Elaborei o quadro seguinte com base nos dados dos relatórios de estatísticas da Educação dos anos letivos 2010/2011 e 2012/2013.
- Considerei todas as escolas de Portugal incluindo as escolas das regiões autónomas.
- Considerei como docentes das escolas privadas todas as escolas dependentes ou independentes do estado.
- Os números referentes aos docentes dos quadros e contratados são da rede do Ministério da Educação e Ciência onde estão incluídas as regiões autónomas.
Entre o ano letivo 2010/2011 e o ano letivo 2012/2013 existiu uma redução de 24.642 docentes, sendo que 22.824 eram do ensino público e 1.818 do ensino privado. No total a redução do número de docentes foi de 14%, sendo que no ensino público essa redução foi de 15% e no ensino privado de 8%.
A maior redução entre 2010/2011 e 2012/2013 verificou-se nos docentes contratados da rede do MEC que foi de menos 43,29% contratações.
O 2º Ciclo perdeu 53,05% de docentes contratados, o 3º Ciclo/Secundário teve menos 42,48% contratações, o 1º ciclo menos 33,50% e a Educação Pré-escolar menos 26,28% contratações.
Saíram das escolas da rede do MEC 5.974 docentes dos quadros entre 2010/2011 e 2012/2013





5 comentários
4 pings
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Pois, mas uma boa parte dos docentes oriundos do privado vão agora ingressar nos quadros do MEC enquanto que os sempre lecionaram no ensino público vão para o desemprego .
É possível ver nas listas de graduação quem nos últimos 10 anos passou a integrá-las, fazendo com que os docentes que delas sempre constaram descem ou não subissem mesmo tendo horários completos.
Onde se lê descem deve ler-se descessem.
Se os contratados que estiveram sempre no público tivessem energia punham uma providência cautelar contra este concurso de chacha. e passavam a exigir que cada ano no particular valha zero.Pois é preciso ter tomates..e mandar à m*** a história da igualdadezinha.Os tipos do privado com graduação mais elevadas que muitos Qzp ainda lhes vão passar à frente.
.
E por que não? Não têm as mesmas habilitações nas mesmas universidades? Não trabalharam o mesmo ou mais por menos dinheiro? Não educaram crianças? Não pagaram os mesmos impostos? Ou os impostos do privado servem para garantir as regalias do público e mais nada? Como já me aconteceu muitas vezes, aliás! Fiz um mestrado, frequentado por colegas do público, em que as propinas foram pagas pelo ministério para os do público, mas eu tive de pagar as minhas. Ou seja os meus impostos, iguais ou maiores, não serviram para mim, mas para o público. Público, não, “estatal”, Porque são igualmente “públicos” os meus impostos e o meu trabalho! E aprenda a ter um pouco mais de classe na linguagem, talvez um pouco mais digna de um professor, ok?
Quer explicar-me como funcionam os concursos para entrar no ensino privado? Eu também gostaria de ter entrado…
[…] E a resposta encontra-se neste quadro. […]
I liked your blog very much.
I want to thank you for the contribution.
[…] Em 2012/2013 foi de 128 931. […]
[…] no ano passado tinha feito este quadro que mostrava a evolução negativa do número de docentes em Portugal continental (quer no ensino […]