O ECD determina que, independentemente do tempo de serviço, quem tiver 60 anos de idade tem direito a 5 horas de redução semanais e como toda a componente do currículo (com excepção do Inglês) tem de ser dado pelo professor titular de turma, não existe outra alternativa senão os docentes do 1º ciclo com mais de 60 anos de idade não terem turma atribuída.
E como cada vez mais existem docentes com mais de 60 anos de idade em funções lectivas isso não é uma má medida de todo.
Resta saber se não foi por engano que o regime de monodocência foi valorizado nesta proposta de despacho.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/04/segundo-tiago-brandao-ninguem-com-60-anos-de-idade-pode-ter-turma-em-regime-de-monodocencia/
Quem achava que a geringonça seria a solução para eliminar a discriminação entre os docentes em regime de monodocência dos restantes níveis de ensino enganou-se.
Que pergunta fará a si próprio, no final do dia, o Diretor Executivo (ou Diretora”) de cada um dos 307 Mega-Agrupamentos de Escolas públicas existentes no país, criados desde 2010? “— Terei assinado todos os documentos administrativos? Foram todos os assuntos corretamente tratados nas 8 reuniões que tive, hoje? Terei lido e respondido às 85 mensagens de correio eletrónico?”
… limita a cinco autorizações de Mobilidade por Doença por cada agrupamento de escolas, independentemente do grupo de recrutamento e cria 3 prioridades dentro desses pedidos, sendo que a doença incapacitante do próprio se sobrepõe à do cônjuge e do filho menor de 12 anos que por sua vez se sobrepõe à dos filhos maiores de 12 anos ou ascendentes.
Dentro de cada uma das prioridades são ordenados os docentes pela sua graduação profissional.
Os candidatos podem escolher no mínimo 3 agrupamentos de escolas e no máximo 10.
Contudo, o despacho proposto pelo ME na sua introdução diz “reconhecer a necessidade de proteção e apoio aos docentes em situações de doença, quer do próprio quer do cônjuge, ou da pessoa que com ele viva em união de facto, descendente ou ascendente que estejam a seu cargo”.
Esperavam-se regras mais apertadas em relação a anos anteriores, mas tanto assim também não. Veremos como fica finalizado o despacho após as reuniões com os sindicatos.
Meritório o trabalho que o Alexandre Henriques tem produzido nesta área da indisciplina. Para preencherem o inquérito do 2º estudo seguir o link em baixo.
Lanço hoje as bases de um estudo que julgo de todo pertinente. Muito se fala da família, dos pais e da educação dos seus filhos, mas ninguém sabe a forma como esta se processa dentro de casa. Trata-se de um estudo pioneiro e que tem como objetivo conhecer a tipologia de indisciplina, formas de solução utilizadas, correlação com o sucesso escolar e formação parental, bem como a relação que os pais têm com a escola, entre outros.
Não precisará de mais do que 2 minutos para preencher o inquérito
Nota:
É um estudo direcionado a todos os encarregados de educação com educandos em idade escolar. Se já não têm podem na mesma responder ao inquérito desde que o façam situando-se nesse espaço temporal.
Por fim, mas não menos importante, informar que este inquérito tem o apoio de duas entidades relevantes no espaço educativo e que permitirá uma maior divulgação pelas diferentes associações de pais e escolas deste país.
Rececionou esta Direção-Geral a notificação final do Despacho n.º 852/2016, emitido pela Sra. Secretária de Estado da Administração e Emprego Público, de 18 de abril de 2016, de indeferimento ao parecer prévio do processo P/78/2016 – relativo à aquisição de serviços para apoio técnico e administrativo para as seções das juntas médicas do Norte (Porto), Centro (Coimbra) e Sul (Évora e Faro) da ADSE.
Deste modo e atendendo ao teor do respetivo Despacho, o Diretor Geral da ADSE deu instruções aos serviços para suspender a realização de juntas médicas aos trabalhadores em funções públicas, asseguradas pela ADSE, a partir do próximo dia 1 de maio, nas secções acima referidas, uma vez que a ADSE não dispõe no seu mapa de pessoal de trabalhadores que possam ser afetos ao desempenho de funções nas referidas secções (do Porto, Coimbra, Évora e Faro), até agora executado por trabalhadores de uma empresa contratada, visto que o horário de funcionamento das referidas Juntas Médicas era apenas de um dia ou dois/semanalmente, sendo o apoio administrativo contratado apenas para esse período de tempo.
Assim, e até nova comunicação, informa-se V. Exa que o funcionamento das juntas médicas da ADSE se encontra suspenso a partir de 1 de maio próximo, por não ser possível assegurar o necessário apoio técnico/administrativo ao funcionamento das secções do Porto, Coimbra, Évora e Faro.
Pelo exposto, solicita-se a melhor colaboração, no sentido se serem informados os vossos trabalhadores com junta médica agendada e que já foram notificados da mesma, para não se deslocarem às referidas secções até nova informação.
Apresentamos desde já as nossas desculpas, por esta situação anómala, mas a que somos alheios e que estamos a tentar resolver no mais curto espaço de tempo.
A junta médica da secção de Lisboa continua, no entanto, a sua normal atividade.
Direito a receber a remuneração relativa ao período que medeia entre a data de início do contrato e a data de aceitação da colocação.
Na sequência das queixas apresentadas à Provedoria de Justiça pelos nossos sócios que nos anos escolares de 2014/2015 e 2015/2016, ficaram colocados em horários anuais, e que pretendem receber os montantes remuneratórios a que têm direito relativos ao período que medeia entre a data de início do contrato 1/09/2014 ou 1/09/2015, e a data de aceitação das colocações, o Senhor Provedor de justiça pronunciou-se Junto da Secretária de Estado Adjunta e da Educação, no sentido de serem reconsideradas as pretensões dos docentes visados.
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados e Lista de Colocação Administrativa de Docentes de Carreira – 29ª Reserva de Recrutamento 2015/2016
Estruturas que representam os professores lançaram o desafio de encontros mais regulares com a tutela e Tiago Brandão Rodrigues acedeu.
Os sindicatos pediram e Tiago Brandão Rodrigues aceitou. A partir de agora, Ministério da Educação (ME) e sindicatos dos professores vão reunir trimestralmente para “avaliação das políticas em curso e debate sobre medidas a tomar”, conforme anunciou a Fenprof. Ou seja, a cada três meses as organizações que representam os professores vão ter a oportunidade de avaliar o trabalho do ministério. Para a tutela trata-se do valorizar o diálogo próximo e regular com os seus parceiros.
Primeiro foi a Federação Nacional da Educação (FNE), na sexta-feira passada, a propor encontros regulares com a tutela para fazer um acompanhamento das políticas. “O ministro concordou com a nossa proposta de reunirmos uma vez em cada período letivo”, explica o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva. Depois, na terça-feira, assim que começou o encontro com a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) foi o próprio ministro que lançou a proposta de encontros regulares, à margem das reuniões de negociação laboral, para debater a educação. Algo que o sindicato também já tinha pedido no primeiro encontro em dezembro “para discutir problemas e ir avaliando os processos em aplicação”, explica Luís Lobo, do secretariado nacional da Fenprof.
“Em cada período encontraremos um momento para balanço das medidas educativas, além dos processos negociais”, aponta João Dias da Silva. Para Luís Lobo, o importante é que “as reuniões sirvam para desenvolver a escola pública, promover uma maior integração dos alunos com necessidade educativas especiais e a recuperação dos escalões da carreira dos professores depois dos anos de congelamento”.
Já do lado do ministério, a justificação é que desta forma mostra que “reconhece e valoriza a manutenção de um relacionamento e diálogo próximos e regulares com os seus parceiros. É por esse motivo que foi decidido, no caso concreto dos sindicatos, ter uma agenda periódica e concertada”. Sem excluir que “todos os parceiros”, onde se incluem os órgãos consultivos sejam ouvidos e consultados “sempre que “haja necessidade deste Ministério e interesse manifestado pelos próprios”.
Os sindicatos merecem de certo uma atenção especial por parte dos ministério, uma vez que se tratar dos representantes da maior classe profissional em Portugal e é conhecida a sua força de contestação a governantes. Em 2008, mais de 100 mil professores estiveram na rua contra a então ministra Maria de Lurdes Rodrigues (ver entrevista). Esses anos de luta contra a avaliação fizeram com que a ministra não integrasse o segundo governo de José Sócrates e terá contribuído para a perda de maioria absoluta desse governo.
Diálogo é bom, mas sem desvios
Luís Lobo lembra que a única vez que os sindicatos conseguiram manter diálogo mais esporádico de análise e avaliação das medidas foi no início do mandado de Roberto Carneiro, entre 1987 e 1991. O ex-ministro refere ao DN que “é importante manter o diálogo com as forças sociais, sejam professores ou pais. Mas claro que os sindicatos são muito importantes porque representam a maior classe profissional e é importante que o ministro os ouça frequentemente. Mas não quer dizer que faça o que eles dizem”.
Já João Casanova de Almeida lembra que durante o tempo em que foi secretário de estado, no governo de coligação PSD/CDS-PP, reuniu “perto de 200 vezes na legislatura”. No entanto, recorda que as reuniões eram marcadas “apenas quando havia matérias concretas para discutir. Nunca tivemos uma agenda assente no abstrato, mas em matérias concretas”.
Paulo Guinote, historiador da Educação e professor, acredita que estes encontros são uma espécie de réplica do que se passa entre o governo e o PCP e BE. “Não acredito que vão além disso e que se façam mudanças nas políticas educativas na sequência dessas reuniões, apenas pequenos ajustes.”
LIVRO LIVRE: este é, talvez um dos livros mais bonitos que já vi.
E é bonito porque é um livro cheio de livros lá dentro.
Cada leitor transforma-se no próprio autor, investigando, descobrindo e registando percursos que podem ir desde a própria casa até ao vizinho do lado, ou a alguém desconhecido, mas suficientemente generoso para partilhar memórias.
Uma oportunidade inigualável de homenagear quem lutou pela liberdade, quem, 42 anos depois, ainda vive dentro do sonho.
Era imprescindível que chegasse às nossas escolas para que a História saísse dos manuais escolares e fosse partilhada por cada aluno, sobretudo, uma vez que os autores se disponibilizam, gratuitamente, para apoiar o projeto do Livro Livre na sala de aula…
Os meus sinceros parabéns aos autores do projeto, Danuta Wojciechowska, et alii, que gentilmente partilharam com o nosso blogue alguns dos livros de autores jovens que reconstruíram o passado dentro do LIVRO LIVRE.
Viva! Mais uma sexta, mais uma rubrica de animação! Desta feita com um sabor especial por antecipar um fim de semana com feriado à segunda-feira.
Sem mais delongas, o convite de hoje vai para verem o filme Adagio, realizado em 2001 pelo russo Garri Bardin. Nesta animação, um grupo de personagens feitas em origami, papel cor cinza, seguem o seu líder, também um personagem em origami, mas de cor branca. Mas… seguem-no apenas para se tornar parte de um ciclo de hipocrisia e violência.
Não percam! Com os votos de bom fim de semana prolongado 😉
Através desta página tem acesso à sua Ficha Pessoal de Docente e ao formulário de candidatura ao CONCURSO INTERNO E EXTERNO EXTRAORDINÁRIO DE PROVIMENTO DE PESSOAL DOCENTE 2016/2017, entre 22 de abril a 06 de maio, podendo ainda, dentro do mesmo prazo, acrescido de dilação de 2 dias úteis, proceder à submissão de documentos no âmbito deste concurso.
O prazo de candidatura ao Concurso Interno/Externo Extraordinário de Provimento é de dez (10) dias úteis contados do primeiro dia útil seguinte ao da publicação do presente Aviso na Bolsa de Emprego Público – Açores, fixado de 22 de abril a 6 de maio de 2016.
clicar na imagem para ver o aviso de abertura do concurso.
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados e Lista de Colocação Administrativa de Docentes de Carreira – 28ª Reserva de Recrutamento 2015/2016
Para aqueles que, ante o riso alheio, estremecem com urticária (um post à moda do Fafe)
Celebrando antecipadamente a pureza diurna do 25 de abril.
Do Sentimento Trágico da Vida
Não há revolta no homem
que se revolta calçado.
O que nele se revolta
é apenas um bocado
que dentro fica agarrado
à tábua da teoria.
Aquilo que nele mente
e parte em filosofia
é porventura a semente
do fruto que nele nasce
e a sede não lhe alivia.
(…)
Rebeldia é o que põe
na nossa mão um punhal
para vibrar naquela morte
que nos mata devagar.
E só depois de informado
só depois de esclarecido
rebelde nu e deitado
ironia de saber
o que só então se sabe
e não se pode contar.
Ex-secretária de Estado quer regressar a um cargo que foi seu antes de integrar o último Governo de Passos Coelho. PSP já foi chamada à escola.
Uma ex-secretária de Estado do último Governo, que tinha cessado funções como directora do Agrupamento de Escolas Coimbra Centro (AECC), quis regressar ao mesmo cargo, mas a subdirectora afirma que decisão é irregular e à margem da lei.
O caso já envolveu uma ida da PSP à Escola Jaime Cortesão na segunda-feira, a pedido da subdirectora, Maria Luísa Lima, que não aceitou a nomeação “irregular e à margem da lei” da ex-secretária de Estado Amélia Loureiro para o cargo, por parte do Conselho Geral do AECC.
Segundo Maria Luísa Lima, a antiga directora “não está na sala da direcção, mas já desencadeou uns quantos procedimentos” como directora do agrupamento, tendo Amélia Loureiro pedido para alterar as palavras-passe dos “e-mails da direcção”, sendo que a subdirectora está neste momento “sem acesso” ao correio electrónico.
Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) foi votada em Plenário há quatro meses, a 11 de Dezembro de 2015. A votação na especialidade estava prevista para hoje mas PSD pediu para que a votação fosse adiada por uma semana depois do PS ter introduzido algumas alterações à última hora.
O PSD pediu para que fosse adiada uma semana a aprovação do diploma que dita o fim da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC).
A votação do projeto-lei do Bloco de Esquerda e PCP estava prevista para hoje, durante a reunião da Comissão de Educação, antes da audição ao ministro da Educação que está a decorrer.
Mas os sociais democratas pediram para que a votação fosse alterada para a próxima terça-feira após o PS ter introduzido à última hora algumas alterações no diploma.
“Queremos analisar com tempo as alterações que o PS introduziu. São alterações relacionadas com a devolução das verbas de inscrição na prova”, explicou à TVI24 a deputada Nilza de Sena.
Há quatro meses (a 11 de Dezembro de 2015) que o Parlamento discutiu e votou dois projetos-lei, um do BE e outro do PCP, que impunham o fim da prova obrigatória para todos os professores contratados com menos de cinco anos de serviço.
Os deputados do BE e do PCP decidiram hoje fazer a fusão das duas propostas de projeto-lei para que seja votado um único diploma, no qual ainda estão a trabalhar, e que deverá ser aprovado com os votos dos partidos da esquerda.
Só depois desta votação na especialidade o diploma pode seguir para Belém para ser promulgado e entrar em vigor e só então é que o Ministério da Educação vai devolver o dinheiro da inscrição na prova aos professores.
A Escola Superior Gallaecia, em parecia com a Bienal de Cerveira lançou um concurso de Arte Urbana – Pintura Mural – destinado aos alunos de artes do ensino secundário e profissional.
A Escola Superior Gallaecia, em parecia com a Bienal de Cerveira lançou um concurso de Arte Urbana – Pintura Mural – destinado aos alunos de artes do ensino secundário e profissional.
Os alunos poderão concorrer individualmente ou em grupos até 4 elementos, e as intervenções murais serão na zona norte de Portugal (Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Paredes de Coura) e Espanha (Tui).
Havendo vários murais, haverá também vários vencedores, que para além da execução da obra, ganharão bilhetes para o Festival de Paredes de Coura (http://www.paredesdecoura.com)
O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, afirmou hoje que o Governo quer aumentar em 26% o número de centros para a Qualificação e Ensino Profissional (CQEP), passando de 238 para 300 em 2017.
Vieira da Silva disse que “muitos” dos CQEP, neste momento, têm “fracos níveis de atividade”, sendo que o objetivo passa não apenas pelo alargamento da rede, mas pelo reforço de “equipas” e “aumento de níveis de atividade”.
Os centros irão apresentar respostas em articulação “com outras estruturas”, como escolas profissionais, centros de emprego ou gabinetes de inserção profissional.
O Governo quer alterar também o atual cenário de “cobertura geográfica assimétrica e de fraca acessibilidade à informação sobre a oferta de percursos”, referiu.
O objetivo passa por desenvolver um “guia interativo de recursos” e disponibilizar “instrumentos associados ao ensino e formação à distância”.
Ao mesmo tempo, face à “pouca tradição no trabalho com adultos”, o executivo quer também apostar “na formação contínua dos agentes”, realçou Vieira da Silva, que falava durante uma sessão pública no Conservatório de Coimbra sobre um dos eixos do Programa Nacional de Reformas.
Segundo o ministro do Trabalho, é hoje necessário trabalhar-se “na construção de percursos de formação personalizados”, respondendo à exigência “da diversidade de públicos” existentes.
O Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, afirmou que o ensino pré-escolar será alargado às crianças de quatro anos até 2018, e às crianças de três anos até 2020.
«Até 2018, o ensino pré-escolar abrangerá as crianças de quatro anos de idade», afirmou o Ministro, acrescentando que, «com base em projeções demográficas, será preparada a sua universalização a partir dos três anos de idade, de modo a que, em 2020, a educação pré-escolar abranja todas a crianças a partir desta idade».
Estas declarações foram feitas no final da apresentação do eixo Qualificar os portugueses, inserido no Programa Nacional de Reformas 2016 (PNR2016), em Coimbra, onde esteve também presente o Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva.
Sublinhando que «a frequência de crianças no ensino pré-escolar é estimuladora de percursos escolares com maior sucesso», Tiago Brandão Rodrigues referiu ainda que «o objetivo do alargamento deste tipo de ensino é que, paulatinamente, todas as crianças com cinco, quatro e três anos lhe tenham acesso».
«O Governo está ciente que, neste momento, o País tem assimetrias enormes e temos de melhorar a oferta educativa», pelo que «está a ser feita uma leitura cuidada da rede existente, para entender quais são as necessidades mais prementes e, em articulação com a rede solidária, encontrar respostas efetivas para que, até 2020, possamos ter a universalização do ensino pré-escolar».
Nesta área, o PNR2016 prevê também medidas como a educação a tempo inteiro, o reforço da ação social escolar, a progressiva gratuitidade dos manuais escolares, o desenvolvimento da educação e a formação profissional e o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar.
O eixo Qualificar os portugueses prevê igualmente a modernização do sistema de ensino e dos modelos e instrumentos de aprendizagem, através de recursos educativos digitais e da criação de plataformas nacionais de gestão da informação, monitorização e avaliação.
Intervenção do Secretário de Estado João Costa na “Sessão 1 – A construção do sucesso para uma aprendizagem ao longo da vida” durante a conferência “Que escola para o Século XXI?”.
Intervenção de José Diamantino Esteves Biscaia na “Sessão 1 – A construção do sucesso para uma aprendizagem ao longo da vida” durante a conferência “Que escola para o Século XXI?”.
Intervenção de Alexandra Leitão na “Sessão 2 – A escola em contexto: a relação escola-comunidade” durante a conferência “Que escola para o Século XXI?”.
Intervenção de Albino Almeida na “Sessão 2 – A escola em contexto: a relação escola-comunidade” durante a conferência “Que escola para o Século XXI?”.
Intervenção de Ana Maria Bettencourt na “Sessão 3 – Que caminhos para a inovação pedagógica?” durante a conferência “Que escola para o Século XXI?”.
Intervenção de Tiago Brandão Rodrigues na “Sessão 3 – Que caminhos para a inovação pedagógica?” durante a conferência “Que escola para o Século XXI?”.
Intervenção de Maria João Horta na “Sessão 3 – Que caminhos para a inovação pedagógica?” durante a conferência “Que escola para o Século XXI?”
O ministro da educação, Tiago Brandão Rodrigues, disse hoje que quem critica a política do Governo “apresenta uma visão conservadora do país”.
Intervindo em Aveiro na conferência “Que escola para o século XXI?”,organizada pelo Secretariado Nacional e pelo Grupo Parlamentar do Partido Socialista, Tiago Brandão Rodrigues reagiu às críticas que são feitas às mudanças operadas pelo seu Ministério, considerando que “confundem o que é bom senso com deixar tudo na mesma”.
“Somos criticados porque entendemos que a Educação é a única forma de lutar contra esse conservadorismo. A nossa política, em que acreditamos, é uma política progressista, apoiada não só pelo PS como pelos outros partidos que apoiam o Governo”, sublinhou.
Tiago Brandão Rodrigues explicou que a política para a Educação do PS não poderia continuar a ser a que foi seguida nos últimos anos, devido à diferença substancial de conceitos.
“A Educação nunca será um ónus lateral e é absolutamente central nas prioridades do Governo. A Educação, para nós, nunca será vista pelo conceito de uma despesa não reprodutiva, nem os docentes são vistos como os principais inimigos do sistema educativo”, disse.
O ministro defendeu “um verdadeiro entendimento social, que possa ir além da legislatura”, conforme propõe o Programa Nacional de Reformas, “em que a qualificação dos portugueses é um elemento estrutural”.
“A escola merece e necessita de pacificação, recursos, planeamento, autonomia e reconhecimento social e institucional, que são fundamentais para que possa realizar a sua missão”, declarou.
A ideia, descreveu, é ter um serviço nacional de educação, um verdadeiro serviço público de proximidade, em que o sucesso escolar seja o intuito primário e único de todos os que vão para a escola e onde todos os que acedem a esse serviço possam aprender, independentemente do contexto social dos que a ela acedem”.
Abordando depois o tema da inovação tecnológica nas escolas afirmou que a sua equipa ministerial está empenhada em desenvolver uma estratégia de modernização pedagógica, assente na produção e disseminação de recursos educativos digitais.
“É importante também perpetuar essa utilização, no ensino presencial e à distância, com recursos que possam também ser utilizados no contexto familiar e fora da sala de aula”, observou.
Para o titular da Educação, é preciso pensar na desmaterialização dos manuais escolares com um novo conceito: “um manual escolar digital não é um PDF do manual, mas um novo conceito interativo”.
Outro projeto em desenvolvimento é o armazenamento “em nuvem”, para servir toda a rede escolar, de material pedagógico que depois os alunos possam fazer o “download”.
“A inovação não é apenas um reforço ou modernização do ‘hardware’. É muito mais do que isso e tem de se traduzir em ganhos de aprendizagem e contribuir para estratégias integradas de enriquecimento curricular, em diálogo com as escolas que se devem apropriar dessas inovações, porque a verdadeira inovação é feita pelos professores”, concluiu
Viva, relembro-vos só que hoje é sexta… e temos animações… Sim, hoje são dois filmes de animação!
Ainda há pouco tempo partilhei aqui o último filme de Konstantin Bronzit. De facto, é um dos meus preferidos… Na altura foi o We Cant´s Live Without Cosmos. Para hoje, deste realizador, trago-vos The God e Lavatory Lovestory.
No primeiro filme, The God (2004), encontrámos a estátua de bronze de Shiva, Deus Hindu e que personifica a calma mas… acaba por perder a calma por causa de uma irritante mosca. Na segunda animação, Lavatory Lovestory (2009), Bronzit escolhe como personagem uma senhora de meia idade que trabalha numa casa de banho pública para homens e passa grande parte do tempo a ler “Mulheres Felizes” e a sonhar com o seu parceiro amoroso… até que um dia aparecem na sua secretária flores na caixa para as moedas, ficando a senhora animada mas ao mesmo tempo impaciente a tentar descobrir quem é o seu admirador secreto ou… quem sabe… talvez apenas um brincalhão…
Decorre a partir de hoje e até ao dia 6 de Maio de 2016 o registo de novas entidades/atualização de dados, no caso de entidades proponentes já registadas para a Mobilidade Estatutária.
O cientista que Costa pôs à frente da Educação tem sido um caso sério de erros e trapalhadas. Tiago Brandão Rodrigues acabou com os exames e anunciou provas de aferição este ano para os 2.º, 5.º e 8.º anos. Falhou. De obrigatórias passaram a facultativas, depois de Marcelo ter ameaçado vetar o diploma. Agora vê um secretário de Estado bater com a porta em profundo desacordo com as suas políticas
Enquanto decorre o prazo para as escolas comunicarem ao Júri Nacional de Exames a decisão em realizarem, ou não, as provas de aferição este ano lectivo, o ministro da Educação já veio pressionar as escolas para a sua realização. Nesta sondagem realizada no início do mês quase 85% dos professores não concorda com a realização das provas de aferição neste ano lectivo.
Depois de ter anunciado que as provas de aferição eram obrigatórias este ano lectivo, o ministro da Educação resolveu depois que a sua realização seria facultativa. Foi esta opção que esteve em debate no Parlamento.
A secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, admitiu nesta quinta-feira, no Parlamento, que o seu ministério “não é indiferente” ao facto das escolas virem a realizar, ou não, as provas de aferição já este ano lectivo. As provas no 2.º, 5.º e 8.º ano estão previstas no novo modelo de avaliação para o ensino básico, apresentado em Janeiro passado e ao qual foi depois acrescentado, em Março, um regime transitório que torna a sua realização facultativa este ano.