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Ministro avança que 86% dos professores estão já vinculados

 

Ministro avança que 86% dos professores estão já vinculados

Em dia de greve de professores, o ministro da Educação está no Parlamento a explicar o orçamento para o próximo ano. João Costa anunciou que uma das propostas em cima da mesa é redimensionar os quadros de zona pedagógica.

O ministro da Educação, João Costa, garantiu esta quarta-feira aos deputados que 86% dos professores estão já vinculados.

Questionado pelo PS, no Parlamento, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado, João Costa atualizou o número: mais de 18 mil docentes com vínculo ao Estado desde 2015.

“Neste momento, já vemos mais de 18.100 professores vinculados desde 2015. A última atualização era de 14 mil professores. Isto leva-nos hoje a termos um quadro de uma profissão em que, ainda que queiramos continuar a combater a precariedade, temos cerca de 86% de vínculos permanentes e definitivos nesta área da educação na categoria dos professores”, afirmou João Costa, em dia de greve de professores.

Quadros de zona pedagógica mais pequenos

O ministro da Educação, que para a semana vai reunir-se com os sindicatos de professores, anunciou que uma das propostas em cima da mesa é redimensionar os quadros de zona pedagógica.

Por um lado, repensar a distribuição geográfica dos quadros de zona pedagógica. Neste momento, temos quadros com distâncias internas superiores a 200 quilómetros, isto não é aceitável porque não dá estabilidade aos professores. Queremos reduzir substancialmente estas distâncias.”

Estudo para avaliar necessidades

Outra proposta para a negociação é vincular os professores nas regiões onde há mais falta de docentes, salientou João Costa.

“Um estudo de aferição das necessidades até 2030, com distribuição geográfica, por grupos de recrutamento e este é um estudo que nos permite vincular e abrir lugares de quadro onde as necessidades efetivamente existem e vão existir”, afirma o ministro da Educação.

O governante disse ainda que a ideia é garantir aos professores que conseguem um lugar numa escola perto de casa.

“O nosso objetivo é abrir mais lugares em quadro de escola nestas regiões, e com carácter permanente, para que as pessoas possam reorganizar a sua vida e não ter que suportar duas casas: uma na zona onde trabalham e outra na zona de onde vem. Paralelamente, estamos a trabalhar para ir disponibilizando residências para professores. É um trabalho em curso, temos já algumas camas garantidas e é um trabalho que, em devido tempo, daremos notícia.”

João Costa disse aos deputados que, desde 2015, o orçamento para a Educação já cresceu 44%, verificando-se um aumento de 36% face à despesa executada em 2015.

O ministro disse ainda que mais de 100 agrupamentos de escolas já definiram planos de inovação, com autonomia reforçada, mas também com o acelerar da transição digital. O ministério já distribuiu mais de um milhão de computadores.

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Intervenção Inicial do Ministro da Educação

Clicar na imagem para ler a intervenção inicial do Ministro da Educação.
 

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Cerca de 26 mil contratados para substituir professores desde o início do ano letivo

Confirmo um número semelhante.

E como o ministro disse, não são 26 mil horários, mas 26 mil colocações.

 

Cerca de 26 mil contratados para substituir professores desde o início do ano letivo

 

 

O ministro da Educação afirmou esta quarta-feira que foram contratados cerca de 26 mil professores para substituições, desde o início do ano letivo, sendo que, semanalmente, há cerca de 600 novos horários por preencher.

 

 

 

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Audição do Ministro da Educação

Pode ser vista aqui.

 

 

 

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Há cada vez mais professores a abandonar o ensino

 

Desencantados com a profissão, muitos docentes abandonam o sistema de ensino. Em 16 anos o número de professores caiu para 35 mil.

Há cada vez mais professores a abandonar o ensino

A entrada de novos elementos, em contraste com as reformas e saídas antecipadas, não está a responder às necessidades.

O especialista em Educação Santana Castilho apresenta à Antena 1 uma análise ao estado do ensino, sobretudo da profissão, e caracteriza a classe como envelhecida e cada vez mais escassa.

Entre velhas políticas e as atuais, há professores a abandonar o ensino, mas há também quem chegue à idade normal para a reforma e agrave a falta de professores

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Por que voltam os professores à greve?

Por que voltam os professores à greve?

 

Os dirigentes sindicais sabem que a recuperação do tempo de serviço não é tarefa fácil, por isso sempre estivemos disponíveis para negociar a sua recuperação de forma faseada.

 

O setor sócio-profissional da educação e do ensino, no qual se integra o movimento sindical docente (muito expressivo e variado), na medida em que envolve, direta ou indiretamente, centenas de milhares de alunos com as respetivas famílias e cerca de 150 mil professores é um dos setores que se reveste da maior relevância cultural, organizacional e sócio-política.

Não por acaso, o partido parlamentar insurgente veio anunciar “urbi et orbi” o seu interesse no lançamento de uma espécie de nova central sindical, na qual, a par de agentes das forças e serviços de segurança, médicos e enfermeiros se mostra deveras interessado no corpo docente.

Isto no momento em que cinco membros da tendência sindical afeta ao Bloco de Esquerda abandonaram a reunião do Conselho Nacional da CGTP, acusando a maioria comunista de “impor a lei da rolha” e de uma “inaceitável asfixia democrática”. Aliás, já há cerca de um ano também a tendência sindical socialista deliberou abandonar as reuniões deste órgão, acusando esta central de falta de democracia interna.

Nós, Pró-Ordem e Federação Portuguesa de Professores, ao contrário de outras federações de professores que se encontram filiadas na UGT ou na CGTP, não estamos filiados em nenhuma das centrais sindicais. Neste sentido afirmamos que somos a única federação de professores independente. No entanto, sempre que os interesses dos nossos representados o exigem, conjugamos esforços com outras associações sindicais e convergimos na ação, como é o caso desta greve de dia 2 de Novembro, a qual foi convocada por praticamente todos os sindicatos de docentes.

Naturalmente que, assumindo nós uma mundividência de sindicalismo de propositura e reformista, só propomos aos nossos associados e aos professores em geral o recurso ao instituto da greve quando a via negocial não alcança resultados e se mostra esgotada, como é ora o caso.

Mas – pergunta agora o leitor – o Acordo de Rendimentos e Competitividade assinado em sede de concertação social, “rectius”, Conselho Económico e Social não vos satisfaz? E o Acordo assinado, no seguimento daquele, com duas frentes sindicais da Administração Pública (AP), também não vos satisfaz ?

Não nos satisfaz por várias ordens de razões e “ab initio” porque estabelece uma discriminação negativa para com os professores, que são uma carreira do regime especial (como, por exemplo, o são médicos e enfermeiros), face aos técnicos superiores que estão integrados numa carreira do regime geral. Para estes o Governo estabelece um aumento de 104 euros, enquanto que para os professores, estranhamente, apenas propõe 52 euros. Estranhamente em virtude de os índices salariais de ambas as carreiras sempre terem sido os mesmos desde 1986.

Esta atitude discriminatória do Governo configura (mais) um desrespeito objetivo pelo Corpo Docente, mas há mais: o supra-citado acordo recupera, e bem, os pontos para progressão em diversas carreiras da AP ou reposiciona os trabalhadores nas respetivas escalas indiciárias, mas tarda em adoptar idêntico procedimento na carreira docente, na qual falta recuperar 6 anos, 6 meses e 23 dias do tempo de serviço prestado.

Os dirigentes sindicais sabem que a recuperação do tempo de serviço não é tarefa fácil, por isso sempre estivemos disponíveis para negociar a sua recuperação de forma faseada (seja para a subida de escalão e em alguma bonificação em sede de aposentação).

Também relativamente a outras reivindicações do Corpo Docente temos mostrado total abertura para que se adopte idêntico procedimento, plasmado num Protocolo negocial, mas da parte do Sr. Ministro da Educação – relativamente a essa metodologia – se não veio um Não, também ainda não nos chegou um Sim.

Não é deste modo que se obvia à crescente falta de professores e muito menos ainda quando já há uma cadeia de supermercados de origem espanhola, em vias de instalação no nosso país, a oferecer nos primeiros anos mais salário e melhores condições de ingresso e de vinculação do que as que são oferecidas pelo Ministério da Educação, para uma profissão cada vez mais desgastante e mais exigente. Para cujo ingresso na carreira se exige, e bem, o grau de mestre.

Tudo razões mais do que suficientes para que esta greve nacional de professores tenha sido marcada nesta data, precisamente para coincidir com o dia em que o Ministro vai estar na Assembleia da República a defender a sua proposta de orçamento. Um Orçamento de Estado que não resolve nenhum problema da educação e do ensino, apenas os adia e eterniza.

 

Filipe do Paulo

Presidente da Federação Portuguesa de Professores

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Alunos melhoram nas provas de aferição, mas oralidade no 2.º ano cai a pique

Alunos melhoram nas provas de aferição, mas oralidade no 2.º ano cai a pique

 

“Resultados são moderadamente animadores”, diz ministro. Oralidade no 2.º ano e Álgebra no 5.º são dos poucos domínios que fogem à tendência. No 8.º todos as áreas testados melhoraram face a 2019.

 

Foram globalmente melhores os resultados dos alunos do ensino básico nas provas de aferição deste ano — as primeiras a serem realizadas num formato “normal”, sem ser por amostragem, desde a chegada da pandemia. Em relação a 2019, há claras subidas de desempenho, nomeadamente no 8.º ano de escolaridade onde, em todos os domínios testados que podem ser comparados, houve subidas. No 2.º ano o cenário é pior:

….

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Professores hoje em greve contra OE2023

 

Os professores realizam hoje uma greve nacional contra o Orçamento do Estado para 2023 e o que consideram ser a falta de investimento na Educação, no dia em que o ministro é ouvido no parlamento sobre a proposta.
A greve foi convocada por sete organizações sindicais, incluindo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE), que exigem a valorização da carreira docente, o combate à precariedade e a necessidade de promover o rejuvenescimento do setor.
A greve coincide com a ida do ministro da Educação, João Costa, ao parlamento para ser ouvido no âmbito da discussão na especialidade do OE2023, que prevê 6,9 mil milhões de euros para o ensino básico e secundário e administração escolar.
Para as estruturas sindicais que representam os professores, este valor é, no entanto, insuficiente e representa o que consideram o subfinanciamento do setor. Por outro lado, consideram também que o OE2023 deixa por responder vários problemas.
As reivindicações são comuns e incluem medidas que tornem a profissão mais atrativa, o fim das vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões, o combate à precariedade, a criação de estímulos para atrair professores para zonas com falta de profissionais e a recuperação do tempo de serviço congelado.

Diário de Coimbra

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