Rui Cardoso

Author's posts

“Designadamente”: Costa meteu uma palavra no preâmbulo

Presidente da República vai promulgar o novo diploma do Governo sobre a progressão dos professores. Contou o que o Governo mudou no preâmbulo do diploma e como Costa se convenceu a deixar “uma porta entreaberta”, mesmo que pequena, a voltar a negociar a contagem de tempo de carreira dos docentes nesta legislatura. “Que diabo, ainda faltam dois anos e meio para o fim da legislatura”, disse Marcelo

Designadamente”: Costa meteu uma palavra no preâmbulo da lei dos professores e Marcelo vai aceitar (“a imaginação que é preciso”)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/designadamente-costa-meteu-uma-palavra-no-preambulo/

Obrigada, Professor Marcelo

 

Obrigada, Professor Marcelo

Este ano letivo de 2022/2023, foi um ano atípico para quem é professor e não mero funcionário do Estado. Foi o ano de todas as mudanças na forma como a voz dos professores pode ser ouvida e as suas lutas organizadas, independentemente da associação sindical a que pertence (ou não). Aconteceu de tudo. De manifestações que encheram as ruas de Lisboa e de todas as capitais de distrito, a formas inovadoras de fazer greve (a que atribuíram o estigma da ilegalidade), a escolas encerradas a cadeado, a acampamentos à porta do parlamento, a correntes de professores a unir margens entre pontes, a greves de fome, a professores com processos disciplinares (acusados de desobediência por vezes a exigências ilegais). Enfim, será um ano que ficará para sempre marcado como uma mudança de paradigma na história da luta dos professores em Portugal .

O mês de julho, mais concretamente o dia 27 de julho de 2023, será também  um dia histórico para a luta de todos os docentes portugueses: o Presidente da República  Marcelo Rebelo de Sousa chumba diploma de progressões na carreira dos professores, lê-se nas páginas de muitos jornais. Um dos motivos alegados pelo presidente para vetar este diploma prende-se com a disparidade de tratamento entre o Continente e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Ao recusar este diploma legal, recusa também assumir que, em Portugal, todos os docentes não sejam iguais. Ao vetar o denominado Diploma acelerador de carreiras que estabelecia os termos de implementação dos mecanismos de aceleração na carreira dos educadores de infância e dos professores dos ensino básico e secundário, o professor Marcelo pode ter mostrado pela primeira vez, ao longo deste longo processo, alguma consciência profissional para com uma classe cujas singularidades ele conhece muito bem. E revelou uma enorme inteligência emocional, política e estratégica que parece ter escapado aos restantes senhores da política que têm tido a função de negociar este polémico diploma: a consciência das consequências que a frustração da esperança dos professores ao constatarem o encerramento do processo. Ora, tanto poderá tratar-se de uma (mais uma?) jogada política para continuar a manter os professores em banho-maria, não lhes retirando de vez a esperança e garantindo assim que abrem as escolas em setembro próximo, como poderá existir realmente – vamos acreditar que sim – uma verdadeira consciência do que está aqui em jogo: a enorme frustração e desmotivação de uma grande percentagem de uma classe profissional que se pudesse desistir amanhã, fá-lo-ia.

CONTINUA

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/obrigada-professor-marcelo/

O veto vai parir um rato

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/o-veto-vai-parir-um-rato/

TEIP IV

Cria o Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária de quarta geração e estabelece as respetivas normas orientadoras

Despacho n.º 7798/2023, de 28 de julho

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/teip-iv/

O Presidente sindicalista

Retiraram toda a autoridade aos sindicatos e ministério da educação, Negoceia-se não alta esfera política sem dar cavaco aos professores.

Afinal parece que não estão concluídas as conversas entre o Presidente da República e o primeiro-ministro sobre o decreto da valorização das carreiras dos docentes.

Novo decreto ainda a ser negociado entre Marcelo e Costa

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/o-presidente-sindicalista/

OS PROFESSORES E O VETO MARCELINO DEVOLUÇÃO & PODRIDÃO

“A política não deveria ser a arte de dominar, mas sim a arte de fazer justiça”. (Aristóteles)

“Uma das penalidades por se recusar a participar da política é que você acaba sendo governado por pessoas inferiores”. (Platão)

O preço que o Homem de bem paga por não se envolver em política é ser governado pelos mal-intencionados”. (Platão)

Muitos odeiam a tirania apenas para que possam estabelecer a sua”. (Platão)

Boas pessoas não precisam de leis para obrigá-las a agir responsavelmente, enquanto as pessoas ruins encontrarão um modo de contornar as leis”. (Platão)

Não devemos de forma alguma preocupar-nos com o que diz a maioria, mas apenas com a opinião dos que têm conhecimento do justo e do injusto, e com a própria verdade”. (Platão)

“O Homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.                   (Immanuel Kant)

Marcelo vetou, A.Costa não gostou mas encaixou, surpresa não expectabilispara muitos, incluso vulgos comentadeiros”. Após a devolução sem promulgação, de Belém a São Bento, do decreto-lei sobre a aceleração e progressão na carreira de educadores de infância e professores do ensino básico e secundário, o Conselho de Ministros viu-se na contingência de ter de reapreciar o dito cujo supracitado diploma, e fê-lo em tempo recorde, o que não augura nada de bom.

O anúncio foi tornado público pela ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, que garantiu que houve alterações que foram feitas em              grande articulação” entre PM e PR. (Lusa, Ana Lemos, 27/07/2023, 13:59)

Não foram adiantados detalhes sobre as “alterações”. Em tuguês tuga” o habitual secretismo do secreto segredo do diploma viajante entre palácios

A montanha vai parir um ratinho hamsterminúsculo, a correr indefinidamente na rodinha sem fim, aumentar a frustração docente por justiça, verdade, equidade e reposição temporaltrabalhada, roubada, paga em impostos, e exponenciar a revolta dos professores, por paragem de ultracongelamento, a atirar para os “idos”, a calendarizar/agendar com adiamento “sine die”. Para além da iniquidade da discriminação com os Açores e a Madeira. Para a mesma função tratamento desigual. Intolerável!

Carlos Calixto

Mais enfatizou a porta-voz do Governo que: “É nesse quadro, tendo em conta as notas do Presidente da República e o diálogo que foi feito nas últimas horas, que hoje aprovámos o decreto-lei com as alterações que no nosso entender, e que de acordo com esse diálogo, permitem superar estas dúvidas”. (idem)

“Se o devolvemos com alterações é porque entendemos que respondemos às preocupaçõesque o Presidente da República tinha assinalado, mesmo que não em total alinhamento, mas também não me parece que da leitura da nota fosse esse o contexto da nota”, acrescentou. (idem)

O argumentário do chefe de Estado é justificado comdois argumentos nucleares:

– “Encerrar definitivamente o processo” do tempo de serviço em levitação.

“Disparidade de tratamento entre o Continente e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira”, com recuperação total, faseada e gradual. (idem)

Brutal Marcelo na crítica à ainda não devolução e reposição da integralidade do tempo docente em falta. Donde, apontar o caminho da reabertura futura imediata de processo negocial com os sindicatos.

– “Não há nem pode haver comparação entre o estatuto dos professores, tal como o dos profissionais de saúde, e o de outras carreiras, mesmo especiais”.

Mais alega Marcelo, afirmando que: “Governar é escolher prioridades. E saúde e educação são e deveriam ser prioridades se quisermos ir muito mais longe como sociedade desenvolvida e justa”, defendeu, considerando ainda que             apostar na educação é mais do que pensar no curto prazo, ou em pessoas, situações, instituições, do passado próximo ou do presente, ou calcular dividendos políticos”. (idem)

Recapitulando, “chumbo presidencialdo diplomaquarta-feira, dia 26 de julho de 2023. Devolução do diploma pelo Governo, quinta-feira, dia 27 de julho de 2023.

A diminuta e ínfima, rápida e inconsequente abordagem ao diploma, mostra e demonstradesrespeito pelo professorado e desconsideração pela centralidade das preocupações alegadas pelo senhor Presidente da República. Quase nada vai mudar, digo eu. Talvez, apenas e só, para entreter e entretenga à crítica pertinente e assertiva do PR, no texto de devolução do diploma, ao referir que: “Nem sequer, no texto do articulado, ou no preâmbulo, inclui uma referência, mesmo não datada, de abertura ao futuro”.

(https://expresso.pt, Política, Professores: Costa acertou solução com Marcelo numa escala do voo do Dubai, David Dinis, Joana Pereira, 27 julho 2023, 23:00)

Donde, nem reconhecimento e mea culpa do «pecado político destruidor da carreira docente»nem aceitação e indo ao encontro da reivindicação central das críticas de Belém. Vergonha!

Desejo muito estar enganado. Infelizmente, com estes protagonistas políticos como interlocutores, não vai acontecer. Apenas e só uma promessa adiada.

Que cheiro intenso a esturro. Costa & Costa não são acrobatas nem ginastas nem especialistas na cambalhota política. Mas neste caso deveriam sê-loporque tarda, enfastia e dá nojo não fechar a “funerária” do tempo congelado e sonegado aos trabalhadores docentes. Fazer política implica a dignidade da responsabilidade humana, legal e tutelar pelo outro. Respeito. Ouviu Sr. Primeiro-ministro, os professores estão a falar consigo e a determinação da sua conduta política condiciona vidas. Estamos a chamá-lo à razão. Ouça, por favor, o grito de desespero de milhares e milhares de vidas adiadas. Não destile           ódio, fel, acrimónia e detestação contra cidadãos exemplares profundamente magoados por V. Ex.ª. S.f.f. corrija os erros do passado-presente, que vêm do tempo do seu camarada José Sócrates, e em cujo erro o Senhor teima em lavrar.                           Muito obrigado pela sua atenção.

Este é o tempo final da resolução definitiva do problema. Chegou o momento do bom senso, da razoabilidade, do diálogo, da negociação, da proposição e de enterrar o “machado de guerra”. Exerça o poder político com autoridade.                   Não com autoritarismo. Estamos aqui à espera.Vamos olhar-nos olhos nos olhos. Não valem mentiras dilatórias, subterfúgios, tramoias, invocações e manipulação da opinião pública. Basta. Chega! Vamos acertar agulhas.                   Sem birras infantis e sem braço de ferro. Todos perdem e ninguém ganha. Sejamos adultos. Se o Sr. quiser acontece. É sustentável a coisa e os alegados “311 milhões anuais de custo do descongelamento total”.Com as dezenas de milhar de colegas a aposentarem-se na próxima década, o valor da despesa vai baixando, cai paulatinamente e em decréscimo continuado e acentuado.                       O Sr. sabe do que falamos. “Masturbação intelectual é que não!

Sublinhamos a frontalidade e a dureza das palavras, falamos com alma, coração, sentimento e razão de toda uma classe sócio-profissional superior e academicamente formada, injustiçada e em desespero de causa. Faça acontecer a vontade política. Destaque, foque e enfoque a nobreza de fazer política direito e às direitas. Somos filhos da nação. Não nos trate como “bastardos”. Não nos discrimine negativamente em relação a outras carreiras da Função Pública. Até somos uma carreira especial reconhecida. Somos determinantes para levar as gerações futuras e o futuro do país a bom porto.             Dê o sinal político. Teimosia que é casmurrice não é sinal de inteligência e faro político.V. Ex.ª tem uma maioria parlamentar a apoiá-lo.Vamos banir a obstinação sorumbática.

O Sr. sabe-o. Marque pontos. Obrigado.

Disse.

 

Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

 

CCX.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/os-professores-e-o-veto-marcelino-devolucao-podridao/

O segredo entre palácios sobre os professores

Já não sei se o Prof. Marcelo não será sindicalista…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/o-segredo-entre-palacios-sobre-os-professores/

Manifestação de preferências já tem datas

Manifestação de Preferências de 31 julho a 4 de agosto.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/manifestacao-de-preferencias-ja-tem-datas/

Procedimento de Seleção e Recrutamento Para Suprimento de Necessidades de Contratação de Técnicos Especializados – Componente de Formação Tecnológica da Formação de Dupla Certificação – 2023/2024

 

Informa-se que se encontra aberto, a partir de 6.ª feira (inclusive), 28 de julho de 2023, pelo prazo de 3 dias úteis, concurso anual com vista ao suprimento das necessidades de contratação de Técnicos Especializados – Componente de Formação Tecnológica da Formação de Dupla Certificação, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o ano escolar de 2023/2024.

Informa-se que o formulário online se encontrará disponível a partir de 6ª feira, 28 de julho de 2023, até às 23 horas e 59 minutos, hora de Portugal Continental, do dia 1 de agosto de 2023, conforme disposto no ponto 6.1 do aviso de abertura.

Aviso FDC 2023/2024Formulário online

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/procedimento-de-selecao-e-recrutamento-para-suprimento-de-necessidades-de-contratacao-de-tecnicos-especializados-componente-de-formacao-tecnologica-da-formacao-de-dupla-certificacao/

Mudou o preâmbulo e pouco mais…

O Arlindo tinha razão…

Governo coloca no preâmbulo da lei dos professores uma abertura negocial futura – sem calendário definido. Há mais alterações, só que não sobre a reivindicação central da dos professores, nem aceitando as críticas de Belém. Costa falou com Marcelo duas vezes: a primeira em Timor-Leste, a segunda numa escala do PM no Dubai a caminho de Lisboa. Foi aí que se desbloqueou o impasse

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/mudou-o-preambulo-e-pouco-mais/

Conselho de Ministros apresentou nova proposta de “aceleração” ao Presidente da República

 

Na sequência da devolução, sem promulgação, por S. E. o Presidente da República, o Governo reapreciou o decreto-lei que estabelece os termos de implementação dos mecanismos de aceleração de progressão na carreira dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário, procurando incorporar as sugestões formuladas na comunicação que acompanhou a devolução.

Não detalharam as alterações feitas ao diploma mas, referiram que encontramos um mecanismo que reconhece que há conjunto de professores que pelos efeitos de congelamento teriam desenvolvimento na carreira muito distinto do resto de professores […]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/conselho-de-ministros-apresentou-nova-proposta-de-aceleracao-ao-presidente-da-republica/

Auscultação de docentes sobre as propostas do ME – S.TO.P

 

No próximo dia 28, às 16h, o S.TO.P. estará presente em mais uma reunião com o ME para discutir o Projeto de Decreto-Lei que define os requisitos mínimos de formação científica para seleção de docentes titulares de cursos pós-Bolonha em procedimentos de contratação de escola. Ver documento aqui:
https://drive.google.com/file/d/1vKXGylOrHAQNInBU7RCSirVbwF91n7Pw/view?usp=sharing

Na reunião anterior, de 14 de julho, o S.TO.P. deixou claro que considera esta proposta inaceitável, pelo que representa na desvalorização da profissão de docente e no comprometimento das aprendizagens dos alunosVer documento aquihttps://drive.google.com/file/d/1gNfZ7jj5HoXX4zmN49QCk9Lx1wa9JxPJ/view?usp=sharing

Em linha com a forma de atuação do S.TO.P. de um sindicalismo democrático, vimos, uma vez mais, consultar a classe sobre que resposta dar ao ME. Sendo realistas e antecipando a promulgação do decreto-lei, avançamos com propostas que permitam minimizar o seu impacto. Para isso, disponibilizamos um questionário que tem as propostas do S.TO.P. e também espaço para as vossas propostas.

https://forms.gle/UsfCGo8VHJQvbwpe9

Prazo de resposta: 27 de julho, 12 horas.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/auscultacao-de-docentes-sobre-as-propostas-do-me-s-to-p/

Vinculação Dinâmica: O maior embuste dos últimos 18 anos?

 

Já são conhecidos os resultados do Concurso de Vinculação Dinâmica…

A principal conclusão a extrair dos resultados agora divulgados talvez seja esta:

– Ficaram por ocupar mais de 2.600 vagas, o que permite qualificar o referido Concurso como um retumbante, e indisfarçável, fracasso para as pretensões do Ministério da Educação…

E bem poderá o Ministro perorar que “esta é a maior vinculação que temos dos últimos 18 anos” (conferência de imprensa, em 25 de Julho de 2023), que isso não apagará, nem disfarçará o facto de uma parte significativa das vagas do concurso de Vinculação Dinâmica ter ficado sem candidaturas…

O Ministro também afirmou que “deixam de estar com contratos precários 7.983 professores”: cerca de 2.400 docentes vinculados pela Norma Travão e cerca de 5.600 docentes pela Vinculação Dinâmica, sendo que “esta medida permite a saída da precariedade dos docentes e o reposicionamento em termos salariais”…

 

Daqui a um ano, veremos se “a maior vinculação dos últimos 18 anos” se transformará ou não no maior embuste dos últimos 18 anos:

– No Ano Lectivo de 2024/2025, os Docentes agora colocados pela Vinculação Dinâmica ver-se-ão obrigados a concorrer a nível nacional…

Isso significará que, em 2023/3024, muitos desses Professores poderão ficar colocados perto da sua área de residência, mas no ano seguinte não terão qualquer garantia de que o mesmo suceda, uma vez que serão obrigados a concorrer a todo o país, se pretenderem manter o vínculo que agora lhes foi concedido…

Isso também poderá significar que, em 2024/2025, o aumento salarial agora obtido por via da vinculação possa não ser suficiente para fazer face, por exemplo, a gastos com alojamento e deslocações, se a próxima colocação for num Agrupamento situado a dezenas ou a centenas de quilómetros da actual área de residência…

Por outras palavras, os Professores agora “vinculados dinamicamente” até poderão sair da precariedade, na medida em que deixam de ser Contratados, mas no ano seguinte poder-se-ão ver confrontados com despesas insuportáveis, aliadas ao desgaste físico e psicológico, decorrentes de ficarem colocados a dezenas ou centenas de quilómetros da área original de residência…

No limite, ter um vínculo laboral, mas não ter dinheiro para comida, talvez não seja a melhor das opções…

Com a manigância de obrigar os Professores a submeterem-se a um concurso a nível nacional em 2024/2025, em troca do vínculo concedido em 2023/2024, o Concurso de Vinculação Dinâmica parece encontrar-se suficientemente armadilhado para que, daqui a um ano, o preço a pagar pelo anterior se possa tornar absolutamente incomportável para muitos Docentes…

E no fim de vários meses de “luta aveludada”, quase sempre tolerante em relação à Tutela, foi aqui que se chegou:

– O Ministério da Educação continua a servir-se dos Professores, sempre da forma que melhor lhe convém, e os maiores Sindicatos vão assistindo à tirania, vendo vitórias, onde, na verdade, só existem derrotas…

Pelo Concurso de Vinculação Dinâmica, o Ministério da Educação, com laivos de crueldade, colocou, propositadamente, os Professores Contratados num dilema de difícil resolução e numa abominável incerteza relativa ao seu futuro profissional…

Tentar seduzir os Professores com vínculos laborais através de colocações, de certa forma, fictícias, válidas apenas por um ano e a extinguir no ano seguinte, obrigando, em 2024/2025, os recém vinculados a ocupar vagas em regiões do país para onde poucos pretenderiam concorrer, não pode deixar de ser considerada uma acção pautada pela ausência de boa-fé e de idoneidade…

No fundo, trata-se de um “veneno” em forma de “presente”, bem capaz de se poder tornar no maior embuste dos últimos 18 anos, aproveitando a expressão do próprio Ministro da Educação…

Obviamente que a recusa em aceitar este “presente envenenado”, expressa pelas 2.600 vagas que ficaram desertas de candidaturas, acabou por ser a resposta de muitos Professores ao ardiloso Concurso de Vinculação Dinâmica…

E ninguém os poderá censurar por isso…

O Presidente da República, à semelhança do que fez relativamente ao Diploma da “Aceleração da Carreira” dos Professores, deveria ter vetado também o da Vinculação Dinâmica…

Como não o fez, acabou por tornar-se cúmplice de mais uma ignomínia perpetrada pelo actual Governo…

Claro está que na Assembleia da República o Partido Socialista tem maioria absoluta e que isso, obviamente, significará a aprovação do que o Governo quiser, uma vez que neste “paraíso à beira-mar plantado” a mentalidade dos Partidos Políticos ainda não atingiu a maturidade necessária para conseguirem proceder de outra forma…

Mas um veto ainda é um veto e isso também ainda terá algum significado, pelo menos, em termos políticos…

A obstinação, a arrogância e a perversidade deste Ministério da Educação não irão, certamente, desaparecer por via de um veto presidencial, mas não deixa, o mesmo, de ser uma forma de oposição às intenções do Governo, podendo causar alguns engulhos e transtornos…

Espera-se que as piores expectativas, face à Vinculação Dinâmica, não se venham a concretizar, apesar de, no momento actual, ser difícil vislumbrar alguma réstia de optimismo…

(Paula Dias)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/vinculacao-dinamica-o-maior-embuste-dos-ultimos-18-anos/

Reação da FNE à devolução do diploma “acelerador”

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/reacao-da-fne-a-devolucao-do-diploma-acelerador/

Recurso hierárquico – Concurso de Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2023/2024

 

Encontra-se disponível até às 18 horas de Portugal continental do dia 1 de agosto de 2023, a aplicação que permite interpor recurso hierárquico.

SIGRHE – Recurso hierárquico – Concurso de Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/recurso-hierarquico-concurso-de-contratacao-inicial-e-reserva-de-recrutamento-2023-2024/

Aceitação da Colocação e recurso hierárquico – Concurso Externo e do Concurso Externo de Vinculação Dinâmica 23/24

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação do Concurso Externo e do Concurso Externo de Vinculação Dinâmica das 10:00h do dia 26 de julho até às 18h de Portugal continental do dia 1 de agosto de 2023.

Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 26 de julho até às 18 horas de Portugal continental do dia 1 de agosto de 2023.

SIGRHE – Aceitação da Colocação e recurso hierárquico – Concurso Externo e Concurso Externo de Vinculação Dinâmica 23/24

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/aceitacao-da-colocacao-e-recurso-hierarquico-concurso-externo-e-do-concurso-externo-de-vinculacao-dinamica-23-24/

Estrangeiros fazem crescer inscrições de alunos nas escolas

Sétimo ano regista maior aumento. Diretores alertam que vão ser precisos mais professores nas escolas públicas

 

Estrangeiros fazem crescer inscrições de alunos nas escolas

 

 

Desde 2021 que não havia tantos alunos inscritos nas escolas públicas. No próximo ano letivo, as salas do Pré-Escolar vão receber 72 240 crianças. Já no primeiro ano, contarão com 75 829 estudantes. O número de inscrições está a aumentar, pelo menos, há três anos consecutivos no Ensino Básico, de acordo com os dados do Portal das Matrículas, enviados ao JN pelo Ministério da Educação. A maior subida regista-se no 7.º ano, que passa de 69 970 no ano letivo de 2021/2022 para 78 315, a partir de setembro (mais 10,65%).

 

in JN

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/estrangeiros-fazem-crescer-inscricoes-de-alunos-nas-escolas/

Procedimento para mobilidade de docentes por motivo de doença, para o ano letivo de 2023/2024 – Desistência

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/procedimento-para-mobilidade-de-docentes-por-motivo-de-doenca-para-o-ano-letivo-de-2023-2024-desistencia/

Procedimento para mobilidade de docentes por motivo de doença, para o ano letivo de 2023/2024 – Aperfeiçoamento

 

Encontra-se disponível no SIGRHE, a aplicação eletrónica que permite aos docentes não admitidos ao procedimento de mobilidade de docentes por motivo de doença, efetuar o aperfeiçoamento do pedido, entre o dia 24 de julho e as 18 horas de dia 28 de julho de 2023.

SIGRHE

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/procedimento-para-mobilidade-de-docentes-por-motivo-de-doenca-para-o-ano-letivo-de-2023-2024-aperfeicoamento/

Precisa-se, urgentemente, de um Plano de Recuperação da Decência…

 

Foi recentemente conhecido o Plano de Recuperação das Aprendizagens, proposto pelo Ministério da Educação para o Ano Lectivo de 2023/2024, prevendo-se um novo ano, ainda mais, esquizofrénico, insano e delirante…

O Governo parece continuar em roda livre, perfeitamente alheado da realidade que se vive nas escolas, não podendo deixar de se ficar incrédulo e aturdido perante tal constactação…

Expectavelmente, no próximo Ano Lectivo, por força da alteração da fórmula do crédito horário, desaparecerão 3.300 horários de Professores que reforçavam o apoio providenciado aos Alunos, pelo que se torna muito difícil acreditar na seriedade do referido Plano…

Será possível executar um Plano, destinado à recuperação das aprendizagens dos Alunos, sem que existam os necessários Professores para o concretizar?

Acreditar-se-á que a carência de Professores não terá qualquer efeito nesse Plano?

O Ministério da Educação tem mostrado, de forma inequívoca, a sua recusa para melhorar as condições existentes na Carreira Docente e torná-la mais atractiva, parecendo, antes, mover-se por um certo prazer sádico, ao enveredar repetida e obstinadamente pelas “soluções” mais tortuosas, desleais, injustas e perversas…

Por vezes, parece existir, até, um certo esgar de regozijo, divertimento e gáudio, na apresentação de propostas que, pelo seu teor, causarão um expectável sofrimento físico e psicológico a terceiros, como a Tutela certamente antecipará…

O Concurso da Mobilidade por Doença é um exemplo paradigmático do anterior…

E não pode deixar de se considerar tal cenário com perplexidade, mas também como algo iminentemente perturbador…

Na verdade, ninguém precisa de Planos de Recuperação das Aprendizagens, ostensivamente, irrealistas e artificiais, impossíveis de concretizar em termos práticos e de duvidosa eficácia…

Efectivamente, mais do que recuperar aprendizagens, a Escola Pública precisa, com urgência, de recuperar a decência, que é como quem diz resgatar a democracia e a ética, fundamentais para se observar honestidade, respeito ou dignidade…

A Escola Pública ameaça transformar-se numa fraude, num embuste, onde começa a ser difícil perscrutar quem engana e quem é engando…

De uma forma ou de outra, andaremos todos a enganar e a ser enganados?

Que “estranha forma de vida” parece ter a actual Escola Pública:

Há muitas escolas que parecem gaiolas…

Pássaros criados em gaiolas acreditam que voar é uma doença” (Alexandro Jodorowsky)…

Muitos profissionais de Educação “não conseguem voar”, aparentemente reféns do medo e da sujeição a uma “normalidade” bizarra, repugnante à Razão…

Em particular, a Classe Docente está desagregada e fragmentada, não há consensos, nem solidariedade entre as partes que a compõem…

As estruturas sindicais não têm conseguido opor-se à desunião existente, nem têm servido para aglutinar os Professores, contrariando, dessa forma, as eventuais discórdias e “conflitos de interesses” existentes dentro da Classe Docente…

A descrença e o cepticismo generalizados dos Professores face às estruturas sindicais contribui para que cada Docente se enrede, cada vez mais, no seu próprio individualismo e na defesa dos seus próprios interesses, descurando a união de classe profissional…

Restará à Classe Docente uma “acção de guerrilha”, protagonizada por grupos de Professores?

A luta dos Professores deverá restringir-se à “acção de guerrilha”?

À partida, uma “acção de guerrilha” será um conjunto de episódios de luta pontual e implicará a existência de “combatentes voluntários”, dispostos a empreender determinadas acções de natureza “furtiva” ou “ataques surpresa”…

Previsivelmente, essa “acção de guerrilha” terá como principal objectivo desgastar e sabotar o adversário e isso implicará, quase sempre, distender um conjunto de acções por um longo período de tempo…

A Classe Docente terá os necessários “combatentes voluntários”, dispostos a enveredar por “acções de guerrilha”, que poderão decorrer sem previsão de término?

Qualquer luta tem custos, implica sacrifícios e requer a capacidade de resistência…

Quantos na Classe Docente estarão dispostos a aceitar os custos e os sacrifícios, decorrentes de eventuais “acções de guerrilha”?

Quantos na Classe Docente conseguirão resistir e manter-se motivados para encetar um número indeterminado de “acções de guerrilha”, expectavelmente por um período de tempo incerto?

Com franqueza, não parece que essa forma de luta possa sobreviver, ainda que possa existir um certo “romantismo”, habitualmente associado a “acções de guerrilha”…

Mas as pretensões dos Professores dificilmente serão satisfeitas por essa via:

– O cansaço e o desgaste originados por essa forma de luta levarão, inevitavelmente, ao desânimo e à desistência, sobretudo se não forem visíveis consequências concretas, num curto espaço de tempo…

Em resumo, no momento presente, a Classe Docente parece não ter definido qualquer estratégia de luta, que possa gerar o impacto desejado junto da Tutela, fazendo-a retroceder…

Sem união de classe profissional, sem unidade sindical e muito dificilmente com uma “acção de guerrilha”, a Classe Docente será ou não capaz de se erguer e comandar o seu próprio coração?

Coração independente
Coração que não comando

Vives perdido entre a gente
Teimosamente sangrando
Coração independente

 

(Estranha forma de vida, Amália Rodrigues e Alfredo Marceneiro).

Nunca é tarde para (re)aprender a voar…

A não ser que, em alternativa, se aceite, definitivamente, a clausura numa gaiola asfixiante e o medo imposto pela mesma…

 Mas, e por muito que se escalpelize o tema, será sempre impossível escapar a esta conclusão:

– Ninguém poderá “libertar” os Professores, a não ser eles próprios…

Neste momento, já não existirá qualquer margem para ilusões:

– Os protestos da Classe Docente só serão levados a sério pela Tutela quando os Professores encontrarem a coragem e a determinação necessárias para proceder ao encerramento das escolas pelo tempo que for necessário…

– Até isso acontecer, ninguém, na verdade, se importará com a luta dos Professores…

– Até isso acontecer, a Tutela continuará a desrespeitar, jocosamente, a dignidade dos Professores…

– Até isso acontecer, qualquer outra forma de luta será sempre entendida pela Tutela como um “fait-divers”, inconsequente, sem importância e inofensiva, em termos de danos ou abalos…

– Até isso acontecer, prevalecerá a ideia de que, afinal, tudo está bem e corre bem na Escola Pública…

A “luta fofinha” já deu o que tinha a dar… Não será, com certeza, por esse tipo de luta que se demove a Tutela…

Precisa-se, urgentemente, de um Plano de Recuperação da Decência…

(Paula Dias)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/precisa-se-urgentemente-de-um-plano-de-recuperacao-da-decencia/

O meu sobrinho anda na inclusão – José Afonso Baptista

 

Tenho um sobrinho surdo que nem uma porta. Mas ele não pode saber, pode ficar traumatizado. Nem na escola se pode falar nisso porque seria logo apontado a dedo.

Sai ao pai que não era surdo, era mouco, como se chamavam naquele tempo. Tudo por causa do mau olhado quando a minha mãe ficou de esperanças. Comigo já não foi assim porque a experiência faz toda a diferença. Logo que engravidou a segunda vez, foi à Ti Ingrácia, fez as rezas e os vapores contra o mau olhado e eu saí bom, saudável, via-se logo na cara.

O meu sobrinho saiu ao pai, porque a mãe não acredita em bruxas nem em mau olhado e pumba, quem pagou foi o filho.

O meu irmão andou na escola de moucos, entrou mudo e saiu calado. O curandeiro que o observou tinha um búzio e uma corneta para os seus testes. O búzio era muito útil no tempo da azeitona. Tocava-se ao cimo do povo e os trabalhadores juntavam-se e iam todos em rancho para a colheita. Mas o curandeiro usava-o nestes casos. Se o meu irmão ouvisse o búzio lá em casa, a doença não era assim tão grave. Mas não ouviu nada, quem ouviu foi a minha mãe, que o trouxe logo de seguida e o curandeiro experimentou com a corneta enfiada no ouvido. Soprou, o meu irmão desviou a cabeça e o curandeiro gritou: afinal ouve, é preciso é falhar-lhe a gritar. E toda a gente gritava e ele não ouvia, tudo por causa do mau olhado, e teve mesmo de ir para a escola de moucos.

Falar, aprendeu tanto como a cabra do curandeiro. Mas aprendeu a fazer figas, manguitos e todo o tipo de gestos e caretas, não nas aulas, porque aí tinham de estar com as mãos atrás das costas, atadas com barbante, para os obrigar a falar, uma chatice quando precisavam de ir fazer xixi, tinha de vir a assistente, que lhes abria o fecho das calças, libertava a proeminência, faziam, escorria, às vezes demais, mas eles gostavam, e voltava a pôr tudo no lugar. Gestos com as mãos em tempo de aula, nem pensar. Mas fora das aulas, aí, sim, o mano aprendeu toda a escola dos surdos.

O meu sobrinho aprendeu os gestos com o pai, em casa nenhum problema, a mãe ia aprendendo a pouco e pouco. O problema foi na escola, agora já não há escola de surdos nem mesmo surdos, agora todos vão prá inclusão, todos juntos, há lugar para todos. A minha cunhada chegou e explicou que o filho era surdo, benzeram-se todos e foram chamar a senhora coordenadora, que disse logo que ia primeiro para as medidas universais e depois logo se veria.

Ele ia fazendo os seus gestos e quando podia os seus manguitos, mas ao fim de três meses a senhora coordenadora disse que afinal as medidas universais não chegavam, tinham de passar para as medidas seletivas, juntamente com as medidas universais, tinham de resultar, era dose dupla, tinha de dar. Mas ao fim de três meses, coitado, afinal, continuava a falar tanto como a cabra, só mé-mé, e mais nada.

A senhora coordenadora acalmou toda a gente, isto é normal, mas nós ainda temos mais medidas, agora vamos experimentar as medidas adicionais, muito mais eficazes. Uma vez que ele vê e se mantem de pé sem cambalear, talvez seja de experimentar o ensino bilingue, pode ser que dê. A mãe, retorcida, que nem acredita em bruxas nem em curandeiros, ficou exaltada. Bilingue!? O problema do meu filho é não poder falar e querem enfiar-lhe com mais duas línguas? E quais? Ficou de olhos em bico, a pensar que lhe iam impingir o chinês, para uma pedagogia mais visual, com aquelas sinalefas todas, talvez seja mais atraente que a nossa escrita de que não entende patavina. Ou talvez grego, ou russo, talvez perceba melhor os carateres cirílicos.

Ao fim de mais três meses, a senhora coordenadora chegou e disse: não, afinal vai aprender primeiro língua gestual e, como bónus, leva também a língua portuguesa, não vá o rapaz descobrir que é surdo.

No ensino bilingue, as únicas pessoas bilingues são os alunos, nem todos, e os intérpretes, que se vão repartindo pelas várias escolas do agrupamento e estão sempre longe do sítio onde são precisos. Como os professores de língua gestual, sim, porque agora já há professores de língua gestual, o pior é que também circulam muito, como os intérpretes.

A mãe, vendo o filho desesperado, porque não entendia o professor monolingue de matemática, nem o de português, nem o de ciências naturais, que não tinham nada que se preocupar com surdos mas apenas com as suas disciplinas, claro, foi à bruxa, em desespero de causa, finalmente teve um acesso de lucidez e perguntou o que deveria fazer. A bruxa, em silêncio, foi buscar um tinteiro antigo de se molhar o aparo, agora sem uso, encheu de azeite, pôs uma torcida, acendeu e cobriu com uma campânula de tecido preto transparente. Soprou, viu o sentido da inclinação da chama e disse: o seu filho apanhou uma bactéria terrível, a inclusion equitas. Pega-se e mata que se farta. Apanhou essa bactéria na escola. Vá e reclame. O seu filho tem o direito de aprender na sua língua natural, a língua do pai e da comunidade surda, perdão, das pessoas que não ouvem. Repito, vá e reclame.

A mãe foi e reclamou. O senhor diretor foi muito atencioso, explicou que a senhora tinha toda a razão, os direitos do filho não estão em causa, mas a escola tem de funcionar com os meios de que dispõe e não com os meios de que o seu filho precisa. Tem de ser compreensiva, minha senhora. E a senhora compreendeu que o filho estava bem lixado!…”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/o-meu-sobrinho-anda-na-inclusao-jose-afonso-baptista-2/

MPD excluiu 1893…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/mpd-excluiu-1893/

PORTUGAL E O EMPOBRECIMENTO EDUCATIVO DA IDEOLOGIA / FACTOS / NÚMEROS & ESTATÍSTICAS

 

“Portugal é o país menos educado da Europa e este ano reprovaram 15.000 alunos no 12º.

(…) Sim, Portugal é mesmo o país menos educado da Europa, segundo um estudo da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência, DGEEC, até 2019 apenas 52% das pessoas entre os 25 e os 64 anos terminaram o secundário ou tiraram um curso superior.

Por que é que estamos tão abaixo da média (78% da população) e no último lugar da Europa (…)?.

(https://inspiring.future.pt, Francisco Oliveira, 25 de julho de 2020)

“Baixar as habilitações para a docência: mais uma machadada na Educação em Portugal.

Será tão difícil de perceber que afundar a Educação é colocar em causa o futuro de uma nação inteira? O que esperarmos daqui para a frente se, nas nossas escolas, tivermos professores sem vocação e sem habilitação adequada? A crise na escola pública está visível aos olhos de todos e medidas urgentes impõem-se. O que esperamos para colocar mãos à obra?

(…) O problema é que esta decisão de baixar a habilitação para a docência apenas virá piorar a situação. Quem vai respeitar o trabalho de um professor com menos habilitação do que aquela que devia possuir? Aliás, aquilo de que mais precisamos agora é de professores cada vez mais habilitados, a nível científico e pedagógico, e que o governo trabalhe no sentido de devolver a estes profissionais o respeito e consideraçãoque merecem e de que devem gozar.

(…) Todos já percebemos que a educação está, desde há vários anos, colocada em segundo plano em Portugal, num jogo de faz de conta, como se estivesse tudo bem nas nossas escolas. A autoridade que está a ser retirada aos nossos professores e o prestígio negado a uma profissão, na verdade, tão nobre, terá consequências para todos no futuro, ainda que muitos se neguem a admiti-lo”.

(https://visao.pt, Opinião/Ponto de vista, Ana Catarina Mesquita, em 18 de julho de 2023, às 08:00 horas)

Exame de Matemática deixará de ser obrigatório para acabar o secundário. Mudança sem efeitos ou incentivo ao desleixo?

Marcelo criticou a mudança promovida pelo Governo (…)

(…) Mas que impacto é que tem essa mudança no ensino desta disciplina?

(…) Isso fará com que os alunos, no secundário, estudem menos Matemática. A não ser que estejam a pensar ir para um curso em que esse exame é obrigatório. Não tendo o exame como barreira que é preciso ultrapassar, vão ficar pior preparados”, traça José Carlos Santos, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática.

(…) O que precisamos é que a Matemática leve os alunos a pensarem. Porque para fazerem contas e coisas repetitivas já temos as máquinas”, aponta o presidente da Associaçãode Professores de Matemática, Joaquim Pinto.

(…) Ao promulgar o novo regime de avaliação do ensino secundário, o Presidente da Repúblicalamentou a opção do Governo de reduzir o número de exames nacionais obrigatórios, (re)lembrando que «permitirá a conclusão do ensino secundário nos cursos de ciências e tecnologia e ciências socio-económicas sem a realização do exame nacional de Matemática».

Uma alteração que «não decorre da realização de estudo independente conhecido, nem de mais aprofundada discussão pública, nem sequer da consulta das associações nacionais de Matemática», apontou Marcelo Rebelo de Sousa”.

(https://cnnportugal.iol.pt, Wilson Ledo, em 18 de julho de 2023, às 18:00 horas)

A Educação e o Ensino público em permanente empobrecimento, desinvestimento, desmantelamento, facilitismo, acriticismo e não questionamento. O regime está doente e em “coma educativo,                                          sem indagação nem inquirição nem inquisição pelos portugueses ao (Des)Governo reinante na Escola em Portugal. Com uma política educativadestrutiva da Escola Pública, do Professorado e do futuro do país.

Culpas muito acrescidas para António Costa e seus acólitos, responsáveis pela liturgia ideológica socialista ritualizada, eivada de preconceito e de desmembramento da Escola Pública de qualidade, exigência e excelência. É “pecado” pensar criticamente. Não dá votos. É melhor doutrinar na subserviência da obediênciae do embrutecimento do espírito crítico acéfalo. Dá votos. Portugueses acordem!!!

A viciação da política do mal que destrói a Educação e o Ensino; que contamina e infecta o criticismo e que é septicemia alastrante que “mata”.

“Recuperação das aprendizagens prolongada, mas sem reforço de Professores. João costa (ministro da Educação do XXIII Governo Constitucional, desde 30 de março de 2022), justifica fim do reforço de créditos horários com fim de fundos europeus (…)”.

(https://www.publico.pt, Educação, Samuel Silva e Daniela Carmo, em 19 de julho de 2023, às 20:45 horas).

O Plano de Recuperação das Aprendizagens vai contar com menos Professores nas Escolas no próximo ano lectivo. Essa opção ficou a dever-se ao fim do programa de fundos comunitários que financiava a operação. (…) Foi também isso que disse aos directores de escolas durante uma reunião em Coimbra, no Convento de São Francisco, que decorreu na manhã desta quarta-feira – dia 19/07/2023)”. (idem)

Critério economicista, de poupança máxima,alienador e alienante de Docentes. Mantém os«1200 técnicos especializados». Nas palavras do bestial ministro J. Costa, que é a voz do “chefe A. Costa”, na consumação da grosseira e tosca política pseudo educativa.

Com a redução do financiamento comunitário também é reduzido o crédito horário aplicado nos dois últimos anos, como resposta à pandemia, geradora de condições de funcionamento anómalas, falta crónica agravada de Professores e recuperação das aprendizagens, que está muito longe de ser alcançado. A realidade, facto e conjuntura obriga ao Reforço Docente e não o seu contrário, cortar.Medida criticada por Filinto Lima, presidente da Assossiação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas – ANDAEP.

“Percebemos que, no próximo ano lectivo, o plano de aprendizagens vai ter menos recursos (ainda menos e sempre mais do mesmo, digo eu), ao nível dos Professores. Ou seja, os 3200 Professores que foram afectos às escolas públicas nestes últimos dois anos, claro que não vão, se assim posso dizer, continuar no próximo ano de recuperação”. (idem)

Em declarações à Rádio Renascença (RR), Filinto Lima (ANDAEP), subscreve o apelo do Conselho de Escolas, “(…) que pede um reforço extraordinário de Docentes, para garantir as condições mínimas de funcionamento no próximo ano lectivo”.

(https://rr.sapo.pt, Notícia/País, Plano de recuperação das aprendizagens poderá ser prejudicado, alertam directores de escolas, Hugo Monteiro e Olímpia Mairos, em 19 de julho de 2023, às 10:26 horas).

Já o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares – ANDE – Manuel Pereira, referindo-se à perda do crédito horário, afirma que:                       (…) É grave. Percebemos a lógica do ministério, porque não há dinheiro. Mas se queremos ter uma Educação de qualidade e se queremos recuperar o que se perdeu durante a pandemia, quando claramente se percebe que há (do verbo haver, existir, reforço eu, a voz do que clama no deserto, nós Educadores e Professores de Portugal)necessidade em muitas escolas de reforçar os apoios, não faz muito sentido que estejam a cortar recursos humanos às escolas que mais precisavam”. (idem)

A maior parte das escolas perde dois recursos humanos, pelo menos. O que falamos essencialmente quando falamos da recuperação das aprendizagens é em reforçar os apoios e isso implica ter recursos humanos para o fazer. Cortando aos recursos humanos, o reforço dos apoios fica no campo da teoria e da boa vontade”, justifica ainda. (idem)

O critério é recorrente e estafado. Desinvestir e subalternizar a Educação. A Educação e o Ensino não são uma prioridade para a dupla Costa & Costa. É facto factual histórico! Está visto, claramente visto. A verdade confirma.

Mais do mesmo: “Mestrados em Ensino também vão pedir menos horas de formação na área científica, diz João Costa.

As condições para o acesso futuro aos Mestrados em Ensino irão passar também por uma redução dos créditos exigidos para a área científica de base destas formações, revelou o ministro da Educação nesta sexta-feira (dia 14/07/23)”.

(https://www.vozprof.com, Educação/Notícias, em 19 de julho de 2023).

Santana Castilho, a propósito dos cinco (5) acórdãos do Tribunal da Relação de Lisboa que decretaram ilegais os serviços mínimos com que o excêntrico e singular” ministro da Educação, lavrando na ilegalidade, anulou o efeito das greves dos Professores, fala em “piolheira em que se movem ministro e directorescolaboracionistas”.

(https://www.publico.pt, Opinião, Uma Carcaça em decomposição, Santana Castilho, em 19 de julho de 2023, às 00:20 horas).

“Em vez de aumentar os incentivos para fazer retornar à docência milhares de Professores que a abandonaram, o Governo desqualificou a profissão, reduzindo os requisitos”. (idem)

Mais ainda: “Brevemente teremos António Costaa transformar uma carcaça em decomposiçãonuma Educação e numa Escola Pública que não existem. Antecipo-me ao contraditório a propósito do debate sobre o «Estado da Nação»para deixar aqui factos recentes, que degradaram ainda mais o sistema de Ensino”. (idem)

A título meramente de exemplo, mas sintomático:

– “Na prova final de Matemática do 9º ano, numa escala em que o valor mínimo é 0% de respostas certas e o máximo é 100%, a média nacional ficou-se nos 43%, cifra que expressa uma regressão aos indicadores de há dez anos. Não chegaram ao limiar do nível positivo 58% dos alunos. Num universo de 94500 provas realizadas no continente, 9527 alunos obtiveram resultados situados no intervalo 0 a 10%. Houve 3131 alunos que não acertaram uma só resposta. Em resumo, um fracasso que nenhuma justificação pode esconder. (idem)

E não esquecer a voz de comando do “chefe A.Costa”, digo eu, em nome da voz do povo que quer viver num Estado de Direito Democrático.                           E NÃO, NUNCA, num “Estado fora da Lei”. Sem consequências para os prevaricadores e em que os “Culpadospassam incólumes por entre os pingos da chuva. Há que Respeitar a Constituição da RepúblicaPortuguesa e a consagração inalienável do Direito à Greve dos Trabalhadores. A culpa não pode morrer solteira. Na vida Não vale tudo, mesmo para um optimista crónico e inveterado como A. Costa “y sus muchachos”.

 

Carlos Calixto

 

“Portugal, o país menos educado da União Europeia. Portugal, com apenas 52% da população a ter concluído o ensino secundário e/ou superior até 2019, encontra-se cerca de 26 pontos percentuais abaixo da média da UE (78%).                  É o último lugar da tabela.

A Educação é o melhor e o mais poderoso investimento que um país pode fazer no seu futuro”.

(https://observador.pt., Opinião, Abel Pereira Costa, 17 de junho de 2020, às 00:03 horas)

Não há desorientação política nem erro de cálculo.O que há é “um plano” pensado, meditado, em execução e consumação, calculista e frio, assertivo, objectivo e focado. Sem desvios e em cumprimento das políticas educativas delineadas. Iniciado com Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues e ValterLemos; e terminado com António Costa, Tiago Brandão Rodrigues e João Costa.                 Facto – António Costa é o governante que está no princípio e no fim do processo.

“Portugal tem de investir na Educação, área em que permanece estatisticamente na cauda da União Europeia (UE), considera a directora da PORDATA,                  Maria João Valente Rosa, a propósito do “Retrato de Portugal, hoje apresentado, em Bruxelas.

Pela negativa, Portugal destaca-se dos outros Estados-membros nas áreas da Educação e Conhecimento, mostrando as estatísticas que, por exemplo, mais de metade dos empregadores (54,6%) não frequentou o Ensino Secundário ou Superior – UE (16,6%).

Os dados mostram ainda que quase metade (43,3%) dos trabalhadores por conta de outrem também não tem escolaridade para além do 9º ano –                            UE (16,7%).

Nestes dois campos, não só Portugal está muito acima da média da UE como ocupa o lugar cimeiroentre os 28 Estados-membros.

Os factos são o melhor espelho da sociedade em que vivemos, salientou                Maria João Valente Rosa”.

(https://www.dn.pt, DN/Lusa, em 09 de outubro de 2018, às 08:08 horas)

Contra factos não há argumentos, mesmo com a mentira e desinformação reinantes. A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), que integra a PORDATA, base de dados de Portugal contemporâneo, cujos dados e informações divulgadas são todas provenientes de fontes oficiais e certificadas, esclarecendo e contribuindo para o debate público, numa perspectiva de serviço público;o Livro da PORDATA é uma compilação de dados estatísticos do Eurostat:é uma visão panorâmica e simples da realidade portuguesa em relação aos outros países da Europa”, mais acrescenta Maria João Valente Rosa. (idem)

Atentemos agora no custo médio anual por aluno numa Escola Pública.              O ensino público é muito caro em Portugal. É superior às propinaspagas nos melhores colégios privados do país. O custo médio anual por aluno no ensino público comparando com a anuidade nas melhores escolas privadas (propinas, matrícula e seguro). Verificando:

“O ministro da Educação revelou que, em média, um aluno no ensino público custa aos contribuintes6.200 €uros por ano, um aumento de 30% desde 2015. Este valor é superior às propinas pagas em qualquer um dos 5 melhores colégios do país (considerando o ranking de escolas 2020). Aliás, no colégio D. Diogo de sousa (Braga), 4º classificado no ranking nacional o valor das propinas anuais        émenos de metade do custo médio de um aluno no ensino público. Noutros colégios, fora deste top 5 e sobretudo fora dos grandes centros urbanos, as diferenças são ainda mais significativas gritante, digo eu, o «tugazeco» pagante.

(…) Os números revelam que, em zonas do país com suficiente oferta de rede privada de ensino, seria (sairia) aparentemente mais barato ao Estado pagar para os alunos estudarem em boas escolas privadas (e tendo, eventualmente, liberdade de escolha do estabelecimento de ensino) do que ser o próprio Estado a assumir a gestão, que se verifica mais onerosa para os contribuintes”.

(https://maisliberdade.pt, Por + Factos, Custo médio por aluno no Ensino Público em Portugal é muito elevado, em 16 de setembro de 2021)

Dados do ano de 2020. De acordo com o ranking de escolas 2020                         (Jornal Público)

Sector Público – custo médio por aluno 6.200 €.

Sector Privado 1.º Colégio Efanor (Matosinhos) 5.715 €.

                        – 2.º Academia de Música de Santa Cecília (Lisboa) – 5.670 €.

                        – 3.º Colégio de Nossa Senhora do Rosário (Porto) – 5.850 €.

                       – 4.º Colégio D. Diogo de Sousa (Braga) – 2.580 €.

                       – 5.º Grande Colégio Universal (Porto) – 4.135 €.

(idem)

Nota: O substancial acréscimo de despesa no sectorial público não se prende apenas com o facto da Escola Pública massificada, «inclusiva» e dos apoios escolares, mas passa também e muito por uma má gestão e desperdício dos dinheiros públicosde todos nós.

Voltemos à estatística fornecida pela PORDATA.Despesas das Administrações Públicas em Educação em % do Produto Interno Bruto (PIB).Quanto gasta o Estado e demais organismos da Administração central, regional e local e Segurança Social (SS) em Educação, em percentagem do PIB.

Indicador(es):

– Em 1995 – 5,5%

Em 2021 – 4,6%

Desinvestimento público do Governo/ME/Tutelana Escola Pública. Menos 0,9 pontos percentuais26 anos depois, passados e decorridos. Com a agravante do crescente aumento do número de alunos. Grave, muito grave, gravíssimo. Estamos conversados acerca da «paixoneta» socialista pela Educação.

Rede de Bibliotecas Escolares – Indicador de Investimento na RBE:

– Em 1997 – 2.662.580 milhões de €uros.

Em 2022 – 600.000 €uros

Desinvestimento público estatal de menos 2.062.580 milhões de €uros, no intervalo de 25 anos «a coisa piora e muito». Comentário: palavras para quê? Idem, idem, aspas, aspas.

(https://www.pordata.pt, Despesas de Educação, Subtema Administrações Públicas em % do PIB, Subtema Bibliotecas Escolares: investimento)

Outras discrepâncias, que nos põem a pensar sobre e o que o poder político (não) tem feito nos últimos 49 anos no âmbito da Educação.                 Abril adiado “sine die”.

Portugal é o país da União Europeia (UE) com maior disparidade e realidade desigualitária educativa entre gerações. “Mais de metade dos adultos entre os 35 e os 64 anos tem apenas o ensino básico. São dados publicados no «Guia para Adultos: como aprender ao Longo da Vida», editado nesta terça-feira pela Fundação José Neves.

Entre os trabalhadores mais jovens, entre os 25 e os 34 anos, 75% completaram o ensino secundário. Já nas gerações mais velhas, esta taxa é de 46,5%. O que significa que, entre os trabalhadores mais experientes, Portugal tem o nível de educação formal mais baixo da União Europeia”.

(https://www.tsf.pt, Portugal é o país da UE com maior disparidade educativa entre gerações, Rute Fonseca, em 09 de novembro de 2021, às 08:42 horas)

O estudo mostra que mais de metade dos empresários e trabalhadores portugueses mais experientes, não completaram sequer o ensino secundário. “Uma tendência contrária à seguida pelos mais recentes Estados-membros da União Europeia”. (idem)

Mas mostra mais; concretamente na formação ao longo da vida: “Quanto à chamada formação ao longo da vida, na faixa etária entre os 25 e os 34 anos, só 10% fizeram algum tipo de formação no ano passado, valor que se tem mantido estável na última década. As razões apontadas são a falta de tempo, custos financeiros e motivos familiares”. (idem)

Em análise-resumo, o «Guia para Adultos», “(…) conclui que cerca de metade da população activatem baixos níveis de escolaridade num país em que1/4 dos trabalhadores tem qualificações a mais para o emprego que tem e em que apenas 1/3 das empresas tem patrões com formação superior”. (idem)

Por último, neste estudo, a Fundação José Neves“(…) sublinha que existe uma clivagem acentuada que se divide entre uma faixa etária jovem com escolaridade mais longa, mas com dificuldade em entrar ou manter-se no mercado de trabalho e uma faixa etária mais velha, mais experiente, mas menos qualificada”. (idem)

Prova final desta maratona de factos, números, estatísticas e da ideologia socialista reinante de longa data e com Grande e Grandes Culpas das políticas educativas destruidoras da Escola Pública e do Professorado, em que o poder de António Costa aumenta na inversão proporcional à falta de ambiçãoe exigência dos portugueses, alheios da imposiçãoda prestação de contas do poder político. Nação que é Povo «indiferente» ao “preconceito e fel contra os Professores”.  O Partido Socialista e o longo tempo de (Des)Governança.

O que deram 25 anos de PS. Instituições e Política (III) – ECO

(https://eco.sapo.pt, Opinião, Joaquim Miranda Sarmento, em 28 de junho de 2021, às 08:02 horas)

Nos últimos 27 anos, o PS governou 20 – TSF”

(https://www.tsf.pt, Política, Por Pedro Cruz (TSF) e Rosália Amorim (DN), em 07 de outubro de 2022, às 07:58 horas)

Donde, observarmos que Portugal estagnou, empobreceu, deixou-se atrasar e ficou para trás, nomeadamente em termos de competitividade da economia e comparativamente com os países do leste europeu.

Rematamos este ensaio, de compilação abundante de dados, com um estudo do “Polígrafo”, que versa a temática: “Portugal é o país da União Europeia com mais população sem Ensino Secundário?”

O que está em causa?

É o que indica uma publicação de 11 de junho, divulgada no Facebook tendo por base um gráfico relativo às taxas de escolaridade na União Europeia (UE) no ano de 2019. «O socialismo sobrevive graças à ignorância, e alimenta-a. Como é que se sentem os portugueses por estarem no fim da tabela?», questiona a autora do «post». Verificação de factos”.

(https://poligrafo.sapo.pt, FactChec, Portugal é o país da União Europeia com mais população sem Ensino Secundário, Salomé Leal, em 18 de junho de 2021, às 11:00 horas)

É-nos dado constatar que há de facto uma disparidade entre o                                     oásis de aliciamento da propaganda rósea” e a realidade sem filtros, da manipulação e mentira política.

Consultados os mais recentes dados da base de dados da “PORDATA, o facto que realça à vista é que: “Em 2019, Portugal foi mesmo o país onde a percentagem de adultos que não terminaram o ensino secundário foi a maior da UE, com 47,8%. As posições seguintes foram ocupadas por Malta, Espanha, Itália e Grécia, onde as percentagens não desceram abaixo dos 20% (44,2%, 38,7%, 37,8% e 23,2%, respectivamente). (idem)

No topo da tabela, com percentagens recorde, estão a Lituânia, a República Checa, a Polónia, a Eslováquia e a Letónia, com apenas 5%, 6,2%, 7,4%, 8,6% e 8,8% de população sem o ensino secundário, respectivamente. (idem)

Cruzados os dados e verificada a informação, é verdade e confirma-se o nosso atraso. “Assim, é verdade que, no ano de 2019, Portugal era o país da União Europeia com mais população adulta que não terminou o ensino secundário (47,8%), mais do dobro da média europeia (21,6). Dados mais recentes, relativos a 2020, mostram que estes valores desceram, nomeadamente em Portugal, que atingiu os 44,6% nesse mesmo ano. Esta queda não foi, no entanto, suficiente para garantir ao país uma subida na tabela, que se manteve quase estável relativamente ao ano anterior”. (idem)

Os dados dizem-nos que aumentou o fosso de Portugal para os países do topo, melhor posicionados, sendo a nossa realidade anémica e sem “boost. O que nos ajuda a perceber «este ufa,lufa lufa e ufanar» das políticas atamancadas a que temos assistido. Apresentar resultagem à la enche chouriços”, de fabricagem made educagem pra ensinagem. Realidade virtual, condicionamento e manipulação ilusória de números, resultados e estatística.

Excepção para a Grécia, que saiu dos cinco últimos lugares para deixar entrar o Luxemburgo, com 21,5%. Já no que respeita aos países na vanguarda deste indicador, as posições mantêm-se com todos eles a conseguir baixar ainda mais estas percentagens: Lituânia (4,9%), República Checa(5,9%), Polónia (6,8%), Eslováquia (7,3%) e Letónia (8,3%)”. (idem)

Em nota editorial, este conteúdo seleccionado pelo “Polígrafo”, no âmbito de uma parceria de verificação de dados (fact-checking) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade e utilidade das informaçõesque circulam na rede social o resultado:

“As principais alegações do conteúdo são factualmente precisas, o que corresponde, na escala de avaliação do Polígrafo, à classificação e veredicto de:

«Verdadeiro». (idem)

Recapitulando «a coisa e tal» sobre o desinteresse, desinvestimento e não aposta na Educação e Ensinoem Portugal, no já longo e enfastiante consulado socialista, alheio à dramática sobrevivência da Escola Pública, enriquecido com muitos e variados contributos e testemunhos, temos:

“Governo corta no crédito de horas para apoios e reforço das aprendizagens – Vai lesar as escolas, defendem directores (António Castel-Branco, director do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, em Sintra, e presidente do Conselho de Escolas).

(https://cnnportugal.iol.pt, Escolas/Directores/Governo/Sindicatos, por Manuela Micael, em 20 de julho de 2023, às 20:00 horas)

Escolas vão ver cortado, já no próximo ano lectivo, o número de horas extra por turma que podem atribuir a professores para apoio aos alunos e recuperação das aprendizagens. Directores temem que o sucesso dos alunos saia comprometido com mais esta medida anunciada pelo Ministério”. (idem)

As escolas com o corpo docente mais envelhecido acabam por ser as mais prejudicadas com a medida anunciada por João Costa. É o caso do Liceu Camões, em Lisboa. «Já somamos e temos um totalde cerca de 655 horas de artigo 79. São horas de professores que por via da idade, vão tendo redução de componente lectiva. Eu deixo de ter 325 horas que teria sem a redução de crédito horário. Não é um retrocesso a 2018. É um retrocesso muito atrás, porque nestes cinco anos, o corpo docente envelheceu drasticamente e sete horas de crédito(8) não são o mesmo agora do que eram em 2018, explica João Jaime Pires, director da escola histórica de Lisboa, de onde saíram muitos políticos, escritores e artistas de renome.

As escolas perdem muito em termos pedagógicos, da recuperação dos alunos, que ainda vêm de uma pandemia, de projectos, de trabalho organizacional, resume”. (ibidem)

“A Federação Nacional de Educação (FNE) acusa o Ministério (ME) de usar a medida como mais um instrumento para camuflar a falta de Professores.«Através da redução do crédito horário e de outras medidas como mobilidade por doença ou mobilidade estatutária ou de colocar na docência pessoas sem profissionalização, estão a tentar, de uma forma que não passa pela valorização da carreira, obter recursos humanos», defende Pedro Barreiros, secretário-geral da FNE, que fala numa «redução na ordem dos 3500 horários» por causa da medida agora anunciada (e a implementar já, já agora no início do próximo ano lectivo de 2023/2024”. (ibidem)

Esclarecendo o público-leitor não docente, sobre e acerca do «crédito horário», importa frisar o seguinte:

“O crédito horário é um conjunto de horas atribuído a cada escola, consoante o número de turmas, que acresce ao total da carga horária prevista nas matrizes curriculares das disciplinas, e que tem como finalidade o reforço, recuperação ou aprofundamento das aprendizagens dos alunos, bem como o exercício de funções de âmbito organizacional”. (idem)

Em nome do Respeito, da Consideração, da Decência, em jeito de Homenagem à Escola Públicae Mimando todos os Educadores e Professores de Portugal, deixamos aqui um texto-citação de agradecimento e obrigado a todos os colegas que serviram e foram, são e serão Professores.Obrigado!!!

Muito Obrigad@ Senhoras Professoras e Senhores Professores!!!

Citação tirada do livro “Resistir – Crónicas de uma Tragédia Educativa”, de Fernando Alva, discurso e abordagem com a qual me/nos identificamos e subscrevo/subscrevemos. Então cá vai quase toda a página 09. Para o efeito e caso, recorremos ao “serviço público do Paulo Guinote”, com data de «post» publicado em “O Meu Quintal”, de 14 de julho de 2023, intitulado “É mesmo Isto”.

Serviço público de excelência também do Arlindo Ferreira, do Rui Cardoso, do Ricardo Silva, do Paulo Prudêncio, e tantos, tantos outros colegas anónimosque dão o seu melhor pela causa, o melhor que sabem e o melhor que podem, contributos em blogues, acções de rua, negociações sindicais, etc.Que me perdoem alguma omissão, mas todos, mesmo todos, cabem no coração. A todos os colegas em Mobilidade por Doença (MPD) – vítimas de                                           selvajaria e incivilidade desumana muito feia”. Por último, que é primeiro, o professor e pai, colega-lutador pela filha autista, o Ricardo Oliveira.                               Um Grande, Grande Abraço a tod@s. Abração!

Resistindo com o poder da(s) palavra(s) (…) Venceremos!!!

Apesar de todos os seus defeitos, a escola pública portuguesa continua a ser um dos raros faróis da sociedade, pelo qual vale a pena lutar. Grande parte do que somos, mas também do que não nos deixaram ser, é a ela que se lhe deve. Por isso, é por tanto amá-la que o autor destas palavras passou grande parte da vida a criticá-la, sonhando-a para além da sua mesquinha existência quotidiana.

Alguns resistem. E o mais importante é que, apesar de tudo o que lhes fazemos, subsistem aindaexemplos de alunos que vão estrebuchando, ousando pensar pela própria cabeça e dando provas de uma inequívoca vontade de ajudar a erguer um mundo melhor. E isso sabe a esperança. Afinal, no meio das pedras, uma flor, por mais frágil que seja, adquire uma força transcendental (…)

A Escola Pública é um mundo de possibilidades. Continuar a reduzi-la a uma máquina de perpetuar desigualdades equivale a deturpar completamente o seu significado e destruir a utopia de um mundo melhor. Mesmo que a camuflemos com a cirurgia plástica das palavras da moda (ah!, ilusória inclusão totalitária de uma escola tão autónoma e flexível que, na verdade, nada de importante pode escolher além daquilo que o Poder exige …).

Mas talvez possa ainda haver esperança, desde que não nos deixemos iludir pelas supostas soluções extremistas que por aí perigosamente proliferam e que, entre outros aspectos, querem acabar com o que ainda resta da Escola Pública e «democrática», apesar de tudo – repita-se –, uma das maiores conquistas herdadas da revolução de 25 de Abril de 1974. Apontar-lhe os aleijões não pretende, que fique bem claro, desferir-lhe o golpe fatal, mas antes sonhar que ainda é viável traçar um novo caminho para o futuro (…)”.

(https://guinote.files.wordpress.com, Resistir, É mesmo Isto, Paulo Guinote, 14/07/2023)

Resistir estoicamente, com firmeza, coragem,bravura e determinação na Luta que é Revolta dos Professores. É mesmo isto.

Estóico, do grego stoikós”, do latimstoicu”, indivíduo, pessoa austera, rígida, imperturbável, forte, resistente e resiliente, dura, de carácter e personalidade forjados na ratio humanus – Razão Humana.

Disse.

 

Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

 

CCX.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/portugal-e-o-empobrecimento-educativo-da-ideologia-factos-numeros-estatisticas/

MPD, professores deixam de ser colocados por grupo de recrutamento

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/mpd-professores-deixam-de-ser-colocados-por-grupo-de-recrutamento/

SIMPLEX nas Escolas – 20 medidas de desburocratização interna das escolas

20 medidas para desburocratizar

 

Com o objetivo de simplificar metodologias, processos administrativos, expedientes e eliminação de redundâncias, no âmbito do Simplex, o Ministério da Educação avança já no próximo ano letivo com um primeiro conjunto de medidas de desburocratização interna das escolas, uma decisão que corresponde a um compromisso assumido com as escolas e os professores, inscrito no Programa de Governo.

Este primeiro passo, que consiste em duas dezenas de iniciativas teve por base as sugestões apresentadas por várias direções dos estabelecimentos de educação e ensino de todo o país e por listas entregues por algumas organizações sindicais, construindo-se, em primeira instância, a partir da experiência das próprias escolas.

Em concreto:

  1. Reduzir ao essencial os aspetos que devem ser monitorizados/avaliados em todos os planos e projetos determinados pela tutela.
  2. Limitar o texto das atas aos assuntos tratados, decisões e declarações de caráter pedagógico, sendo eliminados os documentos passíveis de serem consultadas em fontes digitais ou que fazem parte do trabalho corrente de Direção de Turma.
  3. Eliminar das atas as listas de evidências e prestação de contas do trabalho dos Diretores de Turmas e dos professores.
  4. Dispensar a avaliação das aprendizagens dos alunos nas AEC – _Atividades de Enriquecimento Curricular.
  5. Substituir o Programa de Apoio Educativo pela revisão anual dos Planos de Ação Estratégica.
  6. Tornar facultativas as reuniões intercalares, deixando a sua realização aos casos em que se justifiquem, determinando que todos os professores submetam as descrições qualitativas, relativas ao desempenho dos alunos, nas plataformas digitais em uso nas escolas para informação aos encarregados de educação.
  7. Elaborar planos de recuperação simplificados dispensando-os da qualidade de instrumentos administrativos/ prestação.
  8. Reduzir os procedimentos para a realização de visitas de estudo simplificando os requisitos administrativos.
  9. Delegar nos diretores as decisões sobre as visitas de estudo internacionais com reporte da sua realização aos serviços.
  10. Elaborar modelos simplificados de planos-relatórios.
  11. Autorizar a realização de reuniões online.
  12. Implementar o trabalho remoto opcional/ facultativo para as reuniões com Encarregados de Educação.
  13. No caso das escolas TEIP, centralizar e limitar os documentos empregues para a sua monitorização.
  14. Condensar normas legais e regulamentares de funcionamento nas escolas num único site.
  15. Eliminar a descoordenação de normas de nível diferente.
  16. Assumir o princípio de que o que for desmaterializado não carece de duplicação ou de assinatura em papel.
  17. Eliminar relatórios de execução de medidas com alunos que repitam dados que se deduzem da avaliação atribuída.
  18. Eliminar a necessidade de tramitação de papéis para justificação de faltas de professores que se encontram em visitas de estudo.
  19. Alargar a realização de formação contínua, nos Centros de Formação de Associação de Escolas, do pessoal docente e não docente, na modalidade e-learning.
  20. Criar o Prémio Simplex para as Escolas, distinguindo as instituições mais pró-ativas na eliminação de burocracia na gestão pedagógica e partilha e boas práticas.

Para além das propostas de desburocratização apresentadas pelas Direções de Escolas, o Ministério da Educação, tal como já anunciado, continua em parceria com a Agência para a Modernização Administrativa a fazer o levantamento de procedimento burocráticos a eliminar.

Está ainda determinada a constituição de um grupo em cada Agrupamento de Escola com vista à simplificação de procedimentos internos administrativos e a elaborar de um manual de simplificação de práticas administrativas dos docentes.

Lisboa, 21 de julho de 2023

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/simplex-nas-escolas-20-medidas-de-desburocratizacao-interna-das-escolas/

Notificações da Mobilidade por Doença chegaram…

 

Verifiquem, porque nos colocados em Mobilidade por Doença já começaram a ser notificados.

 

Exmo./a Sr./a Diretor/a/Presidente da CAP,

Tendo sido hoje divulgados os resultados do procedimento de mobilidade de docentes por motivo de doença 2023/2024 regulada pelo Despacho n.º 7716-A/2022, de 21 de junho, informa-se V. Exa. que poderá consultar os dados relativos aos docentes que saíram ou foram colocados no AE/ENA que V. Ex.ª dirige, através desta forma de mobilidade, na plataforma SIGRHE – Situação Profissional > Movimentação de docentes.

Com os melhores cumprimentos,

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/notificacoes-da-mobilidade-por-doenca-chegaram/

Plano 23|24 Escola+,

Resolução do Conselho de Ministros n.o 80-B/2023

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/plano-2324-escola-2/

Escolas pedem reforço de professores para garantir condições no próximo ano lectivo

Conselho das Escolas considera “fundamental” que haja um “reforço extraordinário de docentes”. Redução nos créditos horários e envelhecimento preocupam.

Escolas pedem reforço de professores para garantir condições no próximo ano lectivo

Escolas pedem reforço de professores para garantir condições no próximo ano lectivo
O Conselho das Escolas (CE) mostra-se “preocupado” com a perspectiva de os estabelecimentos de ensino “não disporem das condições mínimas” para trabalhar no próximo ano lectivo. Em causa está a possibilidade de desaparecerem os reforços de créditos horários, que vigoraram nos últimos anos em resposta à pandemia de covid-19 e permitiram um reforço dos professores ao serviço das escolas, conjugados com os efeitos do envelhecimento dos docentes.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/escolas-pedem-reforco-de-professores-para-garantir-condicoes-no-proximo-ano-lectivo/

Notificação da decisão da reclamação

 

Encontra-se disponível para consulta, a notificação da reclamação.

SIGRHE

Nota informativa – Notificação da decisão da reclamação

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/notificacao-da-decisao-da-reclamacao-4/

Meia Jornada

 

NOTA INFORMATIVA MJ/N.º 1/2023
MODALIDADE DE HORÁRIO DE TRABALHO – MEIA JORNADA

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/meia-jornada/

Pela alteração das regras da Mobilidade por Doença – FNE

FNE promove concentração em frente ao Ministério da Educação, no próximo dia 21 de julho, às 15h, exigindo alteração das regras da Mobilidade por Doença.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/pela-alteracao-das-regras-da-mobilidade-por-doenca-fne/

Datas de acesso aos manuais escolares

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/datas-de-acesso-aos-manuais-escolares/

Jovem que agrediu colega de escola em Oliveira de Azeméis condenado a quatro anos de prisão suspensa

O Tribunal de Santa Maria da Feira condenou a quatro anos de prisão suspensa um jovem de 22 anos por ter agredido violentamente um colega da escola, em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, em 2018.

Segundo o acórdão, consultado esta sexta-feira pela Lusa, o jovem foi absolvido do crime de omissão de auxílio, mas foi condenado por um crime de ofensa à integridade física grave, na pena de quatro anos de prisão, suspensa por igual período.

A suspensão da pena ficou condicionada a regime de prova e à obrigação de o arguido entregar ao ofendido 100 euros por mês, por conta da indemnização concedida.

Jovem que agrediu colega de escola em Oliveira de Azeméis condenado a quatro anos de prisão suspensa

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/jovem-que-agrediu-colega-de-escola-em-oliveira-de-azemeis-condenado-a-quatro-anos-de-prisao-suspensa/

A ESCOLA É “HOMO NATURALIS” “HOMO SAPIENS” NÃO QUER MORRER Into / In INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – Carlos Calixto

“Burrice Natural ou Inteligência Artificial, eis a questão? Prefiro mesmo a Inteligência Natural”. (Rubens de Camargo Vianna Filho)

A Escola é inata e conatural ao “homo sapiens”. “Ipsum verum sit factum”.

A IA, pode passar de acto-feito de criação humana, a “finis exitus terminus”.

Ao escrevermos este Ensaio introdutório” sobre a IA, é nossa intenção lançar e problematizar, questionar o problema e colocar a dúvida-certeza no debate público, político, de política educativa, no Professorado e na comunidade educativa, alertando para o magno e notável Erro e perigosde misturar a “ homo naturalidade” da Escolaclassicamente moderna, contemporânea e intemporal, versus o “artificialismo” contra  natura e   anti-natural da Inteligência Artificial (IA), nos meândros do/no sistema educativo, no processo de ensino aprendizagem e no actoeducativo.                   A Escola é dos e para os “homines”.    

Ao usarmos as proposições into e in no título textual, fazêmo-lo no sentido de poder indicar uma tendência, um movimento para dentro, no sentido de e em direcção a (…); uma asserção/afirmação verdadeira, de conteúdo controverso e polémico, filosoficamente falando, que propomos a exame e/ou deliberação docente e pública. Pergunta: Será que vale a pena o risco e o perigo de ir tão longe, até ao ponto de não retorno?!(…)                                                                

Resumindo, umas influências e tendências pedagógicas                             muito perigosas”, para a alegada adopção escolar futura da IA.                            Já começou com o ChatGPT e o deslumbramento de “mentes anãs”. Porquê?! Porque é anti-natural ao exercício do pensamento humano e ao exercitar dos neurónios e das sinapses. Exercitar o raciocínio, a lógica, a criatividade, a crítica, a abstracção, memorização, etc., recomenda-se naturalmente “naturalis“.  Nunca a aliene alienação pensante acrítica.                Sim, a IA e a sua Tecnologia pensante supera de longe o Google e outros motores de busca. E só estamos no princípio que pode ser o fim. Pandora.

Tentaremos justificada e amplamente, ao longo de todo o texto,                       alcançar este desiderato e demonstrar cabalmente que a defesa da Inteligência Artificial (IA) É mais um desvario na/da Escola / Escola Pública.                                                  Reconhecemos econstatamos a potencial e eminente perigosidade da IA para a desvalorização e extinção da profissão docente. Mantemos a mente aberta e combatemos o preconceito.Segue-se prova testemunhal.

Ficam algumas citações sobre a Inteligência Artificial (IA), para reflexão humana – apelando ao pensamento “profundus”:

– “A maior qualidade da Inteligência Artificial é que ela erra com convicção”. (Pensador – 1.ª Escola do Pensamento fora do Padrão)

– “A Inteligência Artificial não precisa ter emoção para exterminar a raça humana, só de razão!!! Esse é o real problema”. (Sidharta Costa Pinto)

– “A Inteligência Artificial é extremamente perigosa”. (Matheus O. Santos)

– “A Inteligência Artificial não vai tirar o seu emprego agora. Uma pessoa utilizando IA sim”. (Pensador, Marcos Lenine)

– “A Inteligência Artificial provavelmente irá causar o fim do mundo, mas enquanto isso não acontece, existirão grandes empresas. (Revista Forbes)

– “A Inteligência Artificial será extremamente benéfica e já é no campo da cibersegurança. Também será benéfica aos criminosos”. (idem)

– “Devemos utilizar a Inteligência Artificial como uma ferramenta de aprendizagem e não como um método de copiar e colar”. (Eleno Carvalho)

– “A Inteligência Artificial poderá ser a melhor coisa para a humanidade ou será a nossa ruína”. (Pensador)

– “A longo prazo, Inteligência Artificial e automação tomarão muito do que dá aos humanos um sentimento de propósito”. (Forbes, Matt Bellamy)

– “A criação bem-sucedida de Inteligência Artificial seria o maior evento na história da humanidade. Infelizmente, pode também ser o último, a menos que aprendamos a evitar os riscos”. (Forbes, Stephen Hawking)

– “Acredito que o desenvolvimento pleno da Inteligência Artificial poderia significar o fim da raça humana”. (Pensador, Stephen Hawking)

– “A Inteligência Artificial será a invasão alienígena que procuramos há anos”. (Pensador, Delany Clinton)

– “«Inteligência». A Inteligência Artificial não é páreo (vem do latim par) para a estupidez natural”. (Frases Desmotivacionais)

– “A estupidez real sempre vence a Inteligência Artificial”. (Terry Pratchett)

– “O «ponto cego» da Inteligência Artificial é que a consciência não emerge do pensamento; é a fonte dele”. (Pensador, George Gilder)

– “Inteligência não é ter as respostas, mas sim as perguntas”. (C. H. Daher)

Jamais os Professores poderão ser substituídos pelo ChatGPT ou por uma qualquer “Inteligência Artificial” (IA) pensante – por muito matemática e algorítmica que seja; simplesmente porque apenas e só, somente os humanos têm Alma, Sentimentos, Emoções, Sensibilidade, Paixão e Amor.

A Subjectividade e o Livre Arbítrio. CONSCIÊNCIA do BEM e do MAL!!!

Os Professores estão cansados de tanta(s)experiência(s), mudança(s) e “viradeira”. Os Professores estão exaustos e a colapsar. Tem avondo de desconsiderações e afrontas políticas e de Luta / Revolta Docente.                      Os Professores estão feridos e magoados na sua Honra, Dignidade humana e deontologia profissional, por um Governo e Ministério da Educação (ME), sem Gratidão, sem Memória e sem Respeito. Os Professores estão fartos de «inovar», de instabilidade e de medo. De um ridículo abastardamento e degenerescênciatornado ridiculum”, chamado de “inovação pedagógica” e de PIP (Projectos de Inovação Pedagógica), e que vai “matando a EscolaPública”. E que chega e vem, vem chegando, sempre e sempre, mais e mais, pela Tutelapolítica da mão do punho fechado e da rosa espinhosa.

Carlos Calixto

Guião – Cenário de Pesadelo: aberrantes e anormais criações intelectuais humanóides; robotização e automação com capacidade criativa de pensamento muito avançadas e a evoluir e aprender rapidamente, e com toda a certeza lá chegará o momento em que o humanóide pensante deixará de obedecer ao criador humano, por mais que sejam os protocolos de segurança haverá falhas e, perdido o controle, advirá o nosso fim. Mas enfim, faz parte da lerdice e falta de discernimento humano, a estupidamente estupidificante atracção pelo abismo que é desastre e fim da humanidade. De facto, é preciso muita doideira humana para nos estarmos a armar em deuses, mais parecendo crianças irresponsáveis que brincando e caminhando, caminham para o desastre final. Quiçá, a iniquidade do “Armagedom”, sendo a IA a malignidade do futuro cérebro universal em detrimento e prejuízo do Homem. IA a criatura, criação do criador Homem. Da ficção cinematográfica deSkynet e Terminator                      Exterminador Implacável”, à realidade em aceleração da Inteligência Artificial (IA). Que dá que pensar dá.

Errare humanum est”!!!

Estamos a esgotar o nosso tempo na ampulheta, quadrante solar e clepsidra universal da temporalidade e dominância da humanidade.

O nosso tempo e o espaço-vital humanos, estão em vias de irreversível substituição por uma (quase) omnipotente, omnipresente e omnisciente Inteligência Artificial (IA).

Vamos abrir as “hostilidades à positividade, (in)sucesso e felicidade escolar reinantes e pra frentex” – leia-se contraditório, e a talhe de foice, na reflexão preparatória sobre a IA, usando a ferramenta da massa cinzenta chamada cérebrohumano. Falemos agora, propriamente dito, da “assombração” e espectro da Inteligência Artificial (IA) na Escola. A precaução, o tempo, o bom senso, a reflexão e o juízo sempre foram bons conselheiros. Inovação ajuizada e tecnologia q.b. ok. Não é embirração. Mas penso! Os Professores pensam! Experiencietas nada ajuizadas”, “projectosembrutecedores” e de atavio e dormência, inércia e entorpecimento intelectual humano nunca. Abolir a Escola da inteligência humana, provada e comprovada, é que NÃO! NUNCA!

Nas leituras que tenho feito, na abordagem à Inteligência Artificial (IA), como disse acima, tenho feito um esforço para manter a mente aberta e combater o preconceito. No entanto, em abono da verdade, seja dito que é difícil e mesmo impossívelnão reconhecer os perigos da IA, pesando os prós e contras, vantagens e desvantagens, factorespositivos e negativos. O Homem está a desbravar caminhos que podem levar à subordinação dos seres humanos às máquinas, num futuro já ao virar da esquina. Caminho que ao entrar na Escola, a vai matar porque vai alienar do pensamento, do raciocínio, da crítica, da reflexão. Donde, a regressão do “homo sapiens sapiens, acrítico e menorizado pelo facilitismo, acriticidadecomportamental e ausência de treinamento neuronal. “Cabecinhas doutrinadas são cabecinhas anestesiadas e alinhadas”.

Este futuro próximo não é de todo recomendávelpara a instituição Escola/EscolaPública. Significa a viciação, o corrompimento, a degeneração, a adulteração, a contrafacção, a deturpação, a falsificação, a perversão, o envilecimento, a bastardia e a regressão da Escola. Da Escola humana, de humanos e para humanos. Pessoas a falar com pessoas e professores a ensinar os alunos.

Os gigantes mundiais EUA, China e Rússia estão em competição e empenhados pela liderança da IA. A China acaba agora de alcançar um marco notável, ao conseguir o primeiro processador feito por IA e que é 4 mil vezes superior ao ChatGPT. “(…) Conseguiu criar o primeiro processador totalmente construído com uma Inteligência Artificial que é quatro mil vezes mais rápido do que o ChatGPT 4, sem qualquer ajuda humana. Estamos a falar do «Quimeng N.º 1», cujo desempenho é comparável ao do Intel 486.

(…) Prevê-se que estes processadores criados por IA poderão igualar ou até superar o nível de projectos concebidos por especialistas humanos nos próximos 5 a 10 anos”.

(https://www.magazine-hd.com/apps, Tomás Cascão, 03 de julho de 2023)

Perante esta realidade, mais se exige a ponderação humana e respostas à pergunta sobre a justificação ou não da IA na Escola.“Acreditamos que a pergunta mais importante, sobre a Inteligência Artificial na Educação, é identificar os Pontos Negativos e Positivos e encontrar um Ponto de Intersecção que possa adaptar educando e algoritmo, e implementar as melhorias conjuntamente”.

(https://pt.linkedin.com, Factores Positivos e Negativos da IA na Educação – Formação Educacional dos Estudantes, Elenito Dias e Levy da Costa, Publicado em 04 de maio de 2023)

Os factores positivos da IA na Educação e Ensino passam por:

– Personalizar a aprendizagem para cada aluno, adaptando o ritmo, o conteúdo e a abordagem de ensino de acordo com as necessidades e habilidades individuais.

Melhoria da eficiência do Ensino e automatização de tarefas repetitivas.

– Aprimoramento e ajustamento da avaliação, ajudando a IA com mais precisão, objectividade e feedback personalizado na/sobre a progressão decada estudante.

– A IA pode ajudar no acesso à Educação, reduzindo as diferenças sócio-económicas e as desigualdades educacionais.

– A IA também pode ajudar a criar experiências de aprendizagem com melhoria da retenção do conhecimento”. (idem)

Nos factores negativos da IA na Educação e Ensino, há que ter em conta:

– A dependência excessiva da tecnologia, o que levará inevitavelmente ao prejuízo da capacidade dos alunos de/em aprender por eles mesmos; será o fim da aprendizagem do educando por conta própria e o esbatimento e irrelevância do papel do professor.

Outro factor deveras negativo, negativíssimo mesmo, é o «viés algorítmico»; os algoritmos da Inteligência Artificial podem ter preconceitos embutidos, levando a resultados enviesados, injustos e discriminatórios na avaliação e/ou processo de tomada de decisão. No fundo, a prática da leitura da mentira, por deturpação informática digital-artificial da verdade e realidade.

Outro grave, gravíssimo problema, prende-se com a segurança dos dados pessoais dos alunos; a IA pode colocar em sério risco a privacidade e segurança informacional, per si, de cada caso, de cada aluno.

– Mais, de extrema gravidade, a falta de conexão humana. É facto indesmentível que o uso excessivo da IA na Educação, categórica e inequivocamente, reduz as interacções humanas entre alunos e professores; o que vai afectar negativamente o bemestar emocional dos educandos e inquestionavelmente a qualidade geral da Educação.

Negatividade grave ainda da IA, pela falta de controle humano. Usar a Inteligência Artificial na Educação, implica e leva obrigatoriamente a uma perda de controle humano sobre o processo de ensino e aprendizagem, levando a resultados previsivelmente indesejados. É o perder do actuspedagogus/ paidagogus humanus. (idem)

Há o risco visível e assumido de quebra e ruptura do paradigma escolar.

A simbiose da Inteligência Artificial e a Biológica, mesmo sabendo dos riscos, efeitos e danos colaterais, é o caminho que está a ser apontado para a Escola/Escola Pública, no/num futuro próximo; deveras preocupante, duvidoso e perigoso desconhecido. Ainda sobre o WEBCHATGPT– 4PLUS, e o entendimento dos Experts da actualidade em IA e a sua utilização na Educação e Ensino nas Escolas, a resposta à pergunta é:

Kay Fu Lee e Yuval Noah Harari têm visões diferentes sobre como a Inteligência Artificial (IA) está impactando a Educação actualmente.

Kay Fu Lee, um renomado especialista em IA, acredita que a tecnologia está transformando a Educação e criando novas oportunidades de aprendizagem. Em seu livro «Al Superpowers: China, Silicon Valley, and the New World Worder», ele argumenta que a IA pode ajudar a personalizar o Ensino, fornecendo aos alunos um aprendizado adaptativo e individualizado; (aprendizagem fitness no sentido da boa forma física e mental; da resiliência, aptidão e eficiência evolutiva do aprendiz). Ele também acredita que a IA pode ajudar a melhorar a eficiência do Ensino, permitindo que os Professores se concentrem em actividadeshumanas, como liderança e conexão emocional com os alunos.

Por outro lado, Yuval Noah Harari, autor de Sapiens: Uma Breve História da Humanidade”, tem uma visão mais crítica em relação à IA na Educação. Ele argumenta que a tecnologia pode levar a uma perda de empregos para Professores e a uma «padronização do Ensino» (impensável, inaceitável e intolerável, digo eu), que pode prejudicar a criatividade e o pensamento crítico dos alunos. Harari também alerta sobre a possibilidade de as empresas de tecnologia usarem a IA para influenciar o comportamento dos alunos, moldando as suas crenças e valores.

Em suma, enquanto Kay Fu Lee vê a IA como uma ferramenta que pode melhorar a Educação, Yuval Noah Harari adverte para os riscos e desafios que a tecnologia pode apresentar.Ambos concordam que a IA está mudando a Educação, e é importante que educadores, alunos e governos entendam os benefícios e desafios dessa tecnologia emergente”. (idem)

Os recursos tecnológicos podem alterar o processo de aprendizagem e formação axiológica humana dos alunos durante o período de vida escolar. Os cuidados a ter com o uso da Inteligência Artificial (IA) na Educação:

As tecnologias que a IA proporciona permitem simular comportamentos humanos relacionados com a inteligência, tais como o raciocínio, solução de problemas, percepção e, até mesmo, a tomada de decisões, mesclando o conhecimento humano com o artificial; explica o professor de Química e influenciador Michel Arthaud, da Plataforma Ferretto.

(https://www.sinesp.org.br/noticias, 5 cuidados com o uso da Inteligência Artificial na Educação, RedacçãoEdiCase, Publicado no Portal Recreio, em    22/02/2023, às 18:00 horas e Actualizado em 23/02/2023, às 11:10 horas)

Uma influencer(s)” e nada convencional a escanifobética salganhada digital IA, digo eu, à «molhada» com humano, tech e artificial IA.

“É inegável que a tecnologia deve ser aproveitada no aprendizado (aprendizagem), mas alguns cuidados são necessários para que o método tradicional não seja 100% colocado de lado”.(idem)

Listando, que atentar muito bem nos seguintes 5pontos, aquando do uso e utilização da IA na Educação e implementação na(s) sala(s) de aula(s) por constituírem perigos para os alunos:

Reprodução de desigualdades; o hiato-lacuna entre as condições do Ensino Privado e o Ensino Público. Haver igualdade de acesso e oportunidades não discriminar nenhum aluno (impossível de alcançar, dada a situação e realidade sócio-económica de cada família e de cada aluno).Citando Michel Arthaud: “Actualmente, grande parte das tecnologias educacionais são utilizadas no sector privado, e o que não queremos que aconteça, é a exclusão do sector público em mais uma camada. O uso da IA na Educação é, sim, importante, mas é preciso garantir que todos os alunos tenham as mesmas oportunidades de acesso”, destaca o professor. Perigo de perpétuar a exclusão educacional. (idem)

Dificuldade e impossibilidade em identificar o plágio na tecnologia IA      tornando e transformando a cópia em autoria. A máquina a fazer pelo aluno e a mentira de mentir ao(s) professor(es); inaceitável de todo. Segundo Arthaud:                O ChatGPT, ferramenta baseada em IA, é um dificultordesse processo. Existem softwares anti-plágio que verificam as semelhanças entre os textos localizados na internet e os ditos autorais, se o material foi criado a partir da tecnologia mencionada, muito provavelmente não será identificado”, explica. A cópia autoral em forma de, tornada plágio. (idem)

Deficiências no desenvolvimento de habilidades essenciais. O terrível dificultar e anti-desenvolvimento de habilidades essenciais dos estudantes. Com o avanço da IA, os alunos vão ter cada vez mais dificuldades e deficiências no desenvolvimento da leitura, interpretação de textos, escrita e compreensão. Reprovável! Nas palavras de Arthaud: “A IA pode impactar directamente na absorção de conhecimento e competências dos alunos. Isso acontece, pois, o   sistema gera automaticamente um plano de estudos, facilitando o modo de pesquisa de campo. É importante haver um equilíbrio entre o estudo tradicional e tecnológico, para que todas as capacidades sejam desenvolvidas de forma correcta”, recomenda. (idem)

Falta de contacto humano. Mesmo sendo a IA uma revolução na Educação, afecta o(s) plano(s) de Ensino. Com o uso da IA na Escola, a interacçãohumana entre alunos e professores diminui. Para Arthaud: “A tecnologia reduz o tempo de planejamento (planeamento) para a criação de uma aula, assim como pode reduzir o período de aprendizado (aprendizagem) dos alunos”. (idem)

Mais ainda, e de extrema gravidade, a perda acentuada do contacto humano e da «humanitas», pedagógico, científico e didáctico entre o(s)professor(es) e o(s) (aluno(s), reforço eu. Perde-se irremediavelmente o pulsar do sentir e do estar doaluno no momento; qual o seu estado de espírito. De acordo com Arthaud: “Quando as aulas são leccionadas de forma presencial, os professores têm um contacto directo com os seus alunos, conseguindo sanar dúvidas e questionamento que surgem durante as explicações. Com o uso da IA essa interacção diminui. Ou seja, os professores e alunos ganham por um lado, mas acabam perdendo por outro”. (idem)

Diria mesmo, digo eu, perdendo o essencial – a relação pedagógica professor-aluno.

 

Simulado inteligente; uma ferramenta de ajustamento às necessidades diárias do aluno.Ouvindo Arthaud: “Buscando contribuir com o processo de aprendizagem dos estudantes, principalmente daqueles que já prestaram ou irão prestar vestibular (do latim «vestibulum», um tipo de exame), a Plataforma Professor Ferretto inaugurou o «Simulado Inteligente», uma ferramenta que ajusta simulados de provas diariamente conforme a necessidade do aluno”. (idem)

A abordagem ao impacto do ChatGPT e da Inteligência Artificial (IA) na Educação.

Ao longo da nossa reflexão sobre os impactos da Inteligência Artificial na Educação, Ensino e Aprendizagem, e acerca do ChatGPT e da IA, é interessante a resposta dada pelo próprio ChatGPT:

“É importante que sejam tomadas medidas para garantir que a IA seja usada de maneira responsável e ética na Educação”.

(https://www.ifsc.edu.br/web, Instituto Federal, Santa Catarina, Inovação, Data de Publicação: 28 de fevereiro de 2023, às 19:49 horas, Data de Actualização: 01 de março de 2023, às 13;26 horas)

Outra resposta muito interessante do próprio ChatGPT, uma ferramenta TECH (tecnológica)educacional, fruto da Inteligência Artificial (IA) é:

“É importante lembrar que a IA é uma ferramenta e como tal, pode ser usada para melhorar ou simplificar o trabalho humano, mas também para substituí-lo”. (idem)

ASSUSTADOR!!!

“O facto do ChatGPT gerar textos parecidos com os humanos vem do processo de treino (…) sendo capaz de gerar textos com muita similaridade aos que foram utilizados em seu processo de treinamento”. (ibidem, Professor Mário de Noronha Neto, do Campus São José)

A utilização de uma ferramenta que «pensa» pelo aluno assusta com a ideia de que não será mais possível observar no dia a dia a evolução da aprendizagem dos nossos estudantes”. (ibidem, Michele Alda Rosso Guizzo, Professora do CampusCriciúma)

“É preciso valorizar os momentos de estudo e de avaliação colectivos e presenciais, que estimulam o desenvolvimento cognitivo, a criticidade e a elaboração própria dos estudantes”. (ibidem, Adriano Larentes da Silva, Pró-Reitor de Ensino)

 

 Breves referências à Inteligência Artificial na Educação (IA) – Vantagens                      e mais-valia para o Ensino e contras, Desvantagens. Eficiência versus negatividade – (recapitulando e súmula – sinopse).

Vantagens da IA na Educação:

Personalização algorítmica; conteúdo e ritmo de Ensino adaptativo; desempenho e feedback personalizado; utilização e interactividade de chatbots educacionais (chatboat é um programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas); criação de ambientes de aprendizagem virtuais, possibilitando àqueles alunos privados de, sem acesso a uma educação tradicional, aprender de forma autónoma. (idem)

https://alexsandrosunaga.com.br, Formação de Professores, Inteligência Artificial na Educação: Vantagens e Desvantagens, Publicado em 12 de janeiro de 2023)

Automatização de tarefas administrativas, como a correcção de provas. Libertando tempo para os Professores se concentrarem no Ensino (idem)

Acessibilidade para alunos com necessidades educativas especiais ou que vivam em zonas/áreas remotas. (idem)

Desvantagens da IA na Educação:

Custos de implementação da IA são caros.(idem)

Falta de interacção humana. O uso da IA diminui a interacção humana e a personalização da Educação. Perda de habilidades humanas. (idem)

Riscos de privacidade. A IA, ao armazenar, controlar e compartilhar dados pessoais dos alunos,pode criar graves riscos de quebra de sigilo e privacidade. (idem)

Sumariando: “Em resumo, a IA tem o potencial de melhorar significativamente a Educação, mas é importante considerar cuidadosamente os custos e riscos potenciais antes de implementar essa tecnologia. É importante que os Professores, administradores e outros profissionais da Educação trabalhem juntos para garantir que a IA seja usada de forma ética e eficaz para beneficiar os estudantes”. (idem)

NOTA: E agora muita, mas mesmo muita Atençãosff. Obrigado. Fomos todos muito bem Enganados!Todo o artigo de ALEXSANDRO SUNAGA foi gerado e criação de IA. No final do artigo vem aseguinte referência“OBS: Este artigo e as imagens foram criados por Inteligências Artificiais (IA)”. (idem)

Verdadeiramente Assustador!!! Nada e em nada destoando de uma normal criação literária humana.Roçando a simbiose na perfeição. Mete Medo!

E só estamos no início. Para aonde caminha o Homem?!(…) Em que direcção e Qual o Destino?!(…) Somos “Homo Sapiens Sapiens. É Tempo do Homem Pensar O Pensamento. PENSEMOS!!!

“O crime perfeito: A Inteligência Artificial na Educação – É o jogo do gato e do rato. Estão ambos entregues às feras em plena arena da Inteligência Artificial. Não têm por onde fugir. Estudante e Professor. Se não mudam e não se esforçam por perceber o que lhes está a acontecer, um e outro estão encurralados”.

(https://sicnotícias.pt/pais, O Crime Perfeito: A Inteligência Artificial na Educação, Opinião de Rui Correia, em 11/02/2023, às 11:04 horas)

O artigo é longo e versa sobre a moda da Inteligência Artificial (IA). Mas vale a pena citar alguns excertos:

– “Fazem-se canções ao estilo dos Beatles e PinkFloyd sem intervenção humana, realizam-se filmes escritos e editados sem mão humana, produz-se arte significante sem intervenção humana, escreve-se poesia e literatura sem mão humana. De qualidade cada vez mais apurada. Como não andar ávido com isto? Impossível. Há coisas que não se pedem a ninguém”. (idem)

(…) A Educação. Como estão e vão as escolas acolher esta tecnologia?

Temos testemunhado a resposta que várias Universidades têm assumido perante o advento, ou melhor, a democratização, ou melhor ainda, a popularidade do ChatGPT (Generative Pre-TrainingTransformer Chat), uma modesta janela do que a IA é e será”. (idem)

Aquilo que mais nos importa reter desta intromissão da Inteligência Artificial no espaço escolar é a ideia pela qual os sistemas tradicionais de «Ensino», meramente transmissivo e unidireccional, caem pela raiz, nomeadamente na sua docimologia (palavra do grego dokimé – teste; trata-se do estudo sistemático dos exames, com especial particularidade do sistema de atribuição de notas e dos comportamentos dos examinadores e dos examinados). O espaço (dos Professores) para «carisma» e «dinâmica» conserva-se intacto”. (idem)

O autor também fala que o Professor deve conhecer muito bem os seus estudantes (a propósito do novo problema de excelência e perfeccionismo, pertença e plágio de textos e trabalhos que a IA com naturalidade comporta e encerra) e que deve haver uma postura de recusa do “Pânico Ludita, nomeadamente no Ensino Superior. (idem)

(Ludita ou neoludita, é hoje aquele que se opõe às novas tecnologias; ludismo, tom depreciativo de oposição às Tech, nomeadamente à tecnologia da pensante tecnologia da Inteligência Artificial (IA).

“A afirmação da escola digital a escola via zoomnão é apenas terrível, é também desigual e injustano uso dos recursos digitais e no acesso à conectividade”.

(https://www.publico.pt, Ímpar, Notícia, Educação, A Afirmação da Escola Digital, José Augusto Pacheco, em 27 de fevereiro de 2023, às 10:12 horas)

Se há algo que ficará nas escolas dos ensinos básico e secundário, no período pós-pandemia, é a componente digital e a dimensão humana da relação pedagógica”. (idem)

É recomendável a Supervisão Humana a tempo inteiro e em todos os momentos, no uso da Inteligência Artificial (IA) na Escola.

“Sem supervisão, ChatGPT poderá atrapalhar pensamento crítico dos alunos – Professor@souvid@s pelo «Metrópoles» alertam sobre os riscos do uso não supervisionado da Inteligência ArtificialChatGPT por estudantes”.

(https://www.metropoles.com/brasil, Metrópoles, Sem Supervisão, ChatGPT poderá atrapalharPensamento Crítico dos Alunos, Maria Eduarda Portela, em 20/03/2023, às 02:00 horas)

Ainda sobre a tecnologia “ciborgue” como o ChatGPT, ao “Metrópoles”, a Professora Ana Carolina de Castro, docente de Língua Portuguesado Distrito Federal, acredita que esta tecnologia pode atrapalhar mais que ajudar na aprendizagem dos alunos, caso seja utilizada como plataforma de apoio e não apenas como uma mera ferramenta complementar.

“Isso acaba causando um grande déficit, não estamos potencializando o raciocínio lógico, a criatividade, porque a Inteligência Artificial não possui as ferramentas necessárias para a instrução dos alunos – explica a docente”. (idem)

A Professora da Universidade de Brasília (UnB) e Doutura em Educação Catarina de Almeida, explica que é impossível a não inserção do ChatGPT dentro da sala de aula, mas é necessário que a ferramenta seja utilizada de forma crítica e com apoio de Educadores; (…) apesar de ser um facilitador, o uso sistemático da Inteligência Artificial poderá tirar a capacidade crítica e de raciocínio dos alunos, defende; (…) o currículo não são (estão) voltadospara formação crítica, mas cada vez mais por (para) questões técnicas, afirma”. (idem)

Outro estudo de caso, é o da escola “Lumiar”, em São Paulo, com o Projecto AI (Inteligência Artificial)Boost, pensado para acelerar projectos criativos com o uso da IA. Nas palavras da Directora Geral das unidades da escola “Lumiar”, Graziela M Peres Lopes:

– “A proibição não é a melhor estratégia para lidar com novas ferramentas tecnológicas, temos que entender como a ferramenta deve ser utilizada e quais (as) habilidades necessárias para usá-la da melhor maneira, de forma positiva”. (idem)

O que dizem os “EXPERTS” em Inteligência Artificial – (IA).

Especialistas afirmam que o ChatGPT não substituirá todo o trabalho humano, mas os profissionais terão de actuar em parceria comrobôs”.

(in Metrópoles, Negócios, Profissional “Ciborgue”: Como o ChatGPT Vai Mudar o Mundo do Trabalho, Fábio Matos, em 11/03/2023, às 05:30 horas, actualizado em 18/04/2023, às 12:30 horas)

Mais, são horribilis” e causam pânico e terror, as declarações do criador do ChatGPT, Sam Altman – Citação:

“Em manifesto, CEO da empresa criadora do ChatGPT diz acreditar que serviços médicos e Professores serão substituídos por robôs”.

(in Metrópoles, Ciência & Tecnolgia, Robôs Substituirão Médicos e Professores, Bernardo Lima, em 09/03/2023, às 20:03 horas, actualizado em 09/03/2023, às 20:49 horas)

O CEO da OpenAI, Sam Altman, Director-Executivoda StarUp por trás do ChatGPT, no manifesto “Moore’s Law for Everything (Lei de Moore para Tudo, em tradução livre – Teoria que prevê futuro da informática e computação), mais afirma que:

– “(…) A Inteligência Artificial poderá substituir médicos e Professores; (…) robôs serão capazes de realizar o trabalho de profissionais da Educação e da Saúde, além de baratear seus serviços; (…) na saúde, médicos automatizadosgerariam economia nas consultas, enquanto na Educação robôs inteligentes substituiriam Professores universitários com salários altos”. (idem)

Novidade mesmo, depois de uma onda de euforia, são os sinais que apontam para o fim do “encantamento do ChatGPT. Parece haver cada vez menos interessados em interagir com a IA e a sua TECH (Tecnologia).

“Desde novembro de 2022 que a ferramenta de Inteligência Artificial (IA) da OpenAI – o ChatGPT – é a grande sensação da internet, mas aparentemente, o fascínio do público parece que tem vindo a esmorecer.

Como conta, noticia a Reuters, de maio para junho verificou-se uma queda de 9,7% no tráfego (em desktop – designa o ambiente principal do computador – e mobile) do ChatGPT, com o número de visitantes único da plataforma a também ter verificado uma queda de 5,7%.

Os dados também mostram que o tempo passado no ChatGPT pelos utilizadores também teve uma queda, com os visitantes a passarem menos 8,5% do tempo que passavam a interagir com a IA”.

(https://www.noticiasaominuto.com/tech, Sinais Apontam Para o Fim do “Encantamento” do ChatGPT, TECH CHATGPT, por Miguel Dias, em 06/07/23, às 11:35 horas)

Em conclusão, a Inteligência Artificial (IA) e osProfessores. Em que ficamos (…)

Por último, notícia da CNN Portugal: “Stuart Russelldiz que tem más notícias para os Professores, boas para os alunos e assustadoras para quem teme Estados ditatoriais”.

(https://cnnportugal.iol.pt/smartphones, CNN Portugal, Inteligência Artificial, FG, 07 de julho de 2023, às 21:07 horas)

Está em causa a forma e maneira como a Inteligência Artificial (IA) pode beneficiar ou NÃO! o futuro da Educação e do Ensino. Perigos Eminentes!

Smartphones e Inteligência Artificial podem tornar-se a combinação «mais eficaz» para um Ensino de qualidade e até podem vir a substituir as salas de aula tradicionais – pelo menos isso é o que defende um dos mais reconhecidos especialistas da Inteligência Artificial (IA) do mundo, Stuart Russell, Professor na Universidade da Califórnia, nos EUA. Mas Stuart Russell deixa também um alerta (um forte e muito sério Aviso): esta poderosa tecnologia pode vir a facilitar a doutrinação dos alunos, podendo ser até usado por Estados ditatoriais para incrementar as suas ideologias, escreve o «TheGuardian».

(…) Esta possível mudança (IA) pode suscitar«receios razoáveis» entre os Professores e Sindicatos desta profissão, visto que «menos Professores vão ter emprego – possivelmente mesmo nenhum», disse Russell, citado pelo«The Guardian»”. (idem)

Além dos riscos para os Docentes, este software pode ser utilizado por regimes políticos autoritários e ditatoriais: “Estou certo de que o governo chinês espera que (a tecnologia) seja mais eficaz na inculcação de lealdade ao Estado”, afirma Russell.(idem)

Mais diz Russell, que mostra também receio que o sistema possa vir a ensinar uma criança a “fabricar uma arma biológica”. (idem)

Respirando fundo, para tentar assimilar tudo isto, todo este manancial de informação e actualizaçãoinformacional de informantes, fica a certeza de dúvidas, interrogações, conclusões e muitas reticências; o potencial e enorme exponenciaLaprendente da Inteligência Artificial (IA) para o bem e para o mal; e no que que concerne à Educação e ao Ensino diz respeito, a demonstração cabal de que os PERIGOS(!) existem, são REAIS(!), e que NÃO(!) justificam nem os meios investidos nem os ganhos e pseudo benefícios. E sempre, sempre com vigilância humana em cima e muito apertada.

Percorrido o caminho reflexivo, cogitativo, meditativo, e no limite da atitude de questionamentohumano, afirmo ser frontalmente contra e que sou de todo contra o uso incoerente, desleixado, retro-anacrónico, leviano, de modalidade e existência modal absurda, repugnante à razão, incorrecto, imoral, violador da ética e sem código de conduta,da Inteligência Artificial (IA) na Escola / Escola Pública.

O uso e utilização massiva e massificada da IA em contexto escolar, está destinada ao fracasso e a contribuir decisivamente para a “fraude intelectual, a alienação da verdade escolar e a conspurcação objectiva da essência escolar do elemento humano – único e irrenunciável. Terá a resisreacção dos Docentes.

No limite céptico da noção, ideia e representação de“Ser homo sapiens,                       a IA na Educação Não é upgrade”, Não trás melhoria substantiva humana, Não significa aprimoramento do Ensino.Considerado e considerando o positivo por oposição ao negativo que trás e transporta para a EscolaHumana.

Este tempo intelectual foi desafiante e de reflexão, de comunhão da investigação, de estudo e decrítica, de informação reunida ao longo do tempo e de tempos, das ideias, das palavras e do sentido das palavras. Desiderato proposto e objectivo alcançado, realizado.

Por que consideramos pertinente, e em jeito dehomenagem,memorium e ultimatum, deixamos aqui memórias-excertos de escritos sobre a Escola“velhinha”, ancestral e intemporal, a Escola Tradicional; em justaposição e aposição à nova escola emergente e que alguns alegam de Escolafuturista, a Escola Digital, cada vez mais tomada,imbuída e impregnada de Inteligência Artificial a Escola IA. SIM à Escola Humana! NÃO à Escola Máquina! Expus!

Cedemos à exigência-imposição de tendência, de digitalização da Escola/Escola Pública, ou resistimos, lutamos e rejeitamos. Afinal de contas, Nós Escola, Educadores, Professores e Alunos, Pais e Encarregados de Educação, Comunidade Educativa, não somos IA; Somos Todos Natureza Humana.

Segue-se o ponto de intersecção, vínculo e simbiosedo “varius” que é “unum A Pessoa Humana.Cogito ergo sum” “Penso, portanto sou; (trad.correcta).

Abordagem ao enquadramento histórico ultra conciso – do presente para o passado, do agora para as origens – “mutatis mutandis (mudando o que tem de ser mudado) e “modus operandi”(modo de operação, agir e execução).

Chamem-me “Velho do Restelo”, chamem-me professor-dinossauro, digam que estou “démodé”, em desuso e ultrapassado, desactualizado eobsoleto,                                  a precisar de reciclagem e capacitação digital e bla, bla; anti digitalização fundamentalista e “Burrocrática da Escola/Escola Pública e anti robotização e automação da Educação e do processo de ensino-aprendizagem. Estático no “actus pedagogus” de ensinar. Que me preocupo bastante com a Escola (perdida) dos conteúdos, objectivos gerais e específicos, cognição (aquisição, compreensão/entendimento, aplicação de conhecimentos), adapto-estratégias adequadas,taxonomia de Bloom; e nem tanto com a “escolinha das competências”. Obrigado! Eu é que agradeço esses epítetos/antonomásias de Ser, Estar e Vivenciar a profissionalidade e desempenho docente à “antiga e antigamente” e sem jeito nem disponibilidade para modernices ultra modernaças, de modas e modinhas pseudo pedagógicas “tolinhas e de chaladice mental adiantada”. Orgudesvaneçodos agnomes da diferenciação diferenciadora que faz a diferença no ensino para aprender a aprendizagem real. Ficar lá “alguma/qualquer coisa” de mais valia, valência e valimento para o(s) educando(s). A humana e natural partilha e assimilação do “cognitio humanus”.

A “Paideia”, a Educação na Grécia Antiga; o clássico não passou de validade. Paideia deriva da palavra grega “paidos” (criança) e significa algo como                           “a educação das crianças”. Sendo único o lugar dos gregos na História da Educação Humana. O termo Pedagogia nasceu, surgiu na Grécia, como a origem da problemática pedagógica, com origem nos sofistas – sábios, do grego “sophistes”, e do grego “sophia” (sabedoria); (Werner Jaeger, 1986).                        Roma incorporou a ambas.

Sofistas, séculos V e IV a.C., eram mestres da retórica e da oratória. De grande erudição e eloquência no discurso. Protágoras de Abdera (de acordo com os relatos de Platão, um filósofo grego do séc. V a.C.) foi um dos maiores sofistas. É conhecido pela famosíssima máxima: “O homem é a medida de todas as coisas”. Outros sofistas que se destacaram foram: Górgias, Hípias e Pródico. Os sofistas inventaram “uma espécie específica de professor/intelectual itinerante”, profissão que quer na Grécia Antiga quer no império romano, ensinava a “aretê”, palavra grega que traduz o conceito de “excelência” ou “virtude”; ligado à noção de cumprimento do propósito ou da função a que o indivíduo se destina. No sentido de alcançar o sucesso e a perfeição da/na pessoa humana. Pensamento grego que evoluiu no ideal cristão para a                    auto-suficiência da contemplação e da sabedoria.

Amós Comenius, um dos maiores Educadores do séc. XVII, foi o criador da Diáctica moderna.  A arte ou técnica de ensinar; vem do grego “technédidaktiké”.  Ocupa-se dos métodos e técnicas de ensino.

Johann Friedrich Herbart (sécs. XVIII/XIX), filósofo alemão, formulou a Pedagogia como ciência, abrangente e sistemática. Sistémico, com um conjunto de critérios meticulosamente organizados.

A Pedagogia é a ciência que estuda a Educação, o processo de Ensino e a Aprendizagem. É a abordagem ao educando da aprendizagem teórico-prática e como esse processo influencia e é influenciado pelo desenvolvimento social, político e psicológico do(s) aprendizante(s) – o(s) aluno(s).

Jean Piaget, pai da pedagogia moderna, na sua teoria sobre a aprendizagem cognitiva infantil, descobriu que os princípios da nossa lógica se começam a instalar, acomodar e formar antes da aquisição da linguagem, através da actividadesensorial e motora em interacção com o meio, em especial e nomeadamente com o meio sócio-cultural.

É, sempre e sempre no centro, tendo a centralidade em Educação está o Homem e não a máquina. Está a Inteligência Humana e não a Inteligência Artificial. O acto educativo é humano. É de eminência e exclusividade humana. É “homo humanus”. De exercício, função, ensinamento, missão e avaliação humana. Ponto final.

Concretizamos com alguns exemplos-excertos:

– Afirmação de Nuno Crato: “Há uma desvalorização da avaliação e está a perder-se a visão de que a escola tem a missão de ensinar”.                                        (Voz Prof, em 18 de junho de 2023)  

Citando excerto (um pouco longo, mas que se justifica pela incisão e pertinência para o caso) de um texto de Paulo Guinote, assertivo, com o qual nos identificamos, intitulado: “E ensinar algo aos alunos?”:

– “Sei que é um conceito que há quem apresente como fora de moda: “ensinar”. A relativização cultural e do conhecimento científico disciplinar fez com que algumas correntes pedagógicas considerem que o acto pedagógico de “ensinar”, no seu sentido tradicional de transmissão de conhecimentos entre alguém que sabe algo sobre determinada matéria e alguém que ainda não sabe, seja encarado como uma espécie de exercício abusivo de poder, de dominação ou de desvarios ainda mais extremados.

Talvez por deformação pessoal e académica, continuo a achar que existem pessoas que têm algo para ensinar a outras, dentro ou fora das salas de aula convencionais, ao longo de toda a vida, desta ou daquela forma, presencialmente ou à distância. Por maioria de razão, continuo a achar que o “ensino” e a “aprendizagem” são funções nucleares na Educação e no quotidiano das Escolas, quiçá as que lhes dão o sentido primeiro de existência, por muitas outras funções que lhes tenham sido apensas com o passar dos tempos. Sei que esta é uma concepção criticada por quem acha que tem uma visão “moderna” ou mesmo “pós-moderna” da Educação, mesmo se essa visão apenas recicla conceitos e propostas com mais de um século.

Continuo a achar que o tempo dos professores nas escolas deve ser passado em prol do trabalho com os alunos, a “ensinar” aquilo que os alunos deverão “aprender”, numa perspectiva que alguns considerarão por certo imobilista, se não perceberem que esses actos (de ensinar e aprender) já mudaram muito desde que comecei a leccionar e, por maioria de razão, desde que foi aluno.

Infelizmente, o avanço da tal ideologia relativizadoraestendeu-se ao papel do professor, considerando-o não como “mestre” (como se isso fosse uma espécie de entidade repressora), mas como mero “facilitador” das aprendizagens. E essa relativização, por via de uma desvalorização dos saberes disciplinares, levou a que a autoridade académica dos docentes fosse colocada em causa, considerando-se que o eventual insucesso de qualquer aprendizagem deriva de uma falha na “ensinagem”. E passou a exigir-se uma monitorização administrativa e burocrática desse processo de “ensinagem”, que mais não faz do que desconfiar do trabalho dos professores e tem sido maquilhado sob a designação de “inovação pedagógica”, retomando teses com décadas que já antes demonstraram a sua inconsequência, mas agora foram retomadas e reapresentadas como se fossem novidade.

(…) Esta subordinação da função docente ligada ao “ensino”, agora apresentada como uma espécie de anacronia, em sala de aula ou fora dela, relativamente a tarefas de tipo administrativo e burocrático explica muito do desânimo e a desistência de muit@s docentes, que não hesitam em antecipar a aposentação, para não continuarem perdidos num labirinto que não para de crescer. E ajuda a compreender que a docência tenha passado a ser encarada como uma profissão mais próxima do funcionalismo administrativo do que da transmissão intelectual e cultural, tornando-a desinteressante e afastando potenciais candidatos”.

(https://guinote.wordpress.com, Paulo Guinote, Pelo JL/Educação, em 28 de junho de 2023)

O supracitado é a naturalmente natural natureza humana, ancestralmente falando, passando o conhecimento de geração em geração, de pessoas para pessoas, sem maquinetas pensantes e o cérebro humano a minguar e a regredir.

(…) Mesmo dentro de uma escola, há cada vez mais uma ruptura completa entre quem ensina e quem teoriza/ordena, o que equivale a dizer que não há diálogo possível. A gramática do Poder tornou-se frequentemente ininteligível, irracional e inconcretizável.

(…) Quanto mais se conhecem os bastidores da Educação em Portugal mais receio se tem em imaginar o que ainda nos falta ver dentro de cada um dos intermináveis subterrâneos gabinetes do Poder …

Embrenhar-se nesse inferno ajuda a vislumbrar com maior nitidez o dramático futuro que agora se inicia, ao leme daquele que, apenas ao fim de alguns meses, já conseguiu ficar na História como sendo um dos mais perigosos ministros da Educação do pós-25 de Abril, em Portugal …

A distopia já parece ter começado. Estaremos ainda dispostos a combatê-la?”

(https://guinote.guinote.wordpress.com, Inbox, «Resistir – Crónicas De Uma Tragédia Educativa», Fernando Alva, Artelogy, 04 de julho de 2023)

A distopia, cacotopia ou antiutopia é o inverso e avesso da utopia. É um estado de representação hipotética, conjectural, de negação e veto, de antítese e oposição da utopia (ficção, sonho, ilusão, quimera). É a “utopia negativa” da promoção e vivência “axia” (do grego «valor», valorativa) da realidade social, organizacional, etc.; de um “imaginarium” onde se insere, entra e tem efeito de controle, por exemplo, a tecnologia como ferramenta de opressão por parte do Estado, de instituições ou corporações, por ter escapado ao controle humano. Descambando e degenerando no totalitarismo, autoritarismo e anarquia/acracia/desgoverno apocalíptico ininteligível e enigmático. Cenários políticos e de política educativa ambíguos, distópticos, que hoje já são mais realidade concreta do que ficção científica; projectos empresariais, universidades, experiências e tecnologia de ponta, de automação, robotização, super, hiper, megacomputadores, cyber tecnologia, nanotecnologia, de Inteligência Artificial no seu “maximum maximus”.

“Os nossos filhos não nasceram viciados em ecrãs e telemóveis. Fomos nós que os expusemos a um comportamento compulsivo que coloniza toda a sua vida e desenvolvimento. Por isso, somos nós que os temos de livrar de um fardo que lhes tira o direito de brincar, conviver, crescer”. (Perguntar Não Ofende)

“(…) Nos últimos dias foi notícia uma decisão que nos devia fazer reflectir: o governo sueco, que há 15 anos iniciou um processo de digitalização da Educação, vai regressar ao ensino baseado em livros de papel. Os meios tradicionais de Ensino vão substituir os ecrãs e os quadros digitais. Motivo?                   A acentuada diminuição das capacidades de leitura, escrita e expressão das crianças suecas, que o contacto demasiado precoce com a digitalização provocou. (E por maioria de razão, a IA na Escola é precoce e nefasta, digo eu).

A introdução das tecnologias informáticas nas escolas deve ser progressiva e nunca alheia à produção científica das neurociências, quanto às suas influências no desenvolvimento neuronal dos alunos dos primeiros anos de escolaridade.

Entre nós, a imbecilização das práticas pedagógicas, com destaque para a digitalização da Educação, feita à bruta e precipitadamente, está a transformar os nossos jovens em seres cada vez menos pensantes e reflexivos, em simples sorvedores passivos e acríticos de tudo aquilo que os ecrãs lhes apresentam. Claro que o fenómeno tem responsáveis adultos: pais e professores   comodistas, manipulados por uma legião de promotores de ideologias perniciosas, apresentadas como pedagogias modernas. Vamos continuar assim?” (in Público, Santana Castilho, 05/07/23, às 05:04 horas)

É claro e claro está, que o ChatGPT e a Inteligência Artificial (IA), agravam no presente e agravarão muito mais no futuro próximo (pelo facilitismo e padrão, com respostas standardizadas, padronizadas, uniformizadas e em evolução adaptativa, e por “ausência e preguicite de pensamento e irradicação de treinamento neuronal”, estudantil e professoral), e vão afectar a capacidade intelectual humana básica de pensamento, reflexão e crítica. Tudo aquilo que é missão, função e essencialidade da Escola, ontem, hoje e amanhã, depois de amanhã e no dia seguinte a depois de amanhã.

A medida certa e virtuosa está no uso parcimonioso do analógico e do digital. O equilíbrio sem rupturasnem cortes, numa continuidade descontinuada intermitente. Humanum sapiensmesclado/intercalado com “artificialis – IA. Com recomendação de uso muito moderado, circunscritoe limitado.

Com a invenção criadora da Inteligência Artificial (IA), o Homem ascendeu ao “olimpo de pequeno deus criador do primigénio e adâmico cerebrumpensante da Inteligência Artificial (IA).

Encerramos o fecho com uma citação, também ela da Criação:

“Vede, isto tão somente achei: que Deus fez ao homem recto, mas eles buscaram muitas invenções”.

(Bíblia Sagrada, Versão de João Ferreira de Almeida, Edição revista e corrigida, Antigo Testamento, Livro de Eclesiastes (em hebraico Kohelet – palavra que significa O Pregador ou Prelector – aquele que explica), Capítulo 07, Versículo/Verso 29; escrito pelo rei Salomão, homem de excelsa, magnificente, sublime Sabedoria).

 

Disse.

Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

CCX.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/a-escola-e-homo-naturalis-homo-sapiens-nao-quer-morrer-into-in-inteligencia-artificial-carlos-calixto/

Novos requisitos para ser “professor”

Para Informática, qualquer engenheiro serve…

Projeto de Decreto Lei

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/novos-requisitos-para-ser-professor/

Quais as consequências da ilegalidade dos serviços mínimos?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/quais-as-consequencias-da-ilegalidade-dos-servicos-minimos/

Governo alarga prazo para matrículas dos alunos do 5.º ano

A inscrição dos alunos que terminaram o 4.º ano começou na quinta-feira, mas vários encarregados de educação queixaram-se que o portal das matrículas bloqueia a meio do processo.

Governo alarga prazo para matrículas dos alunos do 5.º ano

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/governo-alarga-prazo-para-matriculas-dos-alunos-do-5-o-ano/

Como está a correr a descentralização na educação?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/como-esta-a-correr-a-descentralizacao-na-educacao/

Necessidades educativas e a escola aberta o ano inteiro – João André Costa

 

Diz-se dos britânicos saberem a chegada do Verão quando a chuva está quente. Quanto ao resto, e o resto é o mundo, a realidade em redor, o resto continua dia após dia e indiferente à mudança das estações.
O mesmo se diz em relação às necessidades educativas, indiferentes aos ritmos sazonais, ainda para mais quando a chegada do Verão equivale à chegada das férias escolares e a hiperactividade não tira férias, o autismo não tira férias, a labilidade emocional também não e as dificuldades de expressão e/ou compreensão igualmente, só para enumerar alguns exemplos do dia-a-dia.
Os professores vão de férias, a escola, sim, vai de férias durante 6 semanas por inteiro e durante 6 semanas os portões fechados, o ensino ausente, a certeza incerta, a insegurança e o inesperado à espreita.
E se num passado não muito distante eram abundantes as actividades recreativas estivais de foro gratuito para as crianças desta terra, os cortes orçamentais acrescidos de desavenças políticas com os países da União entre pandemias e guerras levou à perda do supérfluo e o supérfluo são as crianças à deriva sem pais para acudir, exaustos e/ou ausentes, e um Verão inteiro por preencher.
Sistematicamente, em Setembro cabe aos professores do ensino especial apanhar os cacos que um dia foram crianças entre consumo de estupefacientes, criminalidade juvenil, abusos físicos, emocionais e sexuais, abandono parental, a perda da habitação, fome e desnutrição e todo o trabalho de um ano por água abaixo.
As crianças já não confiam, temem, perdem a pouca inocência ainda presente ou então regridem para estadios desenvolvimentais infantis e à chegada à escola metem dó.
Conclusão: num futuro não muito distante, as escolas de ensino especial não poderão encerrar para férias. Virtualmente já não encerram, estando a escola em contacto regular com a polícia e os serviços sociais nos casos mais urgentes onde a partilha de informações é vital para o bem-estar das crianças.
Resta saber qual o modelo e o financiamento capazes de sustentar a abertura física da escola para o desporto, jogos, cinema, voluntariado, salas de estudo, entre outros. Na ausência de fundos públicos, terão as escolas de recorrer a patrocínios de privados? Já é comum o aluguer de espaços escolares para desporto ou conferências durante os fins-de-semana e períodos de férias num incremento ao orçamento. Daqui para as seis semanas estivais é um passo sob o emblema de uma popular marca de refrigerantes.
E os professores? Terão os professores descanso ou direito ao mesmo? Será esta realidade distópica uma realidade em breve? E porque não os apoios aos pais e famílias igualmente patrocinados por uma popular marca de refrigerantes? E o mesmo em relação às actividades de Verão? Porquê o ónus da educação sempre na escola e nos professores? Qual a motivação política?
A desculpa é a mesma de sempre: depois dos pais, são os professores quem melhor conhecem as crianças.
E caso não aceitem, a chantagem é imediata sob pena de responsabilidade legal caso o bem-estar da criança esteja em causa.
Com o Verão à porta, são estas as conversas à porta ou às portas, nos corredores, nas salas de reuniões das instâncias hierárquicas superiores.
Mas com as mesmas instâncias destituídas da capacidade de uma planificação à distância, ou não tivesse a mesma custos políticos, para já e até prova em contrário esta é uma não notícia, típica da “silly season” que se aproxima.
A realidade, infelizmente e aqui estamos todos de acordo, tem o tamanho do Verão e a escola fechada sem ninguém para acudir.
Até que algo aconteça. Quando esse dia chegar, aí sim, os custos políticos, as parangonas e as decisões governamentais em nome das crianças e as crianças acima de tudo.
É uma questão de tempo.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/necessidades-educativas-e-a-escola-aberta-o-ano-inteiro-joao-andre-costa/

Inclusão é pôr as vacas a comer carne – José Afonso Baptista

 

Eu sou um pobre professor de entendimento fraco. Tão fraco que não consigo entender os “sábios” do ministério da educação quando falam que inclusão é educar todos juntos.

Eu penso que inclusão é educar todos bem, mesmo todos, ainda que sejam burrinhos, alguma coisa hão-de aprender, o que é importante é educar com grande qualidade o que cada um é capaz de aprender. Quando puder ser juntos, melhor, se tiver de ser separados, paciência.

Fui à minha aldeia, lá prós lados de Castelo Branco, e finalmente percebi o que era inclusão, segundo o ministério da educação, que não é o que eu acho, mas eu sou fraco de entendimento. Fui à quinta do Ti Manuel do Canto, onde tem os animais do costume, cabras, borregos, cães, gatos, e até tem uma vaca leiteira, que não há muitas lá para aqueles lados.

E fiquei espantado quando o homem teimava em dar a todos palha seca, misturada com umas ervas também secas que lá chamam feno, gente esquisita, e não é que os cães e os gatos não quiseram comer?!

Eu disse-lhe a rir, mas ele não gostou, que experimentasse dar carne a todos, talvez a vaca se deleitasse a comer um bom bife e as cabras e os borregos talvez ficassem contentes com umas iscas de porco.

O Ti Manuel do Canto é um homem bom e pacífico, mas não gostou da piada e quando se zanga é terrível e deu pontapés nos cães e nos gatos por não quererem comer palha e feno juntos com as cabras e os borregos, nem mesmo com a vaca leiteira. Bichos esquisitos e teimosos.

O Ti Manuel do Canto fez-me lembrar os sábios do ministério. Ele não entende que não pode dar aos herbívoros a mesma comida que dá aos carnívoros, que são gostos diferentes, e que tem de respeitar a natureza e a diferença. A igualdade é importante, tratar todos igualmente bem, mas a diferença também. Tratar como iguais os que são diferentes só pode dar asneira. E eu pra mim entendi que inclusão é alimentar todos bem, dar carne aos cachorrinhos e erva aos cabritos. Dar a todos a mesma coisa não resulta.

É isto que os sábios do ministério não entendem, penso eu, com o meu fraco entendimento. Ensinar os surdos como se ouvissem, ou ensinar os cegos como se vissem e pôr todos a ver o mesmo filme sem legendas, os surdos a reclamar porque não ouvem as falas e os cegos a gritar por que não veem as imagens, a professora a gritar em altos berros para ver se todos entendem, uma confusão, mas pró ministério o importante não é educar bem, é educar juntos.

Não foi isso que disseram os senhores lá em Salamanca nem é o que diz a UNESCO. Todos juntos sempre que possível, mas muitas vezes não é possível. O problema é que os sábios do ministério são como o Ti Manuel do Canto: querem dar carne às vacas.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/inclusao-e-por-as-vacas-a-comer-carne-jose-afonso-baptista/

Load more