Já referi que neste concurso que tem início amanhã é provável que vinculem mais docentes do que os docentes da norma travão e os da vinculação dinâmica. Até sou capaz de arriscar que vão existir docentes a concorrer em 3.ª prioridade que entrem em lugar de quadro pois o número de vagas é tão elevado que é muito provável que isso aconteça.
Agora também tenho uma grande certeza, quem ficar em lugar QA/QE muito dificilmente vai mudar tão cedo de QA/QE e só deverá mudar fruto de aposentações futuras.
Pergunto quem ficará colocado em agrupamentos que têm um número elevado de vagas?
Os menos graduados da Norma Travão (os da Vinculação Dinâmica se para lá concorrerem) os da 2.ª prioridade e em muitos casos os da 3.ª prioridade do concurso externo.
E é quase certo que as 141 vagas do Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette, Odivelas, vão ser quase todas ocupadas, assim como as vagas de todos estes agrupamentos de zonas mais carenciadas, porque candidatos não devem faltar nas listas do concurso externo.
Agora também quase garanto que horários de substituição a partir da RR3 vão deixar de ter candidatos mesmo em zonas onde não faltavam.
E cumprir-se-á assim a resolução do problema da falta de professores no dia 1 de setembro em determinadas zonas do país, mas no dia 1 de outubro esse problema será alastrado a todo o país.
Por muito que se estique a manta já se percebeu que ela não cobre a cama toda.
Boa sorte a todos os que vão concorrer a partir de amanhã.
Escolas com 100 ou Mais Vagas Positivas no CI
São 5 os AEN/AE que têm 100 ou mais vagas positivas no concurso interno, a saber:
171906 — Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette, Odivelas”, com 141 vagas
172121 — Agrupamento de Escolas de Queluz-Belas, Sintra”, com 135 vagas
171219 — Agrupamento de Escolas Aqua Alba, Agualva, Sintra”, com 109 vagas
145415 — Agrupamento de Escolas Júlio Dantas, Lagos”, com 102 vagas
171608 — Agrupamento de Escolas Agualva Mira Sintra, Sintra”, com 100 vagas





8 comentários
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Obrigado, Arlindo, pelo seu apoio, profissionalismo e dedicação e aos que consigo colaboram!
Arlindo, quem ficar vinculado a sul, terá a perspetiva de ser colocado a norte na mobilidade interna? Nos últimos concursos e com a mesma graduação era a norma. Como será agora?
Terá uma perspetiva similar à da Cleópatra quando se despediu de Marco António e disse: “Farewell my b’loved one, no more light, no more, let thou fightest, cause plot’s gone”. = Game over.
Ora Arlindo, isso já eu havia profetizado. Onde se pendurar o pote de lá dificilmente se sai. Mas os docentes vão ficar descontentes com as colocações (sobretudo os de QZP que ficavam habitualmente nas suas dez primeiras preferências). Calculo que até as sombras dos nossos antepassados venham a concurso agora… Só na minha escola há cerca de oito dezenas que vão concorrer. Pessoas que nem sabem como se concorre. Este concurso vai ser um ESTRONDO. Vai uma aposta?
Sobretudo os de QZP que ficavam sempre na sua primeira preferência. Como 14 anos na mesma escola em sério risco de desabar. Assim é que é. Está certo? Depende das cabeças, mas eu acho que acarreta algo de profundamente errado.
Acho que há uma variável que não está a ser tomada em linha de conta (porque é novidade neste concurso) e que vai alterar um pouco a lógica dos concursos. Ao obrigarem os QZP a concorrer a todas as vagas de QA/QE do seu QZP praticamente irão desaparecer os QZP. Até este concurso os QZP não eram obrigados a vincular em QA/QE, e consequentemente as escolas menos apetecíveis ficavam sempre com vagas por preencher. Este ano e com esta alteração os QZP irão “absorver” essas vagas. A mobilidade será residual.
Ora nem mais! Eu acho que teremos de criar uma linha de assistência específica para o dia da publicação das listas que não serão de Schindler. O INEM não vai aguentar e o SNS vai implodir. As palavras ou expressões que me ocorrem são: tsunami, tornado, catástrofe, clímax, urubu agoiro do satanás, aqui d’el-Rei e tem-te-não te caias… E onomatopeias interjetivas “plof”, “crás”, “zut”, “brrr”, “cruzes São Brás”, “arreda manco do demo”, “chufa”, “bum”, “chiça”, “ai o plinto”, “figas para a mãe que te fez na telha bamba”. E ao fundo a imagem de São João a dar à Costa, acenando o batismo da colocação eterna.
Julgo que um dos objetivos do concurso é reduzir (ou mesmo acabar) a seu tempo o número de professores colocados em QZP. Até porque pelas novas regras um professor colocado em QA/QE com insuficiência (ou ausência) de horário funcionará como um “QZP” sendo obrigado a concorrer aos restantes agrupamentos do QZP a que pertence a sua escola em caso de ausência de horário ou a completar o respetivo horário.
Na prática os QZP deixarão de ser necessários nas atuais condições.