Rui Cardoso

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Resumo da reunião negocial FNE/MECI sobre MPD

 

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Mário Nogueira desmente que saída da Fenprof

“Discussão ainda não foi feita”, diz ao DN o secretário-geral do sindicato mais representativo dos professores, enquanto os adjuntos assumem “momento de transição geracional”.

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Professores rejeitam mobilidade por concurso

Governo e sindicatos voltam esta segunda-feira a reunir-se por causa do regime de mobilidade por doença. A presidente da Associação Portuguesa de Professores em Mobilidade por Doença, Joana Leite, pede o fim do modelo concursal e vagas para todos quantos preencham os requisitos.

Professores rejeitam mobilidade por concurso

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NUNCA GOSTEI DA ESCOLA. – António Galopim de Carvalho

Nunca gostei da escola de São Mamede!
A única coisa boa que tinha era a hora da saída assinalada pelos toques alegres da sineta, quando marcavam o fim das aulas.
Em contrapartida, o toque da manhã, o da entrada e começo das aulas, tinha o sabor da prisão, do medo, do aperto no sítio do estômago, sobretudo nos dias chuvosos e escuros de inverno, aumentado pelo desconforto da sala, fria e húmida, e pelos cheiros a salitre e bafio das paredes, do barro molhado dos ladrilhos, do pó do giz penetrado pelo odor dos corpos das crianças que não viam banho e das roupas mal lavadas.
A caminho da escola, sempre a correr, ia-se acentuando em mim a angústia de não ter estudado a lição, de levar uma conta por fazer e um problema por acabar. Quantas reguadas e outros mimos da pedagogia de então estariam à minha espera?
– Dói aí no «M», não é? É onde mais dói quando está frio.
Dizia-me o Lenine (nome consentido anteriormente à implantação de Estado Novo) referindo-se aos vincos da palma da mão, ou “linhas da vida” que, na sequência de uma dúzia de reguadas, avivavam a cor rubra no meio do branco arroxeado das nossas mãos, sobretudo quando “engadanhadas” pelo gelo nas manhãs de Inverno.
O pai deste meu vizinho de carteira, um dos poucos alunos de pés calçados, ex-ferroviário, com cadastro na polícia política, dizia para quem quisesse ouvir que um dia não se continha e que, se mais alguma vez o filho lhe chegasse a casa com as frieiras dos dedos das mãos a sangrarem, rebentadas pelas reguadas daquela “besta”, era ele próprio que iria à escola e havia de ser mesmo ali na aula, em frente dos alunos, que o ensinaria a ser bom cristão.
O tempo passou e o pai do Lenine nunca nos deu esse prazer. Estávamos nos últimos e tristes episódios da Guerra Civil de Espanha e o nosso herói, uma noite, atravessou a fronteira a monte, foi juntar-se aos republicanos e não voltou a tempo de cumprir a promessa. Dizia-se que fora morto em combate, mas havia quem aventasse que fora passado pelas armas em Badajoz.
Era voz corrente entre os opositores ao regime do generalíssimo, que havia outros portugueses, acérrimos salazaristas, defensores da ideologia franquista, que iam ver os fuzilamentos dos “vermelhos” na praça de touros da vizinha cidade espanhola. A verdade é que nunca se chegou a saber qual foi a sorte do pai daquele meu condiscípulo.
Este nosso professor, é triste dizê-lo, foi a única pessoa a quem deixei de falar, de dar os bons dias, sequer. Sendo Évora uma cidade pequena, onde todos os dias as pessoas se cruzavam na rua, no jardim ou em qualquer outro lugar, ao passar por ele, eu virava, disfarçadamente, a cara e dizia para dentro de mim: «nunca mais me bates, grande filho da puta!».

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Grupo invade escola em Gaia com arma de fogo para agredir alunos

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Suspeitos, que serão ex-alunos da escola, arrombaram a porta em vidro para, alegadamente, se vingarem dos estudantes.

Grupo invade escola em Gaia com arma de fogo para agredir alunos

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Aviso de abertura – Açores

 

Concurso interno e externo de Provimento 2025/2026

Aviso de abertura

Regulamento

Regulamento do Concurso

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A pergunta do jornalista que…

Um jornalista perguntou ao Presidente, porque não usava fatos.

A resposta do presidente nada disse sobre ele, mas a pergunta do jornalista, tudo disse sobre o trabalho do mesmo…

O jornalismo num país muito nos diz sobre a forma de pensar dos seus habitantes.

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Afinal, só 10% das escolas do 1.º Ciclo têm menos de 20 alunos

David Justino refez as contas do estudo publicado pelo Edulog e os valores são inferiores.

 O estudo do antigo ministro da Educação David Justino para o Edulog, divulgado na última terça-feira, concluía que 40% das escolas do 1.º Ciclo tinham menos de 15 alunos. No entanto, refez os cálculos que apontam para valores mais baixos: só cerca de 10% das escolas do 1.º Ciclo têm menos de 20 alunos, esclareceu ontem ao JN, pedindo desculpa, mas que “não tinha qualquer intuito alarmista”.

Afinal, só 10% das escolas do 1.º Ciclo têm menos de 20 alunos

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A falta de apoio psicológico no país do come-e-cala – João André Costa

 

O Luís não existe e o Luís não é professor, o Luís é uma personagem fictícia e esta é mais uma história verdadeira acabada de inventar.
E porque o Luís não existe, a escola do Luís também não, caso contrário o seu chefe de departamento não teria explodido às gargalhadas quando o Luís lhe disse sofrer do transtorno obsessivo-compulsivo até porque e de imediato o Luís não existe e como não existe não pode igualmente sofrer de qualquer transtorno para além do transtorno acabado de dar ao próprio chefe.
E portanto toca a continuar a lavar as mãos uma e outra vez depois de tocar na parede, na mesa, na porta, na caneta, no quadro, no computador, o teclado do computador limpo todos os dias porque usado mil vezes por mil pessoas, a pele das mãos sempre seca a pontos de gretar pelas costuras tal como os enfermeiros nos hospitais mas isto não é um hospital, é uma escola, mas às vezes mais parece um hospital.
E suar a noite toda à Segunda, à Terça, à Quarta e todos os dias da semana antes de ir para a escola mais a ansiedade de quem não sabe quanto vai acontecer e ninguém com quem falar, comer e calar, a semana chega sempre ao fim mas o Luís talvez não acordado desde a uma da manhã ou então desde as duas e o Luís já atrasado a correr para a escola a meio da noite enquanto o mundo, ou metade dele, dorme.
Porque às 8 da manhã todas as aulas planeadas, todos os passos ensaiados, todas as perguntas repetidas, nenhum dedo apontado, experimentem dar aulas noutra língua e vão ver.
E por conseguinte sair de casa uma, duas, três vezes, trancar a porta uma, duas três vezes e já na rua voltar a casa já esquecido se trancou a porta como deve ser uma, duas, três vezes e o caminho todo de três em três minutos a revistar os bolsos e a pasta a contar o material todo uma, duas, três vezes para repetir o processo todo quando o dia chega ao fim e a caminho de casa sempre na certeza de ter deixado algo para trás e prontamente os dedos acusadores.
Dormir pouco, três a quatro horas, seis no máximo dos máximos fins-de-semana incluídos e como de costume sonhar com a escola e por consequência o Luís nunca desliga e porque nunca desliga precisa de ajuda mas a ajuda não existe e talvez bastasse ter com quem falar, tarefa de todo impossível quando se está a dois mil quilómetros de casa e entre o sotaque e os comportamentos excêntricos do hispânico não há quem lhe dê nem tempo nem apoio e na ausência de outros hispânicos igualmente distantes o Luís está por sua conta.
Até ao dia.
O Luís sofre de trauma, do trauma de partir, do trauma de chegar, o trauma de não ter com quem falar e nos gestos repetidos a certeza, a segurança, a vã tentativa e a vã esperança do corpo assente na terra até porque os pés estão sempre no ar e ainda hoje a voar para uma terra distante, incerta e ignara.
E não fosse ignara e, estou certo, já alguém teria dado pelo Luís e talvez seja o frio e estou certo e convencido ser o frio, a distância, a impossibilidade legal de um abraço, quando muito um aperto de mão, os nórdicos são iguais e o álcool como a única e elementar bóia de salvação e graças a Deus ao Luís basta a cerveja, de resto apenas à Sexta e ao Sábado, senão para quê viver.
Um dia encontram o Luís estendido no chão algures na escola depois de um fanico ou um colapso ou então os dois e os juízos peremptórios do “eu bem lhe disse” e “eu fartei-me de o avisar” mais o “mas ele nunca queria falar com ninguém” ou “para ele estava sempre tudo bem” e estava sempre tudo bem porque a cultura assim determina quando a pergunta é sempre a mesma e “Está tudo bem” seguido de um ponto de interrogação não é de todo um “Gostava de falar contigo porque estou preocupado” e a vida é sempre a abrir e a mil à hora sem tempo para conversas, os dedos em riste são por demais céleres e uma pessoa sozinha nesta terra e sem emprego não é ninguém e não é nada.
E como o Luís continua estendido é preciso chamar o pessoal das limpezas para varrer o Luís do chão para dentro de um saco para dentro do lixo e adeus ao Luís até nunca mais ver.
De resto o Luís pouco importa, não era dos nossos e tinha um falar esquisito, e enquanto se deita fora o Luís no contentor à espera da Quarta-feira (a recolha do lixo é sempre à Quarta e como está frio o Luís não vai cheirar) basta de caminho abrir o portão para mandar entrar o Luís seguinte numa longa fila de Luíses à porta da escola e até ao virar da esquina e todos à espera da sua vez, todos à espera para ocupar o teu lugar.

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O mundo é um reality show…

e temos um dos concorrentes que julga estar numa taberna…

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Reserva de Recrutamento 23 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 10 – 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 23.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e Colocações Administrativas da 10.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 3 de março, até às 23:59 horas de quarta-feira dia 5 de março de 2025 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 23 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 10 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento 23 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 10 – 2024/2025

 

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O sindicato vai à escola…

 

De seguida, os professores correm todos para a secretaria e para a direção para esclarecerem as suas dúvidas.

Estamos nisto…

 

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Rapaz de 13 anos com faca invade escola em Sintra.

Um rapaz de 13 anos esteve fechado numa sala de aulas da escola D. Carlos I, em Sintra, após ter invadido o estabelecimento de ensino armado com uma faca, com a qual ameaçou agredir alunos e professores.

Ninguém ficou ferido. O menor foi trancado na sala pelos professores. Está neste momento a ser observado pelos bombeiros.

Rapaz de 13 anos com faca invade escola em Sintra.

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Proposta de alteração à Mobilidade por Doença

 

Proposta

 

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Tribunal declara “inconstitucional” lei que limita regresso da Função Pública à Caixa Geral de Aposentações

Decisão judicial contraria diploma interpretativo, com origem no Governo e viabilizado pelo Parlamento, e dita o direito à reintegração de um professor que saiu e depois voltou à escola pública.

Tribunal declara “inconstitucional” lei que limita regresso da Função Pública à Caixa Geral de Aposentações

 

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Da minha escola vê-se o mundo a mudar -José Afonso Baptista

Da minha escola vê-se o mundo a mudar

Está situada no espaço do sonho e lá bem no fundo da imaginação. Foi observada a olhar e a repensar o ser humano desde as suas origens até ao fim incerto e temeroso que nos espera e o que a história nos ensina sobre aquilo que somos! Sabemos de onde vimos, não sabemos para onde vamos. Temos de olhar para dentro de nós, temos de olhar à nossa volta, ver as reviravoltas que o mundo deu, as barbaridades do homem ontem e as desumanidades do homem hoje, e esperar que as crianças e os jovens tenham mais juízo que os adultos. A nossa esperança temos de situá-la na pureza inicial e não na crueldade dos megalómanos que dominam o território, que seduzem, no seu egoísmo atroz, os ingénuos que aspiram segui-los, apoiá-los e trepar pelos mesmos degraus da insanidade e da ganância. Gente reles!

A melhor escola está dentro de cada um de nós. O que a escola tem de fazer não é sufocar os nossos talentos ou as nossas ambições, é ir ao seu encontro, conhecer, esclarecer, desenvolver, aprofundar, superar. Dentro de nós estão desenhos com formas e cores tão diferentes, jardins floridos, paisagens coloridas, notas musicais, campos de jogos, campos agrícolas, motores de aviões, tudo o que o imaginário pode conceber está nas nossas mentes à espera de oportunidades que nos realizem, nos façam crescer. Dentro de nós está o mar imenso e o céu infinito. O maior vício da escola foi apagar tudo isso, foi afogar visões tão puras e diferenciadas eliminando os desígnios pessoais e todo o seu potencial. Numa imagem grosseira e agressiva, foi deitar o lixo imundo num vaso de flores coloridas e perfumadas. Retiramos de nós o que há de puro e original, a nossa idiossincrasia, e substituímos por uma pilha elétrica uniforme, de fraca intensidade, que não ilumina o caminho. Temos de inventar uma nova escola!

Muitos professores, desiludidos, continuam a desistir, a desertar. A capacidade de atração é mínima. Temos de inventar novos professores e de valorizar os que resistem. Temos de definir o perfil ótimo do professor em três vertentes-chave: 1) a vertente científica, com o foco na metodologia da investigação em todos os ciclos da docência; 2) a tecnológica, incluindo a IA, como repositório e suporte de todo o saber acumulado ao longo dos séculos; 3) a pedagógica, centrada na autonomia e individualização das aprendizagens, suportadas por uma plataforma digital que identifique e acompanhe cada aluno desde a primeira infância, analisando forças e fraquezas como marcos para a sua avaliação e orientação. Os professores merecem ter objetivos e incentivos fortes, um itinerário preciso para a sua promoção e ascensão. As escolas precisam de todos.

Os docentes que cumpram estes objetivos até aos mais elevados graus académicos deverão triplicar o vencimento. O seu número reduzido será compatível com o orçamento. Aos outros docentes em serviço deverão ser dados incentivos para poderem atingir os requisitos enunciados, garantido os custos da sua formação em serviço, sempre com a possibilidade de subir ao primeiro escalão.

Os professores em falta poderão ser substituídos por professores virtuais, programados para desempenhar todas as funções rotineiras e burocráticas: corrigir os erros, prestar esclarecimentos, avaliar os trabalhos, sugerir caminhos adequados às motivações e necessidades dos alunos. A IA permite cumprir com grande eficácia todas estas e outras tarefas, libertando os professores humanos para as funções inacessíveis às máquinas.

Face a este quadro, para que servem afinal os professores humanos? No essencial: 1) Para programar e reformular os professores virtuais de acordo com o perfil de cada aluno: 2) Para desempenhar as funções humanas inacessíveis às máquinas: as relações humanas, o trabalho de grupos, a empatia, a cooperação, a criatividade, os valores, a personalidade, o caráter, as dúvidas, enfim, um largo espetro de variáveis só acessíveis aos humanos.

Os professores virtuais podem completar os humanos com algumas vantagens: não se cansam, não têm horários, podem assistir os alunos aos sábados, aos domingos e feriados, a qualquer hora, na escola ou em casa. Neste cenário não há alunos inativos. Cada aluno pode ter um professor virtual, adaptado ao seu perfil, com capacidade para acompanhar e estimular no sentido desejado, para corrigir os erros comuns, para dar respostas a dúvidas, inclusive para gerir os conhecimentos necessários. A IA é o salto para a individualização das aprendizagens, proporcionando a cada aluno um tutor individual.

A escola de hoje assenta no computador e na IA. Reside aqui o maior repositório do conhecimento de todos os tempos, igualmente acessível a professores e alunos, abrindo portas à autonomia e à individualização das aprendizagens, estimulando a iniciativa e o espírito crítico. O computador que fornece todo o tipo de conhecimento e de informação também recolhe e organiza as atividades dos alunos. São os dados que nos permitem ver o caminho percorrido e definir as orientações para o caminho a percorrer. O sistema informático da escola e da educação a nível nacional deve dispor de uma plataforma digital, como existe na saúde, que receba e organize toda a informação de cada aluno, todas as produções e iniciativas individuais, desde o pré-escolar até ao superior. O diagnóstico e o percurso são a fonte mais segura para a avaliação e orientação de cada aluno.

O sistema educativo tem de ter uma base de dados fiável e atual que seja o retrato vivo da sua ação, da sua eficácia, dos seus pontos críticos, das suas forças e fraquezas. O professor que chega de novo tem de ter a porta aberta para ver e analisar o rumo a seguir.

Conclusão: o computador é hoje o melhor suporte das aprendizagens, da escola e da vida. Quanto mais cedo começar, melhor, e a alfabetização deve começar por aí. Mas não podemos esquecer a outra face do crescimento: brincar, conviver, jogar, praticar desporto, conhecer o mundo das artes, dar oportunidade à liberdade de cada um para realizar os seus sonhos. Este é o espaço que deve ser articulado com o computador e as aprendizagens tradicionais da escola. É preciso equilibrar bem a balança entre os dois polos da vida.
diário as beiras | 27-02-2025

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Quando saiu de uma negociação…

…e falo de tudo mais alguma coisa, menos do assunto que fui negociar…

Quererá dizer que não tenho interesse nenhum no assunto ou estou interessado em gerar dúvidas nos que digo representar?

Sei lá eu… já devia estar noutra fase da minha vida e ainda para aqui ando a inventar…

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Voltamos a ler ao minuto…

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Alteração à MPD… não acreditem em tudo o que ouvem

para já…

Os professores só vão poder concorrer à mobilidade por doença com um atestado multiusos. O Governo pretende ultrapassar a demora, desta avaliação médica, permitindo aos centros de saúde certificar a incapacidade. Docentes com pais ou sogros doentes deixam de ser abrangidos por este regime.

Calma lá que a negociação continua dia 3 de março…

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Tolerância de ponto no Carnaval

Despacho n.º 2678-A/2025

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Aumento de 7,4% no número de ocorrências nas escolas, face a 2022/23

No ano letivo de 2023/2024 a Polícia de Segurança Pública (PSP) foi responsável pela segurança de 3.173 estabelecimentos de ensino, bem como de 902.041 alunos e de mais de 150.000 pessoas do pessoal docente e não docente. A PSP possui 368 polícias afetos às Equipas do Programa Escola Segura (EPES).

No ano letivo de 2023/2024, as EPES registaram 4.107 ocorrências, sendo 2.956 de natureza criminal e 1.151 de natureza não criminal, o que representa um aumento de 7,4% do número total de ocorrências face ao ano letivo 2022/2023. Verificou-se ainda um aumento do número de ocorrências criminais (+9,2%), bem como um aumento do número de ocorrências não criminais (+3,1%). Apesar deste aumento, o número total de ocorrências, bem como o número de ocorrências criminais e não criminais, continuam a ser inferiores à média da última década.

Estas ocorrências podem ser verificadas no interior ou exterior (imediações e percursos casa-escola-casa) dos estabelecimentos de ensino e ainda decorrerem, cumulativamente, em ambos os locais. Das ocorrências criminais registadas, 71,4% tiveram lugar dentro do recinto escolar e 28,6% no seu exterior/imediações. Quanto às ocorrências não criminais, cerca de 70% decorreram dentro do recinto escolar enquanto 30% no seu exterior/imediações.

No ano letivo em apreço, no âmbito do PES, foram contabilizados 3.441 crimes, uma vez que na mesma ocorrência pode ser verificado mais do que um crime, ao passo que no ano letivo 2022/2023 foram contabilizados 3.110 crimes, o que se traduz num aumento de 10,6% do número de crimes. Manteve-se a tendência de predominância dos crimes de ofensas corporais e de injúrias e ameaças, que representam um aumento de 8,8% e 14,7%, respetivamente, em comparação com o ano letivo anterior.

N.º DE CRIMES (POR TIPO)
Ofensas Corporais Injúrias Ameaças Furto Roubo Vandalismo Dano Posse e Uso de Arma Tráfico Estupefacientes Ofensas Sexuais Outros Tipos Total
1.346 946 472 75 144 38 20 87 310 3.441

Em comparação com o ano letivo 2022/2023 registaram-se mais 4 (quatro) ocorrências de posse e/ou uso de armas, nas quais foram detetadas 39 armas (5 armas de fogo, 30 armas brancas e 4 armas de outras tipologias), o que se traduz num aumento de 11,4% do número total de armas detetadas (+4 armas de fogo, +3 armas brancas e -3 armas de outras tipologias).

Por outro lado, registou-se o número mais baixo de crimes de roubo (75) dos últimos 5 anos letivos (exceto o ano letivo 2020/2021 – período da pandemia), representando um decréscimo de 8,5% em comparação com o ano letivo 2022/2023.

As situações relacionadas com bullying e cyberbullying também apresentaram uma diminuição. No ano letivo 2023/2024 registaram-se 134 situações relacionadas com bullying (-5 que no ano letivo anterior) e 30 relacionadas com cyberbullying (-9 que no ano letivo anterior).

Assim, das 2.956 ocorrências de cariz criminal verificadas, 5,5% estiveram relacionadas com estes comportamentos, o que representa uma diminuição em comparação com período homólogo. No ano letivo 2022/2023 o total das situações relacionadas com estes comportamentos (178) representaram 6,6% das ocorrências criminais.

No ano letivo 2023/2024 foram realizadas 11.408 ações grupais de sensibilização que contaram com a participação de 615.739 alunos. Nestas ações foram realizadas 31.920 apresentações temáticas (são abordados vários temas em cada ação) que contaram com a participação de mais de 703.000 alunos, dos quais se destacam o bullying e cyberbullying (6.666 apresentações; representa cerca de 21% do total das apresentações), prevenção e segurança rodoviária (3.221 apresentações), álcool e drogas (2.738 apresentações), utilização segura das novas tecnologias (1.883 apresentações), violência doméstica e no namoro (1.795 apresentações) e direitos humanos (1.466 apresentações).

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Escolas com pré-escolar vão receber 226 novos funcionários

um número, claramente, insuficiente.

 

O Ministério da Educação vai atribui uma verba de 3,7 milhões de euros às autarquias e garante a “entrada imediata” de 226 assistentes operacionais. Em semana de greves, a Associação Nacional de Municípios Portugueses alerta para elevada taxa de absentismo e dificuldades no recrutamento.

Escolas com pré-escolar vão receber 226 novos funcionários

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Estou de acordo com a junção do primeiro e segundo ciclos

Alunos do primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, e sexto anos, todos na mesma turma.

Temos o dinheiro do PRR para fazer obras nas escolas e aumentar o tamanho das salas de aula. E também poupamos no número de professores.

 

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Também podemos rever o calendário escolar…

 

50% dos alunos terão aulas, de 50 minutos, de 1 de janeiro a 30 de junho e os outros 50% de 1 de julho a 31 de dezembro.

Assim só necessitamos de metade dos professores…

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Estou de acordo com o estudo EDULOG num ponto

Reduzir aulas para 50 minutos.

50 minutos de Português por semana

50 minutos de Matemática por semana

50 minutos de Ciências por semana

50 minutos de Inglês por semana

50 minutos de Geografia por semana

50 minutos de História por semana

50 minutos de Cidadania por semana

50 minutos de cada disciplina por semana

E assim se resolve o problema da falta de professores…

 

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Conselho Nacional da Educação sugere ensino online para alunos sem professor

A ideia foi lançada durante uma audição na comissão parlamentar de Educação e Ciência sobre o relatório do Estado da Educação 2023, divulgado em janeiro, em que o CNE destaca como preocupantes a falta de professores e, consequentemente, o número de alunos sem aulas

Conselho Nacional da Educação sugere ensino online para alunos sem professor

O presidente do Conselho Nacional da Educação (CNE) sugeriu esta terça-feira que o ensino online pode ser uma das respostas para mitigar o impacto nas aprendizagens da falta de professores e propôs também a contratação de mais docentes estrangeiros.

“Não sei se já estamos a explorar devidamente as potencialidades da formação online, se não necessitaremos de pensar mais acerca desta matéria”, afirmou Domingos Fernandes.

A ideia foi lançada durante uma audição na comissão parlamentar de Educação e Ciência sobre o relatório do Estado da Educação 2023, divulgado em janeiro, em que o órgão consultivo do Governo destaca como preocupantes a falta de professores e, consequentemente, o número de alunos sem aulas.

Em resposta aos deputados, o presidente do CNE considerou que a aposta na formação inicial de professores não permite responder ao problema a curto prazo e defendeu a necessidade de explorar outras alternativas.

Um dos caminhos pode passar por sistemas que permitam apoiar os alunos que estão sem aulas por não terem professor através de aulas online, sugeriu Domingos Fernandes questionando se os “meios disponíveis ou que se podem disponibilizar em termos de formação online” estão esgotados.

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NECESSIDADES DE PROFESSORES: DEFICIT OU INEFICIÊNCIA NA GESTÃO DA OFERTA DE ENSINO?

O estudo apresenta alguns dos fatores que poderão justificar o deficit de professores nas escolas públicas, a começar pela organização da rede de ofertas escolares, onde existe uma elevada discrepância na distribuição dos alunos. De acordo com os resultados divulgados, cerca de 40% das escolas de Portugal continental têm menos de 15 alunos e 26% têm menos de 10 alunos, distribuídos pelos diferentes anos dos ciclos de escolaridade. No caso do 3.º ciclo do ensino Básico, em particular, identifica-se uma tendência para o aumento do número de escolas com menos de 15 alunos – nomeadamente cinco alunos por ano de escolaridade – decorrente da quebra demográfica registada na maior parte das regiões do Continente. Relativamente ao ensino Secundário, o cenário é ainda mais alarmante, com mais de 60% das ofertas de cursos profissionais das escolas públicas a registarem menos de 15 alunos, o que representa um desperdício de recursos, sobretudo de professores e de dinheiros públicos.

 

NECESSIDADES DE
PROFESSORES:
DEFICIT OU
INEFICIÊNCIA NA GESTÃO
DA OFERTA DE ENSINO?

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O RITS anda pelas ruas da amargura e ninguém se entende

 

 

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Escolas com poucos alunos, turmas pequenas e demasiadas horas de aulas por semana agravam falta de professores

Estudo do think tank Edulog conclui que “ineficiência” na gestão das escolas públicas também está a contribuir para a falta de professores. Um em cada quatro estabelecimentos de ensino do 1º ciclo tem menos de 10 crianças, o rácio docente/aluno é baixo e a dispersão de disciplinas é excessiva

Escolas com poucos alunos, turmas pequenas e demasiadas horas de aulas por semana agravam falta de professores

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A violência e os crimes nas escolas voltaram a aumentar

Os dados são do mais recente relatório do Programa Escola Segura da PSP, a que o Expresso teve acesso. Violência dos alunos é “reflexo” da sociedade civil, explica a coordenadora do programa

É o “reflexo” da sociedade civil: a violência e os crimes nas escolas voltaram a aumentar

Os crimes e a violência voltaram a aumentar nas escolas portuguesas, sobretudo na área da Grande Lisboa. No ano letivo de 2023/24 subiram de forma abrupta as agressões, os insultos, os atos de vandalismo e os furtos, cometidos principalmente no interior dos recintos escolares. Os dados são do mais recente relatório do Programa Escola Segura (PES) da PSP, a que o Expresso teve acesso.

 

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Governo vai criar linha de apoio para alunos vítimas de bullying

A criação de uma linha de apoio específica para os alunos vítimas de bullying é uma das recomendações do grupo de trabalho, cujo relatório revela que, em média, em cada 17 alunos, um considera já ter sofrido de bullying

Governo vai criar linha de apoio para alunos vítimas de bullying

O Governo anunciou esta segunda-feira a criação de uma linha de apoio para alunos vítimas de bullying, uma recomendação do grupo de trabalho de combate a este fenómeno nas escolas, que revela que perto de 6% já se sentiu vítima.

O compromisso foi assumido pelo secretário de Estado e Adjunto da Educação no encerramento da sessão de apresentação do Relatório do Grupo de Trabalho de Combate ao Bullying nas Escolas, que decorreu esta segunda-feira na Escola Secundária Rainha Dona Leonor, em Lisboa.

“É uma necessidade que reconhecemos, é algo diferenciador face àquilo que tem sido feito e há uma grande necessidade de fazer algo que é diferenciador”, afirmou Alexandre Homem Cristo.

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O presente envenenado na educação inclusiva

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Se houver irregularidades o Ministério falhou – FNE

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Regulamento de Atribuição de Bolsas a Estudantes Inscritos em Ciclos de Estudos Conducentes à Habilitação Profissional para a Docência.

Regulamento de Atribuição de Bolsas a Estudantes Inscritos em Ciclos de Estudos Conducentes à Habilitação Profissional para a Docência.

Despacho n.º 2483-A/2025, de 21 de fevereiro

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Alunos que entraram este ano letivo em cursos de professores e que ingressarem no próximo ficam isentos de propinas

Governo vai pagar até 2500 bolsas a estudantes de licenciaturas em Educação Básica e mestrados em Ensino. Quem receber o apoio fica obrigado a concorrer a escolas públicas nos três anos seguintes à conclusão do curso. Caso contrário terá de devolver os montantes recebidos

Alunos que entraram este ano letivo em cursos de professores e que ingressarem no próximo ficam isentos de propinas

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147 denúncias por falta de habilitações de docentes

Professores que entraram no quadro no concurso externo extraordinário arriscam perder vínculo.

147 denúncias por falta de habilitações de docentes

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Reserva de Recrutamento 22 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 09 – 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as Listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 22.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e Colocações Administrativas e Retirados da 9.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 24 de fevereiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 25 de fevereiro de 2025 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 22 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 09 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento 22 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 09 – 2024/2025

 

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Um ensino em decadência – o motivo de não haver professores

O Desafio de Educar em Tempos de Mimos e Conformismo. O que perdeu a escola de Hoje?

Um ensino em decadência – o motivo de não haver professores

Estamos a criar e a educar Pequenos Príncipes, habituados a serem servidos, em vez de treiná-los para servir com respeito, empatia e sobretudo para descobrirem as suas capacidades e serem felizes, na verdadeira descoberta das suas potencialidades.

Pais e Filhos: Quem Realmente Educa na Sociedade Atual?

É notória a falta de Desafios na Educação, a começar em casa. Estaremos nós, adultos de hoje, a criar uma Geração sem Fronteiras ou sem Limites?

– Tudo é dado, sem desafio, sem esforço;

– Eliminam-se todas as barreiras do trabalho;

– O esforço e a vitória da conquista suada, sao proibidos;

– Ensinar/ajudar pais e filhos a recuperar, melhorar o desempenho é proibido. Não é a criança que deve fazer, é o professor que deve baixar os objetivos, criar, reinventar para cada aluno, em particular. Se tiver 100, terá de adaptar para 100.

– Dar uma opinião a um pai, é falta de educação; Ponto. Não se discute este tema tabu.

– Alertar atempadamente um pai para os caminhos que o filho trilha, é falta de respeito por parte do professor;

– Falar com um aluno “fora de si”, que envie o professor ou o funcionário para um “certo lugar”, terá de ser sempre “Baixinho”, porque é feito de cristal. Já tu, o adulto, não podes sentir, ser e muito menos repreender, quanto mais levantar a voz.

Ora, é preciso distinguir um pic de crise (e aí sim, deixar o aluno estrebuchar, afastando objetos e pessoas), de uma simples BIRRA de PREPOTÊNCIA; a birra do: “eu estou cheio de mim e da convicção que me colocam na cabeça, aquela, que diz que o aluno e os pais podem colocar um professor ou um funcionário em problemas. Aquela que me conduz à direcção com o meu pai para passar “uma descasca” a quem se atreveu a ficar com o meu telemóvel porque o meu pai, mais irresponsável do que eu, me ligou em plena aula, (para dizer que o meu lanche é croissant com creme de ovo sem amêndoa, porque a incompetente da sra da pastelaria não reservou o meu croissant preferido).

Aliás, as crianças verbalizam os seus direitos: “Eu vou dar cabo de você porque eu vou me queixar e você vai passar mal!”

E não é que eles têm razão????

Muitos adultos desistem de serem uma figura autoritária para os filhos, passando essa responsabilidade para a escola. As direcções não dão mãos a medir e, por vezes são inconscientemente injustos com os seus professores e funcionários.

Onde estão os professores do antigamente? E onde estão os pais que criaram esta nova geração de pais com tanto esforço e que diziam: “Professora, aperte com ele e avise-me sempre que ele faltar ao respeito a alguém. Aiii dele!”

Hoje, as reclamações são precisamente o oposto: – “Eu não permito que o meu filho não tenha intervalo, eu não permito isto, aquilo, acolá. É alérgico a leite, ao chocolate, ao amendoim, a tudo menos a palavrões e mau comportamento.

– O quê, o meu filho tem negativas?

– Falou mal?

– Teve uma atitude menos apropriada?

…Ooooh professora, não devemos ligar… São crianças!

Mas… tem de me explicar esta negativa. O meu filho tem “direito” às medidas para apoio, alíneas a), b), c), d), todas as alíneas do abecedário, que lhe permitam transitar sem esforço. Portanto, se tem 8 negativas a culpa é dos professores que não aplicam todas as alíneas.

– Não há mais alíneas? Já se esgotaram todas as medidas de suporte às aprendizagens e à inclusão? Olhe…invente mais uma!

– Não me diga que ele é desatento nas aulas. Em casa está sempre tão concentradinho a ver TV e a jogar no telemóvel. Nem pestaneja!

– Ouve mal ou apenas o que lhe convém? Deve ser culpa dos fones. Vou lhe comprar outros.

– Falou mal para um adulto?

O adulto que não lhe respondesse!!! O meu menino tem síndrome da oposição, saí ao avô.

– Já agora, teve direito a leitura dos testes fora da sala? Com que professor? O do ano passado era melhor. Os resultados eram outros…

– Nunca faz trabalhos de casa?

– Se eu já vi os cadernos?…. Ora vamos lá ver… Oh professora, isto é estilo!!! Estes rabiscos e o não tomar notas, é uma forma peculiar de estar na vida. Ele tem uma veia artística.

– O que me está a dizer? Não fizeram acomodações nesta disciplina? Então deve passar do nível 2 para 3. A culpa é dos professores.

Professores, precisam-se.

Mas quem quer ser fantoche? Burro com cobardia?

Obrigam-nos a fechar os olhos e a calar a boca. Se necessário “ficamos à porta” das reuniões, vedam-nos o direito de participação conjunta, porque já falámos demais com os pais com todas as palavras.

É importante excluir um docente que veio perturbar o nosso sossego, a aparente harmonia de um sistema, que todos sabem que há muito que anda à deriva, mas haja fé que ainda se pode tapar o sol com a peneira e peneirices.

Sejamos sinceros.

Será solução fingir um mundo escolar ou uma escola perfeita, quando a escola é uma micro sociedade, ou seja, o reflexo de um mundo conflituoso, egoísta, antipático, antissocial, cansado e vencido?

Serão os jovens realmente mais felizes com este modelo atual de educação e de sociedade?

Quem de nós, ama viver sem desafios, sem horizontes, conduzidos por adultos fragilizados e bombardeados por todas as frentes?

Tanto eu como Muitos dos meus colegas já fomos professores dos pais de hoje. O que falhou?

Nunca o sistema educativo teve uma classe profissional tão envelhecida (havemos de nos reformar já com um pé no Lar de idosos, ou com a cova já aberta. Recordo uma colega da EB, 2.3 Freixianda, que faleceu no ano letivo passado, um mês após a reforma).

Nunca a educação teve professores tão BEM PREPARADOS, tão bem formados, não só pela formação obrigatória, mas porque moldaram-se a vários métodos, várias experiências.

Um professor hoje é um acrobata talentoso que faz malabarismo com sabedoria empacotada em livros, mas sobretudo no terreno. É dos profissionais que mais estuda, dos que menos dorme e é tão “chutado para canto”.

Queridos pais, reitero o que já disse a alguns: cuidem do vosso MAIOR Projeto…

. Verifiquem como estão os cadernos, quais os TPC’s, deixem os vossos filhos treinar perante a incógnita, a dúvida. Deixei-nos levar dúvidas para esclarecer nas aulas seguintes.

. Reforcem a obrigatoriedade do respeito para com todos.

. Mandei-nos deitar cedo e com o telefone e PC na sala (nunca no quarto).

É difícil????

Parem de olhar para a escola como a solução para a vossa falta de autoridade:

” já não sei o que lhe fazer!”

” Mas que idade tem o menino?

” onze/doze.

O que fariam os vossos pais na vossa situação?

O que se espera, afinal, da educação?

A missão dos professores nos dias de hoje, vai além de simplesmente entregar conhecimento; é formar cidadãos, capazes de enfrentar desafios, de compreender as suas responsabilidades e de respeitar os outros. Mas, para que isso aconteça, é necessário que todos, pais, alunos e educadores, se unam num propósito comum: a formação de um ser humano íntegro e capaz. Infelizmente, o atual sistema, muitas vezes, favorece a facilidade e o conformismo, em detrimento do esforço, do respeito e do desenvolvimento real. Não podemos continuar a construir uma geração que foge dos desafios e acredita que tudo lhe é devido, sem o trabalho árduo e o respeito pelas regras e pelos outros.

O futuro das nossas crianças depende de nós, e é preciso que cada um assuma sua parte nesse processo. Precisamos voltar a acreditar que, sim, o esforço é necessário para conquistar, que a educação é, antes de tudo, um processo de aprendizagem constante e, mais importante, de autodescoberta.

Só assim poderemos formar uma sociedade realmente mais forte, capaz de lidar com os verdadeiros desafios da vida.

Como nos ensina Spencer Johnson em “Quem Mexeu no Meu Queijo?”, “A mudança acontece quando decidimos deixar o medo para trás e começarmos a nos adaptarmos à mudança.”

Na educação, tenho visto a mudança da Lei para a Inclusão numa constante alteração todos os 10 anos

Se antes a escola se baseava em modelos padronizados, hoje, com o Decreto-Lei nº 54/2016, o ensino individualizado e personalizado tornou-se uma realidade. O DL 54, ao estabelecer que cada criança deve ter um percurso adaptado às suas necessidades e capacidades, visa garantir que todos possam aprender da melhor forma possível.

No entanto, como no livro, a realidade muitas vezes é mais complexa do que parece. O modelo ideal de ensino personalizado é desejável, mas, na prática, torna-se um desafio quase impossível de implementar de maneira eficaz em larga escala.

As escolas, com as suas limitações de recursos, e os professores, muitas vezes sobrecarregados, encontram-se no meio desse dilema: oferecer a personalização de ensino sem sacrificar a qualidade e a equidade para todos.

A mudança na educação exige não apenas a intenção, mas uma adaptação constante à realidade. Para que a promessa de um ensino verdadeiramente individualizado se concretize, todos – pais, alunos, educadores e governo – precisam estar dispostos a mudar, a se desafiar e, acima de tudo, a entender que, por mais que a personalização seja desejável, ela exige mais do que um simples decreto: requer esforço, compromisso e uma mudança cultural na maneira como encaramos a educação.

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Ministro está a chamar professores para provar habilitações. Há já colocações anuladas

Há docentes que mudaram a vida toda em função de uma vinculação ao Estado, que pode agora ser anulada. DGAE argumenta que os cursos com os quais concorreram e que foram validados pelas escolas não lhes conferem habilitações para os grupos disciplinares pelos quais vincularam

Ministro está a chamar professores para provar habilitações. Há já colocações anuladas

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Arquipélagos – Paulo Guinote

Quando olho hoje, literal ou metaforicamente, para as “salas de professores”, não vejo qualquer continente, mesmo que dividido por fronteiras, mas um vasto mar tempestuoso, onde se avistam ilhas, algumas isoladas, muitas dispersas e outras agrupadas em “arquipélagos” de configuração variada, ligados por relações que, em tantos casos, se limitam a estratégias de sobrevivência, num ambiente cada vez mais hostil.

Arquipélagos

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