Despacho n.º 2082-A/2019, de 28 de fevereiro
Publicado despacho que fixa para o ano de 2019 o número de vagas para progressão aos 5.º e 7.º escalões da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
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Já se conhece o questionário de consulta aos professores que as Organizações Sindicais vão promover.
Em 2018, o governo tentou impor a eliminação de 6,5 anos de tempo de serviço cumprido pelos professores. Estes, contudo, com a sua luta, evitaram o apagão. Entretanto, com o veto do Presidente da República e a aprovação do artigo 17.º da Lei do Orçamento do Estado de 2019, o governo ficou obrigado a desenvolver um novo processo negocial, que, porém, só no final de fevereiro teve lugar.
Porém, nas reuniões realizadas, o governo manteve-se intransigente na intenção de eliminar mais de 6,5 anos de tempo de serviço cumprido pelos docentes e recusou discutir as propostas apresentadas pelos Sindicatos.
A luta, neste quadro, é inevitável. Por única e exclusiva responsabilidade do governo, pode vir a afetar o normal desenvolvimento do 3.º período letivo, incluindo o conjunto de atividades previsto para o seu final. Nunca será demais lembrar que foi o governo que: recusou iniciar a negociação em tempo útil; continua a recusar a recuperação total do tempo de serviço, apesar da recomendação, nesse sentido, da Assembleia da República, do disposto no artigo 17.º da Lei do Orçamento do Estado para 2019 e de essa decisão já ter sido tomada na Madeira e nos Açores; continua a recusar negociar uma eventual repercussão da recuperação na aposentação dos professores.
Terminado este ano letivo, terminará também a atual Legislatura, pretendendo o governo, com o final do seu mandato, atingir a primeira parte do seu objetivo: não recuperar qualquer tempo de serviço até às eleições. Quanto ao segundo objetivo, reserva-o para o pós-eleições, se tiver condições políticas para tal: acabar com a carreira docente.
Os professores e educadores, com os seus sindicatos, não vão baixar os braços e lutarão pela recuperação total do tempo de serviço que cumpriram. Irão fazê-lo da forma que, em cada momento, se revelar adequada. Com o objetivo de definir as ações de luta concretas a desenvolver no 3.º período letivo, e porque o governo continua a adotar uma postura de intransigência, as organizações sindicais de docentes decidem levar por diante a presente consulta.
Pede-se aos colegas que respondam, de acordo com aquele que for o seu compromisso efetivo com a luta. O mais importante não é perceber o que, hipoteticamente, se deveria fazer, mas o que se poderá fazer, contando, para isso, com a real disponibilidade dos colegas para formas concretas de ação. Da parte dos sindicatos, fica o compromisso de levar aos seus órgãos de decisão as posições que resultarem desta consulta, assentando nelas as decisões sobre a luta a desenvolver e os seus tempos.

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Ao longo dos últimos três anos o Governo tem sido questionado relativamente à falta de investimento na Escola Pública. Foi disso exemplo recente a dramática diminuição do investimento público prevista no Orçamento de 2019, de menos 36% face a 2015 na Educação. Refugia-se o inexistente Ministro da Educação, ora não respondendo, ora dizendo que não é verdade sem refutação objetiva, ora despindo a veste de responsável da tutela nos últimos 4 anos, acusando governos anteriores pelos maus resultados de hoje, mas curiosamente branqueando as responsabilidades do Governo de José Sócrates, o tal do “socratismo despesista” a que se referiu no último debate parlamentar o Primeiro Ministro António Costa, por sinal Ministro do dito Governo que chamou a Troika.
No passado dia 8 de fevereiro recebemos a confirmação de Bruxelas: o corte na despesa do Estado em 2019 será feito à custa da Saúde e da Educação.
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Foi enviado para publicação em Diário da República o Despacho da Secretária de Estado Adjunta e da Educação que fixa, para o ano de 2019, o número de vagas para progressão aos 5.º e 7.º escalões da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
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Foi publicado o Despacho Normativo que altera o Regulamento do Júri Nacional de Exames e aprova o Regulamento das Provas de Avaliação Externa e das Provas de Equivalência à Frequência dos Ensinos Básico e Secundário.
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Professora Dulce Gonçalves também ensina os alunos a respirar e a relaxar
Começou por um aluno, ensinando-lhe técnicas de respiração e relaxamento para melhorar a concentração. Depois de conseguir resultados animadores criou o projecto “Mentes Sorridentes” e contagiou o resto do agrupamento de escolas João Villaret, em Loures, que passou a praticar “mindfulness” dentro e fora das salas de aula. Dulce Gonçalves é uma das candidatas ao prémio de melhor professor, o “Global Teacher Prize”.
(clicar na imagem)

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Em cumprimento do disposto no artigo 17.º da Lei do Orçamento do Estado para 2019, realizou-se esta segunda-feira no Ministério da Educação mais uma reunião de negociação sobre a questão da recuperação de tempo de serviço dos professores.
Nesse contexto, o Governo questionou as estruturas sindicais sobre a possibilidade de apresentarem uma proposta suscetível de permitir alcançar um acordo, mas, à semelhança do que sucedeu no decurso do processo negocial mantido ao longo dos últimos dezasseis meses, os sindicatos mantiveram a sua posição de intransigência em torno dos 9 anos, 4 meses e 2 dias.
Esta exigência corresponderia a um aumento permanente da despesa de 600 milhões de euros por ano.
Por seu lado, e mesmo sem o acordo das estruturas sindicais, o Governo deu a conhecer a sua intenção de manter a solução que permite, aos docentes do ensino básico e secundário cuja contagem do tempo de serviço esteve congelada entre 2011 e 2017, recuperar 2 anos, 9 meses e 18 dias, a repercutir na próxima progressão.
O Governo relembra que as sucessivas leis do Orçamento do Estado entre 2011 e 2017 determinaram que nas carreiras em que a progressão se baseasse essencialmente no tempo de serviço este não seria contabilizado e a sua recuperação não fazia parte do Programa do Governo. O compromisso de descongelamento das carreiras foi cumprido, incluindo para a carreira docente. Apesar disso, o Governo não deixará de mitigar os efeitos do período de congelamento, tendo por referência uma visão integrada do sistema de emprego público, num paralelismo com a diversidade de carreiras e dos respetivos mecanismos de desenvolvimento remuneratório.
Recorde-se, neste âmbito, que nas carreiras gerais um módulo padrão de progressão corresponde a 10 pontos, que em regra são obtidos ao longo de 10 anos, enquanto na carreira docente o módulo padrão é de 4 anos. Assim, dado que os 7 anos de congelamento correspondem a 70% do módulo de uma carreira geral, 70% de 4 anos na carreira docente correspondem, de forma similar, a 2 anos, 9 meses e 18 dias.
O Governo foi a única parte que se moveu, estando disponível para aumentar a despesa em 200 milhões de euros por ano, sem impor nenhuma contrapartida aos sindicatos.
Com a negociação hoje iniciada, o Governo cumpre o artigo 17.º da LOE 2019, tal como já havia cumprido o disposto no artigo 19.º da LOE de 2018. Ambos os preceitos remetem a consideração do tempo para processo negocial, com vista a definir o prazo e o modo para a sua concretização, tendo em conta a sustentabilidade e compatibilização com os recursos disponíveis.
No atual quadro legislativo, financeiro e económico, as condições referidas permitem mitigar os efeitos do congelamento, medida que, mesmo sem acordo, o Governo cumprirá.
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O Crachá do Tiago
O Tiago tem um Crachá
Bonito como a noite
Mais belo que o dele não há
E usa-o como açoite
O Tiago tem um Crachá
Trá-lo no coração
E é só o que nos dá
O resto tira-nos com a outra mão
O Tiago não gosta de outro Crachá
Acha-o feio e intransigente
Esquece-se que também há
Outra opinião diferente
O Crachá do Tiago é prepotente
A mais ninguém interessa
Mas o Tiago, indiferente
Não nos ouve, nem conversa…
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Foi publicada a Portaria que procede à regulamentação das modalidades educativas de ensino individual e de ensino doméstico.
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Mas isso é por França onde a luta é a sério e não há cá contemplações. Por cá os professores não podem, porque, imediatamente, surgem os defensores da justiça de todos os outros menos dos professores.
Continuem a brincar às lutas do proletariado e qualquer dia ganham o ordenado mínimo.
“20 valores para todos”: professores franceses em protesto dão notas máximas aos alunos
Todos os alunos recebem 20 valores, a nota máxima. Pelo menos é isso que os professores franceses têm inserido no sistema informático. Na sala de aula, no entanto, as avaliações verdadeiras são apontadas nos trabalhos e nos testes, assim como é dito a cada um dos jovens. A ideia é a de “bloquear o sistema” porque professores e alunos estão em protesto contra as mudanças nos exames nacionais que dão acesso ao ensino superior.
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Nada que não se esteja à espera. Com declarações como esta, adivinha-se a intransigência por parte do governo em não ser justo com os professores.
Despachem o triste espetáculo e sigam para tribunal.
O primeiro-ministro vê com baixas expectativas um eventual acordo entre o Governo e os professores. No dia em que são retomadas as negociações por causa do tempo de serviço congelado, António Costa regista a intransigência dos sindicatos.
“Eu acho que as declarações do senhor Mário Nogueira foram muito… enfim, deixaram-nos pouca esperança de que a postura negocial seja diferente daquela intransigência que tem caracterizado a postura sindical sobre este tema e, portanto, se houver intransigência, há coisas em que não nos podemos substituir aos sindicatos
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Despacho n.º 1890-A/2019 – Diário da República n.º 39/2019, 1º Suplemento, Série II de 2019-02-25 120108030
Presidência do Conselho de Ministros – Gabinete do Primeiro-Ministro
Concede tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos, no dia 5 de março de 2019
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A intransigência para uns é a justiça de outros…
Na véspera do arranque de nova ronda negocial entre o Governo e os professores, Mário Nogueira mostrou “intransigência”. O executivo afirma-se com “grande apreensão”.
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Para que não restem duvidas onde andam a cortar…

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Porque as reuniões fora do horário estão aí à porta…

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Eu não duvido da “boa- fé” do Tiago, tal como não duvido do sucesso de um tratorista (profissão muito digna) ao tentar fazer uma rinoplastia.
A verdade é que o Tiago não decide nada, a Alexandra nada decide e o João está fora disto. Quem se deve sentar à mesa das negociações com os professores e qualquer outra classe profissional é o Centeno. No que diz respeito a carreiras, descongelamentos, reposicionamentos e recuperações, o Centeno é que decide, todos os outros seguem um guião previamente fornecido.
Não estando o Centeno diretamente envolvido, na negociação do tempo e da forma de recuperação do tempo de serviço docente, será como estar numa sala cheia de papagaios e araras.
No parlamento o tema já foi mote para umas”carícias” entre o Tiago e a dita oposição. Voltaram a prometer-lhe uma apreciação parlamentar, quando o que lhe deviam ter dito, era que quando a ILC fosse ao parlamento se uniriam e votariam a favor da mesma (já nem falo em apresentarem uma proposta, conjunta, semelhante à da Madeira ou à proposta dos sindicatos). Talvez assim ele baixasse a crista (por um ou outro momento) e tivesse vontade de voltar a investigar. Também conversaram sobre a execução orçamental de 2018 para a Educação, ficamos a saber que se investiu mais no metropolitano de Lisboa que em educação em Portugal. A taxa de execução orçamental de 2018 na Educação foi de apenas 32,5%.
Ainda ontem foi anunciado num relatório da União Europeia que Portugal vai ter que cortar mais 236 milhões de euros nos gastos com a saúde e educação. A saúde está de rastos (não se convençam que a greve dos enfermeiros é a causa disso), quem tem o azar de ter necessidade de ir a umas urgências constata isso. A falta de material, de pessoal, de equipamentos atualizados entre muitas outras coisas, salta à vista. Na Educação, a falta de material atualizado é mais do que conhecida, as escolas mais antigas caem aos bocados, as novas aos bocados caem, os equipamentos são remendados vezes sem conta (há escolas do 1.º ciclo que ficam meses sem fotocopiadora, e tinteiros para impressora são um bem que passou a não ser necessário, porque ou não funciona a impressora ou deve estar prestes a ser “cativada”). Não vão ser as medidas anunciadas para a contratação de pessoal não docente que vão resolver o problema, nem aumentar o investimento (a medida em pouco ultrapassará os 9 milhões anuais, falando em vencimentos ilíquidos). Como se vai cortar na educação? Aí é que entra o João Costa, com os DL 54.º e o 55.º. As retenções vão ser diminutas e como sabemos a poupança dar-se-á naturalmente, entre 50 a 60 milhões de euros anuais (estas são as contas bem feitas, outras que por aí andaram são puros delírios). Podem também poupar nos manuais, no próximo ano “oferecem” os manuais digitais poupando milhões e sendo ecologistas. Caso isso não baste, podem sempre começar a cortar no pessoal docente ou “prometer-lhes” uma nova carreira de sonho e dando-lhes o inferno.
A verdade é que, no dia 25 de fevereiro, a única coisa que deverá acontecer será uma falsa demonstração de boa-fé e 120.000 professores a ver passar os “aviões”.
A mania das cativações do Centeno terão um peso elevado a pagar no futuro de toda uma função pública, os professores serão, apenas, mais uma parte do bolo.
Enquanto isto acontece, continua-se a resgatar bancos (já não lhes chamam resgate, mas não passa disso mesmo), mil milhões para este, 600 milhões para aquele, prejuízos no outro, crédito ruinoso naqueloutro. O Zé manda umas postas de pescada, mas não entende que o estão a prejudicar nos seus direitos básicos. Não percebe que, para ele, a austeridade ainda vigora, apenas mudou de cara e o discurso se tornou mais suave.
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Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa – 22.ª Reserva de Recrutamento 2018/2019.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 25 de fevereiro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 26 de fevereiro de 2019 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
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Terça-feira de Carnaval, é concedida tolerância de ponto a todos os trabalhadores em funções públicas nos serviços da administração direta do Estado e nos institutos públicos.
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Segundo dados divulgados pela PSP, este fenómeno tem vindo a diminuir nos últimos anos. São os dados que chegaram até esta instituição, por neles terem intervenção. Os dados reais devem andar longe deste número. Parte da realidade nunca saem dos recintos escolares. Por inoperância dos responsáveis, por condescendência, por medo de represálias e…
Os números podem até ter diminuído, mas não revelam a realidade das escolas.
O nosso bem haja aos agentes da PSP e GNR que nos acompanham nas escolas e tentam por todos os meios garantir a segurança de toda a comunidade.
A PSP registou 1.898 ocorrências criminais em meio escolar no ano letivo 2017/2018, casos que diminuíram ligeiramente nos últimos três anos, indicou esta quinta-feira a Polícia de Segurança Pública.
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Os professores podem continuar a faltar às reuniões, mesmo sendo de avaliação, desde que o professor não tenha serviço marcado no seu horário essa hora. Não é necessário justificar a falta. Não há lugar a descontos no vencimento, porque se trata de um serviço não contemplado no seu horário. O docente só está obrigado a cumprir os tempos constantes no seu horário.
Paralisação arrasta-se há quase quatro meses. Ministério chegou a ameaçar com faltas injustificadas, mas voltou atrás e tem informado a escolas para não fazerem descontos por se tratar de uma greve a horas extraordinárias.
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Apontou a lua, esperando que só olhassem para o dedo dele
Nenhuma das muitas greves acontecidas nos últimos tempos suscitou tanta polémica como a dos enfermeiros. Só porque afecta um dos mais importantes direitos dos cidadãos, o direito à saúde? Não creio. Com efeito, a greve dos médicos de 10 e 11 de Maio de 2017 terá adiado mais de oito mil cirurgias e cancelado mais de 180 mil consultas de especialidade e não suscitou discussão sequer parecida. Concedendo que não são únicas, tenho para mim que as causas principais estão aqui: a greve dos enfermeiros irritou como nenhuma outra António Costa; a greve dos enfermeiros foi decretada por dois sindicatos recentes que, por rejeitarem o controlo das organizações monopolistas do sindicalismo e terem estratégias diversas das correntes, acabaram apontados como inorgânicos, apesar de serem tão legítimos, identificados e estruturados como os outros; a greve dos enfermeiros foi rotulada de direita, embora ninguém possa saber como votam os enfermeiros (bastou que a bastonária seja militante do PSD, que a CGTP esteja de fora, que muita gente de esquerda se indigne e outros tantos de direita se regozijem).
Ao anterior acresce a decantada questão do crowdfunding. Sem prejuízo de esperarmos pela cabal clarificação da origem dos donativos (embora a informação que vai sendo conhecida sugira que nada há de reprovável), importa sublinhar que os fundos de greve são legais e bem antigos. E importa referir que não deixa de ser hipócrita ver dirigentes de partidos políticos, que promovem angariações de fundos sem identificação dos doadores e são responsáveis pela inoperacionalidade da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (criada para fiscalizar os financiamentos das campanhas eleitorais), questionarem tão lestamente o crowdfunding dos enfermeiros. Como não deixa de causar perplexidade ver a ASAE, denunciada por negligências grosseiras e graves pela TVI, ser tão diligente a verificar o cumprimento de uma lei … que ainda não está em vigor (sim, o normativo que regulará o crowdfunding, embora pronto há mais de um ano, aguarda regulamentação para entrar em vigor). Este uso de uma polícia criminal para investigar um contencioso político/sindical reconduz-me a tempos antigos, de má memória, ou, no mínimo e para ser generoso, aos tempos mais recentes de “quem se mete com o PS, leva!”
O PS apresentou há dois anos o programa “Ferrovia 2020”, um investimento total de 2,7 mil milhões de euros, que se propunha modernizar umas vias e construir outras, num total de 1193 quilómetros de intervenções. Pelo correspondente calendário, deveriam estar já em execução 528 quilómetros. Mas, de facto, só 79 (15% do anunciado) estão em obra (Público de 13.2.19). É apenas um exemplo de um padrão que se tornou norma: anunciar em torrente novas obras, apesar do imobilismo dos planos já apresentados. O mecanismo explicativo é simples: os défices históricos obrigam a cativações colossais e as cativações liquidam os investimentos e geram a degradação dos serviços públicos, de que a Saúde e a Educação são os casos mais visíveis. Com efeito, o investimento público de 2,8% do PIB, previsto em OE 2018, ficou-se por 2% (menos 1600 milhões) e significou o segundo valor mais baixo dos últimos 10 anos, em termos de taxa de execução.
A crescente denúncia destes factos tem destruído a narrativa da viragem da página da austeridade e começa agora a corroer o tino e a compostura de António Costa. Com efeito, não lhe foi nada favorável acusar de irresponsáveis os sindicatos da UGT
e apelidar de selvagem uma greve com que não concorda, ou usar o lápis azul para promover alterações cirúrgicas no relatório Economic Survey of Portugal, 2019, da OCDE, para adoçar referências à corrupção nascida na vigência de um Governo a que pertenceu.
Há pouco tempo, Costa tinha a maioria absoluta ao alcance. Hoje, começa a haver quem lhe vaticine a repetição do fracasso de 2015, porque aos professores, médicos, funcionários judiciais, juízes, magistrados do Ministério Público, investigadores criminais, guardas prisionais, estivadores e tantos outros, apontou a lua, esperando que só olhassem para o dedo dele.
In “Público” de 20.2.19
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A Escola Básica do Bairro Padre Cruz é a melhor escola do país!
Mas não de acordo com o ranking das escolas, onde a Básica do Bairro Padre Cruz, em Lisboa, ficou em 1044o. Aliás, dependendo do ranking das escolas, pais e alunos fugiriam a sete pés desta escola, rapidamente levando ao seu encerramento e ao fim de um dos pilares deste bairro social.
Porque na Básica do Bairro Padre Cruz nenhum aluno fica sem comer. E há muitos em risco de passar o dia sem comer. Para muitos, a refeição na escola será a única do dia inteiro. Para muitos, poder comer é a razão de ir à escola. Mas não só.
Porque a Básica do Bairro Padre Cruz coloca o carinho e o afecto antes do currículo, fazendo de tudo para que os alunos passem mais um dia na escola e menos um dia na rua, passo a passo reconstruindo as vidas perdidas de tantas crianças perdidas. O Bairro Padre Cruz é assim chamado em homenagem ao Padre Francisco Rodrigues da Cruz e a uma vida dedicada em pleno aos mais desfavorecidos. E outra coisa não se pode dizer sobre a sua Escola, onde os professores são mesmo a família que os alunos nunca tiveram, nunca terão, têm agora, na escola, na professora, nos professores e auxiliares, no Director da escola.
Porque um professor não pode viver dissociado da realidade de tantas famílias, de tantas crianças, do desemprego, da violência, dos problemas
com a polícia, da revolta, a toxicodependência, os abusos físicos e emocionais, as noites mal dormidas, a falta de comida em casa, a falta de roupa, a falta de um abraço e um sorriso, poder finalmente chorar, a falta de amor.
E na Básica do Bairro Padre Cruz os professores são mais do que professores, são missionários, dedicando os dias à causa destas crianças e às vidas destas crianças, e as noites a sonhar com a vida destas crianças,tantas vezes acordando a meio, e os miúdos debaixo da pele, os problemas dos miúdos debaixo da pele, os problemas que não saem e passam a ser parte do que
somos.
É impossível não nos envolvermos. É impossível não nos emocionarmos. E esta é a maior aprendizagem de quem vem ensinar para esta escola. Esta é a maior prova de crescimento num corpo docente com 60% de professores novos este ano, professores esses que em setembro estarão noutro lado, isto se não estiverem desempregados.
Meus caros, a mobilidade docente é um crime. É dizer às crianças que não há mais ninguém. É deixá-las por sua conta. É deixá-las à deriva no meio da tempestade, outra vez, e ninguém se habitua a uma tempestade. À deriva, as tempestades aumentam. É frustrar as expectativas, os sonhos, as
lágrimas, é criar mais raiva, mais ódio, solidão, angústia.
Não obstante, sem desistir, esperançosos, os professores multiplicam-se e desdobram-se entre as aulas e os apoios individuais, entre os projectos e as reuniões com os pais, educando alunos mas também famílias inteiras, fazendo milagres com os poucos recursos ao seu dispor. Isto porque a diminuição do número de alunos ao longo da última década levou sucessivos governos a retirar à escola desde psicólogos ao grupo de teatro, sem esquecer o grupo de música, as colónias de férias, visitas de estudo. Outro crime, e os alunos não são números, as crianças não são números, mas são, são o futuro, o nosso futuro, nem por isso risonho. A Escola Básica do Bairro Padre Cruz é a melhor escola do país! Digam o que disserem. Por não se limitar a ensinar, a formar, por querer saber de facto sobre as crianças, por viver os seus problemas, por sair dos muros da escola ao encontro do bairro, por abrir as portas ao bairro, por fazer parte de um todo e no todo trabalhar, sem parar, à procura de respostas. E as respostas para o abandono escolar, para as reprovações consecutivas, para o analfabetismo, para os problemas sociais e as famílias desestruturadas começam pela fixação do corpo docente. Para que estas crianças possam voltar a sonhar. E nós também.
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Avaliação Externa das Escolas alargada às escolas profissionais privadas e às escolas com contrato de associação/patrocínio
Tem início o novo ciclo da Avaliação Externa das Escolas com a divulgação, na
página da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), dos documentos de enquadramento para esta terceira fase.
A promoção da qualidade do ensino, das aprendizagens e a inclusão de todas as crianças e de todos os alunos são aspetos fundamentais deste novo ciclo, a par da contribuição para um melhor conhecimento público da qualidade do trabalho das escolas.
A Avaliação Externa das Escolas constitui-se como um instrumento para a implementação de processos de melhoria e uma oportunidade para toda a comunidade se apropriar da realidade da sua escola.
Nesta nova etapa foram efetuadas alterações ao modelo utilizado no segundo ciclo de Avaliação Externa das Escolas, num quadro de estabilidade que potencia o conhecimento adquirido entre avaliadores e comunidades educativas.
A estruturação deste modelo, que assenta numa perspetiva holística do objeto de avaliação, contempla quatro domínios: Autoavaliação, Liderança e Gestão, Prestação do Serviço Educativo e Resultados.
A autoavaliação consiste agora num domínio autónomo, à semelhança do que aconteceu no primeiro ciclo da Avaliação Externa das Escolas, dado que na fase seguinte integrou um campo de análise do domínio Liderança e Gestão.
A avaliação da escola concretiza-se em juízos avaliativos apoiados num conjunto vasto de indicadores, que foi substancialmente alargado, tendo nos quatro domínios mais de cem indicadores. Os domínios são classificados de acordo com a seguinte escala: Excelente, Muito Bom, Bom, Suficiente e Insuficiente.
No que respeita às metodologias, mantêm-se a análise de documentação e de indicadores sobre a escola, a aplicação de questionários de satisfação a alunos, profissionais e encarregados de educação, bem como as visitas às escolas e a realização de entrevistas com diversos elementos das comunidades educativas. Considerando que o processo de ensino/aprendizagem constitui o cerne da atividade da escola, foi integrada na metodologia a observação da prática educativa e letiva, a qual deverá incidir, preferencialmente, na interação pedagógica, nas competências trabalhadas e na inclusão de todos os alunos.
O novo ciclo da Avaliação Externa das Escolas, além dos estabelecimentos públicos de educação e ensino – incluindo os do ensino artístico especializado, já anteriormente avaliados – passa a abranger, pela primeira vez, escolas profissionais privadas, estabelecimentos de ensino particular e cooperativo com contrato de associação ou de patrocínio. Novidade é também o facto de os restantes estabelecimentos de ensino particular e cooperativo poderem solicitar avaliação externa.
A Avaliação Externa das Escolas iniciou-se em 2006 e, já nessa altura, foi baseada em experiências anteriores realizadas na então IGE tal como a Avaliação Integrada das Escolas. O programa lançado em 2006 foi inovador, ao ser alargado a todas as escolas públicas do país. A generalidade das escolas foi avaliada entre 2006 e 2011, no primeiro ciclo, e entre 2012 e 2017, no segundo ciclo.
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Devido à convocatória para reunião negocial, Sindicatos dos professores suspenderam a concentração junto à Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, porque, na próxima semana.
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Quem achava que as ameaças à liberdade vinham de um grupo de criminosos de extrema direita infiltrados numa manifestação popular, hoje deve pensar bem, o dia todo, na casca de banana em que escorregou, e caiu, de tombo. Já que a Procuradoria Geral da República, – leiam para ver com os próprios olhos – acaba de fazer um parecer onde diz que a greve ou afecta mais os trabalhadores do que o patrão (é isto mesmo que lá está) ou deve ser considerada ilegal. Portugal vai ter mais conflitos sociais, e a resposta não vai ser o fascismo a curto ou mesmo médio prazo, mas o Bonapartismo, de Estado – que cai sobre quem não apanhou a doença da resignação e do possibilismo.
Se o parecer que a PGR fez sobre a greve dos enfermeiros for assumido pelos tribunais (se…) todas as greves eficazes daqui para a frente serão ilegais – na prática o parecer sugere a proibição de fundos de greves e diz – vejam! – que os trabalhadores deixam de receber por todos os dias que se solidarizam com a greve, mesmo quando estavam a trabalhar. É evidente que este parecer é um atentado ao direito à greve – e vai ser usado não só contra os enfermeiros, mas contra o sector industrial privado.
O Governo da Geringonça depois de patrocinar furas greves em Setúbal veio com a requisição civil e , agora, – em plena greve da função pública – lança este parecer. Há uns anos lembro-me de Marcelo, ainda comentador na TVI, nas conversas de Domingo em família, explicar que os Governos PS são muito melhores para mexer na lei laboral porque, cito-o, o PSD não tem força para isso…
Se algum sindicato pensa que são só os enfermeiros que estão em risco reflicta rapidamente, por favor. Hoje todos os sindicatos portugueses estão sob ameaça, e a democracia em risco.
Aos meus amigos e amigas que tanto me felicitaram pela minha defesa da liberdade no Metoo aguardo agora vê-los com a mesma determinação defender outra vez a liberdade, desta vez a sindical. É que isto da liberdade ou é um princípio geral, um valor, para todos, ou não é liberdade.
O que põe em risco o SNS são os salários baixos. É isso que desnata o SNS, levando os melhores para o privado. Mas essa já nem é a discussão – o debate agora é que em nome da segurança o Estado quer impor a restrição das liberdades – sim, é sempre assim que começa a mão dura do “afecto com autoridade”, que Marcelo evocou contra os enfermeiros.
Raquel Varela
Greve dos Enfermeiros
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Faltam 7 dias para a reabertura do circo.

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Exmos. Senhores
Serve a presente para, em cumprimento do disposto no artigo 17.º da Lei do Orçamento para 2019, convocar V. Exas para reunião a realizar no próximo dia 25 de fevereiro de 2019, pelas 16.00 h, nas instalações do Ministério da Educação, sitas na Av. Infante Santo, n.º 2, em Lisboa.
Agradece-se a indicação dos representantes que serão presentes à reunião agora convocada.
Com os melhores cumprimentos,
Pela Comissão Negociadora
Elda Morais
Gabinete do Ministro da Educação
Av. Infante Santo, nº 2 – 6º
1350-178 Lisboa, PORTUGAL
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… na RA da Madeira.
Por cá logo se verá se há dinheiro para salvar mais um ou dois bancos.
Despacho conjunto nº 10/2019 – Fixa em 100%,o número de vagas para a progressão aos 5.º e 7.º escalões da carreira, dos docentes avaliados com a menção qualitativa de Bom e que tenham reunido os demais requisitos, entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2018.
Pela RA da Madeira, também, acabaram com os quotas para as menções de Muito Bom e Excelente na avaliação dos docente por considerarem que tal, ” é incompatível com o princípio subjacente à existência de universos distintos, que pretende evitar a ocorrência de conflitos de interesses entre avaliadores e avaliados. ”
Despacho conjunto nº 11/2019 – Procede à revogação do n.º 6 do artigo 3.º do Despacho Conjunto n.º 9/2013, de 30 de janeiro, que estabelece os universos e os critérios para a determinação dos percentis relativos à atribuição das menções qualitativas de Excelente e de Muito bom aos docentes.
Um país e um número infindável de justiças… É caso para dizer, “eu quero voltar para a ilha!”
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A Caixa Geral de Aposentações (CGA) disponibiliza presentemente aos seus utentes dois simuladores, cuja aplicação é aferida em função da respetiva data de inscrição enquanto subscritores.
Simulador automático
Este novo simulador, por recorrer a dados pessoais, está acessível apenas para os utilizadores registados na CGA Directa e aplica-se aos subscritores inscritos na CGA até 31 de agosto de 1993.
Permite simulações automáticas, com a indicação do valor mensal ilíquido da pensão na data a partir da qual se adquire o direito à aposentação sem qualquer redução, bem como simulações em data à escolha.
Permite ainda que se juntem períodos de tempo de serviço em que tenha havido registo de contribuições para a Segurança Social, para regimes de países da União Europeia e associados ou outros Regimes.
Disponibiliza um guia prático com informação relevante para a sua utilização.
Ir para o Simulador automático »
Simulador público
Este simulador está disponível desde 2005 na área pública do Portal da CGA e aplica-se aos subscritores inscritos após 31 de agosto de 1993.
Tem as mesmas funcionalidades que o anterior, mas todos os dados terão de ser introduzidos pelo utilizador.
Ir para o Simulador público »
Avisos
- Os dados têm caráter meramente informativo e não vinculam a CGA nem reconhecem quaisquer direitos;
- Os valores apresentados são calculados com base na informação conhecida e nas regras atualmente em vigor. Relativamente à determinação da pensão efetiva, a mesma depende da aplicação das normas vigentes na data da aposentação;
- O tempo de serviço e as remunerações anteriores à simulação são os registados na CGA. Se houver períodos ou remunerações em falta ou caso considere que os valores apresentados não estão corretos, poderá acrescentá-los ou alterá-los, indicando o regime de pensões para o qual contribuiu, o horário de trabalho praticado (completo ou parcial) ou a remuneração efetivamente auferida. Note que a informação que inserir ou alterar só tem relevância para efeitos da simulação. Também não contempla tempo de serviço anterior à inscrição (como, por exemplo, o serviço militar), ainda que o mesmo tenha já sido objeto de contagem pela CGA;
- Caso detete alguma divergência entre as remunerações registadas e as remunerações que recebeu, edite os campos respetivos para proceder às alterações necessárias para efeitos da simulação e comunique esse facto ao seu serviço, para eventual retificação dos elementos enviados à CGA;
- Não está contemplada, no novo simulador, a hipótese de aposentação com fundamento em incapacidade;
- Atualmente, nenhum dos simuladores contempla ex-subscritores ou regimes especiais de pensões. Pretende-se que ainda em 2019 estas situações também fiquem abrangidos pelo simulador automático.
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