Rui Cardoso

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Urge abrir a escola dos pais para que possam aprender a comportar-se. Primeira lição: ao professor não bate

 

A la maestra

A linguagem está infetada. É frequentemente infetada por políticos e infetada por quem fala ou escreve nos média. O nosso vício por um jargão que muitas vezes esconde uma rejeição à clareza acaba atrapalhando a linguagem comum. Como resultado, às vezes conversamos sobre assuntos do quotidiano como se estivéssemos num debate televisivo ou a fazer declarações num noticiário. Num canto do jornal, não tão à vista, quanto eu, deveria estar, acho que em Granada uma mãe agrediu a professora do seu filho, porque as regras do centro não permitiam a falta de pontualidade num dia musical. A mãe, fora de si, agarrou os cabelos da professora, pontapeou-a e insultou-a. Tudo na frente da criança. Deus nos livre das mães que nos amam tanto. A professora acabou no hospital: as contusões são curadas antes dos sustos e do trauma que causa uma agressão.

Li que a diretora do centro declarou que a paz é alcançada através do diálogo, e que a Conselheira da Educação é solidária com o seu caso e rejeita qualquer tipo de violência. Suponho que estas expressões vêm de quando os jornais se abriram com políticos a condenarem o ataque, mas francamente essas palavras parecem pouco convincentes quando se trata de falar de algo que aconteceu numa escola. Tudo é mais simples: os professores são a autoridade que os pais devem reconhecer. Em casa, a nossa mãe costumava dizer-nos: “O professor é tratado com respeito.” Por isso, parece urgente abrir a escola dos pais para que possam aprender a comportar-se. Primeira lição: ao professor não bate (deixe-me ser laxista).

Por Espanha, também batem nos professores…

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O Tiago não tem frio…

No gabinete ministerial, além de equipamento de topo, existe equipamento para coadunara temperatura, esteja quente ou frio na rua, o conforto ambiental está presente. De outra maneira não se conseguiria trabalhar.

Já nas escolas por esse país a fora as queixas multiplicam-se e hoje, em Barcelos, a paciência acabou e a escola fechou.

“É o frio que entra por todos os lados, são coberturas em amianto, são salas em que são precisos baldes para aparar a chuva, são casas de banho que metem medo, é todo um conjunto de problemas que estão há muito identificados mas que não há meio de serem resolvidos. E os pais perderam a paciência, até porque, além do mais, é a saúde dos nossos filhos que está em causa”

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Diretor dado como culpado por exceder serviços mínimos de greve

Tanto se peca por defeito como por excesso. A lei é para todos.

Uma greve de professores, marcada para um dia de exames nacionais, valeu-lhe um processo disciplinar por ter excedido os serviços mínimos que tinham sido decretados. “Os alunos tinham de ter garantidas todas as condições para poderem realizar os exames”, diz Manuel Esperança, director do Agrupamento de Escolas de Benfica. Foi dado com culpado.

A um ano do final do mandato, e apesar de não ter como hábito de vida “deixar as coisas a meio”, o director de uma das escolas públicas de referência de Lisboa decidiu bater com a porta e pedir a aposentação, o que fez no mês passado, na sequência de um processo disciplinar que lhe foi instaurado…

in Público

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Para quem já subiu de escalão, mas ainda não foi cabimentado

O AT deu a resposta:

Cabimentação/autorização de pagamentos da progressão DE ESCALÃO NA CARREIRA DOCENTE…que muda em Maio e Junho de 2020, cabimentado.
Pessoal que muda em Outubro ou Dezembro de 2019, nadinha de nada. Novamente, o IGEFE no seu melhor…
Tiram pessoas, não avisam… Mapas trocados… é assim que validam a execução da despesa ?

Nós respondemos ao AT e a outros interessados:

As cabimentações de 2019 estão na área de 2018. Vá-se lá saber porquê…

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Equipamento obrigatório para qualquer docente…

 

Da forma como o ambiente anda dentro das escolas, onde qualquer um pode entrar com uma arma banca e brandi-la como se de um lápis se tratasse, este equipamento vai-se tornando necessário…

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Mais um aluno esfaqueado dentro de uma escola

O episódio aconteceu esta terça-feira à tarde na Escola EB 2, 3 Tecnopolis em Lagos.

Dois alunos, de 13 e 15 anos, munidos de armas brancas envolveram-se numa altercação, sendo que um deles acabou ferido num braço.

O aluno ferido foi assistido no Hospital de lagos e o outro acabou por ser detido pela PSP.

Estes casos esporádicos estão a tornar-se regra. Na semana passada chegaram à opinião pública dois casos, esta semana ainda, hoje, é terça-feira.

Do Tiago e seu executivo nem uma palavra.

Entretanto, num outro ponto do país e com um funcionário de outro ministério…

Uma oficial de justiça foi esta terça-feira agredida no Tribunal de Matosinhos, no distrito do Porto, tendo o agressor ficado detido, indicou à Lusa fonte do Sindicato Funcionários Judiciais.

Isto está lindo, está!!!

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José Ricardo, a propósito das reuniões intercalares

O SPZC defende que escolas devem interromper as suas atividades letivas para realizar avaliações intercalares. É uma das medidas que o SPZC, no âmbito da FNE, vai exigir ao Ministério da Educação nos próximos dias. As escolas que não interromperem a atividade letiva, no período das avaliações intercalares, o SPZC exige que este tempo seja pago como serviço extraordinário de acordo com o previsto no artigo 83.º do ECD.

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Na sala de aula de guarda-chuva em punho…

Pois é, a festa não foi para todos, uns têm candelabros de cristal, outros levam guarda-chuva e manta para a sala de aula… têm que convidar o Tiago para descerrar uma placa com dizeres como, “Escola de Ambiente Naturalista”

Alunos da Escola Secundária de Serpa desatentos em sala de aula devido ao frio que sentem

A Escola Secundária de Serpa continua a oferecer aos alunos, más condições, em sala de aula.

Naquele estabelecimento de ensino, os livros e cadernos dão lugar aos cobertores e chapéus de chuva.

Quando chove ou há tempestades, a água “entra dentro das salas”, já para não falar “do frio”.

“Os alunos não têm as condições ideais para o cumprimento da sua função”, muitos deles “estão mais preocupados em aquecerem-se do que em estar concentrados”, lamentou à Rádio Pax, Francisco Oliveira, director do Agrupamento de Escolas nº 2 de Serpa.

O estabelecimento de ensino “está a funcionar há cerca de 50 anos, quando devia ter cessado actividade entre os 10 e os 15 anos”. O mesmo responsável afirmou que “de todas as escolas da região, esta é a que apresenta necessidade urgente de intervenção”. Francisco Oliveira referiu que as promessas de requalificação são “sucessivamente adiadas.

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Uma agressão a um funcionário público é violência exercida contra o Estado

Não se aponta!

Os primeiros dias de 2020 trouxeram-nos notícias de agressões violentas a vários profissionais em funções públicas. O problema não é de hoje, vem de trás e nunca foi devidamente resolvido. Começou há anos, com os professores a serem agredidos enquanto o país assobiava para o lado, dizendo que os pais nada mais faziam do que defender as suas crianças. As crianças cresceram, o tempo avançou, e hoje há violência contra professores, enfermeiros, médicos, polícias, procuradores e juízes. Sabemos que, em 2019, foram agredidos 600 profissionais de saúde em 6 meses. Dir-me-ão, “uma árvore não faz a floresta”, é certo, mas o que se discute aqui já não é a nomenclatura da área e sim a água que temos metido a garantir segurança aos profissionais. A floresta transformou-se num pântano e urge assegurar a defesa dos funcionários públicos que, em última análise, são as extremidades do Estado.

Uma agressão a um funcionário público não é só um ataque à integridade física da pessoa nem se esgota no desrespeito pela classe profissional. É violência exercida contra o Estado e esta, quando feita por civis, é terrorismo.

A moldura penal para as situações que temos visto exige revisão e uma mão implacável do legislador. As pessoas não podem ter receio de desempenhar as suas funções nem tampouco poderemos permitir uma sociedade anárquica, sob pena dos aproveitadores crescerem à custa das inseguranças e medos da população.

laissez faire, laissez passer, não é solução, não é democracia e autodeterminação, é cobardia e desleixo.

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As 52 escolas que continuamem risco de encerrar no próximo ano letivo

 

 

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Unidades orgânicas de ensino da rede pública 2019/20

Identifica as unidades orgânicas de ensino da rede pública do Ministério da Educação, constituídas por agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas a funcionar no ano escolar de 2019-2020.

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Cartoon do Dia – Coronaprof – Paulo Serra

 

 

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Mais informações sobre o “roubo aos Vinculados de 2005 e…”

A desinformação continua a reinar…

Há diretores que já deram conta do “erro”, mas não estão dispostos a assumir sem informação da DGAE. A DGAE não lhes está a responder porque, nos termos da alínea l) do artigo 20.º, do DL 75/2008, de 22 de abril na redação que lhe foi conferida pelo DL 137/2012, de 2 de julho, o Diretor dirige superiormente os serviços administrativo, técnicos e técnico-pedagógicos. Assim, compete ao Diretor assegurar que a progressão dos docentes na carreira se opere no cumprimento das regras previstas nos diplomas legais e nas orientações da DGAE.

Os diretores não têm recebido instruções superiores sobre estes casos. Aqueles que as requerem não obtém resposta por escrito e só quando os advogados dos sindicatos, ou a titulo individual, atuam é que, oralmente recebem instruções de como poderão atuar. Num dos casos que nos chegou, foi-nos dito que o diretor recebeu um telefonema, a nível superior, que o informa ou que se não fosse ele a resolver a questão teria de ser o docente a resolve-lo por outras vias (deviam estar a referir-se a uma queixa no tribunal administrativo).

Alguns casos têm-se resolvido através de uma “reclamação/oficio” para a DGESTE,  elaborada pelos diretores.

Fica a “dica” para aqueles diretores que se interessam por fazer justiça a estes docentes, claramente, prejudicados na contagem do seu tempo de serviço. Aos docentes, deixo o conselho de fazerem valer as suas cotas sindicais e exigirem apoio jurídico nesta causa.

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Petição – Descontos da ADSE devem passar de 14 para 12 meses

Descontos da ADSE devem passar de 14 para 12 meses

Para: Assembleia da república, Senhor Presidente da Assembleia da República

Os beneficiários titulares da ADSE estão sujeitos ao pagamento do desconto para a ADSE de
3,5% sobre a sua remuneração base, pensão ou reforma, subsídio de férias e subsídio de Natal.Em 2007, a taxa de desconto passou para 1,5% para os beneficiários titulares no ativo e 1%
para os aposentados e reformados com pensão superior a 1,5 * RMMG (valor atualizado
anualmente até perfazer 1,5%). Os descontos passaram nessa data a constituir receita própria
da ADSE.
Em 2011, os descontos dos funcionários públicos para a ADSE passaram a incidir sobre os
subsídios de férias e de Natal, ou seja, os descontos deixaram de incidir sobre 12 meses, e
passaram a incidir sobre 14 meses.
Em 2013, a taxa de desconto passou para 2,25%, para todos os beneficiários titulares no ativo
e para os aposentados e reformados com reforma superior ao valor da RMMG.
Em 2014, a taxa de desconto passa para 2,5% e posteriormente para 3,5%, para todos os
beneficiários titulares no ativo e para os aposentados e reformados com reforma superior ao
valor da RMMG.
O atual desconto mensal de 3,5% sobre a remuneração base, pensão ou reforma, subsídio de
férias e de Natal, criado no tempo da Troika, efetivamente corresponde a uma taxa de 4,08%
da remuneração base mensal bruta, o que se traduz numa despesa muito onerosa e
injustificada para os seus beneficiários.

Em relatório de auditoria de 2019, o Tribunal de Contas defende que os funcionários públicos e
pensionistas do Estado devem passar a descontar sobre 12 meses por ano para a ADSE e não
sobre os atuais 14 meses, sendo certo que um ano tem 12 meses, e não existe qualquer
justificação para a cobrança incidir sobre 14 meses.

Pelo exposto, e nos termos do número 1 do artigo 52 da Constituição da República Portuguesa,
os peticionários solicitam que a Assembleia da República sujeite a votação petição, no sentido de, como é de justiça e de direito, os descontos sobre a ADSE passarem a incidir sobre 12
meses, e não sobre os 14 atualmente em vigor.

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Em Viana do Castelo já se servem pratos “Gourmet” na cantina da escola

Em Viana do Castelo, numa cantina, a funcionar há um ano e inaugurada há uma semana pelo Ministro da Educação, a comida tem o hábito de ser “gourmet”.

Isto é servido a adolescentes. Empresa contratada pela Dgeste, tal como os nutricionistas que fizeram as ementas.

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Queres ser professor? Aproveita a oportunidade…

 

 

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Querem um Ljubomir Stanisic em cada cantina…

Chefes de cozinha? Queres ver que vamos ter o “pesadelo na cozinha” nas escolas deste país?

Revolução nas cantinas escolares à vista. Saiba o que pode mudar

Refeições escolares com produtos biológicos, chefes de cozinha a elaborarem menus infantis, sustentabilidade ambiental, dinamização da economia e agricultura locais, melhor educação alimentar para as crianças, e até uma mudança nos hábitos alimentares das famílias

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Vencimentos 2020 – Carreira Docente

Com a quase certa esmola de 0,3% de aumento proposta em OE2020 e as novas tabelas de IRS.

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Subir de escalão/índice remuneratório por 101,65€

As novas tabelas de retenção na fonte sobre rendimentos do trabalho dependente e
pensões
trouxeram novidades.

O exemplo em baixo aplica-se à situação, 2 titulares com 1 dependente, a diferença entre um docente que aufira pelo 3.º escalão ganha mais 101,65€ que um que esteja a auferir pelo 2.ºescalão.

Amanhã publicamos as novas tabelas de vencimento na integra para verificarem quanto receberão no final do mês.

 

Escalão Índice Vencimento base Taxa IRS IRS C.G.A. ADSE Total descontos Nº dias sub. Alim. Subsídio de alimentação ordenado líquido
188 1.714,72 € 19,90% 341,00 € 188,06 € 59,84 € 588,90 € 22 104,94 € 1.230,76 €
205 1.869,78 € 19,90% 372,00 € 205,06 € 65,25 € 642,31 € 22 104,94 € 1.332,41 €

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Hoje é Dia Internacional da Educação

 

A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, em dezembro de 2018, o dia 24 de janeiro como o Dia Internacional da Educação. A meta é assinalar o papel da educação para a paz e o desenvolvimento.

Em Portugal, pouco se tem para celebrar, resta-nos a força que os nossos alunos nos dão para seguirmos em frente.

“A educação é a força mais poderosa de que dispomos para garantir melhorias significativas em matéria de saúde, estimular o crescimento económico e aproveitar o potencial e a inovação de que precisamos para construir sociedades mais resilientes e sustentáveis. Isso significa que não há evolução sem educação, porque ela encerra em si o princípio de tudo, tarefa que divide com a importância da cultura e dos ativos culturais, seja pela arte ou pelos costumes. Na verdade, será talvez neste ponto que as sociedades mais facilmente se dividem em mais ou menos desenvolvidas. É esta a peça que atrasa o desenvolvimento de tantos povos e que acaba por tornar desigual o acesso ao mercado e, através deste, ao sucesso na vida.”

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S.TO.P alcança objetivo para iniciar processo no Tribunal Europeu contra Ultrapassagens

 

Colegas, CONSEGUIMOS!

Alcançámos a 24/1/2020 o valor de 8430,77 euros, o que equivale a 105,4% do objetivo pretendido (e antes do prazo limite).

A PARTIR DESTA PUBLICAÇÃO E UMA VEZ ALCANÇADO O OBJETIVO PRETENDIDO, INFORMAMOS QUE DEVEM SER SUSPENSOS OS CONTRIBUTOS MONETÁRIOS PARA ESTA CAUSA – FUNDO JUDICIAL DOCENTE.

IMPORTANTE: Até dia 31/1/2020, continuaremos a receber as PROVAS para a fundamentação de uma a Ação Judicial. Alertamos novamente todos os docentes para o facto de ser extremamente importante o ENVIO DESSAS PROVAS.

Mais uma vez reafirmamos que relativamente às ultrapassagens não queremos ir contra a subida desses colegas na carreira, mas simplesmente provar a injustiça que muitos colegas estão a ser vítimas por nem todos terem subido, uma vez que, PARA TEMPO DE SERVIÇO IGUAL DEVERIAM ESTAR TODOS NO MESMO ESCALÃO.

Assim, neste sentido, disponibilizamos dois emails específicos para a recolha de provas concretas e fundamentadas sobre as temáticas em causa:

1- [email protected] (específico para o caso das ultrapassagens verificadas na Progressão da Carreira Docente);

2- [email protected] (específico para um concurso de docentes mais justo em que o critério prevalecente seja o respeito pela graduação profissional).

PARTILHA com mais colegas.

P.s. O último extrato encontra-se no 1º comentário a este post.

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Os processos judiciais interpostos por ultrapassagens estão a “andar”…

Exmo. Associado do SPZC,

Tendo V.a Ex.a manifestado interesse em aderir à Ação Judicial da
Ultrapassagens, e no seguimento da N/ comunicação de 8/11/2019, vimos pelo
presente informar, que foi proferido despacho pela juiz do Tribunal
Administrativo e Fiscal de Coimbra pronunciando-se pela desnecessidade de
realização da audiência prévia no âmbito do supra referenciado processo.
Quer isto dizer, que entende a magistrada titular do processo que estão
reunidos todos os factos e documentos que permitam que tome uma decisão
sobre a causa, pelo que muito provavelmente haverá uma decisão sem
necessidade diligência.

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Reserva de recrutamento n.º 18

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 18.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 27 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 28 de janeiro de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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PROFESSORES PRA TODA A COLHER – Agostinho Silva

PROFESSORES PRA TODA A COLHER

(Colheres de pau, pau de carvalho? Zeca Afonso?)

Consta do meu “Curriculum Vitae” (talvez genitivo… do Latim) no FACEBOOK; que andei no seminário…

Lembro que alguns dos mais velhinhos padres (um deles – pelo menos um – um santo homem) contava que quando chegou a “Pórtugau”, foi-lhe pedido que assumisse a lecionação de Matemática.

(Sendo um homem das humanidades) pediram-lhe para dar MATAMÁTICA !! o que aceitou com o natural sorriso que o bom coração lhe transmitia. Pe Lúcio Ribeiro Brandão (apenas coincidência no apelido) preparou-se pois para ser um professor de MATEMÁTICA.

Pediu a um aluno do ano seguinte, para lhe dar aulas de Matemática…. (Espante-se pela humildade !) e assim supriu a sua “impreparação” para a função.

O Pe Lúcio Ribeiro Brandão (brasileiro de nascimento, nos anos de 1923) terá sido, pelo que conheci, o primeiro “PROFESSOR PRA TODA A COLHER”… dava também Ciências (foi meu professor de ciências no 7º ano); Francês e outras disciplinas da sua área de formação original.

Caros colegas, pais e amigos (os do Face e os outros), NÃO TEMAIS !!!… mal vai que não voltemos ao tempo em que para se dar aulas, bastava ter mais umas disciplinas do secundário que os demais colegas.

Eu próprio, depois de uma reflexão ligeira (nem sei se diga isto….) sinto-me preparado, para (a ver novamente pelo que consta do meu FACEBOOK, para dar: Latim, Grego e Hebraico; Espanhol, Francês, Inglês e Português ( e Italiano pra estrangeiros) – isto em Línguas; TODO TIPO DE EXPRESSÕES (pelos anos que levo de teatro, marionetas e afins); Liturgia/Teologia/filosofia e Psicologia (pelos anos de seminário); Mecânica (pelas diversas incursões na construção de figuras públicas, tais como Galo do entrudo, bocagalo, vacagalo etcs); História e Geografia (pelas aparições no património e no território Ibérico); Fisico-Quimica (pelo meu bom aspecto físico, e pela “química” que ainda desperto em alguns corações !).

Se por acaso algum GOVERNO, ou Ministro achar alguma temática (algo Matemática) em falta, avise, que eu lá farei como o Bom Lúcio Ribeiro Brandão (aprenderei com um aluno, para depois dar a aula).

O SONHO de qualquer Governo (ou mesmo Ministro, ou Secretário de Estado – por inerência de funções – como é o caso deste Rodrigues tão BRANDÃO ! (nome de família e não forçosamente adjectivo).. o sonho é isso mesmo; uma sociedade SOCIALISTA sem CLASSE (s) no seu mais profundo sentido. (caminhamos para o cumprimento de uma sociedade sem CLASSE! Alunos sem CLASSE; Professores sem CLASSE… no FUNDO!!! (lá bem no FUNDO) uma EDUCAÇÃO “desCLASSEFICADA”.

Viva a MARIA de LURDES !!! vivam os TITULARES! Vivam os Suplentes! Vivam os dos MINI-CONCURSOS! (viva a SÓCRETINAGEM em GERAL!). Morte ao DANTAS!! PUM !!

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Com horários destes… queixam-se?

Horários em OE de 1 hora letiva? Qual será o tempo não letivo atribuído neste horário?

Estão à procura de professores, ou de alguém que queira ocupar os seus tempos livres?

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I JORNADAS DE MINDFULNESS E COMPAIXÃO

A Associação Portuguesa para o Mindfulness (APM), em parceria com o Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) e a Associação Mentes Sorridentes, está a organizar, nos Auditórios do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), nos dias 14 e 15 de Fevereiro de 2020, as I Jornadas de Mindfulness e Compaixão.

Ação de curta duração para professores (ACD), reconhecida e certificada pelo Centro de Formação de Professores Minerva.

Está na altura de, em Portugal, ser promovido um encontro que permita uma partilha de conhecimentos e de experiências de aplicação de Mindfulness e Compaixão, nestes diversos contextos. As I Jornadas de Mindfulness e Compaixão terão, igualmente, um forte caráter formativo, sendo dirigidas a Professores, Psiquiatras, Psicólogos e Terapeutas, Gestores e Gestores de Recursos Humanos, Estudantes, assim como ao Público em geral interessado nas temáticas do Mindfulness e da Compaixão.

Para atingir estes objetivos, estas jornadas serão organizadas no formato de conferências e simpósios, os quais contam com a participação de reconhecidos profissionais, com uma vasta experiência, tanto a nível nacional como internacional, na aplicação do Mindfulness e da Compaixão nestas áreas. Adicionalmente, será aberta a submissão de comunicações em formato poster. Haverá ainda a realização de Workshops pós-jornadas sobre estes temas.

Contamos com a Vossa presença!

VER MAIS AQUI

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Aluno esfaqueia colega por questões antigas…

A comunidade educativa continua à espera de medidas que assegurem a sua segurança. O Tiago continua em meditação silenciosa…

Aluno esfaqueado no pescoço por colega em Braga

Um aluno esfaqueou um colega no pescoço, a meio da manhã desta quinta-feira, à porta da Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga.

A vítima foi encaminhada pelo INEM para o Hospital Central de Braga, mas não corre perigo de vida, segundo informações recolhidas pelo JN no local.

A PSP já deteve o agressor, que confessou a autoria da facada, tendo afirmado que se desentendeu com o seu colega devido a questões antigas.

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Um bom exemplo de “municipalização” (Tiago, aparece e traz uma manta!)

Eles visitam escolas renovadas onde foram aplicados os fundos europeus. Descerram placas com os seus nomes gravados e mostram-se orgulhosos por estarem “dependuradas” em paredes que o “outro” senhor mandou erguer. Mandam construir modernos Centros Escolares onde, também, cravam placas nas paredes, em dias de sol. O problema é quando chove, lá dentro como na rua, mas isso é apenas um fait divers.

Escolas onde há problemas de monta não têm  as visitas dos “ilustres”. Escolas destas, reais, não se coadunam com a imagem que se quer fazer passar, “está tudo bem, tudo é perfeito, tudo é uma alegria…”

Crianças do 1º ciclo têm de levar mantas para não passarem frio nas aulas

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35 horários em OE para professores de Português lecionarem TIC

Com as novas orientações sobre as habilitações para lecionar TIC emanadas pela DGAE, todos poderão concorrer a estes horários. Basta ter uma qualquer formação creditada em TIC.

 

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REUNIÃO CORDATA MAS SEM ATA – Pró-Ordem

 

 

REUNIÃO CORDATA MAS SEM ATA

 

1 – A Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem reuniu hoje com o Ministro Tiago Brandão Rodrigues e com os seus dois Secretários de Estado para a área da Educação, todos eles membros do XXII Governo Constitucional, os quais não obstante terem tomado posse há mais de três meses, só agora receberam a Pró-Ordem, bem como as restantes organizações de pessoal docente.

Em virtude de se tratar da primeira reunião desta Legislatura, a Pró-Ordem apresentou de viva voz a Suas Excelências, titulares do órgão de soberania Governo, nuns casos, a necessidade de abertura de processos negociais, noutros casos de mera audição sindical, no seguinte sentido:

Recuperação do restante tempo de serviço – 6 anos, 6 meses e 23 dias – de modo ao reposicionamento no competente escalão e à respetiva subida de índice remuneratório.

– Um regime específico de Aposentação Docente, que tenha em conta a sobrecarga de trabalho e o desgaste rápido, agravado com a crescente indisciplina dos alunos.

– Baixar a idade para haver direito à redução da componente letiva.

– Reduzir a carga burocrática nas escolas e por horários de trabalho legais.

– Revisitar o atual regime legal de concursos para a docência.

Melhorar as escolas degradadas tornando-as mais “amigas” dos docentes e discentes, mais confortáveis no inverno e no verão e procedendo completamente ao fim do amianto.

– Valorização do estatuto legal do corpo docente tipificando – sem margens para dúvidas – a agressão aos professores – de qualquer nível ou grau de educação e ensino – como crime público, conferindo-lhe caráter de urgência e disponibilizando patrocínio judiciário aos docentes agredidos.

– Reformular o atual regime de gestão escolar com o reforço da colegialidade e da participação docente.

2 – Na sua resposta os três membros do Governo presentes limitaram-se a elencaram aquilo que consideram ter sido toda uma série de realizações em prole da escola e dos seus profissionais docentes e não docentes, afirmando que valorizam muito o conjunto das organizações sindicais.

Relativamente ao crime de ofensas corporais cometido sobre docentes, o Ministro manifestou-se atento e interessado, mas citou Jurisprudência que já o tipifica como crime público, porém, devido à separação de poderes existente no seio do Estado, a sua perseguição consequente constitui uma competência própria e autónoma do Poder Judicial.

Embora a equipa governativa tenha mostrado grande cordialidade e abertura a futuros procedimentos negociais, nesta reunião não ficou calendarizado nenhum processo negocial sobre os assuntos supra-referidos, não tendo sido elaborada qualquer ata.

Ficou apenas o compromisso por parte do Ministro da Educação de que estas reuniões irão acontecer sempre que se entenda necessário e com a periodicidade que se entenda adequada.

Lisboa, 22 de janeiro de 2020

O Presidente da Direção

Filipe do Paulo

 

 

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Declaração de João Dias da Silva no final da reunião com o ME

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Comunicado FEPECI sobre a reunião com o ME

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PREVPAP – Perguntas frequentes – Aditamento (FAQs

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Resumo da reunião ME/Sindicatos

 

Reunião de pura propaganda cor de rosa. O ME tudo faz em prol da escola publica.

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As vidas de 2020 – Carmo Machado

As vidas de 2020

Ser professor é lidar diariamente com muitas vidas. As nossas, as de alguns colegas e as muitas (demasiadas) vidas dos nossos alunos que, quer queiramos quer não, acabam por se entrecruzar com as nossas nas muitas horas em comum passadas nas salas de aula, em visitas de estudo, nos corredores, no bar da escola e até, muitas vezes, fora da escola.

Com o recomeço das aulas neste segundo período, fui confrontada com uma situação que me deixou a pensar. Tinha uma hora de direção de turma entre as nove e as dez horas da manhã e fui a correr à reprografia (que fica afastada, quase na outra ponta da escola) buscar as fichas individuais dos alunos que mandara imprimir para entregar aos pais na reunião de encarregados de educação. Ao passar por uma zona que dá acesso ao wc dos professores, reparei que alguém estava deitado num banco comprido e estreito de cimento onde os alunos gostam de se sentar nos intervalos das aulas. Aproximei-me lentamente. Não havia ali mais ninguém e pensei que talvez o aluno se estivesse a sentir mal. Mas ele dormia profundamente e ouvia-se o seu ressonar. Entretanto saiu uma colega da casa de banho que, perante este panorama, manifestou a sua indignação para com o aluno, criticando-o por estar a dormir em pleno espaço escolar. Eu, confesso, preocupei-me em perceber o que se passava com aquele aluno e com a sua vida.

Conheço o L. desde o oitavo ano de escolaridade. É meigo, humilde, educado. Vive com um familiar distante e os pais ficaram algures em África. As suas dificuldades linguísticas fizeram-no repetir o nono ano mas conseguiu chegar ao décimo segundo onde agora se encontra a marcar passo numa tentativa de o concluir (deixou duas disciplinas em atraso, Português e Matemática). Nesse dia,  L. chegara à escola às oito para ter aula mas perante a ausência do professor, a seguinte só seria às dez. Com duas horas de espera, o L. não desistiu e em vez de abandonar a escola, decidiu esperar pela aula seguinte – duas horas depois. Estendeu-se no único local que lhe permitia descansar um pouco, tapou a cabeça com o capuz do seu casaco e adormeceu. Quantas vezes não senti vontade de fazer o mesmo… Devo dizer-vos que se eu tivesse uma mantinha comigo, tinha tapado o L.

A minha escola, como todas as escolas, tem muitas vidas que fazem pensar. Ontem, no final de uma aula, a poucos minutos do toque das dez, desabafei que estava com fome e perguntei aos meus alunos o que tinham tomado ao pequeno-almoço. Numa turma de trinta, só três tinham comido algo antes de sair de casa: bolachas de chocolate. Antes do intervalo grande da manhã (vinte minutos), é triste ver os alunos aflitos de urgência para sair da aula e acorrerem ao bar onde compram uma ou duas sandes de pão branco com manteiga e um sumol. Basta espreitar a longa fila que ali se forma e os alimentos que consomem para perceber que algo está muito mal… Sigo para a aula seguinte e sou confrontada com mais uma situação, das muitas com que um professor se confronta no seu dia a dia: duas adolescentes, altas e robustas, engalfinhadas, numa luta corpo a corpo de respeitar, seguida de uns puxões de cabelos e concluída com alguns palavrões atirados com vigor. Gajos, stora!, diz-me uma aluna de ar pacato enquanto me pisca o olho.

Mas nem sempre é assim. A angústia de não saber como lidar com os problemas de sexualidade de alunos ou alunas, muitas vezes totalmente desconhecidos dos pais ou encarregados de educação, assalta-me muitas vezes. Pode ser mais um tormento para o professor que é diretor de turma. Porque o aluno desabafa connosco e ficamos – quantas vezes – sem saber o que fazer. A B. é lésbica e namora com a C. de uma outra turma do mesmo ano. A mãe não sonha e se sonhasse não gostaria. A B. tem apenas catorze anos. A mãe retirou-lhe o telemóvel para a castigar pelas más notas do primeiro período e não a deixa encontrar-se com os amigos. Apenas lhe permite encontrar-se duas vezes por semana, à noite, para ir ter com as “amigas”. Uma delas a C. Que fazer? Contar à mãe quando B. pede por tudo para não contarmos?

Outra aula, numa turma do décimo primeiro ano, tento quase desesperadamente que uma turma de jovens adormecidos consiga ler alguns excertos da obra de estudo obrigatório, a peça Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, quando a A. desabafa perante todos: Antes, quando era mais nova, gostava muito de ler livros. Mesmo, stora! Mas agora a escola ocupa-me o tempo todo e já não leio…

Nem eu, querida…, apeteceu-me responder-lhe. Mas calei-me a tempo. A aluna em questão acabou de completar dezasseis anos de idade. Numa média de cento e vinte alunos, há um que lê (livros). A N. chega sempre à aula de Português com um livro novo que abre nos intervalos. Há dias, a N. pediu-me se em vez de estar atenta à aula, podia ficar a ler o seu livro… Obviamente, respondi-lhe que não. E estupidamente, também.

Na última aula da primeira sexta-feira do segundo período, a C. pediu-me: Stora, posso vir cá para a frente para perto de si? Lá atrás sinto-me bué alone…Podes, sim! Podes sentar-te aqui ao meu lado. Faz-me companhia que eu hoje sinto-me exatamente como tu.

Hoje quando entrei em casa, após duas semanas de aulas, esgotada de tantas tarefas e diferentes, de tantas vidas e diferentes, dei por mim  a pensar que a autonomia e a flexibilidade são só para as escolas. Não para os professores!

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Sindicalistas socialistas não acreditam que este governo defenda os trabalhadores

Se aqueles que outrora sustentaram as lutas socialistas, já não acreditam na capacidade de negociação de um governo, dito, socialista, é porque algo vai mal com este socialismo. Ou é isso ou a democracia está em perigo.

Sindicalistas não perdoam a Costa “falta de respeito”

Militantes representantes dos trabalhadores queixam-se de ser “escorraçados” pelo Governo e deixados de fora da negociação coletiva.

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Assim vamos – Santana Castilho

Assim vamos

1. O ministro da Educação esteve mais de cinco horas no Parlamento, qual louvaminhas de vacuidades, a defender “o mais robusto” orçamento que já apresentou. Em síntese, diz o Governo que vai rever o modelo de recrutamento de professores, estudar a hipótese de substituir aulas por outras actividades para os que tenham mais de 60 anos, considerar a criação de incentivos para determinados grupos de recrutamento, alargar ao 2.º ciclo do ensino básico a malfadada “escola a tempo inteiro”, rever a portaria de rácios funcionários/alunos e promover uma nova geração de “contratos locais de segurança”.

O que se pode dizer sobre o orçamento para a Educação varia segundo o que tomarmos por comparação. O seu valor tem aumentado ano após ano do governo PS, depois de uma década em que foi reduzido em 12%? Sim, mas ainda está aquém da expressão que tinha antes da troika e, por referência ao PIB, os três últimos orçamentos são os piores desde que aderimos ao euro. Admitiram-se cerca de 5500 novos funcionários? Sim! Mas esses devem ser comparados com os 24.000 que saíram de 2011 a 2015.

Da lista vasta de promessas não cumpridas pelo governo do PS, este orçamento retoma a universalização da educação pré-escolar a partir dos três anos. Porém, pelo andar das negociações, não me surpreenderá que medidas protectoras de cães e gatos se sobreponham a medidas protectoras de crianças que teimam em não nascer.

2. Agora, aulas de português podem ser dadas por professores de inglês, francês, alemão ou espanhol, de geografia por professores de história e de informática não importa por quem, desde que tenha frequentado uma qualquer acção de formação sobre a matéria. Ora o problema não se resolve com uma “nota” manifestamente ilegal e desqualificante da classe e da escola pública. Em vez de criarem condições para que profissionais com habilitação (que os há) aceitem os lugares vagos, os responsáveis puxaram pela cabeça e actuaram segundo a ideologia grunha para a Educação do século XXI (que todos passem sabendo o que souberem, desde que a escola os guarde a tempo inteiro, para que os pais trabalhem cada vez mais, ganhando cada vez menos).

3. A imprensa afanou-se a noticiar que 45.000 docentes foram promovidos em 2019 e que mais de 6000 atingiram o topo da carreira, graças ao milagre do descongelamento e recuperação de tempo de serviço. Providencial ênfase dada a promoções que, tivesse a lei vigente sido aplicada, se deveriam ter verificado em 2011, mas servem agora para branquear a provocação de uma proposta de aumentos de 0,3%, para salários estagnados há dez anos.

4. António Lacerda, secretário de Estado da Saúde, receitou chá e bolos para combater os agressores dos médicos. Do entender meloso do governante depreende-se mesmo que se as paredes das salas de espera dos hospitais forem pintadas de rosa, talvez se diluam os níveis de tensão. Razão tem o governante para reflectir com tamanha profundidade, porque professores, médicos, enfermeiros e assistentes operacionais viraram sacos de pancada de agressores que ficam livres, com simples termo de identidade e residência. Entretanto, a mulher que agrediu uma procuradora e uma juíza foi imediatamente presa e assim continuará até ser julgada. Será que este exemplo passará a servir de modelo para situações similares de outros exercícios profissionais? Será que a mão pesada que se ergueu para proteger a integridade física de juízes e procuradores passará a proteger o ventre das professoras grávidas agredidas no seu local de trabalho?

5. Na reabertura da oficina da Comboios de Portugal, António Costa disse ter o sonho de passarmos a fazer parte do clube dos produtores de comboios e que, para tal, o país tem de ser “persistente e não voltar a cometer erros que no passado foram cometidos”. Ao sonho, o primeiro-ministro parece ter acrescentado o remorso, que poderia ter explicitado melhor. É que a Sorefame foi totalmente extinta em 2001, era António Costa ministro no Governo de António Guterres. Para os mais novos, recordo que a Sorefame foi uma das maiores empresas portuguesas que, há mais de 40 anos, nos fez entrar no clube dos construtores de comboios

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Professores em regime de monodocência com mais de 60 anos podem deixar de dar aulas – José Carlos Campos

Professores em regime de monodocência com mais de 60 anos podem deixar de dar aulas

Por que surge a possibilidade de os docentes do pré-escolar e 1.º ciclo mais velhos poderem trocar as aulas por outras atividades escolares? Que outras atividades desempenharão para garantir o aproveitamento pleno das suas capacidades profissionais? O que leva os sindicatos a duvidarem desta intenção?
Estas são algumas das questões que se levantarão no interior de cada docente para entender o motivo da possibilidade desta medida ser implementada. Em meu entender, teremos de recuar a 8 de junho de 2017, aquando da discussão da idade da reforma, no debate quinzenal da Assembleia da República, e no qual o 1.º ministro tem a seguinte intervenção: “…relativamente à idade de reforma, aquilo que é entendimento pacífico é que não deve haver alterações nessa idade, deve haver sim, uma alteração e criar condições, para que possa haver um conteúdo funcional distinto, em particular, relativamente àquelas situações onde há efectivamente discriminação, que tem a ver com situações de monodocência que não beneficiam de redução de horário.” Posteriormente, o programa do governo confirma: “Sem contrariar a convergência dos regimes de idade da reforma, encontrar a forma adequada de dar a possibilidade aos professores em monodocência de desempenhar outras atividades que garantam o pleno aproveitamento das suas capacidades profissionais”.
Agora, a secretária de Estado da Educação, Susana Amador, esclareceu que existe a possibilidade de os professores monodocentes com mais de 60 anos poderem deixar de dar aulas, se quiserem, e passar a exercer outras atividades na escola. Adiantou que se pretende explorar cenários que permitam aos professores após os 60 anos desempenhar outras atividades, garantindo o pleno aproveitamento das suas capacidades profissionais. Deu como exemplo fazer mentoria aos mais novos ou ajudar os professores titulares a fazer o diagnóstico e as causas das dificuldades de aprendizagem. Também acrescentou que a medida não está ainda calendarizada, mas que será implementada ao longo desta legislatura. A medida será estudada por um grupo de trabalho que fará o diagnóstico, a calendarização, o número de pessoas abrangidas e quais as atividades onde podem ser potenciadas no campo do ensino. Os sindicatos mostram-se muito cautelosos relativamente a esta matéria, colocam muitas reticências e entendem que a medida deve ser “estudada”. Vêem, por enquanto, gorada a sua reivindicação da reforma antecipada dos professores para 60 anos de idade. João Dias da Silva da FNE considera que deixar as aulas “não é a solução”, mas sim uma “solução de recurso”. Mário Nogueira da FENPROF concorda com o regime especial, mas considera que não será fácil colocá-lo em prática.
Entretanto, há pontos que entendo como fulcrais e imprescindíveis. Se a tutela entende que não se deve contrariar a convergência dos regimes de idade da reforma e tendo em conta o desgaste provocado pela atividade profissional docente, poder-se-á iniciar por compensar aqueles professores que tiveram um apagão completo das 9 A 4M 2D, não tendo beneficiado de qualquer dia da recuperação dos 2A 9M 18D. Assim sendo, todos os docentes independentemente do ciclo ou nível de ensino deveriam beneficiar, pelo menos, de 50% dos 2A 9M 18D para efeitos de aposentação. Esta decisão seria, no mínimo, uma elementar justiça para estes docentes e reduziria o número de professores a beneficiar desta medida, atendendo ao facto da elevada percentagem de monodocentes com mais de 60 anos.
Relativamente à medida em si, os monodocentes com mais de 60 anos que optarem por deixar de dar aulas deveriam beneficiar da concessão de dispensa total da componente letiva, não havendo de forma explícita apoios educativos (individual ou em grupo), coadjuvações ou substituições. A componente não letiva de estabelecimento ser limitada a vinte horas semanais. Aceitar o preconizado pela secretária de estado relativamente à mentoria aos colegas mais novos ou ajudar os professores titulares a fazer o diagnóstico e as causas das dificuldades de aprendizagem. Assim como estabelecer outras funções nomeadamente, as atividades previstas nas alíneas d), f), g), i), j) e n) do n.º 3 do artigo 82.º do ecd, que atualmente já são prescritas para a dispensa da componente lectiva no n.º 7, do artigo 79.º.
Tratam-se apenas de algumas sugestões, entretanto aguardemos pelas próximas reuniões negociais entre a tutela e os sindicatos. Será caso para dizer que muita água passará debaixo da ponte até esta medida se consolidar.

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É necessário um polígrafo em cada esquina no que toca à Educação – Maria João Almeida

 

É necessário um polígrafo em cada esquina no que toca à Educação

Após a apoteose de textos corridos e comentários sobre os “não chumbos” no ensino básico, eis que surge um novo “cai o Carmo e a Trindade” no seio dos fóruns educacionais livres de filtros mas repletos, como habitualmente, de caixinhas mentais que operam no senso comum, numa raiva contida, numa cor partidária, ou num arrasto de jogos constantes do telefone estragado que vão contaminado até as mentes supostamente mais esclarecidas. O ruído de tom feroz consegue ser, por vezes, bastante persuasivo.

A nova polémica parece ser uma espécie de projeto-piloto que vai ser iniciado em dez agrupamentos de escolas e que pretende prolongar o horário aos alunos do 2.º ciclo, das 9h às 17h. Medida esta que pode ser generalizada após 2022.

Rapidamente, os espaços destinados à destilação de opiniões, inúmeras vezes sem fundamento, foram invadidos de cartas abertas de pais, professores, funcionários e entusiastas da educação que utilizaram, em tom de incredulidade, as seguintes palavras; “Um cárcere”, “Uma prisão”, “Inconcebível” e o habitual “Vergonha” a quem o “simpático” André Ventura nos tem acostumado. Não deixa de ser curiosa a existência de uma percentagem elevadíssima de crianças que ficam na escola até esta hora, ou mais tarde, por incompatibilidade de horários laborais dos seus Encarregados de Educação. São estes que assumem, inúmeras vezes, a incapacidade da escola de conseguir dar resposta aos seus educandos. Não conheço os números certos, mas ao longo do meu percurso presenciei, sem qualquer erro de cálculo, a metade dos alunos a terem de esperar para depois das 17h alguém que os viesse buscar.

Recordo-me de uma amiga que verbalizava, há pouco tempo, que a sua filha de um ano teria agora de começar a ficar na escola das 9h às 19h e, perante o olhar horrorizado de quem ouvia, disse: Que posso fazer? Não tenho ajudas, peço o desemprego? Um ano…

Idealmente deveria ser este o ponto de partida. Longe estamos dos tempos em que a aldeia educava a criança. Alguém estaria com ela ou a iria buscar. A atualidade é bem diferente. Há avós que não conseguem estar disponíveis, não há avós, não há dinheiro para empregadas e não há dinheiro para pagar rendas e empréstimos se não trabalharmos.

Sempre fui apologista de que a escola não poderia ser um contentor de armazenar crianças e que o seu papel deveria (deve) ser bem definido. Continuo exatamente na mesma linha de pensamento, mas com uma condicionante, a escola é produtora de sociedade e um espaço de excelência que sim, também educa. Criar diferentes espaços e horários na escola com papéis bem definidos pode ajudar no processo de desenvolvimento dos alunos. Lembremo-nos do que trouxe o Desporto Escolar à escola, a capacidade de, independentemente do sítio ou dos meios com que a criança nasceu, ter a oportunidade de realizar várias experiências que em casa dificilmente poderia realizar. Aliás, é este o propósito da instituição Escola. Quando há rigor e organização, a escola é o sítio privilegiado para a conquista de inúmeras competências tendo a família como aliada. E este rigor e organização implica, também, definir bem os limites da escola na intervenção.

Analisemos o seguinte cenário: crianças que chegam a casa às 19h, que vão ainda fazer os trabalhos de casa, projetos, onde os pais exaustos do trabalho não são inundados de uma leveza saudável para a realização sã destas atividades (trabalhos de casa não têm de implicar apenas fichas de trabalho, mas coisas simples como a leitura de uma notícia, livro, debate com os pais). Rapidamente ambos são contaminados pelo cansaço, pelas palavras e atitudes pouco pensadas criando um pequeno caos que a hora de dormir não permite recuperar ou “fechar o círculo” para que o fim do dia seja saudável.

Não poderá a escola, através de uma organização pensada, tendo em conta o seu projeto escolar, minimizar estas situações? Não é isso que tantos Encarregados de Educação almejam?

É verdade que a escola se tem tornado um bode expiatório cada vez mais frequente e cada vez mais fácil de atacar (a todos os níveis). Nada ajuda. Descredibilização do ensino, dos professores, muitos autodidactas de internet, de modelos, de crenças, de definições (de sofá) que se tornaram a nova bíblia. Todos, de repente, sabem falar de educação e das suas especificidades.

Por isso, calma, pessoas. É um projeto-piloto. É um projeto com fundamentação, com objetivos, com uma forma de operacionalização, com avaliação de impacto e com conclusões. Não é um texto do Wikipedia ou um site desconfiável.

Avaliemos primeiro. Critiquemos depois, com fundamento, de preferência.

 

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Tabelas de IRS 2020

 

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