Vamos ter novidades na Organização do Ano Letivo 2022/23
Uma das medidas levadas à mesa de conversa passou pela possibilidade levantada pelo Ministério da Educação, da adoção de uma organização semestral do ano letivo, enquanto resposta integrada e localmente concertada, potenciadora de práticas de ensino, aprendizagem e avaliação, conducentes ao sucesso de todos os alunos, ficando ainda consignada a possibilidade de as escolas utilizarem dias contemplados na 3.ª interrupção das atividades educativas e letivas, através de fixação de outro ou outros períodos de interrupção.
Sobre esta questão, a FNE defendeu a necessidade de se salvaguardar o impacto que estas medidas de caráter “avulso” possam ter na vida profissional dos docentes, nomeadamente no que diz respeito à organização do seu horário de trabalho, isto porque foram reportadas queixas junto da FNE relativas à organização semestral do ano letivo. Na verdade, embora esta medida tenha sido acolhida com agrado por parte de muitos diretores, considerando que diminui os momentos de avaliação de três para dois períodos e contribuiu para o aumento do sucesso dos alunos, diminuindo consequentemente o trabalho burocrático dos docentes, na materialização dos seus efeitos, em muitos casos, não traduz o resultado que se pretendia com a sua implementação.
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21 comentários
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É muito significativo olhar para as “grandes” reformas deste [colocar aqui o que quiserem] que lá está há 7 anos sejam o Maia, a PAFC, o 54, a semestralidade, ubuntu…
Quais foram os ganhos para os alunos/professores/encarregados de educação? ZERO
Qualquer encarregado de educação que fale e analise os resultados das aprendizagens dos seus educandos percebe que o elevador social que ERA a escola está a morrer.
Estamos a formar mão de obra barata para empregos precários…
É este o futuro que queremos para o nosso país?
Também quero mudança, mas não desta!
Estas cosméticas superficiais só demonstram a qualidade das “elites” de decisão.
Nada de respeitar as tradições culturais nem o ritmo natural de aprendizagem! É só fazer amálgamas sem fundamento para ajavardar ainda mais estas mistelas amnióticas onde nadamos.
Assim se perde qualidade e dignidade, visto que os pavões ambiciosos que tudo decidem não têm qualquer humanidade ou cultura! Apenas mudam por mudar, para confundir e para parecer que fazem alguma coisa.
Pensei que a novidade era ganhar o dobro.
Assim será com os médicos….
A MONTANHA PAREU?
MMMMM
NADA os salvará de uma cateafeda de doentes em Setembro.
Nem k a vaca russa….
E lá no curral …… ui são aos montes e RATO TAMBÉM
Está mais do que entendido e falado que falta estrutura ao país. Boas leis, mas falta pô-las em acção com menos burocracia, claro. Agora só temos de avançar com os pilares mais importantes de uma nação: Ensino, Saúde e justiça. Querer é poder; A União faz a força.
A semestralização não tira momentos de avaliação. Acrescenta… Não se dá é notas. Passa para 4
Aumenta burocracia e destrói disciplinas.
Desorganiza todo o calendário seja a nível de famílias seja a nível de diminuição de cansaço (períodos de interrupção lectiva).
Ora ai está uma boa análise. 4 momentos, em que as avaliações intercalares, principalmente a do 2 semestre tem um peso muito importante.
E aquelas escolas onde a nota que conta é a do 2º semestre, varrendo-se para debaixo do tapete o 1º semestre?!?!
É só areia para os olhos.
É óbvio. É acrescentar papéis ao que já existe,
Nenhum privado o faz. Porque será?
Porque não serve para nada de bom, para os alunos e só vem acrescentar trabalho inútil à escola.
Falso.
O colégio do Rosário, no Porto, funciona em semestres.
É o que toda a gente que experimentou o sistema diz… As avaliações intercalares obrigatórias acrescentam um momento de avaliação às do atual sistema por trimestre em que eram feitas excecionalmente.
Mais uma medida que visa destruir a escola pública!
Investiguem:
a) Como foi decidida a implemetação experimental da medida no ano findo;
b) Qual a opinião de alunos, EE e professores sobre a experiência;
c) Se foi cumprida a prometida análise da experiência, para decidir continuar ou não no próximo ano lectivo.
Investiguem, professores e jornalistas!…
Até fiquei emocionada.
É lindo ver uma foto tão calorosa de quem nos representa, FNE, a ser tão bem recebida por quem nos tutela.
E a matéria debatida é de elevada sensibilidade. A semestralidade vai ser uma força propulsora de sucesso educativo sem precedentes.
Ai poça, até estou sensibilizada.
E aqueles parágrafos finais! Ufa… A manifestarem alguma consideração por nós.
É demais, vou largá-la. Rola lá teimosa lágrima fruto da minha comoção.
Agora é que vai ser… AAAHHHH. Avante com a Educação!
Eu quero que se £‰@£‰ os semestres, os períodos, os trimestres, o raio que os parta. Por mim até podia ser à semana, ao mês, quero lá saber. O que quero é respeito, disciplina, liberdade para ensinar e que me paguem o que devem (são 6 anos e qualquer coisa!!!) e, já agora, um salário condizente com a profissão que desempenho! O resto é paisagem e discussão de mercearia…
Falso, só o pré-escolar funciona. 1o Ciclo até Secundário mantém os 3 momentos de avaliação.
Com a divisão semestral, inventaram avaliações intercalares com mais grelhas. Portanto passaram a ter 4 momentos de reuniões e mais papéis. Os professores não descansaram!
quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão?!
Sério ? Diminuiu o trabalhos dos docentes e melhorou o sucesso das crianças? Não senti nada disso…
Aumentou e muito!
As crianças, jovens e docentes, pais não beneficiaram em nada, além de terem menos tempo de interrupções e nós docentes ainda mais trabalho…
Acho que já entendi o porquê das renovações dos horários incompletos: deixar de se realizarem concursos….
Como professor (privado e público) e Encarregado de Educação, conheço os dois sistemas e prefiro o semestral:
As reuniões intercalares existem nos dois sistemas, mas prefiro uma avaliação final de primeiro semestre em janeiro, mais tranquila, com mais elementos do que em dezembro;
O período da Páscoa não altera na duração do semestre, mas altera a duração dos segundo e terceiro períodos, com uma diferença considerável entre estes;
As reuniões intercalares já existem nos três períodos, passado a existir agora duas e não três reuniões intercalares;
A carga burocrática associada entre reuniões intercalares e finais é de uma enorme diferença, sendo substancialmente superior nas segundas;
A carga burocrática no público é enorme e pouco preocupada com a gestão do tempo do professor — grande parte das vezes apenas preocupada em cumprir com os requisitos legais e de (des)responsabilização dos demais intervenientes — como professores não somos muito amigos dos colegas de profissão e não visamos a eficiência de procedimentos, lamentavelmente… enfim, creio que mencionei que prefiro o sistema semestral.