Rui Cardoso

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A desmaterialização do aprender – José Afonso Baptista.

A desmaterialização do aprender

A minha prima Ameixinha, da minha geração na primária, no liceu e depois na universidade, foi a minha companhia privilegiada ao longo do percurso. Diziam que éramos namorados, mas não, uniu-nos o nosso percurso de estudantes numa aldeia onde poucos passavam da 4ª classe. Entrou na primária ainda no tempo das quatro classes na mesma turma, só meninas. O nome é uma alcunha. A receção das “caloiras” estava a cargo das mais crescidas, da 4ª classe, que pregavam partidas curiosas. Mostraram-lhe os cantos à casa, os objetos e materiais que iria utilizar e preveniram: a tinta que está nos tinteiros é sumo de ameixa azul escuro, tens de provar para ver se está doce, ao teu gosto, mas não podes exagerar. A minha prima meteu o dedo mindinho até sentir molhado, levou à boca e cuspiu horrorizada e envergonhada com a risota à sua volta. O “sumo de ameixa” valeu-lhe a alcunha que lhe ficou para a vida. Vida curta. A minha prima, querida como irmã, morreu na sua viagem de núpcias, com uma doença fulminante. Nem tempo teve para sofrer. Ainda hoje choro só de me lembrar.

Curiosidade: deixou um enorme armário onde arrumou todos os objetos de que se serviu no seu percurso, desde a ardósia e os ponteiros com que aprendeu a escrever, aos livros de leitura onde começou a ler, aos tinteiros, às canetas e aos lápis, gastos de tanto afiar, aos desenhos em papel, aos cadernos que guardam a sua escrita, as suas primeiras letras e algarismos. Morreu no tempo do sonho e pouco tempo depois morreram os pais. Chorei ao revisitar a casa onde moravam. Vivemos de afetos, sentimentos e memórias. E guardamos tudo o que fez a nossa história de vida. Os livros e cadernos da escola são repositórios de emoções, de conquistas e desgostos. Aqui de sofrimento.

Retomo estas imagens porque elas traduzem o trajeto das aprendizagens. O seu suporte físico, para muitos, é aquele que melhor garante a construção do saber e não faltam estudos de pedagogos e investigadores na defesa destes percursos. Ler no livro em papel garante melhor interiorização do que ler no ecrã, escrever à mão, mobilizando os movimentos dos dedos, garante outro tipo de mecanismos cerebrais que enriquecem e reforçam a nossa construção mental. O suporte físico, material, dos instrumentos de aprendizagem melhora a sua eficácia. Os dedos, as mãos e o corpo mobilizam e reforçam os neurónios e o cérebro no seu todo, e são um ótimo reforço para uma aprendizagem mais efetiva. É um processo natural, imprescindível, insuperável na melhoria do aprender.

Não tenho saber nem argumentos para contrariar esta tese. Mas tenho a minha longa experiência pessoal, que viveu e atravessou este longo período de evolução e mudança, e observo o fluir do mundo, muito lento na escola, mas bem mais visível na sociedade, na ciência, na economia e nas tecnologias que por vezes mudam mais rápido que a nossa capacidade para as aprender e utilizar. O título desta crónica é a tradução lacónica da minha visão do mundo no seu fluir constante, do meu espírito de observação e da minha limitada capacidade de entender a inevitável evolução da escola, como sempre determinada muito mais a partir do exterior do que do seu interior.

A escola concentra em si a maior parte da população do mundo, entre alunos, pais e professores. O que significa que movimenta um dos maiores mercados à superfície da terra. Aqui se concentra o maior número de consumidores de todo o tipo, mas ponho agora o foco no material escolar e no peso que tem na economia global, nos orçamentos do Estado e no orçamento das famílias. O volume de desperdício na escola pública também passa muito por aqui.

A imperiosa desmaterialização das aprendizagens traduz-se na progressiva evolução do papel para o ecrã, que dispensa os lápis, canetas e esferográficas, que dispensa livros, dicionários, enciclopédias, revistas, teses de mestrado e doutoramento, tudo em papel. O computador supera tudo isso com enorme vantagem e economia e suporta toda a informação disponível a nível global. Só as arrobas de dicionários que usei no meu percurso académico, português, francês, inglês, latim, grego, espanhol, italiano, em duplicado, da língua estrangeira para português e vice versa, tudo se transformou em cadáveres sem valor, ultrapassados pelo tempo. As línguas estão em permanente evolução, os dicionários ficam parados no tempo. As enciclopédias, então indispensáveis, ocupavam longas prateleiras na estante, mas não acompanham a inovação da ciência. Hoje, o meu dicionário plurilingue está no computador à distância de um clique, as minhas enciclopédias estão no Google, no Chat-GPT, na Wikipédia, nos vários browsers que são o repositório sempre disponível. Sem estantes. E sem perdas de tempo.

Alguns países já abandonaram a escrita à mão, em papel, com lápis ou esferográfica. Pesem embora os sentimentos de perda da maioria dos que ainda aprenderam com os velhos instrumentos, o caminho vai ser o computador. O teclado físico está a evoluir para modelos mais ergonómicos e para telas sensíveis ao toque, como nos smartfones e teclados holográficos, que não precisam de suporte físico. As investigações em curso abrem a porta para transformar a voz em escrita, sem necessidade de teclados físicos, e para transcrever a leitura labial, meio de comunicação tão grato aos surdos, sobretudo os que nasceram ouvintes e aprenderam a pronunciar as palavras antes de ensurdecer.

Merecem ainda referência as interfaces cerebrais. Desde há muito que a aprendizagem das línguas estrangeiras abriu espaço para as ligações de gravadores de som à superfície craniana, durante o sono, através de auscultadores. A consciência adormece, o cérebro, não. As barreiras físicas não impedem a passagem do som. Muitas mães falam com os seus bebés ainda no útero. É um gesto de amor e carinho muitas vezes sem consciência do que isso representa para a criança. A verdade é que é uma excelente fonte de afetos e dá enormes vantagens e avanços na aquisição da linguagem. As crianças ouvem antes de nascer.

A possibilidade existe de o simples pensamento poder ser fonte de registo escrito. A IA vai levar-nos muito mais longe, mas o que já sabemos é suficiente para dar uma nova dimensão à escola, sabendo que é preciso começar de novo, com novos saberes, com professores preparados e com novos instrumentos de trabalho e de aprendizagem. As novas vias, instrumentos e estratégias de aprendizagem, são caminhos de autonomia e de iniciativa para todos, professores e alunos. A pesquisa e a descoberta são a porta larga para a emancipação.

José Afonso Baptista. PHD Ciências da Educação
Diário As Beiras 30.01.2025

 

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A melhor do dia…

 

Vindo de uma fonte, totalmente, fidedigna.

Um candidato a professor, licenciado em Psicologia, a candidatar-se a uma vaga do GR 910, sem especialização, como tendo habilitação profissional, com 20 dias de serviço após a profissionalização e… pasme-se… com média final de curso de 20,000 valores…

Pasmei…

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Marcelo promulga decreto que permite que doutorandos possam dar aulas em escolas

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou o decreto-lei que altera o Estatuto do Bolseiro de Investigação para permitir que doutorandos em trabalho científico possam dar aulas em escolas, suprindo a falta de professores.

 

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Portaria n.º 22/2025/1

 

Procede à primeira alteração à Portaria n.º 242/2012, de 10 de agosto, que define o regime de organização e de funcionamento dos cursos científico-humanísticos de nível secundário de educação, na modalidade de ensino recorrente, e estabelece os princípios e os procedimentos a observar na avaliação e na certificação dos alunos dos referidos cursos.

Portaria n.º 22/2025/1

 

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Não tive uma infância omissa: um olhar sobre o caso da Moita quase como se fosse uma criança de 5 anos…

Quando andei na escola era muito pequeno. A minha alcunha era o “Piolho”. Tinha outras, (Spec, mistura de meio Spock meio Spectrum, etc) mas esta era a que vinha do meu tamanho. Não me tornei muito grande, mas, se o meu 1,63 não é assim tão baixo em adulto, em pequeno era mesmo minorca.
Contava com os meus colegas de turma para andar seguro. Essa solidariedade é das recordações mais bonitas do tempo de escola.
Um dia, no ciclo, alguém andava a roubar-nos as pastas que deixávamos num pátio. E eu, subdelegado de turma, andei a ver quem o fazia. Avisados os ladrões de malas, ao tempo, atividade de baixo perfil, ameaçaram-me que “lá fora vais ver”.
Viram eles: os meus colegas a sair da escola até casa comigo (e tiveram de subir uma encosta e voltar para trás).
No Liceu (era assim que ainda chamávamos à escola) tínhamos um colega a quem chamavam calhorda. Um dia, em grupo, decidimos avisar alguns, de outras turmas, que moderassem a língua. Na turma, havia quem chamasse também, mas, na linha daquelas contradições típicas de putos, alinharam também em avisar para parar. Eu fui porta-voz. E ameaçado pela ousadia. Mais uma vez tive escolta para casa.
O clima era diferente da total ausência de apoio e ajuda dos colegas ao miúdo sovado na Moita. Vemos tudo o que se passou (se não houvesse telemóveis ficava oculto) mas, tanta gente a ver, e ninguém faz nada. Não vimos adultos.
O dirigente da escola fica mal na fotografia porque muita gente diz, no concreto, que, no seu trabalho de gestão liga pouco ao problema da indisciplina. Ou não tanto como devia.
Pelos vistos, problema generalizado. Uma parte substancial dos diretores lava as mãos na indisciplina.
Muitos projetos, projetinhos, selos e cartazes, etc ….Muito gabinete, consenso e não fazer ondas com pais. Muita parra e pouca uva.
Muitos diretores acham que a sua função é de burocratas e de produtores, como fábricas de salsichas de papéis e processos arrevesados de apicultura. Mas atacar a indisciplina é processo que não cabe num despacho, ata ou ordem de serviço, nem dá para pairar como as abelhas. Têm ferrão de vespa, os casos, muitas vezes emergentes.
Lutar contra a indisciplina é um processo social, dialético, conflitual, criativo e estocástico que exige formação (ai as formações do Vale do Douro e Sousa…), disponibilidade, vontade de agir (vulgo coragem) e alinhamento da escola. Correr riscos.
Ao ver o caso, e saber que o aluno vítima é autista (portanto tem algum grau de diminuição da sua capacidade de reação a agressões sociais) lembrei-me de uma discussão, que tive com professores, quando era diretor de uma TEIP (corria o ano de 2008): se tiver de graduar penas, o que é mais grave, bater num aluno incluído em medidas de educação especial (e já sei que a linguagem mudou….balelas) ou um aluno falar “grosso” a um professor?
Deixo um texto com mais de uma década sobre esse tema de que ainda se aproveitará alguma coisa: https://vistodaprovincia.blogspot.com/2012/02/naiade-gerir-indisciplina-numa-escola.html
E tendo “má fama” como diretor, porque me metia nos “assuntos de indisciplina” e corria riscos e responsabilizava os pais, só digo (e haverá muitas testemunhas de que isso que conto era mesmo verdade):
– Se eu tivesse de lidar com o caso do vídeo do momento, a frase chave para lidar com ele era: “bateste no teu colega, porquê?” À resposta esfarrapada, diria “Ai sim? Então achas normal bater? Não tem problema? Então bate-me a mim, se é normal….”
Disse isso a vários. Nunca me bateram, mas o olhar mostrava que, lá dentro, se soltavam umas porcas e parafusos do pensamento (em especial nos mais jovens, e ainda não totalmente descarrilados, como o do caso).
O resultado paradoxal era que o aluno ía suspenso uns 6 ou 7 dias para casa, com comunicação à CPCJ e Ministério Público (Lei tutelar educativa), mas a pensar se bater era realmente normal, porque ele próprio perceberia os limites a pensar neles.
E os pais eram sempre confrontados por mim (daí a minha popularidade ser baixa em certos setores e até entre certos professores, que não gostam de muito vento com pais, não se vão descobrir certas negligências e problemas bem escondidos na sala de aula….)
Chamem-me reacionário e radical: sem combater realmente a indisciplina (e eu tenho uns tiques e visões peculiares que me vêm de 6 anos a trabalhar no Ministério da Administração Interna e com as polícias, a lidar com os produtos finais da indisciplina escolar), a escola degrada-se todos os dias. E a sociedade vai por arrasto.
E responsabilizar os pais é essencial: não podemos ter gente que, por um lado, não larga do pé sobre as supostas “injustiças” de avaliações e que, por outro, acha justo ou normal o rebento andar à sarrafada….
Sobre responsabilização: já dei para o peditório (https://www.dn.pt/arquivo/diario-de-noticias/peticao-foi-apoiada-por-mais-de-17-mil.html ) e conseguiu-se mudar a lei e prever multas aos pais relapsos (mas aconteceu alguma coisa realmente com a ferramenta posta na lei?).
Começo a achar que isto tudo descambar é o que os governantes querem para dar negócio a privados, como estão a fazer na saúde e no sistema de pensões.
Aquele arruaceiro do vídeo (e outros que vão aparecendo) criou muito mercado para colégios….ou não têm essa “perceção”?
Luís Sottomaior Braga (professor há 3 décadas, diretor, com formação especializada, 6 numa TEIP)

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Mediadores têm de conhecer costumes e História de Portugal

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Só em março se vai saber o número exato de alunos sem aulas

Governo promete divulgar também os professores em falta nas escolas, com base nos resultados de uma auditoria.

Só em março se vai saber o número exato de alunos sem aulas 

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Formulário eletrónico: Período Probatório 2024/2025 – Fase 2

 

Encontra-se disponível o formulário eletrónico que permite às escolas indicar os requisitos para a dispensa ou realização do Período Probatório 2024/2025 – fase 2, destinado aos docentes que ingressaram na carreira, em 2024/2025, em resultado do Concurso Externo do ensino artístico especializado da música e da dança e do Concurso Externo Extraordinário.

Consulte a Nota Informativa:

Nota Informativa Período Probatório 2024/2025 – Fase 2 

 

 

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PSP inicia esta segunda-feira operação contra violência nas escolas

 

A PSP inicia a operação “Violência? Não, obrigado!”, para alertar alunos do 3.º ciclo e secundário sobre temas como violência escolar. A iniciativa ocorre em milhares de escolas por todo o país.

PSP inicia esta segunda-feira operação contra violência nas escolas

Em comunicado, a PSP explica que as ocorrências registadas no ano letivo 2023/2024, no âmbito do Programa Escola Segura (PES), subiram relativamente a 2022/2023, apesar de ainda se encontrarem abaixo da média da última década (4.445).

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Um quarto dos diretores escolares vai atingir limite de mandatos

Dirigentes pedem para ficar nos cargos até mudança do modelo de gestão. Governo responde que “não está prevista nenhuma fase de transição” .

Um quarto dos diretores escolares vai atingir limite de mandatos

Os diretores estimam que um quarto (cerca de 200) atinja o limite de mandatos durante este ano. O Governo pretende rever o regime de gestão e os presidentes das associações de dirigentes e do Conselho das Escolas pedem a prorrogação dos mandatos para se evitar a repetição de processos eleitorais e acautelar a abertura do próximo ano letivo. O Ministério da Educação, Ciência e Inovação garantiu, em resposta ao JN, não estar previsto um período de transição.

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Mais 100 vagas nas licenciaturas em Educação Básica

Um número, claramente, insuficiente…


Com 100 vagas adicionais, destaca-se o
crescimento de 12% no número de vagas nas licenciaturas em Educação Básica, mantendo a tendência de aumento do ano passado que já procurava dar resposta à necessidade de formação de professores. Só no Instituto Politécnico do Porto, há mais 23 vagas (de 47 para 70). A escassez de professores levou a que o ano letivo de 2022 começasse com cerca de 60 mil alunos sem aulas a pelo menos uma disciplina. Estimava-se a necessidade de recrutar mais de 34 mil professores até 2030 para fazer face ao volume de aposentações.

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Pais vão às aulas com filhos por falta de recursos da escola

Crianças com autismo precisam de “apoio constante”, que não existe na Escola Básica de Santa Clara, em Lisboa. As famílias alertam que “professor pediu ajuda” por não conseguir lecionar e lançaram abaixo-assinado a exigirem mais apoio.

Pais vão às aulas com filhos por falta de recursos da escola

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Como explicar isto aos Alunos?

Em apenas uma semana, os cidadãos portugueses foram bombardeados com notícias, no mínimo, inquietantes e difíceis de assimilar, relativas a putativos actos indignos ereprováveis, alegadamente praticados por alguns concidadãos:

Um alto dirigente da Administração Pública, agora ex-Director Executivo do Serviço Nacional de Saúde, Gandra de Almeida, é suspeito de ter acumulado ilegalmente funções e de ter recorrido a expedientes contabilísticos e empresariais, que lhe terão permitido o recebimento indevido de milhares de euros do erário público… A idoneidade tem que ser muito mais do que isto…

Um “Deputado da Nação”, Miguel Arruda, é suspeito de ter roubado várias malas em aeroportos e de tentar vender em plataformas digitais os artigos obtidos por essa viaO referido Deputado era membro de um Partido Político com assento na Assembleia da República (CHEGA), que tem propalado a sua condição de defensor intransigente da “moral e dos bons costumes”…

Segundo o Jornal Público, em 22 de Janeiro de 2025: Pelo menos nove dos 50 deputados eleitos do Chega já tiveram processos na Justiça. Miguel Arruda é o caso mais recente.”Será caso para perguntar: Que tipo de indivíduos são acolhidos por tal Partido Político, uma vez que um quinto dos respectivos Deputados já teve processos na Justiça?

E pasmemo-nos: Se o cidadão Miguel Arruda vier a usufruir do estatuto de Deputado independente (não-inscrito) verá as suas regalias aumentadas, o que significará que o erário público terá que despender ainda mais dinheiro para subsidiar alguém que, por acaso, é suspeito de roubo

Um Partido Político (Bloco de Esquerda) que, perante asevidências tornadas públicas se viu obrigado, praticamente coagido, a assumir e a reconhecer “erros” e “falhas” no despedimento de mulheres recém-mães

E mesmo que tais despedimentos não tenham sido propriamenteilegais, não pode deixar de se censurar a falta de ética e agritante incoerência evidenciadas por esse Partido Político que, paradoxalmente, muitas vezes, se arroga como acérrimodefensor dos Direitos das Mulheres…

Comprova-se, assim, que o que se apregoa, nem sempre corresponde à efectiva prática

E se a situação não tivesse sido denunciada e tornada pública, lá continuaria o Bloco de Esquerda a perorar, hipocritamente,pelos inalienáveis Direitos das Mulheres

De forma sarcástica e irónica, colocam-se perguntas retóricas:

Partindo do pressuposto de que, pelo menos, no contexto daDisciplina de Cidadania e Desenvolvimento sejam abordados temas da actualidade, como explicar aos Alunos, em particularaos mais velhos (Ensino Secundário), as três anteriores ocorrências?

– Que exemplos de cidadania poderão ser esses?

(Aprender pelo exemplo talvez não seja nada aconselhável, nestas três situações…).

No âmbito da concepção de cidadania activa, como explicar aos Alunos que, apenas numa semana, tenham surgido três casos tão suspeitosos em termos éticos e deontológicos, mas também do ponto de vista legal?

Ainda que alguma das situações ocorridas na última semanapossa gozar do princípio jurídico da presunção de inocência, torna-se praticamente impossível acreditar que nestas histórias possam existir efectivos “inocentes”, mesmo que a Justiça não os venha a condenar

Entretanto, o país vai assistindo a tudo isto, como se a “normalidade” fosse isto

Mas a normalidade nunca poderá ser isto

Como explicar isso aos Alunos?

Como convencer os Alunos de que a normalidade não pode ser isto, quando as evidências lhes demonstram o contrário?

Não nos esqueçamos que os jovens de hoje serão os Governantes de amanhã…

E para “ajudar à festa”, ainda tivemos, na mesma semana, um documento oficial do Ministério da Educação onde, de forma melosa e excêntrica, se apela ao espírito de missão, ao sentido solidário, dos Professores, tentando convencê-los a corrigirProvas-ensaio sem qualquer contrapartida ou remuneração

Perante tanto nonsense, em tão pouco tempo, resta perguntar:

Os disparates serão contagiosos?

Assim, não há quem aguente…

Paula Dias

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Cada vez mais países proíbem telemóveis nas escolas com bons resultados

De acordo com estudos realizados em países europeus, a retirada dos telemóveis das escolas melhora os resultados da aprendizagem, especialmente para os alunos com fraco aproveitamento escolar.

Cada vez mais países proíbem telemóveis nas escolas com bons resultados

 

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GNR chamada a escola da Moita após agressões entre alunos

Agressor, de 15 anos, e a vítima, de 14, foram identificados.

GNR chamada a escola da Moita após agressões entre alunos

A GNR foi chamada esta sexta-feira, pelas 13h00, à escola Fragata do Tejo, na Moita, após dois alunos se terem envolvido em agressões.

O agressor, de 15 anos, e a vítima, de 14, foram identificados.

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Reserva de Recrutamento 18 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 05 – 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 18.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e Colocações Administrativas da 5.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 27 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 28 de janeiro de 2025 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 18 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 05 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento 18 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 05 – 2024/2025

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Greve contra a Bolsa Solidária

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A crise na educação e os reflexos na sociedade

A crise da educação não é apenas uma questão privada; é uma emergência pública. Se falhamos em educar as crianças de hoje, estaremos a comprometer o bem-estar coletivo de amanhã.

A crise na educação e os reflexos na sociedade

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Trabalho pro bono, disfarçado de apelo à “solidariedade”?

 

No Guia para a Realização das Provas-Ensaio (Ano Lectivo 2024/2025), lê-se no Ponto 9, relativo à Bolsa de Classificadores das Provas-Ensaio e Procedimentos, o seguinte:

– “A classificação dos itens das provas-ensaio compete à bolsa solidária de professores classificadores, organizada em cada agrupamento do JNE e constituída pelos professores previamente indicados pelos diretores dos agrupamentos de escolas…”

O que poderá significar “bolsa solidária de professores classificadores”?

O significado da palavra “solidária” remete-nos para a ideia de altruísmo, caridade e piedade, o que não pode deixar de causar apreensão e estranheza, tratando-se de um acto oficial como a correcção de Provas…

Por outras palavras, parece que se apela aos Professores para que sejam “solidários”, “caridosos” e “piedosos”, o que não faz qualquer sentido no âmbito do desempenho de uma tarefa formal, onde não deveriam entrar considerações de carácter subjectivo como o altruísmo ou a solidariedade…

Não sendo possível compatibilizar um acto formal com apelos “sentimentalistas” “melosos” ou “piegas”, restará a conclusão de que se espera dos Professores a realização de trabalho pro bono, no sentido de não se prever qualquer compensação, mas não terá havido a coragem de o assumir frontalmente…

O resultado disso acaba por ser uma bizarria, onde se misturam aspectos formais com apelos bacocos à bondade e à benfeitoria, tentando convencer os Professores a corrigir Provas-Ensaio, sem serem retribuídos ou remunerados por isso…

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Apesar de poder parecer muito benigna, a referida “bolsa solidária de professores classificadores” poderá comportar um risco sério e grave:

– Contribuir para que algumas vertentes do exercício da função docente possam ser vistas como algo que pode dispensar remuneração ou algum tipo de compensações, bastando para isso apelar ao espírito “solidário”, à “caridade” ou à “piedade” dos Professores…

E tudo isto parece quase anedótico, em particular quando, alegadamente, se pretende o respeito e a valorização do trabalho docente…

Esta medida da Tutela, iminentemente ardilosa, acabará por fazer dos Professores uma espécie de “voluntários à força” e, assim sendo, dificilmente contribuirá para a credibilização do próprio trabalho docente…

Além disso, decorrente dessa “bolsa solidária”, a ideia de uma posterior catalogação dicotómica “Professores solidários”, por oposição a “Professores egoístas ou insensíveis”, poderá criar mais uma cisão no interior da Classe Docente, já tão agastada por divisões e quezílias internas…

Fica-se com a sensação de que se tentou disfarçar o trabalho pro bono através de um apelo grotesco, desarrazoado, à solidariedade dos Professores…

Abrindo-se este precedente, que outras bizarrias ou excentricidades poderão vir no futuro?

O exercício da solidariedade, seja de que natureza for, deverá ser sempre uma escolha pessoal e cada um deve poder decidir livremente de que forma(s) a pretende praticar…

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Além do mais, a “solidariedade” impingida, ainda por cima praticamente imposta pela própria Tutela, soa sempre a algo falso e hipócrita, mas também patético…

Paula Dias

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Balanço da retenção e atração de docentes

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A melhor do dia…

Um relato que me chegou… por vias direitas!!!

– Sabe, sr.º diretor, ando com uma tosse…

– Então? Está doente?

– Acho que às quartas-feiras não vai dar… Vou denunciar o contrato.

 

 

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Quem ensinará as próximas gerações? O declínio silencioso das escolas em Portugal – Fernando Elias

Não estamos apenas a perder professores; estamos a perder a capacidade de ensinar e de fazer aprender. E com isso, perdemos o futuro.

Quem ensinará as próximas gerações? O declínio silencioso das escolas em Portugal

Quem ensinará as próximas gerações? O declínio silencioso das escolas em Portugal
Numa sala vazia, os cadernos continuam fechados e os sonhos adiados. Não há professor, não há voz, não há futuro. Recentemente, o Conselho Nacional de Educação (CNE) revelou uma realidade alarmante: há milhares de alunos sem aulas e nem sequer sabemos quantos. Falta informação. Falta transparência. Será que falta responsabilidade?

 

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A Digitalização da Educação – Inês Sá

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Estes congressos sobre educação quase parecem um passeio de barco

O programa para dia 18:

– 8,45 h – Início da credenciação
– 9,30h – Cerimónia de abertura do Congresso

– 10,00h – Primeiro Painel

– 12,30h – Intervalo para almoço
– 14,15h – Reinício dos trabalhos – Segundo Painel

– 17,0h – Terceiro Painel

– 18,30h – Encerramento dos trabalhos

– 19,30h – Embarque no barco para o jantar.

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O que pode fazer a Educação – José Afonso Baptista

O que pode fazer a Educação:
A Finlândia é um dos países onde a profissão de professor é mais disputada A seleção à entrada é muito exigente
O estatuto dos professores é equiparado ao dos médicos e advogados
O salário base médio é de 8 mil euros mês
A Finlândia foi um dos países mais pobres da Europa
A sua reforma educativa elevou o país aos mais elevados rankings mundiais
O seu PIB é um dos mais altos do mundo
A Finlândia foi apontada como o país com maior índice de felicidade do mundo

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Ministro quer reforçar fiscalização da mobilidade por doença de professores

“Temos de ser muito rigorosos neste sistema, porque há professores e famílias que precisam mesmo deste regime”, disse Fernando Alexandre após uma ronda de negociações com os sindicatos.

Ministro quer reforçar fiscalização da mobilidade por doença de professores

O ministro da Educação defendeu esta sexta-feira um regime de mobilidade por doença mais “justo e equitativo”, mas sublinhou também a necessidade de reforçar a fiscalização depois de, nos últimos dois anos, serem detetados casos fraudulentos.

“Temos de ser muito rigorosos neste sistema, porque há professores e famílias que precisam mesmo deste regime, mas temos de ter um regime justo e equitativo e que não é percebido pelos professores como um aproveitamento, por exemplo, para aproximação à residência”, disse Fernando Alexandre.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação falava aos jornalistas no final da primeira ronda de negociações com organizações sindicais no âmbito da revisão do estatuto da carreira docente, dedicada à mobilidade por doença, que permite aos professores com patologias graves serem colocados em escolas perto de casa.

Segundo informação prestada aos sindicatos, entre os anos letivos 2022/2023 e 2023/2024, foram feitas 367 juntas médicas a docentes colocados em mobilidade por doença, sendo que em 81 casos não foram comprovadas as situações de doença (22,07%).

“Demos estes dados apenas para mostrar que temos desafios e temos de balancear, por um lado, a proteção dos professores e das famílias e, por outro lado, garantir que a organização da escola e do nosso sistema educativo não é perturbada por este regime”, afirmou o ministro.

Para isso, o Governo prevê lançar um concurso público para a contratação de juntas médicas.

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Tirar os Diretores da equação da MPD…

… e muito bem.

Vou deixar de ouvir a célebre pergunta:

Lançaste alguma vaga no meu grupo?

Como se eu as fabricasse…

 

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Reserva de Recrutamento 17 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 04 – 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 17.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e Colocações Administrativas da 4.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 20 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 21 de janeiro de 2025 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 17 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 04 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento 17 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 04 – 2024/2025

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Vai que agora…

… um sindicato propunha cumprir a lei da conservação social à risca  e só os sindicatos de professores que cumprissem o 5% de representação dos professores pudessem negociar com o MECI.
Seria absurdo, tal proposta, mas nunca se sabe…

 

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Cinco jovens feridos em rixa em escola de Lisboa

Os jovens, com 16 e 17 anos, são alunos da escola, mas não se sabe se o desentendimento aconteceu no interior ou exterior do estabelecimento de ensino. Familiares tentaram invadir o local.

Cinco jovens feridos em rixa em escola de Lisboa

Cinco jovens, com 16 e 17 anos, ficaram esta quinta-feira feridos sem gravidade após uma desordem entre alunos na Escola EB2/3 das Olaias, localizada na Rua Professor Mira Fernandes, em Lisboa, disse à Lusa fonte da PSP.

De acordo com a fonte do Comando Metropolitano de Lisboa, o alerta para uma “desordem entre alunos envolvendo armas brancas” foi dado às 12:15.

No entanto, quando os agentes chegaram ao local encontraram no exterior “muitas pessoas a dialogar com funcionários da escola” e deram conta da existência de cinco feridos ligeiros, um dos quais com cortes, devido à quebra de um vidro de uma janela.

Os jovens eram todos alunos da escola e o único que necessitou de tratamento hospitalar, devido aoscortes numa mão, foi encaminhado para o Hospital Dona Estefânia, acompanhado pela mãe.

Depois do desentendimento entre os jovens, que a PSP não conseguiu especificar se terá ocorrido no interior ou no exterior da escola, cerca de uma dezena de familiares dos alunos fizeram uma tentativa de invasão do estabelecimento de ensino, indicou a fonte.

Apesar de os acontecimentos terem decorrido ao final da manhã, a PSP ainda se encontrava pelas 15:20 no local.

Contactada pela Lusa, pelas 16:30, fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) indicou que, na sequência destes incidentes, assistiu sete pessoas no local, confirmando que uma teve necessidade de ser transportada para uma unidade hospitalar, com ferimentos ligeiros.

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Aprovadas alterações ao regime simplificado de posicionamento para alunos estrangeiros e ensino individual e do ensino doméstico

Comunicado do Conselho de Ministros de 16 de janeiro de 2025

5. Aprovou um Decreto-Lei que cria um regime simplificado de posicionamento para alunos estrangeiros ou que frequentem escolas internacionais que entrem no sistema educativo português em qualquer ano de escolaridade até ao 9.º ano do ensino básico, abrangidos pela escolaridade obrigatória, conferindo aos estabelecimentos de ensino a competência para a respetiva autorização sem implicar o recurso ao procedimento de equivalência formal. Esta alteração permite uma mais rápida integração e adaptação dos alunos estrangeiros no ensino básico do sistema educativo português, garantindo uma resposta mais célere e adequada às exigências atuais;

6. Aprovou um Decreto-Lei que procede à alteração do regime jurídico do ensino individual e do ensino doméstico, eliminando a imposição de realização de provas de equivalência à frequência, de provas finais do ensino básico e de exames finais nacionais aos alunos abrangidos por medidas adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão, com adaptações curriculares significativas. Elimina-se, assim, a situação de desvantagem destes alunos face aos alunos com adaptações curriculares significativas a frequentar os ensinos básico e secundário num estabelecimento de ensino, uma vez que para estes as provas de avaliação externa não são requeridas para os efeitos de aprovação e de conclusão de ciclo ou de nível de ensino;

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Trabalhadores não docentes de escolas de Sintra pedem mais recursos humanos

Se fosse só em Sintra…

“Neste momento, temos auxiliares a fazer trabalhos de enfermagem como algaliações, alimentações por sonda, a administrar injetáveis no caso da diabetes”, explica João Santos, Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas.

Trabalhadores não docentes de escolas de Sintra pedem mais recursos humanos

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Proposta FNE sobre revisão do RJIES

A FNE fez chegar na tarde de 15 de janeiro ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) as suas propostas relativas à alteração legislativa apresentada pela tutela para revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).

A FNE reitera o seu compromisso em colaborar na elaboração de um regime jurídico que garanta qualidade, equidade e flexibilidade no ensino superior português. Crê a FNE que o diálogo e a negociação são essenciais para obter soluções abrangentes e equitativas.

Imagem ilustrativa relacionada à proposta da FNE

Consulte aqui o documento com as propostas da FNE

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Caciquismo escolar – David Elrich

Já passei por uma escola em que, no ano anterior, tinha havido cinco candidaturas a diretor! Parece-me bem mais democrático que um congresso da FENPROF – a que mais clama contra o suposto carácter antidemocrático do atual modelo –, cujo secretário-geral é eleito com percentagens norte-coreanas desde 2007.

Caciquismo escolar

O modelo de gestão escolar que vigorou até 2008 tinha resquícios de um certo espírito autogestionário: as direções eram eleitas diretamente pela totalidade do pessoal docente e não-docente. Nessa eleição participavam, é certo, representantes dos alunos e dos encarregados de educação, mas com um peso percentual muito diminuto face ao universo de professores e funcionários.

Como seria se um treinador de futebol fosse eleito pelos seus jogadores? Que força teria para exigir mais empenho? Com que impacto poderia solicitar mudanças de estratégia? É por demais evidente: em contexto laboral, uma liderança eleita diretamente pelos liderados dificilmente lidera.

Uma tese de mestrado em Gestão Escolar, defendida em 2012, por Luís Teixeira, na Universidade de Coimbra, atesta o que afirmo: “uma vez que o conselho executivo ou o diretor era eleito pela totalidade do pessoal docente e não docente em exercício efetivo de funções, bem como por representantes dos país e encarregados de educação e também dos alunos do ensino secundário, esse mesmo diretor ou conselho executivo poderia estar sujeito a pressões exercidas por parte de grupos existentes no seio do grupo mais alargado que os elegia, sobretudo por parte de professores, o que não se verifica no atual modelo de gestão”.

A uma direção escolar cabe, sem dúvida, garantir boas condições a todos os trabalhadores, tratá-los sempre com respeito e empatia, motivá-los para a nobreza da missão educativa, mitigar quaisquer ameaças ou obstáculos e honrar a singularidade da profissão docente. Mas cabe também a uma direção escolar – por impopular que isto seja – exigir coisas tão simples, mas nem sempre levadas a cabo, como o preenchimento atempado dos sumários. De que vale uma ordem dada por uma direção que depende diretamente do voto massivo dos trabalhadores que dirige?

Mas… será que o regime introduzido em 2008 trouxe direções escolares impostas pelo Ministério, nomeadas centralmente desde um qualquer gabinete longínquo? Não. Simplesmente, o órgão representativo da comunidade escolar, antes chamado Assembleia de Escola e desde esse ano denominado por Conselho Geral, passou a ter poderes eletivos.

Não se passou de uma democracia para uma autocracia, como alguns falaciosamente querem fazer crer; passou-se, tão somente, de uma democracia direta para uma democracia indireta. Representantes dos professores, dos não-docentes, dos encarregados de educação, dos alunos e da autarquia, todos democraticamente eleitos, tinham assento na Assembleia da Escola e continuam a tê-lo no Conselho Geral, que passou a incluir também um representante da comunidade local, cooptado. Ora, é este Conselho Geral, democraticamente eleito, que passou a eleger o diretor.

O processo tornou-se mais racional: antes da votação em Conselho Geral, uma comissão do mesmo analisa a biografia e o projeto de intervenção de cada candidato e todos os candidatos são entrevistados.

Já passei por uma escola em que, no ano anterior, tinha havido cinco candidaturas! Parece-me bem mais democrático que um congresso da FENPROF – a que mais clama contra o suposto carácter antidemocrático do atual modelo –, cujo secretário-geral é eleito com percentagens norte-coreanas desde 2007.

O atual regime de administração e gestão escolar é um diploma de invulgar estabilidade. O Decreto-Lei que o aprovou em 2008 vigora ainda, somente com duas modificações: uma cirúrgica em 2009 e outra, mais abrangente, mas que manteve todas as traves-mestras, em 2012. Podem ser feitas melhorias, quiçá com o regresso à possibilidade de que cada agrupamento de escolas opte por uma direção colegial, eleita em lista, ou unipessoal, com a equipa diretiva nomeada pelo diretor eleito.

Mas, pelo contrário, voltar ao caciquismo não pode ter lugar em escolas públicas que se querem geridas com modernidade.

 

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Escola de Telheiras a funcionar sem eletricidade

nundação no domingo obrigou a desligar quadro elétrico. Escola fecha mais cedo (16h15) e Câmara de Lisboa fornece refeições.

Escola de Telheiras a funcionar sem eletricidade

 

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Sexta-feira há reunião de negociação Sindicatos/MECI

 

Na próxima sexta-feira, 𝐝𝐢𝐚 𝟏𝟕 𝐝𝐞 𝐣𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨, a partir das 9h00, o MECI reunirá com os Sindicatos, nas instalações do MECI, em Caparide, com a seguinte ordem de trabalhos:
▪𝐏𝐨𝐧𝐭𝐨 𝐮𝐦 – Revisão do Estatuto da Carreira Docente (Mobilidade) e do Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, que estabelece o regime de mobilidade de docentes por motivo de doença;
▪𝐏𝐨𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐨𝐢𝐬 – negociação suplementar relativa ao Despacho que define as condições e montante do suplemento remuneratório a atribuir aos orientadores cooperantes previsto na proposta de alteração ao Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, e ao Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, que estabelece o novo regime de gestão e recrutamento do pessoal docente dos ensinos básico e secundário e de técnicos especializados para formação.

 

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Aumentam casos de “bullying” sobre professores e há “sensação de impunidade”

A falta de professores em certas escolas é justificada pelos alunos difíceis que as frequentam, admite à Renascença o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, que denúncia que as escolas não têm mecanismos para travar o mau comportamento dos alunos.

Aumentam casos de “bullying” sobre professores e há “sensação de impunidade”

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Extinga-se o Conselho das Escolas – Paulo Prudêncio

 

Extinga-se o Conselho das Escolas

 

Extinguir o Conselho das Escolas – órgão composto por directores, criado em 2007 como interlocutor privilegiado dos governos para a gestão da Educação – será crucial para ultrapassar a caótica gestão de dados que influencia a queda das aprendizagens dos alunos e a falta estrutural de professores e eliminar o abuso de poder na gestão das escolas.

Mas, antes do mais, repita-se que são muito difíceis os estudos empíricos em Educação. O mais consensual é descrever os resultados vinte anos após a aplicação de políticas. É, portanto, preciso tempo, esse inapelável avaliador.

Nesse sentido, quase duas décadas após o choque (2008) na gestão das escolas, as consequências dessa aclamada prestação de contas em espírito empresarial estão aí: queda dos resultados das aprendizagens dos alunos, instabilidade nas avaliações externas e babélica gestão de dados – nem sequer se apura o número de profissionais, o número de alunos sem professor, os dados do abandono escolar precoce, os vencimentos a pagar e os dados curriculares dos professores (apesar de lançados repetidamente em várias plataformas digitais).

Além disso, o pacto de gestão entre os sucessivos governos, os serviços centrais do ministério e o Conselho das Escolas é responsável por quatro flagelos: estado de negação da falta estrutural de professores até 2022; ambiente escolar de autocracia e burocracia infernal; clima indisciplinado nas salas de aula; manutenção oportunista dos mega-agrupamentos de escolas e da avaliação dos professores.

Perante este quadro, o Conselho das Escolas, na sua recomendação nº 01/2024, de 3 de Dezembro, prescreve que os directores sejam dispensados da limitação de mandatos, que seleccionem professores (ideia que provocou a explosão de indignação em 2022) e que nomeiem – sem qualquer eleição – todas as lideranças intermédias.

Há nesta recomendação três doenças que espelham o estado das democracias.

1. A não limitação de mandatos é, talvez, a mais grave. Dá ideia que o Conselho das Escolas se inspira no que vem de cima e nos EUA. A democracia mais poderosa do Ocidente dará posse a um presidente que esteve implicado na invasão do Capitólio e numa tentativa de meter votos falsos numa urna na Geórgia. Veremos se tentará o que insinuou: acabar com a limitação de mandatos.

2. A segunda doença está na antecâmara do referido choque de gestão: a visão empresarial. Pois bem: uma empresa não é uma organização democrática. Não é, e não há nesta asserção complexos de superioridade ou inferioridade, nem qualquer preconceito como se percebeu em David Justino, enquanto ministro da Educação e exactamente há vinte anos, ao afirmar que só não contratava, para dirigir as escolas, pessoas como João Rendeiro, do Banco Privado Português, “porque não tinha dinheiro para lhes pagar”.

Uma empresa tem que cumprir as leis das democracias, mas tem objectos de produção muito diversos. As escolas “produzem” aprendizagens humanas. Como referiu Adam Smith (2010:80), em Riqueza das Nações, as “pessoas não são alfinetes”. Além disso, as escolas não devem correr o seguinte risco, como também sublinhou o pai do liberalismo, e que é tão evidente na actual crise do capitalismo democrático: os gestores profissionais das empresas tendem a ignorar os interesses dos proprietários (no caso da escola, o interesse da sociedade, dos alunos e dos professores), concentrando-se nos seus.

Esta doença agravou-se, porque a desatenção com a história da economia política atreveu-se a proclamar a avaliação de profissionais em modo empresarial. Pois bem: nas empresas, em Portugal e no universo privado, a avaliação do desempenho não é obrigatória por lei e em 95% nem sequer existe. As restantes não aplicam a farsa administrativa vigente nas escolas, que é única no Ocidente. Digamos que as empresas não advogam o seu insucesso.

3. Uma terceira doença inscreve o desprezo pelo dever de inclusão da escola pública, que vai do professor a quem a dirige. O professor não escolhe os seus alunos. Deve incluir e elevar os que lhe são atribuídos. Quem dirige uma escola tem o mesmo dever, com os profissionais e com a organização. São funções limitadas no tempo e alunos e profissionais devem ser colocados por critérios públicos e transparentes.

Em suma, a extinção do Conselho das Escolas (para a representação destes 0,61% dos professores ainda existem duas associações de dirigentes) é um imperativo democrático que quebrará a inércia governativa, mudará a gestão das escolas e encontrará o fio à meada. Fará do ambiente inequivocamente democrático a matriz da escola pública do futuro. A renovação democrática da sociedade, que se quer intercultural e capaz de acolher fluxos migratórios sem os condenar a relativismos e fenómenos de guetização, passa inevitavelmente por aqui.

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Vai abrir o concurso para 287 mediadores linguísticos e culturais

Diplomas para Publicação em Diário da República

Gabinete do Ministro de Estado e das Finanças e da Educação, Ciência e Inovação

Despacho – Autoriza a realização de procedimentos concursais para o recrutamento de até 287 mediadores linguísticos e culturais, no âmbito do Plano de recuperação e de melhoria da aprendizagem «Aprender Mais Agora».

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APURAMENTO DE NECESSIDADES PERMANENTES 2024/2025

 

Encontra-se disponível até às 18 horas de dia 17 de janeiro de 2025 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica Apuramento de Vagas 2025/2026, destinada à recolha de dados para apuramento de necessidades permanentes dos AE/ENA, assim como, para a identificação dos docentes que cumprem o previsto no n.º 2 do artigo 42.º e n.º 1 do art.º 43.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio.

Consulte a nota informativa e o manual de utilizador.

SIGRHE – Apuramento de Vagas 2025/2026

Manual de utilizador – Apuramento de Vagas 2025/2026

Nota Informativa – Apuramento de Vagas 2025/2026

 

 

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