Principais Consequências da Reversão Salarial e do Anunciado Descongelamento da Carreira para 2018

Apesar de serem boas notícias a reversão salarial para 2016 e o descongelamento da carreira para 2018, existem consequências imediatas deste anúncio prévio.

O pedido de aposentações vai baixar consideravelmente nos próximos tempos.

Se o corte nas pensões antecipadas são bastante elevados, existe agora uma nova motivação para os docentes com mais idade se manterem em funções.

Em Outubro de 2016 todo o salário será reposto e quem se encontra no 9º escalão irá receber a mais cerca de 200 euros por mês (geralmente seriam estes os docentes que seriam menos penalizados com um pedido de aposentação antecipada) e acresce ainda outra motivação para não anteciparem a aposentação que é a possibilidade de estrearem o 10º escalão já em 2018.

Menos emprego novo será criado e mais difícil será os docentes conseguirem colocação.

A não ser que, medidas como a redução do número de alunos por turma sejam realmente implementadas.

Ou então, que se descubra finalmente o petróleo em Portugal.

Porque tudo isto é muito bonito, mas vai chegar a uma altura que o dinheiro não chega para tudo.

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28 comentários

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    • Manuel on 30 de Novembro de 2015 at 22:12
    • Responder

    Discordo. Visto que muitos professores não votaram nos partidos que apoiam novo governo, nem acreditam no mesmo, estes professores serão coerentes e rejeitarão os eventuais benefícios promovidos pela nova politica.
    E assim já haverá dinheiro para os restantes.

      • Sandra Cardoso on 1 de Dezembro de 2015 at 0:23
      • Responder

      Apoiado, Manuel!

      • SandraC on 1 de Dezembro de 2015 at 0:38
      • Responder

      Apoiado!

    • Pois on 30 de Novembro de 2015 at 23:01
    • Responder

    Em bem disse que ia começar. Neste blogue, a partir de agora, até o aumento de salários é mau!

    FNE, assalariada do passos e portas, em forma de blogue… O Arlindo já não esconde a sua cara!

      • Pois on 30 de Novembro de 2015 at 23:03
      • Responder

      Em melhor ainda… Para o arlindo o descongelamento da carreira é uma medida negativa!

      Quero ver aqui já os que diziam Arlindo para Ministro da Educação!!!

      Vamos já fazer um abaixo assinado contra o descongelamento das carreiras, em nome do Arlindo!

        • J220 on 1 de Dezembro de 2015 at 14:53
        • Responder

        “Em melhor ainda (…)” é lindo ! E que tal ir estudar português em vez de se entreter com abaixo assinados? 😉

          • Pois on 1 de Dezembro de 2015 at 22:04

          E que tal perceber a diferença entre armar-se em chico esperto e ser inteligente… Será que não sei escrever ou enganei-me porque não estou para ler duas vezes o texto?

          Percebe-se logo pelo 220… é o que te vale para alimentar a auto-confiança, mandar postas de pescada… LOL

    • susana on 30 de Novembro de 2015 at 23:06
    • Responder

    Se calhar era melhor os colegas se aposentarem com todas as penalizações justas pelos seus muitos anos de trabalho… O dinheiro não chega para tudo mas para pagar as dívidas dos bancos de milhões já chega, para arranjar tachos para os amigos à ultima hora chega… enfim… Não aceite o aumento do salário porque pelos vistos não lhe faz falta… (com tanta publicidade até acredito que não faça).

    • Ana Rita on 1 de Dezembro de 2015 at 8:52
    • Responder

    Que chatice. Um professor estar à 10 anos com a carreira congelada, é bem feito, pois devia ter ido para as forças armadas e de segurança. Esses tem aumentos e passagem à reserva, ficam em casa e são aumentados. E quando se reformarem todo esse tempo conta. Ou deviam ir para juizes ou politicos.Para o Arlindo bom era o PSD – PP. Muitas vezes já tenho dúvida se o Arlindo é Professor ou um infiltrado do PSD.

      • Tsiwari on 1 de Dezembro de 2015 at 11:41
      • Responder

      …há 10 anos…Esses têm…

    • Pepe on 1 de Dezembro de 2015 at 9:22
    • Responder

    Neste momento o orçamento tem um défice de 8000 milhões €, isto é, o Estado gasta +8000 milhões além das suas receitas, em 40 anos nunca tivemos um orçamento equilibrado http://www.pordata.pt/Portugal/Administra%C3%A7%C3%B5es+P%C3%BAblicas+despesas++receitas+e+d%C3%A9fice+excedente+em+percentagem+do+PIB-2788 a minha pergunta é a seguinte, com que dinheiro vão pagar a reversão/descongelamento se neste momento ainda teriam que cortar 8000 milhões €?

      • Pois on 1 de Dezembro de 2015 at 13:36
      • Responder

      É fácil: rouba-se aos professores e já está! Esse gajos privilegiados que paguem a fatura…

      Escumalha de direita!

    • Pepe on 1 de Dezembro de 2015 at 9:28
    • Responder

    Se eu receber 1000€ mensalmente e gastar 1800€, peço emprestado 800€ todos os meses, o que irá acontecer mais tarde ou mais cedo?

    Portugal vive acima das suas possibilidades há mais de 40 anos, até quando?

      • Pois on 1 de Dezembro de 2015 at 13:38
      • Responder

      Argumento bacoco!

      Que vão buscar os 800€ a quem os pediu e gastou. Ou seja, sistema bancário…

    • Luís Miranda on 1 de Dezembro de 2015 at 9:28
    • Responder

    É possivel que o nº de aposentações seja menor. Mas é provável que aumente o nº de atestados médicos. Os professores podem ficam mais tempo, mas optam por meter baixa. Coisa que já se nota na minha escola.

    • Para quem ainda n percebeu! on 1 de Dezembro de 2015 at 14:20
    • Responder

    Permitam-me um comentário sobre macro economia e uma explicação simples mas eficiente sobre como os governos funcionam:

    Um governo nunca deveria entrar em falência porque é detentor do modelo económico perfeito, o imposto sobre as transacções. Perfeito porque se eu tenho 1000€ e movimento esse valor faço com que 23% passem para o estado. Significa que se esse valor for transaccionado o nº de vezes suficiente, todo o dinheiro passa a estar na posse do estado!

    O estado, como obrigação, tem de gastar (isto é, devolver) esse dinheiro em sectores que sustentem a estabilidade do país e o seu sistema económico. A saber:

    1º – Saúde – garantir que o seu povo tem um sistema de saúde que prolongue/aumente ao máximo a sua qualidade de vida.

    2º – Educação – garantir que o seu povo está capacitado para aplicar conhecimento e ser competitivo com outros povos.

    3º – Serviços básicos como transportes e cultura – Para melhoria do bem estar do povo e facilitar as transacções comerciais (o seu ganha pão).

    4º – Apoio ao sector primário – Para garantir a todos o acesso a bens básicos, necessários à sobrevivência e à garantia da estabilidade social. Relembro um ministro que dizia: “Enquanto houver mais ovelhas que pessoas nunca passaremos fome”!

    5º – Soberania: – Investimento militar para garantir a ordem e a soberania do país.

    Quais foram as políticas no nosso país com a entrada no modelo europeu: Começamos a desinvestir em todos os 5 pontos anteriores, aumentando a aplicação de fundos em construções megalómanas e em fundos bancários com origem externa. (Exemplos: submarinos, expo, auto-estradas, fraude Maddoff, especulação imobiliária dos EUA, fundações com ligações a paraísos fiscais, etc…). Isto é, começamos a dar valor apenas aos interesses do sistema financeiro (bancos). Para essas construções e investimentos bancários foi necessário recorrer a empréstimos externos uma vez que o capital disponível não chegava para os gastos e a promessa de lucros parecia valer esses riscis.

    Problemas:

    1º – O investimento nas construções foi direitinho para empresas estrangeiras, fazendo com que o capital investido deixasse de circular no nosso país e o retorno em impostos pura e simplesmente desaparecesse. Aqui acrescenta o problema da corrupção e da maioria das construções não ter tido retorno algum (estádios, estradas, submarinos, …).

    2º – Os fundos bancários que prometiam fortunas faliram. Este problema foi a gota de água porque muitos milhões estavam investidos aqui (até a igreja tinha milhões em investimentos que se revelaram catastróficos). Isto resultou em bancos e milionários falidos.

    3º – Os empréstimos continuaram a exigir o retorno.

    Solução possível:

    Deixar os bancos falir.

    Soluções encontradas:
    Fazer de conta que os problemas não são dos bancos nem de quem investiu mal o dinheiro e fazer entender que a culpa é de todos. Então, retirar investimento dos pontos iniciais desta mensagem para reparar os problemas dos bancos e dos investidores…

    Conclusão:
    Esqueçam a teoria que andamos a viver acima das possibilidades. Não andamos porque a esmagadora maioria de nós apenas tem empréstimos para comprar casa que até vai pagando, com muitos juros, dando lucro extra aos bancos. Além disso, nós, o povo, por cada euro que transaccionamos estamos a contribuir para a economia do país e a encher os cofres do estado. O problema da crise está nos locais que receberam o dinheiro do estado e, pura e simplesmente, o fizeram desaparecer da economia do país e não gerando riqueza.

    1. O seu raciocínio falha num ponto essencial: os 23% do IVA não são cobrados em todas as transacções, apenas na venda ao consumidor final. Efectivamente, ainda não se inventou a forma de criar riqueza a partir do nada, e Portugal precisa, acima de tudo, de criar mais riqueza, para poder ter mais emprego, exportar mais e importar menos.
      Quanto ao resto, os bancos e restantes parasitas do sistema, inteiramente de acordo.

        • Manuel on 1 de Dezembro de 2015 at 19:58
        • Responder

        Errado. Os 23% são facturados sempre que é imitida uma factura e nem tem em consideração se estamos perante um cliente final ou um revendedor/distribuidor.

          • IVA on 1 de Dezembro de 2015 at 21:08

          Por esse motivo é que existe o reembolso do IVA ao vendedor.
          Todos pagam, mas o vendedor é reembolsado do valor que pagou ao comprar. Quem efetivamente paga o IVA é o comprador final.

          • Manuel on 2 de Dezembro de 2015 at 10:24

          O reembolso não é automático. O vendedor tem de pagar o IVA ou apresentar despesas que suportem o reembolso.

        • Pois on 1 de Dezembro de 2015 at 22:08
        • Responder

        Desde que não haja fuga ao fisco e seja emitida uma factura, há 23% a pagar ao estado. Quem os paga é outra coisa… E claro que depois há tb regimes fiscais excepcionais que isentam alguns… Mais isso não invalida o raciocínio porque deveriam ser casos com pouco peso.

          • Pois on 1 de Dezembro de 2015 at 22:09

          Ou então estarmos a falar de um intermediário, claro…

        • Pois on 1 de Dezembro de 2015 at 23:20
        • Responder

        Esta notícia vem mesmo a calhar (por um prémio Nobel):

        http://www.tsf.pt/economia/interior/joseph-stiglitz-nobel-da-economia-defende-aumento-progressivo-de-impostos-4911153.html

        “investir em pessoas, infraestruturas e tecnologias, o que cria oportunidades para um crescimento económico de longo prazo”

    • Maria Silva on 1 de Dezembro de 2015 at 15:02
    • Responder

    Essa análise não é correta, porque para efeitos de aposentação o que conta é o vencimento ilíquido e o corte que temos tem reflexos no vencimento líquido.
    Quanto ao atingir o 10º escalão, isso será muito difícil, pois está previsto no futuro haver reestruturação da carreira docente e o escalão máximo será o 9º escalão.
    Com a indisciplina que se vive nas nossas escolas, turmas de 30 e 31 alunos e os “paizinhos dos meninos”, a acharam que mandam nos professores, os 36 anos de serviço independentemente da idade, será o limite máximo que cada professor poderá aguentar e poder ter alguma sanidade mental para gozar alguns dias de “reforma”.
    Quem gostar de trabalhar nestas condições, pode optar , a aposentação é voluntária!…
    Que chegue e depressa, porque vejo colegas muito jovens e entupidos de antidepressivos para poderem dar aulas.

      • maria on 1 de Dezembro de 2015 at 20:59
      • Responder

      Concordo inteiramente, Maria silva. Completarei 36 anos de serviço no próximo ano e já não aguentarei muito mais. Os sindicatos, independentemente da sua cor política, deviam unir-se nesta questão.

    • Zeca Lima on 1 de Dezembro de 2015 at 21:36
    • Responder

    É claro que o raciocínio do Arlindo é muito lúcido. As afirmações que faz são evidências.
    Contudo, se o descongelamento da carreira e respectiva recompensa financeira são uma motivação para os colegas se manterem no ativo, não é menos verdade que há muito desgaste acumulado e uma enorme vontade de sair do sistema.
    Não é menos verdade que esse aumento salarial pode compensar a perda salarial por atestados médicos….
    Por outro lado, não me parece que para a maioria o dinheiro seja o fator essencial. Quem tiver oportunidade de sair vai aproveitar e fazê-lo, não arriscando ficar no sistema e levar com novos e previsíveis aumentos da idade da reforma.
    Convém não ter a memória curta e lembrar daquilo que aconteceu recentemente – se as coisas correm mal (depende mais da conjuntura externa do que da politica interna) é certa a receita – aumento de idade da reforma, congelamento das carreiras, cortes salariais.
    Cada um saberá de si, mas há que fazer contas e que tiver possibilidade de sair que o faça porque as condições de aposentação vão agravar-se (basta ouvir o que disse hoje a OCDE)

    • Istovaiacabarmal on 2 de Dezembro de 2015 at 12:17
    • Responder

    Anda tudo doido com o mantra do crescimento. Pergunto-me se realmente as pessoas precisam de toda a tralha que compram; e se vale a pena matarem-se a trabalhar uma vida inteira para poderem comprá-la; e desprezarem como se fosse sarnento quem não quer viver assim.

    http://www.degrowth.org/definition-2

    • Maria Azevedo on 2 de Fevereiro de 2016 at 19:42
    • Responder

    Então, os que estavam no governo até estavam a fazer alguma coisa! O problema do Português é que só sabe falar! Os Gregos tiveram este problema… e o que é que se viu? A situação deles piorou 30 por cento! Enfim… as pessoas são pobres de espírito!

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