“Portugal é o país menos educado da Europa e este ano reprovaram 15.000 alunos no 12º.
(…) Sim, Portugal é mesmo o país menos educado da Europa, segundo um estudo da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência, DGEEC, até 2019 apenas 52% das pessoas entre os 25 e os 64 anos terminaram o secundário ou tiraram um curso superior.
Por que é que estamos tão abaixo da média (78% da população) e no último lugar da Europa (…)?”.
(https://inspiring.future.pt, Francisco Oliveira, 25 de julho de 2020)
“Baixar as habilitações para a docência: mais uma machadada na Educação em Portugal.
Será tão difícil de perceber que afundar a Educação é colocar em causa o futuro de uma nação inteira? O que esperarmos daqui para a frente se, nas nossas escolas, tivermos professores sem vocação e sem habilitação adequada? A crise na escola pública está visível aos olhos de todos e medidas urgentes impõem-se. O que esperamos para colocar mãos à obra?
(…) O problema é que esta decisão de baixar a habilitação para a docência apenas virá piorar a situação. Quem vai respeitar o trabalho de um professor com menos habilitação do que aquela que devia possuir? Aliás, aquilo de que mais precisamos agora é de professores cada vez mais habilitados, a nível científico e pedagógico, e que o governo trabalhe no sentido de devolver a estes profissionais o respeito e consideraçãoque merecem e de que devem gozar.
(…) Todos já percebemos que a educação está, desde há vários anos, colocada em segundo plano em Portugal, num jogo de faz de conta, como se estivesse tudo bem nas nossas escolas. A autoridade que está a ser retirada aos nossos professores e o prestígio negado a uma profissão, na verdade, tão nobre, terá consequências para todos no futuro, ainda que muitos se neguem a admiti-lo”.
(https://visao.pt, Opinião/Ponto de vista, Ana Catarina Mesquita, em 18 de julho de 2023, às 08:00 horas)
“Exame de Matemática deixará de ser obrigatório para acabar o secundário. Mudança sem efeitos ou incentivo ao desleixo?
Marcelo criticou a mudança promovida pelo Governo (…)
(…) Mas que impacto é que tem essa mudança no ensino desta disciplina?
(…) Isso fará com que os alunos, no secundário, estudem menos Matemática. A não ser que estejam a pensar ir para um curso em que esse exame é obrigatório. Não tendo o exame como barreira que é preciso ultrapassar, vão ficar pior preparados”, traça José Carlos Santos, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática.
(…) O que precisamos é que a Matemática leve os alunos a pensarem. Porque para fazerem contas e coisas repetitivas já temos as máquinas”, aponta o presidente da Associaçãode Professores de Matemática, Joaquim Pinto.
(…) Ao promulgar o novo regime de avaliação do ensino secundário, o Presidente da Repúblicalamentou a opção do Governo de reduzir o número de exames nacionais obrigatórios, (re)lembrando que «permitirá a conclusão do ensino secundário nos cursos de ciências e tecnologia e ciências socio-económicas sem a realização do exame nacional de Matemática».
Uma alteração que «não decorre da realização de estudo independente conhecido, nem de mais aprofundada discussão pública, nem sequer da consulta das associações nacionais de Matemática», apontou Marcelo Rebelo de Sousa”.
(https://cnnportugal.iol.pt, Wilson Ledo, em 18 de julho de 2023, às 18:00 horas)
A Educação e o Ensino público em permanente empobrecimento, desinvestimento, desmantelamento, facilitismo, acriticismo e não questionamento. O regime está doente e em “coma educativo”, sem indagação nem inquirição nem inquisição pelos portugueses ao (Des)Governo reinante na Escola em Portugal. Com uma política educativadestrutiva da Escola Pública, do Professorado e do futuro do país.
Culpas muito acrescidas para António Costa e seus acólitos, responsáveis pela liturgia ideológica socialista ritualizada, eivada de preconceito e de desmembramento da Escola Pública de qualidade, exigência e excelência. É “pecado” pensar criticamente. Não dá votos. É melhor doutrinar na subserviência da obediênciae do embrutecimento do espírito crítico acéfalo. Dá votos. Portugueses acordem!!!
A viciação da política do mal que destrói a Educação e o Ensino; que contamina e infecta o criticismo e que é septicemia alastrante que “mata”.
“Recuperação das aprendizagens prolongada, mas sem reforço de Professores. João costa (ministro da Educação do XXIII Governo Constitucional, desde 30 de março de 2022), justifica fim do reforço de créditos horários com fim de fundos europeus (…)”.
(https://www.publico.pt, Educação, Samuel Silva e Daniela Carmo, em 19 de julho de 2023, às 20:45 horas).
“O Plano de Recuperação das Aprendizagens vai contar com menos Professores nas Escolas no próximo ano lectivo. Essa opção ficou a dever-se ao fim do programa de fundos comunitários que financiava a operação. (…) Foi também isso que disse aos directores de escolas durante uma reunião em Coimbra, no Convento de São Francisco, que decorreu na manhã desta quarta-feira – dia 19/07/2023)”. (idem)
Critério economicista, de poupança máxima,alienador e alienante de Docentes. Mantém os«1200 técnicos especializados». Nas palavras do bestial ministro J. Costa, que é a voz do “chefe A. Costa”, na consumação da grosseira e tosca política pseudo educativa.
Com a redução do financiamento comunitário também é reduzido o crédito horário aplicado nos dois últimos anos, como resposta à pandemia, geradora de condições de funcionamento anómalas, falta crónica agravada de Professores e recuperação das aprendizagens, que está muito longe de ser alcançado. A realidade, facto e conjuntura obriga ao Reforço Docente e não o seu contrário, cortar.Medida criticada por Filinto Lima, presidente da Assossiação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas – ANDAEP.
“Percebemos que, no próximo ano lectivo, o plano de aprendizagens vai ter menos recursos (ainda menos e sempre mais do mesmo, digo eu), ao nível dos Professores. Ou seja, os 3200 Professores que foram afectos às escolas públicas nestes últimos dois anos, claro que não vão, se assim posso dizer, continuar no próximo ano de recuperação”. (idem)
Em declarações à Rádio Renascença (RR), Filinto Lima (ANDAEP), subscreve o apelo do Conselho de Escolas, “(…) que pede um reforço extraordinário de Docentes, para garantir as condições mínimas de funcionamento no próximo ano lectivo”.
(https://rr.sapo.pt, Notícia/País, Plano de recuperação das aprendizagens poderá ser prejudicado, alertam directores de escolas, Hugo Monteiro e Olímpia Mairos, em 19 de julho de 2023, às 10:26 horas).
Já o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares – ANDE – Manuel Pereira, referindo-se à perda do crédito horário, afirma que: – “(…) É grave. Percebemos a lógica do ministério, porque não há dinheiro. Mas se queremos ter uma Educação de qualidade e se queremos recuperar o que se perdeu durante a pandemia, quando claramente se percebe que há (do verbo haver, existir, reforço eu, a voz do que clama no deserto, nós Educadores e Professores de Portugal)necessidade em muitas escolas de reforçar os apoios, não faz muito sentido que estejam a cortar recursos humanos às escolas que mais precisavam”. (idem)
“A maior parte das escolas perde dois recursos humanos, pelo menos. O que falamos essencialmente quando falamos da recuperação das aprendizagens é em reforçar os apoios e isso implica ter recursos humanos para o fazer. Cortando aos recursos humanos, o reforço dos apoios fica no campo da teoria e da boa vontade”, justifica ainda. (idem)
O critério é recorrente e estafado. Desinvestir e subalternizar a Educação. A Educação e o Ensino não são uma prioridade para a dupla Costa & Costa. É facto factual histórico! Está visto, claramente visto. A verdade confirma.
Mais do mesmo: “Mestrados em Ensino também vão pedir menos horas de formação na área científica, diz João Costa.
As condições para o acesso futuro aos Mestrados em Ensino irão passar também por uma redução dos créditos exigidos para a área científica de base destas formações, revelou o ministro da Educação nesta sexta-feira (dia 14/07/23)”.
(https://www.vozprof.com, Educação/Notícias, em 19 de julho de 2023).
Santana Castilho, a propósito dos cinco (5) acórdãos do Tribunal da Relação de Lisboa que decretaram ilegais os serviços mínimos com que o “excêntrico e singular” ministro da Educação, lavrando na ilegalidade, anulou o efeito das greves dos Professores, fala em “piolheira em que se movem ministro e directorescolaboracionistas”.
(https://www.publico.pt, Opinião, Uma Carcaça em decomposição, Santana Castilho, em 19 de julho de 2023, às 00:20 horas).
“Em vez de aumentar os incentivos para fazer retornar à docência milhares de Professores que a abandonaram, o Governo desqualificou a profissão, reduzindo os requisitos”. (idem)
Mais ainda: “Brevemente teremos António Costaa transformar uma carcaça em decomposiçãonuma Educação e numa Escola Pública que não existem. Antecipo-me ao contraditório a propósito do debate sobre o «Estado da Nação»para deixar aqui factos recentes, que degradaram ainda mais o sistema de Ensino”. (idem)
A título meramente de exemplo, mas sintomático:
– “Na prova final de Matemática do 9º ano, numa escala em que o valor mínimo é 0% de respostas certas e o máximo é 100%, a média nacional ficou-se nos 43%, cifra que expressa uma regressão aos indicadores de há dez anos. Não chegaram ao limiar do nível positivo 58% dos alunos. Num universo de 94500 provas realizadas no continente, 9527 alunos obtiveram resultados situados no intervalo 0 a 10%. Houve 3131 alunos que não acertaram uma só resposta. Em resumo, um fracasso que nenhuma justificação pode esconder”. (idem)
E não esquecer a voz de comando do “chefe A.Costa”, digo eu, em nome da voz do povo que quer viver num Estado de Direito Democrático. E NÃO, NUNCA, num “Estado fora da Lei”. Sem consequências para os prevaricadores e em que os “Culpados” passam incólumes por entre os pingos da chuva. Há que Respeitar a Constituição da RepúblicaPortuguesa e a consagração inalienável do Direito à Greve dos Trabalhadores. A culpa não pode morrer solteira. Na vida Não vale tudo, mesmo para um optimista crónico e inveterado como A. Costa “y sus muchachos”.
Carlos Calixto
“Portugal, o país menos educado da União Europeia. Portugal, com apenas 52% da população a ter concluído o ensino secundário e/ou superior até 2019, encontra-se cerca de 26 pontos percentuais abaixo da média da UE (78%). É o último lugar da tabela.
A Educação é o melhor e o mais poderoso investimento que um país pode fazer no seu futuro”.
(https://observador.pt., Opinião, Abel Pereira Costa, 17 de junho de 2020, às 00:03 horas)
Não há desorientação política nem erro de cálculo.O que há é “um plano” pensado, meditado, em execução e consumação, calculista e frio, assertivo, objectivo e focado. Sem desvios e em cumprimento das políticas educativas delineadas. Iniciado com Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues e ValterLemos; e terminado com António Costa, Tiago Brandão Rodrigues e João Costa. Facto – António Costa é o governante que está no princípio e no fim do processo.
“Portugal tem de investir na Educação, área em que permanece estatisticamente na cauda da União Europeia (UE), considera a directora da PORDATA, Maria João Valente Rosa, a propósito do “Retrato de Portugal”, hoje apresentado, em Bruxelas.
Pela negativa, Portugal destaca-se dos outros Estados-membros nas áreas da Educação e Conhecimento, mostrando as estatísticas que, por exemplo, mais de metade dos empregadores (54,6%) não frequentou o Ensino Secundário ou Superior – UE (16,6%).
Os dados mostram ainda que quase metade (43,3%) dos trabalhadores por conta de outrem também não tem escolaridade para além do 9º ano – UE (16,7%).
Nestes dois campos, não só Portugal está muito acima da média da UE como ocupa o lugar cimeiroentre os 28 Estados-membros.
Os factos são o melhor espelho da sociedade em que vivemos, salientou Maria João Valente Rosa”.
(https://www.dn.pt, DN/Lusa, em 09 de outubro de 2018, às 08:08 horas)
Contra factos não há argumentos, mesmo com a mentira e desinformação reinantes. A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), que integra a PORDATA, base de dados de Portugal contemporâneo, cujos dados e informações divulgadas são todas provenientes de fontes oficiais e certificadas, esclarecendo e contribuindo para o debate público, numa perspectiva de serviço público;o Livro da PORDATA é uma compilação de dados estatísticos do Eurostat: “é uma visão panorâmica e simples da realidade portuguesa em relação aos outros países da Europa”, mais acrescenta Maria João Valente Rosa. (idem)
Atentemos agora no custo médio anual por aluno numa Escola Pública. O ensino público é muito caro em Portugal. É superior às propinaspagas nos melhores colégios privados do país. O custo médio anual por aluno no ensino público comparando com a anuidade nas melhores escolas privadas (propinas, matrícula e seguro). Verificando:
– “O ministro da Educação revelou que, em média, um aluno no ensino público custa aos contribuintes6.200 €uros por ano, um aumento de 30% desde 2015. Este valor é superior às propinas pagas em qualquer um dos 5 melhores colégios do país (considerando o ranking de escolas 2020). Aliás, no colégio D. Diogo de sousa (Braga), 4º classificado no ranking nacional o valor das propinas anuais émenos de metade do custo médio de um aluno no ensino público. Noutros colégios, fora deste top 5 e sobretudo fora dos grandes centros urbanos, as diferenças são ainda mais significativas – gritante, digo eu, o «tugazeco» pagante.
(…) Os números revelam que, em zonas do país com suficiente oferta de rede privada de ensino, seria (sairia) aparentemente mais barato ao Estado pagar para os alunos estudarem em boas escolas privadas (e tendo, eventualmente, liberdade de escolha do estabelecimento de ensino) do que ser o próprio Estado a assumir a gestão, que se verifica mais onerosa para os contribuintes”.
(https://maisliberdade.pt, Por + Factos, Custo médio por aluno no Ensino Público em Portugal é muito elevado, em 16 de setembro de 2021)
Dados do ano de 2020. De acordo com o ranking de escolas 2020 (Jornal Público)
Sector Público – custo médio por aluno – 6.200 €.
Sector Privado – 1.º Colégio Efanor (Matosinhos) –5.715 €.
– 2.º Academia de Música de Santa Cecília (Lisboa) – 5.670 €.
– 3.º Colégio de Nossa Senhora do Rosário (Porto) – 5.850 €.
– 4.º Colégio D. Diogo de Sousa (Braga) – 2.580 €.
– 5.º Grande Colégio Universal (Porto) – 4.135 €.
(idem)
Nota: O substancial acréscimo de despesa no sectorial público não se prende apenas com o facto da Escola Pública massificada, «inclusiva» e dos apoios escolares, mas passa também e muito por uma má gestão e desperdício dos dinheiros públicosde todos nós.
Voltemos à estatística fornecida pela PORDATA.Despesas das Administrações Públicas em Educação em % do Produto Interno Bruto (PIB).Quanto gasta o Estado e demais organismos da Administração central, regional e local e Segurança Social (SS) em Educação, em percentagem do PIB.
Indicador(es):
– Em 1995 – 5,5%
– Em 2021 – 4,6%
Desinvestimento público do Governo/ME/Tutelana Escola Pública. Menos 0,9 pontos percentuais26 anos depois, passados e decorridos. Com a agravante do crescente aumento do número de alunos. Grave, muito grave, gravíssimo. Estamos conversados acerca da «paixoneta» socialista pela Educação.
Rede de Bibliotecas Escolares – Indicador de Investimento na RBE:
– Em 1997 – 2.662.580 milhões de €uros.
– Em 2022 – 600.000 €uros
Desinvestimento público estatal de menos 2.062.580 milhões de €uros, no intervalo de 25 anos «a coisa piora e muito». Comentário: palavras para quê? Idem, idem, aspas, aspas.
(https://www.pordata.pt, Despesas de Educação, Subtema Administrações Públicas em % do PIB, Subtema Bibliotecas Escolares: investimento)
Outras discrepâncias, que nos põem a pensar sobre e o que o poder político (não) tem feito nos últimos 49 anos no âmbito da Educação. Abril adiado “sine die”.
Portugal é o país da União Europeia (UE) com maior disparidade e realidade desigualitária educativa entre gerações. “Mais de metade dos adultos entre os 35 e os 64 anos tem apenas o ensino básico. São dados publicados no «Guia para Adultos: como aprender ao Longo da Vida», editado nesta terça-feira pela Fundação José Neves.
Entre os trabalhadores mais jovens, entre os 25 e os 34 anos, 75% completaram o ensino secundário. Já nas gerações mais velhas, esta taxa é de 46,5%. O que significa que, entre os trabalhadores mais experientes, Portugal tem o nível de educação formal mais baixo da União Europeia”.
(https://www.tsf.pt, Portugal é o país da UE com maior disparidade educativa entre gerações, Rute Fonseca, em 09 de novembro de 2021, às 08:42 horas)
O estudo mostra que mais de metade dos empresários e trabalhadores portugueses mais experientes, não completaram sequer o ensino secundário. “Uma tendência contrária à seguida pelos mais recentes Estados-membros da União Europeia”. (idem)
Mas mostra mais; concretamente na formação ao longo da vida: “Quanto à chamada formação ao longo da vida, na faixa etária entre os 25 e os 34 anos, só 10% fizeram algum tipo de formação no ano passado, valor que se tem mantido estável na última década. As razões apontadas são a falta de tempo, custos financeiros e motivos familiares”. (idem)
Em análise-resumo, o «Guia para Adultos», “(…) conclui que cerca de metade da população activatem baixos níveis de escolaridade num país em que1/4 dos trabalhadores tem qualificações a mais para o emprego que tem e em que apenas 1/3 das empresas tem patrões com formação superior”. (idem)
Por último, neste estudo, a Fundação José Neves“(…) sublinha que existe uma clivagem acentuada que se divide entre uma faixa etária jovem com escolaridade mais longa, mas com dificuldade em entrar ou manter-se no mercado de trabalho e uma faixa etária mais velha, mais experiente, mas menos qualificada”. (idem)
Prova final desta maratona de factos, números, estatísticas e da ideologia socialista reinante de longa data e com Grande e Grandes Culpas das políticas educativas destruidoras da Escola Pública e do Professorado, em que o poder de António Costa aumenta na inversão proporcional à falta de ambiçãoe exigência dos portugueses, alheios da imposiçãoda prestação de contas do poder político. Nação que é Povo «indiferente» ao “preconceito e fel contra os Professores”. O Partido Socialista e o longo tempo de (Des)Governança.
“O que deram 25 anos de PS. Instituições e Política (III) – ECO”
(https://eco.sapo.pt, Opinião, Joaquim Miranda Sarmento, em 28 de junho de 2021, às 08:02 horas)
“Nos últimos 27 anos, o PS governou 20 – TSF”
(https://www.tsf.pt, Política, Por Pedro Cruz (TSF) e Rosália Amorim (DN), em 07 de outubro de 2022, às 07:58 horas)
Donde, observarmos que Portugal estagnou, empobreceu, deixou-se atrasar e ficou para trás, nomeadamente em termos de competitividade da economia e comparativamente com os países do leste europeu.
Rematamos este ensaio, de compilação abundante de dados, com um estudo do “Polígrafo”, que versa a temática: “Portugal é o país da União Europeia com mais população sem Ensino Secundário?”
O que está em causa?
“É o que indica uma publicação de 11 de junho, divulgada no Facebook tendo por base um gráfico relativo às taxas de escolaridade na União Europeia (UE) no ano de 2019. «O socialismo sobrevive graças à ignorância, e alimenta-a. Como é que se sentem os portugueses por estarem no fim da tabela?», questiona a autora do «post». Verificação de factos”.
(https://poligrafo.sapo.pt, Fact–Chec, Portugal é o país da União Europeia com mais população sem Ensino Secundário, Salomé Leal, em 18 de junho de 2021, às 11:00 horas)
É-nos dado constatar que há de facto uma disparidade entre o “oásis de aliciamento da propaganda rósea” e a realidade sem filtros, da manipulação e mentira política.
Consultados os mais recentes dados da base de dados da “PORDATA”, o facto que realça à vista é que: “Em 2019, Portugal foi mesmo o país onde a percentagem de adultos que não terminaram o ensino secundário foi a maior da UE, com 47,8%. As posições seguintes foram ocupadas por Malta, Espanha, Itália e Grécia, onde as percentagens não desceram abaixo dos 20% (44,2%, 38,7%, 37,8% e 23,2%, respectivamente)”. (idem)
“No topo da tabela, com percentagens recorde, estão a Lituânia, a República Checa, a Polónia, a Eslováquia e a Letónia, com apenas 5%, 6,2%, 7,4%, 8,6% e 8,8% de população sem o ensino secundário, respectivamente”. (idem)
Cruzados os dados e verificada a informação, é verdade e confirma-se o nosso atraso. “Assim, é verdade que, no ano de 2019, Portugal era o país da União Europeia com mais população adulta que não terminou o ensino secundário (47,8%), mais do dobro da média europeia (21,6). Dados mais recentes, relativos a 2020, mostram que estes valores desceram, nomeadamente em Portugal, que atingiu os 44,6% nesse mesmo ano. Esta queda não foi, no entanto, suficiente para garantir ao país uma subida na tabela, que se manteve quase estável relativamente ao ano anterior”. (idem)
Os dados dizem-nos que aumentou o fosso de Portugal para os países do topo, melhor posicionados, sendo a nossa realidade anémica e sem “boost”. O que nos ajuda a perceber «este ufa,lufa lufa e ufanar» das políticas atamancadas a que temos assistido. “Apresentar resultagem à la enche chouriços”, de “fabricagem made educagem pra ensinagem”. Realidade virtual, condicionamento e manipulação ilusória de números, resultados e estatística.
“Excepção para a Grécia, que saiu dos cinco últimos lugares para deixar entrar o Luxemburgo, com 21,5%. Já no que respeita aos países na vanguarda deste indicador, as posições mantêm-se com todos eles a conseguir baixar ainda mais estas percentagens: Lituânia (4,9%), República Checa(5,9%), Polónia (6,8%), Eslováquia (7,3%) e Letónia (8,3%)”. (idem)
Em nota editorial, este conteúdo seleccionado pelo “Polígrafo”, no âmbito de uma parceria de verificação de dados (fact-checking) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade e utilidade das informaçõesque circulam na rede social – o resultado:
– “As principais alegações do conteúdo são factualmente precisas, o que corresponde, na escala de avaliação do Polígrafo, à classificação e veredicto de:
«Verdadeiro». (idem)
Recapitulando «a coisa e tal» sobre o desinteresse, desinvestimento e não aposta na Educação e Ensinoem Portugal, no já longo e enfastiante consulado socialista, alheio à dramática sobrevivência da Escola Pública, enriquecido com muitos e variados contributos e testemunhos, temos:
– “Governo corta no crédito de horas para apoios e reforço das aprendizagens – Vai lesar as escolas, defendem directores” (António Castel-Branco, director do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, em Sintra, e presidente do Conselho de Escolas).
(https://cnnportugal.iol.pt, Escolas/Directores/Governo/Sindicatos, por Manuela Micael, em 20 de julho de 2023, às 20:00 horas)
Escolas vão ver cortado, já no próximo ano lectivo, o número de horas extra por turma que podem atribuir a professores para apoio aos alunos e recuperação das aprendizagens. Directores temem que o sucesso dos alunos saia comprometido com mais esta medida anunciada pelo Ministério”. (idem)
“As escolas com o corpo docente mais envelhecido acabam por ser as mais prejudicadas com a medida anunciada por João Costa. É o caso do Liceu Camões, em Lisboa. «Já somamos e temos um totalde cerca de 655 horas de artigo 79. São horas de professores que por via da idade, vão tendo redução de componente lectiva. Eu deixo de ter 325 horas que teria sem a redução de crédito horário. Não é um retrocesso a 2018. É um retrocesso muito atrás, porque nestes cinco anos, o corpo docente envelheceu drasticamente e sete horas de crédito(8) não são o mesmo agora do que eram em 2018, explica João Jaime Pires, director da escola histórica de Lisboa, de onde saíram muitos políticos, escritores e artistas de renome.
As escolas perdem muito em termos pedagógicos, da recuperação dos alunos, que ainda vêm de uma pandemia, de projectos, de trabalho organizacional, resume”. (ibidem)
“A Federação Nacional de Educação (FNE) acusa o Ministério (ME) de usar a medida como mais um instrumento para camuflar a falta de Professores.«Através da redução do crédito horário e de outras medidas como mobilidade por doença ou mobilidade estatutária ou de colocar na docência pessoas sem profissionalização, estão a tentar, de uma forma que não passa pela valorização da carreira, obter recursos humanos», defende Pedro Barreiros, secretário-geral da FNE, que fala numa «redução na ordem dos 3500 horários» por causa da medida agora anunciada (e a implementar já, já agora no início do próximo ano lectivo de 2023/2024”. (ibidem)
Esclarecendo o público-leitor não docente, sobre e acerca do «crédito horário», importa frisar o seguinte:
– “O crédito horário é um conjunto de horas atribuído a cada escola, consoante o número de turmas, que acresce ao total da carga horária prevista nas matrizes curriculares das disciplinas, e que tem como finalidade o reforço, recuperação ou aprofundamento das aprendizagens dos alunos, bem como o exercício de funções de âmbito organizacional”. (idem)
Em nome do Respeito, da Consideração, da Decência, em jeito de Homenagem à Escola Públicae Mimando todos os Educadores e Professores de Portugal, deixamos aqui um texto-citação de agradecimento e obrigado a todos os colegas que serviram e foram, são e serão Professores.Obrigado!!!
Muito Obrigad@ Senhoras Professoras e Senhores Professores!!!
Citação tirada do livro “Resistir – Crónicas de uma Tragédia Educativa”, de Fernando Alva, discurso e abordagem com a qual me/nos identificamos e subscrevo/subscrevemos. Então cá vai quase toda a página 09. Para o efeito e caso, recorremos ao “serviço público do Paulo Guinote”, com data de «post» publicado em “O Meu Quintal”, de 14 de julho de 2023, intitulado “É mesmo Isto”.
Serviço público de excelência também do Arlindo Ferreira, do Rui Cardoso, do Ricardo Silva, do Paulo Prudêncio, e tantos, tantos outros colegas anónimosque dão o seu melhor pela causa, o melhor que sabem e o melhor que podem, contributos em blogues, acções de rua, negociações sindicais, etc.Que me perdoem alguma omissão, mas todos, mesmo todos, cabem no coração. A todos os colegas em Mobilidade por Doença (MPD) – vítimas de “selvajaria e incivilidade desumana muito feia”. Por último, que é primeiro, o professor e pai, colega-lutador pela filha autista, o Ricardo Oliveira. Um Grande, Grande Abraço a tod@s. Abração!
Resistindo com o poder da(s) palavra(s) (…) Venceremos!!!
“Apesar de todos os seus defeitos, a escola pública portuguesa continua a ser um dos raros faróis da sociedade, pelo qual vale a pena lutar. Grande parte do que somos, mas também do que não nos deixaram ser, é a ela que se lhe deve. Por isso, é por tanto amá-la que o autor destas palavras passou grande parte da vida a criticá-la, sonhando-a para além da sua mesquinha existência quotidiana.
Alguns resistem. E o mais importante é que, apesar de tudo o que lhes fazemos, subsistem aindaexemplos de alunos que vão estrebuchando, ousando pensar pela própria cabeça e dando provas de uma inequívoca vontade de ajudar a erguer um mundo melhor. E isso sabe a esperança. Afinal, no meio das pedras, uma flor, por mais frágil que seja, adquire uma força transcendental (…)
A Escola Pública é um mundo de possibilidades. Continuar a reduzi-la a uma máquina de perpetuar desigualdades equivale a deturpar completamente o seu significado e destruir a utopia de um mundo melhor. Mesmo que a camuflemos com a cirurgia plástica das palavras da moda (ah!, ilusória inclusão totalitária de uma escola tão autónoma e flexível que, na verdade, nada de importante pode escolher além daquilo que o Poder exige …).
Mas talvez possa ainda haver esperança, desde que não nos deixemos iludir pelas supostas soluções extremistas que por aí perigosamente proliferam e que, entre outros aspectos, querem acabar com o que ainda resta da Escola Pública e «democrática», apesar de tudo – repita-se –, uma das maiores conquistas herdadas da revolução de 25 de Abril de 1974. Apontar-lhe os aleijões não pretende, que fique bem claro, desferir-lhe o golpe fatal, mas antes sonhar que ainda é viável traçar um novo caminho para o futuro (…)”.
(https://guinote.files.wordpress.com, Resistir, É mesmo Isto, Paulo Guinote, 14/07/2023)
Resistir estoicamente, com firmeza, coragem,bravura e determinação na Luta que é Revolta dos Professores. É mesmo isto.
Estóico, do grego “stoikós”, do latim “stoicu”, indivíduo, pessoa austera, rígida, imperturbável, forte, resistente e resiliente, dura, de carácter e personalidade forjados na “ratio humanus” – Razão Humana.
Disse.
Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.
CCX.




17 comentários
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Uma manta de retalhos sem coesão nem espinha dorsal estruturante. Maçador e ilegível!
Olá lulu.
Vai lendo e vai aprendendo. Vai melhorando a Ignorância.
NÃO é professora e tem as dores do partidinho.
NÃO seja covarde e dê a cara.
É patética, ridícula, e faz uma figurinha confrangedora.
Dá um bom palhaço de circo. Mas isto aqui é para gente crescida.
Cresça e apareça.
Diverte-me … Obrigado.
Ó Carlos, escreve textos simples, com mensagem direta.
Deixa-te de escrever textos cansativos, porque as pessoas desistem de ler pela sua extensão e confusão.
Texto bom é simples, curto e direto!
E então, num blogue, ainda tem de ser mais, para a mensagem passar facilmente.
Quzndo se escreve devemos pensar em quem nos lé e não nos armarmos em sabichões, que, desta forma, passamos por patéticos.
Quem te avisa, teu amigo é!
Mais que artigos de opinião, falamos para professores. São ensaios, fundamentados com informação pertinente e com as fontes. NÃO são apenas opiniões. Isso não fazemos. Dão mesmo muito trabalho a escrever.
Obrigado.
O que nos move é a Causa Docente.
Serviço Público!
Obrigado.
Um conselho: leia e aprenda a escrever textos de excelência com, por exemplo, Santana Castilho. Os seus pseudo-textos não passam de uma amálgama desconexa e de um pretensiosismo de mau gosto.
Fique sabendo que já tenho partilhado textos com Santana Castilho.
Não confunda artigo de opinião com estudo mais aprofundado.
De facto, os seus comentários são hilariantes.
O tempo da corte e dos bobos já passou.
Continue a divertir-nos.
Mas já reparou que lê …
Obrigado.
Ilegível?
Tens de aprender a ler.
Olha que eu sei ler!
Felizmente, ainda aprendi na escola do Salazar.
. Mais um excelente artigo que denota bem o estado a que chegou o ensino em Portugal.Para isto só há uma justificação.Quanto mais “estupidificado ” edtiver o povo,melhor para os nossos governantes,pois assim não reagem.Que pena!Assim anda o nosso país. Parabéns Calisto,pela coragem e sapiência, comvque nos vai descrevendo o ensino em Portugal.
Obrigada, Carlos, pela análise cuidada e detalhada.
Venham mais. Leio todas – mais do que uma vez.
PS – parece que há diferendos quanto ao Polígrafo (Guinote a dar sinais).
Este texto e alguns comentários são hilariantes. Melhor rir do que zangarmo nos.
As pessoas estão carregadas de razão. Os seus textos sao como já nos já habituou, desconexos. Desarticulados . E extensos para um blog. Há fontes e dados importantes recolhidos , sim, mas “o escritor” não sabe o que fazer com eles.
O CCX chama lhe ensaios.Tenha dó . Têm que voltar para a universidade para aprender a articular um texto ,quanto mais a escrever um ensaio!
O colega continua a não aceitar as críticas . Não é humilde. E revela se sectário porque quando criticado acha que somos todos do PS inimigo e nem somos colegas.😃
Os professores não sabem escrever como ele supõe.Haja paciência !
E coloca uma nota no final dos textos a dizer que escreve de acordo com a norma ortográfica antiga. Que pretensão quando não sabe escrever. Que importa isso!
O bobo aqui é o colega. Mas tenho pena, pois parece bem intencionado.
Mas tem que aceitar que nem todos nascemos para tudo Uns não sabem escrever, outros não sabem pintar, outros ainda não sabem fazer música. Etc etc.
Seja humilde e desenvolva as suas aptidões noutros campos e não nos dê secas com os seus textos.
Mas quem tem a culpa é quem o deixa publicar.
Livre arbítrio. Não leia.
De facto há sempre quem não entenda nem perceba.
Será a lulu disfarçada, camuflada?
Devia revelar-se.
Será encomendada?
Simples, ignore. Não leia.
Obrigado.
ora, eu queria ler, mas resumido.
podia fazer uma versão curta para mim? sff.
Resumindo, a Lulu quer mandar mas não manda.
Nos anos 90 quase todos podiam ser professores, desde que tivessem anos de faculdade, mesmo sem terem concluido o curso. São esses professores, sindicalistas, que tanto se preocupam pela qualidade de ensino nos dias de hoje. É evidente que me preocupa que um neto meu tenha um professor que não seja qualificado para ser docente, assim como me preocupou, nos anos 90, que a minha filha tenha tido professores sem habilitações para a docência.
A política corrói os verdadeiros interesses em jogo neste mundo que é a Educação.
Exigência, para quê?
O que se pretende é, mesmo, um país de analfabetos obedientes explorados até ao tutano com o pagamento de impostos!
É preciso ” alimentar” a máquina comilona e esfomeada.