Category: Rui Cardoso

Reserva de recrutamento n.º 32

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 32.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 07 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 08 de junho de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 32 

Listas – Reserva de recrutamento n.º 32    

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Assim andam os alunos no último mês de aulas

Ansiosos”, “impacientes”, “cansados”. Assim andam os alunos no último mês de aulas

Os alunos estão a iniciar o último mês de aulas mais “ansiosos”, “impacientes”, “cansados” e “intranquilos”. Os adjetivos são usados pelos diretores das escolas que sentem que nunca viram nada assim, num fenómeno provocado pelo desgaste da pandemia e por um segundo ano de confinamentos.

Manuel Pereira é presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares e dá aulas há décadas. Explica que também os colegas de outras escolas com quem fala notam demasiados alunos “talvez exaustos, distraídos, ansiosos, cansados, com a sensação de que perderam alguma coisa que não deviam ter perdido, numa certa ansiedade e talvez saudosismo – não sei se será a expressão correta -“, algo diferente do que se sentia “nos anos anteriores ditos normais”.

Os alunos andam diferentes e isso nota-se em todo o lado: “Em comportamentos diversos tanto nas salas, como nos espaços comuns das escolas, nos recreios, nos relacionamentos, nos contactos, sentimos algum nervosismo, ansiedade, e genericamente todos os professores sentem isso, apesar de dever dizer, em abono da verdade, que isto também acontece em alguns profissionais de educação”, refere Manuel Pereira.

Do lado da Associação Nacional de Diretores e de Agrupamentos das Escolas Públicas, o presidente, Filinto Lima, tem sensações semelhantes.

Os nossos alunos estão mais ansiosos e menos pacientes”, diz o representante dos diretores, para quem além dos confinamentos e do tempo que passaram em casa ou com regras sanitárias apertadas nas escolas, muitos alunos não passam imunes aos problemas sociais e às perdas de rendimento dos pais”, refere Filinto Lima.

Num ano letivo que teve de ser alargado por causa do segundo confinamento, “muitos alunos pensam que já estão perto das férias e para outros parece que as aulas já terminaram”, descreve o diretor escolar.

Um cenário de “impaciência” que leva a que com frequência o diálogo seja ultrapassado recorrendo à força física, algo que o presidente da Associação Nacional de Diretores acredita que no passado seria resolvido de outra forma.

Os dois representantes de quem dirige os estabelecimentos de ensino defendem, aliás, que são necessários mais recursos na área da psicologia para ajudar as escolas nestes tempos agitados a que ninguém estava habituado.

“As escolas têm um grande trabalho pela frente e, mais do que recuperar as aprendizagens e conhecimentos, o mais importante é recuperar psicologicamente e motivacionalmente os alunos e as famílias, de forma articulada”, conclui Manuel Pereira.

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Crenças e limites da ciência e do conhecimento – Jorge Bento

 

A indagação de Thomas Elliot (1888-1965) é hoje mais pertinente do que nunca: Onde está a sabedoria que perdemos com a acumulação de tanto conhecimento? Onde está o conhecimento que submergiu nas ondas de tanta informação?
Herdamos do Humanismo e do Iluminismo uma crença exagerada na ciência, esperando dela respostas para questões que não são da sua conta. O resultado do equívoco está bem à vista na atualidade. O conhecimento não desbancou o senso-comum, não guia a Humanidade em todos os domínios, nem acaba com os ídolos da tribo e as credulidades mais inanes. Estamos submersos em formas várias de irracionalidade, de superstição e aversão à razão, de fanatismo, intolerância e obscurantismo.
A incerteza não se deixa dominar e problemas importantes da existência humana – os de matriz ética e estética, injustiças, desigualdade de oportunidades, exclusão, pobreza, fome, doenças, insegurança, perseguições, guerra e barbárie – estão longe da resolução. Continua por alcançar a relação de reciprocidade entre ciência e bondade, sabedoria, democracia e cidadania, na qual Newton (1643-1727) acreditava piamente. Ou entre conhecimento e conduta ética, altruísmo, moralidade e felicidade, como imaginaram Espinosa (1632-1677) e Voltaire (1694-1778) .
A ciência é instrumentalizada como meio de poder. Não se opõe, por vezes é conivente e auxiliar, a sistemas de opressão e exploração. Ademais, o ‘cientismo paperista’, em voga nas instituições académicas, encoraja certezas fáceis, mata o pensamento e a visão sapiencial. Quem dá o sentido para a existência nesta época de sombras e conotações medievais? A ciência não-pensante tem pouco a dizer sobre a condição ontológica e metafísica do Ser, e até sobre o significado das realidades que investiga e manipula. É, pois, urgente a necessidade de avivar a curiosidade científica e de a casar com o espírito filosófico. Os protagonistas das entidades universitárias e afins tardam em acordar da dormência e em reconhecer o clamoroso falhanço da ordem vigente.

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Associação Nacional de Diretores quer explicações da DGS sobre critérios para isolar alunos e professores

Associação Nacional de Diretores quer explicações da DGS sobre critérios para isolar alunos e professores

Critérios mudaram e há casos em que um único caso de Covid-19 envia todos os alunos da escola para casa. Noutros, os alunos ficam sem aulas apesar de continuarem a ter de ir para a escola.

Antes do segundo período de confinamento a solução era identificar e isolar em casa apenas os contactos próximos, mas desde o regresso às aulas que as ordens de isolamento são dadas a toda a turma de um aluno infetado e a todos os seus professores.

O presidente da associação, Filinto Lima, diz que parece um exagero, mas não tem a certeza e coloca a pergunta à diretora-geral da saúde, Graça Freitas, para que explique aquilo que motivou uma mudança “radical” de critérios que afetam o funcionamento das escolas.

“Se calhar tem de ser assim, mas isto nunca nos foi explicado e merecemos uma explicação. Era bom que a dra. Graça Freitas esclarecesse para percebermos porque é que corremos o risco de um aluno ou um professor ou um funcionário estar infetado e a escola ter de fechar parcialmente ou mesmo totalmente”, afirma Filinto Lima, para quem estes critérios complicam muito a vida das escolas.

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Pais em protesto fecharam escola a cadeado em Paredes

Pais em protesto fecharam escola a cadeado em Paredes

Pedem ar condicionado para acabar com o calor nas salas de aula. Autarquia diz que intervenção está prevista.

O calor que se faz sentir dentro das salas de aula da Escola Básica n.º 2 de Lordelo, em Paredes, é “insuportável” para alunos e professores, denuncia um grupo de pais que, esta quarta-feira, fechou o estabelecimento de ensino a cadeado. Exigem a colocação de ar condicionado na escola. A Câmara de Paredes diz que tal já está previsto.

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Consulta Pública – Aprendizagens Essenciais de Matemática do Ensino Básico

 

O Grupo de Trabalho de Matemática (GTM), criado no âmbito do despacho n.º 12530/2018, alterado pelo despacho n.º 7269/2019, teve como missão a elaboração de um conjunto de recomendações sobre o ensino, a aprendizagem e a avaliação na disciplina de Matemática, que resultaram num relatório final: 22 Recomendações para a melhoria das aprendizagens dos alunos em Matemática. Na sequência destas recomendações, foi preparada uma nova proposta de Aprendizagens Essenciais do 1.º ao 9.º ano de Escolaridade, que agora se disponibiliza, por forma a dar início ao processo de revisão dos documentos curriculares em vigor.

Com o objetivo de envolver a comunidade educativa, em particular as escolas (através dos órgãos de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa) e os seus docentes no processo de definição das AE, promove-se, entre 2 e 25 de junho, a consulta pública dos documentos relativos à disciplina de Matemática.

Todos os contributos constituirão uma mais-valia neste processo, pelo que a participação de docentes, de instituições e de entidades envolvidos na educação matemática será bem-vinda neste procedimento consultivo.

Assim, devem os interessados apresentar os contributos através do preenchimento do presente formulário.

Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 1.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 2.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 3.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 4.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 5.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 6.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 7.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 8.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 9.º ano – aqui.

 

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Adenda às Informações-prova – junho 2021

 

Foi publicada uma adenda às informações-prova de 2021, com a indicação das instruções de realização e critérios gerais de classificação. Nesta adenda são também apresentados o número de itens obrigatórios e opcionais para cada prova.

 

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Fazer mais com menos, menos, menos…

Mais dinheiro, mais infraestruturas, mais apoios, mais tecnologias, ou seja, mais, mais e mais. Sobre os agentes que terão o papel de recuperar as aprendizagens, exceptuando a contratação de 3.000 (uma média de aproximadamente 1/2 professor por cada estabelecimento escolar), para já, não ouvimos nada. Ou seja, continuamos no menos, menos, menos. Aliás, com jeitinho virá por aí um novo congelamento e uma nova restruturação da carreira, porque há quem ache que é a cortar nas “despesas” com os salários dos professores que conseguem motivá-los a trabalhar mais e melhor.

Qual foi mesmo a equipa que elaborou este “pacote”? Certamente será composta por indivíduos cheios de grandes ideias e boas intenções. Gostava era de saber quantos professores (no campo, nas escolas, no activo) a compõem. Enfim.

Mauricio Brito

A ler.

“Como em todos os grandes desafios da escola, não serão, no entanto, os cheques ou o reforço dos quadros a determinar o sucesso da ambição do Governo. Mais importante é a motivação, a mobilização e o desenho de planos exigentes e compreensíveis que tenham os alunos e os professores na primeira linha da prioridade. O dinheiro ajuda, mas, mais do que dinheiro, o desafio com que a escola pública e o país se confrontam tem o seu sucesso dependente da capacidade de os seus agentes acreditarem que, nestes tempos difíceis, eles têm nas mãos boa parte do futuro de milhares de crianças e jovens deste país.”

“Regar” o ensino com milhões

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Os cassos de Bullying sucedem-se e não desaparecem por obra e graça do….

 

Desta vez, aconteceu numa escola de Amares. Um aluno de 11 anos foi vitima de agressões reiteradas por parte de um grupo de colegas.

Com uma corda agrediram a criança física e psicologicamente de forma premeditada. No acto estarão envolvidos 4 ou 5 alunos, conforme as versões apresentadas.

O agrupamento de escolas confirmou que a situação está a ser averiguada internamente. O aluno tem estado ausente da escola.

Estes actos têm que ter uma mão firme para que deixem de existir de forma tão frequente nas escolas. Os encarregados de educação têm que ser responsabilizados, a par com os seus educandos, para que a educação e os valores de vida em comunidade possam ser melhor adquiridos por todos.

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Os profs andam com azar às Raqueis….. Luís S. Braga

Depois da Varela, agora a Abecassis
Estava a ler um texto em que uma mãe (Raquel Abecassis) diz uma coisas perversas sobre a escola e professores do filho.
O texto está a ter grande difusão. Fica nele a ideia, que parece intencional no tom da autora, de que quer verberar a “escola pública” e não a escola concreta onde filho estuda. Como tem acesso privilegiado à comunicação social, a mensagem passa sem realmente se deslindar que o problema é naquela concreta e não um problema geral. Porque o que diz não é um problema geral. Mesmo.
As coisas nas escolas “não públicas”, como diz, em vez de privadas, num tique característico, não são o retrato que faz.
E, como li o texto todo, cito uma parte curiosa:
“A triste realidade é que o Estado português é uma entidade pouco recomendável e os seus representantes políticos são o rosto da irresponsabilidade e da incompetência. A culpa é nossa, de todos nós, que não nos indignamos e deixamos andar.
E assim este país continua e continuará a ser o país em que as oportunidades só surgem para quem tem conhecimentos e dinheiro. Quem não tem fica eternamente dependente dos favores de um Estado que cultiva a mediocridade para sobreviver.”
Escusado será dizer que Raquel Abecassis têm, pelo menos, conhecimentos suficientes para conseguir publicar generalizações abusivas num dos jornais mais conhecidos do país.
O que diz sobre o Estado confunde Estado com Governo.
Realmente a culpa dos problemas da Res publica e do Estado é nossa. Mas o país continuará com os defeitos que tem se, quem tem formação para escrever aquele texto burilado, for cínica o bastante para preferir antes mandar bitaites no Observador, a usar os mecanismos democráticos e de participação de que dispõe numa escola pública.
Isto é deixar andar e só se mexer para mandar bocas.
Por exemplo, já falou com o representante dos pais da turma do seu filho para entender e mostrar descontentamento e reunir com a direção?
Que ações tomou a associação de pais?
E os representantes dos pais no Conselho Geral (órgão decisor máximo do agrupamento, em que os pais valem uns 30% e que até pode demitir o diretor), que fizeram para representar o seu descontentamento?
Essa parte falta na sua arenga.
O Estado português até pode ser uma porcaria como diz, Raquel, mas é democrático e tem formas de as pessoas serem ouvidas e terem ganho de causa, sem precisar degradar todos os professores do país (inocentes no caso concreto) num texto de difusão alargada.
E, longe de mim querer ser advogado de defesa, do Mário Nogueira (se pesquisar um bocadinho percebe que o seu discurso sobre ele até parece moderado, face a alguns dos meus) mas, tento ser justo com ele e, só com muito facciosismo irrealista, se podem imputar-lhe problemas concretos de gestão concreta e quotidiana de uma escola qualquer.
A não ser que tenha deixado de ser o papão do sindicalismo, para uso de liberalões do Observador e tenha sido nomeado diretor dessa escola. Creio, com pena, que ainda está na FENPROF e não anda a gerir escolas na Grande Lisboa.
E diga lá: há alguma escola não pública onde o diretor possa ser sujeito a uma moção de demissão, proposta por pais, se for incompetente? Gostava de a ver avançar com isso. E até ajudava. Se a coisa está assim tão mal governada.
O Estado pode ser pouco recomendável, mas a sociedade civil também não se recomenda. Também, e em prejuízo da Res Publica, não aproveita o espaço que ele tem para ser melhorado, com real participação cívica…. Que não é só mandar bocas ao ar.
Respeito o que diz, mas respeitaria mais se me mostrasse participação cívica e não só acidez e preconceito anti-profs……

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Plano de Recuperação das Aprendizagens 21|23 Escola+

A rede pública de educação e ensino está hoje muito mais bem preparada para enfrentar os desafios que a pandemia da COVID-19 nos colocou. Nos últimos anos, assistiu-se a um volume de contratações de pessoal docente e não docente sem precedente nas escolas públicas. Desde 2016, vincularam nos quadros do Ministério da Educação cerca de 9 000 docentes, aos quais se somarão mais 2 400 no presente ano.
No mesmo período, foram dadas autorizações para a contratação de 12 000 assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados (a grande maioria dos quais já se encontra nas escolas).
No seu conjunto, estas medidas permitiram reforçar os meios humanos a trabalhar nas nossas escolas, para que cada uma delas tivesse mais condições para desenvolver, com qualidade crescente, os seus projetos educativos.
Por isso, nos últimos 5 anos, Portugal apresenta um evolução nos recursos humanos disponibilizados para o trabalho nas escolas, de que se destacam o n.o médio de alunos por turma: 21,2 alunos/turma, bem como o número de psicólogos e outros técnicos que hoje trabalham nas escolas.
➢ Os sistemas educativos foram dos mais afetados pela pandemia. A resposta do sistema educativo português, perante os dois períodos de suspensão das atividades letivas e não letivas, em regime presencial, foi célere, tendo o Governo assumido a responsabilidade de garantir instrumentos de mitigação das desigualdades, bem como de apoio às escolas para a operacionalização destes instrumentos, dos quais se destacam os seguintes:
a) A criação de uma rede de escolas de acolhimento para filhos ou outros dependentes a cargo de trabalhadores de serviços essenciais (que chegou a contar com 1.500 escolas, no 2.o confinamento);
b) A disponibilização gratuita de refeições para os alunos beneficiários de ação social escolar dos escalões A e B (que superou as 45 mil refeições diárias, também no 2.o confinamento);
c) A produção de instrumentos de apoio às escolas no âmbito do planeamento do ensino remoto, dos procedimentos de cibersegurança, das parcerias para garantir o apoio terapêutico, psicológico e social dos alunos mais vulneráveis;
d) A disponibilização de recursos educativos digitais;
e) A formação na área das tecnologias e do ensino a distância;
f) A criação e disponibilização do #EstudoEmCasa;
g) A disponibilização de equipamentos e conectividade a alunos e professores, atingindo-se já um incremento de cerca de 450 mil computadores;
h) A criação de procedimentos de segurança para o funcionamento das escolas em regime presencial, em articulação com as autoridades de saúde.
Estes apoios foram reforçados no presente ano letivo, destacando-se, entre muitos outros:
a) A continuidade da disponibilização de máscaras e outros equipamentos de proteção individual;
b) As orientações conjuntas das áreas governativas da educação e da saúde para a preparação da reabertura das escolas;
c) As orientações para a organização de regimes de funcionamento misto e não presencial a serem adotados em caso de necessidade;
d) A identificação de grupos de alunos para quem o regime presencial seria a regra, mesmo quando o regime transitasse para o não presencial;
e) As orientações para a recuperação e consolidação das aprendizagens;
f) A continuidade da disponibilização de recursos educativos digitais e da produção
do #EstudoEmCasa, alargado ao Ensino Secundário;
g) A aceleração das iniciativas previstas no âmbito da Escola Digital;
h) O reforço do crédito horário das escolas, o alargamento do Apoio Tutorial Específico a mais alunos, e a atribuição de crédito horário adicional destinado exclusivamente à EMAEI, para o exercício das suas funções;
i) A contratação de técnicos especializados para a execução, com caráter excecional e temporário, de Planos de Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário;
j) A reorganização do calendário escolar;
k) O desenvolvimento de um estudo diagnóstico amostral, incidindo sobre literacias
de informação, matemática e científica;
l) O reforço do número de assistentes operacionais;
m) A possibilidade de aplicação de medidas de apoio educativas aos alunos que, por serem considerados doentes de risco, não podem assistir às aulas presenciais em contexto de turma.
n) A disponibilização de cerca de 450 mil computadores e kits de conectividade.
➢ O segundo período de confinamento, que decorreu entre janeiro e abril de 2021, beneficiou dos efeitos das medidas elencadas. As escolas estavam muito mais preparadas e organizadas, numa resposta que resultou da experiência, formação e recursos acumulados desde março de 2020.
➢ Não obstante o esforço extraordinário empreendido por todos os docentes, e as inúmeras parcerias e apoios disponibilizados ao longo deste ano (em particular pelos municípios, pelas ONG e por várias instituições da sociedade civil), é inquestionável a necessidade de investir na recuperação de aprendizagens e no desenvolvimento psicopedagógico e motor das crianças e jovens.
➢ Os resultados do Estudo Diagnóstico Amostral, desenvolvido pelo Instituto de Avaliação Educativa, I.P. (IAVE), apontam nesse sentido, corroborando a perceção de escolas e professores e permitindo identificar áreas que, a uma escala nacional, são merecedoras de uma intervenção mais dedicada.
➢ Com vista à recuperação das aprendizagens, e procurando garantir que ninguém fica para trás, o Governo concebeu um Plano de Recuperação de Aprendizagens. Para construir este Plano, o Governo promoveu um conjunto alargado de auscultações a alunos, professores, diretores, peritos, ONG, e representantes dos vários setores da educação. Foi também criado um Grupo de Trabalho, com especialistas com perfis diferenciados, com a missão de apresentar sugestões e recomendações ao Governo.
➢ A importância de confiar nas escolas e nos seus profissionais foi consensual, apostando-se na autonomia como ingrediente principal, com um olhar dedicado aos anos iniciais e às transições entre ciclos, ao terceiro ano de escolaridade, a abordagens integradoras do contexto em que a escola está e no qual os alunos crescem e ao papel fundamental do bem-estar para que a aprendizagem se desenvolva. Foi também clara a noção partilhada de que um mero aumento de horas de aulas ou de semanas de trabalho não seria uma medida a desenvolver, devendo sim apostar-se na qualidade e diversificação das medidas.
➢ O conjunto de medidas do Plano 21|23 Escola+ tem por base as políticas educativas com eficácia demonstrada ao nível do reforço da autonomia das escolas e das estratégias educativas diferenciadas dirigidas à promoção do sucesso escolar e, sobretudo, ao combate às desigualdades.
➢ Trata-se, assim, de um Plano abrangente que permitirá, a curto, médio e longo prazo, a implementação de um conjunto de medidas que possibilitem uma intervenção junto dos alunos ao nível da recuperação das aprendizagens, da socialização e do seu bem-estar físico e mental, incidindo sobre aspetos curriculares, organização escolar, recursos de apoio e dimensões comunitárias, assente numa escola que integra e articula princípios educativos, curriculares, pedagógicos, que convergem para a aprendizagem e para o bem estar socioemocional.
Plano 21|23 Escola+
➢ Os objetivos estratégicos do Plano 21|23 Escola+ são:
i) A recuperação das competências mais afetadas; ii) A diversificação das estratégias de ensino;
iii) O investimento no bem-estar social e emocional; iv) A confiança no sistema educativo;
v) O envolvimento de toda a comunidade educativa;
vi) A capacitação, através do reforço de recursos e meios;
vii) A monitorização, através da avaliação do impacto e eficiência das medidas.
➢ O Plano 21|23 Escola+ estrutura-se em três eixos de atuação, que agregam diferentes domínios de atuação, desenvolvendo-se em ações específicas:
Eixo 1: ensinar e aprender – medidas para que as escolas disponham de meios pedagógicos para um desenvolvimento curricular mais flexível, centrando-se no apoio aos alunos, sobretudo nos anos de escolaridade mais afetados pela pandemia.
▪ + Leitura e Escrita (As competências da leitura foram particularmente afetadas pela pandemia, conforme revelou o Estudo do IAVE. A leitura permite acesso a todas as aprendizagens. A escrita assume também um papel fundamental, conforme destacaram os vários auscultados.)
o Fomento da leitura orientada em sala de aula, com produção e disponibilização de materiais de apoio;
o Acesso livre a ferramentas digitais para aferição da competência leitora e materiais didáticos;
o Produção e disponibilização de recursos para a organização de oficinas de escrita;
o Reforço do orçamento das bibliotecas escolares.
▪ + Autonomia Curricular (Generalização das práticas previstas no âmbito da autonomia, centrando a decisão na escola e nos professores.)
o Possibilidade de organização do desenvolvimento das Aprendizagens Essenciais por ciclo de estudos, potenciando formas de articulação entre domínios e temas;
o Produção de roteiros de apoio a uma ação orientada para os anos de início de ciclo, e também para o 3.o ano de escolaridade, com particular atenção para o 1.o ano;
o Incremento da gestão flexível de turmas,; Produção de instrumentos práticos com sugestões de funcionamento das turmas, garantindo a sua heterogeneidade inerente;
o Produção de documentos específicos com vista ao alargamento da constituição de Equipas Educativas, que se materializa na constituição de conjuntos fixos de docentes para um conjunto partilhado de turmas, maximizando a possibilidade de um mesmo professor assegurar, na mesma turma, mais do que uma disciplina, com conselhos de turma mais pequenos;
o Instrumentos de apoio à implementação da medida que permite que um aluno que reprove numa ou mais disciplinas, mas transite de ano, possa frequentar aulas dessa(s) disciplina(s), do ano anterior;
oTodas as escolas poderão optar por promover um trabalho interdisciplinar, de aprendizagem a partir de problemas transversais, agregando componentes diversas do currículo, possibilidade até agora restrita aos Planos de Inovação;
o O Despacho do Calendário Escolar incluirá a possibilidade de organização semestral, dentro do mesmo município.
▪ + Recursos Educativos (Porque não basta confiar nas escolas e reforçar a sua autonomia, para garantir o êxito deste Plano, é fundamental dar + recursos educativos às escolas para alicerçar respostas.)
o Assumida a centralidade da ação precoce e dos anos de transição, recomenda-se às equipas de gestão das escolas a afetação dos recursos adicionais ao apoio ao 1.o ciclo (com especial atenção para o 3.o ano) e aos anos de transição de ciclo;
o #EstudoEmCasa Apoia – Depois do sucesso do #EstudoEmCasa, será desenvolvida uma plataforma de acesso livre com ferramentas de apoio para que os alunos possam ver as suas dúvidas respondidas, bem como instrumentos de apoio aos métodos de estudo autónomo, explicações sobre temas, fóruns e webinars. Os cerca de três mil blocos temáticos, produzidos ao longo destes dois anos, manter-se-ão disponíveis como repositório;
o Constituição de uma Biblioteca Digital de Recursos Educativos (onde se colijam os recursos disponibilizados ao longo deste período no site do Apoio às Escolas, e ainda novos recursos);
o Recuperar com Matemática – produção de materiais didáticos, no domínio da formação de professores de Matemática;
o Recuperar Experimentando – Alargamento da Rede de Clubes de Ciência Viva na Escola a todos os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas;
o Recuperar com Artes e Humanidades – Desenvolvimento de um repertório de iniciativas, sob coordenação do Plano Nacional das Artes, integrando recursos específicos para recuperação e integração curricular;
o Recuperar Incluindo – Plano integrado de formação para as escolas, com vista a apoiar a ação e construção de instrumentos de atuação na escola inclusiva;
o Recuperar com o Digital – Instalação de Laboratórios de Educação Digital nos estabelecimentos de ensino básico e secundário;
o Criar valor com o Profissional – Criação de Centros de Especialização Tecnológica associados a uma nova geração de cursos profissionais;
o Voz dos Alunos – Produção de materiais de apoio ao desenvolvimento de processos de participação efetiva dos estudantes na vida da turma e da escola;
o O Orçamento Participativo das Escolas será temático nos próximos 2 anos – direcionado para a inclusão, desafiando os estudantes a apresentar propostas dirigidas sobretudo aos mais afeados pela pandemia.
▪ + Família (Criar instrumentos para a construção de um envolvimento parental mais eficaz, fomentando cooperação e capacitando as famílias.)
o Famílias mais perto – Desenvolvimento de recursos formativos e de apoio para professores e diretores de turma para divulgação junto das famílias, de forma a fomentar o trabalho cooperativo em prol dos alunos.
o Voltar a estudar – Com vista a elevar as qualificações dos encarregados de educação, será desenvolvido o QUALIFICA-MAPEE (Movimento Associativo dos Pais e Encarregados de Educação), elaborando-se protocolos de cooperação entre Centros Qualifica e Associações de Pais e Encarregados de Educação.
▪ + Avaliação e Diagnóstico (Porque os alunos se encontram em estádios diferenciados de desenvolvimento, é competência das escolas diagnosticar e aferir regularmente esses desempenhos, com vista à adequação das estratégias. Para tal é importante que disponham de instrumentos calibrados para o diagnóstico e avaliação.)
o Banco de instrumentos com vista a apoiar as escolas a diagnosticar dificuldades mais cedo, disponibilizados pelo Instituto de Avaliação Educativa, I.P. (IAVE);
o Continuidade e reforço do Projeto MAIA.
▪ + Inclusão e Bem-Estar
o Prorrogação do alargamento do apoio tutorial específico ao Ensino
Secundário, tendo como beneficiários os alunos do Básico e do
Secundário que não transitaram no ano letivo anterior;
o Formação às escolas para promoção de competências sociais e
emocionais, assente em metodologias e ações concretas;
o Alargamento dos Planos de Desenvolvimento Pessoal, Social e
Comunitário, a toda a rede escolar pública;
o Reforço adicional do crédito horário para as Equipas Multidisciplinares de
Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI);
o Produção de materiais de apoio à diversificação de estratégias
pedagógicas para os alunos migrantes, privilegiando o reforço da imersão
para aprendizagem do português;
o Conjunto de iniciativas e recursos para a promoção da criação artística e
fruição estética e cultural (“O quarto período”);
o Desporto Escolar – Comunidades – iniciar programas para o envolvimento
de alunos, encarregados de educação e professores em atividades
desportivas, conjuntas;
o Desporto Escolar Sobre Rodas – Aquisição de bicicletas e capacetes para
projetos no âmbito do Desporto Escolar.
▪ + Território (Medidas para apoiar os municípios e outros agentes locais no desenvolvimento de ferramentas de inclusão e de promoção de melhores aprendizagens com e através da comunidade)
o Evolução para a fase 4 do Programa TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), para responder às especificidades das escolas com elevado número de alunos migrantes;
o Bonificação do apoio ao movimento associativo e desportivo, em sede de candidatura, em função da apresentação projetos específicos de motivação e acompanhamento do percurso escolar de alunos com maiores dificuldades na escola ou em risco de exclusão.
Eixo 2: Apoiar as Comunidades Educativas – capacitar as escolas com recursos e meios para o desenvolvimento de medidas que permitam reforçar a capacidade de resposta, numa ação dirigida para a melhoria das aprendizagens, para a inclusão e para o envolvimento comunitário.
▪ + Equipas Qualificadas
o Reforço de docentes,
• Reforço do crédito horário;
• Alargamento das tutorias;
o Alargamento dos Planos de Desenvolvimento Pessoal, Social e
Comunitário, a toda a rede escolar pública;
o Reforço adicional do crédito horário para as Equipas Multidisciplinares de
Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI);
o Abertura de 50 novas salas da educação pré-escolar, nos territórios onde
não haja oferta suficiente para garantir o acesso mais generalizado a partir dos 3 anos.
▪ + Formação
o Incremento da formação para pessoal docente e não docente nas áreas
críticas para o acompanhamento dos alunos no contexto da recuperação pós-pandemia.
▪ + Ensino Profissional (O ensino profissional tem-se revelado um dos principais instrumentos para a inclusão de todos os alunos. É provavelmente um dos mais profícuos meios para que a educação e desenvolvimento económico cooperem. Importa continuar a aprofundar esta rede.)
o InstalaçãodeCentrosdeEspecializaçãoTecnológicaparaamodernização do Ensino Profissional, em áreas de elevada intensidade tecnológica e com potencial para induzir uma economia de alto valor acrescentado;
o Disponibilização de recursos para melhorar os processos de orientação vocacional dos alunos.
▪ + Digital (A capacitação em literacia digital, de informação e dos media 9
constitui-se como objetivo deste Plano. Para tal serão mobilizados meios, ampliando-se o processo já iniciado em 2020.)
o Criação de uma Biblioteca Digital, que permitirá o acesso generalizado a livros, complementando o acervo das bibliotecas escolares;
o Continuidade da disponibilização de equipamentos digitais e kits de conectividade;
o Reforço da qualidade da internet nas escolas;
o Reforço dos equipamentos tecnológicos de apoio ao processo de ensino-
aprendizagem;
o Formação e capacitação digital dos professores e pessoal não docente.
Eixo 3: conhecer e avaliar – desenvolvimento de indicadores e instrumentos destinados à monitorização do Plano, promovendo a divulgação de estudos de eficiência, a partilha de práticas e a reavaliação das medidas adotadas. Só assim é possível aliar ao desenvolvimento de medidas, uma gestão racional de meios.
▪ + Dados (Produção de metas e divulgação regular de dados de execução)
▪ + Informação (Serão produzidas evidências e formas de divulgação de boas práticas)

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Governo apresenta Plano 21|23 Escola+: Investimento de mais de 900 milhões de euros para recuperação de aprendizagens

Governo apresenta Plano 21|23 Escola+: Investimento de mais de 900 milhões de euros para recuperação de aprendizagens

Reforço dos recursos humanos nas escolas, aposta na formação e capacitação do pessoal docente e não docente, incremento dos recursos digitais e apetrechamento das escolas em equipamentos e infraestruturas são os ingredientes desta receita cozinhada a várias mãos para a recuperação das aprendizagens e das competências mais afetadas pela pandemia.
O Plano 21|23 Escola+, que representa um investimento superior a 900 milhões de euros na escola pública, foi apresentado no Dia Mundial da Criança, pelo Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, numa sessão presidida pelo Primeiro-Ministro, António Costa.
«Ensinar e Aprender», «Apoiar as Comunidades Educativas» e «Conhecer e Avaliar» são os três grandes eixos do Plano 21|23 Escola+, que se norteia pelos pilares fundamentais do sucesso, da inclusão e da cidadania, alicerçado em políticas educativas com eficácia demonstrada ao nível do reforço da autonomia das escolas e das estratégias educativas diferenciadas dirigidas à promoção do sucesso escolar e, sobretudo, ao combate às desigualdades através da educação.
Para construir este Plano plurianual o Governo promoveu um conjunto alargado de auscultações e recolha de sugestões e criou um grupo de trabalho com a missão de apresentar sugestões e recomendações, com o objetivo de recuperar aprendizagens, procurando garantir que ninguém fica para trás.
Este Plano assenta na confiança no sistema educativo e promove, ainda, a diversificação das estratégias de ensino e o investimento no bem-estar social e emocional dos alunos, incentivando o envolvimento de toda a comunidade educativa.
O Plano 21|23 Escola+, com um horizonte de dois anos letivos, permitirá assumir opções futuras com sustentabilidade, e visa dar resposta aos impactos da pandemia da Covid-19 junto das crianças e jovens, ao nível da aprendizagem e do desenvolvimento psicopedagógico e motor.
Impactos que só não foram maiores graças ao esforço empreendido por todos os diretores, docentes e não docentes, bem como pelas inúmeras parcerias e apoios disponibilizados ao longo deste ano (em particular pelos municípios, pelas organizações não-governamentais e por várias instituições da sociedade civil).
Os recursos adicionais afetos ao Plano 21|23 Escola+ vêm somar-se às medidas estruturais de reforço, sistemático e sustentado, de recursos humanos e materiais de que as escolas têm beneficiado desde 2016.
Nos últimos cinco anos vincularam nos quadros do Ministério da Educação cerca de 9000 docentes, aos quais se juntarão 2400 no presente ano. Também o número de não docentes tem vindo a aumentar nas escolas públicas.
Na anterior legislatura foram contratados mais de 4000 assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados, e na presente legislatura ascende já a 8000 número de contratações e autorizações para contratação de pessoal não docente.

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Apresentação do Plano de Recuperação de Aprendizagens 21 | 23 Escola+ (direto)

 

 

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A qualidade do ensino público e o mundo digital

Por este caminho, só teremos professores em escolas com propinas elevadas onde os conteúdos digitais serão concebidos internamente para evitar os massificados.

A qualidade do ensino público e o mundo digital

Antes de mais, é notória a preocupação com a descida paulatina da qualidade do ensino público. E esta inquietação não tem uma resposta política efectiva. A conclusão baseia-se na manutenção dos seguintes domínios críticos da última década e meia: condições de realização do ensino, carreira e avaliação dos profissionais, gestão das escolas e forte tendência para sofisticar exaustivamente a administração de inutilidades. Mas a conclusão também se fundamenta no ideário governativo que, nesta fase, só racionaliza duas visões abordadas mais à frente: exames online — com um Plano de Transição Digital (PTD) que se receia transformável num plano quinquenal que conduzirá o ciberproletariado —; e o regresso às escolas e aos municípios da contratação dos professores.

Ainda como ponto prévio, recorde-se que os rankings provocam uma repetida discussão sobre a qualidade do ensino. E a propósito da qualidade, saudava-se, para lá dos preconceitos e dos dogmas, um debate mais actual, abrangente e virado para o futuro. Partia-se da eliminação (em 2018) de rankings em Singapura, um farol para Nuno Crato enquanto ministro. “Aprender não é uma competição” foi o lema. A mudança radical neste país cimeiro no PISA, e nos alunos top performers, incluiu todas as publicações com a posição de um aluno em relação a um grupo, como pautas de classificações e quadros de mérito académico. E se até a pequena e controversa Singapura se antecipou e reagiu ao bullying, à ansiedade excessiva, à descida do gosto pela escola, à subtracção do espaço gregário lúdico e corporal e à adição tecnológica, a nossa realidade exigiria um debate semelhante que interessaria à saúde e à qualidade dos ensinos público e privado.

E voltando às prioridades do Governo, os exames online e o PTD (que têm sustentação organizacional, embora o parque tecnológico esteja obsoleto) reforçam a ideia de que o mundo digital substituirá professores e disfarçará a inacção para contrariar a sua falta estrutural. Contratar-se-á guardadores precários e reforçar-se-á outra preocupação: a escola que contraria a sua diferenciação histórica e insubstituível, em relação à família e se transforma num espaço de mais ciberconflitualidade. E se se saúda a redução do abandono escolar, sabe-se que só há elevador social com ensino de qualidade.

Por este caminho, só teremos professores em escolas com propinas elevadas onde os conteúdos digitais serão concebidos internamente para evitar os massificados e prevenir a imprevisibilidade do final da história com a Inteligência Artificial (IA) que “será sobre máquinas, mas também sobre humanos”. E repita-se: aí, a dimensão das turmas será pedagógica e o currículo completo, as ciências e as letras estarão a par, a avaliação será contínua, exigente e sustentada na confiança nos professores e as regras disciplinares serão simples e “ancestrais”.

E é imperativa a reflexão sobre o percurso com a IA. Quem passou pelas livrarias, percebeu o súbito interesse por 1984 que George Orwell imaginou em 1949. No livro, e numa sociedade controlada por um partido totalitário, a personagem Winston Smith não seguia devidamente, porque tossia, a sessão matinal obrigatória de exercício físico proveniente do telecrã. Até que:
— Smith! — berrou a voz áspera do telecrã.
— 6079 W. Smith! Sim, você! Curve-se mais, se faz favor! Consegue fazer melhor do que isso. Não se está a esforçar. Mais, por favor! Assim está melhor, camarada! Agora, todos à vontade e olhem para mim.

Pois bem: os professores fornecem graciosamente a Google com documentação didáctica pronta a usar. E a Google, ou outra gigante tecnológica, aglutinará o mundo digital escolar e até as editoras de manuais com ligações que inscreverão a pegada digital dos professores e calendarizarão as suas tarefas. Em breve, a IA avaliará os professores ocupando vagas e cotas com Classroom InfluencersYoutubers Ciber Entertainers. Até que chegará o dia em que “berrará a voz áspera do telecrã”.

O outro objectivo é o regresso da contratação local de professores. A memória mais recente desse processo desastroso data do tempo da troika. Foi eliminado de imediato no primeiro Governo de António Costa. Recorde-se: há muito que existem meios digitais para que os concursos por lista graduada sejam um não-assunto de exemplares transparência e eficiência. Só falta vontade política. O poder central quer livrar-se dos concursos de professores, mas ao fazê-lo em simultaneidade com a municipalização agrava o temor de um regime de clientelismo e facilita a precarização. É uma pena. É que os meios serão ainda mais simplificados e velozes no universo 5G e dispensarão os procedimentos de gestão de grande parte das autarquias.

Para além disso, será despesista ter 308 centros de concursos quando um seria moderno e adequado à dimensão do país. E o argumento da selecção do perfil dos professores tem tanto de atávico como de revelador. Por regra, o ensino público não deve excluir alunos, professores e restantes profissionais. Deve elevar as organizações. É a sua natureza. A inclusão é uma pedagogia, e um exemplo, que se destina a todos. É obrigatório organizar as instituições com professores e outros profissionais contratados por concursos públicos confiáveis.

Caminhamos para escolas digitais de massas que certificarão a população, enquanto as de propinas elevadas ensinarão e formarão os que dirigirão a sociedade. Dá ideia que nos conformámos com a descida de qualidade do ensino público e da própria democracia.

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Diretores contra escolas de verão e regras nacionais do plano de recuperação

Diretores contra escolas de verão e regras nacionais do plano de recuperação

Governo apresenta, esta terça-feira, o plano de recuperação das aprendizagens para os próximos dois anos.

O Governo apresenta, esta terça-feira, o prometido plano de recuperação das aprendizagens, que deve ser aplicado até 2023. Os diretores, garantem os presidentes das duas associações (ANDAEP e ANDE), estão contra regras nacionais e uniformizadas para todas as escolas. E pedem autonomia e recursos para cada agrupamento aplicar o seu plano.

Nem escolas de verão nem um calendário prolongado como o de este ano. “Professores e alunos estão exaustos”, frisa Filinto Lima. Na audição com o ministro e secretário de Estado Adjunto, o presidente da Associação de Diretores (ANDAEP) garante ao JN que defendeu o reforço dos recursos humanos – mais professores e mais técnicos especializados, como psicólogos ou terapeutas, fundamentais para a recuperação dos alunos. O 1.º Ciclo deve ser um alvo prioritário.

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Procedimentos Concursais para AEC 2021-2022 – Maia

 

 

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A arma da luta contra esta ADD – Luís S. Braga

Texto mesmo muito longo que docentes que sofrem, sofreram e sofrerão com quotas e vagas devem ler com atenção.
E devem confirmar com quem saiba. Pode ser útil a cada um e a todos.

A arma mais eficaz de luta contra a ADD é começar a atacá-la juridicamente por violar o princípio constitucional da transparência.
Já me cansei de o dizer e ainda agora corre uma petição para levantar o tema no parlamento.

Vamos lá ver se nos entendemos de uma vez: a avaliação de desempenho docente e o Siadap não são confidenciais em absoluto. Nem podem ser.
Uns ilustres dirigentes do ministério dizem até que são porque “assim lá está escrito e, sublinham, TAXATIVAMENTE”.
Ora, essa observação desfaz-se, como ideia falsa que é, de forma relativamente simples.
Começa logo por se constatar que há tribunais (vide decisão abaixo em relação ao Siadap que, para o efeito, tem regime semelhante à ADD) que decidem contra essa confidencialidade assim restrita (ao “nada se pode ver” dos papéis dos outros avaliados respondem “claro que pode”).

“Taxativamente” é a forma tosca de certos responsáveis administrativos, que não sabem mais que isso, dizerem que perfilham uma interpretação literal e restritiva da norma que define um regime de confidencialidade. E que existe, mas daí a ser assim tão “taxativa”… (leiam o link e a ideia fica mais clara).
Mas essa norma tem de ser interpretada atendendo à realidade sistemática, que é vigorar no país um regime regra de transparência e de direito de acesso a dados e documentos por quem tenha interesse legítimo.

A defesa da carreira, salário e direitos laborais é obviamente um interesse legítimo (e muito prolongado no tempo, com efeitos até ao fim da vida da pessoa prejudicada).

Se, por via das quotas de avaliação, for prejudicado e, outros, beneficiados, em contraponto, tenho o direito de saber como eles conseguiram e tenho o direito de aceder a todos os documentos desse processo administrativo, que lhes deu essa vantagem, para o poder contestar na via administrativa e judicial.
O interesse deles joga contra o meu. E o deles não é mais que o meu.

E a confidencialidade não pode servir para impedir o exercício de direitos fundamentais e apenas para proteger a administração do incómodo de responder nos tribunais pelos seus atos que prejudicam direitos (que é para isso que esta “confidencialidade” está a servir: impedir a contestação).

A lista das vagas é a arrumacao em quotas são como um concurso e nos concursos não há esta confidencialidade.

A arbitrariedade é proibida no âmbito administrativo e “a confidencialidade taxativa” é isso que é: uma arbitrariedade.

A confidencialidade só seria admissível, nestes termos, se não houvesse quotas ou vagas de progressão. Se a minha avaliação não produzisse prejuízos à vida dos outros e fosse só da minha conta podia até ser enterrada no fundo do mar ou queimada numa pira porque mais ninguém tinha interesse legítimo nos seus efeitos. Mas não é assim, porque o ministério não quer passar sem vagas e quotas.
E nós temos deixado e não reagimos pela via legal.

Por isso, é que agir neste tema é interessante.
O ministério fica entre 2 problemas: com transparência, o sistema que montou não funciona, com confidencialidade, é ilegal.

Se, por via de alguém entrar numa quota de avaliação mais alta numa escola, essa pessoa me passar à frente na lista das vagas nacional passei a ser interessado na avaliação dele e tenho o direito e interesse legitimo de a escrutinar.

Do que resulta que, nesta visão do problema, todos os professores que estão na lista, à espera de vaga, podem pedir para ver todos os documentos dos processos que colocaram os seus opositores à sua frente.

A lista é como um concurso público para lugares (o concurso para “titulares” afinal existe agora em 2 momentos, fora o concurso das quotas em cada escola).

É uma visão muito divertida imaginar o ministério a responder a milhares de requerimentos desses, todos diferentes para não poderem usar chapa, e irem-se colocando, depois, pedidos de intimação para entrega de documentos, faseados, para doer mais….

Era o caos e um escândalo nacional que faria ver ao povo a bagunçada e injustiça que isto é.
Se todos os professores começassem a pedir acesso a todos os documentos dos “seus concorrentes” nas quotas de escola e na lista de vagas, sem falsos pudores de “estar a prejudicar colegas”, o sistema entupia. Implodia.

Creio que, com umas centenas de requerimentos e processos em tribunal, só para ver os papéis, a confusão ia ser tanta (em especial, por causa do que se ía ver escrito nos ditos papéis) que ia gerar mudanças na vontade de negociar.

E a ironia é que os processos em tribunal para ver papéis nem são caros e são rápidos.

A minha perspetiva nunca foi testada em escala, na prática dos tribunais.
Mas há várias decisões curiosas dum tribunal administrativo superior sobre o Siadap e ADD que fazem boa luz sobre o tema (uma está no link mas esta também é interessante.
http://www.dgsi.pt/jtcn.nsf/89d1c0288c2dd49c802575c8003279c7/fd25a0fdc6de21e9802583e60034dff0?Open Document)

Quem começa a fazer requerimentos? E quem usa este caminho, que pode ser o pauzinho que parte a engrenagem? Uma forma de vencer uma guerra pode ser moer mesmo sem matar.

Eu só sou avaliado para o ano e só quero ter bom, mas estão a ver o que vou fazer……

Mas quem está agora metido na alhada… Vale a pena ir informar-se.

ASSINEM AQUI 

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AEC 2021/2022 – V.N. de Gaia

 

Procº nº 45/2021 – AEC 2021/2022

Proc.45/2021 – Contratação a termo resolutivo certo /incerto , integral ou parcial, de tecnicos especialmente habilitados no âmbito das atividades de enriquecimento curricular (AEC), atividades de apoio educativo, de apoio à família e de atividades técnicas especializadas.

AVISO DE ABRETURA

 

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O que o Plano de Recuperação de Aprendizagens não pode ignorar – Alberto Veronesi

A verdadeira culpa da tutela é, não tanto a forma como quer ou não ouvir os professores, mas sim a forma falaciosa como quer fazer crer a toda a sociedade que o, quase, exclusivo problema das escolas são as aprendizagens.

O que o Plano de Recuperação de Aprendizagens não pode ignorar

 

 

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Sindicatos Independentes desconvocaram greve de 14 de junho

 

Os sindicatos independentes de professores decidiram esta sexta-feira, após reunião no Ministério da Educação, desconvocar a greve marcada para o dia 14 de junho.

A plataforma constituída por seis sindicatos tomou a decisão por considerar que foi “evidenciada predisposição para o diálogo” por parte da tutela, de acordo com um comunicado conjunto emitido no final da reunião.

Para estes sindicatos, apesar de as respostas não serem “plenamente satisfatórias”, foram suficientes para, na conjuntura atual, desconvocar a paralisação.

 

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A ADD é obsoleta e hilariante

 

Em Portugal era professora contratada e, embora sempre com avaliações de Bom e Muito Bom, chegava ao fim de agosto sempre com o coração nas mãos, pois nunca sabia onde iria parar no ano seguinte e sempre longe de casa”, conta.

Em Inglaterra, diz, funciona tudo de forma diferente. A contratação e ascensão na profissão assenta num “sistema meritocrático”, que reconhece “quem trabalha, ao contrário de Portugal que, no caso dos professores e outros funcionários públicos, reconhece o tempo de serviço, quando deveria reconhecer a qualidade” do trabalho desenvolvido. “Enfim, um sistema completamente obsoleto, hilariante mesmo”, desabafa.

 

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É a brincar, dizem eles – Inês Cardoso

É perigoso cairmos na tentação de fazer juízos de valor com base em imagens ou relatos parcelares, num tempo em que o imediatismo nos leva muitas vezes a reduzir tudo à simplicidade do branco ou preto, certo ou errado. Mas é impossível não nos inquietarmos com vídeos em que adolescentes se divertem a agredir e gozar com um colega. Ou com explicações de pais alegando que tudo não passa de uma brincadeira.

É a brincar, dizem eles

Se milhentos estudos não houvesse, lidar com crianças e adolescentes basta para perceber a facilidade com que se entra na espiral de agressões verbais, psicológicas e físicas. É o nerd da turma, o gordo, a burra, o caixa de óculos, o sem-fim de caricaturas e estereótipos que originam uma segunda pele que se vai colando à pessoa, acabando por tomar conta da autoestima e afetando o seu bem-estar.

Há ainda quem desvalorize o conceito de bullying, a reboque de frases como “isso sempre aconteceu, não lhe dávamos era esse nome”. É certo, sempre aconteceu, o que não invalida que tenhamos hoje ferramentas novas para identificar e combater os fenómenos, deixando definitivamente de os normalizar. E deixando, sobretudo, de encolher os ombros e dizer que são “brincadeiras” de miúdos.

O bullying é um assunto da escola, dos pais, da sociedade. Até porque tem uma incidência particular em contexto escolar, mas não conhece fronteiras de idades, contextos ou classes sociais. Acontece sempre que há desequilíbrio das perceções de poder, seja esse poder social, político ou físico. Enfrenta-se com ações firmes e concertadas de medidas públicas, necessariamente interdisciplinares, e com o compromisso responsável de educadores. O bullying é um problema meu. Seu. De todos os que acreditamos que o respeito absoluto pelo outro, na sua identidade singular e eventual diferença, é a única forma de sermos gente.

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Corte de 15,5% nas novas pensões antecipadas em 2021

O INE confirmou esta sexta-feira que a esperança média de vida aos 65 anos no triénio terminado em 2020 foi de 19,69 anos, resultando num corte de 15,5% nas novas pensões antecipadas, por via do fator de sustentabilidade.
À luz das regras em vigor e, tendo em conta a esperança de vida aos 65 anos no triénio terminado no ano 2000 (que era de 16,63 anos), a subida da esperança média de vida dita assim um corte de 15,5% nas pensões antecipadas em 2021, segundo os cálculos da agência Lusa.
Este corte de 15,5% por via do fator de sustentabilidade compara com a penalização de 15,2% aplicada às reformas antecipadas no ano passado.

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Ranking das Escolas: uma falaciosa hierarquia da “qualidade”…

Afirmações (minhas) parvas, por tão óbvias que são, desprovidas de originalidade, mas que talvez valha a pena (re)recordar:

 Cair na tentação de aferir a “qualidade” das escolas Públicas e Privadas e dos respectivos alunos, pelo critério lugar que cada escola ocupa no Ranking, não parece legítimo, nem honesto, nem justo…

 Só seria legítimo, honesto e justo comparar os resultados obtidos em Exames Nacionais pelos alunos das Escolas Públicas com os das Escolas Privadas se as condições iniciais de uns e de outros, nos anos que antecederam a realização de Exames, tivessem sido semelhantes ou equivalentes… Mas, na realidade, não foram… E dificilmente serão…

 Das duas uma: ou se revogam os Princípios da Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei Nº 46/86 de 14 de Outubro) ou se aceita e assume que, e até alteração legislativa em contrário, a Escola Pública não pode deixar de cumprir um dos seus principais desígnios: permitir e fomentar a igualdade de acesso e de oportunidades em relação à Educação, uma escola para todos, visando a democratização do ensino.

 E isso implica, necessariamente, a aceitação de todos os públicos e de toda a heterogeneidade daí decorrente, sem qualquer tipo de selecção prévia… As Escolas Privadas partilham desse desígnio?

 Bastaria a heterogeneidade social, económica e cultural do público que frequenta a Escola Pública para que se tornasse ilegítimo estabelecer comparações directas entre resultados obtidos em Exames Nacionais pelos alunos do Ensino Público e pelos do Ensino Privado…

 Contudo, não é só isso… Também são as diferenças existentes entre umas e outras em termos de condições físicas e materiais… Grande parte dos edifícios das Escolas Públicas encontra-se visivelmente degradada; na maioria não há climatização das salas de aula, alunos e professores são, muitas vezes, obrigados a suportar mais de 35ºC no Verão e/ou -2ºC no Inverno; quando chove há infiltrações dentro de muitas delas; casas de banho sem condições sanitárias adequadas; janelas/estores estragados; insuficiente e/ou deficiente apetrechamento tecnológico, são apenas alguns exemplos do que se pode encontrar em qualquer Escola Pública, em termos de carências e/ou ausências materiais… Na maioria das Escolas Privadas também existem tais constrangimentos?

 A realidade das Escolas Públicas, em termos da heterogeneidade do seu público-alvo e das condições materiais existentes, é recorrentemente escamoteada e ignorada, assim como também o são as implicações dessas duas variáveis no processo de ensino-aprendizagem…

 As interpretações realizadas sem considerar a influência desses dois parâmetros nos resultados obtidos em Exames Nacionais serão naturalmente enviesadas e muito discutíveis… Por essa perspectiva de comparação, que não contextualiza tais resultados, os alunos das Escolas Públicas estarão irremediavelmente condenados ao fracasso, ano após ano, e a serem qualificados como “maus”, uma vez que parece não se vislumbrar a melhoria das condições nas Escolas Públicas, de forma a permitir a obtenção de melhores resultados escolares…

 O presente Governo tem-se mostrado “perito” nesse malabarismo e muito hábil nessa ocultação, apesar de frequentemente querer fazer parecer o contrário… A propaganda serve para ludibriar e mascarar a realidade “mais pura e mais dura” da maior parte das Escolas Públicas…

E os “seguidores” do Ministério da Educação corroboram e participam na farsa, sem vontade/capacidade para mostrar a realidade, impossibilitando assim melhorá-la…

O que deveras importa é a defesa das aparências e da ilusão, confundindo-se intencionalmente realidade com ficção…

 E também não podemos esquecer as políticas educativas patrocinadas por sucessivos Governos, não só o presente, que apenas têm servido para espoliar, descapitalizar e negligenciar a Escola Pública, desvirtuando o seu inquestionável contributo para uma sociedade mais plural e mais equitativa… Será bom não nos esquecermos, mais uma vez, dos principais propósitos da Escola Pública e que, enquanto esses se mantiverem, não é possível equipará-los aos da Escola Privada, nem tão pouco compatibilizá-los…

 As Escolas, Públicas ou Privadas, felizmente, não são só números e edifícios inertes. Por trás dos números e dentro dos edifícios estão Pessoas, isso importa e também não pode ser esquecido…

 E, sim, há muito por fazer na Escola Pública e há também muitos “males” que a assolam, alguns indexáveis às desastrosas políticas educativas, outros atribuíveis a inúmeros vícios de funcionamento que urge alterar… E há, por isso, muitas mudanças a operar na Escola Pública… Mas não confundamos isso com o enjeitamento ou a proscrição da Escola Pública…

 Sem Escola Pública, tudo seria muito pior, convém talvez não esquecer…

 

 Declaração de interesses:

Não repudio o Ranking das Escolas, mas também não lhe atribuo nenhum “poder especial”, nem lhe reconheço particular importância…

Enquanto aluna, o meu percurso passou tanto por Escolas Públicas como por Escolas Privadas e guardo de todas agradáveis recordações.

Nada me move contra o Ensino Privado, mas não posso deixar de defender convictamente o Ensino Público, no qual trabalho há mais de vinte anos e no qual continuo a acreditar, apesar de tudo… E de todas a críticas negativas que lhe tenho vindo a endereçar… Aliás, se não continuasse a acreditar nem críticas lhe dirigiria…

 

(Matilde)

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Reserva de recrutamento n.º 31

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 31 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 1 de junho de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 31

Listas – Reserva de recrutamento n.º 31

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Recomendação ao Governo a realização de um concurso de professores que responda às necessidades de pessoal docente

Resolução da Assembleia da República n.º 155/2021

Recomenda ao Governo a realização de um concurso de professores que responda às necessidades de pessoal docente.

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que:

1 – Inicie o processo de negociação coletiva para a revisão do regime que regula os concursos para educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário.

2 – Proceda às alterações indispensáveis no concurso externo e no concurso de mobilidade interna que permita que:

a) Todos os docentes não vinculados no concurso de educadores de infância e de professores do ensino básico e secundário possam ser opositores em todas as fases subsequentes e celebrar contratos durante o ano letivo de 2021/2022, sem prejuízo do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos básico e secundário e de formadores e técnicos especializados;

b) As colocações se façam em horários completos e incompletos com efeitos ainda no ano letivo de 2021/2022, respeitando a graduação profissional dos docentes opositores ao concurso.

Aprovada em 6 de maio de 2021.

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

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Reclamação da candidatura aos concursos interno e externo do ensino artístico especializado da música e da dança

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite aos docentes efetuarem a reclamação/desistência das candidaturas aos concursos interno e externo do ensino artístico especializado da música e da dança.

SIGRHE – Reclamação / desistência das candidaturas

 

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CNIPE defende a responsabilização dos pais

Pais devem ser responsabilizados por atos de bullying dos filhos

É preciso tomar medidas preventivas em meio escolar, através de sessões de sensibilização e medidas disciplinares adequadas. Os pais dos alunos também devem ser responsabilizados.

posição da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) surge na sequência da divulgação de um vídeo em que um jovem é atropelado ao fugir de uma alegada agressão de bullying por um grupo de colegas da escola.

“Este tipo de fenómeno não é novo, mas está a tomar contornos mais graves e perigosos e cada vez em idades mais novas. Preocupa-nos a forma leviana como tudo isto é tratado. Não só o bullying como depois a publicação nas redes sociais”, lamentou o presidente da CNIPE, Rui Martins, em declarações à Lusa.

Para os pais, é preciso tomar medidas preventivas em meio escolar, através de sessões de sensibilização e medidas disciplinares adequadas. Mas também é necessário envolver e responsabilizar os pais pelos atos dos seus filhos, acrescentou.

Numa primeira fase, as escolas devem contar com os próprios serviços de psicologia, mas a CNIPE admite que em alguns casos se deve avançar para “uma penalização ajustada relativamente aos agressores e encarregados de educação“.

Os pais sugerem medidas como participar em ações de cidadania de prevenção e solidariedade ou “serem obrigados” a frequentar horas junto de Instituições Particulares de Solidariedade Social.

Para a CNIPE, “os pais e encarregados de educação devem estar atentos aos comportamentos dos seus filhos“, quer no papel de agressor quer no papel de vítima.

“Há um trabalho diário que é preciso fazer. Quando os alunos são indisciplinados, a escola tem de atuar logo, tem de chamar os pais, falar com eles e perceber quais são os seus problemas. Agora, se uma escola chama um pai várias vezes e ele não vem, então tem de se contactar outros serviços para intervir, porque esse pai existe”, defendeu Rui Martins.

Para a CNIPE, nestas situações as escolas podem e devem recorrer a outras entidades, como Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) ou a  PSP. A CNIPE acusa ainda a escola do Seixal de “não ter feito tudo para evitar este tipo de ocorrências graves“.

Na terça-feira, foi partilhado nas redes sociais um vídeo em que se vê um grupo de alunas a agredir um rapaz e a persegui-lo, levando-o a atravessar a Estrada Nacional 10-2 e a ser atropelado.

Com pouco mais de um minuto, o vídeo começa com uma jovem a dar um murro no ombro do rapaz, vítima que depois tentou seguir caminho, mas foi perseguido pelo grupo de alunas, ouvindo-se alguém a dizer “ele está a chorar” e “isso é bullying“.

À Lusa, a PSP disse já ter identificado todos os intervenientes nas agressões e que o caso também já chegou ao conhecimento da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e do Ministério Público. Entretanto foi instaurado um “inquérito tutelar educativo, que corre termos na Ministério Público do Juízo de Família e Menores do Seixal”, segundo informações avançadas à Lusa pela Procuradoria-Geral da República.

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Mobilidade de docentes para a Escola Camilo Castelo Branco (LUANDA)

 

A Escola Camilo Castelo Branco situada em Luanda, entidade de direito privado com processo de reconhecimento concluído nos termos do Decreto-Lei n.º 30/2009, de 3 de fevereiro, solicitou a esta Direção-Geral a divulgação, junto de todos os AE/ENA, da necessidade de docentes com qualificação profissional para os grupos de recrutamento infra indicados, para lecionar naquele estabelecimento escolar no próximo ano escolar, em regime de mobilidade ao abrigo do art.º 67.º do ECD:

 

Grupo de recrutamento

Identificação

N.º de docentes

100

Educação Pré-Escolar

1

110

1.º Ciclo

2

300

Português/Francês

2

330

Português/Inglês

1

400

História

1

500

Matemática

2

510

Física e Química

1

550

Informática

1

620

Educação Física

1

910

Educação Especial

1

 

Os docentes interessados devem enviar uma carta de apresentação e o seu Curriculum Vitae para [email protected] ou via SIGRHE/E72.

Assim, solicito a V.ª Ex. a divulgação da presente comunicação junto dos docentes desse AE/ENA.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

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Plano de recuperação das aprendizagens, aprovado

Foi aprovada, na generalidade, a resolução que aprova o Plano 21 | 23 Escola +, plano integrado para a recuperação das aprendizagens, destinado aos alunos dos ensinos básico e secundário.

Com vista à recuperação das aprendizagens e procurando garantir que ninguém fica para trás, o Governo promoveu um conjunto alargado de auscultações e recolha de sugestões, e criou um grupo de trabalho com a missão de apresentar sugestões e recomendações no âmbito da definição deste plano de recuperação e consolidação de aprendizagens e de mitigação das desigualdades, decorrentes dos efeitos da pandemia.
O Plano alicerça-se em políticas educativas com eficácia demonstrada ao nível do reforço da autonomia das escolas e das estratégias educativas diferenciadas dirigidas à promoção do sucesso escolar e, sobretudo, ao combate às desigualdades através da educação.
O Plano será apresentado publicamente no dia 1 de junho de 2021, de forma a assinalar o Dia Mundial da Criança.

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Concurso Interno e Concurso Externo de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança 2021/2022 – Listas Provisórias

 

Estão disponíveis para consulta as listas provisórias de admissão e de exclusão dos Concursos Interno e Externo do ensino artístico especializado da música e da dança para o ano escolar 2021/2022.

Listas Provisórias

 

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Não se iludam, há exemplos que o “governo da republica” prefere não seguir

 

Situação dos Estabelecimentos Escolares do Ensino Público da Região Autónoma dos Açores face ao impacto da covid-19
A Secretaria Regional da Educação procedeu a uma atualização da situação dos estabelecimentos de ensino público da Região Autónoma dos Açores face ao impacto da covid-19.
Neste sentido, a tutela informa que à data de hoje, 26 de maio, a JI de Poços e a EB1/JI de Santo António estão encerradas.
Ainda na ilha de São Miguel, a EB1,2,3/JI da Vila de Rabo de Peixe, a EB1/JI António Tavares Torres e a EB1/JI D. Paulo José Tavares estão em regime de ensino à distância, à exceção do 1.º, 2.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade.`
A EB1/JI Marquês Jácome Correia, a EB2,3/ do Nordeste, a EB1/JI de São José, a EB2 Roberto Ivens a EB1/JI de São Vicente Ferreira, a EB1,2/JI Gaspar Frutuoso, a EB2,3/S Armando Côrtes-Rodrigues e a ES da Ribeira Grande tem turmas em isolamento profilático.
Mais se informa que, na ilha do Pico, a EB1,2,3/S/JI de São Roque tem turmas em isolamento profilático.

 

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Disponibilizar apoio psicológico ao agressor…

… e à vitima não?!!!

Há aqui algo que não estou a entender. Será que os valores se alteraram assim tanto que estou desatualizado?

 

“No dia anterior tinha sido agredido”: pai de menino atropelado no Seixal relata bullying ao filho

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Responsabilizar as famílias pela educação filhos é criar uma sociedade responsável

Responsabilizar efetivamente as famílias nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar era o objetivo de uma petição, com cerca de quinze mil assinaturas, que há 12 anos foi entregue ao chefe de gabinete do presidente da Assembleia da República. “A legislação tem de criar mecanismos administrativos e judiciais, desburocratizados, efetivos e atempados de responsabilização dos pais, modificando a lei que consagra o Estatuto do aluno e outras leis conexas”, defendia o autor da petição, Luís Braga.

Os deputados embrulharam e marinaram a coisa. E nada resolveram.
Hoje, muita gente, de políticos a sindicatos, por conta do miúdo atropelado, fará discursos emocionados e exaltados sobre a necessidade de dar autoridade às escolas e fortalecer as regras e bom ambiente.
Hoje, o assunto está na ordem do dia à conta de um atropelamento (ainda bem que a vitima está em fisicamente, psicologicamente logo se verá,
O Tiago, como é de seu apanágio, remete-se ao silêncio (não vá fazer mudanças que o patrão não queira ver feitas). E os casos vão-se sucedendo, uns cobertos pela imprensa e a maioria a coberto de um nevoeiro digno de D. Sebastião.
A sociedade tem que se responsabilizar pela educação dela mesma, não podemos esperar que o individuo se responsabilize ou responsabilize a sua prol no que diz respeito a educação de valores culturais.

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Dispenso os teus elogios, Tiago!

Mais uma vez, o Tiago, veio a público elogiar o trabalho e empenho dos professores. Desta vez, teve como desculpa a redução do abandono escolar no 1.º trimestre.

Vindo da boca de quem, em tempos, disse defender os professores, mas nunca o fez, não é de admirar a minha dispensa.

Onde estavas tu quando o teu patrão ameaçou a demissão por causa da recuperação do tempo de serviço? Onde estavas tu quando milhares de professores foram ultrapassados na carreira por colegas com menos tempo de serviço?

Onde estavas tu quando inúmeros professores foram vitimas de todo o tipo de violência dentro das escolas?

Onde estavas tu quando os professores reivindicaram descontos para a SS justos?

Onde estavas tu quando o teu patrão disse que devia ser feita justiça aos monodocentes?

Onde estavas tu e onde andas tu, em relação a tantos outros problemas na Educação Portuguesa?

Já agora, qual é a tua posição em relação à pretenção dos professores em ver as quotas de progressão ao 5.º e 7.º escalões eliminadas?

Está na hora de deixares de elogiar e tentar receber um elogio, por mais pequeno que seja…

 

 

Abandono escolar precoce no 1.º trimestre de 6,5%: “Bravo aos professores e profissionais da educação”

A taxa de abandono escolar precoce, no ano passado, foi de 8,9%, o que significou um mínimo histórico. O ministro da Educação foi ouvido na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, na Assembleia da República.

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Concurso interno e externo extraordinário de provimento 2021/2022 – Açores

 

Encontra-se aberto o prazo de apresentação de candidaturas ao Concurso de Provimento dos Quadros de Ilha de Pessoal Docente da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário na Região Autónoma dos Açores para o ano escolar 2021/2022, conforme previsto no respetivo Aviso de Abertura, publicado na Bolsa de Emprego Público-Açores, sob Oferta n.º 144/2021, em 25/05/2021.

A candidatura é formalizada eletronicamente, em concursopessoaldocente.azores.gov.pt, entre os dias 26 de maio e 1 de junho.  A apresentação dos documentos ocorre até ao dia 4 de junho, no mesmo endereço, por via de acesso à candidatura apresentada.

Podem ser opositores aos Quadros de Ilha todos os docentes profissionalizados, sem vínculo a qualquer quadro, que, no presente ano escolar, se encontrem colocados em escola da rede pública da Região ou se mantenham opositores ao procedimento concursal centralizado para contratação a termo neste mesmo ano escolar, e que sejam igualmente candidatos a provimento em Quadros de Escola.

Os docentes já titulares de quadro de escola podem, também, ser opositores aos Quadros de Ilha. Os docentes que obtiveram colocação em Quadro de Escola com efeitos a 1 de setembro próximo, através do primeiro concurso de provimento (interno e externo) realizado neste ano, podem, igualmente, candidatar-se ao presente concurso, mas na mesma situação em que se candidataram àquele primeiro concurso.

Os docentes profissionalizados sem vínculo a qualquer quadro e que não se encontrem colocados em escola da rede pública da Região no presente ano escolar, nem foram opositores ao procedimento concursal centralizado para contratação a termo neste mesmo ano escolar, apenas podem candidatar-se a provimento nos Quadros de Escola.

 

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Aluno atropelado enquanto tentava escapar a aluna agressora

 

Foi ontem divulgado nas redes sociais o vídeo de um rapaz de 14 anos que, ao fugir das colegas que lhe estavam a fazer bullying, acabou por ser atropelado. O episódio ter-se-à passado entre alunos do Agrupamento de Escolas Dr. António Augusto Louro, na Arrentela, concelho do Seixal.

O caso terá ocorrido na passada quinta-feira e, de acordo com a PSP, já foi remetido para a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).

No vídeo divulgado, é possível ver uma adolescente a dar murros no braço de um rapaz enquanto este foge. O jovem passa para o outro lado da estrada, assim como a colega que está a implicar com ele. Quando voltam para o pé dos outros jovens (que riem e filmam) começam a ouvir-se vozes que pedem para parar porque estão a “fazer bullying”. A rapariga que agrediu o jovem primeiramente, tenta apanhá-lo, sendo que este corre para estrada para fugir, sendo colhido por um carro.

De acordo com a autoridade, o rapaz foi encaminhado para o hospital mas “já está em casa” tendo ficado apenas com “ferimentos ligeiros”.

 

 

 

 

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Rankings, indisciplina e violência – Santana Castilho

Todos os anos, por esta altura, os rankings escolares marcam a discussão pública, incentivada por manchetes acicatadoras de uma disputa insana, que apenas exacerba o vedetismo. Ano após ano, limita-se a questão da qualidade das escolas à comparação do ensino público com o privado, com base nos resultados obtidos nos exames, sendo o argumento mais sério para defender os rankings a evocação da necessidade de avaliação externa. Mas são os rankings avaliação ou estrita classificação, construída a partir de um parâmetro único, qual seja o resultado dos exames? Semelhante visão redutora do que é complexo, acrescenta absolutamente nada ao que pode ser feito para ajudar as escolas que têm mais dificuldades. Então, a escola soçobra ante esta inversão de valores e esta desigualdade de influências. Porque a escola deve ser local de realizações, que não de frustrações, de cooperação, que não de competição. Porque o que é fundamental em qualquer escola é aprender. E aprender não é uma competição.
Pode uma escola ser dissociada de tudo o que nela se faz, para ser salva ou condenada pelas notas que um exíguo número dos seus alunos obtém nos exames? Que acolhimento têm nestes rankings milhares de alunos que, mediante muito esforço pessoal e dos seus professores, superam dramáticas situações de partida, embora sem conseguirem obter classificações elevadas? Pode comparar-se o trabalho a desenvolver com alunos oriundos de ambientes familiares desestruturados, paupérrimos, com o que se acrescenta a alunos de famílias ricas, onde nada falta? Pode comparar-se um sistema que recebe, e bem, todos os alunos (350 mil apoiados pela Acção Social Escolar e 80 mil com necessidades educativas especiais) com outro que os seleciona criteriosamente e só admite os mais dotados e os mais ricos? Pode comparar-se uma escola do interior desertificado com outra de um grande centro urbano, alunos “emigrantes” no seu próprio país, que andam diariamente dezenas de quilómetros para chegarem á “escola de socialização”, com outros que se deslocam no Mercedes do pai? Que aconteceria aos resultados das melhores escolas, no próximo ranking, se fossem obrigadas a trabalhar com os alunos das piores deste?
A indisciplina, a violência (física e psicológica) de uns quantos sobre muitos, cobardemente ignorada ou escondida pelos responsáveis, a começar pelo Ministro da Educação, é o fenómeno que mais prejudica a qualidade do ensino público. A delirante propaganda dos actuais responsáveis acerca de uma inclusão que não existe agravou a tendência para abafar a indisciplina endémica. Mas essa tendência não resiste quando, esporadicamente, a dimensão dos acontecimentos salta as barreiras da censura. Com efeito, precisamente na mesma altura em que o ministro da Educação (as suas afirmações, vazias de existência, nem provocam já resistência) dizia no Porto, a propósito da Cimeira Social da União Europeia, que “Portugal é orgulhosamente conhecido como um país que está na vanguarda da inclusão na educação”, a imprensa noticiava que uma aluna de uma escola da Amadora foi barbaramente espancada numa sala de aulas por colegas, que lhe arrancaram unhas, e que noutra, de Ponte de Sor, onde um jovem já foi esfaqueado, os professores têm medo de dar as aulas, são constantes as agressões, circula droga e houve uma tentativa de violação.
Entendamo-nos, sem tibiezas. Quando um menor agride outro dentro da escola, há duas entidades directamente responsáveis: a escola e os pais do agressor. Mas a escola tem de ter meios e dirigentes capazes de resolver, de modo célere e sem titubear, agressões e vandalismos. Alunos, auxiliares de educação e professores não podem viver aterrorizados por pequenos marginais, que recusam regras mínimas.
O rumo errado das actuais políticas de Educação, perpetuando erros de há muito, conduziu a escola pública para um ambiente de desalento e deixou bloqueado na cave o decantado elevador social. No jogo de enganos em que se transformou o nosso sistema de ensino, os professores têm fome de sentido para a sua verdadeira profissionalidade. Quanto mais os proletarizam, mais humanidade se retira à escola.

In “Público” de 26.5.21

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O Leão ainda não deu autorização para a contratação

Começa-se a casa pelo telhado e o resultado vai ser o mesmo de sempre.

Escolas: Técnico de Informática precisa-se

Os computadores chegaram às escolas e agora há novos problemas. Para os resolver, os diretores querem poder contratar técnicos de informática.

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Pelo Professor João Veloso, a propósito dos rankings de escolas:

 

“Acho que já passou tempo suficiente para eu poder falar disto em público.
Há mais de 10 anos, trabalhei com a Inspeção Geral de Educação num programa de avaliação de escolas. Conheci gente muito profissional com quem calcorreei dezenas e dezenas de escolas públicas em quase todos os distritos do Norte.
Nunca me esquecerei da primeira escola que visitei, a pouco mais de 50 km do Porto. Uma criança que só tomava banho nos dias das aulas de Educação Física. Tinha vergonha e o professor mandava-a para o balneário 10 minutos mais cedo para ela se lavar. Quem levava a roupa suja da criança e lha trazia lavada e passada no dia seguinte era uma contínua da escola.
Depois vieram outras histórias que fui amealhando. Meninos cuja única refeição quente era o almoço da cantina. Miúdos que à tarde levavam os restos do almoço escolar para casa para servirem de jantar para a família. Miúdos que ao fim de semana se alimentavam de bolachas Maria. Miúdos que aprenderam a gostar de ler na biblioteca da escola, que em casa nunca tinham visto um livro. Escolas que no inverno acabavam as aulas às 4 da tarde para que os pais das meninas não as vendessem por meia hora aos senhores dos Mercedes pretos parados à porta a coberto do escuro. Crianças alcoolizadas. Professores e funcionários à beira de uma exaustão horrível porque tinham de fazer de pais, mães, psicólogos, médicos, confidentes, assistentes sociais. Crianças que nunca tinham ido mais longe do que à vila lá da terra.
A merda dos rankings, a cloaca dos rankings, a vergonha dos rankings serve para quê? Qual é o espanto em constatar sadicamente que os miúdos de casas sem pão ficam em último e os das fábricas de notas em primeiro? Ponham-me a jogar à bola com o Ronaldo e não é preciso vir nenhum ranking dizer-me que nunca lá chegarei.
As escolas que se dão ao luxo de escolher à partida os seus alunos, que recebem os alunos que em casa comem e leem e viajam e falam inglês não têm grande trabalho a fazer. Todos nós, professores, sabemos que trabalhar com bons alunos é fácil. Difícil, desafiante (e apaixonante) é fazer dos fracos bons.
O resultado de uma escola não se mede só pelas notas a Inglês e a Biologia. Há escolas em que o sucesso é alimentar e lavar os miúdos e isso não passa no radar dos filhosdaputa (pardon my French, mas o vernáculo é para ocasiões destas) dos rankings, cuja única função é apontar ainda mais a dedo aqueles que já são estigmatizados, excluídos, ridicularizados todos os dias, e fazer publicidade enganosa aos colégios “do topo”.
Conheço paizinhos com filhos problemáticos que acham que transformariam os seus filhos em génios se os inscrevessem de repente numa dessas escolas. Acreditam que há algo nessas escolas, uma varinha mágica impermeável ao resto, que fabrica génios. A ficha cai-lhes quando são os próprios colégios, em privado, a tirar-lhes o tapete. Nem sequer os admitem à entrevista. É bem feito.
Honestidade intelectual: vão buscar um desses meninos que não comem nem tomam banho em casa, ponham-no numa das “top five” (mas ponham mesmo, não façam de conta), não lhes mudem nada nas condições de vida, e vejam se é isso que os manda para o MIT.”

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