Igualdade entre professores do privado e do público gera confusão em concurso

Volto a perguntar:

A Secretária de Estado Adjunta e da Educação Perdeu o Pio?

 

(…) Governo aprovou ontem novas regras de colocação de professores que põem em pé de igualdade os docentes do privado com os do público. Norma surpreendeu sindicatos que vão recorrer a todos os meios para a travar

Estalou o verniz no mundo da Educação. Depois da batalha com os colégios privados, o ministro Tiago Brandão Rodrigues vai enfrentar uma nova guerra, desta vez com os sindicatos, por causa das novas regras do concurso de professores.

É que à última hora o Ministério surpreendeu os sindicatos ao incluir no diploma, ontem aprovado em Conselho de Ministros, uma norma que não constava das várias versões que foram discutidas durante os dois meses de negociações, disse ao i a Fenprof.

Em causa está a regra que põe em pé de igualdade os professores da escola pública com os docentes que dão aulas em colégios privados, com quem o Ministério tem contratos de associação. Regra que é “totalmente o oposto do que disse a tutela” durante as reuniões e é “uma deslealdade negocial”, disse ao i Vítor Godinho, que pela parte da Fenprof coordenou as negociações com o Ministério da Educação.

Mas esta não é a única regra a que os sindicatos se opõem. Por isso, tanto a Fenprof como a Federação Nacional da Educação (FNE) não tardaram a deixar o aviso que vão recorrer a todos os meios – apelos ao Presidente da República, Parlamento, Provedor de Justiça, Bruxelas, greves e manifestações – para tentar alterar pelo menos três das novas normas do diploma de concursos.

No entanto, para o ministro da Educação o diploma aprovado “resulta de uma significativa aproximação às reivindicações das estruturas representantes dos docentes”.

Ministério contradiz-se

O Ministério da Educação não divulgou, nem aos sindicatos, nem à comunicação social, a versão final do diploma.

No entanto, de acordo com o comunicado enviado às redações, lê-se que nos próximos dois anos letivos vai ser possível que os professores “oriundos de estabelecimentos de ensino com contratos de associação” concorram a um lugar numa escola pública “em igualdade de condições em relação aos docentes do ensino público”.

A regra está em vigor mas os sindicatos queriam fazer uma alteração de forma a que os professores do privado fossem colocados após os do ensino público. E, de acordo com os sindicatos, as negociações com o Ministério da Educação foram conduzidas nesse sentido.

Em dezembro, o Ministério da Educação desmentiu uma notícia do “Público”, que com base em declarações no Parlamento da secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, escreveu que os professores do privado iriam concorrer em pé de igualdade com os professores da escola pública. “Os professores dos colégios com contratos de associação não são considerados rede pública para efeitos de recrutamento de docentes, pelo que não entrarão na 2.ª prioridade (ao contrário do que acontece no diploma ainda em vigor)”, disse na altura o Ministério da Educação. O oposto do que foi ontem aprovado.

 

E o larocas vem com conversa para boi dormir?

 

(…) O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, disse na conferência de imprensa do Conselho de Ministros que os diplomas aprovados contém “melhorias substanciais” em relação às propostas iniciais e uma “significativa aproximação às reivindicações das estruturas representadas pelos docentes”

 

Ao que parece sim e é a palhaçada total:

Poderão os Professores das Escolas Com Contrato de Associação Concorrer em 2ª Prioridade?

 

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23 comentários

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    • Anonimo on 3 de Fevereiro de 2017 at 12:48
    • Responder

    Já existem algumas situações de injustiça com professores, nomeadamente o de regresso das Licenças sem Vencimento que em todos os Ministérios e Organismos é automaticamente deferida e no caso dos docentes andam anos e anos seguidos a tentar no da Educação e não conseguem voltar, que vão optar pela greve de fome em frente ao Ministério. É uma questão dos professores injustiçados se juntarem e aí a luta é bem diferente. O seu a seu dono!

      • justo on 3 de Fevereiro de 2017 at 14:13
      • Responder

      Os professores do EPE não vão ter outra alternativa! Mais vale morrer de fome do que ser ultrapassados pelos professores do privado! Não é aceitável

    • Marco Pedrosa on 3 de Fevereiro de 2017 at 12:52
    • Responder

    E é assim que todos perdem: sindicatos e professores a lutarem uns contras os outros. O motivo da guerra: migalhas!
    Todas as medidas que são adicionadas à épica jornada dos concursos de professores são apenas para moldar ligeiramente a borrada que existe.
    Quando haverá uma convergência, de todos os envolvidos na luta por uma carreira docente decente, no sentido de termos o direito a um concurso “normal”? Na minha terra, a isto chama-se atirar pó para os olhos!
    O mal não está nesta ou naquela medida: está na raiz!

    Eu vejo as coisas assim:
    o concurso de professores é um prato de espaguete mal cozinhado: cada fio colado ao outro, num emaranhado impossível de destrinçar!
    Em vez disso, deveria ser um prato de arroz basmati: cada grão devidamente solto e fácil de arrumar.
    Quando está no meu prato, é fácil comer o espaguete: corto-o à faca. É todo meu. O problema é quando ainda está na panela, e é preciso distribuir pelos pratos de cada um… vem sempre tudo colado e é difícil distribuir equitativamente todo o conteúdo da panela.
    Bom apetite 🙂

      • B on 3 de Fevereiro de 2017 at 14:11
      • Responder

      Sim. É preciso um concurso para todos quadros e contratados ordenados pela graduação numa só lista. É simples, mas os interreses falam mais forte. Por dinheiro empuram-se uns para ceder o lugar a outros.

    • Anonimo on 3 de Fevereiro de 2017 at 14:37
    • Responder

    PS, PSD e CDS-PP rejeitam iniciativas para integrar docentes contratados

    PS, PSD e CDS-PP uniram-se hoje para rejeitar um projeto de lei do PCP e uma recomendação ao Governo do BE relativos ao regime de vinculação dos docentes na carreira.

    Ambos os projetos tiveram votos favoráveis das restantes bancadas, insuficientes, contudo, para a sua aprovação.

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    O PCP pretendia alterar uma norma aprovada pelo anterior Governo PSD/CDS-PP, que exige, para a vinculação na carreira dos docentes contratados, que “além dos 5 anos de serviço ou quatro renovações, que os mesmos sejam sucessivos, de horário completo e anual e no mesmo grupo de recrutamento”.

    Os comunistas visavam alterar aquilo a que chamam de “norma-travão”, prevendo que todos os docentes que perfaçam três anos de serviço se vinculem na carreira automaticamente.

    No mesmo sentido, o projeto de resolução do Bloco de Esquerda visa eliminar esta “norma-travão” e consagrar o limite de três contratos sucessivos previsto no Código do Trabalho para integrar na carreira os docentes contratados, criando ainda “um mecanismo extraordinário que permita vincular os docentes que, tendo sido colocados durante vários anos sucessivos, foram vítimas das injustiças da atual ‘norma travão'”.

    https://www.noticiasaominuto.com/politica/735174/ps-psd-e-cds-pp-rejeitam-iniciativas-para-integrar-docentes-contratados

    • José on 3 de Fevereiro de 2017 at 19:04
    • Responder

    Vão concorrer sim em segunda prioridade, o Ministério já esclareceu, e durante dois anos. E vai ser muito complicada quem anda contratado à uns anos no publico arranjar horário. Ao permitir que estes colegas concorram em 2º por dois anos faz com que muitos vão saltar imediatamente do privado para o público, existem inúmeros colegas do privado com cerca de 50 anos que tem médias enormes, e não vão arriscar ficar nas escolas com contrato de associação porque estas escolas vão ficar definitivamente “enterradas”. Assim vão ocupar todos os horários completos quebrando o ciclo dos colegas do público. É evidente que não vão entrar logo para os quadros, mas daqui a quatro anos são estes colegas que vão entrar.

    • antónio on 3 de Fevereiro de 2017 at 20:04
    • Responder

    sou do privado. troco de lugar com alguém do público, de norte a sul.

      • lia on 3 de Fevereiro de 2017 at 21:07
      • Responder

      Pois trocas. Agora que tens uma boa graduação, podes ultrapassar os otários do público que andaram anos a “tapar buracos” pelo país.
      Só um exemplo: um professor que entrou há 20 anos no privado TEM 20 ANOS DE SERVIÇO. A maior parte dos professores que entraram há 20 anos nas escolas públicas, dificilmente terão mais do que 16 ou 17 anos de serviço devido a horários incompletos, temporários, etc.
      Não és só tu a querer trocar, são milhares. Digo isto com muita pena dos que sempre trabalharam para o estado, porque vão deixar de ter o lugar que sempre tiveram no estado.
      Vamos ter nas listas professores (do privado) mais novos e COM MUITO MAIS TEMPO DE SERVIÇO a ultrapassar toda a gente do público. Infelizmente esta vai ser a realidade.

        • antónio on 4 de Fevereiro de 2017 at 0:52
        • Responder

        parece que não percebeu o que eu quis dizer. não me importo de ir um ano para o algarve, outro para trás os montes, outro para o minho e por aí fora…… . mas infelizmente ainda não consegui encontrar ninguém que queira ficar perto de casa.

          • ana on 4 de Fevereiro de 2017 at 12:40

          Então porque não concorreste a nível nacional, como toda a gente e preferiste ficar no colégio?
          Fazias como os outros; concorrias e ficavas à espera do que te poderia sair na rifa, incluindo a possibilidade do desemprego.
          Além disso, os diretores dos colégios nunca aceitariam trocas. Se saíres, eles já têm alguém “à medida” para ocupar o teu lugar. Achas que eles aceitariam permutas? lololol
          Pensas que enganas alguém com essa conversa? Os professores da escola pública há muito que deixaram de ser parvos.

          • antónio on 4 de Fevereiro de 2017 at 13:20

          mas se o problema é ficar perto de casa porque não vai dar aulas para um colégio?

          • ana on 4 de Fevereiro de 2017 at 15:45

          Porque os amigos estão primeiro. Percebeu?

          • antónio on 4 de Fevereiro de 2017 at 16:03

          amigos? realmente por amigos professores a varrer salas e com horários de 28 horas letivas sem pagar horas extras, quem precisa de inimigos?

      • Costa on 3 de Fevereiro de 2017 at 22:17
      • Responder

      Claro que trocas, como tu milhares que fizeram 10 ou 20 anos perto de casa (imagino que com poucas condições) mas tem os anos completos. Agora passados estes anos todos concorrem ao público e ultrapassam pela direita milhares de colegas que trabalham à 10 ou mais anos a “tapar buracos” em horários incompletos correndo o pais de norte a sul. Uma injustiça e pouca vergonha que permite que os professores dos colégios privados ultrapassem os “otários do público empurrando muitos colegas que sempre serviram a escola pública para o desemprego. Tudo isto com o patrocinio do MEC e com a concordância de alguns sindicatos “sem vergonha”.

        • antónio on 4 de Fevereiro de 2017 at 0:53
        • Responder

        parece que não percebeu o que eu quis dizer. não me importo de ir um ano para o algarve, outro para trás os montes, outro para o minho e por aí fora…… . mas infelizmente ainda não consegui encontrar ninguém que queira ficar perto de casa

          • B on 4 de Fevereiro de 2017 at 9:42

          Brincalhão! Depois de trocar, se for muito graduado vai para onde lhe apetecer.

          • antónio on 4 de Fevereiro de 2017 at 10:12

          claro que estou a brincar! mas também é a sério, ou ainda não perceberam que o único argumento é o de ficar perto de casa.
          e o resto? já algum professor trabalhou fins de semana, a perder de conta, de borla? horários semanais furados? redução de horários? regalias na saúde……. posso elencar mais.

          • João da Ega on 4 de Fevereiro de 2017 at 14:20

          Trabalhar fins de semana a perder de conta, de borla: check!
          Horários semanais furados: check!
          Redução de horários: check!
          Regalias na saúde: check! (sendo a regalia poder ter acesso à ADSE, pagando todos os meses para a ter)

          Em escolas públicas.

    • Costa on 3 de Fevereiro de 2017 at 22:22
    • Responder

    Muitos colegas dos colégios privados que fizeram 10 ou 20 anos perto de casa (imagino que com poucas condições) mas tem os anos completos. Agora passados estes anos todos concorrem ao público e ultrapassam pela direita milhares de colegas que trabalham à 10 ou mais anos a “tapar buracos” em horários incompletos correndo o pais de norte a sul. Uma injustiça e pouca vergonha que permite que os professores dos colégios privados ultrapassem os “otários do público empurrando muitos colegas que sempre serviram a escola pública para o desemprego. Tudo isto com o patrocinio do MEC e com a concordância de alguns sindicatos “sem vergonha”. Perderam um sócio e devem perder mais.

    • paula on 4 de Fevereiro de 2017 at 10:56
    • Responder

    Os nossos Desgovernastes no seu melhor, dizem que os do público ficam beneficiados, os amarelos fazem umas manifestações e repentinamente desaparecem e permanecem calados. Finalmente passam todos à frente dos que sempre trabalharam no público, e nós que somos os Otários andamos entretidos a falar na VE, e a criticar a BCE (também não concordava com o sistema), mas agora os privados vão ficar com os Anuais obter as 4 renovações… e os otários vão continuar otários…. Porque não temos quem nos represente com dignidade e convicção, estes políticos gozam com a nossa situação

      • Costa on 4 de Fevereiro de 2017 at 12:42
      • Responder

      O pior colegas é que corre nas redes sociais que a ideia de colocar os professores dos colégios privados na mesma prioridade dos “otários” foi dos dos nossos mais conhecidos sindicatos. Por mim perderam um sócios esses sindicatos defensores dos colégios. Uma vergonha desta forma empurram milhares de otários para o deemprego e ainda se ficam a rir.

        • Elisa on 4 de Fevereiro de 2017 at 21:37
        • Responder

        Esta situação revoltante tem que ser combatida. A ocultação destas intenções, o silencio dos amarelos, o silencio dos sindicatos que também tem os seus interesses deixa entrever corrupção. Esta na hora de não esperarmos comodamente que nos defendam e ir para a rua.

          • Elisa on 4 de Fevereiro de 2017 at 21:47

          Etimologicamente, o termo “corrupção” surgiu a partir do latim corruptus, que significa o “ato de quebrar aos pedaços”, ou seja, decompor e deteriorar algo.

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