Associação Nacional de Diretores quer explicações da DGS sobre critérios para isolar alunos e professores
Critérios mudaram e há casos em que um único caso de Covid-19 envia todos os alunos da escola para casa. Noutros, os alunos ficam sem aulas apesar de continuarem a ter de ir para a escola.
Antes do segundo período de confinamento a solução era identificar e isolar em casa apenas os contactos próximos, mas desde o regresso às aulas que as ordens de isolamento são dadas a toda a turma de um aluno infetado e a todos os seus professores.
O presidente da associação, Filinto Lima, diz que parece um exagero, mas não tem a certeza e coloca a pergunta à diretora-geral da saúde, Graça Freitas, para que explique aquilo que motivou uma mudança “radical” de critérios que afetam o funcionamento das escolas.
“Se calhar tem de ser assim, mas isto nunca nos foi explicado e merecemos uma explicação. Era bom que a dra. Graça Freitas esclarecesse para percebermos porque é que corremos o risco de um aluno ou um professor ou um funcionário estar infetado e a escola ter de fechar parcialmente ou mesmo totalmente”, afirma Filinto Lima, para quem estes critérios complicam muito a vida das escolas.




9 comentários
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As escolas não têm vida. Vida têm os alunos, os professores, os auxiliares, os pais e avós destes. E estes têm vida enquanto não a perderem. Acho que é para evitar perdas de vidas que se isolam as pessoas. Mas se calhar não é…se o Dr. Filinto não percebe é porque a finalidade do isolamento deve ser algo de obscuro. Se o Dr. Filinto falasse sobre a anedota do plano de recuperação das aprendizagens é que era de louvar.
Acho que é um exagero e o mais surreal é que obrigam uma turma inteira a fazer teste porque esteve num pavilhão gimnodesportivo com uma turma com um aluno infetado, o teste é feito de manhã e de tarde seguem para a escola. Por causa desta situação uma colega teve que ficar em isolamento, porque 8 alunos da turma testada foram para a escola e, azar dos azares, um dos que foi estava positivo.
Acho que até ao 4º ano, quando muito até ao 6º ano, justifica-se a ida para casa de alunos e professores, a partir daí não. A proximidade não é tanta. Os meus alunos estão sentados, portas e janelas abertas, eu com 2 doses de vacina, não vejo motivo.
Os funcionários estão muito mais próximos dos alunos do que um professor, pelo menos na minha escola, e nenhum vai para casa.
Enfim…casa roubada, trancas à porta!
Pois pois… não sabes como são as outras….
A coisa não é bem assim. Sabes disso tão bem…
Concordo com as medidas da DGS, pois o índice de transmissibilidade das novas variantes é muito mais elevado que a a inicial. Deve-se prevenir a perda de vidas humanas, ao invés de andar a contaminar, desnecessariamente, os outros. O Prof. Filinto deve-se preocupar com outras coisas, ao invés de se meter naquilo para o qual não é chamado.
Os professores que são colocados em isolamento têm de cumprir efetivamente a orientação e fechar-se num quarto, afastados dos seus familiares durante 14 dias, com utilização exclusiva de casa de banho, louça própria e etc…só porque tiveram o azar de estar numa sala, com janelas abertas, máscara e distanciamento, com um infetado. Evidentemente que se esquece os constrangimentos que isto causa ao professor na sua vida privada (há quem já tenha estado 4 vezes em isolamento) e nos seus alunos que ficam na escola sem professores. Também não deve ser muito significativo dizer que um aluno pode pôr em casa 5, 6 , 7 professores…. os outros alunos destes professores ficam na escola…sem professor! Mas isso certamente que não é problema!
O importante é fazer de conta que se evitam contágios…. 🙂 Gostava de ver este “rigor” nas empresas, nos hipermercados….mas, certamente que o COVID contagia em força é nas escolas!
A DGS e o governo andam a ver passar o barco.
Agora que as pessoas de risco (>60 anos) estao todas vacinadas é que andam com esta merdice?
É só paspalhos
De flintos e flintas estamos todos fartos.
Esta gente já se esqueceu da cumplicidade na chacina do último Janeiro!
Podiam roncar contra a falta de ventilação nas escolas, ou contra o plano de recuperação, ou contra a avaliação de desempenho, ou contra o sistema de gestão, ou contra a precariedade dos docentes e todos os esquemas que existem para transformar a escola pública num poço sem fundo que se deteriora a olhos vistos, promovendo assim o elitismo social visto que os que têm dinheiro colocam os filhos nos colégios.
Fazem tudo por aparecer e parecer castos puritanos defensores das excelências ministeriais que lhes dão medalhas de cortiça. Como os pastores da IURD bradam e aparecem sempre, muito senhores dos rufias e adeptos do nacional porreirismo sempre que lhes interessa. É o olha para o que eu digo e o não olhes para o que eu faco!
O interessa mesmo é dar nas vistas e aparecer para parecer que fazem muito e afinal não fazem é nada! Galinhos e galinhas no seu quintalinho, muito puros, mas sem escrúpulos para pisar quem não os venera. Já diz o ditado: ” Não sirvas quem serviu…”
Afinal continua-se a não divulgar os casos nas escolas! Que diretores e que ministério da opacidade são estes?
Quase concordava consigo, não fosse o caso de ter chamado à criatura “prof. Filinto”… bastava ter-lhe chamado comissário Filinto e estaria perfeito.
Só uma nota final, a TSF, apresentou esta manhã uma peça, sobre os efeitos da pandemia, em que apresentava o “outro filinto”, um tal pereira-fura-filas, como “professor que DÁ AULAS há mais de 30 anos”!!!!
Pura MENTIRA num serviço noticioso de uma estação de rádio que me habituei a admirar, pelo RIGOR…
Esse “senhor” há 30 anos que NÃO DÁ AULAS.
Até “tu”, TSF…
Ha uma coisa que me faz confusao e nao consigo entender, se alguém me soubesse explicar, até agradecia.
Numa mesma escola, mandam uma turma ou várioas apra casa, porque apareceu um aluno com covid, mas noutras turmas, mandam o aluno para casa .
Não percebi a fulgral dualidade, será que isto tem a ver com o bipolarismo de alguns políticos, ou algo mais estranho nas escolas?