Tal como anunciado na sexta-feira, a “Mega Sondagem – Que Tipo de Luta, Enquanto Docente, Estarias Disposto a Fazer?” termina hoje à meia-noite.
Até ao momento já existem 8 mil respostas, sendo que existem duas opções quase empatadas nos lugares da frente:
- Greve às avaliações no 1.º período e no fim do semestre (1.608);
- Greve por tempo indeterminado (1.592).
Não sei se os colegas sabem, mas em 2018 foram criadas duas portarias que no fundo tiram qualquer efeito à greves às avaliações, porque não basta faltar um professor para a reunião ser adiada. O que tira qualquer efeito a uma eventual decisão sobre greves à avaliação.
Ficam aqui duas notícias da altura.
Ministério usa portaria para acabar com os conselhos de turma




11 comentários
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Os colegas têm memória curta, Arlindo!
Greve a tudo! Por tempo indeterminado e às avaliações.
Deviamos fechar as escolas!
Os colegas nem sabem quantos dedos têm quanto mais as leis do seu trabalho!
Caro Arlindo, é a isto quer se chama “legislar de emboscada”… A democracia vê-se nos detalhes! E isto vai piorar, o governo está com o pé no acelerador, a despachar-se a aplicar uma agenda que sempre ambicionou e escondeu. E tudo isso antes que o pessoal acorde (se acordar…) e que cheguem as preocupações com as eleições. Aí as ambições reformadoras serão outras….
Tempos plúmbeos se avizinham.
Um forte abr, Paulo
De luto pela educação. Preto integral por tempo indeterminado.
Vigílias em todas as cidades do país.
Marchas pacíficas a reivindicar o tempo de serviço perdido e melhores condições de trabalho.
Os professores não têm recursos para fazer greve. Ganhamos pouco e não nos podemos dar a esse luxo (infelizmente).
Sei que as condições são diferentes com a inflação e taxas euribor para quem tem empréstimos. Porém, há alguns anos atrás vivemos sem subsídios de Natal e de férias. Sobrevivemos.
Fazer greve é um investimento no nosso futuro e no futuro da Educação em Portugal.
Como é que sobreviveu, no tempo do Coelho, sem 2 (DOIS) meses de vencimento?????
A justificação da inflação atual NÃO COLHE. Mesmo que atinja 10%, os cortes do Coelho foram de 20% (VINTE POR CENTO).
É só fazer as contas.
Os enfermeiros ganham menos e fazem greve, não percebo!
Nós temos de fazer e agir da mesma forma que eles. A greve deve ser de dias seguidos para causar impacto. “Tempo indeterminado” é vago.
Outra coisa, somos todos professores. Não importa os graus de ensino que cada um leciona. Isso só causa divisões na classe, que tem que se unir. Ou vamos todos provar do mesmo veneno, que é a cunha para leccionar em determinado agrupamento…Como este ministro quer fazer…Querem ver que ele descobriu alguma coisa de novo??? O atual modelo de recrutamento é o menos injusto. Têm que existir listas e concursos a nivel nacional. Prevalece a graduação.
Se os enfermeiros lutam e conseguem NÓS tb o podemos fazer!!!
Sugiro greve por tempo indeterminado. Temos de deixar de ser transparente.
– os enfermeiros foram criativos e engendraram o crowdfunding para angariar dinheiro que era destinado a subsidiar os grevistas
– “em 2018 foram criadas duas portarias que no fundo tiram qualquer efeito à greves às avaliações, porque não basta faltar um professor para a reunião ser adiada”. Esta afirmação é desmobilizadora e parcialmente verdadeira. Essa portaria determina que o CT funcione de acordo com o CPA, o que implica que a reunião se realiza com um quórum de 1/3 do CT. O efeito continua a existir porque se não aparecer 1/3 a reunião de avaliação não se realiza. O que se pode dizer é que dificulta esse efeito porque subsiste a dúvida de num CT com 12 elementos, se 9 fariam greve… mas a mesma dúvida subsiste em saber quantos profs têm reserva financeira para aguentar “tempo indeterminado” (e o governo sabe isso…)…