… à mesa, no Porto.
Seremos mais do que os que se sentaram na última ceia e certamente será uma ceia mais animada.
E como amanhã é domingo…
…a noite será longa.
Abr 25 2015
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/hoje-o-blogue-comemora-o-dia-da-liberdade/
Abr 25 2015
Parabéns Paulo Prudêncio pelos 11 anos de actividade blogosférica no Blogue “Correntes“
Foi Abril e até podia ter sido noutro mês, mas depois o 25 foi pensado. O “Correntes – em busca do pensamento livre” comemora hoje 11 anos.
Tinha outro título em mente. Não me lembro qual, mas recordo-me que estava ocupado. Os planos B, C e D também. Na altura, preparava qualquer coisa das correntes da pedagogia e a ideia da busca do pensamento livre está há muito enraizada.
É também uma homenagem ao 25 de Abril. Nada seria como é, e apesar de tudo, sem a coragem dos que o fizeram.
Mas o mais importante é que gosto de ter um blogue e de escrever e a rede blogosférica proporcionou-me amizades que doutro modo seriam improváveis.
Obrigado aos que passam por aqui.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/efemerides-correntes-faz-hoje-11-anos/
Abr 24 2015
O novo secretário regional da Educação considerou hoje que “é uma questão de justiça” a situação de impedimento que recai sobre um grupo de professores, a darem aulas na Madeira, de se candidatarem ao próximo concurso nacional de professores.
À margem das comemorações do 17º aniversário da Escola Básica e Secundária de Santa Cruz (EBSSC), Jorge Carvalho descartou qualquer alteração ao normativo que obriga à vinculação de pelo menos três anos de actividade lectiva na Região. Negou-lhes assim qualquer razão que pudesse assistir, mais ainda porque esse vínculo concede prioridade específica aos docentes agora queixosos.
Tendo em conta as exigências a que estão sujeitos pelo vínculo à Região, para o novo responsável pela tutela, este assunto não deixa quaisquer dúvidas: “Do ponto de vista legal não é possível e do meu ponto de vista entendo que é também uma questão de justiça face a aqueles que sabendo dessa prerrogativa não o fizeram (candidatura nacional) porque não podíamos como é óbvio, atender a essa solicitação”.
Revelou de resto que foi esta a resposta que entretanto já havia sido oficialmente comunicada pelo seu gabinete à Associação Nacional de Professores.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/sobre-os-candidatos-da-ram-que-concorrem-ao-continente/
Abr 24 2015
Iniciado por Maria de Lurdes Rodrigues e que teve continuidade com Isabel Alçada e Nuno Crato.
No fundo o que o PS propõe é o que já existe na prática onde os concursos internos se realizam na teoria de 4 em 4 anos.
Se foi pelo menos conquistada a mobilidade interna “anual” neste mandato do PSD, o que o PS propõe é que essa mobilidade interna desapareça e que sejam penalizados os professores que se apresentem a sucessivos concursos. Não percebo como alguém pode ser penalizado por concorrer quando um concurso é aberto, a não ser que a penalização seja o impedimento em concorrer após obter uma colocação.
Pela proposta apresentada neste documento o que tenho a dizer é que quem conseguir uma boa colocação neste concurso interno acaba por se safar e quem ainda se mantiver longe tão cedo não terá possibilidade de aproximação, ainda por cima o título do relatório é “Uma Década para Portugal”.
Mas para a teoria do quadro estável ser aplicada só existe um caminho, abrir todas as necessidades nos concursos de ingresso de forma a esvaziar as necessidades não permanentes. Só assim se terá um quadro estável.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/regressa-a-teoria-do-quadro-estavel/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/a-liberdade-chega-amanha/
Abr 24 2015
Habilitações
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/blogosfera-assistente-tecnico-12/
Abr 24 2015
Aplicação disponível até às 23:59h do dia 4 de maio
Aplicação disponível até às 23:59h do dia 5 de maio
Aplicação disponível até às 23:59h do dia 6 de maio
Deixo neste artigo os seguintes manuais que se encontram dispersos pelo site da DGAE
Manual da Formulação do pedido de mobilidade pela entidade proponente
Manual da Aceitação do pedido por parte do docente
Mobilidade Estatutária 2015-2016 – Manual da Validação dos pedidos pelas unidades orgânicas
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/mobilidade-estatutaria/
Abr 23 2015
Em estreia absoluta, de uns amigos de Brigthon.
Facebook dos Hollowmoon
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/a-musica-do-blog-para-acalmar-um-pouco/
Abr 23 2015
aos augustos deputados daquilo do BES: o google, e não só, tem um aborrecimento chamado cache. É só para saberem, só ensino uma vez.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/carta-totalmente-aberta/
Abr 23 2015
que, desde que os jornalistas consigam reduzir os “então”, não vejo motivos para pagarem multas, sabe-se lá a quem…
Publique-se!
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/considero/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/so-podes-reclamar/
Abr 23 2015
Abro este artigo a pedido de vários colegas por causa do tempo de serviço ao abrigo do artigo 103º
Deixo este mail que me chegou para lançar este debate e peço a quem tenha mais informações para as deixar na caixa de comentários.
Peço desculpa por incomodar e insistir neste assunto, mas será possível abrir um tópico para trocar impressões sobre as reclamações por causa do tempo de serviço descontado por doença (e a malfadada saga de circulares e informações discrepantes)?
Deixo o meu testemunho e as minhas dúvidas. Gostaria de saber como estão a agir outros colegas em situação semelhante. Estou confusa e, sinceramente, já não sei se estou a ver bem as coisas…
A propósito do tempo de serviço de faltas por doença, que não vi contado na candidatura e que tive de “aperfeiçoar” (verbo ridículo e totalmente paradoxal, no contexto) de acordo com as indicações da escola (daquelas mais papistas que o Papa na interpretação do artigo 103…), decidi, seguindo as instruções do sindicato, fazer uma reclamação.
Avanço no formulário e percebo que apenas posso alterar campos, sem explicar o que quer que seja. Como fazer isso implica que a escola valide novamente os dados (incluindo os que anteriormente invalidou e que fizeram com que tivesse de alterar o tempo, para permanecer no concurso) fico na dúvida. Se tiver campos inválidos na reclamação, esta será indeferida (sendo eu notificada), mas esse indeferimento terá consequências? Ou seja, poderei ser excluída do concurso ainda nesta fase ou simplesmente, como seria lógico, não me é dada razão mas permaneço nas listas, com o tempo de serviço que foi validado na fase de candidatura?Não encontrando respostas claras nos documentos oficiais, o que já é habitual nas questões mais complexas, liguei para o CAT. Após (apenas) vinte e muitos minutos de espera, fui atendida por alguém que se disse minha “colega” e que, de imediato, assumiu que tinha dúvidas quanto à questão… Deixou-me à espera e fez a sua pesquisa, para me informar de que seria excluída caso a reclamação fosse indeferida. Ou seja, para poder concorrer, tive de introduzir o tempo que a escola entendeu ser o correto e agora não posso reclamar, porque isso seria entendido como um novo concurso? Então qual é a utilidade da reclamação? A lógica seria, a ver indeferida a reclamação, continuar a concurso com os dados que foram validados anteriormente e não sofrer qualquer penalização por isso. Ou a intenção será dissuadir-nos de reclamar, pois não o fazendo, como afirma a DGAE, isso significa que concordamos com todos os dados e essa posição vincula-nos ao tempo de serviço que nos dizem que temos (e que não é o real, de acordo com o artigo 103 do ECD) e prejudica-nos em futuras ações de protesto? Parece que nos tentam vencer não pelo cansaço mas pela incoerência… Ficamos sem saber bem o que fazer, pois qualquer das opções nos prejudica…
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/post-para-as-reclamacoes-do-artigo-103/
Abr 23 2015
Onde quem acaba por ser exposto a tudo isto e possivelmente sofrer mais, é um menor de 14 anos.
Veja a entrevista exclusiva da docente acusada de ter tido relações com um aluno menor.
O futuro da professora Liliana Costa – que foi suspensa por 90 dias devido a suspeitas de envolvimento físico com um menor – está nas mãos do aluno, de 14 anos. As declarações que o rapaz irá fazer, no âmbito do processo disciplinar que foi instaurado na EB 2,3 Professor Gonçalo Sampaio, na Póvoa de Lanhoso, serão fundamentais para determinar se a docente de 34 anos – que ontem revelou a identidade em exclusivo no programa ‘Manhã CM’, na CMTV – é ou não culpada.
Se o rapaz continuar a negar a relação, o mais certo é que o inquérito disciplinar seja arquivado. Isto porque será difícil fazer outro tipo de prova.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/um-autentico-big-brother/
Abr 23 2015
Recolha do Livresco.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/noticias-soltas/
Abr 23 2015
… mas sim a autarquia. Isto porque o título da notícia poderia dar a entender que a escola tem poder de decisão sobre isso, mas não tem.
Poderia passar ao lado desta notícia, mas como se passa no meu concelho e na minha freguesia não a poderia deixar passar ao lado.
Como professor numa escola deste concelho e actualmente numa escola do primeiro ciclo sei que estas regras absurdas se estão a aplicar. Se na “minha escola” acontecesse isto com meu conhecimento, e já disse que soubesse de tal coisa não deixaria de intervir, garanto que não mandava o aluno para casa sem refeição completa, mesmo que sejam essas as orientações da câmara municipal.
A prática que existe é que o Encarregado de Educação que não tira a senha é contactado da parte da manhã para entrar em contacto com a autarquia e quando não há solução para o encarregado de educação vir buscar o aluno para almoçar a casa ele apenas come a sopa, o pão e a fruta.
Se existem abusos de pais que se esquecem continuadamente de tirar a senha da refeição também não é de estranhar quer isso aconteça, pois a única forma possível de o fazer é através de uma aplicação electrónica no site da autarquia. E como sabemos, não é de acesso fácil à maioria dos pais a interacção com os meios electrónicos. Eu para não me chatear com estas coisas e porque tenho possibilidade disso tiro as senhas para todo o período lectivo, mas sei que nem todos o podem fazer.
As escolas, no meu ponto de vista erradamente, deixaram de ter qualquer poder de decisão sobre estas questões, por medo ou por comodismo.
E este é um dos problemas que poderá agravar-se com a futura municipalização visto que cada vez menos as escolas serão capazes de confrontar as autarquias em decisões desta natureza.
E para completar a informação, no caso o aluno não poder comparecer na escola por motivo de doença (e já aconteceu isso com o meu filho) não é devolvido o valor da refeição que já foi pago, a não ser que até às 8 horas da manhã se faça essa anulação da refeição no dito portal electrónico. Mas como ele acorda apenas a essa hora não é a anulação da refeição que me preocupará em primeiro lugar, certamente.
“O que fizeram ao meu filho é desumano! Não darem de comer a uma criança de sete anos porque os pais esqueceram-se de tirar a senha?” Vilma Ribeiro ainda não acredita. O caso da EB1 de Parada, em Guilhabreu, é apenas um entre muitos. O “rigor” do sistema de marcação obrigatória pela Internet deixa indignados os pais. A Câmara diz que era “incomportável” ter, todos os dias, “centenas” de crianças sem marcação para almoçar. Agora, aos “esquecidos”, só assegura sopa, pão e fruta e passaram de centenas para “dois ou três”
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/nao-e-a-escola-que-faz-esta-recusa/
Abr 23 2015
O que disse é o que realmente se está a passar com o concurso externo, os docentes da 1ª prioridade estão a ser escrutinados um a um pelos docentes mais graduados que sentem injustiça na vinculação de docentes com muito menos graduação, mas que tiveram a possibilidade de ter 5 contratos anuais, completos e consecutivos. E como parte dessas colocações foram feitas em escolas TEIP (onde não existem dados públicos) aumenta esse escrutínio por parte de quem se sente injustiçado.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/concurso-abre-guerra-entre-professores/
Abr 23 2015
Fica aqui e-mail que me chegou.
Bom dia,
Ao ser alertada para a situação da questão 12 e uma vez que sou professora de QZP desde 2004, resolvi ligar para o CAT
Informaram-me que neste momento não tenho possibilidade de reclamar, pois este é um campo inalterável mas que poderei tentar sensibilizar o Diretor da minha escola para esta situação.
A escola na terceira validação poderá ainda alterar este campo.
Também me informaram que caso ficasse mais tranquila poderia expor esta situação para
Agradeço toda a sua ajuda e toda a sua profunda dedicação a este espaço tão bem conseguido
Cumprimentos
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/ainda-sobre-a-questao-12/
Abr 23 2015
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/se-pagarem-bem/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/adoro-economistas/
Abr 22 2015
No seguimento do post anterior deixo também o documento em formato excel da lista de ordenação provisória ao concurso externo.
Clicar aqui ou na imagem para aceder ao documento em Excel.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/lista-provisoria-de-ordenacao-concurso-externo-em-excel/
Abr 22 2015
Deixo aqui o documento em Excel das listas provisórias de ordenação do concurso interno para cada um de vós poder analisar conforme o seu interesse.
Para este documento ser feito foram perdidas algumas horas minhas e do Davide Martins. algo que a DGAE podia disponibilizar sem perder grande tempo com isso.
O documento encontra-se com mais 2 colunas do que os pdf da DGAE, a coluna H e I. Estas duas colunas têm o QZP da Escola/QZP de provimento do docente e a coluna I o concelho da escola de provimento, quando é docente QZP mantém-se o número do QZP nessa coluna.
Isto serve para quê?
Podem filtrar cada uma das colunas conforme o vosso interesse. Escolham o grupo de recrutamento que vos interessa, o QZP que querem ver e os concelhos que têm interesse e ficam a saber quantos estão na mesma situação que a vossa.
Se quiserem saber se um concelho pode ter candidatos de outros concelhos próximos alarguem o leque dos concelhos e tentem perceber se existe muita ou pouca concorrência para as escolas que vos interessam.
Com esta ferramenta na vossa mão procurem não me perguntar se podem ou não apanhar colocação em determinada escola.
Já sabem que tudo o que precisam podem encontrar aqui no blog.
Cliquem na imagem ou aqui.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/lista-provisoria-de-ordenacao-concurso-interno-em-excel/
Abr 22 2015
Que teimam em não ler as notas informativas que são feitas para lhes chamar burros de caras, fica aqui novamente a informação.
TODOS OS LUGARES DE QA/QE e QZP ATÉ 2009 tinha de se responder “SIM, RECUPERA” na questão 12.
Alguns excelsos diretores teimaram em não mudar o “Não, Não Recupera“, para “Sim, Recupera“.
E agora nem forma existe de reclamar desse campo.
Era fácil a DGAE saber quem são esses excelsos diretores e afixar-lhes o adesivo na testa.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/para-os-senhores-excelsos-diretores/
Abr 22 2015
… que também temos de fazer a trabalhêra deles?
são provisórias porque decorre agora um período de reclamação
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/quer-dizer/
Abr 22 2015
Troco émeiles com os alunos e alguns até me telefonam – se lhes apetece. Aquando da FCT, vão de Yellow Truck para apresentação nas empresas.
Mas, como sou para lá de feio, estou safo!
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/estou-safo/
Abr 22 2015
Entrevista do site ComRegras ao Diretor do Agrupamento de Escolas de Carcavelos (A escola que não chumba), Adelino Calado.
O Agrupamento de Escolas de Carcavelos, foi notícia num passado recente, sobre a aplicação de um projeto que visa a progressão do aluno como forma de combate ao insucesso e indisciplina. Este é um assunto que não é consensual na comunidade educativa, por essa razão o ComRegras quis ouvir o Diretor Adelino Calado para que possamos conhecer melhor o seu trabalho.
Como caracteriza o meio sócio-económico em que a escola está inserida?
O Agrupamento de Escolas de Carcavelos está inserido numa área em que predomina um meio médio alto, do ponto de vista sócio-económico. No entanto, é importante salientar que na área de influência das Escolas do Agrupamento, e falamos num raio de cerca de 2/3 km, existem três grandes Escolas Privadas com mais de 2000 alunos cada. Na prática o ensino privado recebe cerca de três quartos dos alunos da zona.
Antes da implementação do atual modelo de avaliação e aprendizagem, como caracterizava a vossa escola ao nível do aproveitamento e disciplina?
O aproveitamento das Escolas do Agrupamento era manifestamente baixo, sendo as dificuldades de aprendizagem um dos maiores problemas reflectido nas avaliações externas.
Disciplinarmente era uma Escola com muitos problemas, sendo que a maioria das ocorrências, cerca de 92%, se passavam com alunos repetentes.
Qualquer mudança tão significativa leva normalmente algum tempo a implementar e surgem sempre algumas resistências. Pode contar-nos como decorreu o processo de implementação do atual modelo?
Claro que qualquer alteração ao instituído, ao tradicional, ao dito “normal” é muito difícil.
Assim, a proposta de implementação de um projecto, lançado em 2003, tinha como objectivo temporal 12 anos!
Lançar um projecto na área da educação a doze anos é algo em que poucos acreditavam. Foi necessário muita teimosia e alguma coragem para iniciar o projecto.
As resistências apareceram de todos os quadrantes, docentes, encarregados de educação e alunos tendo em conta que o primeiro grande” momento” dizia respeito à forma de tentar encontrar soluções para os alunos que não conseguiam realizar as aprendizagens que todos queriam que os mesmos realizassem. A maior dificuldade foi procurar fazer com se aceitasse a diferença de momentos de aprendizagem entre os diferentes alunos.
Aceitar que nem todos apreendem as mesmas coisas nos mesmos momentos foi, e ainda hoje é, bastante difícil de aceitar.
A não retenção como medida fundamental foi a primeira grande decisão assumida pelo Conselho Pedagógico que veio despoletar todo o processo sequente.
A avaliação das aprendizagens, o encontrar de soluções alternativas ao processo e percurso escolar de cada aluno, foram elementos de um processo moroso, com grandes avanços e alguns recuos, muita formação interna, grande dedicação e muita motivação para o sucesso de todos.
Em que consiste o vosso modelo?
Na realidade o “nosso modelo” nada tem de “modelo”, apenas reflecte o que toda a literatura e legislação aponta no que se refere a aprendizagem e educação.
Aliás se olharmos com alguma atenção para a Lei de Bases do Sistema Educativo – Lei 49/2005 de 30 de agosto:
“…O sistema educativo é o conjunto de meios pelo qual se concretiza o direito à educação, que se exprime pela garantia de uma permanente acção formativa orientada para favorecer o desenvolvimento global da personalidade, o progresso social e a democratização da sociedade…”
Constatamos que esse foi o mote para todo o desenvolvimento do nosso trabalho.
De facto não acreditamos que a retenção é a melhor forma de recuperar alunos, ou de lhes proporcionar as condições necessárias para o desenvolvimento da sua personalidade e das suas capacidades, nem tão pouco garantia para o sucesso individual de cada jovem.
Procuramos diagnosticar, a cada momento, as aprendizagens face aos conteúdos e competências que se pretendem desenvolver, utilizando vários instrumentos de avaliação (consensualizámos a utilização de 13 instrumentos), tentando perceber quais as dificuldades sentidas por cada aluno. Esta informação constitui elemento base para a definição de todas as estratégias de recuperação, e de planeamento do futuro.
A utilização de todas as modalidades de formação – CEF – PCAs – Vocacionais – Profissionais, para além do ensino regular tem sido exploradas sempre com uma orientação e acompanhamento dos Serviços de Psicologia e Orientação da Escola, e das várias parcerias que estabelecemos.
Sei que abdicaram dos toques de entrada e que os alunos são obrigados a preencher um relatório sempre que chegam atrasados. Essa medida não aumentou a burocracia dentro da escola? Qual o destino dos relatórios?
Uma das áreas em que entendemos ter que interferir decisivamente tem a ver com a “autonomia” e a “responsabilidade”, que julgamos que os alunos não têm.
O acabar com os sinais sonoros de aviso leva a uma maior atenção de todos face à responsabilidade que lhes é incutida no sentido de não se atrasarem. E tem resultado.
Quanto aos atrasos e aos relatórios, mais do que trabalho acrescido eles têm-se revelado como elementos fundamentais no aumentar do “tempo letivo” inicial que estava a ser muito prejudicado pela entrada fora de tempo de vários alunos.
Os relatórios são preenchidos pelos alunos, e lidos ao telefone pelos mesmos, aos seus EE na presença dos elementos do gabinete de acompanhamento disciplinar. É no âmbito deste gabinete “GAD” que esses documentos são tratados e comunicados aos Diretores de Turma respectivos, sem mais tarefas burocráticas.
Consegue quantificar a diminuição nos atrasos?
Cerca de 12% dos 2570 alunos chegavam atrasados – neste momento esse valor desceu para cerca de 0,7% !
Ao consentir a passagem administrativa nos anos intermédios, é natural que se pense em facilitismo. Como é que conseguiram manter os alunos responsáveis e aplicados?
De facto a Escola “não consente”, a Escola “obriga” os alunos a acompanhar os seus colegas, independentemente das classificações obtidas, se o Conselho de Turma considerar que essa é a medida mais adequada para aquele aluno.
Tradicionalmente consideramos que chumbar um aluno tal corresponde a um “castigo”, daí a sua frase de “…consente a passagem…” e se fale em “…facilitismo.”
No entanto será interessante analisar um pouco melhor e logo verificamos que ao transitar um aluno irá ter um ano muito mais trabalhoso, pois tem que para além do trabalho comum a todos os colegas, que proceder à recuperação do que ficou por apreender. Quanto ao aluno que “chumba”, no ano seguinte o que de facto se passa é que vai ter menos trabalho, “já deu o que vai ouvir outra vez”, é mais velho que os restantes colegas de turma, enfim passa a ser um “líder”, normalmente da indisciplina.
Com a implementação do modelo, houve alterações ao nível disciplinar?
Claro que este foi um dos problemas que levaram também ao olhar para a indisciplina. Quando iniciámos o projecto, os problemas disciplinares que ocorriam correspondiam a cerca de 90% de casos com alunos repetentes ! Ora a não existência de repetentes veio eliminar essas situações. Assim, os problemas disciplinares atuais revelam-se no “…não está sossegado na aula…”, “…levantou-se sem autorização…”, “… avisado para não conversar, não acatou a instrução…”, enfim problemas menores, o que nos leva a afirmar que a disciplina melhorou. Este ano ainda não houve lugar a nenhum processo disciplinar, com cerca de 2500 alunos.
A que se devem essas alterações?
Julgo que em grande medida, a maior aproximação com a família, e a não existência de repetentes, são os pontos fundamentais, aliados à maior autonomia e responsabilidade assacada aos alunos.
Acha que o vosso modelo pode ser aplicado em escolas com elevados níveis de indisciplina?
Quando iniciámos o projecto, em 2003/2004, a Escola Sede tinha cerca de 480 alunos e teve trinta e tal processos disciplinares !
Julgo que o primeiro passo é mesmo o envolvimento das famílias, só assim é possível tratar os problemas disciplinares.
Não é um bocadinho utópico pensar que os alunos com elevados índices de indisciplina vão ficar mais responsáveis, assíduos e pontuais ao saberem que dificilmente ficam retidos?
De facto a pergunta elaborada como está, descontextualizada tem toda a razão de ser, e reflecte bem a nossa forma de estar e viver o ensino e a aprendizagem, que tradicionalmente considera que a retenção é um “castigo” !
Mas como tudo na vida, o acreditar que é possível é elemento fundamental para a alteração de processos e acima de tudo de mentalidades.
Claro que o trabalho de envolvimento de todos os elementos do processo é imprescindível, e são funcionários, professores e família que desenvolvem e acompanham todas as facetas dos alunos que têm que em conjunto encontrar as motivações necessárias à alteração de atitudes e comportamentos.
Muito obrigado Sr. Diretor pela sua disponibilidade.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/entrevista-ao-diretor-do-agrupamento-de-escolas-de-carcavelos/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/estas-indignado-acao-ja-nao-guardes-para-amanha-anvpc/
Abr 22 2015
Se no dia 10 de Setembro de 2014 disse que havia 461 docentes em condições de vincular pela norma travão e como já confirmei no artigo anterior que constam nessa lista 438 docentes, há 23 docentes desses 461 que poderiam ter condições para vincular e não se encontram na 1ª prioridade.
Ainda não verifiquei se estão na lista de excluídos ou se pura e simplesmente perderam a primeira prioridade e concorrem apenas na 2ª prioridade.
Fica aqui essa lista pois pode algum destes docentes nem se ter apercebido que tinha condições para essa vinculação e ter apenas concorrido em 2ª prioridade.
ADENDA:
A esta lista dos 23 devem tirar-se os seguintes docentes que vincularam no CEE2014 por terem obtido lugar fruto das não aceitações desse concurso extraordinário.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/lista-dos-23-docentes-da-minha-lista-dos-461-que-nao-constam-nos-865/
Abr 22 2015
Existem 865 docentes que se encontram nas listas de ordenação provisórias em 1ª prioridade.
Já no dia 10 de Setembro de 2014 tinha elaborado a lista dos que eventualmente poderiam vincular pela norma travão.
Hoje pintei (o Davide Martins, ajudou-me) os 461 docentes na lista dos 865.
Dos 461 docentes que identifiquei nessa altura estão 438 docentes na lista dos 865. Ou seja, faltam apenas 23 docentes, estes docentes podem estar na lista de excluídos ou por qualquer motivo deixaram de reunir as condições para entrarem na norma travão.
Se eu retirar os 119 docentes do grupo 290 por não ter dados dos últimos 5 anos desse grupo de recrutamento só restam 285 docentes por confirmar se têm de facto condições para estarem na 1ª prioridade.
Mais do que isto não vos posso ajudar.
O que deu foi o que se vê no pdf seguinte se clicarem na imagem:
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/comparacao-da-lista-dos-865-com-a-minha-lista-dos-461/
Abr 22 2015
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/na-imprensa-escrita-de-hoje/
Abr 22 2015
E agora resta saber as os lugares reservados aos docentes portadores de deficiência passarão todos para os docentes da prioridades seguintes.
O quadro que fiz em 17 de Março com o número de lugares reservados para docentes portadores de Quota de Deficiência é o que se segue e o artigo em causa é este.
A minha dúvida na altura residia no seguinte: só passariam os lugares reservados para os docentes da 2ª prioridade se sobrassem esses lugares da 1ª prioridade. Mas como não existem docentes a concorrer na 1ª prioridade ao abrigo do DL 29/2001 e as vagas abertas são em excesso ao número de candidatos da 1ª prioridade não sei como se procederá a reserva de lugares para os docentes das prioridades seguintes.
Assim, resta saber se terão em conta todas as vagas abertas para o concurso externo ou se serão apenas as vagas sobrantes da 1ª prioridade que passarão para a quota de deficiência.
Se todas as vagas abertas passarem para docentes das prioridades seguintes teríamos então os docentes indicados no quadro em baixo a vincular, por grupo de recrutamento e QZP, mas continuo a ter muitas reservas que seja de facto assim, senão vejamos o que poderia acontecer: nos grupos onde não há candidatos em número suficiente como é o caso do Grupo 290 onde há 119 docentes em 1ª prioridade para 106 vagas (acredito que o MEC seja obrigado a criar nova portaria para casos destes) e se entrassem 7 docentes da 2ª prioridade por quota de deficiência teriam de ficar de fora 7 docentes da 1ª prioridade, o que vinha contrariar o vínculo semi-garantido desses docentes.
Este é um assunto que merece mais esclarecimentos.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/nao-ha-nenhum-docente-da-1a-prioridade-ao-abrigo-do-dl-292001/
Abr 22 2015
No meu verbete provisório já se encontra alterada a questão 12 relativamente à primeira validação que tinha como resposta “Não, Não recupera”.
Na 1ª validação tinha sido respondido que caso eu saísse da escola o lugar não era recuperado, fazendo com que esse lugar deixasse de estar em concurso.
Depois de todos os alertas que fiz nesse período a DGAE respondeu taxativamente o que as escolas deviam responder na questão 12.
A minha escola procedeu à alteração, mas tenho conhecimento que outras escolas não o fizeram. Por isso peço a todos os QA/QE e QZP “à antiga” que verifiquem no vosso verbete se na questão 12 a resposta é “Sim, recupera“.
O Verbete encontra-se na aplicação SIGRHE, em Geral»»»»Consulta de Documentos.
Se ainda estiver “Não, Não Recupera” reclamem até ao dia 27 de Abril de forma a que esses lugares não fiquem fechados no caso de saírem da vossa escola/QZP de provimento.
![]()
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/ja-verificaram-a-questao-12-do-vosso-verbete/
Abr 22 2015
Este é um dos quadros que gosto mais de fazer para perceber a tentativa de movimentações dos docentes para outro grupo de recrutamento.
Logicamente a maioria dos docentes concorre ao seu grupo de recrutamento, mas existem situações em que um elevado número de docentes pretende mudar de grupo.
A primeira coluna tem o grupo de recrutamento a que os docentes concorreram e a primeira linha o grupo de recrutamento de provimento.
É no grupo 110 onde a maior parte dos docentes pretende mudar de grupo.
Existem 256 docentes do 1º ciclo que pretendem concorrer ao grupo 230, 296 ao grupo 260 e 807 ao grupo 910.
Em sentido contrário existem 122 docentes do grupo 240 a concorrer ao grupo 110.
Existem também 283 Educadores de Infância que pretendem mudar para o grupo 910.
Quem é contratado e tem esperança de obter colocação no grupo 910 no próximo ano lectivo basta olharem para esta tentativa de mudança de grupo dos docentes dos quadros para perceberem que a maior parte dos lugares em 2015/2016 vão ser ocupados por docentes dos quadros que transitaram de grupo.
Existem 1089 vagas positivas no grupo 910 para o concurso interno mais 282 para o concurso externo. Os1371 lugares vagos no 910 vão ser ocupados por docentes dos quadros que não deixarão muitos lugares para contratação neste grupo de recrutamento.
Para ver este quadro cliquem na imagem para abrir o documento em pdf com melhor resolução.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/fluxo-das-candidaturas-do-concurso-interno-2/
Abr 22 2015
O próximo quadro apresenta o QZP de provimento de todas as candidaturas ao concurso interno. Transformei os docentes de quadro de agrupamento em lugar de QZP para se perceber de onde provêm.
Existem 709 candidaturas de docentes da RAA e da RAM.
O QZP com mais docentes em concurso é o QZP 1 com 9550 docentes e é no 1º ciclo neste QZP que existe o maior número de docentes em concurso (1620).
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/qzp-de-provimento-dos-docentes-do-concurso-interno/
Abr 22 2015
Volta a formação de adultos, também mudanças para professores e currículos escolares. O programa dos economistas admite financiar as universidades também com o IRS dos ex-alunos.
Os economistas chamados por António Costa dedicaram-se também à Educação, no documento que estrutura a política económica do PS para a próxima legislatura. Inclui mudanças nas colocações de professores, alterações pontuais a currículos, programas de combate ao insucesso escolar e apoio à formação contínua e às universidades – incluindo que recebam IRS dos seus ex-alunos.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/so-espero-que-nao-refressem-as-velhas-pessoas/
Abr 21 2015
tentou meter-se hoje na Metrologia com dúzias de economistas de algibeira, parece que estiveram à espera de se pegar nisto.
Só não entendo porque é que vêm todos de famílias falidas.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/o-partido-socialista/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/tudo-isto-e-electronico/
Abr 21 2015
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2015/04/Manual_Reclamacao_CI_Ext_2015.pdf”]
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/manual-de-instrucoes-reclamacao-da-candidatura/
Abr 21 2015
A acção tem de dar entrada até 5ª feira com, pelo menos, 100 nomes. Não vale a pena andarem-se a lamentar apenas na caixa de comentários e no Facebook. Podem também agir.
COLEGAS,
Esta ação entra no tribunal 5ª fª. Quem reunir condições (5 anos seguidos completos, independentemente do grupo de recrutamento), pode inscrever-se na mesma. Esta irá defender o respeito pela diretiva europeia e a inconstitucionalidade da norma-travão.
Os valores previstos por pessoa: Valor total 250 euro/pessoa + taxa justiça para intentar a ação é de 612€ que será dividida por todas as pessoas (612€:100 pessoas = 6.12 euro)
Estes valores são estipulados com base em 100 pessoas. Menos do que isso não serve para nada e o valor aumenta.
Quem se quiser inscrever deve mobilizar outros a fazê-lo.
Inscrição aqui:
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/pedido-de-divulgacao-providencia-cautelar/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/comunicado-do-fafe/
Abr 21 2015
Repare-se no exemplo:
– M.S. é candidata ao concurso externo, tem 11.998 dias de serviço (quase 33 anos de serviço) e uma graduação profissional de 48,671 – está na segunda prioridade do concurso externo, o que significa que não foi abrangido pela designada “norma-travão”, podendo ou não vincular.
– T.C. está na primeira prioridade do concurso externo, o que significa que é abrangida pela “norma-travão” e, portanto, irá vincular ao MEC. Tempo de serviço: 2.288 dias (pouco mais de 6 anos de serviço). Graduação Profissional: 21,268, ou seja, menos de metade da candidata anterior que está atrás de si.
Esta situação corresponde a um dos grupos de recrutamento em que a injustiça decorrente da norma imposta pelo MEC, à qual a FENPROF se opôs, fica bem expressa. E é apenas um dos 20.417 casos de candidatos ordenados em segunda prioridade que são mais graduados que o último da primeira. E a diferença entre ambos é que, ao menos graduado é garantido o ingresso em quadro, o que não acontece em relação ao primeiro da prioridade seguinte.
Olhemos para alguns dos grupos em que a injustiça tem uma expressão mais gritante:
Candidatos em 1.ª prioridade (ingresso nos QZP): 47
Candidatos em 2.ª prioridade: 8.576, sendo que 5.737 são mais graduados que o último candidato da 1.ª prioridade.
Número de candidatos da 1.ª prioridade que vinculariam, caso fosse observada a graduação profissional: 1!
Vagas colocadas a concurso: 190. Se 47 destas vagas forem ocupadas pelos candidatos da 1.ª prioridade e as restantes 143 preenchidas por candidatos da 2.ª, isto significa que 5.594 dos que ficarão excluídos da vinculação são mais graduados que o(s) último(s) dos abrangidos pela “norma-travão”.
Foi precisamente para evitar que esta injustiça acontecesse que a FENPROF propôs ao MEC, em sede de negociação que, independentemente do tempo de serviço a considerar para efeitos de vinculação, deveria o MEC vincular todos os que, não satisfazendo esse requisito temporal, tivessem uma graduação profissional superior à do último abrangido.
Este problema que está criado acontece porque o MEC decidiu retirar do concurso nacional as escolas TEIP e com contrato de autonomia, permitindo que as mesmas recrutassem docentes com pouco ou mesmo nenhum tempo de serviço em oferta de escola. Tendo obtido renovação do seu contrato durante 5 anos, estes professores ultrapassaram os seus colegas que, com 20 ou mais anos de serviço, iam sendo colocados em concurso nacional, onde, por razões alheias à sua vontade, deixaram de ter horário completo e anual. Ao longo das negociações, a FENPROF não se cansou de alertar para este efeito que agora se torna visível, mas que o MEC sempre desvalorizou.
O caso do 1.º Ciclo do Ensino Básico, sendo o mais expressivo, está longe de ser único, senão vejamos só os exemplos em que mais de um milhar de docentes são ultrapassados:
Candidatos em 1.ª prioridade (ingresso nos QZP): 230
Candidatos em 2.ª prioridade: 4.953, sendo que 3.513 são mais graduados que o último candidato da 1.ª prioridade.
Número de candidatos da 1.ª prioridade que vinculariam, caso fosse observada a graduação profissional: 83!
Candidatos em 1.ª prioridade (ingresso nos QZP): 41
Candidatos em 2.ª prioridade: 2.176, sendo que 1.953 são mais graduados que o último candidato da 1.ª prioridade.
Número de candidatos da 1.ª prioridade que vinculariam, caso fosse observada a graduação profissional: 4!
Candidatos em 1.ª prioridade (ingresso nos QZP): 71
Candidatos em 2.ª prioridade: 1.578, sendo que 1.392 são mais graduados que o último candidato da 1.ª prioridade.
Número de candidatos da 1.ª prioridade que vinculariam, caso fosse observada a graduação profissional: 21!
Candidatos em 1.ª prioridade (ingresso nos QZP): 127
Candidatos em 2.ª prioridade: 1.752, sendo que 1.128 são mais graduados que o último candidato da 1.ª prioridade.
Número de candidatos da 1.ª prioridade que vinculariam, caso fosse observada a graduação profissional: 58!
Candidatos em 1.ª prioridade (ingresso nos QZP): 19
Candidatos em 2.ª prioridade: 1.720, sendo que 1.070 são mais graduados que o último candidato da 1.ª prioridade.
Número de candidatos da 1.ª prioridade que vincularia, caso fosse observada a graduação profissional: 2!
Fica assim ilustrada uma situação que se repete por praticamente todos os grupos de recrutamento, alguns, ainda que com números de menor valor absoluto, têm uma dimensão relativa mais forte.
Face a este quadro de injustiças criado pelo MEC, a FENPROF já solicitou uma reunião ao Ministro Nuno Crato, a realizar com a máxima urgência, no sentido de encontrar uma solução para este problema que, necessariamente, passa por adotar uma solução como a que a FENPROF vem propondo.
Simultaneamente, será reforçada a denúncia, com estes números, junto da Comissão Europeia (delegação em Lisboa, com quem a FENPROF, a este propósito, reuniu há poucas semanas), quanto à forma como o MEC quis transpor a diretiva 1999/70/CE, sobre limites da contratação a termo. Para além de não ter garantido a aplicação dos princípios do não abuso e da não discriminação no recurso à contratação a termo, a “norma-travão” imposta pelo ministério, resulta em atropelos e injustiças intoleráveis. A FENPROF irá ainda recorrer, de novo, ao Provedor de Justiça e aos grupos parlamentares.
Entretanto, a FENPROF suscitou já junto do seu gabinete jurídico a apreciação do caso para um eventual recurso aos tribunais.
Por último, a FENPROF irá ainda apelar aos professores para que participem nos protestos que, contra este problema que ganha agora enorme visibilidade, venham a ser convocados.
O Secretariado Nacional da FENPROF
21/04/2015
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/04/comunicado-da-fenprof-sobre-a-lista-de-ordenacao-provisoria/