A Secretária de Estado Adjunta e da Educação Perdeu o Pio?

(…) Se os professores do ensino privado podem concorrer em igualdade com os do ensino público para a rede pública, então quero concursos públicos, em igualdade de circunstâncias, para concorrer para a rede privada. (…)

 

Pois, só que a política é um enorme teatro de enganos e basta um telefonema para eles regressarem aos curros

O teatrinho de treta do costume.

Os comidos são os mesmos de sempre.

É muito chato, nós sabemos

E os amarelinhos ultrapassam pela direita, é uma alegria.

 

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12 comentários

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    • anónimo on 3 de Fevereiro de 2017 at 10:35
    • Responder

    Que comentários taaaaaaaaaaaoooooooooooooo tristes e ignorantes! os deste artigo.

    • Marco Pedrosa on 3 de Fevereiro de 2017 at 11:55
    • Responder

    Compreendo e aceito que haja dúvidas sobre a justiça desta medida. Mas não confundam, por favor, amarelinhos com professores do ensino particular e cooperativo. Eu sou um deles, nunca me vesti de amarelo. E posso garantir que a esmagadora maioria dos meus colegas que o fizeram foi porque a pressão vinda das entidades patronais, embora não assumida, foi mais forte. Se há quem pense que é um privilégio trabalhar nestas instituições, desengane-se de uma vez por todas. Eu coloco a situação num ponto de vista inverso ao que é por aí aclamado: eu sacrifiquei-me, vindo para o ensino particular, como forma de arrecadar algum tempo de serviço. Sim, leram bem: SACRIFIQUEI-ME! Vim trabalhar para um local a 250km de casa, longe da minha família, amigos, de tudo o que tinha. Sujeitei-me a mais horas de trabalho, a troco de menos remuneração; sujeitei-me aos devaneios e medidas baseadas em opiniões pessoais, contraditórias com tudo quanto é estudo científico e investigação sobre pedagogia, com a finalidade de apenas aumentar o lucro; lutei, dentro das minhas limitações, contra a conversão de um estabelecimento de ensino numa empresa, puramente guiada por políticas economicistas; sacrifiquei alguns anos da minha vida, que muitos COLEGAS RECUSARAM fazer, porque não estavam para se sujeitar a estas condições. Ao contrário, preferiram esperar por uns meses de trabalho por cada ano, mesmo sabendo que isso iria pesar na sua graduação profissional.
    Portanto, por favor, peço: não nos chamem amarelinhos. Para a esmagadora maioria de nós, é ofensivo; para muitos outros, é vergonhoso. Foram obrigados a isso, tal como foram os alunos. E, hoje, arrependem-se.

      • Alberto Miranda on 3 de Fevereiro de 2017 at 12:17
      • Responder

      Caro colega,
      Tem razão em muitas afirmações que faz. No entanto, lembro que milhares de professores do ensino público leciona longe de casa (na minha escola há vários colegas que fazem mais de duzentos quilómetros por dia), tendo filhos pequenos. Também conheço situações de professores do ensino privado que estão a trabalhar pertinho de casa e talvez seja essa a maior razão para trabalhar no privado.

        • Marco Pedrosa on 3 de Fevereiro de 2017 at 12:35
        • Responder

        Claro que há colegas a trabalhar pertinho de casa. No privado e no público. Assim com os há que fazem do novo local a nova casa. Mas também os há, e muitos, que estão com contratos de setembro a junho, a 300km de casa. Tenho-os aqui na minha escola. E o vencimento, bem, não passa muito do 700€… Penso que este assunto merece ser discutido e aprofundado, mas com dados reais e atuais, e não com base em julgamentos tempestuosos e fundamentados em situações particulares. Temos que ser todos professores, com capacidade de discutir aberta e cordialmente todo e qualquer assunto que diga respeito às nossas carreiras profissionais que, consequentemente, arrastam com elas a nossa vida pessoal.
        Os melhores cumprimentos.

      • justo on 3 de Fevereiro de 2017 at 14:34
      • Responder

      Oh colega!!! E então os professores do ensino de português no estrangeiro concorrerem atrás destes professores? Valha-nos DEUS!!!

    • fdm on 3 de Fevereiro de 2017 at 12:02
    • Responder

    A ultrapassagem não é só pela direita, neste caso até foi pela esquerda dos geringonças. A graduação profissional não vale nada, ter trabalhado no público não vale nada, estar no quando não vale nada… Quando tiveres uma oportunidade aproveita-a porque amanhã as regras não serão as mesmas. Esta é a única certeza.

    • Desiludida on 3 de Fevereiro de 2017 at 13:50
    • Responder

    É inaceitável esta injustiça para quem sempre trabalhou no público com vista a acumular tempo de serviço e subir na lista de graduação. Agora, o que vê à sua frente é o desemprego.
    No meu caso, quando me formei, há 17 anos comecei não me foi possível encontrar colocação no ensino público. Ainda tentei, durante três anos, entrar no ensino privado (enviando cv’s para quase todo o país) mas como não tinha cunhas nunca o consegui. Apesar de há 15 concorrer para todo o país, nunca consegui um único horário completo e foram raros os anos em que consegui acumular dois horários. Daí resultou que possuo apenas 6 anos de serviço . Enquanto isso, os que saíram das universidades com umas notas fracas (que não é o meu caso, pois na universidade pública em que me formei a nota mais alta, na altura, era o 14 e foi essa a minha nota) e que também não conseguiram colocação no público, tiveram a sorte de arranjar uns padrinhos e hoje, são esses que vão passar à minha frente nas listas de graduação. Já não bastavam aqueles que saem hoje com notas altíssimas e que, nos últimos anos, com a ajuda de critérios manhosos têm vindo a conquistar lugares à minha frente, nas listas de graduação, tenho agora mais umas centenas à minha frente. Conclusão: eu que sempre tapei buracos na escola pública (Não foi escolha minha! Como nunca tive acesso a horários completos, para não ficar no desemprego acabava por aceitar horários pequenos) e fui útil sou agora posta de lado, numa altura em que deveria estabilizar a minha carreira profissional. O ME está a tratar-me como lixo mas tenho a certeza que alguém me irá dar razão nos tribunais, nem que seja no Tribunal Europeu pois eu sempre dei preferência à escola pública e hoje, essa mesma escola rejeita-me para colocar, num lugar que me pertenceria por justo direito, queles que nunca a serviram e nunca necessitaram de fazer milhares de km’s longe das suas famílias. Estou muito desiludida mas “farei das tripas coração” para fazer valer os meus direitos.

    • Vera on 3 de Fevereiro de 2017 at 13:51
    • Responder

    Se era para isto mais valia este governo estar calado e quieto.
    E mais, pelo que se percebeu das negociações ainda há vagas do concurso interno que passarão para o externo para que estes caros amarelos possam desde logo vincular no quadro de escola que lhes apetece.

    • Desiludida on 3 de Fevereiro de 2017 at 14:06
    • Responder

    Alguém poderá dizer: “mas tu podias ter tentado o ensino particular e hoje estarias no mesmo lugar daqueles que dizes passarem-te à frente”. Pois… mas até há pouco tempo, o tempo de serviço acumulado no privado contava zero. Ainda que eu tivesse a possibilidade de conseguir horários completos no privado eu acabaria sempre por dar preferência a um horário público, ainda que pequeno, pois desse modo estaria a acumular tempo de serviço público. Outros, optaram por um lugar no privado, com um salário mais confortável e seguro todos os meses. Foram escolhas! Eu não acumulei tanto tempo de serviço e vivi (nos últimos 17 anos!!!) com parcos recursos financeiros, sempre na esperança de que, um dia, esses meus sacrifícios valessem a pena. Vejo agora que tudo aquilo que fiz em prol de um futuro melhor foi em vão. Todas as mudanças legislativas ocorridas nos últimos anos foram-no para servir interesses de alguns e essa é a minha convicção.

    • Desiludida on 3 de Fevereiro de 2017 at 14:24
    • Responder

    Quem escolheu o ensino privado há anos atrás sabia que o seu tempo de serviço não contaria para aceder diretamente a lugares na escola pública. Mesmo assim, preferiram um horário completo no ensino privado do que sujeitar-se ao desemprego ou a um pequenino horário no público. Fizeram-no de forma consciente. Também eu o faria se adivinhasse o que se está a passar agora. As regras não podem ser mudadas de um dia para o outro!!! Isso significa mudar completamente a vida de quem sempre construiu o seu futuro (carreira profissional) com base nas regras anteriormente vigentes.
    Isso não se faz!!! Eu nunca tive estabilidade na vida mas tinha esperança que o meu sacrifício valesse a pena. Não valeu. De um momento para o outro, com mais de 40, filhos para criar vejo-me ultrapassada por colegas mais novos que eu em mais de 10 anos mas que, porque trabalharam no privado, acumularam muito tempo de serviço e consideram que devem estar em pé de igualdade com aqueles que, como eu, sempre trabalharam precariamente ao serviço da escola pública! Mudar as regras do jogo a meio do jogo chama-se favorecimento de alguns em detrimento de outros.

    • Costa on 3 de Fevereiro de 2017 at 22:26
    • Responder

    Uma vergonha o que fez o MEC e sindicatos para ajudar os colegas dos colégios privados. Os colegas dos colégios privados que fizeram 10 ou 20 anos perto de casa (imagino que com poucas condições) mas tem os anos completos. Agora passados estes anos todos concorrem ao público e ultrapassam pela direita milhares de colegas que trabalham à 10 ou mais anos a “tapar buracos” em horários incompletos correndo o pais de norte a sul. Uma injustiça e pouca vergonha que permite que os professores dos colégios privados ultrapassem os “otários do público empurrando muitos colegas que sempre serviram a escola pública para o desemprego. Tudo isto com o patrocinio do MEC e com a concordância de alguns sindicatos “sem vergonha”. Perderam um sócio e devem perder mais.

    • Ana Marques on 4 de Fevereiro de 2017 at 9:35
    • Responder

    Só há duas razões para se trabalhar no privado: ou se está perto de casa e de alguma forma compensa, ou não se teve acesso a qualquer lugar no ensino público. Qualquer uma delas não deve dar oportunidade para ultrapassar outros que sempre trabalharam no público.

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