Do Concurso para Animadores Socioculturais

Os problemas são idênticos na selecção dos candidatos.

Fica aqui este mail que me chegou.

 

 

Gostaria muito de partilhar esta mensagem para dar voz ao sentimento de desânimo que deve estar a assombrar muitos animadores socioculturais. Este ano a maioria das escolas Teip perdeu este recurso, provavelmente por decisão de alguém que nunca deve ter assistido ao trabalho dos animadores nem percebeu a sua importância, sim porque os animadores fazem muito mais do que animar os pátios das escolas.

Como as ofertas de escola são menores e os candidatos cada vez mais, fica difícil encaixar os afilhados. O que está a acontecer é que, salvo raras exceções, as Direções não estão a respeitar a informação publicada no Diário da República, 1.ª série — N.º 123 — 27 de junho de 2012, Artigo 39º. Consultamos os sites dos Agrupamentos e nada de listas de ordenação de Tempo de Experiência Profissional e de Ordenação Final com a devida pontuação em cada critério. E quando são publicadas é para nos depararmos com situações flagrantes de atribuição de 20 valores na entrevista ao “afilhado” porque caso contrário com o pouco tempo de experiência profissional que tem ficaria longe do 1º lugar. Mas a ironia não acaba aqui, há bem pior. Como no caso de um Técnico que vê na plataforma que tinha sido selecionado e imediatamente a seguir recebe um telefonema da escola a pedir que desistisse porque se tinham enganado no número do candidato, ou seja, que ele não estava em primeiro lugar. Como a escola não tem boa reputação, a pessoa em causa desconfiou e pediu para ver a lista de ordenação final antes de desistir. A escola não mostrou e pediu que apresentasse os comprovativos de experiência profissional dentro de 24h carimbados e autenticados. O Técnico em questão conseguiu as declarações, mas disseram-lhe que o tempo de experiência profissional que declarou não era todo em escolas. O artigo 39º, ponto 11 fala em experiência profissional na área (da Animação Sociocultural), não diz que tem de ser em escolas, se assim fosse ninguém teria mais de 5 anos de experiência porque os TEIP contratam Animadores há cerca de 5 anos, certo?

E mais, o Técnico se não tivesse chamado a atenção da Direção já tinha sido eliminado mesmo antes de ir à entrevista porque só lhe contabilizaram o Bacharelato, justificando de que eram muitos candidatos e não tinham reparado de que tinha licenciatura. Tudo isto porque precisam de eliminar cerca de 11 candidatos para chegarem ao “afilhado”.

Não entendo o que leva as Direções das Escolas a meterem-se em chatices e aborrecimentos só por causa “daquele” Animador, quando possivelmente um novo Técnico traria iniciativas novas e enriqueceria o projeto da escola.

Mas digam-me por favor o que faz alguém numa situação destas?!

Gostava muito de conhecer outras situações para perceber realmente como estão a decorrer as contratações de animadores.

Obrigado.

 

Anónimo

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5 comentários

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    • Cumba on 1 de Outubro de 2013 at 20:26
    • Responder

    Não sou Animadora, mas compreendo a sua aflição e revolta. Nós, professores também sofremos na pele atos corruptos. Esta pouca vergonha tem que acabar!

    • Rita on 1 de Outubro de 2013 at 20:54
    • Responder

    Olá colega, eu acho que nesses casos e nos demais casos irregulares que se têm verificado nas contratações, se deve proceder à denúncia. O que acontece é que a IGEC remete a denúncia para as escolas, dando-lhe autonomia para responder ao reclamante e, o que se verifica, é que nem sempre o reclamante recebe qualquer resposta e a situação ilegal segue como nada se passasse. Penso que existe muito desconhecimento e alguma má fé nas contratações. Se no caso dos professores existe a questão da graduação profissional e a chamada para entrevista por tranches de 5, no caso dos técnicos isso não está salvaguardado. Ou chamam dezenas ao mesmo tempo para entrevista por ordem de chegada ou só chamam quem decidem e assim, ninguém se entende! Tive oportunidade de consultar uma lista publicada pelo Agrupamento de Escolas Pedro Eanes Lobato (horário 17 e 18) e fiquei incrédula!!
    http://agrupamento.eb23-pedro-eanes-lobato.rcts.pt/

    Aparece para quem quiser ler, um sem número de candidatos e toda a informação que lá escreveram. Para ter uma ideia, há desde o treinador de futebol, ao professor de yoga para crianças, a candidatarem para o lugar de Educador Social!
    Mas qual é a parte que as escolas não entendem que só têm que convocar para entrevista quem possuí habilitação própria para exercer o cargo????? Em relação a essa escola, pelo menos sabemos quem se está a candidatar, mas quantas não existem em que os selecionados não tem experiência na área ou quem nem sequer possuí habilitações para exercer???
    Tenho também a seguinte dúvida, relativamente às contratações de técnicos especializados (Animadores, Psicólogos, Mediadores, Assistentes Sociais, etc): trabalhamos 35 horas ou as 40 horas? Obrigado

    • Pedro on 1 de Outubro de 2013 at 21:49
    • Responder

    Um outro exemplo é na Esc. Sec Viriato, que uma tal de Ana Morgado já á vários anos consegue ficar sempre com horários nesta área para ensinar coreografias do ginásio.
    Á cunhas e encunhados naquela direção…

      • Luis Aguiar on 1 de Outubro de 2013 at 22:57
      • Responder

      Por favor, o “à” de haver é SEMPRE com H “Há”.
      Custará assim tanto?

    • Anónimo on 2 de Outubro de 2013 at 12:45
    • Responder

    Obrigado a tod@s pelos comentários que tem enviado. É muito bom trocar experiências pois ajudar-nos-á a salvaguardar de situações futuras.

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