obviamente mereceu a nossa discordância.

 

(clicar na imagem para ler todo o comunicado)

big_1455875568_7570_1

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/diploma-de-concursos-carece-de-alteracao-mais-profunda-fne/

Acabou-se a BCE, por Decreto… veremos até quando…

… e o que virá a seguir…

Governo dá luz verde a diploma que retira liberdade às escolas para colocarem professores

Decreto-lei que põe fim à Bolsa de Contratação de Escolas (BCE) foi hoje aprovado em Conselho de Ministros. A partir de Setembro todas as escolas colocam os professores através das reservas de recrutamento, que passam a ser realizadas durante todo o ano lectivo.

 

(clicar na imagem) in Económico by Ana Petronilho

card_tiago_brandao_rodrigues_200116

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/acabou-se-a-bce-por-decreto-veremos-ate-quando/

Integração dos professores das AEC no Estatuto da Carreira Docente

Surgiu uma petição com a intenção de levantar a hipótese de estes profissionais conseguirem o seguinte:

  • Integração dos professores de atividade de enriquecimento curricular com habilitação académica no estatuto de carreira docente.
  • Estabelecer contratos anuais com estes professores
  • Contagem do tempo de serviço adequada.
  • Fim da atividade de recibos verdes.

No meu entender necessita de uma fundamentação mais profunda, mas é um começo na luta que estes profissionais têm pela sua frente…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/integracao-dos-professores-das-aec-no-estatuto-da-carreira-docente/

“BE quer repor apoio de Educação Especial para milhares de alunos “

Mais uma reversão de politicas implementadas pelo antigo governo… por este andar ainda voltamos a ser uma classe com um regime especial de aposentação…

 

A explicação é dada ao DN por Joana Mortágua, do Bloco, uma das autoras do projeto de resolução: a decisão do anterior governo, diz, esbarrou na realidade da falta de capacidade de resposta da rede existente. E muitas crianças, regra geral “as mais carenciadas”, acabaram por perder por completo – ou pelo menos ver drasticamente reduzido – o acompanhamento que recebiam até então: “A nossa opinião é que as escolas devem ter todas as capacidades e recursos de que as crianças necessitam”, ressalva.

“O problema é que não têm. E no anterior governo, acharam que resolviam alguma coisa retirando o subsídio a milhares e milhares de crianças.”

(clicar na imagem) in DN by Pedro Sousa Tavares 18/02/2016

ng5971126

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/be-quer-repor-apoio-de-educacao-especial-para-milhares-de-alunos/

Contagem de tempo de serviço – Horários incompletos e Técnicos Especializados

Tendo em vista a uniformização de procedimentos relativamente ao apuramento de tempo de serviço

prestado em regime de acumulação, estabelecem-se as seguintes orientações:

B16014474B_Circular relativa ao tempo de serviço prestado com horários incompletos

Tendo em vista a uniformização de procedimentos no que concerne ao tempo de serviço prestado por técnicos especializados:

 

B16014484H_Circular relativa à contagem de tempo de serviço prestado por Técnicos Especializados

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/contagem-de-tempo-de-servico-horarios-incompletos-e-tecnicos-especializados/

Será que foi desta?… Senhores deputados…

 

A discussão do Projeto de resolução n.º 68/XIII (1.ª), do BE, Uniformização da aplicação do regime especial de aposentação para educadores de infância e professores do 1.º ciclo do ensino básico do ensino público em regime de monodocência que concluíram o magistério primário e de educação de infância em 1975 e 1976, anda constantemente a ser adiada… Será que ontem os, muito ocupados, senhores deputados conseguiram realizar o que lhes é exigido? Ou alguém comete a “imprudência” de falar ou teremos de esperar pela publicação da ata da reunião…

 

19 de janeiro de 2016

A pedido do Grupo Parlamentar do PSD, a discussão desta iniciativa ficou adiada para a próxima reunião da Comissão.

26 de janeiro de 2016

A pedido do Grupo Parlamentar do BE, a discussão desta iniciativa ficou adiada para a próxima reunião da Comissão.

02 de fevereiro de 2016

A pedido do Grupo Parlamentar do BE, a discussão desta iniciativa ficou adiada para a reunião seguinte da Comissão.

10 de fevereiro de 2016

A pedido do Grupo Parlamentar do BE, a discussão desta iniciativa ficou adiada para a reunião seguinte da Comissão.

Esperemos…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/sera-que-foi-desta-senhores-deputados/

Doze escolas timorenses continuam fechadas por falta de professores portugueses

Continuam os constrangimentos em Timor… Eskola referénsia 12 kontinua taka tanba laiha profesór portugés.

 

Milhares de alunos de 12 escolas timorenses estão sem aulas desde o início do ano letivo, a 11 de janeiro, porque Portugal continua sem enviar 150 professores ao abrigo de um programa de apoio ao ensino do português

Fonte diplomática portuguesa confirmou hoje à Lusa que até ao momento não recebeu qualquer informação sobre a data previsível da chegada dos docentes, que estão desde o início do ano à espera de vir para Timor-Leste.

Segundo a mesma fonte diplomática, a última informação disponível aponta a que continua a faltar um despacho do Ministério das Finanças português para que o Ministério da Educação possa formalizar essa contratação.

 

(clicar na imagem) in Sapo noticias

591497.gif

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/doze-escolas-timorenses-continuam-fechadas-por-falta-de-professores-portugueses/

Parecer final sobre Formação Inicial de Educadores e Professores e o Acesso à Profissão

A Comissão Parlamentar de Educação e Ciência solicitou ao Conselho Nacional de Educação (CNE) a emissão de um parecer sobre os seguintes projetos de lei aprovados na generalidade:  PROJETO DE LEI N.º 38/XIII/1.ª (BE), QUE REVOGA A PROVA DE AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS E COMPETÊNCIAS (PACC);  PROJETO DE LEI N.º 46/XIII/1.ª (PCP) QUE ESTABELECE OS REQUISITOS PARA O ACESSO À PROFISSÃO DOCENTE E GARANTE A ANULAÇÃO DOS EFEITOS DA PROVA DE AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS E CAPACIDADES.

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/02/Parecer_final_FIPAC_.pdf”]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/parecer-final-sobre-formacao-inicial-de-educadores-e-professores-e-o-acesso-a-profissao/

“Adeus Magalhães. Olá Mymaga”

Será que vamos ter outro choque tecnológico nas escolas? Acreditando no que tem vindo do IAVE, devem estar para chegar novidades…

 

A JP-IK está, actualmente, a negociar acordos com entidades públicas e privadas para introduzir estes novos terminais em quatro mercados principais: Portugal, Espanha, França e Reino Unido. Até ao final de 2016, a tecnológica portuguesa a expansão deste canal a novos clientes no mercado europeu.

 

(clicar na imagem) in Económico by Sara Piteira Mota e Cátia Simões 14/02/2016

card_mymaga_120216

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/adeus-magalhaes-ola-mymaga/

Projeto de Decreto-Lei que revoga a BCE

Vai ser “dois em um”, acaba-se com a BCE e Requalificação, “com uma cajadada só”…

 

Já após a conclusão da negociação com as organizações representativas do pessoal docente sobre o projeto de decreto-lei que revoga a bolsa de contratação de escola (BCE) e o regime de requalificação do mesmo pessoal, teve este Ministério conhecimento que, no âmbito da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência da Assembleia da República, a fusão dos projetos de lei n.os 59/XIII e 70/XIII conterá uma norma que, à semelhança do previsto no referido projeto de decreto-lei, procede à revogação do regime de requalificação do pessoal docente com efeitos retroativos a 29.01.2016.

Desta forma, e com vista a não duplicar normas revogatórias sobre a mesma matéria, que poderiam suscitar dificuldades interpretativas e que revelariam, além do mais, uma duvidosa técnica legislativa, o projeto de decreto-lei em causa não conterá quaisquer normas sobre o regime de requalificação, sendo a versão final remetida para procedimento legislativo
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/02/PDL_BCE_08FEV2016_final_diploma.pdf”]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/projeto-de-decreto-lei-que-revoga-a-bolsa-de-contratacao-de-escola-bce/

“Mudanças na avaliação do básico são mesmo para aplicar já este ano”

Eu não sei o que foi que, alguns, não entenderam… Afinal de contas o homem não disse que, “Quem manda é o governo”.

Tiago Brandão Rodrigues garantiu que a maioria dos mais de 800 directores com quem reuniu estão de acordo com a sua proposta.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, confirmou nesta sexta-feira, em declarações à Lusa, que o novo modelo de avaliação para o ensino básico será mesmo aplicado já este ano lectivo. O novo modelo põe fim aos exames no 4.º e 6.º ano e introduz provas de aferição, que não contam para a nota final dos alunos, no 2.º, 5.º e 8.º ano de escolaridade.

(clicar na imagem) in Publico by Clara Viana 12/02/2016

1031330

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/mudancas-na-avaliacao-do-basico-sao-mesmo-para-aplicar-ja-este-ano/

Opiniões… Miguel Moreira

 

O novo ministro da Educação tem à sua frente uma bifurcação: Continua a fazer tudo como os seus antecessores, fazendo-se rodear de tecnocratas conhecedores de tudo o que à Educação diz respeito, ignorando os professores.
Ou cria uma comissão de consultores constituída por professores com serviço efetivo prestado dentro das salas de aula. Provenientes de todos os distritos, verdadeiramente conhecedores dos problemas mais graves de que a educação padece. “Assessores “que conhecem o País Real, que vivem dentro dele, que conhecem a Escola por dentro e por fora.
Se optar pela primeira, não esperem grandes avanços. Quando muito, mais medidas avulsas.
Se optar pela segunda, duvido muito, fiquem certos que é desta que os problemas da Educação em Portugal iniciam o caminho da procura da solução mais correcta. A que melhor servirá os alunos, os pais, os professores e a sociedade.
10/02/2016
Miguel Moreira

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/opinioes-miguel-moreira/

Um possível horário para o 1º ciclo…

Levando em conta as palavras do Ministro da Educação, ontem, este, pode ser e muito bem, um horário do 1º ciclo no próximo ano letivo…

(Atenção: prolonga-se o horário em 30 minutos, na hora de saída, para melhor acomodar o horário escolar às necessidades laborais dos Encarregados de Educação que “despegam” às 19 horas)

 

Horário Turma
2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira
9:00 Português Matemática Expressões Matemática Português
9:30 Português Matemática Inglês Matemática Português
10:00 Português Matemática Inglês Matemática Português
10:30 Intervalo
11:00 E. M. Português Matemática Português Matemática
11:30 E. M. Português Matemática Português Matemática
12:00 E. M. Português Matemática Português Matemática
Almoço
14:00 Matemática E. M. Português A.E. Matemática
14:30 Matemática E. M. Português A.E. Inglês
15:00 Matemática Expressões Português Expressões Inglês
15:30 Intervalo
16:00 Musica Dança Natação Equitação E.F.
16:30 Musica Dança Natação Equitação E.F.
17:00 Musica Dança Natação Equitação E.F.
17:30 Intervalo
18:00 E.F Expr. Dramática Musica Expr. Pástica Musica
18:30 E.F. Expr. Dramática Musica Expr. Pástica Musica
19:00 Banhinho Expr. Dramática Musica Expr. Pástica Musica

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/um-possivel-horario-para-o-1o-ciclo/

“Não podemos transformar a escola em prisão para alunos” – Mário Nogueira

“Não podemos transformar a escola numa prisão em que os nossos alunos, depois de um dia de atividades letivas, tenham atividades que lhes ocupem o resto do dia e que sejam escolarizadas.”

“Implica maior investimento porque significa ter outras pessoas que não os professores dos alunos e ter monitores de tempos livres que não são professores. Mas não só. Implica ainda ter outro tipo de espaços e materiais”

 

(clicar na imagem) in Noticias ao Minuto by Patrícia Martins Carvalho

naom_5585c1169a210

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/nao-podemos-transformar-a-escola-em-prisao-para-alunos-mario-nogueira/

Parecer do CE sobre DL. 139/12

O CE reuniu extraordinariamente ontem. Nessa reunião,  foi apreciado o projeto de alteração ao Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, que estabelece os princípios orientadores da organização e da gestão dos currículos dos ensinos básico e secundário, e da respectiva avaliação dos conhecimentos, e aprovado o seguinte Parecer:

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/02/Parecer_02_2016_AvaliaC3A7C3A3o_Alunos.pdf”]

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/parecer-do-ce-sobre-dl-13912/

Relatório OCDE – Low-Performing Students

Para consulta, o ultimo relatório da OCDE, que tantas “alegrias” nos tem trazido…

(clicar na imagem) fica o link, porque o documento é pago…

0

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/relatorio-ocde-low-performing-students/

“Ministério diz que vai seguir a OCDE, reduzindo os chumbos dos alunos”

O ministério da educação reagiu ao novo relatório da OCDE sobre as causas do “chumbos” na Europa, no que diz respeito a Portugal.

Esse relatório realça a retenção como um dos fatores de risco mais relevantes para o insucesso. Logo…

 

O Ministério da Educação (ME) garantiu que responderá pela positiva ao desafio lançado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) a Portugal, para que reveja a sua política sobre a retenção dos alunos, que continua a ser das mais elevadas da organização e que é apontada como o principal factor de risco para os fracos desempenhos de alunos portugueses nos testes PISA.

 

(clicar na imagem) in Público by Clara Viana 11/02/2016

1030989

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/ministerio-diz-que-vai-seguir-a-ocde-reduzindo-os-chumbos-dos-alunos/

As trocas e baldrocas… nas nossas costas…

negociar

Estou em crer que “alguém” se lembrou do 1º ciclo…

As conversas, começam a trazer este nível de ensino à mesa de discussão. Surgiram, nos últimos tempos, propostas que visam os docentes em alguns aspectos.

As petições por um regime especial de aposentação multiplicaram-se em pouco tempo, depois de se ter deixado cair o antigo regime especial sem oposição aparente. Li pelo menos quatro propostas diferentes, a meu ver todas elas justas, mas irreais. Não creio… aliás, tenho a certeza que nenhuma irá por diante. E já há quem se prepare com um “rebuçado”, por isso saber…

Se fizermos uma análise, e não é necessário ser muito aprofundada, dos últimos dez anos, saberemos que fim terá esta discussão. Mas como a esperança é a ultima a morrer, ainda vislumbro entre a escuridão e a penumbra, uma relutante chama. Talvez, e apenas talvez, 62 anos de idade e 40 anos de serviço sejam possíveis de alcançar. Se chegassem aos 60 anos de idade e 38 de serviço, lançava foguetes, apanhava as canas e fazia uma festa. Mas no meu entender englobará todos os docentes e explico porquê. Chegou-me aos ouvidos, que já há quem queira passar a perna aos docentes deste ciclo e até às petições…

Todo este “problema” roda à volta do Artº 79º, porque os docentes dos outros ciclos têm redução de componente letiva ao longo da carreira e os do pré-escolar e 1º ciclo, não… logo, seria justo uns anos de bonificação por não terem os mesmos direitos, ou pelo menos direitos similares. Há também a questão das 25 horas letivas a ter em conta (a hora, nestes casos, tem 60 minutos).

Mas, constou-me, por vias pouco ortodoxas, mas no mínimo fiáveis, que há quem queira propor que os docentes do pré-escolar e do 1º ciclo tenham direito a mais um ano sem componente letiva. Ficariam assim com um ano sem componente letiva, a desfrutar, aos 20 anos de serviço, outro aos 25 anos de serviço e um outro aos 30 anos de serviço… isto é que era… três anos de descanso… quase como passar uns tempos no sol do Algarve.

Fiquem lá com os três anos sem componente letiva, que eu, e muitos mais, trocamo-los por dois anos de aposentação…

Apresentadas certas intenções, e não querendo ser correio de más noticias, tenho a certeza ao afirmar que os docentes que exercem em monodocência, não terão o regime especial de aposentação. Porquê? Porque todo este “circo” é para “inglês ver”…

Já agora, e porque prevejo a inevitabilidade, 20, 27 e 35 seriam anos mais adequados…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/as-trocas-e-baldrocas-nas-nossas-costas/

Horário de saída… na escola a tempo inteiro.

Às segundas e quintas costumava terminar o meu horário letivo às 17:30, mas a partir de amanhã vou começar a sair às 15:30… O Tiago é que manda… “Escolas a Tempo Inteiro? Única obrigação “é horário até às 15h30″”

 

Ministério da Educação esclarece que todas as atividades extracurriculares que as escolas possam oferecer é sempre uma opção e indica que possível modelo de Escola a Tempo Inteiro ainda não está em cima da mesa.

“Sem estarmos a comprometer-nos com qualquer tipo de modelo que se vá avançar sobre a Escola a Tempo Inteiro é óbvio que seria sempre uma coisa opcional, os pais podem optar por deixar as crianças ou não”, declarou o Ministério da Educação ao Notícias ao Minuto.

 

(clica na imagem) in Noticias ao minuto

naom_56547c6a59de7

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/horario-de-saida-na-escola-a-tempo-inteiro/

Opiniões… Santana Castilho sobre o Orçamento para a Educação

O orçamento do Estado e a “circulatura” do quadrado

1. Para titular este artigo apropriei-me de um neologismo feliz que Bagão Félix criou, porque exprime bem o processo técnico (não teria sido melhor que António Costa o assumisse como político?) que nos trouxe ao orçamento de 2016.
O plano macroeconómico do PS não contemplava o aumento de impostos. O aumento previsto era o dos rendimentos líquidos dos portugueses, designadamente por via da redução da TSU. Podíamos questionar a viabilidade de êxito da proposta, mas não podíamos deixar de lhe reconhecer coerência. Porém, essa coerência esfumou-se entre os acordos com a esquerda parlamentar e as negociações com Bruxelas, dando lugar a um caminho de fraco norte e forte risco.
Os benefícios deste orçamento resumem-se à função pública e à restauração e são parcos para virar a página da austeridade, quando o aumento líquido da receita fiscal e contributiva ultrapassa os 2.600 milhões de euros. Este é um orçamento simplesmente menos servil, com execução no fio da navalha e sem dinheiro, como serão todos, não importa de que governo, enquanto não for reduzido o peso e o custo da dívida. Porque a “circulatura” do quadrado só se consegue no domínio da mistificação política.
Todavia, devemos reconhecê-lo, António Costa venceu o dramatismo ridículo de certa comunicação social, o discurso caceteiro da direita, o teatro majestaticamente rasteiro da Comissão Europeia e conseguiu valorizar o Estado e os seus servidores e promover alguma justiça social, de que o fim das benesses fiscais aos fundos imobiliários em sede de IMI e a extensão da tarifa social da energia são os melhores exemplos.
Se lhe concedo, portanto, um sinal débil de virar de página, quando chegamos à Educação a página vira para trás e a desilusão tem, para quem se iludiu, o exacto tamanho da ilusão. O orçamento para a Educação é pior que o último de Passos Coelho e Crato. Cai em 2016 cerca de 1,4%, menos 82 milhões de euros. O corte nominal para as diferentes actividades será ainda bem maior se considerarmos que do bolo geral sairá o aumento dos gastos salariais e sairá o aumento de 6% das dotações para o ensino particular e cooperativo (14,4 milhões de euros de compromissos assumidos pelo anterior governo). Neste quadro, que credibilidade atribuir à prometida universalidade do pré-escolar dos três aos cinco anos, à generalização (perniciosa) da Escola a Tempo Inteiro, ao reforço da Acção Social Escolar e aos programas de Educação e Formação de Adultos, Nacional de Promoção do Sucesso Escolar e de Desenvolvimento do Ensino Artístico Especializado?
Para os desprevenidos torna-se agora claro o papel menor que a Educação representa para António Costa. A “circulatura” que concebeu assenta na alimentação de uma divisão que lhe serve: de um lado uma Direita arrogante, que muito fez em detrimento da Escola pública; do outro, uma Esquerda igualmente fanática, que acaba por comprometer, pela imprudência e pelo facilitismo dos métodos, o que diz querer promover.
2. Se o Tribunal Constitucional declarou ilegal a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), resultam ilegais os impedimentos postos aos docentes contratados nos processos de candidatura nos anos lectivos de 2013-14 e 2014-15. Se esta constatação parece óbvia, já o mesmo não se dirá quanto ao modo de ressarcir os prejudicados. Com efeito, a reconstituição do que poderia ter acontecido não passa apenas por uma reconstrução de listas, com base em graduações profissionais. Suporia conhecer o que não chegou a ser manifestado, isto é, as preferências dos putativos candidatos, tarefa impossível.
Quando uma panela de pressão é destapada sem o cuidado prévio de diminuir a pressão interior, o conteúdo pode saltar para a cara de inexperientes incautos.
3. Sou amigo pessoal de David Justino e tenho por ele apreço e consideração intelectual. Com frequência, encontramo-nos e discutimos política e política de Educação. Se em matéria de tintos, que apreciamos em conjunto, jamais discordámos, divergimos abundantemente em temas políticos. Ele aprecia Eric Hanushek, eu não. Ele acredita que agrupar escolas foi solução, eu não. Ele aceita que a dimensão das turmas não importa, eu não. A lista daquilo em que discordamos é provavelmente mais extensa do que a lista daquilo em que estamos de acordo. Posto isto, permito-me agora responder à pergunta “Quantos Justinos há, afinal?” (“As 50 sombras de Justino”, Público de 26/1/16) formulada por Pedro José Pereira. Há um, cuja seriedade está bem acima de qualquer processo de intenções. O carácter obsessivo do romance, por alguns descrito como pornografia para mamãs, cujo título parece ter inspirado o articulista, poderá explicar a prosa rasteira.
In “Público” de 10.2.16

 

santana

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/opinioes-santana-castilho-sobre-o-orcamento-para-a-educacao/

O que faz um aluno ter maus resultados…

Alguém que troque isto por miúdos… Sendo este país o 2º, na Europa, com mais horas na escola, 9882, e preparando-se para ser o 1º… não entendo!!! Será das politicas?

(clicar na imagem) in Publico by Clara Viana 10/02/2016

1030784

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/o-que-faz-um-aluno-ter-maus-resultados/

Vão pagar a caducidade… até que enfim!!!

É uma no cravo outra na ferradura…

O Orçamento prevê uma redução nos gastos do estado com a educação. Querem aumentar as horas de permanência na escola, mais despesa, julgo eu… e ainda, e muito bem, vão finalmente pagar a caducidade dos contratos…

Isto vai sair do corpo a alguém…

 

O Ministério da Educação vai pagar 12 milhões de euros em compensações aos professores contratados pela não renovação dos contratos anuais e temporários durante 2015. Para já, este é o valor apurado em compensações por caducidade do contrato e que Tiago Brandão Rodrigues tem em cima da mesa, apurou o Diário Económico.

(clicar na imagem) in Económico by Ana Petronilho 10/02/2016

card_faculdade_economica_professora_100216

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/vao-pagar-a-caducidade-ate-que-enfim/

“Governo quer alunos até ao 9.º ano o dia inteiro na escola”

 

Por que não umas camaratas para as crianças dormirem na escola pelo inconveniente de terem que estar com a família?! Com que recursos humanos? Agora que as escolas estão esmifradas deles! Com um orçamento ainda mais reduzido, 82 milhões a menos, quem olhará por elas? O que farão e com que materiais? Como entreter “meninos” na adolescência? Com Tabletes ou smartphones? Vão ter que refazer a instalação elétrica das escolas… Até às 19 horas? Então e os pais que trabalham por turnos? Não será mesmo melhor a escola funcionar “à la carte”?

 

O alargamento das horas que os alunos podem passar na escola torna também mais compatível os seus horários com os dos pais. Assim, defende o documento do programa de governo, que considera importante que “o sistema público assegure uma resposta para os pais cujos horários de trabalho não se compadecem com a permanência na escola apenas durante uma parte do dia”.

 

(clicar na imagem) in DN by Ana Bela Ferreira 10/02/2016

ng5898027

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/governo-quer-alunos-ate-ao-9-o-ano-o-dia-inteiro-na-escola/

Cabeças a rolar…

Não acontecer mais vezes em muitos mais ministérios e afins…

José Alberto Duarte terá instruído de forma irregular processos de financiamento para o ensino artístico, atuado de forma errada na dissolução da direção de escola no Porto e ainda beneficiado candidatos em concurso público.

(clicar na imagem) in Jornal I by Carlos Diogo Santos 06/02/2016

510711.pnghttp:// http://www.ionline.pt/495293

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/cabecas-a-rolar/

Terça feira há tolerância…

 

O primeiro ministro assinou hoje, o despacho que vai “obrigar” a tolerância de ponto na terça feira…

Mais uma poupança de algumas centenas de milhares de euros… dizem-me que será cerca de 500.000…

Será que até ao final do ano vamos ter mais umas poucas?… há quem não se importasse e se for em dias consecutivos até há quem agradeça… e talvez até se pagasse a divida à troika!!!

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/terca-feira-ha-tolerancia/

Tesourinho contratual… a saga continua…

12508747_10206893447589567_3854371175386095200_n[1]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/tesourinho-contratual-a-saga-continua/

São 340 mil euros… mas só lá para depois de abril…

Brandão Rodrigues vai devolver mais de 340 mil euros aos professores.

Foram 16.414 os contratados a quem será devolvida a inscrição no exame. Devolução deverá acontecer depois de Abril com o novo OE.

O Ministério da Educação vai devolver mais de 340 mil euros aos professores contratados que se inscreveram para realizar a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC). A este valor acrescem ainda as consultas das provas, pelos quais os professores pagaram 15 euros por cada exame, e as revisões das provas que tinham um custo de 20 euros.

(clicar na Imagem) in Económico by Ana Petronilho 04/02/2016

card_tiago_brandao_rodrigues_250116

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/sao-340-mil-euros-mas-so-la-para-depois-de-abril/

“Fenprof quer negociar contratação de professores para o IEFP”

Duvidosos não digo mas, são 1728€ ilíquidos a recibos verdes, segundo me disseram, ou seja: -25% de IRS, SS cerca de 200€, mais Seguro de acidentes de trabalho (que é obrigatório). Não há duodécimos, subsidio de férias, nem de refeição e o IVA que o IEFP paga é devolvido trimestralmente ao Estado. Como o “outro” dizia, “é fazer as contas…”

A Fenprof quer negociar com o Governo as condições de contratação de professores para o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), referindo problemas como perdas salariais e um regime de contratação a recibos verdes de “legalidade duvidosa”.

(clicar na imagem) in TVI24

800.gif

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/fenprof-quer-negociar-contratacao-de-professores-para-o-iefp/

O que saiu da reunião FNE/ME…

Revisão mais alargada do diploma de concursos ainda este ano.

Em reunião de agenda aberta realizada hoje, 3 de fevereiro, com o secretário de Estado da Educação, João Costa e a secretária de estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, a FNE assegurou junto do Ministério da Educação o compromisso de, a curto prazo, iniciar um processo negocial com vista a uma revisão mais global do diploma de concursos a vigorar para o ano de 2017. No imediato fica assegurado o fim da BCE e o recuo do ME na imposição de um limite de dois grupos de recrutamento, por cada professor, nos concursos de colocação.

Em relação ao cumprimento da diretiva comunitária sobre a vinculação de docentes, a FNE reiterou a sua posição de exigir a vinculação de todos os docentes que tenham três contratos sucessivos ou duas renovações. Sem grandes detalhes sobre a solução final para este problema grave de precariedade e que afeta milhares de docentes, o ME assumiu o compromisso de tentar construir uma solução de justiça para estes professores.

Relativamente ao despacho de organização do ano letivo a tutela mostrou abertura para receber os contributos da FNE que visem uma melhor regulação das condições de trabalho dos docentes. Recorde-se que sobre esta matéria, a FNE pretende ver clarificado o tempo de trabalho dos docentes e o número de alunos por turma.

Na agenda para este encontro com a tutela estava também a necessidade de se proceder a uma revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD) ainda este ano, nomeadamente, o horário e condições de trabalho dos docente e condições especiais de aposentação, atendendo ao desgaste profissional a que estão sujeitos e ainda a criação de soluções compensatórias para os educadores e professores do 1.o ciclo que por força do regime de monodocência não lhes é permitido a redução da componente letiva ao longo da carreira.

Relativamente ao posicionamento na carreira dos docentes vinculados por concurso extraordinário e pela “norma-travão”, a FNE alertou a tutela para a urgência de publicação da portaria que definirá as condições de progresso em carreira destes docente. O ME comprometeu-se perante a FNE de, num prazo curto, apresentar uma proposta de portaria que resolva, em definitivo, a situação destes professores.

Sobre a contagem do tempo de serviço, e face às divergências na aplicação do artigo 103.o do ECD que criaram profundas injustiças na contagem do tempo de serviço para efeitos de concurso, logo com implicações no cálculo da graduação profissional, a FNE, uma vez mais, exigiu que o ME harmonize procedimentos que reponham a justiça entre professores, ficando o ME de analisar a questão com vista à sua resolução.

No encontro, a situação dos trabalhadores não docentes das escolas mereceu igualmente amplo destaque. Sobre esta matéria a FNE apresentou um conjunto de questões, nomeadamente, a criação de carreiras específicas para este trabalhadores, a garantia de concretização do direito à formação contínua realizada no horário de trabalho, abertura do concurso para coordenadores técnicos e encarregados de assistentes operacionais, revisão do rácio destes trabalhadores nos agrupamentos escolares e a eliminação do recurso a contratos de emprego e inserção.

Para estas questões o ME ficou de analisar todos estes problemas e abrir um processo negocial para a sua discussão.

Porto, 3 de fevereiro de 2016

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/o-que-saiu-da-reuniao-fneme/

PACC: Ministério vai devolver dinheiro a professores

“Listas dos concursos para colocação de docentes não vão, contudo, ser revistas”, mas se o sr. ministro quiser, o blog trata de verificar se é ou não inexequível verificar a colocação.

Não é que julgue que os serviços do ministério não são capazes de o fazer, mas já que o trabalho está feito é só fazer mais grelha menos grelha… ou não haverá vontade de ressarcir quem se viu prejudicado em alguns milhares de euros? Já para não falar do precioso tempo de serviço…

O Ministério da Educação vai devolver a todos os professores o dinheiro gasto com a realização da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), mas não irá rever as listas dos concursos para colocação nas escolas.

(Clicar na imagem) in TVI24

800.gif

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/pacc-ministerio-vai-devolver-dinheiro-a-professores/

Congelados por tempo indeterminado… para lá de 2018…

O Arlindo já aqui apresentou as Principais Consequências da Reversão Salarial e do Anunciado Descongelamento da Carreira para 2018, mas pelos vistos não vamos ficar por aqui… vamos continuar congelados e agora sem data para “descongelamentos”…

 

Para se comprometer com Bruxelas, o Governo irá manter, sem fim à vista, o congelamento das carreiras na Função Pública.

(clicar na imagem para más noticias) in DN by João Pedro Henriques 02/02/2016

ng5832432

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/congelados-por-tempo-indeterminado-para-la-de-2018/

“Brandão Rodrigues vai compensar professores que foram excluídos pela prova”

Qualquer que seja a compensação não vai ser suficiente… nem para quem foi impedido de dar aulas, nem para quem as deu… porque esses também vão ter as suas razões para protestar…

 

O Ministério da Educação vai compensar os professores contratados, que por causa da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) foram impedidos de darem aulas.
Em causa estão os contratados que chumbaram ou faltaram ao exame – que era obrigatório para todos os docentes com menos de cinco anos de serviço – e que, por isso, foram impedidos de se apresentarem a concurso para conseguirem a colocação numa escola.

 

(clicar na imagem) in Económico by Ana Petronilho 02/02/2016

card_tiago_brandao_rodrigues_200116

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/brandao-rodrigues-vai-compensar-professores-que-foram-excluidos-pela-prova/

O que saiu da reunião FENPROF/ME

REUNIÃO ENTRE FENPROF E ME (1 FEV 2016)

Entretanto, e foi essa uma das novidades da reunião realizada hoje entre a FENPROF e o ME, os 58 docentes que continuam na situação de “horário-zero” foram notificados que continuariam nas escolas ou agrupamentos em que se encontram colocados. Também as escolas dos professores que estão há um ano em requalificação já foram informadas do regresso desses docentes ao serviço.

Desta reunião realizada entre a FENPROF e o ME, nela representado pela Secretária de Estado Adjunta e da Educação e pelo Secretário de Estado da Educação, ambos acompanhados por outros membros dos seus gabinetes e representação da DGAE, resulta ainda que:

– Para o próximo ano, o financiamento de colégios privados por contrato de associação será alvo de uma apertada fiscalização, não apenas em relação à existência ou carência de resposta pública, como em relação à própria origem dos alunos;

PACC: serão ressarcidos de despesas efetuadas e danos sofridos, docentes que foram excluídos das listagens de contratação (reserva de recrutamento), desde que se prove que seriam colocados;

BCE: não só foi confirmada a extinção destas bolsas, como o ME confirmou ter sido retirada a restrição de candidatura dos docentes a, apenas, dois grupos de recrutamento. O decreto-lei deverá ser esta semana aprovado em conselho de ministros;

Deslocações em serviço: para além de reafirmar o que o documento “LAL 2016” já previa (obrigatoriedade de pagamento das deslocações aos docentes que o façam em serviço, ao valor legalmente fixado de 36 cêntimos o quilómetro), o ME informou que estas deslocações passarão a integrar a componente não letiva de estabelecimento a que os docentes estão obrigados;

“Municipalização”: tal como já fora referido pelo ME na comissão parlamentar de educação e ciência, foi reafirmado que os contratos de transferência de competências para os municípios serão avaliados e dos futuros contratos não constará qualquer aspeto de ordem curricular ou pedagógica, como não fará parte qualquer tipo de colocação de docentes;

Vias vocacionais: confirmou-se também a absoluta rejeição das vias vocacionais no ensino básico (mecanismo de segregação precoce) e também o aproveitamento das atuais vias profissionais do ensino secundário para as substituir;

Financiamento do ensino artístico especializado: segundo os responsáveis do ME, estão em fase final de pagamento as verbas que decorrem do POCH, relativas ao ano letivo transato. Quanto ao futuro, estará a ser trabalhada uma solução que, mesmo aproveitando fundos comunitários disponíveis, evitará novos atrasos como os até agora verificados;

Remoção do amianto: depois de, em 2015, nada ter sido feito, as escolas “mapeadas” serão intervencionadas com vista à remoção, cabendo essa responsabilidade às CCDR. Nas escolas que não são prioritárias e, portanto, a remoção não será imediata, o ME admitiu divulgar informação à comunidade educativa como, aliás, impõe a lei em vigor.

Nesta reunião foram ainda abordados outros aspetos, tais como a necessidade de agilizar e isentar de pagamento a apresentação de declaração de registo criminal nas escolas, processo que continua a ser negociado entre a tutela e a Justiça. Outras matérias em fase de apreciação para posterior resolução são a aplicação do artigo 103.º do Estatuto da Carreira Docente (faltas por doença comprovada para além de 30 dias), bem como o pagamento de salário com referência a 1 de setembro, a todos os docentes contratados para horários anuais. Foi admitida pelo ME a eliminação do atual regime de exceção, extremamente negativo e aplicável apenas aos docentes, no que respeita ao pagamento de compensação por caducidade, uma vez que os professores são os funcionários mais penalizados neste processo, por força de uma disposição que foi introduzida pelo governo anterior, através da lei do Orçamento do Estado para 2015 (documento entregue ao ME sobre problemas da contratação).

Nesta reunião, que durou cerca de quatro horas, foi ainda desenvolvida reflexão sobre 5 grandes temas que deverão ser cinco grandes áreas de negociação futura:

Revisão global do regime de concursos – os aspetos já identificados pela FENPROF foram, entre outros: a necessidade de criar duas prioridades no âmbito da mobilidade interna e introduzir fatores de rigor absoluto na mobilidade por doença; redução da área geográfica dos quadros de zona pedagógica e fim da obrigatoriedade de, para efeito de contratação, ser opositor às escolas de uma zona completa; criar um ano-zero para a contratação de docentes; alterar o mecanismo de transposição da diretiva sobre vinculação e aplicá-lo também aos docentes dos conservatórios públicos; criar grupos de recrutamento para docentes que são obrigados a concorrer como falsos técnicos especializados. Tendo-se confirmado a realização de concurso geral em 2017, foi consensual que o regime de concursos, para negociação destas como de outras matérias, terá de ser revisto ainda no presente ano;

Regularização de aspetos de carreira – A FENPROF apresentou propostas, juridicamente fundamentadas, com vista a: reposicionamento dos docentes que ingressaram na carreira a partir de 2013, através de concursos externos; reposicionamento na carreira dos docentes impedidos de progredir a determinados escalões da carreira, desde 2010, por ausência de portaria a estabelecer o número de vagas; aplicação correta da bonificação devida a todos os docentes que, até final de 2010, obtiveram os graus académicos de mestrado ou doutoramento. Esta regularização deverá ter lugar antes de as progressões nas carreiras serem desbloqueadas para evitar mais e maiores distorções e injustiças;

Condições de trabalho nas escolas, horários e organização do próximo ano letivo – para além da necessidade de ser aprovado um quadro legal estável para os próximos anos, a FENPROF reafirmou a sua disponibilidade para, rapidamente, se iniciar um processo negocial que permita: definir com rigor o conteúdo de componente letiva, eliminando os abusos hoje existentes; reduzir o número máximo de alunos por turma; estabelecer normas de referência para a constituição de turmas e a distribuição de serviço, entre outros aspetos. Neste âmbito, foi ainda abordada a necessidade de se encontrarem mecanismos que, nos últimos anos de exercício profissional, tenham em conta o tremendo desgaste provocado pelo exercício da profissão. Para além do tipo de serviço a atribuir aos docentes nesse período final do seu exercício, é necessário equacionar, desde já, a necessidade de estabelecer um regime excecional de aposentação que tenha em conta esse problema;

Descentralização do sistema educativo – a FENPROF entregou ao ME um conjunto de propostas no sentido de garantir esta descentralização, propostas essas que, para além de preverem a necessidade de criação de conselhos locais de educação com competências específicas de âmbito local, incluindo ao nível da rede escolar, redefinindo, por exemplo, a dimensão dos agrupamentos de escolas, abordam ainda a necessidade de: redemocratizar a gestão das escolas; valorizar e atribuir competências de decisão aos órgãos pedagógicos das escolas, libertando-os de outras tutelas; substituir o órgão de direção unipessoal por outro que respeite princípios da colegialidade, elegibilidade e democraticidade;

Aspetos setoriais: a FENPROF apresentou propostas destinadas a resolver problemas que se colocam de forma particular em diversos níveis de ensino. Por exemplo, sobre o calendário escolar, em particular o da Educação Pré Escolar; sobre o 1.º Ciclo do Ensino Básico, um setor a que é necessário “deitar mão” para travar a disparidade de situações que nele se vivem, desde aspetos relacionados com horários de trabalho, regime de coadjuvação, constituição de turmas, entre outros; relativamente à Educação Especial foi reiterada a necessidade de um escrupuloso respeito pelos normativos que estabelecem o número máximo de alunos nas turmas com alunos com necessidades educativas especiais. No que à Inclusão diz respeito, a FENPROF colocou ainda a necessidade de ter também em conta a situação de professores e outros profissionais das escolas com dificuldades ou limitações físicas, aos quais tem sido dispensada pouca atenção.

Estes foram os principais aspetos que estiveram presentes nesta reunião que a FENPROF avalia positivamente. Uma avaliação que, espera a FENPROF, o tempo e as políticas a desenvolver deverão confirmar.

O Secretariado Nacional da FENPROF
1/02/2016 

Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/o-que-saiu-da-reuniao-fenprofme/

“Alunos vão passar a usar computadores nas provas nacionais”

Presidente do IAVE diz que está a ser estudado um novo modelo para uma avaliação eletrónica.

“Neste momento já é possível realizar uma avaliação eletrónica. E esse é o futuro” (não discordo)

“As escolas estão preparadas para fazer estas provas” (todas? em que país vive este homem?)

“poderemos ter alunos a fazer a prova às 09:00, depois um outro grupo às 11:00 e outro à tarde, por exemplo” (com tanta tecnologia o grupo das 11:00 já estava “safo” por natureza e o da tarde era composto por génios)

“uma ferramenta que pode gerar diferentes provas todas validadas” (“prontos”… assim já conversamos)

“Os resultados (dos estudantes portugueses em exames internacionais) não estão a melhorar e alguém vai ter de decidir o que fazer. Estamos desde 2010 a olhar para a Finlândia que está em declínio há seis anos” (estou certo que a Finlândia já está a olhar para nós)

O futuro nos aguarde… porque tanto há a fazer e o caminho ainda será longo…

Já agora… A melhor prática seria, mesmo, respeitar a cultura portuguesa e a forma de pensamento que existe na sociedade. A partir daí, construir um modelo que se possa adequar a Portugal, em vez de andarmos a copiar os modelos que os outros já rejeitam… com isso, também viria o tempo de pensar em deixarmos de mudar de politica educativa como mudamos de ministro. É só uma ideia…

 

(clicar na imagem) in TVI24

800.gif

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/01/alunos-vao-passar-a-usar-computadores-nas-provas-nacionais/

Load more