A ANDAEP hoje veio a público dizer que os professores deviam ser penalizados por mais um ano no caso de não aceitarem uma colocação.
Não discordo e até acho que aumentar a penalização por uma não aceitação seria encarado como uma moralização para estas denuncias.
Actualmente o sistema de penalizações apenas impede o docente de ser candidato nesse ano a mais alguma colocação pelo ME, A ANDAEP propõe que a penalização seja pelo ano da não aceitação e pelo seguinte.
No meu ponto de vista importa separar duas situações.
A primeira que é uma não aceitação de um horário anual e completo logo no início do ano lectivo.
A segunda uma não aceitação que ocorra ao longo do ano em qualquer tipo de horário.
Geralmente quem não aceita uma colocação anual e completa logo no início do ano é porque não precisa de trabalho no ensino público e muitas vezes são docentes das escolas com contrato de associação que tentam obter uma colocação no ensino público, antes de saberem se o seu vínculo se irá manter nessas escolas.
Aqui acho que a penalização faria todo o sentido ser por dois anos.
No caso das colocações que ocorram ao longo do ano, muitas vezes em horários temporários, já não faz tanto sentido a penalização por dois anos. Quem não consegue uma colocação logo no início do ano não pode ficar apenas à espera de trabalhar no ensino e muitas vezes os docentes conseguem um outro trabalho que o impede de aceitar essa colocação.
Para resolver esta situação devia o MEC ponderar a alteração das preferências (ou mesmo a anulação de algumas) em diversos momentos do ano. Evitava-se assim muitas das não aceitações.
Também considero que quem não aceitasse um vínculo ao estado devia ser penalizado por tempo maior. Principalmente nos casos em que não haja recuperação de vaga dessa não aceitação para outro docente.
Direções Querem Sancionar Quem Nega Colocações




10 comentários
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Olá Arlindo, Sempre o bom senso a funcionar.
Parabéns
Muito simples é só criar um botão de desistência de preferências antes de ser colocado ou de todas as preferências antes de ser colocado. A última opção já existe nos Açores. E penalização de 2 anos para quem não o fizer. Outra possibilidade seria suspender a sua candidatura para todas as preferências, para quem está colocado em horários temporários nos Açores ou Madeira, podendo regressar à RR quando deixasse de ter contrato nos Açores ou Madeira. Mas as penalizações devem existir, pois caso contrário há quem ande a brincar com os colegas e os alunos.
PARABÉNS Arlindo pela excelência análise do problema. Não entendo a postura da ANDAEP ? fica-se à espera de colocação, mês após mês à espera de uma colocação temporária, com horários incompletos, com horários a rondar por vezes os 500 euros … na plataforma esta situação pode ser resolvida sem necessidade de penalização. Acrescentar um botão – desistência.
A todos os que falam de penalizações gostaria de ver estes senhores sentados, semana após semana, mês após mês, à espera de um horário… é a angustia de não saber onde se fica, que disciplina, quanto tempo, que ordenado. Somos 20.000 na precariedade a servir o estado e a levar com penalizações por não estarmos o ano todo totalmente disponíveis… país de gente pequenina !!! ninguém fala do tamanho do QZP ? será que isso não é problema ?
A partir de agora não há obrigatoriedade de concorrer a todo QZP e por isso é que a solicitação dos diretores não é descabida. Cada pessoa passa a ser livre de concorrer para os horários apenas que deseja. Não há mínimos obrigatórios. De qualquer modo, um botão de suspensão do concurso evitaria ser-se colocado caso não se quisesse, assim como um de desistência total ou de preferências.
O Sr. “Filinto Ramos, afirmou que é a favor da penalização dos docentes…” In: JE
Quem é o Sr. Filinto?…
Olhe os diretores são hoje os Hitlerzinhos do bloco central com um direito de opinião e só o futuro sabe o que para aí vem em termos de poder a estas criaturas.Os mal amados reitores do tempo do Salazar tinham de concorrer a nível nacional e prestar provas públicas.Estes tiraram uns curselhos aos fins de semana e com ajuda dos partidos e regionalização atualmente tem um poder …..
Para quando o fim desta ditadura?
Discordo da penalização. No meu caso aceitei a colocação e depois rescindi,mas fiquei penalizada na mesma. Estive no estrangeiro por quase um ano. Regressei grávida para ter cá a minha bebé. Fiquei colocada quando esta tinha 15 dias e qual não foi o meu espanto quando fiquei a saber que não tinha direito à licença de maternidade muito menos à dispensa do trabalho porque não tenha ” prazo de garantia” para a SS. Depois de uma cesariana ra impensável trabalhar tendo passado apenas 15 dias. Cada caso é um caso…mas continuo a duscordar da penalização por mais de um ano lectivo.
Cada caso é um caso. Se um contratado fica colocado a 300 km e , durante o período experimental, surgir um horário em CE a 50 km, penso que tem todo o direito de procurar o que é melhor para si e para a sua família. Além disso, os professores contratados são abrangidos, como qualquer trabalhador, pelo CPA que prevê estas situações. Penalizar seria ir contra a lei geral do trabalho.
Parece-me óbvio que se deve penalizar quem já é vinculado, porque pertence aos quadros do Ministério. Agora, para um contratado, que é explorado por uma entidade patronal durante 15 ou 20 anos, sem que lhe dêem o direito de vincular, como diz a lei, não deve ser penalizado. Se os querem penalizar, vinculem-nos.
Discorda da penalização aos contratados – pensem em agilizar o sistema melhorando o sistema informático
“Objeção de consciência”
http://www.comregras.com/objecao-de-consciencia/
16 Fev, 2017 in Rubricas – ComRegras Luís Costa by Alexandre Henriques