Mitos de quem manda no sistema, mas só lhe percebe a superfície e a curta duração….
O mito de “acabar com a casa às costas dos professores” é como o mito de acabar com o crime . Como alguém me dizia, quando trabalhava num serviço ligado a essa área: há crime desde Caim e Abel ou antes….
Em vez de “acabar” era mais honesto dizer “minorar”.
Deixo umas ideias:
1.Incentivos à colocação em sítios menos desejados (bonificação no concurso seguinte, subsidios de apoio à residencia, incentivos à fixação).
2.Diminuição do tamanho dos QZP (tornava os QZP mais atraentes).
3.Dar aos quadros de escola condições para se moverem e desincentivar a permanência nos QZP. O destino final na carreira deve ser ter a “sua” escola.
4.Regulação do tempo de permanência de quem entra em cada etapa (ex: 4 anos maximo para contratado, 6 anos no máximo em QZP e depois obrigação de concorrer a quadro de escola e dar mais salário a quem estiver em quadro de escola).
5.Solução para os contratados de hoje com mais de 4 anos de tempo de serviço (dar-lhes carreira e lugar e não fazer da contratação um estado permanente).
6.Acabar com a norma travão e vincular pelo tempo total e não pelo número de contratos.
A carreira docente foi destruída por 2 vias: não existir com valores salariais justos para quem já está nela e ser desinteressante para os contratados, que conseguem lugares melhores na geografia da contratação, do que na economia da carreira, que não os favorece.
Por isso, no fim, vamos ter ao salário.
Eu iria para Lisboa se me pagassem mais….
Na minha família, a casa às costas docente é uma tradição familiar.
Por isso, eu sei que nunca vai acabar.
Pode é ser mais aceitável ou suportável e nunca aos níveis atuais. E conhecer a História do sistema antes das catástrofes Lurdes/Walter/Crato faz falta.
Nos anos 60, a minha mãe foi do Porto à Guarda ou Chaves em 6/7 horas de carro, com direito a paragens a meio das serras para arrefecer o Fiat 600.
Nos anos 30, antepassados foram de Viana ao Soajo. A etapa final era feita a pé com direito a atravessar um rio numa barquita.
E, no início do século XX, a minha bisavó foi de Moncao a Vila Praia de Âncora: a viagem era de carroça.
Eu nasci no Funchal porque foi o lugar de quadro que a minha mãe arranjou.
Não vai ser João Costa que vai terminar a necessidade de deslocar professores no território, que é um facto lógico e constante.
O problema minora-se, não desaparece.
Acabar com ele é uma intenção bonita mas uma fantasia.
A contratação local era muito pior noutros aspetos e não resolvia o problema da falta de pessoas para lecionar.

4 comentários
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se eu tivesse asas voava 😂😂😂
Toni TENS PINTA DE MALANDRECO.
Tudo que o postador escreveu é verdadinha tony.Sabes qual é o vosso probelma ?
É QUE SO LADRAIS A QUI NA ESCOLA NEM PIAS , AO DIRETOR E Á SUA ENTOURAGE TONY
Quantas vezes nao concordaste com O DIRETOR E MANDASTE COLOCAR EM ATA?
TONY AQUI É FACIL MANDAR BITAITES MAS LÁ NAO ABRES A BOQUINHA ÉS UM CHOTA PEGAS.
DEVIAS TER ALGUMA COLUNA VERTEBRAL TONY
CADA UM CONCORRE PARA ONDE QUER NAO PODE É CONCORRER PARA UM LOCAL E DEPOIS VIR AQUI REZAR.
SABES TONY O RIO QU E FALA ALI O POSTADOR EU CONHECO BEM ERA UMA VIDA DESGRAÇADA TONI E AINDA TINHAM QUE IR Á SEDE DO CONCELHO BUSCAR O CHEQUE AS FINANÇAS PORQUE O DINHEIRO NAO CAÍA NA CONTA TONI. APRENDE RAZAZITO.
SOAJO DEVES CONHECER DOS TRILHOS , DIGO EU , TONI.
TU E MUITOS COMO TU NUNCA LEVANTARAM O O CU MAIS DE 30 KMS.
E AGORA METE AS VIRGULAS NESTA MERDA QUE VOCES AS VEZES ENOJAM
Não podemos esquecer que há QZP’s em fim de carreira. Seria complicado serem obrigados a concorrer a QE/QA e não poderem deslocar-se.
Acrescentava acabar com os garrotes no 4.º escalão e no outra mais acima, que apenas servem para desincentivar os professores e cortar a progressão na carreira a quem não tiver o Excelente.
Quem não tem essa nota nunca mais sairá do 4.º escalão, numa carreira com 10 escalões, e ficará cada vez mais na miséria.
Conheço alguns colegas que já saíram da profissão à conta destas medidas economicistas e sem qualquer regramento ou justiça.
Depois não venha o sr. PM dizer que quer aumentar os salários em 5%. São migalhas!! Ou que quer mais professores. Vai arranjá-los onde?!