Ministro quer reforçar fiscalização da mobilidade por doença de professores

“Temos de ser muito rigorosos neste sistema, porque há professores e famílias que precisam mesmo deste regime”, disse Fernando Alexandre após uma ronda de negociações com os sindicatos.

Ministro quer reforçar fiscalização da mobilidade por doença de professores

O ministro da Educação defendeu esta sexta-feira um regime de mobilidade por doença mais “justo e equitativo”, mas sublinhou também a necessidade de reforçar a fiscalização depois de, nos últimos dois anos, serem detetados casos fraudulentos.

“Temos de ser muito rigorosos neste sistema, porque há professores e famílias que precisam mesmo deste regime, mas temos de ter um regime justo e equitativo e que não é percebido pelos professores como um aproveitamento, por exemplo, para aproximação à residência”, disse Fernando Alexandre.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação falava aos jornalistas no final da primeira ronda de negociações com organizações sindicais no âmbito da revisão do estatuto da carreira docente, dedicada à mobilidade por doença, que permite aos professores com patologias graves serem colocados em escolas perto de casa.

Segundo informação prestada aos sindicatos, entre os anos letivos 2022/2023 e 2023/2024, foram feitas 367 juntas médicas a docentes colocados em mobilidade por doença, sendo que em 81 casos não foram comprovadas as situações de doença (22,07%).

“Demos estes dados apenas para mostrar que temos desafios e temos de balancear, por um lado, a proteção dos professores e das famílias e, por outro lado, garantir que a organização da escola e do nosso sistema educativo não é perturbada por este regime”, afirmou o ministro.

Para isso, o Governo prevê lançar um concurso público para a contratação de juntas médicas.

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10 comentários

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    • Zéi tóxico on 18 de Janeiro de 2025 at 10:33
    • Responder

    Como é que eu hei-de sair desta miséria

    Encostem-nos à parede e apalpem-nos

    Escravizem os professore e acorrentem-nos (ainda mais)

    Deleguem competências de santa inquisição aos indireitadores (amén9

    • A.silva on 18 de Janeiro de 2025 at 13:03
    • Responder

    Obviamente penalizar (severamente) todos os implicados na fraude.

    São 81 colegas que não ficaram onde queriam porque, fraudulentamente, esses lugares foram ocupados indevidamente.

    • Zéi tóxico on 18 de Janeiro de 2025 at 14:09
    • Responder

    E com graça de lambecus do diretor, não será?

    • Anónimo on 18 de Janeiro de 2025 at 14:56
    • Responder

    Eu gostaria de saber é porque alguém com todas as vértebras da coluna com artroses, e com 3 hérnias discais, não tem direito a poder ter mobilidade por doença.
    Nem sequer é considerado para isso.
    Talvez os governantes não percebam o que isso é, porque não têm nada na coluna, já que não têm espinha!

    • Nini on 18 de Janeiro de 2025 at 18:09
    • Responder

    Muito bem, mas às juntas médicas têm de fazer o seu trabalho corretamente. Quem já foi a uma junta sabe do falo. Os meus relatórios médicos e diversa documentação, foram entregues por força minha porque os senhores da junta não queriam ficar com nada, para depois poderem afirmar que há fraudes! Tenham dó, tenham respeito e sobretudo, leiam e cumpram aquilo que nos enviam para casa numa carta que pede cópias comprovativas de doença. Gastei um dinheirão em cópias de exames que comprovam o meu estado de saúde, ou melhor de não saúde, para ficar com elas. Estes senhores doutores das juntas são
    irresponsáveis e depois a culpa é dos professores que não querem trabalhar. Sinto uma ansiedade, estou depressiva, porque quero trabalhar, mas não posso fazer tantos km por dia, cerca de 200, pois preciso de terapias e o apoio da família.
    Afinal o que é que se passa? O ministro disse às juntas que é preciso professores, mesmo de cadeira de rodas, de muletas, a cair, a desmaiar de cansaço, a gemer de dores… Por tal eles arranjam forma de não ficar com as evidências. Malandrice faz a junta médica, e também, certamente, alguns professores, mas quando fui à junta, fiquei escandalizada com a forma como nos recebem, nem 5 minutos lá estive… Então, quem prevaricar mais??? Deixo a questão no ar..

    • VS on 18 de Janeiro de 2025 at 21:05
    • Responder

    Atirar areia para os olhos da opinião pública. Vão fiscalizar os médicos ou os professores? Seja a cor que seja tudo farinha do mesmo saco. Já agora votem no “Mini Me” do Celinho!?

    • AEA on 19 de Janeiro de 2025 at 11:46
    • Responder

    Há muita fraude nesta área, muitos professores abusam do estatuto e o0utros que realmente precisam ficam sem lugar…Mas no atual sistema tudo é injusto e dado a corrupção… A avaliação de professores por exemplo é um antro de injustiça, compadrio, amiguismo e sabe-se lá que mais… Se este governo quer melhorar, curar, a escola publica tem de fazer muito e rapidamente…Mas pelo que se está a ver começou co0m muita prosa entretanto acomodou-se e nada de importante esta a fazer, ou seja tudo como dantes… Mais uma vez estamos a perder uma oportunidade para racionalizar a Escola Publica e melhorar o ambiente nas escolas que é de enorme conflitualidade e tal tarefa também implica nova forma de gestão das Escolas…

    • Leonilde Maria Lopes Antunes Pascoal on 20 de Janeiro de 2025 at 20:44
    • Responder

    Penso que é muito justo

    • Leonilde Maria Lopes Antunes Pascoal on 21 de Janeiro de 2025 at 11:03
    • Responder

    Estou plenamente de acordo. Fui operada, em junho, a um tumor cerebral e não me atribuiram a MpD. Mesmo sendo portadora do certificado de incapacidade multiusos

    • Leonilde Maria Lopes Antunes Pascoal on 21 de Janeiro de 2025 at 11:04
    • Responder

    Plenamente de acordo

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