A indisciplina começa quando a falta de educação e princípios acaba… Onde está o limite?

Todos os dias ouvimos nas escolas muitos pais pedirem ajuda ao verbalizar: “Já não sei mais o que fazer, ajude-me por favor! Ele (a) já não me obedece!” Na mesma proporção muitos professores queixam-se que existem cada vez mais alunos indisciplinados e a desafiarem a autoridade do adulto no contexto escolar. O ponto de convergência entre essas duas realidades está na dificuldade que as crianças e jovens têm em acatar ordens e obedecerem a regras, ou seja, em saber estar.

Atualmente, é cada vez mais notória a dificuldade que os pais têm em exercer autoridade sobre os filhos.

Talvez essa seja uma das maiores falhas nas relações familiares. Toda a relação de educação tem inerente um certo “atrevimento”, no sentido da criança ou jovem testar os limites da figura de referência em busca do prazer. Por um lado, uma grande parte das nossas crianças têm dificuldade em lidar com a recusa dos seus desejos e com a frustração. Por outro lado, muitos pais vêm os desejos dos filhos como direitos, direitos esses que devem ser correspondidos prontamente e na sua totalidade.

É como se os pais tivessem medo de confrontar os filhos, de discipliná-los porque isso faria entristecê-los. Há um claro enfraquecimento da autoridade parental e este tem um impacto muito significativo nas salas de aula e nas relações professor-aluno.

Quando tenho responsabilidade sobre alguém, tenho de ter presente que essa pessoa está sob a minha orientação, que deve obedecer as minhas ordens, ou seja, está subordinada a mim. Isto não significa que a criança seja inferior, mas que do ponto de vista familiar as figuras parentais tenham responsabilidades por serem cuidadores.

O facto de os pais se sentirem responsáveis pela felicidade do filho, numa determinada situação imediata, faz com que grande parte deles vejam enfraquecida a sua autoridade. Assim, pais que fazem esse tipo de afirmações, como as inicialmente supracitadas, assumem claramente o óbito da sua capacidade de ação enquanto educadores.

Quem tem responsabilidade sobre alguém jamais poderá desistir!

Tenho por hábito dizer aos pais/encarregados de educação que quem ama não desiste! Se a criança sentir que os próprios pais desistiram nunca mais irá percecionar o adulto como fonte de segurança.

Há pais que estão a criar crianças soberanas e não autónomas, pequenos ditadores (expressão imortalizada pelo psicólogo Javier Urra).

A entidade família não pode nem deve ser uma democracia, onde todos os elementos têm direitos iguais.

É uma estrutura participativa, onde todos têm direito no que se refere à “dignidade humana”, porém é preciso exercer autoridade. Dar responsabilidade a uma criança é um fardo muito grande visto que ela não pode nem o sabe carregar. São as regras e as figuras parentais de vinculação seguras os pilares de sentimentos como a auto-confiança e auto-estima que fazem qualquer criança crescer psicologicamente equilibrada, feliz e sem necessidade de enfrentar a figura adulto em qualquer outro contexto de vida, nomeadamente o escolar.

Os filhos de hoje serão os pais de amanhã e partindo do princípio de que aprendemos por modelos é urgente que os pais/encarregados de educação tenham consciência da importância e do impacto que os seus comportamentos têm nas gerações futuras, quer essas crianças e jovens estejam no papel de filhos, quer no papel de alunos.

 

Vera Areal

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    • Rambo on 21 de Maio de 2017 at 21:36
    • Responder

    Jovem suspeito de matar menor com soqueira já se entregou

    Agressões que provocaram a morte a adolescente de 14 anos aconteceram Gondomar.

    O jovem, de 17 anos, suspeito de ter matado com uma soqueira um menor de 14 anos esta madrugada na sequência de agressões, na rua Padre Domingos Baião, em Baguim do Monte, Gondomar, já se entregou à polícia.

    http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/jovem-de-14-anos-morto-com-soqueira

    http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/gondomar/jovem-de-14-morre-depois-de-ser-violentamente-agredido-na-via-publica

    ____________________________________________________________

    Aluno morde professora

    Uma professora de uma escola de faro foi agredida à dentada por um aluno, de 10 anos. A docente vai apresentar queixa nos próximos dias.

    http://www.cmjornal.pt/portugal/imprimir/aluno-morde-professora

    _____________________________________________________

    Vigilante de escola morre após desacato de aluno de 15 anos

    http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/matosinhos/vigilante-de-escola-morre-apos-desacato-de-aluno-de-15-anos

    _______________________________________________

    E mais…..muito mais….isto é o dia-a-dia dentro das Escolas e fora delas

    É este NOJO que conspurca a generalidade das Escolas Públicas. Numas Escolas há mais casos destes (por exemplo, Escolas TEIP) e noutras há menos.

    A INDISCIPLINA dentro das Escolas é GENERALIZADA.

      • Rui Silva on 21 de Maio de 2017 at 22:08
      • Responder

      Diários de uma Sala de Aula

      Maria Filomena Mónica

      “Em 1974, perdemos uma oportunidade de oiro de reformar a escola. Seja como for, continuo a pensar que, se queremos uma ESCOLA PÚBLICA DECENTE, temos de lutar por uma sociedade mais justa. Mantendo-se tudo como está, as escolas dos pobres serão inevitavelmente GUETOS de onde é difícil sair e as dos ricos aquários onde os meninos só vêem uma parte do mundo. Continuo a acreditar que, se as escolas públicas forem boas, os filhos dos pobres poderão, até certo ponto, sair do círculo de miséria em que estão encerrados. Sem ceder a «facilitismos», um termo que nasceu com a democracia.”

      http://static.fnac-static.com/multimedia/Images/PT/NR/b5/b8/0b/768181/1540-1.jpg

        • Maria da Assunção Pinheiro on 24 de Maio de 2017 at 1:27
        • Responder

        Este facilitismo está a regressar a passos cada vez mais acelerados. Neste momento está já instalado. Decreta-se que as escolas têm de ter sucesso e os meninos não podem reprovar, porque é antipedagógico. Ora a partir do momento em que os alunos se apercebem disto, claro que não estudam. A não ser que tenham um família bem estruturada…Isto gera conflitos na escola…

      • Professorinha on 22 de Maio de 2017 at 12:29
      • Responder

      Os meus alunos são uns doces…uma maravilha…..portam-se exemplarmente.

      Até me oferecem flores e tudo….são muito meus amigos…..

  1. 12 de Março de 2010

    Professor suicida-se por não aguentar alunos

    Docente era vítima de bullying na escola onde leccionava. Ministério da Educação abre inquérito urgente

    Luís, professor de música, escolheu o silêncio no dia 9 de Fevereiro. Parou o carro na Ponte 25 de Abril e atirou-se ao Tejo. Atirou a vida e acabou, dessa maneira, com os problemas que o atormentavam. Luís pôs fim à vida porque era vítima de bullying na escola onde leccionava, a EB2,3 de Fitares, em Sintra.

    «Se o meu destino é sofrer dando aulas a alunos que não me respeitam e que me põem fora de mim, a única solução é o suicídio». Esta frase só foi encontrada no computador de Luís depois da morte. Tarde de mais. Mas os sinais do desespero estavam lá. Colegas e família reconhecem que ele era uma pessoa reservada e frágil. A história de Luís chocou a comunidade docente que fez circular a notícia por e-mail.

    http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/escola/professor-suicida-se-por-nao-aguentar-alunos

  2. 31 de Março de 2010

    Suicidou-se outro professor

    “Não consigo viver neste sofrimento, não suporto ouvir falar de escola. Não vou conseguir dar mais aulas.” Esta frase é extraída da carta que José António Fernandes Martins escreveu à mulher antes de se suicidar. Era professor de Matemática e Ciências da Natureza na Escola EB 2,3 de Vouzela e pôs termo à vida no início do presente ano lectivo. José António era um professor experiente, apaixonado pela sua profissão. Era estimado e respeitado pelos alunos e pelos colegas. Nos seus 19 anos de exercício docente, que um vórtice dramático de desespero interrompeu, José António foi director de turma, delegado de disciplina, coordenador de departamento e coordenador de projectos. Diz quem o conheceu e com ele privou que foi um lutador denodado em prol duma escola que não era a que lhe foi sendo imposta. Esgotou-se nessa luta inglória. Morreu numa espiral de sofrimento anónimo, apenas quebrado quando, depois de partir, lhe devassaram o computador. Referindo-se à anterior ministra, Maria de Lurdes Rodrigues, José António escreveu durante o prolongado processo de assédio moral que o vitimou: “Não consigo mais continuar a ser um bom professor. Esta ministra conseguiu secar tudo o que havia de bom na profissão docente.”

    https://www.publico.pt/opiniao/jornal/suicidouse-outro-professor-19098985

    • Anonimo on 21 de Maio de 2017 at 21:44
    • Responder

    A generalidade das Escolas vive hoje em clima de indisciplina generalizada sendo que os docentes e os auxiliares de acção educativa são as principais vitimas.

    Actualmente a crise de PRINCÍPIOS e de VALORES que se faz sentir a todos os níveis é transportada para dentro das Escolas.

    A maior parte dos problemas de indisciplina não sai para fora das portas das Escolas, isto é, não vem para a Comunicação Social. A indisciplina no espaço escolar é abafada pelas Direcções dos Agrupamentos numa politica do faz de conta (que está tudo bem).

    Em Escolas TEIP a situação ainda é pior, ou seja, reina a bagunçada dentro da Escola. Professoras agredidas psicologicamente e fisicamente é o pão nosso de cada dia.

    Não sei se recordam do “dá-me o telemóvel já!” …..ISTO É O DIA-A-DIA DAS ESCOLAS

    • Anonimo on 21 de Maio de 2017 at 21:53
    • Responder

    TORREMOLINOS 2017

    1200 estudantes portugueses expulsos de Torremolinos após vandalismo em hotel

    São mil e duzentos, os jovens portugueses que este fim-de semana foram expulsos pelas autoridades espanholas da cidade de Torremolinos. Segundo as poucas informações que a polícia local avançou, os jovens foram expulsos devido a atos de vandalismo no hotel Pueblo Camino Real, onde estavam hospedados.

    Apesar do pacto de silêncio que existe na cidade de Torremolinos, em Espanha, suspeita-se que os estragos rondem entre os 45 a 50 mil euros.

    A polícia informou também que alguns dos estudantes portugueses foram identificados mas mais informações ficaram remetidas para uma conferência de imprensa que se realizará ainda esta segunda-feira.

    Os jovens portugueses participavam numa viagem de finalistas.

    Segundo o jornal espanhol “El Pais” terão sido destruído azulejos, atirado colchões pelas janelas, esvaziado extintores nos corredores do hotel, entre outros atos de vandalismo.

    https://www.rtp.pt/noticias/mundo/1200-estudantes-portugueses-expulsos-de-torremolinos-apos-vandalismo-em-hotel_a994309

    JULGAVAM QUE OS HOTÉIS ESPANHÓIS SÃO IGUAIS ÁS ESCOLAS EM PORTUGAL……..

  3. “Já não sei mais o que fazer, ajude-me por favor! Ele (a) já não me obedece!” . Eu conheço um caso de um aluno que bate na mãe…

  4. Sem ceder a «facilitismos» – será que o ministro pensa isto ? todos sabemos que não. Basta olhar para as pautas dos cursos profissionais! altas notas.
    quando se começa a falar destas realidades ?

  5. é muito grave o que se está a passar na escola pública. Os cursos profissionais pelo excesso de carga horária, pela origem dos alunos, pelas falta de competências adquiridas ao longo dos anos, criam um desgaste nos professores… não tenho palavras. Uma hora com os profissionais é de ficar de rastos. Eu tenho uma turma que em grupo se recusam a trabalhar… não fazem absolutamente nada, nem caderno, nem lápis …nada. Todos omitem porque já não tem forças para enfrentar este faz de conta… BASTA ! é os nossos impostos. Nada de facilitismos.

    • Rufino Sousa on 22 de Maio de 2017 at 12:26
    • Responder

    FAZ DE CONTA

    FAZ DE CONTA que não se passa nada

    É esta a politica reinante nas Escolas Públicas em Portugal. A INDISCIPLINA é generalizada e mais acentuada em ESCOLAS TEIP com cursos Profissionais, Vocacionais, CEF….e quejandos.

    Na generalidade das Escolas Públicas existem Gabinetes do Aluno para tratar dos problemas da INDISCIPLINA mas de nada servem porque não existem normativos suficientemente dissuasores deste tipo de comportamentos.

    A BANDALHEIRA ESTÁ INSTITUCIONALIZADA NA ESCOLA PÚBLICA (o resto é Conversa da Treta)

    O TIAGO BRANDÃO RODRIGUES é mais um BANANA (digo, um BOY Xuxalista com Taxo no Ministério da Educação) que NADA FAZ.

    1. Esses gabinetes servem para fazer umas estatísticas e a papelada, ou seja, centenas de “participações” vão direitinhas para o caixote do Lixo no fim de cada ano lectivo.

      Não se passa nada. Está tudo numa BOA.

    • Julio on 22 de Maio de 2017 at 12:37
    • Responder

    É ISTO QUE DESGASTA DIARIAMENTE OS PROFESSORES

    1. Não há Sala de Aula NENHUMA das Escolas Públicas em Portugal em que os alunos não manuseiem durante as aulas os telemóveis, smartfones….

      Uma pessoa para não se chatear o melhor é fazer que não vê.

      Mesmo que um aluno vá suspenso passado uns dias volta à escola para gozar com a cara do professor

      É uma vergonha.

    • Tiago on 22 de Maio de 2017 at 14:13
    • Responder

    Os meninos de hoje:

    Os meninos não podem sair da nossa beira porque os meninos não podem estar sozinhos. Os meninos não podem ficar no recreio a brincar quando os professores faltam – são levados para a biblioteca ou para alguma aula de pseudo-apoio. Se os meninos ficassem no recreio a jogar à bola e se por acaso se magoassem, o que seria dessa escola! Os pais poderiam até processar a instituição de ensino! Os meninos não podem ir a pé ou de autocarro para a escola porque isso pode ser perigoso. Os meninos não se podem sujar ou magoar – os pais nunca se perdoariam (e fá-los-ia perder tempo que não têm). Os meninos andam a saltar de pais para os avós e para a escola e para o atl e para a piscina e para o inglês e para a música e para o karaté e para o futebol e para a patinagem e… Porque os meninos têm de estar sempre ocupados e nunca sozinhos; não saberiam o que fazer com o tempo livre. E os pais têm de ganhar dinheiro para os meninos andarem sempre bonitos e com roupa de marca – caso contrário, os colegas poderiam até gozá-los. E se o colega tem uma coisa, o menino também tem de ter (senão faz birra e com toda a razão). E os meninos têm de ter festas de aniversário espectaculares – e não pode ser em casa só com a família, que isso não se usa. Tem de ser com a turma toda e os amigos e os primos e tem de se alugar (e pagar) um sítio onde tenha muitos brinquedos e escorregas e palhaços e malabaristas e baby-sitters. Algum sítio onde alguém se responsabilize pelos filhos dos outros, de preferência. Os meninos, coitadinhos, são muito novos para pensar – mais vale nós planearmos a vida deles e dizer-lhes o que fazer. Mas só se eles concordarem, claro. Porque os meninos não têm culpa de nada; se se portam mal, a culpa é da educação que recebem na escola (que é o sítio onde eles devem ser educados). Os meninos não comem sopa e verduras porque não gostam Os meninos saem da mesa quando lhes apetece e passam o (pouco) tempo livre entre smartphones, tablets e computadores. Mesmo enquanto comem, coitadinhos, tem de haver alguma coisa para os entreter – e não se fala com a boca cheia. Alguns até comem com auscultadores colocados nos ouvidos – e ainda bem, para não incomodar a conversa dos adultos. Os meninos só vêem desenhos animados (e a televisão é deles quando eles estão em casa). Porque os meninos querem, os meninos têm. O que não vale é chorar – não gostamos de os ver tristes. Chora chora que a mamã dá mais brinquedos para brincares duas vezes e arrumar a um canto – a casa fica cheia deles; depois compram-se outros diferentes porque os meninos têm de ter sempre mais e mais coisas e mais experiências novas. Os meninos não ajudam em casa porque são meninos. Os meninos começam a sair cedo e os papás vão buscá-los onde e à hora que for necessário. Não há meninos burros, arruaceiros, nem medricas, nem preguiçosos, nem tímidos, nem distraídos, nem mal educados, nem maus, nem… Nada disso. Os meninos são todos bons (os melhores) e muito inteligentes. Todos. E todos os anos há meninos finalistas e festas de finalistas e viagens de finalistas e até praxes, do primeiro ao último ano da escola, porque eles são muito inteligentes e importantes, agora que acabaram mais um ano. Que bem, já tens a quarta classe – que orgulho, meu filho Ah, parece que foi ontem a tua festa de finalistas do terceiro ano… Os meninos não se podem (nem sabem) defender sozinhos; para isso é que existem os pais e os psicólogos e os professores e até os tribunais. Os meninos têm explicações desde a escola primária porque precisam de toda a ajuda possível para ser os melhores. Se não estão atentos nas aulas, a culpa é do professor. Os meninos não levam palmadas – ai se isso acontecer. Podiam ficar traumatizados, coitadinhos. Se os meninos estragam, os papás pagam. Os meninos têm direitos – mais concretamente, têm o direito a fazer o que lhes apetece porque são meninos e não têm de entender as preocupações dos crescidos. Por isso desarrumam a casa e todos os sítios por onde passam; partiu? virou? desapareceu? morreu? Não sei, eu sou apenas um menino.
    Até que um belo dia, os meninos se veem subitamente fora de casa e da escola e longe de todas as pessoas e coisas que costumam controlar todos os seus movimentos (e até pensamentos). Longe daqueles que lhes disseram sempre que os meninos não são responsáveis nem culpados daquilo que fazem.
    E só aí, longe pela primeira vez, começam a aprender a ser pessoas, a respeitar a liberdade e o espaço dos outros (os outros que afinal também existem! – descobrem os meninos nesta altura). Só aí entendem que cada acto tem uma consequência. E torna-se difícil – que a pegada dos meninos agora é grande e os erros notam-se como patas de elefante em cima de nenúfares. Destroem tudo porque têm de aprender e agora é muito mais complicado. Pensavam que podiam fazer tudo o que lhes apetecesse, mas afinal parece que não. Ninguém lhes tinha dito. E de repente aparecem ratos que assustam os elefantes. Todo aquele tamanho mas no fundo continuam apenas meninos que agora vivem em corpos de adultos. Ficam muito assustados (pudera) e não entendem.
    Voltam para casa e perguntam aos pais: o mundo é mesmo assim, papás? Não posso atirar colchões pela janela dos hotéis? Não posso ligar extintores e estragar as paredes e camas? Porque não avisaram antes?
    E nessa altura, levam um estalo – a primeira palmada das suas vidas. Deixaram finalmente de ser (e da pior forma) meninos.

    Tiago Simães .

        • Maria Conceição Oliveira on 26 de Maio de 2017 at 14:33
        • Responder

        Parabéns pelo texto ou discurso tão realista e incisivo. É exatamente o que sinto ,vejo e gosto de criticar também. Muitas famílias , nas suas espirais de stress e falta de visão educam agora muitos jovens assim .

    • Ana Coelho on 22 de Maio de 2017 at 14:28
    • Responder

    Seria muito bom a IGEC, por estes dias de final de ano lectivo, fazer umas aulas assistidas ao final de cada turno (manhã e tarde) nas Escolas para ver o ambiente dentro de cada sala de aulas.

    Seria também muito bom irem ver em cada Escola o número de participações disciplinares.

    Seria óptimo.

    Tirem as vossas conclusões.

    • Maria Conceição Oliveira on 22 de Maio de 2017 at 19:07
    • Responder

    Não deixassem os Encarregados de Educação meterem os “pés” em assuntos e áreas para onde nunca deveriam ser chamados e os abusos acabavam e o protecionismo e as intervenções patéticas tinham limites durante reuniões ou fora delas. Não é preciso assistir a aulas para ver comportamentos e ouvir respostas parvas e ofensivas. Se os professores o dizem é porque é verdade ! Temos que nos manter unidos para marcar os limites que incutirão respeito ao nosso trabalho e não permitir que Encarregados de Educação tentem , e é o que falta, ensinar a dar aulas e a planear aulas e recursos tais como TPC . Não foram os Encarregados de Educação , há algum tempo atrás que se queixaram que os alunos não tinham TPC suficientes ? E agora ? Queixam-se porque há muitos!!!! Em vez de andarem a criticar eduquem os filhos a falar sem asneiredo pelo meio e com mais postura na rua, em espaços fechados ou mesmo entre amigos. Apelo à nossa união como professores para , e repito, não deixem o autoritarismo ” maternal” ou ” paternal” avançar. O respeito pela escola deve começar pelos pais … E mais não digo .

    1. O que degradou o ambiente escolar foi a entrada dos pais nas Escolas….nos Conselhos de Turma…no Conselho Pedagógico….no Conselho Geral….

      Os pais vão para as Escolas questionar o papel dos professores e como seria de esperar…..deu asneira.

  6. Para terminar com a degradação do estatuto de PROFESSOR só há uma solução é a luta porque o palerma do Ministro Tiaguinho não quer saber disso para nada.

    http://www.sintunifesp.org.br/site/images/Agora–Greve.jpg

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