Comunicado do governo – Recuperação de tempo de serviço dos professores

Recuperação de tempo de serviço dos professores

 

Em cumprimento do disposto no artigo 17.º da Lei do Orçamento do Estado para 2019, realizou-se esta segunda-feira no Ministério da Educação mais uma reunião de negociação sobre a questão da recuperação de tempo de serviço dos professores.

Nesse contexto, o Governo questionou as estruturas sindicais sobre a possibilidade de apresentarem uma proposta suscetível de permitir alcançar um acordo, mas, à semelhança do que sucedeu no decurso do processo negocial mantido ao longo dos últimos dezasseis meses, os sindicatos mantiveram a sua posição de intransigência em torno dos 9 anos, 4 meses e 2 dias.
Esta exigência corresponderia a um aumento permanente da despesa de 600 milhões de euros por ano.
Por seu lado, e mesmo sem o acordo das estruturas sindicais, o Governo deu a conhecer a sua intenção de manter a solução que permite, aos docentes do ensino básico e secundário cuja contagem do tempo de serviço esteve congelada entre 2011 e 2017, recuperar 2 anos, 9 meses e 18 dias, a repercutir na próxima progressão.

O Governo relembra que as sucessivas leis do Orçamento do Estado entre 2011 e 2017 determinaram que nas carreiras em que a progressão se baseasse essencialmente no tempo de serviço este não seria contabilizado e a sua recuperação não fazia parte do Programa do Governo. O compromisso de descongelamento das carreiras foi cumprido, incluindo para a carreira docente. Apesar disso, o Governo não deixará de mitigar os efeitos do período de congelamento, tendo por referência uma visão integrada do sistema de emprego público, num paralelismo com a diversidade de carreiras e dos respetivos mecanismos de desenvolvimento remuneratório.

Recorde-se, neste âmbito, que nas carreiras gerais um módulo padrão de progressão corresponde a 10 pontos, que em regra são obtidos ao longo de 10 anos, enquanto na carreira docente o módulo padrão é de 4 anos. Assim, dado que os 7 anos de congelamento correspondem a 70% do módulo de uma carreira geral, 70% de 4 anos na carreira docente correspondem, de forma similar, a 2 anos, 9 meses e 18 dias.

O Governo foi a única parte que se moveu, estando disponível para aumentar a despesa em 200 milhões de euros por ano, sem impor nenhuma contrapartida aos sindicatos.

Com a negociação hoje iniciada, o Governo cumpre o artigo 17.º da LOE 2019, tal como já havia cumprido o disposto no artigo 19.º da LOE de 2018. Ambos os preceitos remetem a consideração do tempo para processo negocial, com vista a definir o prazo e o modo para a sua concretização, tendo em conta a sustentabilidade e compatibilização com os recursos disponíveis.

No atual quadro legislativo, financeiro e económico, as condições referidas permitem mitigar os efeitos do congelamento, medida que, mesmo sem acordo, o Governo cumprirá.

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20 comentários

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    • Nuno Barata on 26 de Fevereiro de 2019 at 16:33
    • Responder

    O meu voto no PS já era. Não há dinheiro não há votos. E na família mais próxima são 5 votos transferidos do PS para a CDU.

      • sempre@atento on 26 de Fevereiro de 2019 at 17:16
      • Responder

      Caro Nuno
      Eu acho que os votos nas europeias devem ir para onde doem mais ou seja no PSD.
      Assim, se o PS levar um arrombo na confiança e na prepotência, em junho está a negociar de mansinho e com o rabo entre as pernas. Dar o voto à CDU é dar o voto à geringonça, ou seja mais do mesmo.
      Eu nunca votei à direita mas desta vez não tenho dúvida…

        • Lídia on 26 de Fevereiro de 2019 at 19:21
        • Responder

        Bem visto!

          • Maria Rodrigues on 26 de Fevereiro de 2019 at 20:07

          Claro, até porque nem foi um governo desse partido que nos congelou,nos tirou os subsídios e mais 3% do vencimento. Acho bem então

          • Henrique on 27 de Fevereiro de 2019 at 14:43

          Cá estão os xuxalistas e defenderem-se com inverdades.
          As carreiras foram congeladas em 30 de Agosto de 2005 por um governo dito socialista do qual fazia parte António Costa.
          O que resultou das negociações do resgate também tiveram a anuência desse PS.

        • Alberto Miranda on 26 de Fevereiro de 2019 at 22:41
        • Responder

        “O PSD vai votar contra as propostas de alteração orçamentais do BE e parte da do PCP que impõem um calendário definido para a recuperação do tempo de serviço das carreiras especiais da administração pública, onde se incluem professores.”
        https://www.dn.pt/lusa/interior/oe2019-psd-contra-alteracoes-de-be-e-pcp-que-impoem-calendario-para-recuperar-tempo-dos-professores–10236050.html

          • Henrique on 27 de Fevereiro de 2019 at 14:42

          Cá estão os xuxalistas e defenderem-se com inverdades.
          As carreiras foram congeladas em 30 de Agosto de 2005 por um governo dito socialista do qual fazia parte António Costa.
          O que resultou das negociações do resgate também tiveram a anuência desse PS.

    • Manuel on 26 de Fevereiro de 2019 at 20:24
    • Responder

    Outra vez? A mesma cassete? Só pode ser fakenews.

    Sou Professor
    Não voto PS, nem PCP, nem BE!

    Aguardo as ideias da ALIANÇA. Poderá ser uma boa surpresa.

    • Maria Elizabeth de Almeida S.Costa. Simões on 26 de Fevereiro de 2019 at 21:19
    • Responder

    Pois votar PCP e BE e votar na na geringonça e apoiar esta atitude prepotente e desonesta.
    Não tenham dúvidas , BE e PCP nada fazem para alterar esta situação .
    Têm compactuado com todo o tipo de iniciativas do governo e vêm mascarados de cordeirinhos , tentar enganar alguns ingénuos que ainda acreditam numa genuína vontade de justiça e respeito pelo trabalho dos professores

      • Alberto Miranda on 26 de Fevereiro de 2019 at 22:43
      • Responder

      “O PSD vai votar contra as propostas de alteração orçamentais do BE e parte da do PCP que impõem um calendário definido para a recuperação do tempo de serviço das carreiras especiais da administração pública, onde se incluem professores.”
      https://www.dn.pt/lusa/interior/oe2019-psd-contra-alteracoes-de-be-e-pcp-que-impoem-calendario-para-recuperar-tempo-dos-professores–10236050.html

    • ferreira on 26 de Fevereiro de 2019 at 21:47
    • Responder

    Boa Noite sou Professor e socialista mas eu e muitos não irão votar nestes senhor que de educação não têm nada.

    Obrigado

      • Jonas on 1 de Março de 2019 at 13:36
      • Responder

      Há que acabar com as injustiças em Portugal e com a pouca vergonha.
      O povo não pode andar a pagar impostos para sustentar parasitas do Estado e Povo.

      A CGA e ADSE e deve acabar, todos devem ser integrados na segurança social.Iste lei é salazarista fascista, e anticonstitucional.

      A IGUALDADE de oportunidades é uma característica da liberdade e da democracia. A igualdade deve ser para todos sem excepção.

      Vivemos na “democracia”, mas com leis do salazar, fascistas e discriminatórias.
      Querem ENGANAR QUEM?

      vamos fazer uma petiçao apra acabar com esta pouca vergonha e com esta lei inconstituicional, NAZISTA. oNDE SO OS INMSCRITOS NAS SS, É QUE TINHAM REGALIAS, OS OUTROS ERAM MERDA…POHH EM PLENO SEC xxi, INCRIVEL SO MESMO NO PORTUCALECO DE LIXO.

    • Jamais on 27 de Fevereiro de 2019 at 0:55
    • Responder

    Cá na família de profs há 7 votos: nestas eleições irão cair alguns no Aliança outros no PSD e no CDS.

      • Alberto Miranda on 27 de Fevereiro de 2019 at 9:01
      • Responder

      Já se esqueceu do ex-ministro Crato?
      VALEU A PENA? O GOVERNO PSD/CDS/PASSOS/PORTAS?
      Corte de pensões;
      Brutal aumento de impostos;
      Degradação dos serviços públicos;
      Cortes nos apoios sociais;
      Cortes de salários;
      Privatizações;

        • Fátima Ribeiro on 27 de Fevereiro de 2019 at 12:00
        • Responder

        Neste momento é importante abater a geringonça. Nenhum partido nos merece respeito. Por isso vamos usar as mesmas artimanhas. Quero ver o sorriso do atual senhor Primeiro-ministro:)

        • Manuel on 27 de Fevereiro de 2019 at 18:33
        • Responder

        Vê-se mesmo que estás de serviço, não?
        Pois, prepara-te porque terás muito serviço até outubro.

          • Alberto Miranda on 27 de Fevereiro de 2019 at 19:28

          Caro Manuel (falta o seu apelido…está com medo?),
          Estou de serviço para a escola todos os dias úteis.
          Sobre o serviço, sei que no mês de agosto posso usufruir férias…portanto não estarei de serviço nessa altura.
          Uma coisa já sei, salvo se não houver nenhum “terramoto”, não haverá um único partido que ganhe com maioria absoluta…portanto, espero que quem nos governar na próxima legislatura seja obrigado a chegar a acordo com outros partidos de forma a os docentes terem direito ao que lhes foi roubado por anteriores governos.
          Mais um conselho, leia o seguinte artigo já que não está de serviço:
          https://www.publico.pt/2018/10/23/economia/opiniao/pacto-silencio-orcamento-2019-1848379#gs.WRwGIbs0

    • Jonasvivas on 1 de Março de 2019 at 13:17
    • Responder

    Há que acabar com as injustiças em Portugal e com a pouca vergonha.
    O povo não pode andar a pagar impostos para sustentar parasitas do Estado e Povo.

    A CGA e ADSE e deve acabar, todos devem ser integrados na segurança social.

    A IGUALDADE de oportunidades é uma característica da liberdade e da democracia. A igualdade deve ser para todos sem excepção.

    Vivemos na “democracia”, mas com leis do salazar, fascistas e discriminatórias.
    Querem ENGANAR QUEM?

    • Jonavioas on 1 de Março de 2019 at 13:19
    • Responder

    Governo português nao passa de corja que nao saem do poder, e seguem as mesmas leis de quem eles depuseram, salazar.

    Nos paises desenvolvidos fazem o serviço na politica 4 anos e vão embora, em portugal vivem disso. E os lugares são apra cunhas…Uma vergonha.

    • Jonoviais on 1 de Março de 2019 at 13:22
    • Responder

    Há que acabar com as injustiças em Portugal e com a pouca vergonha.
    O povo não pode andar a pagar impostos para sustentar parasitas do Estado e Povo.

    A CGA e ADSE e deve acabar, todos devem ser integrados na segurança social.Iste lei é salazarista fascista, e anticonstitucional.

    A IGUALDADE de oportunidades é uma característica da liberdade e da democracia. A igualdade deve ser para todos sem excepção.

    Vivemos na “democracia”, mas com leis do salazar, fascistas e discriminatórias.
    Querem ENGANAR QUEM?

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