… as 750 vagas para o IEFP são praticamente em igual número dos atuais formadores/docentes do IEFP.
Acontece que quando estes docentes/formadores foram colocados no IEFP foi através de um concurso que vigorava até 31 de Dezembro de 2015, mas pelos vistos apenas foram assinados contratos, primeiramente até Dezembro de 2013 e depois até Junho deste ano.
Gostaria de saber se tem alguma ideia do que vai acontecer aos professores já contratados pelo IEFP ao abrigo do 1º concurso 2013/2015 e que permanecem em funções (que é o meu caso) até agora e supostamente até 31 de Dezembro de 2015.
Este ano foram-nos apresentados uns contratos de 6 meses ao invés de ser o contrato anual que deveríamos ter, entretanto sabemos que esse contrato acaba agora em Junho e ainda não temos previsão de nada.
Curiosamente o nº de vagas que são solicitadas para o meu centro é similar ao nª de professores que lá estão ao abrigo do primeiro concurso, todos nós contratados.
Será que o IEFP tem em mente substituir os docentes colocados em 2013 por docentes do quadro do MEC?
Será que o IEFP prepara-se para não pagar indemnizações até final de 2015, no caso de não manter em funções os docentes colocados em 2013?
Ficam estas duas questões no ar para quem souber resposta.
Fenómeno revelado por estudo pioneiro da Universidade do Minho começou no anterior Governo. Projecto traçou um retrato de uma escola burocrática na qual os docentes se sentem cada vez menos realizados.
Perto de dois terços dos professores do pré-escolar e do ensino básico e secundário em Portugal admitem que a sua motivação em relação ao trabalho tem vindo a diminuir. Esse sentimento agudizou, pelo menos desde 2009, data a que se reporta um estudo pioneiro do Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho (UM), que é apresentado esta sexta-feira. Ao mesmo tempo, a realização profissional de quase metade dos docentes também está em queda e a burocracia e o volume de trabalho também aumentaram, aponta o mesmo trabalho.
Uma derrota pesada nas eleições para o Parlamento Europeu e um novo chumbo iminente do Tribunal Constitucional podem agravar as tensões dentro da coligação governativa e levar Pedro Passos Coelho a ter de remodelar o seu Executivo, noticia hoje o Sol.
…
Nuno Crato e José Pedro Aguiar-Branco são outros dois ministros apontados como ‘remodeláveis’ visto terem granjeado níveis de popularidade bastante baixos no exercício das suas funções.
… para o concurso externo extraordinário e que foi feita em 20 de Março.
Nesta data ainda não tinha sido anunciado que a abertura de vagas para as escolas artísticas estariam incluídas nas 2000 vagas anteriormente anunciadas para o concurso externo extraordinário de 2014. Assim, as vagas deste quadro poderão estar por excesso para o concurso externo extraordinário dos diferentes grupos de recrutamento “normais”.
Procede à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, que estabelece o regime de seleção, recrutamento e mobilidade do pessoal docente para os estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário na dependência do Ministério da Educação e Ciência
… para dissipar algumas dúvidas que têm surgido ao longo da tarde.
IEFP abre 750 vagas para professores dos quadros
O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) abriu esta quinta-feira um concurso para 750 professores dos quadros, do ensino básico e secundário, que estejam interessados em lecionar em 2014-2015, nos centros do território continental.
O convite à manifestação de interesse em trabalhar nos centros do IEFP foi hoje apresentado e publicado na página da Internet do instituto e na página da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), sendo possível, nesta última, encontrar também o mapa de necessidades dos centros por delegação regional e um manual de instruções para manifestar o interesse em concorrer a uma das vagas, através da plataforma eletrónica disponibilizada para o efeito.
Português, Inglês e Matemática são os três grupos de recrutamento (que correspondem às disciplinas para as quais os professores podem ter habilitação para lecionar) que, de forma geral, apresentam um maior número de vagas disponíveis.
Tendo em conta as delegações regionais, há 229 vagas disponíveis no Norte, 135 no Centro, 226 em Lisboa e Vale do Tejo, 99 no Alentejo e 61 no Algarve.
“Para o ano escolar 2014/2015 o IEFP pretende requisitar docentes de carreira dos diversos grupos de recrutamento, para garantir o desenvolvimento das componentes de formação de base, sociocultural e científica, na sua rede de centros“, lê-se no convite à manifestação de interesse por parte dos docentes, que acrescenta que “a requisição de docentes visa, nomeadamente, assegurar o exercício transitório de tarefas em qualquer serviço da administração central, regional ou local“.
Fora deste concurso ficam os docentes contratados.
As condições exigidas aos docentes dos quadros interessados são a pertença a um grupo de recrutamento para o qual o IEFP tenha aberto vagas, assim como a disponibilidade para “lecionar no mínimo 22/25 horas“.
Os docentes selecionados deverão comparecer a uma entrevista no IEFP, e devem apresentar-se levando consigo uma declaração comprovativa da sua situação profissional emitida pela escola.
Os candidatos admitidos a ocupar as vagas poderão ter que dar formação noutros locais que não os centros onde sejam colocados, mas “situados nas respetivas áreas geográficas de intervenção“.
Os professores interessados em ocupar estes lugares têm até 28 de maio para manifestar o seu interesse através da plataforma eletrónica. No dia seguinte, a DGAE deverá elaborar as listas com os candidatos e enviá-las ao IEFP, que fica depois responsável pelo processo de entrevistas, a decorrer entre 02 e 06 de junho.
“A entrevista visa confirmar o interesse do serviço do IEFP na requisição do docente, podendo não ser realizada a todos os interessados, caso as vagas já estejam todas preenchidas“, esclarece o IEFP.
Entre 9 e 11 de junho o IEFP deverá informar os docentes selecionados de que foram os escolhidos para ocupar os lugares, e o processo de requisição ao Ministério da Educação e Ciência (MEC) decorre entre 12 e 18 de junho.
Os docentes iniciam atividade no IEFP a 1 de setembro, mantendo o vínculo ao MEC, as mesmas condições remuneratórias e contagem de tempo de serviço. Ficam igualmente sujeitos ao processo de avaliação de desempenho, de acordo com o definido no Estatuto da Carreira Docente.
É um alerta que parte dos próprios directores escolares. As escolas básicas e secundárias podem estar uma semana paradas. É que os professores que foram examinadores durante as provas nacionais de português e matemática vão ter direito a folgas, e por isso alguns estabelecimentos podem ficar com número reduzido de docentes.
Foi hoje aprovado, em Conselho de Ministros, o decreto-lei que regulamenta o concurso de vinculação extraordinária para docentes do ensino artístico especializado.
Este concurso tem como objetivo reforçar o quadro das escolas do ensino artístico especializado, designadamente da Escola Secundária Artística António Arroio, da Escola Secundária Artística Soares dos Reis e das escolas especializadas do Ensino da Música e da Dança, nomeadamente, do Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian, do Conservatório de Música de Coimbra, do Conservatório de Música do Porto, do Instituto Gregoriano de Lisboa, da Escola de Dança do Conservatório Nacional, da Escola de Música do Conservatório Nacional e do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian de Braga.
Estas escolas apresentam características muito específicas na área das artes, com uma oferta educativa de enorme qualidade. Trata-se de mais uma medida de consolidação e de estabilização do quadro de recursos humanos do sistema educativo e das escolas envolvidas que vem complementar a vinculação, em 2013, pelo Ministério da Educação e da Ciência (MEC), de 34 docentes nas escolas do Ensino da Música e da Dança e o processo de vinculação extraordinária de professores e educadores de infância para acesso aos quadros no ano letivo 2014/2015.
A abertura destas vagas ocorre agora, num momento em que o MEC se encontra em condições de permitir de forma sustentável o acesso dos docentes aos quadros destas escolas, de acordo com as necessidades reais do sistema educativo.
Esta é mais uma fase num processo de consolidação e sustentabilidade do sistema educativo que se iniciou no princípio da legislatura. O concurso permite dar às escolas uma maior estabilidade na concretização do seu projeto educativo, e uma maior estabilidade profissional aos docentes das técnicas especiais.
Podem concorrer a estas vagas os docentes que estejam em exercício efetivo de funções à data de candidatura numa das escolas, tenham pelo menos 5 anos (1825 dias) de serviço efetivo docente e que tenham prestado pelo menos 3 anos (1095 dias) sucessivos de serviço efetivo docente com horário anual e completo nas técnicas especiais nos últimos 6 anos imediatamente anteriores à data de abertura do concurso.
Os docentes devem ter também avaliação mínima de Bom. Os candidatos só podem concorrer ao estabelecimento onde lecionam à data da candidatura. Dado que um dos requisitos de candidatura é terem 5 anos de serviço, a todos estes docentes é dispensado o período probatório.
Esta é a primeira vez, desde 2007, que as Escolas Artísticas António Arroio e Soares dos Reis integram docentes concursalmente, sendo que – naquele ano – foram abertas 13 vagas para docentes de técnicas especiais. Já as Escolas do Ensino da Música e da Dança tinham integrado cerca de 80 vagas em 2009 e 34 vagas em 2013, como já foi referido. Estas vagas complementam ainda as cerca de 600 vagas abertas pelo MEC para o ensino regular no ano passado e aquelas que irão ser abertas neste ano letivo.
Os efeitos deste concurso reportarão a 1 de setembro de 2014. Nessa data, terão sido vinculados aos quadros do MEC um total de mais de 2600 professores, num processo que poderá prosseguir em 2015 e que culminará na introdução da norma travão de acesso semiautomático aos quadros para professores com 5 anos consecutivos de serviço docente com horários anuais e completos.
De há algum tempo a esta parte o MEC tem procurado reagir ao que lhe vai correndo mal no dia-a-dia.
Sou capaz de me lembrar de algumas situações em que tal aconteceu: “permutas”, “dispensa do período probatório”, “PACC”, etc…
Em alguns destes casos tem reagido bem aos erros que cometeu, mas noutros casos o erro de planificação não consegue ter conserto a tempo, como seja a prova de Inglês ou as provas finais desta semana.
O presidente do órgão consultivo formado por directores acusa o MEC de ter assumido um despacho que pode deixar os alunos sem aulas na recta final do ano lectivo.
Eduardo Lemos diz não ter dúvidas sobre a forma como os directores devem agir, em relação ao problema mais recente. “Sendo o serviço de exames, por norma, prioritário, devem garantir as dispensas. Se depois houver professores com componente não lectiva disponíveis para substituir os docentes dispensados muito bem, se não houver, infelizmente os alunos terão de ficar em suas casas, os pais terão de perceber”, disse.
O Despacho da Organização do Ano Letivo, segundo informação da Secretaria-Geral do MEC, já foi enviado para publicação em Diário da República no dia 14 de Maio de 2014. Não se justifica o atraso na publicação ou o desconhecimento da versão final do diploma, visto que este atraso prejudica a preparação do ano letivo 2014/2015. E a cada dia que passa sem se conhecer a versão final tornará mais difícil o arranque do ano letivo com normalidade.
Apesar do elevado número de vagas nos grupos 300 – Português e 500 – Matemática não creio que vá haver candidatos em número suficiente para ocupar estas vagas. Se tal se confirmar, acredito que os horários não preenchidos possam vir a ser lançados numa fase seguinte para contratação.
Já se encontra na aplicação SIGRHE a manifestação de interesse para o IEFP para o ano 2014, sem que exista qualquer aviso prévio no site da DGAE.
De acordo com a aplicação, só podem ser candidatos os docentes QA/QE ou QZP e é-lhes perguntado se: “Declara aceitar, caso venha a ser selecionado (a), cumprir um horário de 22/25 horas letivas semanais independentemente de estar obrigado(a) ao cumprimento de menor carga letiva nos termos do artigo 79.º do ECD?“
Também não existe qualquer informação sobre as vagas a concurso, nem se esta manifestação de preferências privilegia quem está com ausência da componente letiva tal como aconteceu com a candidatura ao Plano Casa.
Para se saber se existe vaga para determinado grupo de recrutamento teremos de preencher a aplicação e quando dissermos qual o grupo de recrutamento em que nos encontramos providos é que ficamos a saber se existe algum horário disponível para esse grupo. Desde já informo que não há qualquer lugar para o grupo 240.
ADENDA: Depois da publicação deste post já surgiram mais informações no site da DGAE
A Aplicação encontra-se aberta desde o dia de hoje e até ao dia 28 de Maio
Inquirida como arguida em julgamento por suspeita da prática do crime de prevaricação, por alegadamente ter favorecido o jurista João Pedroso numa contratação feita, por ajuste direto, pelo Ministério da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues rejeitou totalmente a acusação.
“Nunca tomei uma decisão para beneficiar João Pedroso”, salientou a ex-ministra da Educação, sublinhando que a sua “motivação” foi sempre a defesa do “interesse público, do sistema educativo e dos alunos”.
Apesar de admitir que conhecia Paulo Pedroso do ISCTE e que se aproximou mais dele após o “processo penoso” de que foi alvo no caso Casa Pia, Maria de Lurdes Rodrigues insistiu que nunca tomou qualquer decisão ministerial para beneficiar o irmão, João Pedroso.
“Nunca vivi de favores, de lealdades ou de trocas”, observou.
Tendo em conta quer a afluência de docentes contratados, quer a necessidade de darem entrada nos tribunais portugueses as primeiras ações individuais pela vinculação, a ANVPC informa que as consultas jurídicas decorrentes da 1ª fase deste processo terminarão já no próximo dia 6 de Junho.
Nessa medida, e tal como referenciado nos links abaixo disponibilizados, os professores interessados deverão contactar, com carácter de urgência, os gabinetes de advogados referenciados, para procederem a uma consulta inicial tendo em vista o arranque do seu processo individual.
… é a justificação que o MEC dá para não haver um limite de 25 provas a cada classificador enquanto decorrem as atividades letivas.
Já suspeitava no ano anterior desta possível justificação, mas agora é confirmada com as declarações do MEC ao jornal Público. No entanto, como podem ver aqui o despacho 18060/2010 também se refere aos exames nacionais do ensino básico.
E vir argumentar que uma prova final não é o mesmo que um exame nacional é o mesmo que vir dizer que estas provas finais não têm o mesmo valor dos exames nacionais. E assim, cai por terra a fundamentação do rigor tanto apregoado por Nuno Crato.
João Silva Bento, 12 anos, estudante do 6.º ano na Escola Secundária Manuel Fernandes, em Abrantes, sagrou-se este ano campeão mundial de cálculo mental, entre mais de 36 mil participantes de 61 diferentes países
A minha interpretação não mudou do que disse há um ano, apesar de este ano ter sido atribuída uma dispensa de dois dias na componente letiva aos professores classificadores.
Esta quarta-feira cerca de 220 mil alunos do 4.º e 6.º ano fazem a prova nacional de Matemática. De manhã, em Camarate os meninos do 4.º ano entraram ensonados e saíram entusiasmados.
Rodrigo não foi o único aluno do 4.º ano a achar o exame fácil. À saída da prova, a maioria das crianças respirava de alívio e, à excepção de um ou outro problema ou conta, acharam as questões fáceis.
Concordam com a facilidade do exame de Matemática? Qual foi a vossa opinião sobre as Provas Finais de Matemática do 4º e do 6º ano?
Mais ao final da tarde serão colocadas as provas de hoje aqui
Encontra-se disponível na aplicação SIGRHE a funcionalidade para ser pedida a Licença sem Vencimento/Sem Remuneração.
Os tipos de licença que podem ser requeridos são os que se encontram na imagem de baixo.
Fica a informação disponível no menu Licença Sem Vencimento (Pessoal Docente)/Sem Remuneração (Pessoal Não Docente):
Antes de iniciar o preenchimento deste formulário aconselha-se a leitura dos seguintes documentos:
Docentes
– Pedidos de Licença Sem Vencimento: art.s 106.º e 107.º do ECD e art.s 234.º e 235.º da Lei nº 59/2008, de 11 de setembro
– Pedidos de Licença Especial para Macau: Decreto-Lei n.º 89-G/98, de 13 de abril
Não Docentes
– Pedidos de Licença Sem Remuneração: Lei n.º 59/2008, de 11 de setembro, art.s 234.º e 235.º.
Em caso de dúvida ou de dificuldade de preenchimento tem ao seu dispor os seguintes recursos:
– Loja – Atendimento presencial da DGAE, situado na Av. 24 de julho, n.º 142, Lisboa. Este serviço está disponível todos os dias úteis, das 10h às 18h nos meses de fevereiro, março, abril, maio, junho e setembro e entre as 9h30m – 12h30m e as 14h – 17h, nos meses de janeiro, julho, agosto, outubro, novembro e dezembro.
– CAT – Centro de Atendimento Telefónico da DGAE, 213 943 480, disponível todos os dias úteis, das 10h às 18h nos meses de fevereiro, março, abril, maio, junho e setembro e entre as 9h30m – 12h30m e as 14h – 17h, nos meses de janeiro, julho, agosto, outubro, novembro e dezembro.
Desde hoje e até ao dia 29 de junho de 2014, encontra-se aberta a aplicação para os Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo e respetivas Entidades Titulares procederem ao seu registo no SIGHRE de forma a darem cumprimento às atribuições e competências da DGAE, definidas pela portaria nº 30/2013, de 29 de janeiro, em harmonia com o Decreto-regulamentar nº 25/2013, de 17 de fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei nº 266-F/2012, de 31 de dezembro, nomeadamente a promoção da gestão e acompanhamento da execução dos contratos de financiamento dos EEPC e, na prossecução de uma perspetiva integrada do processo, de forma a agilizar e simplificar os procedimentos, pela Direção-Geral da Administração Escolar/Direção de Serviços do Ensino Particular e Cooperativo (DGAE/DSEPC).
Tal como a esperança, a Educação deverá ser a última a perder!
O calendário escolar é dos diplomas legais mais desejados pelas escolas, pois é com base nele que se define a estrutura de um ano letivo. O deste ano não agradou a muitos agentes educativos, sobretudo devido à diferença desproporcional de duração dos períodos letivos.
… já foi enviada para promulgação e será a nova “bíblia” dos funcionários públicos, visto que compila num único diploma muita legislação que se encontra dispersa.
Clicar na imagem para ver o documento com 305 páginas e que foi enviado dia 19 de Maio para promulgação.
Foi autorizada a dispensa da componente letiva e não letiva aos professores supervisores e classificadores das provas finais do 4º e do 6º ano, sendo dois dias dentro da componente letiva e na componente não letiva durante todo o período em que decorre a classificação da prova.
No entanto, para compensar a dispensa de dois dias dos professores supervisores e classificadores as escolas devem assegurar a continuidade das atividades letivas dos alunos.
Ver o despacho completo publicado no site do IAVE.
A não ser que o ministro se referisse à introdução de uma segunda língua estrangeira a partir do 5º ano. Mas se assim for, então porque eliminou das novas habilitações profissionais para a docência qualquer formação inicial para uma segunda língua estrangeira no 2º ciclo do ensino básico?
O ministro da Educação admitiu que o ensino de uma segunda língua estrangeira possa vir a ser obrigatório. A posição de Nuno Crato foi assumida em declarações aos jornalistas em Bruxelas, à margem da reunião do Conselho de Educação.
O governante português adiantou que a introdução de uma segunda língua estrangeira obrigatória nas escolas é uma hipótese em cima da mesa entre os 28 Estados-membros e admitiu a possibilidade de o ensino de inglês ser alargado de cinco para sete anos.
Sobre a possibilidade de ser introduzida uma segunda língua estrangeira entre as disciplinas obrigatórias, Nuno Crato afirmou que os ministros europeus têm a ambição de estender a medida “a todos os países”.
“Temos a possibilidade de estudar alemão, estudar espanhol, estudar francês, como segunda língua e surgiu recentemente a possibilidade de estender o mandarim como uma das disciplinas opcionais a ter no ensino secundário e talvez mesmo no ensino básico”, disse.
Outros dos pontos de discussão foi “o reforço da internacionalização das universidades europeias”, especialmente com “vários países africanos e asiáticos com os quais a Europa tem preocupação especial de cooperação, nomeadamente com a China”. Neste ponto, o ministro da Educação sublinhou a importância da recente viagem do Presidente da República à China.
“Por outro lado, pretende-se valorizar especialmente a ligação objetiva dos candidatos ao sistema público de educação, concretizando no exercício do seu trabalho nas escolas, tornando a oposição ao concurso extraordinário condição obrigatória de acesso à posterior contratação a termo resolutivo para a satisfação de necessidades temporárias que entretanto surjam no ano letivo 2014-2015.”
Na minha opinião, salvo interpretação diferente, quem reúne condições de admissão a este concurso (artigo 2º) só pode concorrer à contratação para 2014/2015 caso seja opositor ao concurso externo extraordinário.
Contudo, tendo em conta que os requisitos de admissão ao concurso externo extraordinário e ao concurso de contratação são diferentes acho bastante difícil que seja possível controlar esta obrigação determinada no preâmbulo do Decreto-Lei nº 60/2014.
Quanto a datas dos concursos ainda nada se sabe, mas continuo a apontar para o final do mês de Maio a abertura do concurso externo extraordinário e do concurso de contratação para 2014/2015.
Especialistas da Universidade de Coimbra defendem que a quebra da natalidade se deve a obstáculos económicos, rejeitando “o mito” de uma crise da família e da “questão motivacional”.
“A quebra de natalidade não tem que ver com o desejo de não se ter filhos, mas com a impossibilidade de os ter”, considerou Graciete Borges, investigadora na Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra, referindo que “há uma série de obstáculos para a parentalidade”, entre os quais “a não conciliação da vida profissional com a familiar e a falta de rendimentos suficientes para serem pais“.
Num estudo realizado pela investigadora, esta demonstra que 85,8% dos jovens adultos entrevistados (entre os 17 e os 37 anos) expressa o desejo de vir a ser pai ou mãe num futuro próximo, sendo o papel social futuro mais valorizado o da parentalidade (55%), acima dos 38% para a conjugalidade e 33% para o papel profissional.
“A natalidade tem vindo a descer acentuadamente e mostra que este rumo tem muito a ver com as condições de vida das pessoas”, assim como com a saída de “muita gente do país em idade fértil”, alertou.
Em Portugal, “quem tem filhos é muito penalizado. Entende-se que ser pai ou ser mãe é um problema pessoal e que não tem que ver com a sociedade”, criticou.
Segundo Graciete Borges, “as políticas não atendem, muitas vezes, ao papel essencial da natalidade para a sustentabilidade do país”, sendo esta “essencial para se manter a sociedade a funcionar de forma equilibrada”.
O direito do trabalho “não pensa nos pais”, frisou.
A quebra da fecundidade é “um sinal dado há muito tempo”, sendo necessário “inverter o modelo de desenvolvimento sócio-económico”, defendeu Sílvia Portugal, socióloga e investigadora no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.
“A incerteza é a palavra que os jovens mais escolhem quando falam do seu futuro”, apontou, salientando que “a incerteza é muito má para a fecundidade”.
De acordo com a socióloga, as pessoas “não podem planear o futuro. E ter filhos implica planear o futuro”.
“O que é dramático é que as pessoas querem realmente ter filhos”, mas “as condições económicas não o permitem”, observou.
Sílvia Portugal considerou que a “família não está em crise” e é esta que serve de “almofada de protecção social com que as pessoas contam, porque com o Estado podem contar cada vez menos”.
Mas, “se por um lado a crise fortalece laços na família, porque é a única coisa que resta, por outro, a crise também está a debilitar as solidariedades familiares, porque retira recursos económicos às famílias”.
Para a socióloga, a crise põe também em causa “os ganhos da autonomia individual face à família”, em que “as pessoas têm vontade de terminar relações mas não o fazem porque não têm condições para o fazer e os jovens têm cada vez mais dificuldade em serem autónomos e saírem da casa dos pais”.
As duas investigadoras vão estar presentes no seminário “A família e o trabalho em tempos de crise”, promovido pela União Geral de Trabalhadores (UGT), que se realiza na tarde de quarta-feira no auditório da Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra e que conta com a participação do secretário-geral da UGT, Carlos Silva.
Cerca de 110 mil alunos do 4.º ano fizeram esta segunda-feira a prova nacional de Português, com menos surpresas do que no ano passado, quando a prova foi reintroduzida no 1.º ciclo.
Mais logo devem ser colocados neste espaço as provas de Português do 4º e 6º ano, bem como os critérios de classificação.
Enquanto não são conhecidos estes exames gostava de saber a vossa opinião sobre o grau de exigência das provas de hoje.
O quadro seguinte apresenta a diferença do valor de pagamento para a ADSE por índice de vencimento, em função da alteração do desconto de 2,5% para 3,5%.
A última coluna apresenta o valor pago para a ADSE em função de 14 meses de vencimento. Retirando os descontos para o IRS e a CGA/SEG SOCIAL cada docente quase paga um vencimento líquido para beneficiar deste sub-sistema de saúde ao longo do ano.
Muitos docentes vão fazer contas a estas despesas e é quase certo que o saldo final das receitas da ADSE com este aumento vão cair em relação a anos anteriores, o que pode vir a tornar insustentável a própria ADSE.