Foram 61 os docentes que se aposentaram da rede pública do Ministério da Educação com efeitos ao mês de Junho de 2017.
Fica aqui o quadro geral dos docentes aposentados desde 2012.
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14 comentários
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Este quadro é bem elucidativo da situação vivida pelos docentes mais velhos. Actualmente (ano de 2017) a idade legal de Aposentação é 66 ANOS e 3 MESES, no próximo ano de 2018 será de 66 ANOS e 4 MESES e assim sucessivamente….
É bom sublinhar que este Governo fez aprovar um Regime Especial de Aposentação para os Militares, GNR, PSP, Policia Marítima, Policia Judiciária….os quais aos 60 ANOS DE IDADE podem Aposentar-se sem qualquer tipo de penalização. No caso dos Militares e da GNR, aos 55 ANOS DE IDADE passam à RESERVA (isto é, vão para casa) e aguardam pelos 60 ANOS DE IDADE, momento a partir do qual passam à REFORMA/APOSENTAÇÃO.
No sector privado também existem Regimes Especiais de Reforma de que são exemplo as “bordadeiras da madeira”, os “controladores de tráfego aéreo”….
E os Professores são carne para canhão?
De que serve o Ministério da Educação reconhecer que os professores vivem uma situação de grande desgaste, que também resulta do seu envelhecimento, se depois nada é feito para o combater?
Em 5 de abril, o ministro falou em medidas de “ajustamento funcional”, mas não explicou quais seriam nem quando as tomaria. Para os professores o combate ao desgaste e ao envelhecimento passa, obrigatoriamente, pela *criação de um regime especial de aposentação*, mas o governo e a Assembleia da República têm-no rejeitado.
Este Governo e, em particular, o Ministro Tiago Brandão Rodrigues tem sido um BLUF
Os Professores não sentiram qualquer melhoria nas suas condições de trabalho. Os Horários de Trabalho são cada vez mais sobrecarregados. O desgaste é cada vez maior e o regime de aposentação continua na mesma.
Uma VERGONHA.
Este Governo chamado de GERINGONÇA em nada contribuiu para a melhoria das condições profissionais dos Professores.
A diferença em relação ao Ministro Nuno Crato é NULA e, portanto, venha o Diabo e escolha.
Um BLUF chamado TIAGO BRANDÃO RODRIGUES
http://www.jornalacores9.net/wp-content/uploads/2016/01/image-18-635×340.jpg
Esqueceu de referir que os militares e a GNR ainda tem UMA BONIFICAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO, ou seja, inicialmente essa Bonificação correspondia a um acréscimo de 25% (por cada 4 anos o militar é como se tivesse feito 5 anos) e agora essa BONIFICAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO passou para 15%
Um Militar ou um guarda da GNR com a bonificação (atual) de 15% no Tempo de Serviço se lá permanecerem 35 ANOS significa 40,25 ANOS (35 anos + 15% de bonificação = 40,25 ANOS DE SERVIÇO
Significa isto que estes GRUPOS PROFISSIONAIS são duplamente favorecidos.
Esta questão da «aposentação/reforma» diz respeito a todos os docentes e não apenas aos mais velhos.
O problema do elevadíssimo desgaste e do progressivo envelhecimento dos docentes deve ser resolvido.
http://www.spn.pt/Media/Default/_Profiles/4876592e/e26936e7/40anos.JPG?v=636111063806084844
As migalhas dadas pelo Ministro ao longo destes 2 anos de Governo:
– Substituiu a BCE;
– O ME vai vincular 3.000 professores em setembro, de um universo de 30.000 “precários”, e, por esse motivo, decidiu excluir os professores do programa geral de combate à precariedade e integração nos quadros da Administração Pública. Apesar desta exclusão, o Ministro da Educação afirma não poder assegurar que, na presente Legislatura, possam abrir-se novos processos de vinculação extraordinária.
Ou seja…. “a montanha pariu um rato”
“Com papas e bolos se enganam os tolos”
É esta a história de uma carreira cada vez mais desprestigiada.
Com esta média anual de aposentados (aproximadamente 600 professores/ano) será necessário tantos cursos de formação de jovens para a docência?
Não seria melhor fechar todos os Cursos Superiores direccionados para o Ensino?
Ou será preferível no fim dizer (como fez Pedro Passos Coelho) “Emigrem”?
Estes (o actuais Governantes) não dizem, mas seguem a mesma linha de actuação o que, no fundo, resulta na mesma coisa.
Agora entendo a razão de Fernanda Tadeu (Educadora de Infância e esposa do Primeiro Ministro António Costa) ter, em 2014, aderido ao «programa de rescisões por mútuo acordo do pessoal docente» lançado pelo então Ministro Nuno Crato.
VERGONHA
http://www.movenoticias.com/2015/08/conheca-a-mulher-que-podera-vir-a-ser-primeira-dama-apos-legislativas/
Eu já me safei….
Fernanda Tadeu (mulher de António Costa), que se formou na Escola Superior de Educadoras de Infância Maria Ulrich e, mais tarde, licenciou-se em educação especial.
Fernanda Tadeu era educadora de infância numa escola do concelho de Sintra. Em 2014, acabou por aderir ao programa de rescisões por mútuo acordo do pessoal docente. O Governo de Pedro Passos Coelho deferiu o pedido e Fernanda Tadeu já se safou.
https://a.disquscdn.com/uploads/mediaembed/images/4130/3116/original.jpg
FERNANDA TADEU (mulher de António Costa) EM DEZ PONTOS:
1 – Nasceu a 18 de outubro de 1959, em Carnide. Foi filha única de uma mãe doméstica e um pai que fez carreira a reparar máquinas na Teixeira Duarte
2 – Formou-se na Escola Superior de Educadoras de Infância Maria Ulrich. Mais tarde, tirou a licenciatura em educação especial e uma pós graduação
3 – Casou, pelo civil, com António Costa, em julho de 1987. Não fizeram copo de água. Só pensavam em fugir para Veneza…
4 – Tem dois filhos – Pedro, de 25, e Catarina, de 22 anos – e um beagle chamado Rufus
5 – Não é sócia de nenhum clube desportivo nem filiação partidária, mas em 2014 inscreveu-se como simpatizante do PS para poder votar no marido
6 – Em 2008, participou na Marcha dos Indignados, que levou milhares de professores para a rua, em protesto contra o governo socialista
7 – Aderiu ao Programa de rescisões por mútuo acordo do pessoal docente em 2014. Tinha 55 anos
AOS 55 ANOS DE IDADE DEU DE FROSQUES ao abrigo do «Programa de Rescisões Amigáveis» lançado pelo Governo de Pedro Passos Coelho.
VERGONHA
http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/laura-ferreira-e-fernanda-tadeu-em-10-pontos=f828261
A mulher não se reformou, nem sequer tem salário .Recebeu uma indemnização e continua a descontar para a caixa geral de aposentações, só quando atingir a idade legal da reforma é que a vai receber.Foi o que fizeram muitos professores dos últimos escalões.Esta até nem é nenhuma aldrabice feita pelos políticos.a criatura está dentro da lei.
Cara colega Adília
Devo dizer-lhe que meti o pedido de “rescisão” e foi-me INDEFERIDO, ou seja, não tive direito a sair embora preenchendo as condições para tal. E como eu, muito mais colegas viram o seu pedido de “rescisão” amigável com o MEC indeferido.
Qual a razão do pedido de Fernanda Tadeu ter sido deferido e o de muitos (mas muitos docentes) terem sido indeferidos com o fundamento em já não existir dinheiro para as respectivas indemnizações???????
Há uns mais iguais que outros! Será isso?
Farta de politicos e de politiquices….de amigos e amiguismos….
E, perante tudo isto o que fazem, a generalidade dos professores? continuam a seguir cordialmente as regras do poder e a participar em todas as festas e romarias, desde o mais ao menos profícuo desfile, aos sábados e até domingos se preciso for. Cada vez mais, vejo esta classe a subjugar-se, até porque democracia é o que parece já não existir na gestão das escolas.
Colega António Barreto
Nas Escolas há muitas colegas que se prestam à palhaçada e com os alunos e, por isso, temos uma classe «sem classe» e que não é respeitada porque não o merece.
Veja os Juízes, os advogados, os procuradores, os engenheiros…… compare com as «professorinhas»….enfim, uma vergonha…
Aposentação antecipada e não penalizada aos 48 anos de serviço é “conjunto vazio”
O governo anunciou um bónus na aposentação para as carreiras contributivas mais longas, cuja principal medida será a não penalização por idade de quem atingir os 48 anos de descontos.
Para usufruírem deste “benefício”, os professores teriam de trabalhar, ininterruptamente, desde os 18 anos de idade e sempre em horários completos e anuais. Nesse caso, que seria absolutamente excecional, poder-se-iam aposentar aos 66 anos, o que significaria um bónus de apenas 3 meses. E, mesmo assim, só poderiam beneficiar desta “regalia” os que exercessem a sua atividade no setor privado, pois o mesmo não terá aplicação no público.
No público, ao que se sabe, os trabalhadores continuarão a poder antecipar a aposentação para os 55 anos desde que, quando atinjam essa idade, já tenham 30 anos de descontos. Mas que acontece a quem se aposentar com esta idade e este tempo de serviço? Perderá 6% por cada ano aquém dos 66 de idade (66%) mais 1,5% dos 3 meses em falta para o tempo completo, o que significa uma quebra de 67,5% na sua pensão de aposentação.
Para além disso, teria um corte de 2,5% por cada ano de serviço aquém dos 40, o que, no caso, significaria 25%. Haveria ainda a redução resultante do chamado fator de sustentabilidade que, este ano, é de 13,88%, aplicado ao cálculo da pensão.
Surge, então, a dúvida: neste caso, o trabalhador terá de pagar para se manter aposentado? Não, mas apenas lhe seria garantido um valor mínimo de pensão. Por exemplo, para um salário de 2.000 euros desde 2010, a pensão seria de 408,09 euros!
A reivindicação de um regime especial de aposentação para os professores é justa, não por qualquer privilégio que devam ter, mas porque, reconhecidamente, a sua é uma profissão de grande desgaste físico e psicológico, o que por si só justifica tal regime. É por ele que os professores lutarão!
E porque não deixa de lutar pelo que é justo e adequado
FENPROF PROMOVE SUBSCRIÇÃO DE POSTAL, PELOS PROFESSORES,
EM DEFESA DAQUELE REGIME ESPECIAL DE APOSENTAÇÃO
Pelas razões que antes são referidas, a profissão docente é, reconhecidamente, uma profissão de elevado desgaste físico e psicológico, sendo vários os fatores que contribuem nesse sentido. A agravá-los, sobremaneira, está o acelerado envelhecimento a que a profissão tem sido sujeita, por aplicação do injusto e muito penalizador regime de aposentação que vigora.
A FENPROF não se exclui da indispensável luta, que é comum a todos os trabalhadores, em defesa de um regime de aposentação justo, contudo, entende que, há situações que, pelo desgaste dos profissionais e a particularidade da função que desempenham, justificam normas especiais no acesso à aposentação que, inclusivamente, já existem em algumas profissões.
No caso dos docentes, o problema tem um impacto – nos professores, na vida das escolas, nas aprendizagens e na disciplina dos alunos – que é conhecido de todos. A própria OCDE, no recente relatório do PISA, fez referência a esse envelhecimento do corpo docente das escolas portuguesas.
A FENPROF coloca esta exigência no topo das suas reivindicações e, entre outras ações, irá promover a subscrição de um postal pelos professores, em que estes assinalam os anos de serviço que têm, a idade, o ano em que se irão aposentar e o tempo de serviço que terão nesse momento. Os subscritores exigirão, por último, a abertura de negociações, com vista à criação de um regime especial de aposentação. Os postais (exemplar em anexo) serão entregues ao Governo em iniciativa a anunciar oportunamente.
Nota final: Recorda-se que a FENPROF dirigiu diversas perguntas, a este propósito, aos grupos parlamentares, no sentido de conhecer a sua posição sobre a criação de um regime especial de aposentação para os docentes e, também, tentando saber que outras propostas têm de combate ao desgaste dos profissionais. As respostas serão divulgadas pela FENPROF logo que sejam recebidas.
O Secretariado Nacional da FENPROF
http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=327&doc=10843