Mesmo os Da Carreira…

…com contrato por tempo indeterminado e tendo já trabalhado metade da sua vida activa encontram-se no início dela.

São poucos os que têm 25 anos de serviço que estão para lá do 3º escalão, dos dez escalões existentes.

Por isso, neste momento a carreira é quase um mito.

 

 

Há professores a meio da carreira com contratos a termo

 

 

Associação Nacional dos Professores Contratados não desiste de um modelo de vinculação “que respeite os mais basilares princípios de justiça e de equidade” dos docentes contratados. E acredita que a nova equipa do ME tem essa vontade.

 

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A recente fixação do número de vagas por grupo de recrutamento e Quadro de Zona Pedagógica, para o concurso externo anual de 2016-2017, confirmou os receios da Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC) de que a norma-travão “não elimina a perpetuação da precariedade docente”. Esta previsão está na documentação que a ANVPC enviou, no início de março, para a Comissão Europeia e Parlamento Europeu acerca da questão dos contratos a termo. No entanto, e depois de uma reunião com o Ministério da Educação (ME), a Associação está confiante em que o cenário se poderá alterar no próximo concurso de professores.

O que a ANVPC vê neste momento, e depois da recente legislação publicada pelo Governo a 14 de março, não lhe agrada. Na conjugação dos dados que constam da lista definitiva de ordenação de contratação inicial 2015-2016, com as vagas agora abertas, há casos que saltam à vista. Na média do tempo de serviço dos primeiros 20 professores da lista, verifica-se, por exemplo, uma média de 23 anos no grupo de recrutamento de Português e apenas uma vaga aberta para 2016-2017, bem como 20 anos de serviço no grupo de Economia/Contabilidade e de Artes Visuais e nenhuma vaga disponível, e ainda 18 anos de serviço no grupo de Inglês, 19 anos em Filosofia e 16 anos em Geografia, sem qualquer vaga aberta. A ANVPC lembra, a propósito, que muitos professores contratados já percorreram mais de metade da sua carreira contributiva, no desempenho de funções no ME, e ainda se mantêm em regime de contrato a termo.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/03/mesmo-os-da-carreira/

3 comentários

    • RUI on 22 de Março de 2016 at 14:58
    • Responder

    Seria bom os sindicatos divulgarem uma lista como e, 2007: 1º escalão- x professores; 2 escalão -y professores; 3º escalão -z professores…8º escalão-w professores. 9º escalão-k professores.A última lista foi salvo o erro do sindicato ANPL. Aos sindicatos só convém divulgarem números dos professores contratados.Mais uma prova de como os sindicatos tem um ódio feroz aos professores do quadro.

    • Lady Gága on 22 de Março de 2016 at 18:31
    • Responder

    Chamam a isto “carreira docente”?

    É preferível arranjar outro modo de vida. Este é um caminho miserável.

    Ser professor, hoje, em Portugal, é ser um ZERO à Esquerda.

    Salário miserável, longe de casa, sem horários…..enfim…..

  1. Esta situação só acontece no Ministério da EDUCAÇÃO!!!

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