A Hipocrisia da classe de “elite” em foco…
Assim, na impossibilidade de destruir numa geração os privilégios que a classe dominante herda da família, há então que destruir o carácter seletivo da escola simbolizada nos resultados dos seus projetos educativos: Acaba-se com os exames, privilegia-se o prazer em detrimento da educação e, num universo de aprendizagens discentes de quase completa ignorância, sem “capital intelectual”, os filhos da “classe social favorecida” seriam absorvidos pelo igualitarismo militante.
A insistirem nesta idiotia e a pretexto da “defesa da escola pública”, intentam há 42 anos contra as escolas do estado (veja-se por exemplo as 20 mudanças introduzidas nos últimos 16 anos no sistema de avaliação dos alunos). Depois de anos a fio a insistirem na defesa do edifício de quem quer ensinar e não no de quem quer aprender, fixam o olhar no ensino particular e cooperativo. Desta vez, a pretexto da escassez de recursos, em contrassenso, revoltam-se contra projetos educativos onde formar, mais e melhor, custa menos que nas escolas do estado. Entram por esta porta ferrugenta ignorando as teses bourdieusianas sobre as lógicas de distinção que leram em Les Héritiers: São os contratos de associação que permitem a uma “classe social desfavorecida” frequentar as escolas privadas nos mesmos moldes em que frequentariam a escola estatal, ou seja, de forma gratuita. Sem o ónus das propinas, são estes contratos que possibilitam a liberdade de escolha constitucionalmente preconizada. Acabar com estes contratos é acentuar a bipolarização do ensino entre ricos e pobres, é elitizar as escolas que não são do estado, legitimando-se assim o “capital” como acesso privilegiado a percursos escolares marcados pelo sucesso e pela distinção. Sim, porque neste alarido por 2% do orçamento do ministério da educação, qualquer pessoa com dois dedos de informação percebe que esta discussão pouco interessa a quem paga propinas de 20.000 euros/ano.
in Público by Paulo Simões Lopes 24/02/2016




1 comentário
No tempo daquele primeiro-ministro sacristão, o frustrado que era filho dum feitor era assim…
As criaturas que fossem para o privado tinham de fazer exames.As criaturas que iam para o público fosse o fascista liceu ou as terríveis escolas técnicas com 3 faltas disciplinares chumbavam o ano.As criaturas pobres se faltassem ao respeito ao professor ou chumbassem o ano tinham de se entender com os papais.As criaturas filhas de ricos lá se atreviam a ser malcriados eram expulsos dos liceus e ala o papai rico punha a criatura num colégio(na altura externatos).As criaturas muito mal educadas ás vezes iam para colégios internos.Quando os pais eram bebados ou mandriões eram recolhidos num colégios internos para pobres.
As criaturas das escolas oficiais do sexo feminino(ainda não havia género) vestiam umas batas, para estudarem e não andarem a fazer desfile de moda.As criaturas do sexo masculino vestiam-se como queriam, lá estava o eterno machismo….
Com a democracia todas as criaturas passaram a ser instruídas em escolas….que originalmente tinha depois da revolução um currículo clássico.A maioria das criaturas nem percebia a linguagem erudita e fugia da escola…era o terrível abandono escolar.
Para prender as criaturas tem havido uma panaceia de escolinhas de gueto ou a caminharem para isso:as Yeip e autónomas.
Conclusão:as criaturas ricas procuram regra geral colégios caríssimos, as criaturas do ensino público ás vezes tem de pagar umas explicações para progredirem nos estudos.
as criaturas pobres apanham com as panaceias e continuam pobres em todas as vertentes