Category: Rui Cardoso

O ensino e a pandemia: O que se “aprendeu” e quais os desafios para o novo ano letivo

Próximo ano vai ser preparado com os mesmos critérios de contingência. Um dos desafios será colmatar falhas na aquisição de competências. Pandemia trouxe à discussão a remodelação dos planos curriculares

O ensino e a pandemia: O que se “aprendeu” e quais os desafios para o novo ano letivo

Os últimos quase dois anos foram de verdadeira reviravolta para o ensino. Uma pandemia que atirou mais de um milhão de alunos para casa e que obrigou a reorganizar métodos de ensino e adaptá-los à realidade de muitas famílias.

O que terá feito a pandemia ao ensino? Que conclusões se tiraram deste ano que agora terminou? Como será o próximo? Para encontrar as respostas conversámos com Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

Começamos pelo novo ano letivo, que arranca entre 14 a 17 de setembro, que para o dirigente da ANDE, “tanto quanto é possível prever, não vai ser muito diferente daquele que agora terminou”.
“A pandemia está aí e vamos preparar o ano baseados nos mesmos critérios de contingência com que preparamos o ano letivo que agora terminou. Vamos começar em setembro com as mesmas preocupações que tivemos em setembro de 2020. No fundo, o próximo ano é a repetição daquilo que fizemos este ano”, assegura Manuel Pereira.

Para o também diretor do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto, em Cinfães, foi possível tirar algumas conclusões destes quase dois anos de ensino em tempo de pandemia. Uma delas é que “as novas tecnologias são muito importantes mas não substituem nunca a presença dos alunos na escola”.

“As novas tecnologias são instrumentos úteis, podem e devem ser utilizados, mas não são a resposta, são uma resposta, uma estratégia que pode ajudar em algumas circunstâncias”, alerta.

Aliás, assegura Manuel Pereira, as tecnologias continuarão a ser valorizados, até porque a pandemia acabou por ajudar a resolver o problema da escassez de meios informáticos nas escolas.

“Vamos continuar a dar muita importância aos meios informáticos, sendo que a qualquer momento pode ser necessário encontrar soluções mistas de alunos em casa e na escola. Até porque as escolas passaram a ter mais computadores, praticamente todas têm computadores suficientes para quase todos os professores e alunos, o que não tínhamos até agora e que já andávamos a pedir há muito tempo”, explica.

Outra das coisas que se aprendeu, desabafa Manuel pereira, “é que é preciso uma pandemia para que muitos encarregados de educação e a comunidade em geral valorizassem mais a escola e o trabalho dos seus profissionais”.

“Sentimos que todos que neste momento de pandemia a escola foi mais valorizada, assim como o trabalho dos professores e isso também é positivo”.

Terá a pandemia prejudicado os alunos na aquisição de competências?
Uma das preocupações para o novo ano letivo é colmatar as possíveis falhas na aquisição de competências em termos pedagógicos, sobretudo nos alunos mais novos.

“Em termos pedagógicos há muitas questões que estão por resolver, nomeadamente nos alunos mais novos. Os do 1º ciclo [do ensino básico] foram extremamente prejudicados com os sucessivos confinamentos. As aprendizagens da leitura e escrita requerem tempo, trabalho e repetição constante. E claro que não houve a possibilidade de os acompanhar como acontecia em anos dito normais, nomeadamente nos alunos mais novos”, frisou o presidente da ANDE.
Manuel Pereira acredita que a pandemia veio novamente mostrar as diferentes realidades sociais do país.

“Com este tipo de ensino à distância, as crianças que tiveram o apoio dos encarregados de educação em casa, que tinham todas as condições necessárias, conseguiram de alguma forma não perder muitas das competências que eram esperadas, mas há uma enorme quantidade de alunos que não tiveram os mesmos meios e ajudas para poder trabalhar e consolidar competências nas áreas da leitura, escrita e aritmética. Esses alunos vão precisar de muito mais apoio para tentar rapidamente recuperar muito do que se perdeu”, defende.

Segundo Manuel Pereira, “já neste ano que terminou, muitas escolas apontaram os recursos disponíveis no sentido de apoiar os dois primeiros anos do primeiro ciclo”. “E a verdade é que no próximo ano vamos ter que trabalhar o terceiro ano, praticamente todo o ensino primário vai precisar de um apoio extraordinário. Em outros anos também, mas claro que os mais velhos vão conseguindo ter autonomia para recuperar o que possam ter perdido, mas os mais novos não e as escolas vão ter um trabalho acrescido para tentar ajudar a recuperar muitas dessas competências”, acrescentou.

Para ajudar a colmatar estas dificuldades, “o Ministério [da Educação], nos planos de recuperação de aprendizagem, está a incentivar que cada escola crie e construa um plano de recuperação. E é isso que as escolas vão fazer agora para porem em prática no próximo ano”, concluiu.

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Matemática em Portugal: a regra de 3 simples

A educação deveria estar assente num pacto de regime que dê estabilidade e ponha Portugal a celebrar vitórias reais em vez de derrotas morais.

Matemática em Portugal: a regra de 3 simples

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A avalanche de Roteiros “Escola + 21/23”

Novos documentos do Plano Escola + 21/23:

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Quando o fecho do Santo é ilegal

Corria o ano de 2008 e na passividade da sociedade fafense, meia dúzia de entendidos, com interesses polivalentes “decretam” o fecho da Escola Básica do Santo – edifício escolar de 1970, com a tipologia de bloco escolar que satisfaz a necessidade de uma escola do primeiro ciclo atual, ou se preferirem um centro escolar. Generosa cantina, cozinha reequipada, aquecimento, recreio coberto, 8 salas, mais umas quantas salinhas, excelente localização – vizinho da academia de música, do pavilhão gimnodesportivo e da biblioteca municipal.
Fechado em julho de 2019 tinha como destino acolher um jardim de infância privado “comandado” por alguns que consentiram o seu fecho para a escola pública – políticos, elementos de direção escolar, entre outros.
Já com a “sentença proferida”, a cerca de dois anos do seu fecho, o edifício foi alvo de obras de remodelação e melhoramento como: estores elétricas; cobertos desde o edifício principal até aos seus dois acessos pedonais à via pública; remodelação integral do telhado; entre outros.
Não será preciso um esforço muito grande para se perceber que a “golpada” estava bem gizada. Todavia, ainda em 2019, tive oportunidade de reunir com o ainda presidente da câmara, tendo ficado para mim bem claro que a implicação política era enorme, sobretudo para o ex-vereador da educação que se perfilava ser candidato a futuro presidente da câmara. Foi então que os desavindos se uniram na defesa dos seus interesses e, nos bastidores, arranjaram uma solução de última hora para o destino a dar ao edifício, com uma decisão salomónica entre políticos: nova Sede da Junta de Freguesia. Em boa verdade, considerando a área construída, o edifício até podia acolher quase 1/3 das sedes das juntas de freguesia do concelho!
No meio desta trapalhada toda, foi construída de raiz, noutro local, uma escola básica com 19 (dezanove!) turmas do primeiro ciclo, contrariando largamente as orientações do Ministério da Educação quanto ao número de salas do primeiro ciclo num mesmo edifício escolar onde também há segundo e terceiro ciclos e, espante-se, a funcionarem em regime de desdobramento por haver cerca do dobro das turmas quando comparado com o número de salas  existentes.
As salas não chegam, mas fecham-se oito salas de aula a escassos metros! Genial!
Entretanto, uma outra escola de pequena dimensão, que entrou em funcionamento no ano de 2008, encontrava-se num estado de insalubridade tal,  que após muita pressão dos encarregados de educação (a que se juntou um ótimo “timing” autárquico), entrou em avultadas obras de restauro, estando os alunos dessa escola, provisoriamente, na Escola do Santo que mais não precisou que uma limpeza para ficar operacional.
Ora, se perante estes factos nenhuma entidade neste país pôs termo a tamanho abuso, pelo menos que todos tomemos conhecimento dele, enquanto ainda podemos comunicar livremente, e ainda é possível reverter a situação.
Nuno Domingues
(Pai e professor)

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“Aprendizagens Essenciais”? Não achatem a curva!

 

Esta política educativa de quase terraplanagem irá ter como consequência que milhares e milhares de alunos passem pela escola sem sequer terem atingido as designadas “Aprendizagens Essenciais”.

“Aprendizagens Essenciais”? Não achatem a curva!

 

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Professores abrem nova guerra entre governo, oposição e Marcelo

 

No rescaldo de uma vitória jurídica no Tribunal Constitucional contra a leitura do Presidente da República e da oposição, o Governo prepara-se para partir para outra guerra constitucional, por mais duas medidas aprovadas pela Assembleia da República e, uma delas, já promulgada por Marcelo Rebelo de Sousa. Em causa estão dois diplomas que obrigam à abertura de um concurso de vinculação extraordinária de professores nas escolas do ensino artístico especializado e outro que obriga o Governo a negociar a revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos básico e secundário. Este último ainda está nas mãos de Marcelo.

O Governo considera que estes dois diplomas violam a Constituição no que à separação de poderes diz respeito e por isso aguarda apenas o que o Presidente da República fará com o último diploma — também o mais pesado por interferir com a vida de milhares de professores — para tomar a decisão final de pedir a fiscalização sucessiva da constitucionalidade.

Na leitura do Governo, estes dois diplomas não podiam ser aprovados pelos deputados por não estarem na sua esfera de competência e violarem a chamada “reserva de administração”. É esta norma — e não a norma-travão que implica um impacto orçamental — que está em causa neste que poderá ser o segundo pedido de António Costa ao TC, contra algo decidido pela oposição à revelia do Executivo e com a chancela do Presidente da República.

Marcelo sobrepõe à “rigidez” do Governo “os superiores interesses em causa”. Foi assim que promulgou o último OE

Embalado pela decisão do TC desta semana, o Governo quer travar os ímpetos daquilo a que o secretário de Estado-adjunto do primeiro-ministro chamou “governo de Assembleia”. “Quem governa é o Governo, o Parlamento fiscaliza a ação governativa, apoiando ou censurando, mas não se substitui ao Governo”, disse Tiago Antunes, que escancarou a porta a novo pedido: “Se for necessário, fá-lo-emos. É o normal funcionamento do Estado de direito”, disse.

Para sustentar a tese do Governo de que estas medidas “interferem com o domínio específico da atuação governamental”, como disse Tiago Antunes, há um acórdão daquele tribunal, de 2011, que é a base jurídica para a defesa de que “violam a jurisprudência do TC”, apesar de os diplomas não especificarem um regime de recrutamento (no segundo caso) ou definirem o concurso (primeiro caso) — e de inscreverem apenas a obrigação de negociação com os sindicatos. Isto porque o tal acórdão de 2011, que analisou a suspensão do modelo de avaliação de desempenho de professores aprovado por uma coligação contra o Governo Sócrates, analisou também uma norma em que a AR definia que o Governo era obrigado a iniciar o processo de negociação sindical para um novo modelo. O TC considerou que enfermava “numa violação do princípio de separação e interdependência de poderes” uma vez que o Governo é o “órgão superior da administração pública” de acordo com a Constituição e “é autónomo no exercício da função governativa e da função administrativa”. Ou seja, o Parlamento não pode dar ordens neste aspeto, tendo de recorrer a outros expedientes, como projetos de resolução (recomendações). Contudo, este acórdão teve alguns votos vencidos e declarações de voto o que pode levar a que uma nova composição do TC (que será votada a 22 de Julho com três juízes indicados pelo PSD e um pelo PS) tenha outras interpretações.

PR AVISA: CUIDADO COM OS OE

Qualquer que seja a inclinação maioritária do TC, Marcelo, apurou o Expresso, não vê razões para não promulgar o diploma. O argumento que foi utilizado para a promulgação do primeiro decreto da AR e de outras leis igualmente consideradas constitucionalmente “na fronteira” — os “interesses superiores em causa” — sustentará a promulgação do novo diploma.

Para o constitucionalista Marcelo Rebelo de Sousa a jurisprudência não é clara em matéria de competências administrativas do Governo. Mas sobretudo o norte das suas decisões nesta matéria vai para lá das avaliações meramente jurídicas, como se viu esta semana, quando reagiu à derrota que sofreu no TC em matéria de apoios sociais — que ele tinha promulgado e que os juízes chumbaram — dizendo que “o efeito prático pretendido foi produzido”.

“A linha do Presidente tem sido salvar o que pode em função dos interesses superiores em causa”, alertam em Belém, lembrando que o PR já seguiu este princípio quando, o ano passado, se colocavam dúvidas constitucionais sobre o Orçamento para 2021 e este acabou promulgado. O próprio Marcelo disse em público, quando rebentou o conflito com o primeiro-ministro por causa do diploma que reforçava os apoios sociais, que só na base duma avaliação flexível do que estava em jogo ele tinha podido assinar alguns Orçamentos deste Governo. Agora, Belém repete o recado para António Costa: “O Governo tem de pensar duas vezes, porque se vai ser assim tão rígido tem que acautelar melhor os Orçamentos de Estado” e, já agora, publicar o decreto de execução orçamental, que não é publicado há dois anos.

A decisão do Executivo de abrir uma nova frente de guerra nesta matéria foi alimentada pelo mais recente acórdão do TC, que lhe deu razão. Costa tinha pedido que os juízes se manifestassem sobre a constitucionalidade dos reforços dos apoios sociais, sobretudo aqueles que implicavam reforço dos apoios aos trabalhadores independentes e sócios-gerentes, e o Tribunal considerou, por unanimidade, que as medidas violavam a “norma-travão”, que impede a Assembleia de aprovar medidas que aumentem a despesa no ano corrente.

O TC ainda considerou que não era possível o custo das medidas ser aquele que foi referido pelo Governo que, em alguns casos poderia levar à triplicação do valor da prestação, mas, escreveram os juízes, são “vedadas” à AR “as iniciativas legislativas que importem um aumento de despesa pública, independentemente da incerteza sobre o seu exato montante” no ano da execução do Orçamento.

O próprio acórdão vai mais longe e diz que estas propostas nem deveriam ser aceites pela mesa da AR, sendo rejeitadas à partida, restringindo, ainda mais, a atividade dos partidos. Esta decisão é por isso decisiva politicamente. António Costa governa em minoria e quer, com estes recursos, que fiquem claros os direitos dos governos minoritários. Aliás, Tiago Antunes referiu isso mesmo, que as normas “abrir um precedente grave de imprevisibilidade, instabilidade e insegurança” e que o que o TC fez foi dar uma “garantia de estabilidade política indispensável para viabilizar a existência de governos minoritários”, contra as chamadas coligações negativas.

in Expresso

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Os duplicados do voo Paris-Nova Iorque e as duplicadas políticas educativas – Paulo Prudêncio

Por vezes, dá a sensação que haverá fenomenais que ainda não estão ao alcance da ciência.


Os duplicados do voo Paris-Nova Iorque e as duplicadas políticas educativas

 

Antes de mais, a actualidade, com mais uma vaga de casos de corrupção, exige recordar que Portugal tem uma posição média na história das nações que falham. Não sejamos pessimistas. Somos Europa. Isso ajuda nestas hierarquias, embora o mundo pré-pandemia desse sinais da transformação do velho continente num museu a céu aberto para o turismo planetário. Mas a média será a fatalidade portuguesa. Adequa-se ao que existe. Depois de três décadas de numerosos fundos estruturais, vinte por cento da população vive na pobreza, a nação ocupa o último lugar europeu na conclusão do ensino secundário e o primeiro lugar (Teachers in Europe: Careers, Developmente and Well-being; Eurydice Report, Março 2021) na sobrecarga de inutilidades administrativas dos professores quando a falta estrutural destes profissionais se agudiza.

Mas já se sabe: argumentar-se-á que podia ser pior e que o destino das desigualdades também se impôs ao longo da história. Por vezes, dá a sensação que haverá explicações fenomenais que ainda não estão ao alcance da ciência. Vi uma qualquer luz ao fundo do túnel das explicações quando me chegou às mãos o desconcertante e absurdo romance “A Anomalia”, de Hervé Le Tellier (Prémio Goncourt 2020).

Repare-se na trama. Um acontecimento estranhíssimo mudou a vida de centenas de pessoas dum voo Paris-Nova Iorque. O avião que aterrou em 21 de Junho de 2021, era o mesmo que aterrou em 21 de Março de 2021. Para além do avião, coincidiam os meta-dados e um fenómeno atmosférico desconhecido antes da aterragem. Mas mais: as pessoas que vinham no avião eram as mesmas. Ou seja, 200 e tal humanos duplicados e um alerta máximo nas nações mais poderosas. A imediata investigação das altas instâncias dos EUA confinou todos: originais e cópias. Desde logo, nomeou-os como, por exemplo, Maria Março e Maria Junho ou José Março e José Junho. Claro que ambos conheciam toda a vida do duplicado, com uma excepção: a Maria Junho desconhecia o que se passou entre 21 de Março e 21 Junho com a Maria Março.

E foi esse hiato que me levou a relacionar os duplicados com as duplicadas políticas educativas. Designemos os duplicados amnésicos (os de Junho, recorde-se) como DA e usemos casos inteligíveis.

Como se sabe, as turmas numerosas mantêm-se. Claro que o fenómeno DA explica essa imutabilidade de forma simples. Quem toma posse, desconhece o exercício do DA antecessor e duplica a política. A falta estrutural de professores é outro exemplo óbvio. Para além do lugar cimeiro europeu na burocracia ou do afastamento dos alunos do secundário das Letras, Artes, Humanidades e Ciências Sociais, contribuem factores mais do que conhecidos: carreiras precárias, avaliação kafkiana e autocracia na gestão das escolas. Mas como são políticas aplicadas depois do voo inaugural para o caso português, algures na primeira década do século XXI, não se poderá exigir que os DA intervenham em matérias desconhecidas e não dupliquem as políticas.

Mas será legítima a interrogação: sendo assim, os DA não governam? Claro que governam. Não só governam, como até desviam a mediatização do essencial. Governam com a variante lusitana (VL), que faz com que os DA dupliquem inutilidades (não são as da “Utilidade do Inútil” de Nuccio Ordine, note-se) como se fossem políticas essenciais e alternativas.

Expliquemos com dois exemplos da actualidade. Em meados do século XX, o universo escolar percebeu que as aprendizagens não se remetiam ao inscrito nos programas escolares. Por isso, nasceu o abrangente conceito de currículo com a menção das aprendizagens essenciais que se sistematizou já no século XXI. Lá está. Essa progressão só não se tornou inquestionável para os sucessivos DA da VL que desenvolvem uma repetição circular de equivalências que designam por batalha entre metas curriculares e aprendizagens essenciais. Algo de semelhante ocorre na transcendente contenda entre cidadania como disciplina ou transversal. São processos amnésicos infernais, com inúmeros procedimentos burocráticos inúteis. E assim também se explica a burocracia dos professores, a “fuga” à profissão e a posição média do país no indicador referido inicialmente.

E é evidente que o fenómeno dos duplicados amnésicos parece caracterizar o universo, muito mais abrangente, dos tais casos de corrupção. O Le Point terá lido bem o romance de Hervé Le Tellier: “A Anomalia trata da realidade contemporânea. Manipulação, brutalidade, jogos de influências, serviços secretos, histórias de amor e vigilância tecnológica. O romance é sobre a verdadeira anomalia do mundo actual – literalmente absurdo e desequilibrado.”

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Candidatura a Mobilidade interna

Encontra-se disponível a aplicação que permite aos docentes efetuarem a candidatura à mobilidade interna, entre o dia 15 de julho e as 18:00 horas do dia 21 de julho de 2021 (hora de Portugal continental).

Disponibilizamos os códigos dos AE/ENA, e os códigos das Escolas de Hotelaria e Turismo / Estabelecimentos Militares de Ensino. Pode igualmente consultar os protocolos entre o Ministério da Educação e o Ministério da Economia e da Transição Digital e com o Ministério da Defesa Nacional.

Consulte a nota informativa e o manual de instruções da aplicação.

SIGRHE

Nota Informativa

Manual – Candidatura a mobilidade interna

Códigos AE/ENA

Códigos das escolas de hotelaria e turismo com horários disponíveis

Códigos dos estabelecimentos militares de ensino com horários disponíveis

Protocolo de cooperação entre o Ministério da Educação e o Ministério da Economia e da Transição Digital

Protocolo de cooperação entre o Ministério da Educação e o Ministério da Defesa Nacional

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Luta hoje, para não seres lesado, no concurso, amanhã

Caros colegas,
No âmbito do encontro de 30 de junho com as confederações sindicais, o Ministério da Educação, representado por Inês Ramires, Secretária de Estado, fez saber que mantém a intenção, anunciada em Agosto de 2020, de levar ao próximo concurso de Mobilidade Interna apenas uma tipologia de horário (os horários completos).
Esta intenção foi reiterada à revelia de todas as recomendações feitas ao Governo pelos diferentes partidos da Assembleia da República, e da Lei aprovada a 20 de Maio, que exige a revisão, em negociação, deste ponto em particular, e que aguarda a promulgação do Senhor Presidente da República.
Note-se que a intenção manifestada pelo Governo:
1) não decorre de nenhuma alteração da Lei vigente aos Concursos (que continua a ser o Decreto Lei n.º132, de 2012);
2) não decorre de nenhuma imposição Jurídica, já que o Acordão citado dá poder discricionário ao Governo para “adotar a solução que melhor sirva o sistema educativo, assente numa adequada gestão de recursos humanos docentes e na utilização de dinheiros públicos”;
3) e nem decorre de qualquer facto ou dado objetivo apresentado pelo Governo, mas sim da interpretação que o Ministério da Educação faz da premissa dada pelo Tribunal.
Ora, no único ano em que esta intenção foi colocada em prática, 2017, o caos criado nas Escolas foi evidente, com manifestações de rua e ações em massa em Tribunal, sendo o assunto apenas resolvido por uma ação inédita e concertada na Assembleia da República com a aprovação da Lei 17 de 2019 pelo BE, PCP, PEV, PSD e CDS-PP.
Esta insistência é portanto, para nós, totalmente incompreensível.
E não apenas para nós, muito dos quais lesados num 2017 de má memória, como para as confederações sindicais e os representantes dos Diretores de Escolas, que o afirmaram publicamente ainda em agosto, e para as 9000 pessoas que assinaram e foram escutadas sob o Direito de Petição.
Em 2107, foram sonegados 6027 horários (ditos incompletos porque têm menos componente letiva) ao Concurso de Mobilidade Interna, cujas listas foram publicadas a 25 de agosto.
Estes 6027 horários, vedados aos Professores do Quadro com melhor graduação profissional, foram depois redistribuídos nas fases subsequentes, de Reserva de Recrutamento, a Professores com o mesmo tipo de vínculo ao Estado que tiveram a sorte de não ser colocados nessa primeira data.
Atente-se que um Professor do Quadro, que concorre a escolas, concelhos e áreas geográficas – nunca a horários – recebe em função das 35 horas semanais que tem de cumprir ao serviço da Escola, pelo que lhe é completamente indiferente se tem maior ou menor componente letiva (turmas atribuídas) ou não letiva (apoios, coadjuvações ou Projetos).
Atente-se também que as escolas não estão autorizadas a contratar docentes enquanto tiverem Professores do Quadro à sua disposição com componente letiva incompleta.
Como tal, é falso que, com esta medida, o Ministério da Educação poupe o erário público.
A colocação de Professores do Quadro em Reservas de Recrutamento só atrasa o início das aulas e a planificação e preparação das múltiplas atividades escolares, letivas e não letivas.
Mais, os dados comparativos dos dois concursos de Mobilidade Interna de 2017 (em que vieram apenas horários completos) e 2018 (em que vieram horários completos e incompletos), mostram que os custos em contratação de Professores foram superiores em 2017, já que o Estado teve de celebrar mais contratos e ao longo de todo o ano, sem que isso se tenha traduzido para uma melhoria da situação dos professores contratados, face à instabilidade e precariedade do seu vínculo.
Se em 2017 foram sonegados 6027 horários incompletos, afetando pelo menos 6027 Professores do Quadro que podiam ter sido colocados em áreas de maior proximidade à sua residência – tal como preconiza, no seu preâmbulo, o Concurso de Mobilidade Interna – este ano não sabemos quantos serão. Sabemos sim:
1) que quanto mais cedo forem publicadas as Listas, maior será o número de horários (ditos) incompletos (já que muitas das aprovações de Turmas e Projetos pela DGAE, que diminuem o seu número, são feitas em meados de agosto);
2) e que o número de Professores do Quadro que terão um horário incompleto atribuído em Reservas de Recrutamento será indubitavelmente superior ao de 2017, por força das vinculações ao Estado de 2018 até 2020.
Isto é, com a intenção manifestada, o Ministério da Educação acabará por atribuir os mesmos horários incompletos, que nega aos professores do Quadro mais graduados, a outros professores do Quadro menos graduados, em claro atropelo e desrespeito à estabilidade permitida com o princípio da graduação profissional.
(O que seria o mesmo que o Estado impedir os alunos com médias mais elevadas de ficar colocados em diferentes cursos do País para que tivessem concorrido, colocando, nesses mesmos cursos, uma semana mais tarde, os alunos com médias inferiores).
Ora, isto não só prejudica os alunos, ao comprometer o início das aulas e atividades escolares, num ano que se esperava de recuperação de aprendizagens, como também, as vidas de milhares de professores e das suas famílias, umas, de imediato, porque as sujeita a custos violentos e desmesurados por deslocações forçadas, outras, a médio prazo, pela instabilidade e falta de perspetivas de melhoria da sua situação profissional face à inversão da lógica da graduação e tempo de serviço.
A Carta Aberta, mais completa, que anexamos aqui em pdf deve ser, por isso, lida por todos, partilhada e enviada aos Gabinetes do Presidente da República, do Primeiro Ministro e do Ministro da Educação.
E com o conhecimento das confederações sindicais e da Lusa.
Em prol do bom senso e do compromisso que tem faltado.

CARTA ABERTA

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Bem-hajam todos.
Grupo de Docentes Lesados a 25 de Agosto

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Uma árvore não faz a floresta- Carlos Santos

É recorrente virem para as redes sociais levantarem suspeitas sobre colegas, umas vezes pela mobilidade por doença, outras por colocações, outras por horários, outras…
Tão português este clima de suspeita. Tivessem essa coragem de afrontar de forma dura governos que nos têm roubado dinheiro e direitos, criado injustiças entre professores, humilhado e abusado de todos nós, isso seria de louvar. Mas, como interessa mais andarem entretidos com a bola, novelas e reality shows em vez de lutarem, preferem vir para a internet acusar e levantar suspeitas, sem provas, sobre outros colegas.
Uma classe autofágica que, na ausência de coragem de lutar contra quem nos tem afetado a todos, anda por aqui escondida atrás do anonimato proporcionado por um ecrã, a atacar outros colegas, levantando suspeitas e fazendo aquilo que o governo quer – pôr professores contra professores.

Levantam-se suspeitas sobre a veracidade das situações clínicas de Mobilidade por Doença, pondo em causa o trabalho clínico que o atesta, assim como as vidas pessoais que só a cada um diz respeito.
O caso da minha esposa (28 anos de carreira), com rutura total de ligamentos do joelho, com dores de coluna que vão aparecendo de ano para ano que a vão obrigando a fazer fisioterapia e, por mais que os médicos considerem que não devesse andar diariamente a fazer cerca de 70km ao volante, reconhecem nada poderem fazer para que possa beneficiar de MPD perante as doenças consideradas incapacitantes numa legislação desadequada que remonta a 1989. E como ela, tantos outros professores que se vão arrastando durante toda a carreira.
Tantos colegas que têm problemas reais, físicos e psicológicos que não pedem ou não têm direito a MPD. Alguns autenticamente dopados nas aulas, que não dizem coisa com coisa e que ali andam, mas com esses, ninguém se preocupa. Outros com filhos ou pais doentes e que ainda não pediram MPD. Com tantos colegas com doenças graves a serem enviados para as escolas, com cancros, a suicidarem… e pouco ou nada se diz numa classe que é muito mais expedita a criticar do que a defender.
Que não haja reconhecimento por parte da tutela e da sociedade do nosso esforço e desgaste profissional, já estamos habituados. Agora, este crescente atirar de pedras entre professores começa a ser excessivo e deplorável.

Preocupem-se, isso sim, em reivindicar para todos nós, aquilo que é da mais pura justiça, como:
-encurtar a nossa carreira, por ser considerada de elevado desgaste psicológico devido à enorme exigência intelectual e emocional que acarreta, além do desgaste físico das décadas a que somos obrigados a percorrer estradas causando mazelas físicas;
-à imagem do que acontece em alguns países, exigir que, ao fim de alguns anos de serviço, se limite o número de quilómetros no raio de colocação dos professores;
-limitar o trabalho letivo atribuído os professores a partir de certa idade;
-repor o tempo de serviço arduamente cumprido e que nos foi roubado e o respetivo reposicionamento na carreira [em vez de andarem a criticar os colegas que, justamente, foram colocados nos devidos escalões; o problema não é o que lhes fizeram a eles (nossos colegas), mas o que nos estão a fazer a nós retirando o que é nosso por direito];
-comparticipar a formação que somos obrigados a fazer durante a nossa vida profissional;
-tanto para reivindicar e anda-se de bico calado…

Em vez disso, como são uma classe cada vez mais conformada e medrosa, vêm para as redes sociais perderem-se em fait-divers, levantando um clima de suspeição sobre todos, perdendo-se em críticas sobre a forma como cada um escreve (muitos deles limitados pelo uso de um telemóvel), fazendo o trabalho que os governos querem.

Claro que haverá fraude, tal como em todas as profissões (o ensino não é um mundo à parte), assim como haverá professores que também são uma fraude a trabalhar. Mas há de tudo como em todo o lado, a começar pela nossa classe política fraudulenta e corrupta. Mas não é com a insistência até à exaustão este género de atitudes que vamos a algum lado. Se há provas de alguma coisa, é comprovar e utilizar as vias legais para o denunciar, em vez de vir para aqui atiçar a suspeição sobre tudo e sobre todos.
Coitados dos colegas que estão realmente mal (e que dariam tudo para voltarem a ter saúde) e que, ainda, são obrigados a escutar tanta verborreia que por aqui se dissemina. Tantos dramas familiares e tanto professor no limite à beira do desespero a ter de levar com toda esta má-língua em cima.

Cada vez mais me convenço de que o maior problema que nos tem arruinado enquanto classe, não foi obra dos governos, nem dos sindicatos, mas, sobretudo, dos próprios professores, fruto desta desunião constante, desta cobiça, desta crítica fácil entre si.
É todo este sentimento de mesquinhez, inveja, suspeita e maledicência gratuita, que nos tem prejudicado a todos enquanto classe.
Tomados pela cobardia, somos muito mais lestos a apontar o dedo uns aos outros do que em afrontar a tutela pelas enormes barbaridades que nos tem imposto nos últimos 16 anos.

Carlos santos

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O Tiaguito estava com os calores…

 

A primeira escola onde trabalhei, tinha acabado de receber o chão do hall de entrada que era de terra até então. Já trabalhei em escolas onde, facilmente, as temperaturas, nas salas de aula, superavam os 30.º C. Já levei aquecedores de casa para aquecer as sala de aula e lenha para acender a salamandra que por lá tínhamos. Transpirei em bica e bati o dente dentro de uma sala de aula, sem condições fiz o melhor que podia pelos meus alunos e eles, nas mesmas condições, deram o seu melhor. Mas o Tiaguito não. O Tiaguito tem que estar à temperatura ideal para fazer o que quer que seja que ele faz. Por aqui se vê que tipo de ministro nos deseduca.

Tiago Brandão Rodrigues está a ser ouvido na comissão parlamentar de Educação. A audição foi interrompida temporariamente para uma mudança de sala, devido à elevada temperatura registada nas instalações onde se iniciou a sessão pelas 16 horas e que motivou queixas por parte do ministro e não só.

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A geração menos bem preparada de sempre! – Isabel Hormigo

Nunca na história da nossa democracia se havia procedido a uma alteração curricular de tal magnitude e gravidade. O ensino sairá prejudicado, a aprendizagem sairá lesada, e a nova geração de alunos vai sofrer. 

A geração menos bem preparada de sempre!

Pouca gente o notou, mas na semana passada o Ministério da Educação (ME) revogou [1] os Programas e Metas Curriculares de Matemática, assim como os mesmos documentos de todas as disciplinas, do 1.º ao 12.º ano, deixando para a lecionação, já do próximo ano letivo, apenas o conjunto de documentos designados por Aprendizagens Essenciais (AE), publicados em 2018, demasiado vagos e pouco rigorosos, e que dependiam objetivamente dos que anulou.

 

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Governo vai agravar sanções a escolas que inflacionam notas dos alunos

O Governo vai “rever e reforçar” o quadro sancionatório aplicado quando as escolas inflacionam notas dos alunos, revelou esta quarta-feira, no Parlamento, o ministro da Educação. As multas aplicadas às escolas devem ser agravadas, apurou o JN.

Governo vai agravar sanções a escolas que inflacionam notas dos alunos

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Procedimento Concursal Externo – Professores Bibliotecários – Ano escolar de 2021-2022

 

Disponível a Aplicação Informática – 1.ª Fase, destinada à indicação dos docentes que irão desempenhar funções de Professor Bibliotecário no escolar 2021-2022.

Nota informativa.

 

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Abertura do Concurso para as Atividades de Enriquecimento Curricular

Abertura do Concurso para as Atividades de Enriquecimento Curricular – Vila do Conde

O processo de seleção para admissão de técnicos para as atividades de enriquecimento curricular, em regime de contrato de trabalho em funções públicas a termo resolutivo, para exercer funções no ano letivo 2021/2022, foi hoje publicado em Diário da República, Aviso n.º 13201/2021, 2ª série, n.º 134, de 13 de julho de 2021, para as seguintes áreas:

1 – Atividade Física e Desportiva;

2 – Dança;

3 – Expressão Dramática/Teatro;

4 – Expressão Musical;

5 – Expressão Plástica;

6 – Inglês;

7 – Robótica.

O prazo para formalização das candidaturas ocorrerá durante o período das 00.00 horas do dia 14 de julho de 2021 até às 23:59 horas no dia 16 de julho de 2021, através da página eletrónica do Município.

Consideram-se submetidas dentro do prazo, as candidaturas efetuadas nos links para cada área a concurso, até ao termo do prazo fixado, a saber:

Concurso 1 – Atividade Física e Desportivahttps://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=11

Concurso 2 – Dança https://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=12

Concurso 3 – Expressão Dramática / Teatro https://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=13

Concurso 4 – Expressão Musical https://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=14

Concurso 5 – Expressão Plástica https://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=15

Concurso 6 – Inglês https://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=16

Concurso 7 – Robótica https://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=17

Mais se informa que o aviso de abertura pode ser consultado na íntegra na página eletrónica do Município.

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Concurso de vinculação extraordinária de docentes das componentes técnico-artísticas do ensino artístico especializado

Concurso de vinculação extraordinária de docentes das componentes técnico-artísticas do ensino artístico especializado para o exercício de funções nas áreas das artes visuais e dos audiovisuais, nos estabelecimentos públicos de ensino abrir nos 30 dias subsequentes à publicação da presente lei ( 13 de julho)

Lei n.º 46/2021

 

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Turmas de 18 alunos, mas só nos Açores…

Foi hoje publicada a alteração ao RGAPA, aprovada pelos membros do Conselho Coordenador do Sistema Educativo.
Com esta alteração, a turma padrão do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico passa de 23 para 18 alunos e as turmas que integrem alunos com necessidades educativas especiais, que exigem particular atenção do docente, terão capacidade reduzida até 15 alunos.
Fica claro ainda que, no 3.º ciclo do ensino básico e no ensino secundário, pode ser feito o desdobramento de turmas, quando o número de alunos seja superior a 15, nas disciplinas em que haja uma forte componente experimental ou prática.

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Como calcular os percentis para MB e EXC. na ADD

 

Uma das questões que surge neste momento é, se os docentes vão ou não conseguir obter vaga para acederem a uma menção de Muito Bom ou Excelente. Para que não haja dúvidas ficam aqui as fórmulas, para os diferentes universos de docentes, a aplicar.

(Arredondar por excesso)

Universo – Docentes contratados
n.º de docentes avaliados X 0,25 = Muito bom

Universo – Docentes de carreira
n.º de docentes avaliados x 0,05 = Excelente
n.º de docentes avaliados x 0,20 = Muito bom

Universo – Coordenadores
n.º de docentes avaliados x 0,05 = Muito bom ou excelente

Universo – Avaliadores internos
n.º de docentes avaliados x 0,05 = Muito bom ou excelente

 

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Via verde do ensino e a transição garantida

Focando apenas nas aprendizagens, retirando da equação a assiduidade e o comportamento, temos, hoje, em Portugal, alunos a transitar ou a serem aprovados com 5, 6, 7 negativas.

Via verde do ensino e a transição garantida

Parece-me que começa a ser óbvio para todos que o que se assiste diariamente no ensino, sobretudo nesta altura de final de ano letivo onde se avaliam os alunos e se decide se transitam ou são retidos ou ainda se estão aprovados ou não para o ciclo seguinte, é uma verdadeira farsa.

Não são poucos os testemunhos que se vão lendo pelas redes sociais de professores que se queixam de terem de alterar ou de verem diretores alterar as notas dadas. A constatação desta realidade torna todo o sistema de ensino numa verdadeira farsa, onde em nome da inclusão e da flexibilidade se deve transitar todos, esforcem-se ou não, saibam ou não, tenham estado presentes, ou não, nas aulas.

 

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A Escola como um entretenimento…

 

Pelos últimos Normativos Legais dados a conhecer pelo Ministério da Educação, a Escola parece estar a transformar-se, a passos largos, num espectáculo de entretenimento e os profissionais que nela trabalham correm o sério risco de se verem obrigados a tornar-se numa espécie de “entertainers”, que é como quem diz numa espécie de “artistas” ou de “animadores”, cuja principal função é promover a distracção e o divertimento…

 Espera-se deles que consigam entreter crianças e jovens, recorrendo às mais flexíveis, diversificadas, transversais e holísticas estratégias, que podem ir desde actuações mais ao estilo de um “Cirque du Soleil” até a actuações menos sofisticadas e despretensiosas, mais ao estilo de “Saltimbancos de Estrada”…

 Todas as anteriores concepções de Escola serão para esquecer, sobretudo as que contradigam aquilo que parece ser o paradigma actual – a Escola Centrada no Poder da Diversão e do Passatempo – pois quem não o fizer arrisca-se, previsivelmente, a ser considerado como “persona non grata”, “desmancha prazeres” ou ainda como “Velho do Restelo”…

 Adivinha-se, até, a proliferação futura de Acções de Formação com temáticas tão valorosas quanto estas: “Como motivar os alunos de qualquer nível de ensino recorrendo ao Canto e ao Sapateado” ou “A importância das Artes Performativas no ensino de qualquer Disciplina” ou ainda “A influência da Música Tradicional Portuguesa na gestão de sala de aula”…  

 Futuramente, a Formação apostará, certamente, na capacitação dos profissionais de Educação como prestadores de um serviço de entretenimento, sem nunca esquecer que “o cliente tem sempre razão” (H.G. Selfridge) e que a satisfação dos “consumidores”/”público” é o principal objectivo…

Cada um poderá, no entanto, escolher entre um género de representação mais dramático ou mais humorista, mas sempre norteado pela ideia de que um “verdadeiro artista” não desilude o seu público, nem defrauda as suas expectativas…

 O “verdadeiro artista” também não desiste do seu público, mesmo que, em determinados momentos, seja vaiado ou pateado por ele…

O público manda, é aguentar e “cara alegre”…

 Para os que quiserem levar isto mais a sério, estas palavras de Salvador Dali talvez possam servir como uma referência: “Um verdadeiro artista não é aquele que é inspirado, mas aquele que inspira os outros”…

 Os que, descaradamente, preferirem “blasfemar” contra o problema, talvez, possam apreciar mais e procurar alguma inspiração nas ímpares composições musicais de Serafim Saudade – O Verdadeiro Artista…

 Em qualquer caso, convém não esquecer que, aconteça o que acontecer, “the show must go on”

 O Ministério da Educação apreciará e reconhecerá, por certo, a perseverança e a dedicação de cada profissional de Educação a tão nobre causa…

 Desconhecem-se, no entanto, os efeitos resultantes desta nova abordagem, em termos de benefícios/prejuízos, ao nível do desenvolvimento pessoal e social das crianças e dos jovens…

 

 (Matilde)

 

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Indicação de componente letiva (I)

 

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite aos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas procederem à indicação da componente letiva (I), das 10:00 horas do dia 12 de julho até às 18:00 horas do dia 14 de julho de 2021 (hora de Portugal continental).

SIGRHE.

Nota Informativa.

 

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Uma Educação Mínima

  

Uma Educação Mínima

Num tempo em que tanta gente escreve sobre a Educação e verte lágrimas de dor pela Escola Pública e pelos mais desfavorecidos, seria importante que entendesse o que esta lógica de Educação Mínima representa para a Escola Pública: a sua redução a um currículo de trivialidades, em que tudo o que não é “essencial” é apelidado de “enciclopédico”.

Enquanto o ano lectivo terminava, os exames nacionais do secundário arrancavam e se discutia quando sairiam as listas de colocação do concurso de professores, eis que é publicado de forma quase despercebida o despacho n.º 6605-A/2021. Os menos atentos pensarão: mais um despacho, não deve ser nada de relevante, mais um diploma a juntar a tantos, nem sequer é um decreto.

No entanto, apesar de escrito naquele tipo de linguagem algo circular que os leigos têm dificuldade em compreender, o sumário do dito despacho deixa alguns sinais de não ser um daqueles diplomas menores, que apenas pretendem “operacionalizar” ou “clarificar” um dado ponto de outro diploma que deixou espaços por preencher. Diz-nos o sumário do despacho 6605-A/2021 que “procede à definição dos referenciais curriculares das várias dimensões do desenvolvimento curricular, incluindo a avaliação externa”. Como de referenciais (e guiões ou guias) andamos nós mais do que repletos, porque os há de todos os formatos para os mais variados temas (basta uma rápida pesquisa online para os descobrirmos para a Saúde, mas de igual modo para o Desenvolvimento, para a Educação Financeira, para o Mundo do Trabalho, para a Educação Ambiental, até mesmo para o Empreendedorismo), a primeira reacção pode ser a de indiferença. Só que sob a superfície, conhecendo-se o modo operatório do actual poder na Educação, há campainhas de alarme logo sob a superfície. O primeiro deles é que num diploma com menos de 8000 caracteres, mais de 6500 são de preâmbulo explicativo. O que, mesmo para quem é moderadamente iniciado nestas andanças, significa que está ali uma justificação demasiado longa para ser inocente ou tratar-se de matéria pouco importante. Introduções deste tipo, que em muito ultrapassam o articulado, significam que não estamos perante um despacho qualquer.

CONTINUA AUI

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Notas inflacionadas: o crime compensa?

 

Notas inflacionadas: o crime compensa?

Fica sempre bem dizer que nenhuma escola deve estar orientada para médias e rankings e que a aprendizagem é muito mais do que uma pauta de classificações. Na hora da verdade, fruto do modelo de acesso ao Ensino Superior em vigor, para quem ambiciona cursos com vagas restritas o Secundário é um tempo de ansiedade e de muitas contas, em que um deslize ou um valor a menos podem fazer toda a diferença.

Essa pressão contribui para práticas reiteradas de inflação de notas, mais comuns entre colégios do que em escolas públicas. De acordo com os investigadores Gil Nata e Tiago Neves, que estudaram em profundidade as consequências deste fenómeno, uma média inflacionada em um valor percentual permite ao aluno, num curso de topo como Medicina, saltar 90% dos lugares na lista de ingresso. Nos cursos menos competitivos, o impacto ronda os 30%.

Depois de anos de notícias sobre fiscalização de colégios, foi conhecida a suspensão, por um ano, da diretora pedagógica do externato Ribadouro, um dos mais procurados no Porto. E é essencial que sejam conhecidos mais resultados e conclusões detalhadas das investigações, porque a inflação das notas internas põe em risco a justiça social e distorce o trabalho efetivo de milhares de jovens.

Curioso é perceber que o que começa por parecer uma vantagem para os alunos injustamente beneficiados esconde, a médio e longo prazo, problemas e consequências perversas dessa distorção. Uma investigação do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde concluiu que alunos provenientes de escolas que inflacionavam muito as notas tinham pior desempenho no Ensino Superior do que os de escolas secundárias que não inflacionavam.

Se pensarmos mais longe, existirão ainda mais danos colaterais de uma cultura obcecada pela média. Porque a obsessão esconde o que deveria ser evidente, mas não é realmente interiorizado por pais, alunos e docentes que se sentem permanentemente avaliados por resultados. Um aluno com boas notas não é, só por isso, mais capaz de pensar, criar e decidir. E muito menos, só por isso, um profissional competente e realizado naquilo que vier a fazer. Uma escola que veja mais longe chegará mais perto das potencialidades de cada um.

 

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Será este o novo mapa de QZP’s?

 

O governo já vem a prometer uma mudança nos QZP’s há algum tempo. Essa negociação com os sindicatos já está anunciada para outubro, mas ainda não se vislumbra quais serão as alterações.

Com a territorialização do ensino, de certa forma preconizada, já, no Plano Escola+21/23, o lógico será usar as Comunidades Intermunicipais (CIM’s) como base para uma nova divisão do país em QZP’s. Com uma outra alteração, dependendo da densidade populacional, não fugirá muito a esse mapa.

O problema vai surgir na divisão dos docentes pelo novo mapa. O concurso docente para esse efeito, sejam as alterações quais forem, vai, sempre trazer injustiçados atrás.

 

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E depois do PREVPAP? Ficou uma mão cheia de nada!

 

Com a mala sobre rodas, encostados ao volante de um carro os Técnicos Superiores da Educação (TSE) fazem centenas de km de madrugada para irem trabalhar numa Escola que já nada lhe diz. Choram em silêncio e engolem as lágrimas que lhe caem do rosto, num olhar vazio, onde literalmente se sentem enganados pelas políticas de escravidão do Ministério da Educação.

Exaustos no meio desta pandemia, e sem saída, não são avaliados, nem tão pouco reposicionados, recebem menos 200 euros agora do que quando eram apenas contratados, alguns requereram a mobilidade para poderem dar a quem os viu nascer um último apoio face a uma doença grave ou para poderem ficar mais próximos de um hospital na sua terra natal porque também eles estão muito doentes.

A DGAE, sem demonstrar sensibilidade pela situação desumana em que vivem estes TSE, usa dois pesos e duas medidas. A uns concedeu a mobilidade sem se entender bem como e a outros que têm doenças graves comprovadas, familiares muito doentes ou filhos que precisam de apoio nega-lhes a mobilidade fazendo deles prisioneiros das suas “birrinhas” de mau gosto, apontando estes para os diretores das escolas que não autorizam a saída. Mas o que esconde a DGEST e a DGAE e que já é do conhecimento dos TSE é que “obrigam” os diretores a não autorizarem as mobilidades, porque se insistirem fazem logo um ultimato forte a estes diretores ao telefone, ” se insistir na mobilidade perde o TSE, a vaga extingue-se, porque não autorizamos que abra um novo concurso para substitui-lo”. Onde está a base na lei para este ultimato por parte da DGAE e da DGEST?
É ilegal, e existem sim novas verbas para substituir os TSE.

Porque fazem crer que em caso de doença, gravidez ou outro o TSE não pode ser substituído, se quando era contratado era automaticamente substituido?

A onde estes senhores querem chegar, com tanta desumanidade e ilegalidade?

A saga continua neste corrosel de ilegalidades quando a DGAE e a DGEST faz crer aos TSE que a mobilidade que vem descrita na LFTP no art.° 96° alíne a) e alínea b) e que após os 6 meses do primeiro pedido efetuado recusado, para outro Agrupamento de Escolas tem sempre de carecer de parecer dos diretores de escola e do ministério da Educação ou que tem de haver vaga, para ser autorizado, tudo isto que querem fazer passar é pura mentira. A lei é uma só e não se pode contornar tem que se cumprir, os TSE foram os primeiros a vincular numa escola onde não havia a sua categoria profissional portanto nunca pode ser alegado numa mobilidade que tem que haver vaga, como fazem crer!

Os TSE não podem continuar a ser tratados como uma mercadoria, onde se fatura com o seu sacrificio inglório.

Confrontada sobre isto, numa das últimas reuniões da educação a sra Ministra Alexandra Leitão afirmou que as Mobilidades dos TSE iam ser autorizadas no fim deste ano letivo corrente.
Os TSE querem ver cumprido por escrito o que disse a sra Ministra Alexandra Leitão e que sejam finalmente autorizadas as suas mobilidades!
Pois é desumano e inaceitável que os TSE vivam em 2021 situações tão dramáticas quanto estas!

Será que não lhes pesa a consciência destes senhores que estão á frente do Ministério da Educação? Ou acham que os TSE podem ser eternos marionetas das vossas politiquices?

Quanto aos TSE não os obriguem a irem para a rua gritar a dor que lhe vai na alma nem tão pouco a terem que ir expôr-se á tv perante os milhões de portugueses que assistem diáriamente, pois os TSE não hesitarão nem por um só segundo a expôr todo o sofrimento que estão a viver e que lhe escorre no rosto. Pensem bem senhores ministros se é esta a mensagem que querem deixar passar sobre a fraude do prevpap no processo dos TSE, na teoria fazemos parte da função pública, mas é só na teoria porque na pratica nada do que ali está na teoria se aplica aos TSE, chega a ser uma anedota este processo, foi um “presente envenenado”! Pensem se é isso que querem pois em ano de eleições, ficara muito mal na fotografia a vossa conduta!

Deixem de argumentar que somos um pequeno grupo, 1333 não é um pequeno grupo, somos a base de uma escola, sem nós a casa cai, somos os alicerces! Não nos digam quando se fala em mobilidade que já somos bastantes, porque somos pouquinhos, é capricho simplesmente!

Os TSE já proposeram ao ministério da educação criarem uma bolsa de mobilidade ou contratarem novos TSE para os substituir, tarefa que não será dificil pois com a chegada prevista da “basuca” não haverá falta de dinheiro no orçamento de estado, como têm alegado. Já que é sabido que têm como objetivo contratar novos 900 técnicos acho que não haverá desculpa para as substituições dos TSE. A única explicação que se encontra é muita falta de carácter para continuar a permitir as situações desumanas que vivem os TSE!

TSE

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Como reclamar o indeferimento da MPD

 

Este ano a reclamação do indeferimento da MPD faz-se pela plataforma E72. O colega Luís Cansado explicou os passos para a sua realização. Aqui ficam:

  • Aceda à sua área do SIGHRE com as suas credencias;
  • De seguida, selecione aba “E72” e clique em “Mensagens”;
  • Clique no ícone “novo” para abrir nova mensagem;
  • Preencha o quadro da nova mensagem, selecionando no tópico “Área” – Concursos;
  • De seguida, selecione o “Tema” – Mobilidade por Doença;
  • Preencha a área destinada ao “Assunto” e “Mensagem”;
  • Tratando-se de uma reclamação não se pode esquecer de anexar toda a documentação que a comprove;
  • Finalize, inserindo a sua palavra-chave.

 

 

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Calendários Escolares 2021/22 para imprimir

No seguinte link, poderão encontrar Calendários Escolares, estes encontram-se em diferentes formatos, pode imprimir estes calendários.

 

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Quando os meninos me pediam “papel macio pró cu e roupa boa prá gente”…

 

Um dos textos que mais me custou a escrever e por isso tem mais lágrimas do que palavras.

Estávamos ainda no século XX, no longínquo ano de 1968, quando a vida me deu oportunidade de cumprir um dos meus sonhos: ser professora.

Dei comigo numa escola masculina, ali muito pertinho do rio Douro, na primeira freguesia de Penafiel, no lugar de Rio Mau.

Era tão longe, da minha rua do Bonfim, não podia vir para casa no final do dia, não tinha a minha gente, e eu era uma menina da cidade com algum mimo, muitas rosas na alma, e tinha apenas 18 anos.

Nada me fazia pensar que tanta esperança e tanta alegria me trariam tanta vida e tantas lágrimas.

Os meninos afinal eram homens com calos nas mãos, pés descalços e um pedaço de broa no bolso das calças remendadas.

As meninas eram mulheres de tranças feitas ao domingo de manhã antes da missa, de saias de cotim, braços cansados de dar colo aos irmãos mais novos, e de rodilha na cabeça para aguentar o peso dos alguidares de roupa para lavar no rio ou dos molhos de erva para alimentar o gado.

As mães eram mulheres sobretudo boas parideiras, gente que trabalhava de sol a sol e esperava a sorte de alguém levar uma das suas cachopas para a cidade, “servir” para casa de gente de posses.

Seria menos uma malga de caldo para encher e uns tostões que chegavam pelo correio, no final de cada mês.

Os homens eram mineiros no Pejão, traziam horas de sono por cumprir, serviam-se da mulher pela madrugada, mesmo que fosse no aido das vacas enquanto os filhos dormiam (quatro em cada enxerga), cultivavam as leiras que tinham ao redor da casa, ou perto do rio e nos dias de invernia, entre um jogo de sueca e duas malgas de vinho que na venda fiavam até receberem a féria, conseguiam dar ao seu dia mais que as 24 horas que realmente ele tinha. Filhos, eram coisas de mães e quando corriam pró torto era o cinto das calças do pai que “inducava” … e a mãe também “provava da isca” para não dizer amém com eles…

E os filhos faziam-se gente.

E era uma festa quando começavam a ler as letras gordas dum velho pedaço de jornal pendurado no prego da cagadeira da casa…o menino já lia.. ai que ele é tão fino… se deus quiser, vai ser um homem e ter uma profissão!

Ai como a escola e a professora eram coisas tão importantes!

A escola que ia até aos mais remotos lugares, ao encontro das crianças que afinal até nem tinham nascido crianças…eram apenas mais braços para trabalhar, mais futuro para os pais em fim de vida, mais gente para desbravar os socalcos do Douro, mais vozes para cantar em tempo de colheitas.

E os meninos ensinaram-me a ser gente, a lutar por eles, a amanhar a lampreia, a grelhar o sável nas pedras do rio aquecidas pelas brasas, a rir de pequenas coisas, a sonhar com um país diferente, a saber que ler e escrever e pensar não é coisa para ricos mas para todos, para todos.

E por lá vivi e cresci durante três anos e por lá fiz amigos e por lá semeei algumas flores que trazia na alma inquieta de jovem que julgava conseguir fazer um mundo menos desigual.

E foi o padre António Augusto Vasconcelos, de Rio Mau, Sebolido, Penafiel, que me foi casar ao mosteiro de Leça do Balio no ano de 1971 e aí me entregou um envelope com mil oitocentos e três escudos (o meu ordenado mensal) como prenda de casamento conseguida entre todos os meus alunos mais as colegas da escola mais as senhoras da Casa do Outeiro. E foi na igreja de Sebolido que batizou o meu filho, no dia 1 de janeiro de 1973.

E é deste povo que tenho saudades. O povo que lutou sem armas, que voou sem asas, que escreveu páginas de Portugal sem saber as letras do seu próprio nome.

Hoje, o povo navega na internet, sabe a marca e os preços dos carros topo de gama, sabe os nomes de quem nos saqueia a vida e suga o sangue, mas é neles que vai votando enquanto continua á espera de um milagre de Fátima, duns trocos que os velhos guardaram, do dia das eleições para ir passear e comer fora, de saber se o jogador de futebol se zangou com a gaja que tinha comprado com os seus milhões, e é claro de ver um filmezito escaldante para aquecer a sua relação que estava há tempos no congelador.

As escolas fecharam-se, os professores foram quase todos trocados por gente que vende aulas aqui, ali e acolá, os papás são todos doutores da mula russa e sabem todas as técnicas de educação mas deseducam os seus génios, os pequenos /grandes ditadores que até são seus filhinhos e o país tornou-se um fabuloso manicómio onde os finórios são felizes e os burros comem palha e esperam pelo dia do abate.

Sabem que mais?!

Ainda vejo as letras enormes escritas no quadro preto da escola masculina, ao final da tarde de sábado, por moços de doze e treze anos com estes dois pedidos que me faziam: “Professora vá devagar que a estrada é ruim, e não se esqueça de trazer na segunda-feira, papel macio pró cu e roupa boa dos seus sobrinhos prá gente”.

Esta gente foi a gente com quem me fiz gente.

Hoje, não há gente… é tudo transgénico .

O povo adormeceu à sombra do muro da eira que construiu mas os senhores do mundo, estão acordadinhos e atentos, escarrapachados nos seus solários “badalhocamente” ricos e extraordinariamente felizes porque inventaram máquinas e reinventaram novos escravos.

Dizem que já estamos no século XXI…”

Profª. Lourdes dos Anjos

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Escolas TEIP (versão IV) e concursos “ao perfil”

 

Na resolução do Conselho de Ministros n.º 90, Escola + 21Ι23, vem preconizada a intenção do governo de dar início à 4.ª fase TEIP.

Na entrevista ao Público, Inês Ramires foi dando umas pistas do que vai ser negociado com os sindicatos a partir de outubro. Os sindicatos já estão na posse de algumas informações e já as estão a analisar.

Em relação ao recrutamento para as escolas TEIP estaremos perante um regresso aos concursos baseados no perfil do professor.

Vamos ver se desta vez definem bem que perfil dos professor que se quer para as escolas TEIP para não assistirmos ao que se passou em 2009 e na BSE.

 

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Um mundo perfeito… Carlos Santos

Eu tinha um sonho; o sonho de contribuir para um mundo perfeito…
O dia acordou sorridente para todos, menos para esse grupo de sonhadores que hoje carrega sobre os ombros a sensação de que, a qualquer momento, o céu lhe irá cair em cima.
Professores que investem por esse caminho sulcado até à escola vazia de alunos, carregando na mala o peso das bombas-relógio que alguns lhes deixaram.
Conscientes de serem o elo mais fraco, nestes dias do juízo final (para os professores), ir para as reuniões de avaliação tornou-se numa provação e no derradeiro atentado à dignidade profissional e à verdade do ensino. Contrariamente a qualquer cidadão que, aos olhos da justiça, é considerado inocente até prova em contrário, o professor vai para as reuniões para ser julgado, forçando-o a ir preparado para se defender, pois já é culpado até prova em contrário; terá de conseguir demonstrar ter feito tudo o que estava ao seu alcance para que o aluno conseguisse passar de ano. Este é o dia em que todo o trabalho efetuado ao longo do ano baseado em tudo aquilo que aprendeu na sua formação e se propôs defender ao longo da sua carreira, em breve irá ser varrido para debaixo do tapete e substituído pelo politicamente correto.
Simplificando: ao longo do ano o professor tem a obrigação de elaborar e preencher todo o género de documentos, grelhas, planos e afins, para que o processo educativo seja rigoroso e justo e, no fim, passam todos, se não a culpa é dele que falhou.
Contudo, não deixa de ser curioso que os professores estejam agora a provar do próprio veneno, uma vez que, sempre que o ministério sugere algo, nas escolas sejam os próprios professores a reproduzir essa orientação superior em milhentos documentos para infernizar as suas próprias vidas.
É desanimador ser dominado por um sistema de ensino subvertido que nivela por baixo. No fim do ano, os alunos que realmente se esforçaram, ao constatarem que os colegas que não cumpriram, não se aplicaram, nem quiseram saber, foram premiados com positiva e passaram de ano, acabam por se desmotivar devido a essa injustiça, reconhecendo que o seu esforço foi inglório. Uma escola, que anda tão obcecada com os alunos que não querem aprender, multiplicando-se em planos, apoios, pedagogias e estratégias (tudo bem condimentado com imenso papelório), marginaliza os alunos que verdadeiramente se interessam, cumprem, mas, como não dão trabalho nem pesam negativamente nas estatísticas, ficam banidos para segundo plano. Suponho que esta seja, talvez, a maior frustração dos professores ao findar um ano – os alunos esquecidos; os alunos empenhados que foram segregados pelo sistema em favor daqueles que gozam com tudo isto.
Os alunos que absorvem o tempo dos professores ao longo e no final do ano letivo, habituados a fazer o que querem em suas casas, a não aceitarem um “Não” e a verem satisfeitas todas as suas vontades – assim como progenitores com dificuldade em saber assumir o papel de pais – nunca são responsabilizados. Pelo contrário, os professores são quem é sempre chamado a prestar contas sobre o insucesso dos alunos e (de acordo com o projeto MAIA) a justificar todos os níveis negativos, comprovando que as reuniões de avaliação de final de ano servem, essencialmente, para avaliar os professores e as escolas.
Em pleno gozo das suas férias, muitos pais e os seus rebentos estão pouco preocupados, enquanto o desgraçado do professor está na escola, esgotado e pressionado, a tentar justificar a justeza de dar negativa a alunos que nada fizeram ao longo do ano. O atual quadro normativo responsabiliza o professor pela preguiça dos alunos e pela irresponsabilidade parental dos progenitores.
Mas, no fundo, para quê que pais e filhos se hão de chatear, se já sabem que a negligência compensa e que tudo está formatado para premiar a mediocridade culpabilizando o docente?
No meio de todo este modelo de servidão dos professores, montado para agradar aos pais e alunos e para as escolas galgarem mais uns lugarzitos no ranking, todo o processo educativo transformou-se numa enorme fraude.
Onde fica, então, a responsabilidade do principal agente neste processo – o aluno?
Qual a razão de não ser chamado a responder aquele que é o maior responsável por esse jovem – por algum motivo chamado de encarregado de educação?
Numa sociedade em delírio carregada de direitos, cujos deveres ficaram apenas reservados para os professores, ultimamente, os todo-o-poderosos encarregados de educação e os alunos só são chamados para avaliarem o grau de satisfação pelo serviço que lhes foi prestado pela escola e pelos professores; em suma, para avaliar os professores.
E ninguém avalia a postura dos alunos e dos pais? A falta de material, de emprenho, de responsabilidade, a ausência de regras e a preguiça do aluno, não contam? E o que dizer da falta de acompanhamento em casa e da vida escolar, de educação pelo exemplo, de responsabilização do seu rebento e de envolvimento parental por parte de pais ausentes?
Estamos a criar uma geração ainda mais irresponsável, indisciplinada, imatura e egoísta do que a geração dos seus pais, primogénitos desta política do facilitismo.
As reuniões alastram-se ad eternum como uma maratona de resistência, até os professores cederem e lá passarem o aluno. Então, se o jovem tiver feito alguns tpc, só tiver perturbado as aulas esporadicamente ou sido indisciplinado de vez em quando sem ter espancado ninguém, serve na perfeição para somar os pozinhos mágicos para justificar o miserável nível três. Se nem isso se puder arranjar, então aproveita-se o facto de, pelo menos, ter estado de corpo presente nas aulas. De um lado, o docente tem este escape para onde é empurrado por toda a máquina que está montada pelas instâncias superiores; do outro – se quiser ser defensor da verdade e da justiça na avaliação – terá de preencher mais um amontoado de documentos e justificações a dar a tudo e a todos. Pai e aluno nada têm a ver com isso. O professor – esse incompetente que foi incapaz de dar uma resposta pedagógica acertada para motivar, ensinar e apoiar suficientemente o aluno para que passasse – é quem tem de dar justificações que convençam colegas, Direção, pais e aluno, isso caso não queria ter, também, de prestar contas à tutela pondo em causa o seu ganha-pão.
Beatificaram-se os meninos, a quem nada se exige e tudo lhes é devido, mesmo que a geração adulta viva em grande aperto financeiro. Desde roupa de marca, gadgets, net, jogos e toda a panóplia de brinquedos caros da moda, tudo contribuiu no processo de premeio sem esforço no qual se foram deseducando os filhos, sendo a escola obrigada a compactuar com este embuste educacional.
Depois, ainda existe aquela figura totalitária que controla os destinos dos professores. Se numas escolas o diretor se comporta como um parceiro facilitador do trabalho dos colegas, noutras há em que a arrogância e a insensibilidade do pequeno ditador conseguem ultrapassar a da própria tutela, transformando o trabalho dos professores num purgatório. Figuras, essas, que têm como prioridade satisfazer os pais e os alunos, olhando para os colegas como subalternos que não podem beliscar os seus propósitos megalómanos que nada têm a ver com a qualidade do ensino.
Os pais, que em grande parte apenas veem a escola como um depósito onde possam deixar os filhos e só se lembram da utilidade desta uns meses depois, quando precisam que os seus descendentes passem de ano, têm mais importância aos olhos de tutela e direções do que os infelizes dos professores, que consumiram centenas de horas na escola, entre burocracia e pedagogia com os seus alunos e cuja opinião, no final, pouco conta. É toda uma subversão de prioridades, valores e responsabilidades que deixa o ensino à mercê de uma sociedade decadente que se vai atolando num pântano de mediocridade crescente que inunda as escolas; escolas onde mandam mais os de fora do que aqueles que lá estão dentro, desde a altura em que inventaram os rankings e o diretor passou a ser eleito por todos menos pelos professores.
Professores que são vistos como um obstáculo à necessidade eleitoralista dos governos de apresentarem números espantosos de sucesso escolar. Por isso, há que criar obstáculos aos que queiram dar negativas e fazer a vida num inferno para o caso de equacionarem, sequer, reprovar um louvável aluno candidato a abrilhantar os números das estatísticas. Para os profetas das novas pedagogias da desresponsabilização e dos psicólogos emissários do perdão, o vocábulo “negativa” passou a ser palavra maldita e obscena, por traumatizar as criancinhas, muitas delas já com barba; solução – substituir por outras palavras mais doces cujo significado os alunos nem entendem e, de preferência, para que não haja complicações, abolir mesmo as negativas das escolas para todos viverem em paz e harmonia. Ámen!
Não é, pois, nenhum mistério o motivo pelo qual, nos dias de hoje, os professores evitam dar as tão esconjuradas “negativas”.
Um panorama claramente intimidatório e desencorajador orquestrado por uma classe política criminosa que está a destruir os valores, a exigência e a responsabilidade em favor da criação de uma sociedade medíocre que serve na perfeição os seus interesses. Estadistas que, verbalmente, são vigorosos defensores da escola pública, mas que, na prática, preferem ter os seus filhos nos colégios privados onde estão a salvo das políticas promotoras da ignorância ditadas pelos seus papás.
Tudo isto e muito mais transformou a profissão docente num ofício desprezado que está já a ser abandonado. Poucos são os que ainda querem enveredar por este caminho devido à enorme instabilidade, ao mau ambiente reinante e ao bournout resultante de burocracia e pressão intermináveis, contribuindo para a ruína de uma sociedade sem futuro onde começa a abundar a falta de valores e de polidez. Com este facilitismo instalado, o défice de exigência e o desprezo por valores e pelo mérito, estamos a criar futuros cidadãos sem criatividade nem espírito crítico, ignorantes, preguiçosos, parasitas, irresponsáveis e sem civismo nem respeito pelos outros.
De resto, uma espécie de professores em vias de extinção, ainda luta recusando-se a entregar a avaliação e o processo educativo a pais cuja única aspiração é a de que o seu filho tenha positiva e passe de ano; que rejeitam abrir mão do que ainda resta do ensino e deixar definitivamente que se veja a escola apenas como um armazém de alunos onde um aglomerado de professores os vai ocupando enquanto os pais estão a trabalhar.
Assim aconteceu, ao fim de mais um dia de avaliações…
Parco nas palavras, regressamos a casa na companhia das nuvens que abandonaram o firmamento para pairar incriminatórias sobre as nossas cabeças, testemunhas oculares da culpa que carregamos na pasta por sentirmos que, de certa forma, prostituímos a nossa dignidade profissional.
Outrora, eu tivera um sonho; um sonho que vai ficando cada vez mais distante neste falso mundo pré-feito…
Carlos Santos

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Calendário Escolar – 2021/22 (para imprimir) Portalmath

 

Calendário Escolar – 2021/22 + Calendário Escolar (Mapa) + Calendário Provas / Exames – 2022..

 

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Diretora do Externato Ribadouro, no Porto, suspensa por inflação de notas

Diretora do Externato Ribadouro, no Porto, suspensa por inflação de notas

Pautas afixadas com classificações finais diferentes das que tinham sido aprovadas pelos conselhos de turma, dispensa de frequência das aulas de Educação Física sem qualquer justificação, aulas contabilizadas mas que não foram nem sumariadas nem assinadas, incumprimento sistemático de procedimentos obrigatórios na avaliação que põem em causa a fiabilidade das notas atribuídas aos alunos. Estas são algumas das irregularidades encontradas pela Inspeção-Geral de Educação e Ciência (IGEC) no Externato Ribadouro, um dos maiores do Porto, e que tem sido assinalado como um dos que se repete na lista dos maio­res desalinhamentos entre as classificações atribuídas pelos professores da escola e as obtidas pelos alunos nos exames nacionais.

As averiguações da IGEC foram desencadeadas em 2019 na sequência de notícias que davam conta de classificações anormalmente altas a Educação Física, com turmas inteiras a receber notas de 19 e 20 valores, e noutras disciplinas do secundário não sujeitas a exame nacional. As inspeções realizadas originaram três processos: um sobre a administração do colégio, os outros dois sobre a sua diretora pedagógica. O Expresso tem vindo a perguntar qual o resultado destas averiguações e confirmou agora o desfecho: suspensão da responsável de funções por um período de um ano e encerramento do colégio durante um ano, mas neste caso a sanção…

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Aceitação da Colocação do Concurso Externo, verbete e Recurso Hierárquico

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação do Concurso Externo, das 10:00h do dia 9 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 15 de julho de 2021.

Pode consultar o verbete definitivo do candidato.

Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 9 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 15 de julho de 2021.

SIGRHE.

 

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Aceitação da Colocação do Concurso Interno, verbete e Recurso Hierárquico

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação do Concurso Interno, das 10:00h do dia 9 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 15 de julho de 2021.

Pode consultar o verbete definitivo do candidato.

Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 9 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 15 de julho de 2021.

SIGRHE.

 

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Aceitação da Colocação do Concurso Interno e Recurso Hierárquico

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação do Concurso Interno de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança, das 10:00h do dia 9 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 12 de julho de 2021.

Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 9 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 15 de julho de 2021.

SIGRHE.

 

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Comunicado – Mais de 2 450 docentes vinculados aos quadros do Ministério da Educação

Mais de 2 450 docentes vinculados aos quadros do Ministério da Educação

Estão publicadas, no sítio da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), as listas definitivas relativas ao concurso interno e ao concurso externo, bem como ao concurso interno e ao concurso externo do ensino artístico especializado da música e da dança, com 2 424 docentes vinculados através da norma-travão a entrar para os quadros do Ministério da Educação, a que se somam os 31 docentes que vinculam através das vagas da norma-travão para os docentes do ensino artístico especializado da música e da dança.
Movimentaram-se no concurso interno cerca de 12 500 docentes, em resultado das vagas abertas pela primeira vez e também pela libertação decorrente da movimentação interna.
O número de candidaturas aos concursos ascendeu a 72 000.
Os candidatos admitidos ao concurso externo que não reuniram as condições para a vinculação mantêm-se para o concurso de contratação inicial, bem como para as sucessivas reservas de recrutamento, ao longo do ano letivo, devendo para isso manifestar preferências de 19 a 23 de julho através do Sistema Interativo de Gestão de Recursos Humanos da Educação (SIGRHE), em https://sigrhe.dgae.mec.pt/openerp/login.
No cumprimento do calendário do concurso, começa agora o período de aceitação da colocação e eventual apresentação de recurso hierárquico, salvaguardando-se a colocação atempada dos docentes nas escolas.
O ano letivo de 2021/2022 iniciar-se-á com o corpo docente mais estabilizado e com um sistema mais ajustado às necessidades permanentes determinadas pelas escolas.

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Resultados da Mobilidade por Doença

 

Estão disponíveis os resultados da Mobilidade por Doença na plataforma SIGRHE

 

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Concurso Interno e Concurso Externo de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança 2021/2022 – Listas Definitivas

 

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, exclusão e desistência dos Concursos Interno e Externo do ensino artístico especializado da música e da dança para o ano escolar 2021/2022.

Listas

 

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Concurso Externo – Listas Definitivas

 

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, exclusão, desistência e retirados do Concurso Externo para o ano escolar 2021/2022.

Consulte a nota informativa.

Nota informativa.

Listas.

 

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Concurso Interno – Listas Definitivas

 

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, exclusão, desistência e retirados do Concurso Interno para o ano escolar 2021/2022.

Consulte a nota informativa.

Nota informativa.

Listas.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/07/concurso-interno-listas-definitivas/

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